31ª Mostra Afro-brasileira Palmares será aberta hoje

Começa na segunda-feira (14), em Londrina, a 31ª Mostra Afro-brasileira Palmares, exposição coletiva de arte que tem como foco a promoção da igualdade racial por meio de expressões culturais e artísticas variadas. A abertura será às 19 horas, na Sala de Exposições José Antonio Teodoro, que fica na Biblioteca Pública Municipal Pedro Viriato Parigot de Souza, na avenida Rio de Janeiro, 413.

A exposição, realizada pelo Instituto do Movimento de Estudo da Cultura Afro-Brasileira (IMECAB), segue aberta ao público, diariamente, até o dia 30 de novembro, das 10h às 17h50. O evento de abertura tem entrada gratuita e contará com a presença dos dez artistas londrinenses que participam desta edição expondo seus trabalhos. Ao todo, serão 50 obras incluindo pinturas em tela, quadros, desenhos, fotografias e esculturas.

O idealizador e curador da 31ª Mostra Afro-brasileira Palmares, Agenor Evangelista, informou que a atual edição será composta exclusivamente por artistas londrinenses, reunindo diferentes linguagens e valorizando a produção artística da região. “Neste ano, a Mostra será um pouco mais enxuta, mas mantém o mesmo propósito, que é celebrar a cultura negra, a diversidade e a arte local. Estamos sempre de portas abertas para fazer essa troca de experiências entre artistas reconhecidos e aqueles que estão começando”, enfatizou.

Outro objetivo da 31ª Mostra, segundo Evangelista, é desmistificar aspectos relacionados à cultura do candomblé. Para isso, o público visitante poderá ver uma instalação representando um terreiro de candomblé, com elementos da religião de matriz africana e informações sobre a sua história. “Ainda há muito preconceito e desconhecimento das pessoas em relação ao candomblé, que muitas vezes acaba sendo mal visto. Vivemos em um mundo de muita intolerância em todos os sentidos e, portanto, queremos desmistificar um pouco essa questão”, explicou.

Mostra Afro-brasileira Palmares – Um dos eventos artísticos mais tradicionais de Londrina, a Mostra Afro-brasileira Palmares completa 31 anos de história. Antes chamada Mostra Zumbi dos Palmares, a exposição coletiva de artes plásticas teve sua primeira edição realizada em 1986. Desde então, trabalha com a proposta de buscar a igualdade racial e dar oportunidade para talentos de Londrina, do Brasil e também do exterior. Já passaram pela Mostra artistas de diversos países como Portugal, Rússia, Alemanha, Cuba, Uruguai, França, Japão, Finlândia, Moçambique e outros locais. A Mostra é a continuidade da luta da comunidade negra em Londrina, que durante anos, e por meio de movimentos populares, articula a sociedade afrodescendente através de fóruns, seminários, debates e atividades artísticas que resgatam e preservam as matrizes da cultura afro-brasileira.

(Com informações da assessoria de Imprensa)


SERVIÇO
31ª Mostra Afro Brasileira Palmares
Quando:
Segunda-feira (14) às 19h
Onde: 
Biblioteca Municipal de Londrina – Av Rio de Janeiro 413
(Entrada gratuita)

Entrevista – Designer Beto Shibata expõe trabalhos no Grafatório

Desde a última sexta-feira (28) trabalhos feitos pelo designer Beto Shibata, estão em exposição na Vila Cultural Grafatório em Londrina. O espaço tem patrocínio do Programa Municipal de Incentivo á Cultura (PROMIC). A exposição intitulada ‘Meu Universo’ reúne diversos trabalhos do artista visual, criados no período de 2013 para cá, que utilizam técnicas diversas como colagens, serigrafias, gravuras e tapeçarias. A mostra foi inaugurada durante a abertura do evento intitulado Ciclografias: teoria das colisões; Em sua quarta edição, o evento reúne artistas e público para uma série de ações, sempre visando o intercâmbio, as trocas e o compartilhamento de saberes.

Exposição de Beto Shibata foi aberta na última sexta (28) - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Exposição de Beto Shibata foi aberta na última sexta (28) – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Profissionalmente, Shibata já trabalhou na MTV –  Na Revista TRIP e publicou suas ilustrações em diversos periódicos mundo afora. Cores vivas, frequentemente apresentadas em painéis com elementos geométricos e, com a união de misturas incomuns de, texturas e formas, são alguns dos elementos presentes nos trabalhos apresentados em Londrina. Durante a exposição, houve também um momento de ‘troca de ideias’ com outros designers e profissionais presentes no evento.  Atualmente, Beto é sócio do Firmorama e Atlas. Na conversa, ele falou sobre alguns projetos da carreira, o espaço para experimentação que alguns veículos permitiram no passado assim como a separação entre trabalhos mais artísticos e o lado mais comercial.

Designer Beto Shibata apresentou alguns trabalhos que utilizam técnicas variadas como gravura, colagens e serigrafias - Foto; Divulgação
Designer Beto Shibata apresentou alguns trabalhos que utilizam técnicas variadas como gravura, colagens e serigrafias – Foto; Divulgação

Segundo Beto, o início e a experiência no mercado editorial ajudaram, desde o começo, a traçar paralelos entre o trabalho mais funcional e o lado artístico “Em alguns momentos os dois trabalhos se misturaram, já trabalhei como ilustrador em algumas publicações, mas, nessa vertente, sempre tentei pegar publicações que tinham a ver com a maneira como eu pensava, ou ainda matérias das quais eu gostasse. No trabalho mais funcional, havia outros objetivos… Então, as vezes eu separava ou incluía, conforme o contexto”, contou Beto.

