Música e teatro: Aminoácido & Octopus Trio se apresentam no SESI

Neste sábado uma apresentação cênico/musical irá movimentar o espaço cultural SESI/AML no centro de Londrina. As bandas Aminoácido e Octopus Trio se apresentam no espaço a partir das 18h30. As duas bandas integrarão um espetáculo cênico/musical que envolve teatro, psicodelia e lisergia, além do som dos dois grupos que flertam com gêneros como o progressivo, o jazz e até música brasileira.

Octopus Trio durante apresentação no Festival Demosul em 2016 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Octopus Trio durante apresentação no Festival Demosul em 2016 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O espetáculo conta com diversos artistas londrinenses na produção, sendo eles Felipe Matos (ilustrador), Carlos Fofaun Fortes (cineasta), Lucas Klepa (designer/artista visual) e Marco Antônio Paixão (ator). A direção fica por conta de Silvio Ribeiro que, em entrevista ao Rubrosom, contou sobre o surgimento da ideia. “Eu conheci as bandas através do projeto Banda Nova Funcart, após isso, veio o convite para que eu produzisse algo com este apelo cênico, envolvendo as bandas”, contou Silvio.

Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O espetáculo conta a história de um polvo, que vive em um aquário, e passa sofrer mudanças após um cientista derramar um produto químico em seu habitat. “Há uma dramaturgia e tudo é narrado por um repórter que é metido a super herói, tanto por ele ter as informações com exclusividade, como também, narrando as situações que acontecem na cidade”, pontuou Silvio. Segundo ele, a apresentação tem referências comuns a formas teatrais dos anos 80, e ainda ligação com quadrinhos, e influência de trabalhos de artistas como Arrigo Barnabé, Clara Crocodilo, e Robson Borba.


SERVIÇO

Aminoácido & Octopus Trio no SESI/AML (Em frente à Concha Acústica)
A partir das 18h30
Entrada: 10 reais (meia) 20 reais (inteira)

Música – Sesi ficou pequeno para os grandes shows do 4º Palco Alma

Clima de chuva, que acabou não se confirmando, shows intimistas e performances bem enérgicas; Assim foi o saldo da 4ª e última edição do Palco Alma realizada no último sábado. Em pleno dia 10 de dezembro, aniversário da cidade, no auditório do Sesi/Aml, na Praça 1º de Maio, em Londrina. O evento estava previsto para ocorrer na Concha Acústica, mas, devido a previsão do (mau) tempo, com expectativa de chuva, acabou sendo transferido para o espaço do Sesi, parceiro da Alma Londrina Rádio Web na realização do evento, através do projeto Sesi Música que trouxe Mundo Livre S/A para o line composto também pelas londrinenses Gold Soundz, Vulgar Gods e pela paulista Inky. O evento conta com o apoio do Programa Municipal de Incentivo á Cultura (PROMIC).

Evento iniciou por volta das 16h do último sábado (10) - Foto: Bruno Leonel
Evento iniciou por volta das 16h do último sábado (10) – Foto: Bruno Leonel

Em matéria de organização e espaço, o evento foi impecável. O ambiente intimista e com boa acústica do auditório do Sesi contribuíram para a qualidade dos bons shows. O único ponto falho talvez foi a (baixa) capacidade do local (Com espaço para pouco mais de 120 pessoas) o que, infelizmente, fez com que muitos presentes ficassem de fora para o show do Mundo Livre S/A – Única apresentação da noite para a qual era necessário reservar ingressos com antecedência, sendo liberados já a partir das 17h. Em cerca de 20 minutos, todos os ingressos disponíveis já haviam sido entregues. Houve ainda uma lista de espera para o caso de sobrar espaço no local durante o show – Alguns (poucos) sortudos ainda conseguiram entrar.

Espaço do sesi valorizou shows e qualidade sonora apesar do pouco espaço - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Espaço do sesi valorizou shows e qualidade sonora apesar do pouco espaço – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Os trabalhos iniciaram por volta das 16h com o som do residente Dj Diq, já figura fixa de outras edições do Palco Alma com seu set cheio de groove colagens sonoras que passam pela black music, funk clássicos e muitos outros gêneros. Por volta das 17h40, o trio de rock Gold Soundz iniciou a sequência de shows do dia. Com uma formação inusitada – Duas guitarras, baixo e uma bateria eletrônica pré-programada – o trio fez um show envolvente com seu rock instrumental calcado em efeitos, texturas e mudanças de dinâmicas. A apresentação curta (Menos de meia hora) e intensa quase passou batida por grande parte do público que ainda aguardava para o lado de fora do Sesi, infelizmente. Foi a terceira apresentação da banda formada em 2013 e que tem como integrantes JM, Luiz Crozera e Thiago Terror (Que também é integrante da Alma Londrina). Com um som cheio de camadas e écos de post-rock o trio abriu com originalidade os shows do evento.

