Música – Bernardo Pellegrini toca nesta quarta em Londrina

O jornalista e compositor Bernardo Pellegrini se apresenta nesta quarta (31) no Sesc Cadeião em Londrina. Notório pelas suas várias atividades, o jornalista, que também é poeta, publicitário, produtor cultural, somaterapeuta… lança hoje também um site, focado totalmente no no trabalho musical. A página é um grande portal para a obra musical de Bernardo, e disponibilizará todos os discos de sua carreira (inclusive um ao vivo, inédito), fotos, vídeos e uma linha do tempo na qual são narrados em detalhes os episódios mais importantes de sua trajetória.

Bernardo Pellegrini (com o violão, à esquerda) e o Bando do Cão Sem Dono durante apresentação na Alma Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Bernardo Pellegrini (com o violão, à esquerda) e o Bando do Cão Sem Dono durante apresentação na Alma Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

O site www.bernardopellegrini.com.br irá ao ar nesta quarta-feira às 11h. E para comemorar, no mesmo dia, Bernardo irá realizar uma conversa-show no Sesc Cadeião Cultural (Rua Sergipe, 52), às 19h30. Quem for poderá ouvi-lo rememorar passagens fundamentais de sua carreira e escutar algumas das canções que marcaram a sua experiência como músico. O bate-papo musical será mediado pelo jornalista Felipe Melhado, que realizou a pesquisa para o site. A entrada para a conversa-show é gratuita, mas os ingressos são limitados e serão distribuídos no local com uma hora de antecedência.

Bernardo Pellegrini estreiou como músico em 1976, quando fez seu primeiro show: Mina D’água. E mesmo desempenhando muitas outras atividades, nunca parou de compor canções. Hoje ele acumula quatro álbuns lançados: Humano Demais (1990), Dinamite Pura(1994), Quero Seu Endereço (1998) e É Isso Que Vai Acontecer (2010), sem contar Big Bando (2000), disco gravado ao vivo com uma big band e que poderá ser apreciado na íntegra no novo site.

O músico segue ainda na ativa. Bernardo acaba de concluir as gravações para mais um álbum, intitulado Outros Planos, e que deverá ser lançado ainda neste semestre. Nesta quarta-feira (31)  será disponibilizado o videoclipe da música ‘Frágil’, que faz parte do repertório do novo disco. O trabalho terá participação ainda de mais de 30 músicos londrinenses e que será lançado entre os meses de março e abril. Links para o programa ‘Sonora Londrina’, apresentado por Bernardo, também estarão na página virtual.

O novo site é, em suma, apenas um aquecimento para o que está por vir. A página, porta de entrada para a obra de Bernardo, contou com design do estúdio Mero, programação da Nov3, consultoria da Cedilha Comunicação, edição de vídeo da Flamingo Comunicação & Design e pesquisa do jornalista Felipe Melhado.


Serviço:
Lançamento do site www.bernardopellegrini.com.br e conversa-show com Bernardo Pellegrini
Quando – Quarta-feira (31), às 19h30
Onde – Sesc Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52)
Entrada gratuito

Garotas Suecas lança disco na festa Barbada

Um dos eventos mais tradicionais de Londrina, a Festa Barbada recebe no domingo, a banda paulista Garotas Suecas que traz em primeira mão o lançamento do seu terceiro disco ‘Futuro do Pretérito’. O show acontece no Bar Valentino e a programação da festa, que começa às 18h traz ainda o DJ residente Ed Groove e DJ Dbeat. Os dois animam a pista antes e depois do show. E também o Bazar Barbada na casinha, cheio de novidades em arte, moda e gastronomia.

Atualmente, a banda é formada por Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello e Nico Paoliello - Foto: Marcelo Vogelaar
Atualmente, a banda é formada por Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello e Nico Paoliello – Foto: Marcelo Vogelaar

O ‘Futuro do Pretérito’ é um tempo verbal da nossa língua, o que “faria”, “iria”, “poderia”, isso diz muito sobre o terceiro álbum de estúdio do Garotas Suecas e provavelmente por isso foi escolhido como título do trabalho mais inspirado e bem executado do quarteto paulista. A banda que em 2014 perdeu seu vocalista Guilherme Saldanha, ganhou em participação dos outros 4 integrantes, que cantam, criam e tocam com a competência em emular influências de rock sessenta e setentistas, black music e todos os tipos de cores da música brasileira, se juntam a uma clareza de discurso, sendo certeiros no trato de questões políticas e humanas, canções maduras retratando nosso tempo, nossas mazelas e questionamentos.

Se trata de um dos lançamentos mais notáveis do ano, a sequência “Objeto Opaco”, “Não tem Conversa” e “Todos os Policiais”, são socos de informação e critica conduzidas por arranjos incríveis e trabalho de estúdio maduro, na mesma linha da excelente “Angola, Luisiana”. A tropical “Ananás” e a delicada “Captei Você”, além de versatilidade também mostram um pouco das virtudes nos primeiros registros. “Quarto”, “Psicodélico” e “Morrer Azul” são as porções melancólicas do álbum, cada uma a sua forma.

