Programa sobre Festival de Londrina exibido em rede nacional neste domingo

Neste domingo (5), a partir das 20h, o programa Udigrudi, da PlayTV, leva ao ar os melhores momentos da 16ª edição do Festival Demo Sul. Em 2016, sua edição mais recente, o Festival trouxe 30 bandas e 18 produtores do Brasil e da América Latina para a cidade e, um dos convidados, o jornalista Rodrigo Lariú, foi o responsável pela cobertura dos shows e entrevistas que vão ao ar m rede nacional neste domingo.

Bandas de várias regiões do país como o duo 'Phantom Powers' (De Porto Alegre) se apresentaram no último Demo Sul - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Bandas de várias regiões do país como o duo ‘Phantom Powers’ (De Porto Alegre) se apresentaram no último Demo Sul – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

No ar desde 2010, o Udigrudi é um dos principais veículos dedicados à música independente no Brasil e, em especial, à cobertura de Festivais. “O Demo Sul resgatou em 2016 um hábito muito importante para nós, o diálogo direto com a imprensa musical. Nós entendemos que receber os jornalistas na cidade colabora, não só com o Festival, mas com toda a cena local. São várias bandas de Londrina em rede nacional, além o próprio Demo Sul, é uma alegria para nós”, comenta Marcelo Domingues, diretor do Festival.

Além de Rodrigo Lariú, em 2016 o Festival ainda recebeu o jornalista Leonardo Vinhas, da revista eletrônica Scream and Yell. O programa Udi Grudi – Especial Demo Sul, vai ao ar neste domingo, 5, a partir das 20h, na Play TV. No mesmo horário, o Máximo Villa Bar e Restaurante exibe o programa para o público do bar, com entrada gratuita. O Máximo Villa fica na rua Paranaguá, 933, no Centro.  Para conferir os canais que exibem a programação da PlayTV acesse http://playtv.com.br/onde-exibimos/

Veja também! Nossa matéria especial com um ‘Balanço’ da edição 2016 do Festival Demosul!


SERVIÇO
Udigrudi – Especial Demo Sul no Máximo Villa
Quando:
Domingo (5 de Março)
Onde: Máximo Vila (Rua Paranaguá 933)
Entrada gratuita

Madame X – Há 20 anos produtora ajudou a colocar Londrina em circuito de shows

Londrinenses que há pelo menos 20 anos comparecem a bares e shows de rock pela cidade, eventualmente, se lembram de histórias de shows realizados pela Madame X Producoes. Junto a outros idealizadores importantes da época, o grupo ajudou a colocar Londrina na rota de shows internacionais e nacionais durante um período muito fértil para a música na cidade! Na ativa desde 1997 até meados 2004, o projeto foi montado após uma reunião de amigos da cidade em, durante anos, foi responsável pela realização de importantes shows no circuito independente. Mesmo com várias dificuldades, ajudou a realizar alguns dos shows mais memoráveis que a cidade já presenciou. Veja a seguir!

Nada Surf (USA) + Grenade (Londrina) + Betty By Alone (Londrina) - 19/novembro/2004 - Tribos Hall - Foto: André Piazza
Registro do show de Nada Surf (USA) + Grenade (Londrina) + Betty By Alone (Londrina) em 19 de novembro de2004 no antigo Tribos Hall – Foto: André Piazza

O nome, até hoje icônico, surgiu meio que por acaso… “Madame X  era uma antiga ‘zona’ que havia próximo ao local do primeiro show, perto ali da Avenida Arthur Thomas, na região do Jardim Jamaica… Não tinha uma referência, ai, ficou o nome do local, que usamos para divulgar o endereço, e logo, acabou originando tudo.  Na época (1997), havia uma banda chamada Core (Banda pré Subtera) que tinha perdido equipamentos após o estúdio dos caras pegar fogo… E ai, o pessoal precisava juntar uma grana pra comprar aparelhagem nova. Eles estavam em um momento legal, fazendo bastantes shows e organizaram um evento para arrecadar uma grana, uns amigos nossos ajudaram. Nessa época eu não estava envolvido diretamente ainda… Foi meio que o começo”, contou em entrevista André Guedes, que junto com Eduardo Martins, foi responsável pela organização da produtora. Logo após surgiu a chance de trazer uma outra banda de SP, que estava em alta (Pin-Ups), e foi quando André começou a participar da organização.