Gold Soundz em ação no 4º Palco Alma - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Gold Soundz em ação no 4º Palco Alma – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Se apresentando novamente como um quarteto (Como eram mesmo há alguns anos) o segundo show da noite ficou por conta do Vulgar Gods de Londrina. O grupo tocou com a formação desfalcada – O baterista Gabriel e o guitarrista/vocal Guilherme Hoewell atualmente estão em turnê com o Valeries nos Estados Unidos. Mesmo sem dois integrantes o grupo fez uma (típica) apresentação enérgica, com direito a vocalista Suyanne assumindo também a segunda guitarra em algumas faixas, e também, o baterista Vitor Delalio (Mescalha/Base 2) segurando as baquetas e backing vocals do grupo. Números mais pesados do primeiro disco do ‘Vulgar’ como Money Stalkers e Nowhere ditaram o tom curto e grosso (No bom sentido) da apresentação no Sesi.

A vocalista Suy Correia Bernardi assumindo também as 6 cordas durante show do Vulgar Gods - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
A vocalista Suy Correia Bernardi  assumindo também as 6 cordas durante show do Vulgar Gods, ao lado a baixista Mariana Franco  – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Conforme a programação avançava, a presença do público também aumentou no local. No fim do show do Vulgar Gods, a casa estava com quase 90% da capacidade. A iluminação especial e o clima intimista só prepararam o terreno para a avalanche sonora que, alguns, imaginaram que veriam em seguida, e viram! Com um som pesado, e carregado de camadas eletrônicas, o quarteto Inky de São Paulo fez uma das apresentações mais intensas da noite. Com uma cozinha competente, o grupo tem a frente a vocalista/tecladista Luiza Pereira. Oscilando momentos de calmaria e vocais mais extremos a cantora – Amparada também por um sintetizador moog, que contribuiu para o clima sofisticado do som – chamou a atenção pela performance intensa. Boas letras cantadas em inglês e ecos de nomes como Bjork e até Garbage. O criativo guitarrista Stephan Feitsma é outro dos destaques do quarteto, usando diversos efeitos e sons ‘espaciais’ completa o mosaico sonoro do grupo sem soar nada óbvio – E sim, um dos guitarristas brasileiros da atualidade pra ficar de olho. O repertório foi baseado nos dois trabalhos do grupo Primal Swag (2014) e Animania (2016), tocaram até a faixa Devil’s Mark, feita em parceria com o pessoal do Bixiga 70.

Inky de SP fez uma apresentação climática e densa durante o 4º Palco Alma - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Inky de SP fez uma apresentação climática e densa durante o 4º Palco Alma – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Nocaute sonoro com o show do Inky que quase encerrou os trabalhos da noite. Quase… Porque ainda havia o show do Mundo Livre S/A para concluir a noite de boa música na cidade. Após o término do show do Inky, a plateia se retirou do espaço por cerca de 40 minutos enquanto o quarteto nordestino preparava o palco. Pouco mais de 120 sortudos lotaram o auditório do Sesi e (não) ficaram parados ao som de cada acorde e música tocada por Fred 04 e sua trupe de peso. Uma pena que um show tão importante, infelizmente, não pudesse ter sido visto por mais pessoas.

Casa lotada para o show do Mundo Livre S/A em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Casa lotada para o show do Mundo Livre S/A em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O repertório passou por diversos clássicos da extensa trajetória do grupo. Tocaram até faixas do disco mais recente do grupo ‘Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa’ (2011). Clássicos do quinteto como ‘Musa da Ilha Grande‘ e ‘Meu Esquema’ foram cantadas em coro pela platéia bastante entusiasmada com o show. Algo semelhante ocorreu no show do Metá Metá em Londrina, em 2015, no mesmo local, quando novamente apenas um grupo seleto de pessoas pode presenciar um dos grandes shows do ano na cidade.

Show do Mundo Livre S/A em Londrina iniciou pouco após as 21h - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Show do Mundo Livre S/A em Londrina iniciou pouco após as 21h – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Ao longo de quatro edições – Confira mais AQUI – o Palco Alma, apesar de recente, já se estabelece a cada nova edição como um importante evento para a programação cultural da cidade, possibilitando a preços acessíveis, a vinda de nomes ecléticos, de relativo destaque nacional e também, com  uma programação cultural que foge do óbvio. Apesar das dificuldades – Shows como o do Mundo Livre por exemplo que certamente funcionariam melhor em espaços maiores – a 4ª edição do Palco foi notável pela qualidade das bandas que preencheram (E até inundaram) o espaço do Sesi. Seja prestigiando a música brasileira, o rock e até a música alternativa, pouco a pouco, o festival se estabelece como referência na região junto à outros eventos notórios da cidade dedicados á música autoral – Demosul, Festival Alternativo Para quem foi fica a lembrança dos bons shows e das surpresas do ‘lineup’ e para quem não foi… Resta aguardar os próximos.

Estúdio Realidade: Rodrigo Garcia Lopes se apresenta no Sesi

O poeta e compositor londrinense Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão), acompanhado de Eduardo Batistella (bateria), se apresenta nesta sexta e sábado (18 e 19) no Centro Cultural do Sesi, em Londrina – respectivamente às 20h e 19h30. Será o show Canções do Estúdio Realidade. A entrada é um quilo de alimento e pode ser retirada a partir de uma hora antes do espetáculo.

 Rodrigo Garcia Lopes se apresenta no Sesi
O poeta e compositor londrinense Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão), acompanhado de Eduardo Batistella (bateria) – Foto: Divulgação

O álbum homônimo, gravado em Londrina, teve apresentação de Arrigo Barnabé, teve boa recepção da crítica especializada e recebeu elogios de músicos como Vitor Ramil, Chico Cesar, Marina Lima e Luiz Tatit. Há duas semanas o trabalho foi destaque do programa O Sul em Cima, apresentado e produzido por Kleiton Ramil na rádio Roquette-Pinto (RJ).

