Shakespeare inspira comédia teatral no Circuito Cultural Sesi

A partir do dia 20 de setembro, cidades da região norte do estado recebem o Circuito Cultural Sesi com a montagem Shakespeare para todos: Muito Barulho por Nada, dirigida e adaptada por Pedro Ochôa. A peça de circo-teatro inspira-se no clássico de Shakespeare Muito Barulho por Nada, considerado um dos textos mais engraçados do dramaturgo inglês, nesta versão recebe uma dose de contemporaneidade ao ter sua linguagem adaptada para a linguagem de hoje, sem perder o brilhantismo dos diálogos que caracterizam a obra original. A peça passa por Santo Antônio da Platina (dia 20), Londrina (21), Apucarana (22) e Arapongas (23), com apresentações gratuitas.

Shakespeare inspira comédia teatral no Circuito Cultural Sesi
O espetáculo é resultado do trabalho do Circo Teatro Sem Lona, de Maringá. O elenco conta com Pedro Ochôa, que também assina a produção e a iluminação, Mateus Moscheta, Flavio Cardoso, Andressa Costacurta, Bruna Carvalho e Paula Renata Barbosa da Silva – Foto: Divulgação

O espetáculo é resultado do trabalho do Circo Teatro Sem Lona, de Maringá. O elenco conta com Pedro Ochôa, que também assina a produção e a iluminação, Mateus Moscheta, Flavio Cardoso, Andressa Costacurta, Bruna Carvalho e Paula Renata Barbosa da Silva.

Shakespeare para todos: muito barulho por nada estreou em 2015, em Maringá, e marca a primeira adaptação do clássico inglês do grupo, na linguagem de circo-teatro. De acordo com Pedro Ochôa, o texto foi escolhido devido a sua característica de ser universal, agradar a todas as idades de expectadores, podendo ser apreciada por um público eclético. Sobre o processo criativo, Pedro conta que houve bastante preparação do grupo. “Fizemos um laboratório sobre a linguagem shakespeariana, adequando a linguagem popular de rua e as técnicas circenses, trazendo as cantigas populares para a música ao vivo”, diz. O grupo Circo Teatro Sem Lona também preservou algumas características da montagem original, como as características do espaço cênico; o cenário como simulação de um pequeno teatro “Elizabetano” com varanda; a participação da plateia, fazendo referência aos nobres que assistiam às peças de lugares privilegiados; os figurinos, que lembram as roupas da época de Shakespeare, além da música ao vivo, tocada por atores do elenco.

Sobre o Circuito Cultural Sesi – O Circuito Cultural Sesi percorre todo o Paraná levando espetáculos culturais ligados as Artes Cênicas ou Música para diversas cidades e tem a proposta de oportunizar acesso ao bem cultural aos trabalhadores da indústria, seus dependentes e comunidade local.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


Serviço:
Circuito Cultural Sesi apresenta: “Shakespeare para todos: Muito barulho por nada”

Mostra de cinema sobre Shakespeare é iniciada em Londrina

Começou ontem em Londrina, a mostra temática de cinema ‘Filmando Shakespeare” com nove longas-metragens adaptados da obra do dramaturgo inglês. O evento terá exibições gratuitas de filmes, em diferentes horários sempre no auditório do Sesi/AML, na região central. A programação (Confira a seguir) segue diariamente até o dia primeiro de Julho. A mostra iniciou com ‘Otello’ do diretor Orson Wells e, a partir de quarta-feira (29), haverão sessões às 14h, às 16h30 e às 19.

Rodrigo Grota conversa com público durante abertura da mostra - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Rodrigo Grota conversa com público durante abertura da mostra – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Sempre nos últimos horários, haverá uma sessão comentada com convidados. Entre os convidados; Heloisa Bauab, Mauro Rodrigues e Sílvio Demétrio (Que fez os comentários na exibição de abertura)  – todos professores da UEL – o dramaturgo Maurício Arruda Mendonça também participa do evento. A ideia é aprofundar a discussão e criar um momento de interação após a imersão dos filmes.

