Palhaços – Companhia de Londrina é premiada em festival do Piauí

Pelo segundo ano consecutivo, a companhia ‘Os Palhaços de Rua’, de Londrina, foi premiada no 6º Festival  Nacional de Teatro do Piauí. O espetáculo intitulado ‘Vikings e o Reino Saqueado’ levou os prêmios de melhor ator, para Adriano Gouvella e Lucas Turino (Adriano foi o ganhador desse mesmo prêmio na edição passada do festival).

A peça também foi premiada na categoria de melhor maquiagem, e ainda, teve indicações nas categorias de de melhor Dramaturgia, Direção e Figurino. “O processo de concepção do espetáculo veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo…” contou o ator Adriano Gouvella, integrante da companhia.

Segundo os atores, a serie "Vikings" do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços - Foto: Daniele DiasSegundo os atores, a serie “Vikings” do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços – Foto: Daniele Dias

Foi a segunda participação do grupo londrinense, no evento que ocorreu na cidade de Floriano, e é um dos mais importantes da região. Ao todo, 31 grupos de teatro participaram do festival totalizando mais de 150 artistas de todas as regiões do país. Em um ano turbulento para coletivos e grupos de Londrina, Adriano contou à reportagem que tais prêmios reforçam a importância da pesquisa e trabalho feitos com o coletivo. E fique ligado, a peça estreia em Londrina, no dia 23/12 às 11h na Praça Floriano Peixoto, ao lado da Catedral, com entrada gratuita.

Veja entrevista a seguir:

Vocês estrearam um novo espetáculo ‘Vikings e o Reino Saqueado” e foram premiados, no 6° Festival Nacional de Teatro do Piauí… Quantas vezes já estiveram no festival?
Sim, estreamos o espetáculo lá, mas não éramos os únicos do Paraná, havia mais um grupo de Foz do Iguaçu. Essa foi nossa segunda participação no festival.

A peça em questão, cruza elementos da cultura nórdica viking e a arte do palhaço como proposta estética e base para discutir relações humanas… Como surgiu a ideia de misturar essas referências, aparentemente, tão distantes?? Tem algum autor ou coletivo que influenciou o trabalho de vocês nessas misturas?
A ideia de misturar essas referências surgiu quando começamos a nos questionar sobre a situação atual do país e como poderíamos trabalhar isso sendo palhaços, nessa mesma época estávamos assistindo ao seriado “Vikings” do History Channel, que gostamos muito e a partir daí começamos a relacionar um tema com o outro e ir mais a fundo na pesquisa. Esta mistura partiu de nós mesmos, não teve algum autor ou alguém que influenciou, mas a pesquisa se pauta no autor “James Graham-Campbell” e alguns dos seus livros sobre a cultura viking, além da atual situação do Brasil que acaba de passar por um golpe de estado.

Falando de Londrina especificamente, foi um ano um pouco complicado para produtores culturais em geral (houve o cancelamento do Promic e uma serie de outras questões)… A Cia Palhaços de Rua também se viu prejudicada em meio à tantas dificuldades?
Sim, foi um ano bem turbulento para a cultura no país todo e em Londrina não foi diferente; a Cia. foi prejudicada em seus projetos assim como vários produtores culturais da cidade. O PROMIC sempre foi um exemplo de incentivo a cultura, mas vem sendo ameaçado ultimamente e isso faz com que pensemos quais as pessoas que realmente estão ao lado do povo? Quais são os interesses destas pessoas? Quem de fato apoia a cultura? E quem quer desmonta-la?

Foi o segundo ano consecutivo premiado (e com nomeações no festival), do ponto de vista da pesquisa/estudo que vocês fazem, em tempos de recessão pra cultura, esses festivais ganham ainda mais importância talvez? (no sentido de promover a circulação dos espetáculos, etc…). Pode comentar sobre?
Sim, foi o segundo ano consecutivo no festival e com premiações e indicações importantes, isso para nós é uma felicidade muito grande e reforça ainda mais a qualidade dos trabalhos artísticos que são produzidos em Londrina. Em tempos sombrios em que a cultura vem sofrendo um desmonte em nível nacional, esses festivais são um respiro de sobrevivência e resistência! Com certeza ganham ainda mais importância nestes tempos de recessão; eles promovem o encontro entre artistas e, entre artistas e público, promove debates de ideias, trocas artísticas, políticas, culturais, sociais e novas perspectivas.