Canções do Estúdio Realidade é um show vigoroso que afirma as influências e indentidade musical e poética do repertório autoral de Rodrigo Garcia Lopes. Outro ponto notável também a conexão obtida por uma formação minimalista em power duo: Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão) e Eduardo Batistella (bateria) perfazem a simbiose entre os instrumentos, executando um repertório de canções compostas por Garcia Lopes ao longo de sua trajetória, além de parcerias com poetas como Cruz e Souza e Paulo Leminski.


SERVIÇO
Rodrigo Garcia Lopes e Eduardo Batistella em Canções do Estúdio Realidade
Local: Centro Cultural do Sesi – Praça Primeiro de Maio, 130 – Londrina (PR) – (43) 33223231
Site: www.sescpr.com (lotação máxima: 60 pessoas).
Dias: 18 de novembro, às 20h, e 19 de novembro, às 19h30. Entrada Gratuita

 

Curtas de animação terão exibição gratuita nesta sexta

O Dia Internacional da Animação (DIA) chega a Londrina no dia 28 de outubro. As exibições serão feitas no Centro Cultural SESI/AML (Praça Primeiro De Maio, 130) com apoio da Vila Cultural Kinoarte. Este é o maior evento de cinema simultâneo do mundo, e esta em sua 13ª edição. Os filmes dialogam com diversos tipos de temáticas e também técnicas – indo desde estruturas rudimentares como stop-motion até ferramentas mais sofisticadas. Nesse ano mais de 200 cidades em todo o Brasil realizarão uma sessão especial de cinema com a exibição de curtas metragens nacionais e internacionais. Diversas cidades do Paraná – Sendo Arapongas, outra cidade da região participante da mostra – terão exibição de filmes da mostra – Nos links, alguns dos curtas que serão exibidos em Londrina.

O EVENTO – Em 28 de outubro de 1892, Emile Reynaud realizou a primeira projeção pública de imagens animadas do mundo do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris, exibindo o filme Pauvre Pierrot. Para celebrar a data, em 2002, a ASIFA (Associação Internacional do Filme de Animação) lançou o “Dia Internacional da Animação” contando com diferentes grupos internacionais filiados em mais de 30 países.

NO BRASIL – No Brasil o evento é realizado pela Associação Brasileira de Cinema de Animação – ABCA. Em 2016 o DIA está na sua 13ª edição, conquistando, a cada ano, maior visibilidade e parceiros em diversos municípios brasileiros. A Mostra Oficial acontece no dia 28 de outubro às 19h30 simultaneamente em todas os locais participantes, contando com a adesão de mais de 200 cidades em todos os 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, sendo o maior evento simultâneo de animação realizado no Brasil.
Curtas de animação terão exibição gratuita nesta sexta

Toda a programação do evento tem entrada franca. Conheça as cidades participantes e saiba mais informações sobre os filmes em: www.diadanimacao.com.br. Confira alguns dos filmes selecionados para 2016:

MOSTRA NACIONAL – Classificação Indicativa 12 anos
– Noturno – Dir. Aída Queiroz (4 min – 1986 – Rio de Janeiro/RJ);
O Quebra Cabeça de Tarik – Dir. Maria Leite (19 min – 2015 – Stop Motion – Belo Horizonte/MG);
– Inglourious Billiards – Dir. João Cardoletto (4 min – 2016 – 2D Cutout e Tradicional – RJ);
– Viagem na Chuva – Dir. Wesley Rodrigues (13 min – 2014 – 2D – Aparecida de Goiania/GO);
– Ciúme – Dir. Daniel Bruson – (3 min – 2015 – Animação 2D Digital – Sorocaba/SP);
– Até a China – Dir. Marão – (15 min – 2015 – Lápis no Papel – Rio de Janeiro/RJ);

MOSTRA INTERNACIONAL – Classificação Indicativa 16 anos
– Milk of Amnesia – Dir. Jeff Scher (6 min – 1992 – EUA);
– Vicenta – Dir. Carla Valência (5 min – 2014 – Equador);
– When I was a Child – Dir. Maryam Kashkoolinia (8 min – 2014 – Irã);
– La Testa Tra Le Nuvole – Dir. Roberto Catani (7 min – 2014 – Itália);
– ENDGAME – Dir. Phil Mulloy (6 min – 2015 – Inglaterra);
I Love Holligans – Dir. Jan-Dirk Bouw (12 min – 2013 – Holanda):
– Five Minute Museum – Dir. Paul Bush (6min – 2015 – Suíça/Reino Unido);

(Com informações da assessoria de imprensa)


SERVIÇO
Dia Internacional da Animação
Com exibição de animações brasileiras e de outros países
Onde:
Sesi/Aml (Praça 1º de Maio, 130 – Centro)
Horário: A partir das 19h30
Entrada Gratuita

FILO – Peça Antes do Grito será apresentada nesta quinta

O espetáculo teatral ‘Antes do Grito’, com texto assinado por Rafaela Martins e direção de Mayara Dionísio (Integrantes da Rubra Cia de Teatro), será encenado nesta quinta-feira (08) em Londrina. O evento, acontece às 20h no auditório do Sesi/AML (Praça Primeiro de Maio) dentro da programação do Festival Internacional de Londrina (FILO). O trabalho foi produzido durante o Núcleo de Dramaturgia – Teatro Guaíra, realizado em 2015.  O evento dá destaque à novos nomes da dramaturgia regional, vários dos autores estão realizando suas estreias em funções como direção e produção dos espetáculos que vão até o dia 30.