Na abertura, dezenas de pessoas, de várias idades – Incluindo alunos da  Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) acompanharam a exibição de Otelo. No mesmo dia ocorreu a passagem da Tocha Olímpica por Londrina. Em horário concomitante à sessão, a carreata com a tocha passou pela Avenida Rio de Janeiro, quase paralela à rua do Sesi/AML,onde ocorria a exibição do filme. Ainda assim, não houve distração e muitos preferiram acompanhar a abertura da mostra que preencheu boa parte do auditório do local.

A Mostra
Trata-se de uma promoção da produtora Kinopus, com idealização e curadoria do cineasta Rodrigo Grota. O evento é a primeira homenagem na cidade pela data de 400 anos da morte de William Shakespeare; Autor que inspira uma verdadeira legião de ídolos, devido sua importância tanto no teatro quanto na poesia. Shakespeare faleceu em abril de 1616 e deixou um acervo de 38 peças, mais de 150 sonetos além de dois longos poemas narrativos.

Público acompanha a exibição de Otelo (Orson Wells) na última terça - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Público acompanha a exibição de Otelo (Orson Wells) na última terça – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Nos séculos XX e XXI seus trabalhos foram repetidamente adaptados e redescobertos por novos movimentos artísticos e performances. Atualmente, sua obra continua ainda popular e frequentemente é tema de espetáculos e apresentações em diversos contextos culturais e políticos. “Tem um crítico que fala que o Shakespeare foi responsável pela invenção do humano como nós conhecemos hoje, ele tem um livro sobre as obras e os arquétipos que ele criou a partir dos personagens… O que eu acho que ele consegue fazer com maestria é mostrar tanto dramas históricos, mas também, consegue mergulhar na profundidade dessa alma humana, sem explicação tão racional. Ele faz esse mergulho de uma forma muito poética. Naquele período (Século XVI) a língua inglesa estava ainda em formação, então dizem que ele foi responsável pelo registro de muitos vocábulos da língua inglesa. Ele conta uma história, cria uma linguagem poética e ainda emociona o público de uma forma muito forte”, contou o cineasta à reportagem do RubroSom.

Segundo Grota, o critério artístico, e, sobretudo, a qualidade das produções foi um fator determinante para a escolha da programação. Produções muito comerciais ou mesmo que não tivessem uma qualidade estética interessante foram desconsiderados. “Tentei pegar esses filmes, com temas, que pudéssemos ver hoje e pensar no ser humano de 2016, se existe uma semelhança entre esse personagem do Shakespeare e as pessoas do século XXI, quais seriam as semelhantes né ?”, enfatiza Grota.


Filmando Shakespeare
De 28 de junho a 1º de julho
Anfiteatro do Sesi – Praça Primeiro de Maio, 130, em frente à Concha Acústica
Entrada franca
Realização: Kinopus, com apoio cultural do Sesi

Programação


Dia 29/06, Quarta
14h Hamlet (1996, 242 min), de Kenneth Branagh
19h Hamlet (1964, 140 min), de Grigori Kozintsev
Neste dia, Heloisa Bauab, professora de Artes Cênicas da UEL, conversa com o público

Dia 30/06, Quinta
14h Macbeth (1948, 92 min), de Orson Welles
16h30 Macbeth: Ambição e Guerra (2015, 113 min) , de Justin Kurzel
19h Macbeth (1971, 140 min), de Roman Polanski
Neste dia, Mauro Rodrigues, professor de Artes Cênicas da UEL, conversa com o público

Dia 01/07, Sexta
14h Falstaff (1965, 113 min), de Orson Welles
16h30 Ricardo III – Um Ensaio (1996, 112 min), de Al Pacino
19h Rei Lear (1971, 139 min), de Grigori Kozintsev
Neste dia, o dramaturgo e poeta Maurício Arruda Mendonça conversa com o público

