Por Bruno Leonel

Fundado no ano de 2013, e com um considerável número de shows feitos em Londrina e região, o trio Corpsia é um dos representantes da safra mais recente do metal Londrinense. Contando com os integrantes Daniel Scaloni (Bateria, além da maior parte das letras), Lucas Landin (baixo) e Gabriel Arns (Guitarra e vocal), o trio foi montado com a ideia de tocar thrash metal clássico, inicialmente influenciado por bandas pesadas dos E.U.A (De onde vieram nomes como Metallica e Slayer) além de medalhões do rock clássico e de outras vertentes do metal –  Black Sabbath, Kreator, Destruction e outras no pacote.

Lucas Landin, Gabriel Arns e Daniel Scaloni. Trash metal com referências clássicas - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Lucas Landin, Gabriel Arns e Daniel Scaloni. Thrash metal com referências clássicas – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O grupo teve um primeiro registro de estúdio (A demo ‘An Order From Chaos’ de 2015, gravada na cidade) e após uma boa recepção no circuito underground,  está trabalhando nas gravações do primeiro disco completo. O trabalho, que será intitulado “Genocides in the name of God” e contará com 10 faixas; “Fomos convidados para colocar uma música deste disco, em uma coletânea da revista Terrorizer (Inglaterra). Saiu um cd com tiragem próxima de 10 mil cópias, foi bem bacana, uma forma nova de divulgar. É um veículo grande de comunicação no estilo, isso ajuda a fazer contatos para nossa ‘futura tour’,  além de divulgar nosso trabalho lá fora” contou ao RubroSom o baterista Daniel Scaloni. O trio chegou também a dar entrevistas para publicações especializadas da Europa. Segundo eles, a internet tem sido uma vitrine e tanto para expor o trabalho cujas letras são todas escritas em inglês.

A ‘Futura Tour’ aliás, é um projeto do grupo para tocar em outros países, e que, já começa a se desenhar. Com previsão de lançamento do disco para ainda este ano, o trio pensa em realizar excursões para fora do país. Segundo eles, a crise econômica atual (Assim como a valorização de moedas estrangeiras) é um fator complicador. “A gente tá em contato com pessoas (de fora) que podem viabilizar essa turnês pra gente, mas, o objetivo é esse. Até então a gente tá em fase de planejamento… Estamos primeiro pensando no álbum que é fundamental para a turnê” contou durante a entrevista o baixista Lucas Landin.  O grupo se apresenta nesta quinta-feira (12) no Rotten Fest no Oficina Bar em Londrina, ao lado das bandas Hereticae e Acid Brigade.

Sobre a atual fase do grupo e expectativas do trabalho, o RubroSom teve uma entrevista bem interessante com o trio londrinense.

Vocês tem esse som mais focado no thrash clássico, na época que vocês começaram em 2013, aqui na região, o gênero andava meio em baixa?
Lucas –
A proposta do Corpsia, em relação ao som, era de fazer um ‘Thrash metal’ com a raiz do estilo, mas com uma roupagem nova. No ano que começamos, naquele momento, na ativa não haviam muitas bandas, embora, em outras épocas Londrina teve já grandes bandas do mesmo gênero.

Daniel – Tem muitas boas bandas pesadas de outros estilos; Banda de Death Metal, Grind Core, Heavy Metal, Psychobilly… O thrash talvez tinha menos representantes. Começamos a banda e agora temos essa ideia de divulgar nosso trabalho, até, mundo agora. Esse nosso primeiro álbum completo é um caminho pra isso. Esperamos fazer isso, até como, forma de levar o nome da cidade a outros lugares e cidades.

Vocês estão gravando agora o primeiro disco completo de vocês, esse processo já dura bastante tempo?
Gabriel –
A gente tá há dois meses já… Esse processo é sempre novidade, as vezes você faz uma música, colocamos no álbum, mas aí continua compondo, no fim vê que outra música ficou melhor, e aí, gera essa mudança com as ideias surgindo, melhorando, e é por isso que acaba não terminando rápido. O que as vezes é até melhor sabe? Você fazer algo bem feito, mais bem pensado, do que só fazer por fazer. É nosso primeiro disco, a ideia é não fazer qualquer coisa…

Esse material que vocês estão gravando, já estava pronto? Foram finalizando coisas em estúdio?
Daniel –
Alguma coisa já tínhamos pronta, quando decidimos entrar em estúdio trouxemos muitas ideias. Como a gente começou o processo todo, de uma forma bem profissional mesmo (Gravamos as guias, começamos a escutar muito) vimos diferenças. Tocar um som é uma coisa, mas, parar e escutar o que tá gravado é outra né? Daí, com esse processo, nos ouvimos e achamos que algumas coisas podiam ser mudadas para melhor.

Lucas – Para o disco serão gravadas 10 faixas, aí no processo, serão registradas 13 faixas, todas inéditas, nenhuma das que compuseram a demo (An Order From Chaos de 2015) será regravada.

Como tem sido o trabalho de vocês hoje? Teve o fechamento de bares que davam espaço para bandas mais pesadas… Tá mais difícil tocar em Londrina?
Lucas –
O ‘underground’ sempre foi complicado, a questão do espaço… Mas atualmente, em Londrina, os lugares que abrem para o estilo (Não só o thrash, mas outros estilos pesados) tem sido o barbearia, alguns eventos no Cemitério de Automóveis, Barbearia, agora o Oficina também tem aberto espaço para esses gêneros. Mas assim, poucos lugares abrem, com o fechamento de alguns espaços ficou mais escasso, mas, a cena dá um jeito de se mobilizar.

Daniel – Na região, é um negócio bem forte. Inclusive tocamos há umas semanas em Sertanópolis, foi muito legal, o público compareceu, não tinha gente apenas da cidade, o público compareceu muito. Tinha bastantes bandas boas. Esses tempos também tocamos na cidade de Ivaiporã, foi a mesma coisa, com uma estrutura boa. Tá acontecendo uma cena aí interessante, ninguém fica parado.

Ao vivo em show realizado em Março/2015 no extinto Hush Pub - Foto: Cesar Segundinho
Ao vivo em show realizado em Março/2015 no extinto Hush Pub – Foto: Cesar Segundinho

O disco deve sair até o final do ano… Vocês já foram citados em veículos estrangeiros, pensam já em fazer excursões fora do país, como será isso?
Lucas –
A gente tem um projeto de turnê internacional, só que, estamos em construção ainda. A gente tá em contato com pessoas que podem viabilizar essa turnês pra gente, mas, o objetivo é esse. Até então a gente tá em fase de planejamento… Estamos pensando no álbum que é fundamental para a turnê.

Daniel – Tivemos um convite recentemente para sair na revista ‘Terrorizer’ (UK) uma das maiores revistas que tem do gênero. Fomos convidados para colocar uma música nossa, do disco novo, em uma coletânea da revista, saiu com uma tiragem próxima de 10 mil cópias, foi bem bacana, uma forma nova de divulgar. É um veículo grande de comunicação no estilo, isso ajuda a fazer contatos para nossa ‘futura tour’, além do lançamento do álbum. A crise dificulta muito. Por mais que a gente não seja, ainda uma banda grande, dependemos de custear certas coisas do nosso bolso, por exemplo, comprar instrumentos, equipamento de qualidade, não são coisas baratas… E isso acaba influenciando para ter uma qualidade boa no resultado.


Mais informações

Soundcloud: http://www.soundcloud.com/corpsia
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acebook: https://www.facebook.com/corpsiaband