SOBRE A OBRA

A peça desta quinta conta a história de duas irmãs que convivem com os traumas e abusos sofridos na infância e que, em um processo de resgate destes momentos, conseguem promover um movimento de cura e libertação. O momento da fala que liberta e expurga a dor.

Rafaela Martins (Azul) e Carol Alves atuam em 'Antes do Grito' - Foto: Allan Ferreira.
Rafaela Martins (Azul) e Carol Alves atuam em ‘Antes do Grito’ – Foto: Allan Ferreira.

Presas a uma casa de vidro, as jovens circulam com cuidado na tentativa de preservar aquilo que as conecta com suas essências, mas, por fim, descobrem que confrontar seus medos e suas culpas é único modo de se entenderem como vítimas do abuso e do abandono. As dores jamais passarão, as cicatrizes sempre existirão, mas a superação é o único modo de seguirem em frente e se reconectarem consigo mesmas. “Minhas inspirações indiretas passam por Bergman (cineasta), Raduan Nassar (com Lavoura Arcaica), o realismo fantástico de Gabriel Garcia Marquez, além do pintor Balthus. Busquei também ler matérias e ver documentários sobre crianças e mulheres que sofreram abusos, essas matérias eram bastante abrangentes como uma sobre o número de meninas que se casam antes dos 15 anos no Brasil e um documentário sobre mulheres vítimas do Estado Islâmico. Isso tudo acabou sendo inspiração indireta porque a peça é sobre memória e fala, é uma criação ficcional e bem específica”, contou ao RubroSom, a autora do texto Rafaela Martins que também atua na peça.

O espetáculo 'Antes do Grito' será apresentado nos dias 28 e 30/04. Ele possui texto e direção de Rafaela Martins e atuação de Rafaela Martins e Carol Alves - Foto: Allan Ferreira.
O espetáculo ‘Antes do Grito’ foi apresentado em duas ocasiões na cidade, no Sesi e na Usina Cultural. Ele possui texto e direção de Rafaela Martins e atuação de Rafaela Martins e Carol Alves – Foto: Allan Ferreira.

Seguindo uma pesquisa sobre a infância e a sugestão do supervisor do curso, a dramaturga optou por abordar temáticas densas, como o abuso psicológico e sexual e o abandono na infância. Para cumprir tarefa tão desafiadora, o grupo desenvolveu estudos sobre memória e trauma e optou por uma abordagem delicada, expressando em arte a importância da superação dos traumas. “Antes do Grito” recria, assim, um universo dolorido, mas também permeado de delicadeza e punção de vida. “Quando comecei a fazer parte do Núcleo, já dividi com o Mauricio (Arruda Mendonça) meu desejo de contar uma história sobre duas irmãs, nessa altura nada ainda estava definido. Na verdade, na peça, elas são meninas mais ou menos da minha idade e da idade da Carol (que divide o palco comigo). Elas são adultas de vinte e poucos anos, mas que não conseguiram superar alguns traumas da infância e acabam entrando em um movimento de se comportarem como naquela época. A peça não decorre em um tempo definido e na verdade é como uma imersão na memória e na cabeça dessas meninas, é um processo interno e quase terapêutico pra elas porque é quando elas vão conseguir falar sobre determinadas coisas. Essas irmãs são duas, mas também uma, como que se uma se completasse na outra…”, contou Martins à nossa reportagem sobre parte do processo criativo que envolveu a ‘composição’ da ideia.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Rafaela Martins
Orientação de Dramaturgia: Maurício Arruda Mendonça
Elenco: Carol Alves e Rafaela Martins
Direção: Mayara Dionisio
Figurinos: Morena Panciarelli
Música: Murilo Pajolla
Som: João Gabriel Alves
Iluminação: Gustavo Garcia
Fotos: Allan Ferreira


SERVIÇO

Antes do Grito, com Rubra Cia de Teatro (Londrina)
Quando – Hoje, às 20 horas
Onde – Centro Cultural Sesi/AML (Praça Primeiro de Maio, 130)
Quanto – R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Ponto de vendas – Royal Plaza Shopping (Rua Mato Grosso, 310) e pela internet www.filo.art.br e www.diskingressos.com.br

Rubrosom arquivo – Relembrando Fernanda Jiran

Faleceu na noite da última quarta-feira (3), em Londrina, aos 85 anos, a professora de Literatura aposentada e produtora cultural Fernanda Jiran. A professora era colaboradora voluntária da UEL FM desde agosto de 1993, sendo uma das mais antigas produtoras e agitadoras da rádio. Durante seu tempo de colaboração, Jiran produziu e apresentou três programas semanais: “Brasil Camerístico”, “Para Gostar de Ópera” e “107 Clássicos”. Na UEL FM, era a mais antiga colaboradora em atividade, tendo sido por este motivo homenageada com placa e certificado em junho do ano passado, quando a emissora completou 25 anos de funcionamento.