Exposição 'Meu Universo' foi inaugurada na Vila Cultural Grafatório na última sexta-feira (28) - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Exposição ‘Meu Universo’ foi inaugurada na Vila Cultural Grafatório na última sexta-feira (28) – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Segundo o artista, o período em que trabalhou com o mercado editorial – início dos 2000 – foi também uma época com outras demandas para a parte do design, oferecendo muitas vezes, um espaço não mais possível em publicações de hoje “Eu acho que, é um amadurecimento profissional e comercial das revistas, o que eu vejo, e algumas revistas conseguiram perceber isso, é que, o impresso não seja mais o principal. A revista da MTV mesmo, acho que acabou no auge, nós havíamos tirado-a da banca – logo, sabíamos com quem estávamos falando – e, neste momento (Final de 2008) quando ela acabou, estávamos há um ano exclusivos para assinantes, já havíamos feito experimentações na internet e, nós pudemos chamar quem a gente queria para colaborar com a revista – Pegamos o início da Street Art, artistas das galerias, dando muita liberdade de experimentação, é uma época que eu guardo como muito relevante…”, pontuou Shibata em entrevista ao Rubrosom.

Beto Shibata (Na frente, do lado direito) conversa com o público durante abertura da exposição - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Beto Shibata (Na frente, do lado direito) conversa com o público durante abertura da exposição – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Na atualidade, Beto pontua também alguns nomes das artes que ele acompanha. “Os estúdios que eu continuo admirando são de pessoas como o Tonho / Quinta-feira do RJ, que é meu contemporâneo, nos formamos na mesma época, ele tem um trabalho comercial e autoral muito equilibrados … Hoje em dia ele faz a direção de arte da Void, tem também os estúdios Neasden Control Centre e do designer artista Geoff Mcfetridge, das revistas gosto também da revista Ernesto que é de BH…”, acrescentou Beto. Durante a conversa, o artista também citou sobre publicações nas quais trabalhou. “Acho que a Trip mesmo sempre teve uma linha editorial muito coerente, um dos aprendizados que tive lá, foi de cruzar as turmas… A MTV mesmo colocou Caetano Veloso com Emicida, a Trip colocou o Abílio Diniz, o Ferréz (Escritor), Arthur Veríssimo para ter paralelos de visões de mundo diferentes. Esteticamente eles experimentam, as vezes ainda colaboro com a revista TPM… Tem outras, a Void experimenta muito, assim como a Vista  – Revista de Skate de Porto Alegre, que tem um design bem interessante – hoje em dia ta mais fácil publicar e fazer as coisas com as tecnologias disponíveis, você consegue fazer tiragens menores, o cara experimenta mais e acaba fazendo algo que ninguém havia tentado antes…”, conclui Shibata.


CICLOGRAFIAS – Neste ano o Ciclografias reunirá, durante dez dias, os seguintes convidados: Fábio Morais (SP), Kenji Ota (SP), Beto Shibata (SP/SC), Daniel Barbosa (PR), Dirceu Maués (PA/MG) e Maurício Castro (PE). Todos eles ministrarão oficinas gratuitas, protagonizarão bate-papos e outras atividades abertas ao público – Confira a programação no site do Grafatório.

Triolé recebe exposição com trabalhos de alunos do Caps

A mostra “Para além dos Traços e Diagnósticos” está em esposição na Vila Cultural Triolé em Londrina. A exposição reúne uma coletânea de trabalhos produzidos por crianças e adolescentes atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Caps-i). O trabalho foi coordenado pelo educador artístico Dovinho Feitosa.

Antônio Marcos Feitosa da Silva (Dovinho) é o responsável pelo trabalho com jovens do Caps-i - Foto: Bruno Leonel/ Rubrosom
Antônio Marcos Feitosa da Silva (Dovinho) é o responsável pelo trabalho com jovens do Caps-i – Foto: Bruno Leonel/ Rubrosom

De acordo com Dovinho, os trabalhos são expressivos, dotados de qualidade estética e foram produzidos durante aproximadamente um ano, nas oficinas de arte realizadas uma vez por semana no Caps-i. Para a exposição foram selecionados 11 trabalhos, incluindo quadros, bonecos, gravuras e um robô feito com sucata. “Alguns trabalhos foram produzidos em conjunto, ou seja, cada criança montou uma parte do trabalho, para que ficasse com traços diferentes. Outros foram trabalhados individualmente”, contou Dovinho, que destacou ainda que o objetivo da iniciativa é trabalhar a autoestima das crianças e adolescentes atendidos pelo Caps-i.

Ele contou que durante as oficinas são abordados alguns artistas famosos, como Miró e Mondrian, depois é feita a releitura de seus trabalhos, embora não seja este o foco. Além de trabalhar a autoestima, as oficinas possibilitam praticar a coordenação motora, limites e regras e a socialização entre eles. Alguns encontros são acompanhados por psicólogos. “Além das aulas promovemos passeios em museus ou em lugares voltados ao lazer, como em casas de boliche e de autorama, para proporcionar momentos de diversão, em locais que muitas vezes estas crianças e adolescentes não têm acesso”, destacou o educador artístico.

A exposição pode ser visitada às segundas, quintas e sextas, das 9 às 17 horas, às terças das 14 às 18 horas e às quartas, das 8 às 16 horas. A Vila Triolé Cultural conta com patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) e está localizada na rua Etienne Lenoir, 155, Vila Industrial.


SERVIÇO
Mostra “Para além dos traços e diagnósticos”
Quando:
Segundas, quintas e sextas (Das 9 às 17h)
Onde:  
Vila Triolé Cultural (Rua Etienne Lenoir, 155)
Entrada Gratuita