Nada Surf (USA) + Grenade (Londrina) + Betty By Alone (Londrina) - 19/novembro/2004 - Tribos Hall - Foto: André Piazza
Nada Surf (USA) + Grenade (Londrina) + Betty By Alone (Londrina) – 19/novembro/2004 – Tribos Hall – Foto: André Piazza

De acordo com André, após essas primeiras ‘tentativas’ , novas oportunidades foram surgindo e bandas, algumas delas de destaque no cenário brasileiro da época, começaram a fazer contato com pessoas daqui buscando formas de viabilizar shows. “Logo depois surgiu a história do Fugazi (Banda icônica de rock alternativo dos anos 80/90, e que tocou em Londrina em 1997), alguém ligou para o Nelson Sato, ofereceram o show para Maringá e ofereceram pra gente… Poxa, Fugazi! Em Londrina, seria louco e deu certo… Eu tinha uma locadora de CDs na época e tinha feito alguns shows com o Garage Fuzz, Pin-Ups e começou a rolar…”, contou André.

Show do Lemonheas (USA) + All Systems Go (USA) + The Killing Flame (USA) em 13/maio/2005 no antigo República - Foto: Acervo Madame X
Show do Lemonheads (USA) + All Systems Go (USA) + The Killing Flame (USA) em 13/maio/2005 no antigo República – Foto: Acervo Madame X

Uma outra figura importante da época, segundo André, foi um Marcos Boff que já tinha algum conhecimento desse meio de produção e também começou a trazer bandas… Após uma certa procura, os shows de bandas estrangeiras começaram a acontecer na frequência de 4 a 5 shows por ano. “Outros produtores começaram a aparecer também… Teve o ‘Cezinha’ High Light Sounds que era parceiro nosso, depois teve o Nobre, a Braço Direito, cada vez mais produtores passaram a trazer nomes de fora pra cá, fora as bandas nacionais, e as locais, que a gente colocava nos eventos também…”, contou André Guedes. De cabeça ele cita shows como Fugazi, Superchunk e Buzzcocks como o ‘top 3’ de shows importantes para a cidade. “De diferente mesmo teve o Atari Teenage Riot, foi surreal para a época, foi surreal o som, estavam fazendo ainda sucesso na MTV… E teve ainda ‘Man or Astroman?’, foi um show impressionamente, muita gente até hoje fala que foi o show mais legal que trouxemos”, conta André.

Público no show de Lemonheas (USA) + All Systems Go (USA) + The Killing Flame (USA) em 13/maio/2005 no antigo República - Foto: Acervo Madame X
Público no show de Lemonheads (USA) + All Systems Go (USA) + The Killing Flame (USA) em 13/maio/2005 no antigo República – Foto: Acervo Madame X

Facilidades x Desafios – De acordo com o André, apesar das dificuldades, havia também alguns fatores que possibilitaram a realização de eventos do tipo na cidade. “Após o Fugazi, deu certo, e acabamos seguindo com os eventos trazendo várias bandas gringas… Era uma época muito boa, o Dólar era 1 para 1 (Em comparação ao real) e não ficava absurdo. Se fosse hoje por exemplo, U$ 5 mil, antigamente eram R$ 5 mil, hoje já são mais de R$ 15 mil, isso pra gente muda muito… Isso é uma variável muito grande, fora a variação das bandas, fora toda a inflação que existe. Com a cotação atual fica bem complicado”, contou André. Espaços eram um ponto difícil do período, o Show do Fugazi ocorreu na Kawali, uma antiga casa de Shows Sertanejos, teve o Mecenas, um bar onde cabiam 200 pessoas na Arthur Thomas, e acabou rolando.