Também lecionou durante décadas no Colégio Vicente Rijo e ministrou aulas de teoria literária no curso de Letras da UEL - Foto: Divulgação.
Também lecionou durante décadas no Colégio Vicente Rijo e ministrou aulas de teoria literária no curso de Letras da UEL – Foto: Divulgação.

Fernanda também foi uma das criadores do cineclube que, durante os anos 90/2000 reuniu aficionados por filmes clássicos no prédio da antiga Associação Médica de Londrina (Hoje espaço cultural do Sesi). Na cidade ela é lembrada como uma das maiores divulgadoras da música clássica, e também, de cinema, em uma época na qual havia grande dificuldade em se obter certos filmes. Como forma de homenagem, publicaremos a seguir uma matéria, feita no ano de 2011, e nunca antes publicada, onde Jiran contou ao repórter Bruno Leonel sobre os primórdios do cineclube. A entrevista foi feita no antigo apartamento da professora, próximo à Concha Acústica, e, foi inicialmente concebida para uma revista universitária que nunca saiu do papel… O material permaneceu inédito desde então.

Um Pouco de História

O ano é 1992. Em Londrina, havia um grupo de aficionados por cultura que se reunia semanalmente para trocar ideias sobre filmes e música clássica em geral. Durante as reuniões, em uma velha televisão, eram exibidos clássicos do cinema, como filmes de Bette Davis e outras pérolas dos anos 50 e 60. Eram ainda tempos do VHS, do som abafado e das dificuldades para se conseguir cópias de bons álbuns importados. Os discos em vinil estavam em alta. CD, no Brasil, ainda era coisa rara, logo, reunir-se em grupo, era uma forma de propagar as poucas (e preciosas) cópias dos filmes e discos que chegavam até aqui. O ponto de encontro era a antiga livraria Lido, no centro da cidade. Em meio a esse grupo estava a professora Fernanda Jiran, que era uma espécie de “curadora” dos encontros e sempre levava filmes e ideias novas ao grupo: “Eu recebia muitas fitas de amigos e conhecidos que viajavam para fora do país. Como era muito difícil encontrar alguns desses filmes na época, levávamos para as reuniões na livraria”, lembra a professora – que atualmente comanda a programação sobre música clássica, na rádio UEL FM. Embora o grupo fosse bastante seleto, havia pessoas muito interessadas.

O espaço da livraria era pequeno, mas mesmo assim, após alguns meses, mais e mais pessoas começaram a frequentar o local. Devido ao aumento do número de participantes, Fernanda teve a ideia de conseguir um telão para fazer a exibição dos filmes. Na época, perguntou a um amigo médico, ligado à administração da AML, se seria possível o empréstimo do equipamento para uso na livraria. Não conseguiu, mas em troca, foi oferecido o espaço do auditório da associação médica, para que lá fossem realizados os encontros. Foi assim que tudo começou.
Fernanda ainda se recorda claramente da data: 24 de Abril de 1992. Nesse dia aconteceu o primeiro encontro realizado na associação médica.

O novo espaço chamou atenção de muitas pessoas. Novos fanáticos por música, amigos dos fanáticos e eventuais curiosos, passaram a frequentar religiosamente o local, chegando a lotar o espaço algumas vezes. No início, os encontros aconteciam em uma sala do prédio no segundo andar, mas conforme o público aumentava, em agosto do mesmo ano, as reuniões passaram a se realizar no auditório da associação. Coincidência ou não, o filme escolhido para marcar a estréia foi o clássico “As Baleias de Agosto”, com Bette Davis.

Fernanda possuía ainda em acervo vários flyers e materiais usados para divulgação - Foto: Bruno Leonel (Arquivo).
Fernanda possuía ainda em acervo vários flyers e materiais usados para divulgação – Foto: Bruno Leonel (Arquivo).

Com o tempo, surgiram novas idéias para filmes. Saindo um pouco do lugar-comum de clássicos do cinema estado-unidense, outros estilos começaram a ter espaço nos encontros, especialmente aqueles dedicados à música brasileira. Fernanda conta que conseguiu uma cine-biografia do compositor Pixinguinha e que a obra passou a atrair um público de gosto mais eclético, possibilitando assim, uma troca de gêneros. Pouco a pouco uma “programação” de encontros foi sendo feita. Às segundas-feiras, o espaço era reservado à música clássica e, aos sábados, exibição de filmes com outras temáticas.

Surgiam, constantemente, novas ideias de atrações para o local. Uma delas foi trazer também música ao vivo ao espaço. Graças ao festival de música (e também à Universidade Estadual de Londrina – UEL), a cidade sempre teve tradição de bons músicos, e muitos achavam que a proposta poderia dar certo. Logo, toda segunda passou a ser dedicada também para apresentações ao vivo. Os gêneros eram os mais diversos possíveis, indo desde chorinho e concertos de piano a 4 mãos, até recitais de cordas. Para o público, era impresso um programa em formato de encarte, mais ou menos como, é feito até hoje em apresentações da OSUEL (Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina). Em meados de 1999, o projeto passou também a contar com auxílio do PROMIC (Programa de Incentivo à Cultura), cuja contribuição ajudava nos custos de manutenção do prédio, confecção dos programas e até o “coffee break”, que era oferecido ao público. Nenhum tipo de valor era cobrado para os encontros. Todas as apresentações e sessões de filmes eram feitas de forma gratuita.