A banda de Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello, Nico Paoliello está no rol de grupos relevantes que o rock nacional produziu nos últimos tempos, com qualidade e singularidade comparáveis hoje aos também paulistas do O Terno. As mudanças na banda, o tempo de maturação da nova formação e do novo conceito foram perfeitos.

FESTA BARBADA – Projeto independente produzido pela BARBADA e realizado mensalmente no Bar Valentino desde março de 2010. Trata-se de uma caravana que integra várias linguagens em um único lugar. Inicialmente realizada na casinha do bar – estrutura mais antiga -, atualmente ocupada todo espaço que recebe toques precisos na decoração, principalmente no palco das apresentações. O horário e preço da entrada destoam do padrão da noite londrinense fazendo jus ao nome. A festa se pauta pela diversidade, integrando música, moda, literatura, gastronomia, quadrinhos, artes plásticas e artesanato atraindo um público de jovens formadores de opinião. Hoje é uma das principais vitrines da nova música, recebendo também artistas de destaque no cenário independente local e nacional.


Barbada | Edição #119
Show com Garotas Suecas (SP)
Lançamento do disco ‘Futuro do Pretérito’
+ DJ Ed Groove + DJ Dbeat 
+ Bazar Barbada
18 horas
Couvert R$ 12,00
Classificação: 18 anos

Surface, Onion Balls e Manon Lescaut tocam neste domingo

O domingo terá uma apresentação gratuita com bandas de rock no Barbearia Londrina a partir das 16h. Nessa edição tocarão as bandas: MANON LESCAUT (São Paulo), ONION BALLS (Arapongas) e SURFACE (Londrina), a entrada é gratuita.

Com 20 anos de estrada a banda Surface já lançou 4 cds, 1 dvd além de ter participado de diversas coletâneas - Foto: Divulgação
Com 20 anos de estrada a banda Surface já lançou 4 cds, 1 dvd além de ter participado de diversas coletâneas – Foto: Divulgação

Surface – A banda SURFACE foi formada em 1997, em Londrina PR. Mesmo com as dificuldades de se fazer Rock no interior do país conseguiu ter o nome em destaque por várias vezes. A banda participa ativamente do cenário underground nacional. Em 2007 seu 3º CD “Desafio” obteve a honrosa 6ª posição na categoria de melhor Álbum Punk / Hardcore pela Revista Dynamite. Lançou em 2014 o 4º CD e o DVD, que além de mostrar novas músicas ele faz uma retrospectiva sobre a história da banda. A banda se mantém fiel ao mesmo estilo desde o começo, Punk Rock e Hardcore. Conciliando o peso do instrumental com a melodia dos vocais femininos. Já se apresentou em várias cidades pelo país e tocou com bandas de renome.

Duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90 - Foto: Divulgação
Duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90 – Foto: Divulgação

Onion Balls – É um duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90. A dupla já tocou nas bandas Devaneers (1998-2005 – 03 eps lançados) e Wolf Attack (2004-2012 – 01 ep e 01 disco lançados). Formada na cidade de Arapongas, interior do norte do Paraná, onde eles nasceram e residem até hoje. A falta de opção cultural e monotonia da cidade onde vivem, deram origem aos temas recorrentes das canções da dupla. Apresentaram-se ao vivo em várias e, lançaram em 2015 seu primeiro disco na área externa do estúdio onde compõe e ensaiam.

É a primeira vez que DJF Uchida (vocalista e guitarrista), Luiz Furlan (baterista) e Alcides Amadeu (baixista) tocam no Paraná - Foto: Divulgação
É a primeira vez que DJF Uchida (vocalista e guitarrista), Luiz Furlan (baterista) e Alcides Amadeu (baixista) tocam no Paraná – Foto: Divulgação

Manon Lescaut – Os paulistanos prometem tocar faixas dos dois discos da banda, “Better Luck Next Life After Death” (2010) e “People Are Bad For Your Health” (2014), além de duas músicas inéditas – “Good Night, Morning Wave” e “Sans Everyone, Sans Everything” – que estarão no próximo disco da banda, “We Know Someone You Can Fusillade”, a ser gravado e lançado no primeiro
semestre de 2018. O novo disco deve manter a temática soturna que permeia as letras do grupo, mas DJF Uchida adianta que a sonoridade deve mudar radicalmente e que algumas das 13 músicas novas devem acabar soando como um encontro entre Toru Takemitsu (falecido compositor erudito japonês), Einstürzende Neubauten e Carpenters.