Foto do Outside Festival realizado em 03/04/05 no The Muzik Hall - Londrina-Pr com as bandas: Overwhelm Terrorgruppe (Alemanha) Nitrominds, Mudcracks, Grenade (Londrina) Vermes do Limbo, Garotos Podres e Thee Butchers Orchestra - Foto: Acervo Madame X
Foto do Outside Festival realizado em 03/04/05 no The Muzik Hall – Londrina-Pr com as bandas: Overwhelm Terrorgruppe (Alemanha) Nitrominds, Mudcracks, Grenade (Londrina) Vermes do Limbo, Garotos Podres e Thee Butchers Orchestra – Foto: Acervo Madame X

Várias bandas nacionais como Autoramas, Ratos de Porão e Forgotten Boys vieram nessa época. “Teve a abertura do República, que teve outros nomes, já foi ‘Pier’ ali na beira do lago. Uma casa que abria muito para o público universitário, e depois, passou a abrigar muitos shows de rock… “Era um público tranquilo, porque, não dava confusão e bebia bem, alguns donos de casa começaram a abrir espaço por isso, criamos uma certa credibilidade… Até chácaras grandes foram disponibilizando espaço por aqui”, contou Guedes. “Sempre pagamos as bandas, uma época começamos a dar cachê para bandas da cidade, tinha vezes que o negócio não era bom, a gente conversava com as bandas… A gente dava alguma coisa, mesmo pouco, para dar uma ajuda. Para dar todo o suporte. e as bandas de fora a gente pagava, teve vezes que deu prejuízo, empatou, mas no geral foi mais empate do que lucro. Sempre buscamos muito qualidade, não economizávamos com luz, com som, então a gente buscava os melhores equipamentos, alimentos, hospedagem, as melhores condições que era possível dar para àquela época…”, contou o produtor – A produtora começou com o Willian e o Dininho (Core) e o Eduardo Martins, que mora em SP há algum tempo”, contou o produtor.

Há 20 anos produtora ajudou a colocar Londrina em circuito de shows
Grenade (Londrina) se apresenta em show com Betty By Alone (Londrina) em 19 de novembro de 2004 no Tribos Hall – Foto: André Piazza

O fim – Com o passar dos anos, mudança do público e também das dificuldades gerais que ocorriam a atividade da produtora passou a diminuir consideravelmente… “Após 2004, eu tinha casado, o pessoal começou a ter família, filhos e o pessoal começou ter outras preocupações, precisava ter uma grana sempre em casa, e, o mercado para isso piorou também… Começava a travar em buscar local, o pessoal começou a disseminar para outros tipos de som. Começamos a ter outras oportunidades também, criamos um nome legal, com respeito na cidade, começamos a atender o FILO, o Cabaré, ajudamos a produzir, Lenine, Cassia Eller, Zélia Duncan, Nação Zumbi… E eu vivo disso até hoje. Fui mantendo algumas festas com a Single Rock, com meu amigo Alexandre Heringer, e fizemos algumas coisas, como a festa Alta Fidelidade…. Acho que o grande mérito foi a formação de público, assim começa uma cena, vieram depois várias bandas, produtores legais, Londrina é uma cidade que pula músico das árvores, o que é muito positivo.