Como foi o processo de concepção da ideia toda? – Lembro que no fim de 2016 vocês já estavam desenvolvendo a montagem toda…
O processo de concepção veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo poética. Sim, realmente no fim do ano passado já conversávamos sobre esse projeto e aí colocamos a mão na massa de fato em janeiro desse ano até o presente momento, foi um ano de trabalho até a estreia. Chamamos alguns profissionais para se juntar ao nosso time e assim veio a parceria por exemplo, com o figurinista Alex Lima, que fez um trabalho extraordinário em conjunto com nossa pesquisa, não só ele mas o marceneiro Caio Blanco e muitas outras pessoas talentosas que estão envolvidas em todo processo.

Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional do Piauí - Foto: Divulgação
Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional de Teatro do Piauí – Foto: Nayara Fabrícia

E os projetos para o próximo ano? Além dos ‘Vikings e o Reino Saqueado”, vocês seguem circulando com outros espetáculos ainda certo?
Além dos “Vikings e o Reino Saqueado” seguimos apresentando nosso primeiro espetáculo o “Números” e a contação de história “O Coronel e o Barbeiro”, também ministramos algumas oficinas como: circo, palhaço, acrobacias, parada de mão, malabares e capoeira. Recentemente chegamos de Campina Grande na Paraíba e de Bauru-SP onde fizemos seis apresentações do espetáculo “Números” que teve grande aceitação por parte do público e atendeu várias comunidades carentes e distritos destas duas cidades.

Só pra concluir, quanto tempo tem já a companhia?  Daria pra citar estados (ou até outros países) por onde já se apresentaram??
A Cia. Os Palhaços de Rua completou 4 anos de existência, já realizamos 95 apresentações do espetáculo “Números” e já apresentamos nos estados do: Acre, Rondônia, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Para ano que vem tem novidade internacional surgindo por aí…

Teatro – Histórias de Pescador é apresentada hoje em Londrina

Dentro da programação do Festival da Escola Primeiro Encontro, em Londrina, acontece hoje a apresentação teatral/musical Histórias de Pescador na Casa de Cultura da UEL (Divisão de Artes Cênicas). A apresentação é a partir das 20h.
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A história se passa em uma ilha deserta, onde o sol desmaia e o rio se mistura com o mar… As lendas intrigam uma regra, a de não se relacionarem entre si. O Boto se apaixonou pela rainha das águas. Nicanor, o prometido das donzelas também não resistiu aos encantos de Iara e, não sabendo de seu compromisso com o Boto, se enfiou pelas águas, águas que ninguém sabe até hoje se são doces ou salgadas. O final dessa história ninguém conta direito, ou ninguém tem certeza mesmo se ele é real. A peça tem direção de Paulo Vitor Poloni e Gabriela Catai. Além de Guilherme Villela como músico acompanhante.


SERVIÇO
Histórias de Pescador – Festival Primeiro Encontro
Sexta (01) na Casa de Cultura da UEL (Divisão de Artes Cênicas)
Horário 20h
(Preços não divulgados)

Teatro – Cia L2 apresenta Da Pele ao Barro na Usina

A companhia teatral L2, de Londrina, apresenta nesta sexta (24) e sábado (25) a peça ‘Da Pele ao Barro’. O espetáculo surgiu a partir da investigação do estatuário de Camille Claudel. Cada novo quadro de esculturas esboça nuances de situações enfrentadas pela mulher e a conquista de seu espaço na sociedade artística do séc. XIX.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta montagem, a companhia (na ativa desde 2010) realiza um trabalho de investigação dos músculos para construção e desconstrução das esculturas, aproximando os corpos dos atores a argila e ao gesso. Esculturas pulsam, vivem. Nos dois dias, a peça inicia às 20h, com entadas a R$ 5 (disponível na bilheteria a partir das 19h) – Classificação indicativa 14 anos.