Serviço:
Domingueira Barbearia – Surface, Onion Balls e Manon Lescaut
19 de novembro, a partir das 16 horas
Rua Quintino Bocaiúva, 875, 86020-150 Londrina
Entrada Franca

Música – Bandas de Londrina e SP tocam hoje no Heretic Manifesto

Neste sábado (14) ocorre em Londrina a segunda edição do Heretic Manifesto. As bandas Hereticae, Terrorsphere, Acid Brigade e Inverted Cross Cult serão as atrações do festival, que ocorrerá a partir das 20h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103).

Na ativa desde 2014 o Hereticae já tocou em eventos de música pesada em Londrina e região - Foto: Lucas Klepa
Na ativa desde 2014 o Hereticae já tocou em eventos de música pesada em Londrina e região – Foto: Lucas Klepa

O evento, que tem como principal intuito a união de bandas autorais de metal extremo de Londrina e do Brasil afora, contará também com a discotecagem de Guilherme Corazza Pires, e seu projeto Sinfonias da Destruição. Participaram da última edição do Manifesto as bandas Guro (Grindcore/Londrina) e Talrak (Melodic Death Metal/Sorocaba-SP).

O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade - Foto: Amanda Corazza
O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade – Foto: Amanda Corazza

Os ingressos antecipados são R$10,00 e estão a venda no Bar.Bearia (Rua Quintino Bocaiúva, 875) e na Spotter Estilo Rock (Royal Plaza Shopping, piso 1). Na portaria, a entrada será R$15,00.

Sobre as bandas:

Terrorsphere – Em atividade desde Fevereiro de 2014, o Terrorsphere retrata com seu Death Metal o cotidiano que acerca o mundo contemporâneo; como guerras, controle mental e comportamental. Formado pelos irmãos Werner (vocais/guitarra) e Udo Lauer (guitarra), Francisco Neves (guitarra/backing vocals) e Victor Oliveira, a banda tem marcado presença nos mais importantes eventos de metal extremo da região, tocando ao lado de nomes como Claustrofobia, Warrel Dane e Nervochaos!

O quarteto apresenta no dia 14 as músicas de seu recém-lançado álbum, Blood Path - Foto: Divulgação
O quarteto apresenta no dia 14 as músicas de seu recém-lançado álbum, Blood Path – Foto: Divulgação

SERVIÇO
14/10/2017 || À Partir das 20h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis – R. João Pessoa, 103 – Centro
Ingressos antecipados: R$10,00 || Na portaria: R$15,00

|| PONTOS DE VENDA ||
• Barbearia Londrina (Rua Quintino Bocaiúva, 875)
• Spotter Estilo Rock (Royal Plaza Shopping, Centro)
• Estúdio Caverna (Rua Pará, 2113)

Entrevista – Lucas Fiuza e Regional Maria Boa lançam CD

No começo de agosto, foi lançado em Londrina o álbum intitulado ‘Lucas Fiuza e Regional Maria Boa’, composto por 10 músicas, assinadas por Fiuza. São músicas que vem sendo compostas ao longo dos anos, utilizando como fio condutor o choro, seus subgêneros como polca, maxixe, valsa brasileira, mas também traz as diversas influências que o compositor teve em sua vida. Acompanhando o compositor, o coletivo Regional Maria Boa,  na atividade há pouco mais de 2 anos e vem estudando, divulgando o choro em bares, eventos e restaurantes da cidade de Londrina. O grupo é formado por Thiago Marinho na percussão, Wellington Ramos no cavaco e João Gabriel Alves no violão.

O coletivo Regional Maria Boa (com Lucas Fiuza do lado esquerdo), lançou recentemente o primeiro disco - Foto: Divulgação
O coletivo Regional Maria Boa (com Lucas Fiuza do lado esquerdo), lançou recentemente o primeiro disco – Foto: Divulgação

Participaram do álbum três convidados especiais, Miguel Santos com seu acordeom na música “Perseverança”, uma polca misturada com maxixe; Annalisa Powell, australiana que já pegou nosso swing, tocando flauta na música “Delicadeza”, um choro tradicional; e Wag Collins no violino, fazendo a valsa “Girassol”. O Cd conta com algumas particularidades, além das misturas de estilos dentro do gênero choro, citadas em “Perseverança”, há também choros com influência de música latina em “Guasca” e pitadas da música espanhola em “Céu de Espanha”.

Lucas Fiuza se formou em violão erudito com o prof° Ricardo Grion no Conservatório de Tatuí. Na cidade, participou de projetos como arranjos para orquestra de violões da obra dos Beatles, além das aulas individuais e de grupos com repertório variado. Posteriormente iniciou na sua terra natal, Itapetininga, os estudos na Escola Livre de Música Municipal, com o professor Alexandre Bauab com quem fez aulas de violão, harmonia e de regional. Mudando para Londrina em busca de novas oportunidades, toma contato com chorões da cidade, do Clube do Choro de Londrina, participa do Regional Vila Brasil, grupo que se conheceu no contato que teve no Festival de Música de Londrina e neste momento participa do Regional Maria Boa.