“Eu estive lá”
Até hoje, o lugar ocupa um espaço cativo nos corações de vários músicos da região, como Flávio Colins, que se lembra com grande carinho do local. Formado em música pela UEL, Colins lembra que foi no auditório da AML onde fez sua estréia como regente, ainda no começo da orquestra jovem da Universidade, em 1996: “O lugar tem uma sonoridade incrível. Pra quem toca instrumentos acústicos era uma alternativa muito melhor que o cine-teatro Ouro Verde”. Flávio era também freqüentador assíduo do espaço: “Ou participava tocando, ou ia só pra prestigiar os colegas mesmo”, lembra Colins. Segundo ele, o clima elegante do local e o formato da sala tornavam a acústica um espetáculo a parte. Era comum grupos de corais e músicos solo optarem pelo local também para a gravação de suas apresentações. Músicos como o violista experiente, Jairo Chaves, que hoje faz parte da OSUEL, chegou a gravar no lugar por volta de 1996. O espaço se tornou muito popular, era bastante acessível para o público em geral e os freqüentadores se renovavam constantemente. Entretanto, dificuldades começariam a aparecer.

A partir do ano de 2001, não houve renovação do contrato com o PROMIC. Segundo Fernanda Jiran, a justificativa é que, eram realizados sempre os mesmos tipos de atividades ali, e os investimentos deveriam ser direcionados para outros tipos de projetos ligados a cultura. Com todas as dificuldades os encontros no auditório da associação se encerraram no início de 2007, quando finalmente foi desativado para atividades culturais, após quase 15 anos de realizações e de ter formado um público fiel. Foi-se o espaço e o que ficou foi uma certa nostalgia nos corações que, dali em diante, não teriam mais o ponto de encontro. Não é difícil compreender a falta que o espaço fez. Se nos dias de hoje ainda é difícil conseguir bons espaços para projetos culturais em Londrina, nos anos 90 – especialmente fora de temporadas como as do FILO e do FML – os encontros na AML muitas vezes foram a única opção de entretenimento para quem buscava locais com propostas diferenciadas de música e cinema. A desativação ocorreu, principalmente, devido à questão financeira e à falta de logística para manter o local Fernanda Jiran, conta que após o fechamento do espaço o que restou foram a saudade e as lembranças da época. “O contato com o público e a satisfação com a qual o pessoal saía de lá ao fim das apresentações não tinha explicação”

Novos tempos

O encerramento das atividades no auditório, criou um vazio entre seus apreciadores. Ainda que hoje, Londrina ofereça novas opções, tanto de espaço, como de propostas, o auditório da AML já carrega sua própria história, cristalizada no imaginário do público que ali comparecia e que, encontrou uma lacuna, com o fim de suas apresentações. Se a reativação do auditório, não puder preencher esse vazio, ao menos, deverá levar às novas gerações um pouco da história e da certa “aura” que permeia o espaço. Na opinião de Jairo, o enfoque deveria voltar a ser a música clássica: “É um espaço que funciona muito bem com esse gênero, será uma pena se ele for utilizado somente para outros estilos musicais”. Jairo, que se apresentou por lá até os últimos dias, conta que sente falta do ponto de encontro que o local representava. Ainda sem nova programação definida, o que resta no momento, é a expectativa de ter de volta aquele lugar aconchegante, e um pouco daquela aura de um auditório que no passado foi cenário de tantas boas parcerias e encontros.

SESI recebe Minha vida é meu sertão, pelo 36º FIML

O espetáculo “Minha vida é meu sertão” é destaque na programação do Centro Cultural SESI/ AML desta quarta-feira (20) às 20h. O espetáculo, com uma produção delicada e sensível, a apresentação mescla música, poesia, imagem e cenário que homenageia sertão brasileiro. O roteiro é assinado por Guilherme Bordonal com direção e produção de Touché e Bazar.

SESI recebe Minha vida é meu sertão, pelo 36º FIML
O roteiro é assinado por Guilherme Bordonal com direção e produção de Touché e Bazar – Foto: Divulgação.

O músico Touché explica que o show mostra a trajetória do sertanejo desde a sua saída do Sertão ao seu retorno, pontuado com clássicos da música dos anos 1970 e 80. “O show é dividido em três momentos: Apologia ao Sertão, Saudades do Sertão e Retorno ao Sertão, costurado com poemas de Patativa do Assaré.” A apresentação fica a cargo de Tiago Fernandes (voz, viola e violão), Gleyson Meneguci (bateria), Guilherme Bordonal (guitarra) e Touché (voz, baixo e violão). Ingressos custam R$10,00 e R$5,00 (meia entrada)

Entre as canções do repertório, com faixas características do sertanejo estão “Saudades da minha terra” (originalmente de Goiá e Belmonte), “Fogão de Lenha” (Maurício Duboc, Carlos Colla, Xororó), “Majestade, o Sabiá” (Roberta Miranda) e “Franguinho na panela” (Moacyr dos Santos e Paraíso). “Durante o espetáculo, eu preparo um café no palco e o aroma que envolve a cena ao som de “Lamento Sertanejo”, é um momento que sempre emociona o público. Como disse Guimarães Rosa, “O Sertão está dentro da gente”, então no show mostramos um pouco deste mundo que está dentro de nós”, diz Touché.