O elenco é formado pelos atores: Bianca Ribeiro, Gabriel Paleari, Giovanna Stocco, João Mosso, João Rodarte, Julia Malu, Laiz Ferreira, Ronald Rosa,Tatiana Oliveira. O figurino é assinado pelo coletivo com execução de Lenita Costa. Sonoplastia de Bruno Garcia e Giovana Stocco, iluminação e direção por Thainara Pereira (com assistência de Lucas Manfré) e orientação de Aguinaldo Moreira de Souza.


Da Pele ao Barro – Cia L2
A partir das 20h na Usina Cultural em Londrina
Entrada: R$ 5

Teatro – Zona do Grotescko é apresentada hoje no Canto do Marl

Continuando a programação da VIII Mostra Marl, a Zona do Grotescko vai se apresentar o episódio “Sonhar Não Custa Nada”, neste sábado (11) de novembro de 2017, às 20h30, no Canto do Marl.

Zona do Grotescko é apresentada
O espetáculo será apresentado neste sábado no Canto do Marl – Foto: Divulgação

Um pequeno cabaré de beira de estrada onde transitam personagens que surgem como metáfora de um Brasil atual: Dona Gertrudes, uma vendedora de embutidos preconceituosa; Tinderella, uma dançarina que sonha com a fama; Grotesko, o gerente manipulador; Gaudério, o cliente libidinoso; e Ninette, uma espiã tendenciosa. Coordenação: Silvio Ribeiro. Direção: Carol Ribeiro. Elenco: André Oliveira, Bruna Paes, Felipe Louro, Igor Silva, Thaís Artoni e William Monfredini.

Um pequeno cabaré de beira de estrada onde transitam personagens que surgem como metáfora de um Brasil atual: Dona Gertrudes, uma vendedora de embutidos preconceituosa; Tinderella, uma dançarina que sonha com a fama; Grotesko, o gerente manipulador e muito mais - Foto: Divulgação
Um pequeno cabaré de beira de estrada onde transitam personagens que surgem como metáfora de um Brasil atual: Dona Gertrudes, uma vendedora de embutidos preconceituosa; Tinderella, uma dançarina que sonha com a fama; Grotesko, o gerente manipulador e muito mais – Foto: Divulgação

Com elenco composto por alunos e ex-alunos da Escola Municipal de Teatro de Londrina da Funcart, o episódio apresenta um pequeno cabaré de beira de estrada em estado de falência. Eis que surge um salvador, ou melhor, uma salvadora, que alimenta a esperança de reerguer a zona. Toda a saga faz uma alusão à atual situação do Brasil, transformando em piada a fase crítica do país. A coordenação é de Silvio Ribeiro e a direção, de Carol Ribeiro.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Carol Ribeiro
Coordenação: Silvio Ribeiro
Atores: André Oliveira, Bu Paes, Felipe Louro, Igor Silva, Thaís Artoni Martins e Willian Monfredini
Participação Especial: José Silva
Fotos: Daniela Paiva
Classificação indicativa: 18 anos


SERVIÇO
Zona do Grotesko – Sonhar não Custa Nada
Hoje 20h30 no Canto do Marl (entrada free)

Mostra Marl – Quando o Coração Transborda terá apresentações gratuitas hoje e terça

Começa nesta segunda-feira a Mostra MARL VII. O evento receberá o grupo teatral Esquadrão da Vida de Brasília-DF para um interessante intercâmbio que inclui oficinas e apresentação aberta ao público. O espetáculo teatral “Quando o Coração Transborda” é criado a partir de textos, músicas, cartas e lembranças, Maíra Oliveira reflete sobre o ofício do ator, aborda temas intimamente ligados à sociedade brasileira contemporânea e reconstrói sua trajetória como atriz, relembrando um pouco da história do grupo Esquadrão da Vida e da relação com seu pai, o grande criador Ary Pára-Raios.