Fez parte da formação musical de Lucas Fiuza, a Bossa Nova que sua mãe escutava e isso é possível observar hora ou outra no encadeamento que aprendeu com Tom Jobim através dos discos. Outra referência que fez parte da adolescência foi o Rock, que pode ser observada em “Guasca”, que tem intenção parecida com os dois andamentos que são utilizados em “L’via Viaquez”, do The Mars Volta. A música “Braga” tem influência da música “Então Chora Bandolim”, do carioca Luiz Otávio Braga, principalmente no final dela que tem um clima interessante e que na minha composição é sentida mais em sua introdução. O gosto pelo humor está presente no maxixe “Curiosa”, em que o nome foi dado por causa de uma menina de 9 anos, a Bia, amiga de sua família, que um dia estava em sua casa e após várias brincadeiras, o músico resolveu ficar no seu canto para finalizar as composições que entrariam para esse álbum. Ela ficava interrompendo enquanto Lucas estava terminando de escrever em seu caderno de música e perguntava: “O que você está fazendo tio?”, ele respondia, “Estou compondo Bia.”, ela saia e voltava de cinco em cinco minutos e perguntava o mesmo e eu respondia novamente a mesma coisa.

Como o maxixe ainda estava sem nome, a intromissão da menina me fez intitular a música de “Curiosa”. O choro “Simpatia” foi feito em homenagem ao cavaquinista brasiliense, Léo Benon, que esteve em uma edição do festival em Londrina e ao final daquela semana intensa com os chorões brasilienses, acabei compondo este choro de forma intensa em menos de dois dias e resolvi homenageá-lo. A seguir, confira uma entrevista com o músico, que assina as faixas, onde ele fala mais sobre o processo de produção do trabalho:

É seu primeiro registro de estúdio certo? Depois de tantos estudos e projetos, qual a sensação de finalmente apresentar este trabalho pro público?
Sim, é meu primeiro registro com músicas autorais…  A sensação é espetacular, sentir as reações das pessoas, que ficam surpresas com a qualidade do material, desde as sensações que as músicas causam nas pessoas como alegria, entusiasmo e também as palavras de incentivo que estou recebendo de todos!

Vi no relise as referências que vão desde compositores brasileiros até nomes do rock (Como a referência ao Mars Volta), você sempre se interessou pela mistura de estilos assim? Tinha uma preocupação em inserir essas linguagens no trabalho do regional?
Minha formação veio do violão erudito, mas por uma questão de amizades e acredito até de geração, escutei rock durante minha adolescência toda, passando por variadas vertentes. Um dia vi o clipe de “Blunt of Judah”, do Nação Zumbi e pirei naquele som, era a coisa mais contemporânea que tinha ouvido desde então. Estava nesse processo de começar a ouvir novamente bandas nacionais e que cantassem em português também. Aquelas misturas de estilos dentro dessa banda também me influenciaram a fazer misturas dentro das minhas músicas, como por exemplo, “12 Nuvens”, que começa com choro na primeira parte e depois viram polca tanto na parte B, quanto na C. Posteriormente entrei no universo do choro porque me interessei demais com aqueles encadeamentos, rítmica e foi uma evolução na minha forma de pensar a música como um todo. Não havia preocupação em colocar estas influências, tudo surgiu naturalmente e foi colocado sem fazer restrições se isso podia ou não dentro do gênero.

Ao longo de quanto tempo foram feitas as faixas? São todas da mesma época?
Já tinha feito alguns rabiscos na pauta ao longo do tempo, mas o primeiro que fiz e que considerei relevante foi “Delicadeza”, depois do Festival de Música de Ourinhos de 2008, saiu em praticamente três dias a composição. Depois, fui escrevendo pedaços de música e guardando para serem finalizados posteriormente. Os festivais que tem essa intensidade na vida do músico que pratica manhã e tarde durante uma semana, me fez compor o choro “Simpatia” e dedica-lo ao brilhante cavaquinista de Brasília, Léo Benon, que foi professor durante duas edições do Festival de Música de Londrina. E continuei compondo até que cheguei a esse número de 10 músicas que considerei relevante para fazer um álbum, sendo que as últimas três, “Curiosa”, “12 Nuvens” e “Girassol” foram finalizadas no final do ano passado. Queria fazer um álbum completo até para ficar como um registro histórico dentro da música de Londrina, brasileira e contribuir mesmo que de forma ainda diminuta com a nossa música!

Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Sei das influências de vocês, dos trabalhos que o ‘Maria Boa’ tem feito… Mas pra este disco, tem algum compositor ou referência nova que inspirou vocês para o registro?
Minha maior influência do choro é o Pixinguinha, compositor que mais estudei. O Guinga é responsável por me influenciar nas minhas experimentações com dissonâncias, um dos maiores compositores em todos os tempos. Mas tem muita gente nova fazendo trabalho interessante atualmente, como o Luís Barcelos, Rogério Caetano e o duo que ele fez com o Eduardo Neves. Não necessariamente me inspiraram a compor essa ou aquela música, mas merecem a atenção do público. Novamente no festival, os professores do Rio de Janeiro Jayme Vignoli, Marcílio Lopes e Paulo Aragão, este último arranjador de trabalhos do Guinga,vieram em Londrina ano passado e empolgaram principalmente o Wellington e João Gabriel, mostrando uma forma como os chorões cariocas faziam a rítmica do choro.

E os próximos passos? Pretendem divulgar o trabalho nas redes apenas? Participar de festivais, etc?
O objetivo é fazer apresentações nos mais variados lugares. Além dos que a gente já faz, participar de editais de cultura, festivais, prêmios da música brasileira, etc; divulgando ao maior número de pessoas. E também em breve colocarei nas plataformas digitais.


Informações:
Acompanhe o Regional Maria Boa no Facebook. 

Alma Londrina – Vila Cultural realiza Festa Julina neste domingo

Voluntários da Vila Cultural AlmA Londrina convidam a todos para o último arraiá do ano em Londrina. A Festa Julina da AlmA, marcada para domingo (dia 30.7) a partir das 14h, terá brincadeiras para crianças e adultos, comida típica, bazar de artesanatos e, claro, muita música com o grupo Forró Caviúna e os DJs André Gobatto e Nati Mônaco.
Flyer Festa Julina da AlmA (1)

Festas folclóricas são tradição na AlmA e a de domingo marca uma década de folguedos desde o primeiro Arraial de São João, em 2007. Além das festas juninas (e julinas), a Vila Cultural já sediou Folia de Reis, Boi-Bumbá, matinês de Carnaval e festivais como o Palco AlmA Londrina. Nayara Souza, atual coordenadora da AlmA, conta que passou a frequentar e colaborar com a Vila Cultural a partir de um evento destes. “Quando eu cheguei a Londrina, um dos primeiros lugares que me acolheu e uma das primeiras festas que eu frequentei foi na festa junina da AlmA”, lembra Nanna, com saudosismo.

A AlmA Brasil, uma das vilas culturais aprovadas este ano pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), ainda aguarda a homologação e o repasse de recursos para seguir com as atividades. A festa julina é um evento organizado por colaboradores e voluntários para ajudar a manter o espaço e para integrar ativistas e interessados em cultura popular. “Quem ainda não conhece a AlmA, venha conhecer. A vila está de portas abertas para fazer novos contatos e novas interações culturais”, convida Nanna.

Para animar a festa, o grupo Forró Caviúna vai tocar sucessos de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, entre outros. Já a DJ Nati Mônaco promete criar uma atmosfera musical cheia de energia a partir dos vinis. “Disco de vinil atravessa gerações e emoções, o ruído autêntico da música que vibra e faz vibrar torna a experiência sonora muito mais peculiar.”

Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a 'Pisada da Jurema' aconteceram na Alma Londrina - Foto: Lucas Godoy
Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a ‘Pisada da Jurema’ aconteceram na Alma Londrina – Foto: Lucas Godoy

O estilo do DJ André Gobatto surgiu na cidade de Bauru junto ao coletivo Árido Groove. O set é marcado por músicas da cultura popular mixadas com beats pesados para qualquer um “voltar pra casa descaderado”. Toda a programação do Arraial está na página do Facebook e os ingressos antecipados custam R$ 5,00.


Serviço: Festa Julina da AlmA
Dia e horário: domingo (30.7), a partir das 14h
Local: Vila Cultural AlmA Brasil – Rua Argentina, 693 – Vila Brasil em Londrina
Programação disponível: https://www.facebook.com/almavilacultural

Entrevista – Montauk toca no Teatro Mãe de Deus em Londrina

inspirados pela ‘intenção de elevar sentimentos através da música’, principalmente o amor, o sexteto londrinense Montauk inicia nesta semana uma serie de apresentações no recém-reformado Teatro Mãe de Deus em Londrina, com um show especialmente elaborado para esse formato. O show, que acontece na próxima semana, na sexta (28) irá apresentar músicas de seus primeiros CDs, juntamente com faixas inéditas.

O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori - Foto: Divulgação
O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori – Foto: Divulgação

Completando cinco anos de estrada e já com dois álbuns produzidos, a banda londrinense Montauk apresenta um apanhado de canções com referências de gêneros como folk e mpb, com canções ao mesmo tempo sentimentais e questionadoras. O show mescla sentimentos variados, tais quais as nuances humanas. O grupo segue com a proposta de apresentar a música popular brasileira, trazendo em seus arranjos a mistura de gêneros e estilos comuns no país, “passamos pelo rock, pelo folclore e desembocamos no samba”, aponta Rafael Silvaro, integrante da banda. Atualmente, a Montauk prepara o lançamento do single “Estetoscópica”, previsto para o mês de Agosto.