Registro do show de The Monsters (Suíca) + The Frenetic Trio (Londrina) + The Brown Vampire Cats (Londrina) em 14/novembro/2003 na Chácara Catriz - Foto: Acervo Madame X
Registro do show de The Monsters (Suíca) + The Frenetic Trio (Londrina) + The Brown Vampire Cats (Londrina) em 14/novembro/2003 na Chácara Catriz – Foto: Acervo Madame X

Memórias – De acordo com André, há diversas histórias curiosas da época, como ter levado Ian MacKaye (Fugazi) para a Mata dos Godoy “Quando os caras viram macacos, eles piraram! (Risos)”, conta André, além de diversas festas e troca de ideias com bandas e artistas nos bastidores e hoteis na região…  encontros e parcerias que os eventos promoveram na época. “A mídia era mais ligada nisso também, o Sato na Folha dava muito espaço, o pessoal do extinto Jornal de Londrina dava espaço, conseguíamos mandar press-kit pra imprensa daqui com CDs, material (Como muitas bandas não eram conhecidas), hoje em dia é mais difícil… A realidade é outra, todo mundo com família, filhos, ai depende de vários fatores… Fizemos eventos ano passado como o guitarrista Stanley Jordan, mas a vontade de fazer rock sempre existe né? A gente vem dessa linha desde a adolescência, hoje aos 44, o tempo passa…”, pontua André.

Palco Alma – Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre fazem show gratuito

O 4º e último evento do ano no projeto Palco AlmA Londrina promete fazer ressoar o que há de melhor na cena do indie rock brasileiro, em uma sequência de shows gratuitos na Concha Acústica, no próximo dia 10 de dezembro no período da tarde. A festa ainda encerra com a apresentação da banda Mundo Livre S/A, trazida em parceria com o SESI Cultura.

Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre S/A tocam em Londrina
Banda Mundo Livre S/A se apresenta em Londrina no dia do aniversário da cidade – Foto: Divulgação

Antecedendo os pernambucanos que fizeram história com o movimento Manguebeat, subirão ao palco da Concha as bandas locais Gold Soundz e Vulgar Gods, além da paulistana Inky. O projeto de circulação musical é organizado pela AlmA Londrina Rádio Web e conta com o patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

A primeira banda é formada por JM (guitarra/beats), Luiz Crozera (guitarra) e Thiago Terror (baixo), amigos de longa data que têm na afinidade musical na cultura do skate seus elos de ligação. As influências do trio vão do post-punk dos 80´s ao indie rock atual, incorporando beats eletrônicas, o que resulta em um som orgânico com referência também às guitarbands dos anos 90. Está garantida no repertório a faixa “River Sound”, que estará no EP com lançamento previsto para o início do próximo ano.

Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre S/A tocam em Londrina
O trio Gold Soundz é formado por JM (guitarra/beats), Luiz Crozera (guitarra) e Thiago Terror (baixo), amigos que têm na afinidade musical na cultura do skate seus elos de ligação – Foto: Divulgação

Já a Vulgar Gods está divulgando seu segundo trabalho, “Queen of sound”, lançado no final de 2015. Antes, o grupo já havia lançado um EP com três faixas de divulgação. O novo álbum tem dez faixas, todas em inglês e ainda gravadas com a formação que contava com a vocalista Thaís Vicente. Este ano quem assume os vocais junto com Guilherme Hoewell (também guitarrista) é Suy Bernardi, que entrou para a trupe junto com a contrabaixista Mari Franco, somando-se a Vinícius Gouveia (guitarra) e Gabriel Pelegrino (bateria). No show do Palco AlmA, os músicos contam com instrumentista e compositor Vitor Delalo como convidado na bateria. Sobre a oportunidade de tocar no mesmo evento com bandas que são referência para o rock no país, ela considera ser uma grande responsabilidade: “Esse show será muito especial. Estamos preparando um repertório exclusivamente autoral, que vai mostrar como ficou esta nova formação, com uma pegada mais pesada”, comenta.