 

Quando o coração transborda é uma peça intimista, criada para ser representada em pequenos teatros, com músicas executadas pela própria atriz. Maíra Oliveira toca viola caipira e violão e canta em cena, num grande encontro informal com a plateia. Lembrando sua história no teatro, as apresentações com o Esquadrão da Vidae com seu pai, as dificuldades vividas para chegar até este momento, Maíra deixou seu coração transbordar. Em cena.

SINOPSE A partir de textos, músicas, cartas e lembranças, Maíra Oliveira reflete sobre o ofício do ator, aborda temas intimamente ligados à sociedade brasileira contemporânea e reconstrói sua trajetória como atriz, relembrando um pouco da história do grupo Esquadrão da Vida e da relação com seu pai, o grande criador Ary Pára-Raios.

O espetáculo é estrelado e codirigido por Maíra Oliveira - Foto: Divulgação
O espetáculo é estrelado e codirigido por Maíra Oliveira – Foto: Divulgação

O grupo fundado em 1978 foi pioneiro na abordagem de temas como o resgate e a valorização da cultura popular, a denúncia de exclusão de uma parte importante da sociedade dos espaços culturais tradicionais, a conscientização ecológica, dentre vários outros temas que ainda hoje ocupam os debates no mundo. Em sua linguagem, incorpora elementos expressivos das festas populares e de saltimbancos, como acrobacia, música e dança. Para saber mais sobre o grupo acesse o blog da companhia.


O que: Espetáculo teatral “Quando o Coração Transborda”.
Quando: 06 e 07 de novembro (segunda e terça-feira).
Horário: 20hs.
Quanto: Gratuito. Retirada de ingressos com uma hora de antecedência.
Onde: Canto do MARL (Av. Duque De Caxias, 3241).
Recomendado: maiores de 14 anos.

Espetáculo ‘Baseado em Fatos Reais’ é apresentada hoje

A Cia L2 em parceria com a Divisão de Artes Cênicas UEL e com o Núcleo de Pesquisa em Expressão Corporal (NPEC) , apresenta em Londrina o espetáculo “Baseado em Afetos reais” neste sábado! A peça tem como espinha dorsal o possível idílio entre dois dos maiores ícones artísticos de todos os tempos, Federico García Lorca e Salvador Dalí. É às 20h

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Fugindo de reducionismos homoeróticos e de transliterações paradigmáticas, o NPEC e seus autores-diretores construíram cenas a partir das corporeidades presentificadas, epitomando partituras cheias de fisicalidade, que dialogam com as vanguardas artísticas nascentes da primeira metade do sec. XX: um cortejo elegíaco que sugere o regionalismo flamenco de Lorca; um aglomerado de corpos que lembram Guernica; um quadril que se insinua já fora do toureador aqui, ombros parelhos não mais militares agora carentes de escora ali, mãos espalmadas, outrora ocupadas com leques e castanholas vão agora tateando a baioneta. Ilustrações sumamente referentes deflagram o psicodrama: amor e morte juntos tornam-se os mais democráticos fenômenos humanos.

FICHA TÉCNICA
Direção: Danilo Alves
Dramaturgia: Cléber Tasquin
Orientação geral: Naiene Sanchez
Orientação cênica: Aguinaldo de Souza e Heitor Junior
Pesquisa: Cléber Tasquin e Flávia de Azevedo
Produção: Ricardo Orso
Iluminação: Ricardo Chocolate
Sonoplastia: David Cícero
Cenografia: José Antônio Barbosa
Figurino: Npec
Maquiagem: NPEC


SERVIÇO
Na Divisão de Artes Cênicas da UEL – Av. Celso Garcia Cid, 205.

Dias: 21 e 22 de outubro
Horário: 20 hrs
Ingressos: 10,00 inteira, 5,00 meia (disponível antecipadamente com integrantes da Cia L2)

Música e teatro: Aminoácido & Octopus Trio se apresentam no SESI

Neste sábado uma apresentação cênico/musical irá movimentar o espaço cultural SESI/AML no centro de Londrina. As bandas Aminoácido e Octopus Trio se apresentam no espaço a partir das 18h30. As duas bandas integrarão um espetáculo cênico/musical que envolve teatro, psicodelia e lisergia, além do som dos dois grupos que flertam com gêneros como o progressivo, o jazz e até música brasileira.