O disco mais recente da banda, de nome “Faça Crescer Todas as Flores”, foi listado entre os 100 Melhores Discos Brasileiros de 2016 em uma seleção feita pelo site rockinpress do rio, este EP contou com a produção de Vinícius Nisi, também tecladista e produtor dos álbuns da Banda Mais Bonita da Cidade. A Montauk também foi a única atração londrinense a se apresentar no Festival Alternativo de Londrina, ocorrido em maio de 2017.  Aproveitando a estreia do novo show, conversamos com a banda para saber mais sobre algumas novidades dos próximos passos. Confira:

Nos últimos meses vocês lançaram clipe, entraram também em estúdio e fizeram bastante coisa… Qual o balanço desse tempo para o show do sábado? Muito material novo pra ser mostrado? 
Montauk: Com certeza, além de apresentar algumas músicas inéditas, temos preparado umas coisas novas para as músicas que a gente já faz. Por conta de termos inserido metais (sax, trompete e trombone), aproveitamos pra rearranjar a maioria das músicas. Então o show é novo por isso, o público pode ver as músicas do CD e do EP mais lapidadas, além de apreciar faixas que ainda não foram gravadas.
É a primeira vez da banda em um espaço como o Mãe de Deus certo? Como é a expectativa de tocar em lugares maiores? Na prática muda muita coisa na performance, no palco?
Posso responder por todos da banda (diz Rafael), nós nos sentimos muito mais à vontade num Teatro! Nada contra tocar em qualquer cenário, entretanto, a atmosfera mais “cênica” por assim dizer, a iluminação, a acústica e, principalmente, o público nesse formato parece contribuir em muito a nossa experiência no palco. O convite veio num momento oportuno, já havíamos tocado em teatros na cidade, mas o Mãe de Deus é o maior deles, tem capacidade para mais de 500 pessoas, queremos ver aquilo cheio e sentir algo que nunca sentimos no teatro!

Vocês produziram bastantes vídeos e lançamentos, em um período relativamente curto de tempo… Hoje em dia, para música autoral, é importante ter uma constância de novo material?
R: A questão é nunca parar, querendo ou não, o público virtual gosta de ver novidades surgindo, isso só vai ao encontro da vontade da banda de apresentar sempre algo novo. Nós temos muitas ideias para externalizar, então procuramos lançar contribuir com essa espera do público.
Após a estreia do show em Londrina, quais os próximos passos? Irão circular ou pensam em gravar mais faixas novas neste ano? 
R: Teremos outras apresentações na cidade, gostaríamos muito é de fazer um show aberto ao público, entretanto, nós precisamos levantar os fundos para aluguel de som, iluminação etc. É por isso também que precisamos levar o público ao teatro, assim mais londrinenses podem sempre ganhar com isso.
Também estamos preparando um single, o nome será “Estetoscópica”, pretendemos lançar a faixa com clipe, sai esse ano ainda.
Qual a maior dificuldade hoje que vocês enfrentam enquanto banda independente?

Eu creio que há dois principais empecilhos, o primeiro vem do incentivo fiscal e o segundo reside no próprio público consumidor; entretanto, eles são complementares: primeiramente, é muito dificultoso emplacar um show desses por si só. Se não fosse o convite do Teatro, não teríamos condições nem de alugar o espaço daquele tamanho sem garantia de que o público realmente vai comparecer. Com a devida importância do pessoal que realmente pode financiar (as empresas, a tv e o rádio), fica difícil encontrar mais gente que considera que a cultura é um meio de ascensão social e deve ser encarado como algo que edifica — divulgação é tudo —. Como banda independente, a gente possui o conteúdo criado com mais vontade do que dinheiro, tiramos do nosso bolso tudo que já produzimos para Montauk. As empresas que financiam os grandes shows da cidade também podem olhar para esse cenário cultural rico da cidade, vemos o financiamento de eventos que enchem os olhos, mas os menores, ficam pra depois, o público, esses o segundo item de dificuldade, vai ao show se realmente achar importante, tudo isso pode ser conquistado com mais oportunidade de divulgação.


SERVIÇO

Montauk no Teatro Mãe de Deus
Sexta-feira (28 de Julho)
Local: Teatro Mãe de Deus (Av. Rio de Janeiro, n. 670)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada)

Pontos de venda:
Oficina Bar (Av. Prefeito Faria Lima, 1380)
Pioneiros Inkers Club (R. Espírito Santo, 935)
Maximo Villa (R. Paranaguá, 933)

Venda online:
https://www.sympla.com.br/montauk-no-teatro-mae-de-deus__161378

Música – Fernanda Branco Polse apresenta disco no Bar Valentino

E tem música ao vivo nesta quinta-feira em Londrina. A partir das 21h, o Bar Valentino (Rua Prefeito Faria Lima, 486), será o palco onde para Fernanda Branco Polse mostrar seu primeiro disco. A cantora londrinense, hoje fixada em SP, irá apresentar o trabalho “Bicho Branco Polse”. Os ingressos custam R$ 10 (antecipado no site Sympla – https://www.sympla.com.br/bicho-branco-polse__150202), ou R$ 15 (na porta).