O quinteto Vulgar Gods segue na divulgação de seu trabalho mais recente 'Queen of Sound' - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O quinteto Vulgar Gods segue na divulgação de seu trabalho mais recente ‘Queen of Sound’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

De São Paulo vem a banda Inky, que também circula com repertório já registrado. Juntos desde 2011, eles começaram com o pé direito, vencendo o prêmio de crítica no Music Video Festival pelo clipe gravado sobre a música “Baião”, em seu primeiro EP. O vídeo curta-metragem mostra um fictício submundo de corridas de bicicleta na capital paulista e foi produção da banda com amigos, apoiada pela produtora Alaska. De lá pra cá já lançaram dois álbuns gravados no Red Bull Studio, na capital paulista: “Primal Swag”, em 2014, e “Animania”, lançado este ano. Ambos foram bastante elogiados nas redes, seja pelo caráter dançante, seja pelos arranjos e o cruzamento com a música eletrônica. No palco, a cantora Luíza Pereira é acompanhada de Guilherme Silva (contrabaixo), Stephan Feitsma (guitarra) e Luccas Villela (bateria).

Encerrando a sequência de apresentações, sobe ao palco uma das bandas fundadoras do Manguebeat, a Mundo Livre S/A. Passando dos 30 anos de carreira e sete discos lançados, os veteranos vêm a Londrina graças divulgar seu primeiro DVD, intitulado “Mangue Bit ao Vivo”. O show é uma parceria com o SESI Cultura, que tem sede no prédio da antiga Associação Médica, na Praça 01 de Maio. Para a analista de cultura Paula Sandreschi, o evento será um grande presente para Londrina, no dia do seu aniversário: “Consideramos o Palco AlmA um projeto muito interessante, que promove a circulação de bandas alternativas. Teremos uma festa muito bonita”, avalia.

Expectativa idêntica tem Daniel Thomas, coordenador da AlmA Londrina Rádio Web e do projeto Palco AlmA: “Queremos encerrar o projeto este ano aproveitando para celebrar o aniversário da cidade, que afinal de contas é o nosso local de fala e e ponto central da nossa identidade”, comenta.

PALCO ALMA 2016 – Esta segunda edição do projeto – que já havia ocorrido em 2014 – promoveu a fruição de diferentes estilos pelo público londrinense, em eventos nas vilas culturais Kinoarte e AlmA Brasil. Os destaques foram desde a música de matriz africana até o punk rock e a nova Música Popular Brasileira, sempre procurando aproximar grupos locais e artistas vindos de fora.

ALMA LONDRINA RÁDIO WEB – A emissora está no ar desde 2012, e conta com um núcleo de jornalismo cultural e mais de 80 colaboradores voluntários para compor uma programação diversificada e independente. Originada das atividades com rádio-poste desenvolvidas pelo Núcleo de Comunicação Popular e Comunitária da Vila Cultural AlmA Brasil, a iniciativa foi selecionada pelo Prêmio Ponto de Mídia Livre do Ministério da Cultura, em 2015. Este ano, promoveu oficinas com alunos do Ensino Fundamental da rede pública e também organiza o Palco AlmA Londrina, com o objetivo de promover a circulação de bens culturais e também aproximar a rádio da comunidade.


SERVIÇO – Palco AlmA Londrina
10/12 (SÁBADO) – Concha Acústica (Praça 01 de Maio)
Início:16h
Com Gold Soundz, Vulgar Gods e Inky. Encerramento com Mundo Livre S/A
(Entrada Gratuita)

Programação gratuita abre Demo Sul nesta sexta em Londrina

Começa nesta sexta-feira, 4, a 16ª edição do Demo Sul. Com 9 dias de programação, o Festival mescla nomes importantes da música brasileira a bandas do cenário independente local e nacional e, esse ano, reúne 30 atrações, programação formativa com oficinas e debates, além de espaço para negócios e network. Para a abertura da edição, a londrinense “Luke de Held and The Lucky Band” toca ao lado da “De um Filho, de Um Cego” (Jacarezinho), “Central Sistema de Som” (Curitiba) e da grande atração da noite, a paulista Patife Band. A programação é gratuita e começa às 16h, com a tradicional “Feira Demo Sul”.