Octopus Trio durante apresentação no Festival Demosul em 2016 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Octopus Trio durante apresentação no Festival Demosul em 2016 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O espetáculo conta com diversos artistas londrinenses na produção, sendo eles Felipe Matos (ilustrador), Carlos Fofaun Fortes (cineasta), Lucas Klepa (designer/artista visual) e Marco Antônio Paixão (ator). A direção fica por conta de Silvio Ribeiro que, em entrevista ao Rubrosom, contou sobre o surgimento da ideia. “Eu conheci as bandas através do projeto Banda Nova Funcart, após isso, veio o convite para que eu produzisse algo com este apelo cênico, envolvendo as bandas”, contou Silvio.

Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O espetáculo conta a história de um polvo, que vive em um aquário, e passa sofrer mudanças após um cientista derramar um produto químico em seu habitat. “Há uma dramaturgia e tudo é narrado por um repórter que é metido a super herói, tanto por ele ter as informações com exclusividade, como também, narrando as situações que acontecem na cidade”, pontuou Silvio. Segundo ele, a apresentação tem referências comuns a formas teatrais dos anos 80, e ainda ligação com quadrinhos, e influência de trabalhos de artistas como Arrigo Barnabé, Clara Crocodilo, e Robson Borba.


SERVIÇO

Aminoácido & Octopus Trio no SESI/AML (Em frente à Concha Acústica)
A partir das 18h30
Entrada: 10 reais (meia) 20 reais (inteira)

Triolé – Festival do Minuto e Contação de Histórias marcam programação da semana

Em Londrina, a vila Cultural Triolé (Região Oeste) terá programação especial nesta semana, como parte do Festival do Minuto. Além do festival, que trará a Londrina a mostra de filmes exibidos em 250 pontos espalhados por todo o Brasil, o espaço também terá atividades envolvendo contação de histórias até o próximo domingo (27) – Veja programação.

Festival do Minuto – Mais de 250 pontos de cultura do país exibem mostras do Festival – Centenas de pontos de cultura, incluindo cineclubes, escolas, museus e bibliotecas, exibem os conteúdos selecionados pela curadoria do festival, promovendo a difusão gratuita da produção audiovisual independente. Para 2017, foram preparadas três mostras especiais, que trazem um pouco dos principais temas que o Festival impulsionou no ano passado, como o Mapas Sonoros da Cidade e o Fazer Cinema:

Melhores Minutos de 2016 (livre, 52 min): seleção de vídeos que abrange diversos assuntos e técnicas. Vídeos filmados com celular, animações, vídeo arte, entre outros; Mostra Universitária (livre, 24 min): vídeos produzidos por estudantes e professores;

Mostra Animação Infantojuvenil (livre, 20 min): animações lúdicas voltadas para o público mais novo do festival. Colagem, 3D e stop motion estão entre as técnicas utilizadas. Entrada gratuita.

Próximos filmes
26 de maio – 20h

– Melhores Minutos de 2016 (livre, 52 min)
– Mostra Universitária (livre, 24 min)
– Mostra Animação Infantojuvenil (livre, 20 min)

27 de maio (sábado) – 16h
– Mostra Animação Infantojuvenil (livre, 20 min)

27 de maio (sábado) – 19h
– Melhores Minutos de 2016 (livre, 52 min)
– Mostra Universitária (livre, 24 min)
– Mostra Animação Infantojuvenil (livre, 20 min)


Visitando Manoel de Barros – Espetáculo – Nesta semana também, a companhia Kiwi de Jaqueta apresenta o espetáculo Visitando Manoel de Barros. A peça consiste em uma adaptação da obra “Nuvem Feliz”, de Alice Ruiz, com inserções de fragmentos de cinco histórias de Manoel de Barros.