Em 15 dias Ballet de Londrina arrecada R$ 2 mil

“Hoje é comum os projetos terem muitos seguidores na internet, se cada um deles topar ser um co-financiador de um projeto, seja um CD, festival, ou show, muita coisa boa, que sem apoio nunca viria à luz, poderia ser viabilizada…. É como comprar um apartamento ainda na planta”, citou a musicista Flávia Couri (‘The Courettes’, Autoramas), durante uma entrevista de 2011, quando então falava sobre as possibilidades que um financiamento coletivo pode proporcionar à artistas. Na ocasião, sua banda havia arrecadado mais de R$ 14 mil que foram usados para a produção do disco ‘Música Crocante’ lançado no mesmo ano. Se em 2011 a medida ainda gerava dúvidas, em meio a um cenário atual de crise e de escassez de recursos, em 2016 cada vez mais realizadores veem o ‘Crowdfunding’ como uma forma de tirar projetos do papel.

Em Londrina, não é diferente. Cada vez mais o chamado Crowdfunding é utilizado para angariar fundos destinados à projetos culturais pela cidade toda. Recentemente a banda londrinense Montauk viabilizou a conclusão de seu EP, intitulado ‘Faça Crescer todas as Flores’ através da contribuição de apoiadores que fizeram doações pela plataforma Embolacha – Várias faixas de valores são disponibilizadas, e em troca, o apoiador recebe um bônus ligado ao projeto, que é proporcional à doação feita.

No início de março, o Ballet de Londrina, também aderiu a uma campanha de crowdfunding para arrecadar dinheiro para a remontagem do espetáculo “Decalque” – Adaptação do romance Romeu e Julieta (Shakespeare). O objetivo é angariar R$ 30 mil para o custeio de figurino, cenário e gastos de produção. Lançada no dia 1, através do site www.vakinha.com.br, a campanha arrecadou (até o dia 17) R$ 2 mil em apenas 15 dias. “Isso é reflexo de como as pessoas que seguem a companhia querem prestigiar, querem ver a realização do espetáculo. Neste período tivemos algumas doações até bem generosas, um único colaborador chegou a dar R$ 600! ”, comenta Leonardo Ramos, diretor e coreógrafo da Cia Ballet de Londrina.

Quatro atores, que participaram da montagem de 2007 devem retornar neste ano – Foto: Divulgação/Ballet de Londrina/Renato Forin Jr

Segundo ele, o sistema de financiamento coletivo é uma alternativa importante em tempos de crise e, especialmente da pouca quantidade de recursos. “As leis de incentivo ajudam, mas editais para obtenção de recursos estão cada vez mais raros. Com esse sistema de financiamento, as pessoas que acreditam no nosso trabalho, tornam-se fomentadores e parceiros. Achamos que esse é o momento de presentear o público com um projeto que fez história.”, comenta Ramos. O prazo para as contribuições termina em 30 de junho. Estando tudo certo com os valores, a previsão de estreia é para o final do mês de julho.

O espetáculo

Segundo o diretor, a remontagem de “Decalque” contará com 12 artistas, dentre eles, 3 bailarinas e um bailarino estiveram na montagem original feita pelo grupo, encenada em 2007, e agora retornam para a nova versão. “A dança contemporânea é muito pessoal… É evidente que não será igual, mas, não é uma coisa fechada, houve um período de amadurecimento das ideias” ressalta o diretor.

A apresentação feita há nove anos é considerada um ponto crucial no desenvolvido do grupo (Fundado em 1993) Para Ramos, o espetáculo representou um ponto de amadurecimento do elenco e o início de novas explorações, do ponto de vista da identidade. Após a montagem de 2007, o grupo teve abertura para ousar mais em outros trabalhos, criticamente elogiados como “Sagração” e mais recentemente “Sem Eira Nem Beira”.

Para o diretor, a boa aceitação que a campanha tem tido é resultado da relação afetiva que o público londrinense possui com o grupo. “As pessoas que acompanham o nosso trabalho, estão bastante instigadas em ver novamente essa montagem que foi tão significativo na nossa história. Muito bacana poder voltar com o espetáculo que está na memória das pessoas. O Londrinense é muito carinhoso, em qualquer situação ele se mostra muito presente, e não vai ser diferente para essa campanha” acrescenta o coreógrafo.

Mais informações:
Decalque/Cia Ballet de Londrina-www.vakinha.com.br