A banda 'Patife Band', formada em 1983 na cidade de São Paulo, é um dos expoentes da chamada “Vanguarda Paulista”. Misturando técnicas de composição eruditas a influências de hard-rock - Foto: Divulgação
A banda ‘Patife Band’, formada em 1983 na cidade de São Paulo, é um dos expoentes da chamada “Vanguarda Paulista”. Misturando técnicas de composição eruditas a influências de hard-rock – Foto: Divulgação

Programação variada – “A feira sempre marca a abertura do Festival. A ideia é levantar a tenda do Demo Sul com uma grande festa, gratuita, que possa atender ao público mais amplo possível”, conta Marcelo Domingues, diretor do Demo Sul. Nessa edição, a feira reúne expositores de vinil, camiseta, artesanato e acessórios a partir das 16h e o primeiro show começa às 18h com a banda De Um Filho, De Um Cego.

Seguindo os caminhos do rock alternativo, a banda mescla influências da folk music a letras reflexivas e intimistas. Seu trabalho mais recente, o disco “Outros Verões” deve ser o cardápio principal da apresentação, que ainda flerta com guitarras destorcidas e vocais potentes. A banda abre a programação do Demo Sul e é seguida pela londrinense “Luke de Held and The Lucky band”, que representa a cidade na abertura do Festival.

No sábado, dia 5, o palco principal do Festival traz o recifense Di Melo - Foto: Felipe Larozza
No sábado, dia 5, o palco principal do Festival traz o recifense Di Melo – Foto: Felipe Larozza

Luke de Held sobe ao palco às 18h40 e, ja veterano na cena do blues, trás para o palco um pouco de sua sonoridade já bastante popular na cidade. Acostumados a ver a banda na Concha Acústica, os londrinenses vão poder apreciar a performance da Lucky Band em seu último trabalho “Blues From Redland” que bebe das águas do Mississipi para homenagear a terra vermelha.

Na sequência, direto da capital, a banda Central Sistema de Som promove uma mistura de grooves, microfonias, experimentalismos e levadas que passeiam do hip hop ao reggae, passando pelo dub. O som também cai como uma luva no palco da Concha Acústica, casa das batalhas de rima londrinenses,  e deve  esquentar o clima para experiências ainda mais imprevisíveis, garantidas pela estrela da noite, a Patife Band.

A banda, formada em 1983 na cidade de São Paulo, é um dos expoentes da chamada “Vanguarda Paulista”. Misturando técnicas de composição eruditas a influências de hard-rock, o resultando ainda tem tons de jazz, de música experimental aplicados à poesias  visceral que Paulo Barnabé traz para o palco.

Final de semana intenso  – Depois da abertura, na Concha, o Demo Sul segue para um sábado cheio de expectativas para os fãs do rock e para os fãs de música brasileira. No sábado, dia 5, o palco principal do Festival traz o recifense Di Melo, a banda curitibana Motorocker, além da londrinense Loladéli, a paraense A República Imperial e a gaúcha Phantom Powers. Di Melo, a grande atração da noite, se apresenta ao lado da londrinense Sarará Criolo.

No domingo, para fechar o final de semana, a programação é gratuita e leva uma noite de punk rock e metal para o Barbearia. As londrinenses Imagery e Hellpath tocam ao lado da paulista Poltergat. O show começa às 19h. A abertura do Demo Sul acontece no dia 4 de Novembro, sexta-feira, a partir das 16h na Concha Acústica. Em caso de chuva a programação vai para a Vila Cultural Cemitério de Automóveis (R. João Pessoa, 103) e o horário de início fica marcado para às 20h. O Iate Clube fica na Avenida Higienópolis, 2135. E o Barbearia fica na rua Quintino Bocaiuva, 77.

O Festival Demo Sul 2016 é uma realização da Associação Cultural do Rock de Londrina e a Braço Direito Produções, conta com o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC) e do Prêmio FUNARTE de Programação Continuada para Música Popular.

Essas e ouras informações estão disponíveis em http://demosulfestival.tumblr.com/