70 anos do Sesi-PR

A apresentação “Minha Vida é meu Sertão” celebra os 70 anos do Sesi/PR em Londrina. O Serviço Social da Indústria do Estado do Paraná inicia em julho as comemorações dos 70 anos de sua criação. Serão diversas ações culturais que acontecerão em Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Pato Branco e Marechal Cândido Rondon. Desde sua implementação, o Sesi se transformou em um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social do Paraná oferecendo educação, saúde e segurança ao trabalhador, melhorando assim a produtividade dentro da indústria.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


SERVIÇO

Espetáculo: Minha Vida é meu Sertão
Onde: SESI/Aml (Praça 1º de Maio)
Quando: Quarta (20) às 20h
Entrada: R$ 10 ou R$ 5 (Meia entrada)

Exposição e Live paint abrem semana de arte em Londrina

Começou ontem (18) em Londrina a II Semana Sesi de Arte Urbana. Em meio a uma noite chuvosa de quarta feira, um número considerável de pessoas compareceu ao Sesi/AML para prestigiar o primeiro dia do evento que, até sexta (20), irá promover mostras e debates com temas ligados à arte das ruas, realizada em grandes centros urbanos.

Evento teve início às 19h30 de ontem (18) e segue até o dia 20 - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Evento teve início às 19h30 de ontem (18) e segue até o dia 20 – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

O tema desta edição da ‘Semana de Arte’ é ‘Arte Pra Quem?’ e levanta o questionamento sobre como estamos nos relacionando com a arte, ou a falta, dela no cotidiano. Dentro da programação, são previstas também oficinas de produção e iniciação aos malabares com Guto Ferreira (Florianópolis).

Começando por volta das 19h30, o primeiro dia foi marcado pela exposição com trabalhos dos artistas Ignoto Gobatto (Londrina), André Luis de Andrade (o ‘ALA’ de Cambé) e Nuno Miguel Barros (Skorface, de Maringá). Quem compareceu à abertura pôde presenciar ao vivo uma performance de ‘live paint’ (Ou pintura ao vivo) realizada por ALA e Skorface, que juntos deram novas cores a uma das paredes internas do 1º andar do espaço usando materiais como tinta spray e caneta posca.

Um número considerável de pessoas acompanhou a maior parte do 'Live Paint' dos artistas convidados - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Um número considerável de pessoas acompanhou a maior parte do ‘Live Paint’ dos artistas convidados – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

As cores vivas e traços recortados de Skorface, se combinaram aos contornos psicodélicos e formas curvas da arte de ALA – O trabalho completo dos dois artistas foi realizado em cerca de duas horas. “Sabendo que temos um horário pra terminar (O Sesi fechava às 22h), fica sempre um pouco mais de pressão, não é fazer o mesmo trabalho na rua. Aqui também há mais pessoas ao redor te observando. Na arte você acaba esquecendo disso tudo e foca só no trabalho” contou o artista Skorface à reportagem do RubroSom, o artista nasceu em Angola, mas, já há bastante tempo esta fixado em Maringá… “Dá um certo medo de errar sim, pelo fato das pessaos aqui terem uma expectativa sobre o trabalho, ao vivo a correspondência é mais difícil…” acrescenta Luis ‘ALA’ de Andrade.

Nuno Miguel Barros (Skorface) e André Luis de Andrade (ALa) (Direita) realizaram o 'Live Painting' em cerca de duas horas - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Nuno Miguel Barros (Skorface) e André Luis de Andrade (ALA) (Direita) – Cada um ao lado de seu respectivo trabalho – Realizaram o ‘Live Paint’ em cerca de duas horas – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

De acordo com os artistas, há todo um planejamento prévio para elaborar o painel na hora, Skorface por exemplo contou que trás sketchs (rascunhos) do desenho para elaborar seus trabalhos… De acordo com ele, 40% do resultado final é planejado “O resto vamos improvisando” pontua Nuno Miguel. Para contribuir com o clima urbano da performance, o DJ Árido Groove discotecava no mesmo local, tocando estilos variados como hip-hop e até música latina criando um ar mais dinâmico ao ambiente.

Programação

O evento acontece até o dia 20/06, sempre no espaço do Sesi/AML. Nesta quinta (19) às 14h30 acontece uma oficina de produção e iniciação de Malabares com o artista Guto Gutin. O valor para inscrição é R$ 20,00 e deve ser feita no Centro Cultural Sesi/AML ou no mail cultura.londrina@sesipr.org.br.(Vagas Limitadas). Um pouco mais tarde, às 19h30 acontece uma roda de conversa com o artista Ignoto Gobatto. A temática será: Da Superfície do urbano para o seu interior: Índices da arte urbana. O artista exibirá um curta produzido por ele e terá uma conversa aberta com o público sobre o graffiti em espaços abandonados.