Fernanda Branco Polse apresenta disco no Bar Valentino

Para este show, Fernanda mesclará canções do novo álbum com algumas novas composições, ao lado dos músicos Renata Landgraf, Sofia Pelegrini, Érica Matsuda, Marco Aurélio Padovez, Camila Rios, Emílio Mizão & Arthur Faraco. Nos intervalos os DJs Gabriela Pensanuvem (SP) & do Gustavo Veiga animam a noite.

Lançado em 2016, “Bicho Branco Polse” é síntese do trabalho em forma de música, que Fernanda já estava desenvolvendo há anos como artista performática. Por isso, tem grande força erótica, passando pela dor, pelo amor e saindo da ideia de amor romântico. Ele é sobre a existência transmutável em experiência, imagem e poesia.

Com dez músicas, o disco foi financiado de forma totalmente independente pela artista e foi lançado em parceria com o selo mineiro La Femme Qui Roule, e produção de Leonardo Marques (Transmissor).

A canção que abre o disco, “Cisne”, já dá a tônica do que você vai encontrar nas outras músicas, que mesclam o trip-hop, com músicas em downbeat -, passando por dub, progressivo, eletrônico, jazz, soul e MPB. Nesta canção, Fernanda fala sobre desejo e sobre a força de ser uma mulher livre e forte, como um cavalo que corre em direção ao mar. A música tem a citação do texto dramatúrgico “Por Elise”, da artista mineira Grace Passô. Fernanda nasceu em Londrina (PR).

O trecho diz: “pra eu ser forte como um cavalo novo com fogo nas patas correndo em direção ao mar”. Fernanda acrescenta: “eu não posso estar embocada ao seu falo”, ao que ela explica: “Sou mulher forte como um cavalo e eu corro em direção ao que quero. Posso conquistar coisas por mim mesma, não preciso estar embocada ou à custa de um homem, um falo, um casamento. E se eu quero ser tudo isso que eu desejo eu preciso estar disposta a abrir mão de algo, pois existe um privilégio de ocupar esse lugar. Sinto que eu fui por muito tempo a namorada de alguém, a mulher de alguém. Eu me definia um pouco por quem me relacionava. O machismo é algo muito triste, pra não dizer criminoso, e eu escolho o tempo todo um caminho que não compactua com isso. É algo que você tem que estar muito atento e forte, sempre atualizando suas percepções”.

(Com informações da assessoria)


Bicho Branco Polse / Festa

Data: 15 de junho de 2017
Horário: de 21h às 3h
Local: Bar Valentino (Rua Prefeito Faria Lima, 486)
Ingressos: R$ 10 (antecipado no site Sympla – https://www.sympla.com.br/bicho-branco-polse__150202), ou R$ 15 (na porta).
Não recomendado para menores de 18 anos
Mais informações: https://www.facebook.com/events/262591450881880

Barbada 7 anos – Central Sistema de Som toca em Londrina

A Festa Barbada completou sete anos no mês de março, mas a festa de comemoração ficou para este mês! A primeira festa do mês de junho apresenta a banda Central Sistema de Som (Curitiba) que já se apresentou por aqui durante o Demosul 2016. O projeto, que hoje se tornou vitrine da nova música londrinense terá a banda curitibana apresentando o show ‘Sete Bilhões de vozes’.

Com seis integrantes no palco (E instrumentos como flauta doce) a curitibana Central Sistema de Som fez uma apresentação repleta de swing - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Com seis integrantes no palco (E instrumentos como flauta doce) a curitibana Central Sistema de Som apresenta um show repleto de swing – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom (Arquivo)

Iniciada de forma despretensiosa em 2010, a Barbada já passou por todos os ambientes do Valentino, um dos bares mais tradicionais de Londrina. Promovida desde o início de forma independente, a festa ganhou espaço entre os jovens de Londrina e região, ocupou os diferentes espaços da casa noturna, ampliou a programação e já alçou a marca de 111 edições nesse período.

Com a pegada de música black, soul, afrobeat, samba-rock e ritmos nacionais, a BARBADA seleciona bandas que trabalham com musical autoral e ainda conta com o DJ residente Ed Groove e DJ DBeat, que comandam a pista antes e depois dos shows.