O espetáculo “Visitando Manoel de Barros: um passeio com a Nuvem Feliz” consiste em uma adaptação da obra “Nuvem Feliz”, de Alice Ruiz - Foto: Divulgação
O espetáculo “Visitando Manoel de Barros: um passeio com a Nuvem Feliz” consiste em uma adaptação da obra “Nuvem Feliz”, de Alice Ruiz – Foto: Divulgação

A apresentação da companhia está marcada para o dia 27 ás 17h. “Desde pequena, toda nuvem sabe que algum dia ela vai ter que chorar… Mas no meio delas aparece uma nuvem feliz, que não parece nem um pouco a fim de chorar. Essa nuvem então passeia e observa traquinagens pela terra e, cada vez mais feliz, ela vai crescendo… e crescendo… e crescendo…”

Informações – Facebook.com/triolecultural

Eu faço cultura – Projeto viabiliza peças de teatro gratuitas em Londrina

Três peças teatrais de grupos londrinenses foram contempladas recentemente com recursos do projeto ‘Eu Faço Cultura’ realizado pelo Ministério da Cultura com recursos da Lei Rouanet. As peças ‘Fim de Partida’ e ‘Obrigado’ (Realizadas pelo Teatro Kaos de Londrina) e a peça ‘Antes do Grito’ (do Rubra cia. de Teatro) serão apresentadas gratuitamente para estudantes do ensino médio de três escolas da cidade, em apresentações viabilizadas com recursos do programa.

Rafaela Martins (Azul) e Carol Alves atuam em 'Antes do Grito' - Foto: Allan Ferreira.
Rafaela Martins (Azul) e Carol Alves atuam em ‘Antes do Grito’ – Foto: Allan Ferreira.

No projeto, produtores culturais podem se cadastrar através do site http://www.eufacocultura.com.br e após passarem por uma curadoria simples tem a possibilidade de ser contemplados. O projeto é uma realização da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal.

Após a contemplação, os ingressos são comprados, dentro do regulamento do projeto, pelo valor negociado entre a equipe do Programa e os produtores culturais. As entradas podem ser repassadas à entidades de sua região (Escolas, ongs, etc…). Logo, a entrada é gratuita para o público e custeada com verbas do projeto (O valor é negociado direto com cada produtor). “Eu tenho incentivado produtores aqui da cidade a participar do ‘Eu Faço Cultura’, se cadastrar no site e apresentar produtos (peças, etc, projetos) para escolas de Londrina. A ideia assim é gerar mais demandas para produtores que podem ser contemplados”, contou o ator e diretor Edward Fão do Teatro Kaos.

A peça ‘Fim de Partida’ apresentada pelo coletivo viabilizou pelo menos 3 apresentações, dentro do projeto, que terão um público total de 400 alunos do ensino médio de Londrina – Os ingressos são comprados, dentro do regulamento do projeto, pelo valor negociado entre a equipe do Programa e os produtores culturais. Neste espetáculo o valor padrão é de R$ 10 (Meia) e R$ 20 inteira (Totalizando perto de R$ 4 mil inseridos pelo projeto).

Antes do Grito – Uma das peças contemplada pelo ‘Eu Faço Cultura’ foi o espetáculo produzido pelo Rubra Cia de teatro de Londrina, que estreou em 2016 após ter sido produzida durante um ciclo de dramaturgia realizado pelo Sesi. A peça inicialmente teria algumas apresentações viabilizadas com recursos do Promic (Programa Municipal de Incentivo á Cultura), mas, o cancelamento do edital – Anunciado no mês de fevereiro deste ano – fez com que o grupo ‘Rubras’ buscasse outras formas de viabilizas apresentações em 2017. “Após o anúncio do corte, nós já buscamos outros estados e editais fora de Londrina inclusive. A peça fala sobre abuso, é um tema relevante, e logo, sempre buscamos a propagação desta discussão, queremos sempre trazer  para o teatro temas ligados à opressão, vinculando isso à uma preocupação estética feminina”, contou Mayara Dionzio, diretora do Rubra Cia de Teatro quem assina a produção da peça. Segundo ela, só em 2016 cerca de 900 pessoas já assistiram a peça.