Além da proposta musical, há também o capricho com a parte gráfica dos cartazes de cada edição com o trabalho do Estudio Lasca. A decoração do palco e dos ambientes do bar sempre ganham umas pitadas a mais de cor. Neste domingo, a programação do especial de comemoração dos sete anos terá início às 18h com o Bazar Barbada, sempre cheio de novidades em arte, moda e gastronomia. A curadoria dos expositores prima pelo trabalho de produtos locais que apresentem peças diferenciadas dos grandes centros comerciais.

Atualmente a festa é uma realização dos produtores culturais Thiago Moreira e Bruno Gehring com colaboração de Isabela Lorena no Bazar. O especial de sete anos do evento tem o apoio cultural do Bar Valentino,Kinoarte, Baixa Gastronomia – Londrina e Leste BR

CENTRAL SISTEMA DE SOM – Com repertório de músicas próprias, a CENTRAL apresenta o show SETE BILHÕES DE VOZES, uma experiência sensorial que vai além da audição. Gravado em DVD ao vivo no Teatro Paiol, o espetáculo proporciona uma grande interatividade com o público por mesclar música, videomapping, dança, atitude e presença de palco.

Funk 60’s/70’s (nacional, americano e africano), Afrobeat, Reggae Roots, Dub e Música Popular Brasileira são nossas principais referências. A CENTRAL busca representar, através de grooves e idéias, a miscigenação natural dos grandes centros urbanos. Essa pesquisa de gêneros e sonoridades resulta em um som autêntico que dialoga com diferentes nichos e faixa etárias.

Na ativa desde 2009, a banda já teve projetos aprovados na Fundação Cultural de Curitiba (FCC), como oMúsica no Teatro Paiol e o Corrente Cultural. Participou também da Virada Cultural Paranaense, convidada pela Secretaria de Cultura do Estado. Já realizou shows no SESI São José dos Pinhais. Foi destaque no Festival Psicodália, onde realizou três shows, sendo um no palco principal. Já apresentou-se em São Paulo, Rio de Janeiro, Joinville, Florianópolis, Guarapuava, Rio Negrinho, Mandirituba, Ponta Grossa e Londrina.

Em 2016 foi uma das convidadas do Estação Pedreira, maior festival de música de Curitiba. O inicio do também marca o início da produção do terceiro disco, no Estúdio Observatório de Ecos no Rio de Janeiro, em duas faixa com direção musical de Marcelo Yuka (ex O’Rappa). O disco está em processo e será lançado no primeiro semestre de 2017, ano marcado pelo show inédito CENTRAL convida Mr. GERSON KING COMBO em show com estréia mundial no Festival Psicodália 2017 encerrando a programação do palco principal do evento.


SERVIÇO:
Barbada 7 anos | #112 – Show com Central Sistema de Som (Curitiba)
+ DJ Ed Groove
+ DJ Dbeat
+ Bazar Barbada
18 horas/ Couvert R$ 12,00
Bar Valentino – R. Pref. Faria Lima, 486 – Jd Presidente – F. (43) 3348-0791
Classificação 18 anos

Música e teatro: Aminoácido & Octopus Trio se apresentam no SESI

Neste sábado uma apresentação cênico/musical irá movimentar o espaço cultural SESI/AML no centro de Londrina. As bandas Aminoácido e Octopus Trio se apresentam no espaço a partir das 18h30. As duas bandas integrarão um espetáculo cênico/musical que envolve teatro, psicodelia e lisergia, além do som dos dois grupos que flertam com gêneros como o progressivo, o jazz e até música brasileira.

Octopus Trio durante apresentação no Festival Demosul em 2016 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Octopus Trio durante apresentação no Festival Demosul em 2016 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O espetáculo conta com diversos artistas londrinenses na produção, sendo eles Felipe Matos (ilustrador), Carlos Fofaun Fortes (cineasta), Lucas Klepa (designer/artista visual) e Marco Antônio Paixão (ator). A direção fica por conta de Silvio Ribeiro que, em entrevista ao Rubrosom, contou sobre o surgimento da ideia. “Eu conheci as bandas através do projeto Banda Nova Funcart, após isso, veio o convite para que eu produzisse algo com este apelo cênico, envolvendo as bandas”, contou Silvio.

Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O espetáculo conta a história de um polvo, que vive em um aquário, e passa sofrer mudanças após um cientista derramar um produto químico em seu habitat. “Há uma dramaturgia e tudo é narrado por um repórter que é metido a super herói, tanto por ele ter as informações com exclusividade, como também, narrando as situações que acontecem na cidade”, pontuou Silvio. Segundo ele, a apresentação tem referências comuns a formas teatrais dos anos 80, e ainda ligação com quadrinhos, e influência de trabalhos de artistas como Arrigo Barnabé, Clara Crocodilo, e Robson Borba.


SERVIÇO

Aminoácido & Octopus Trio no SESI/AML (Em frente à Concha Acústica)
A partir das 18h30
Entrada: 10 reais (meia) 20 reais (inteira)