Fim de Partida e Obrigado – Duas peças do grupo ‘Teatro kaos’ de Londrina (‘Fim de Partida’ e ‘Obrigado) foram contempladas dentro do ‘Eu Faço Cultura’. A ‘Fim de Partida’, que é apresentada na cidade desde 2011, viabilizou pelo menos 3 apresentações, dentro do projeto, que atingiram um público total de 400 alunos do ensino médio de Londrina – Neste espetáculo, os ingressos foram comprados, pelo valor padrão de R$ 10 (Meia) e R$ 20 inteira (Totalizando perto de R$ 4 mil inseridos no projeto via-edital) – Cada projeto, e cada produtor, tem a possibilidade de negociar o valor da respectiva entrada.

Na peça 'Fim de Partida', personagens atuam em um cenário hospitalar, simulando uma situação de grande dor e sofrimento. A peça dialoga com autores como Bertold Brecht e - Foto: Divulgação
Na peça ‘Fim de Partida’, personagens atuam em um cenário hospitalar, simulando uma situação de grande dor e sofrimento. A peça dialoga com autores como  Samuel Beckett – Foto: Divulgação

Segundo Edward, embora o ‘Eu faço cultura’ ainda ainda não seja amplamente divulgado entre escolas, a aceitação foi positiva em todos os colégios com os quais ele teve contato. “As vezes escolas pensam que você está oferecendo a venda de um espetáculo, e não, na verdade são entradas gratuitas para alunos da rede pública. Fui a três escolas e todas aceitaram. Atualmente já listei outras várias escolas da cidade e, até o fim do mês a gente tem a possibilidade de cadastrar cerca de 20 mil alunos para assistirem espetáculos dentro deste mesmo sistema”, contou o diretor.

A imagem de um homem a beira da morte numa sala hospitalar de tratamento intensivo (UTI.) assistido por espectadores/médicos (responsáveis em evitar que ele deixe de sofrer física e existencialmente), foi o ponto de partida para a criação da montagem final. A peça contemplada  é notória pela temática existencialista e densa. “Essas iniciativas dão muito mais possibilidade para o artista continuar produzindo, circular com espetáculos, neste ano ainda trabalhamos muito em cima da hora, no próximo ano espero poder contar com mais projetos e ter uma programação bastante plural para oferecer”, contou o diretor. “O Teatro tem que confrontar questionamentos do seu dia a dia, da sua vida, se você puder levar incomodação para o teatro, enquanto confronto, é importantíssimo! No caso deste projeto, se mais companhias conseguissem ter acesso ao benefício, se mais gente pudesse ter acesso, o coletivo todo ganha, é muito mais legítimo para que você continue trabalhando”, pontuou Edward durante a entrevista.


SERVIÇO
Teatro – Antes do Grito (Rubra Cia de Teatro)
Dias 5, 6 e 7 de Maio (20 horas)
Usina Cultural
Produção Cia Teatro Kaos Patrocínio Eu Faço Cultura
Ingressos: http://www.eufacocultura.com.br
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Teatro – Fim de Partida
Dias 2, 3 e 4 de junho (20 horas)
Usina Cultural
Produção Cia Teatro Kaos
Ingressos: http://www.eufacocultura.com.br

Teatro e exposições integram artistas em mostra no MARL

Reunindo artistas, grupos de teatro da cidade, atores e ainda calouros do curso de artes cênicas da UEL, teve início nesta quarta-feira (21) a 2ª Mostra MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina). O encontro reuniu em um mesmo espaço (O Canto do MARL na Avenida Duque de Caxias), diversas manifestações culturais e artísticas com entrada gratuita. O evento iniciou como uma mostra itinerante, e recentemente, passou a ser fixa, acontecendo de forma mensal no mesmo lugar. Esta segunda mostra segue até o dia 23.

Apresentações cênicas foram realizadas no primeiro dia da Mostra MARL - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Apresentações cênicas foram realizadas no primeiro dia da Mostra MARL – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A programação iniciou por volta das 19h30 com apresentação do grupo de teatro ‘Dois é Bom’. Em um ambiente de clima carregado, dois personagens em conflito (Talvez como uma metáfora da vida a dois, em diversas vertentes) expõe traumas e agonias enquanto, através de breves frases e gestos demonstram a influência (Ou anulação) provocada pela busca de se ‘enquadrar’ em determinados padrões. Diversas análises podem ser pensadas, sem grande obviedade, claro, com temáticas do cotidiano e das relações interpessoais.

Grupo 'Dois é Bom' iniciou as apresentações na 2ª Mostra MARL por volta das 19h50 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Grupo ‘Dois é Bom’ iniciou as apresentações na 2ª Mostra MARL por volta das 19h50 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Logo em seguida, os atores Gabriel Rubim e Mel Campus apresentaram ‘Escatomancia e Outras Histórias Secretas’ que em um cenário minimalista aliado à com poucos personagens (semelhante à anterior) examina introspecções e divagações dos personagens, – Assim como eventuais tentativas de ‘externar’ coisas ruins de si – através de uma linguagem mais abstrata, e até, incisiva do que a encenação anterior. A apresentação voltada ao público adulto provocou risos, e até, aplausos do público em momentos variados do espetáculo.

Dentro do ‘Canto do MARL’ obras e ilustrações do coletivo artístico”Barafunda”, eram expostos ao público. A programação da quarta encerrou com um debate, envolvendo educadores e professores, sobre as políticas culturais da cidade. Curiosos, estudantes e eventuais pessoas de passagem acompanharam grande parte do debate, e até, puderam se inteirar mais sobre o cenário atual da cultura na cidade.

Obras do coletivo 'Barafunda' foram expostas durante o primeiro dia da mostra - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Obras do coletivo ‘Barafunda’ foram expostas durante o primeiro dia da mostra – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Além das apresentações em si, outro ponto alto desta ‘abertura’ da mostra, sem dúvida, foi a integração proporcionada pelo grande número de estudantes presentes no espaço, muitos deles, de fora de Londrina e que viam como novidade as realizações do MARL na cidade. “To chegando agora em Londrina e já soube do MARL através dos veteranos. Eu vim de Taubaté e, por lá, não tem nada parecido com a experiência daqui, da ocupação. Eu acho muito interessante esse tipo de inicitiva, faltam investimentos nisso (Cultura) logo, é tudo importante. Junto com um amigo estamos participando das aulas de circo e, acho que deveriam ter mais iniciativas assim” contou o estudante Rafael Abdouni, do primeiro ano de Artes Cênicas (UEL) e que passou agora à conhecer mais sobre projetos desenvolvidos no espaço.

Ao final do evento, aconteceu ainda um bate-papo com estudantes e atores sobre as políticas culturais da cidade - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Ao final do evento, aconteceu ainda um bate-papo com estudantes e atores sobre as políticas culturais da cidade – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Considerando o momento atual como um período difícil para a cultura, diversos artistas e também pessoas participantes da mostra veem como simbólico a possibilidade de estar unindo a experiência de novos ‘calouros’ do curso de cênicas à realização do evento. Artistas envolvidos na organização acharam a experiência muito rica. “É uma ideia coletiva mesmo, apresentamos hoje uma cena produzida ao longo de 2016. Sempre no início de ano organizamos uma semana de recepção para os iniciantes do curso…  “É muito positivo estar reunindo este pessoal por aqui, o espaço do MARL – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina começou com a ideia da ocupação, e, trazer os estudantes aqui já é demonstrar uma força de resistência!, A cultura hoje é o que cai primeiro (Em tempos de crise), e estamos em uma época de unir forças, sem dúvida, coletivizar é a palavra!”, contou o estudante Jeanderson Ferreira da Silva, do 4º ano de Cênicas, que participou da montagem do grupo ‘Dois é Bom’

Em nota, o Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL) reitera o agradecimento de toda população londrinense com trabalho cultural e afirma que ‘luta por ocupação de espaços públicos abandonados, oferecendo outra narrativa para os mesmos. Há flores que nascem do asfalto e estamos cultivando..”, pontua a divulgação. A programação continua todos os dias até o próximo domingo (23).


Informações
2ª Mostra do MARL
De 19 a 23 de Abril
Programação Aqui