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Trabalhos feitos pelos artistas André ALA Andrade (Cambé), Marco Ignoto Gobatto (Londrina) e Nuno SKOR (Maringá) foram expostos durante a abertura – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Ás 20h será exibido o documentário: Expressão da Rua, documentário elaborado a partir da tese monográfica de Liege Scremin e Matheus Gasparin, como conclusão do curso de Jornalismo da UniBrasil, em 2013. A principal intenção é mostrar todos os envolvidos com as intervenções urbanas na cidade de Curitiba.

O último dia (20) será marcado pela segunda parte da oficina de Malabares, além da exibição do filme Style Wars; Em Nova York, na década de 1970, uma subcultura adolescente única começou a se desenvolver em torno de ousadas e expressivas formas da arte do graffiti, do rap e da dança breaking. Pela década de 1980 essa subcultura conquistou o mundo da arte e do entretenimento. Enquanto isso, o graffiti cobria cada vagão de trem ”“ trazendo fama a seus criadores ”“ em toda a cidade e causando um conflito social não resolvido até hoje. Style Wars trás as raí­zes da cultura underground controversa, que é o Hip Hop, ao retratar os adolescentes que a criaram, e documenta as respostas dos pais, da polí­cia, da arte e até do Prefeito Koch de Nova York.


Serviço
Semana de Arte Urbana do Sesi em Londrina
Dia: de 18 de maio a 20 de junho de 2016
Horário: das 13h30 às 21h30
Local: Centro Cultural Sesi (Praça Primeiro de Maio, 130)
Entrada Gratuita

 

Peça Antes do Grito será apresentada hoje em Londrina

O espetáculo teatral ‘Antes do Grito’, com texto assinado por Rafaela Martins e direção de Mayara Dionísio, será encenado nesta quinta-feira (28) em Londrina. O evento, que acontece às 19h30 no auditório do Sesi/AML (Praça Primeiro de Maio) é parte da Mostra de Dramaturgia do SESI, que durante esta semana realizará quatro espetáculos inéditos, todos produzidos durante o Núcleo de Dramaturgia – Teatro Guaíra, realizado em 2015. Todas as apresentações tem entradas gratuitas – Ingressos devem ser retirados no local uma hora antes do evento.

Rafaela Martins (Azul) e Carol Alves atuam em 'Antes do Grito' - Foto: Allan Ferreira.
Rafaela Martins (Azul) e Carol Alves atuam em ‘Antes do Grito’ – Foto: Allan Ferreira.

O evento dá destaque à novos nomes da dramaturgia regional, vários dos autores estão realizando suas estreias em funções como direção e produção dos espetáculos que vão até o dia 30.

SOBRE A OBRA

A peça desta quinta conta a história de duas irmãs que convivem com os traumas e abusos sofridos na infância e que, em um processo de resgate destes momentos, conseguem promover um movimento de cura e libertação. O momento da fala que liberta e expurga a dor.

Presas a uma casa de vidro, as jovens circulam com cuidado na tentativa de preservar aquilo que as conecta com suas essências, mas, por fim, descobrem que confrontar seus medos e suas culpas é único modo de se entenderem como vítimas do abuso e do abandono. As dores jamais passarão, as cicatrizes sempre existirão, mas a superação é o único modo de seguirem em frente e se reconectarem consigo mesmas. “Minhas inspirações indiretas passam por Bergman (cineasta), Raduan Nassar (com Lavoura Arcaica), o realismo fantástico de Gabriel Garcia Marquez, além do pintor Balthus. Busquei também ler matérias e ver documentários sobre crianças e mulheres que sofreram abusos, essas matérias eram bastante abrangentes como uma sobre o número de meninas que se casam antes dos 15 anos no Brasil e um documentário sobre mulheres vítimas do Estado Islâmico. Isso tudo acabou sendo inspiração indireta porque a peça é sobre memória e fala, é uma criação ficcional e bem específica”, contou ao RubroSom, a autora do texto Rafaela Martins que também atua na peça.

O espetáculo 'Antes do Grito' será apresentado nos dias 28 e 30/04. Ele possui texto e direção de Rafaela Martins e atuação de Rafaela Martins e Carol Alves - Foto: Allan Ferreira.
O espetáculo ‘Antes do Grito’ será apresentado nos dias 28 e 30/04. Ele possui texto e direção de Rafaela Martins e atuação de Rafaela Martins e Carol Alves – Foto: Allan Ferreira.

Seguindo uma pesquisa sobre a infância e a sugestão do supervisor do curso, a dramaturga optou por abordar temáticas densas, como o abuso psicológico e sexual e o abandono na infância. Para cumprir tarefa tão desafiadora, o grupo desenvolveu estudos sobre memória e trauma e optou por uma abordagem delicada, expressando em arte a importância da superação dos traumas. “Antes do Grito” recria, assim, um universo dolorido, mas também permeado de delicadeza e punção de vida. “Quando comecei a fazer parte do Núcleo, já dividi com o Mauricio (Arruda Mendonça) meu desejo de contar uma história sobre duas irmãs, nessa altura nada ainda estava definido. Na verdade, na peça, elas são meninas mais ou menos da minha idade e da idade da Carol (que divide o palco comigo). Elas são adultas de vinte e poucos anos, mas que não conseguiram superar alguns traumas da infância e acabam entrando em um movimento de se comportarem como naquela época. A peça não decorre em um tempo definido e na verdade é como uma imersão na memória e na cabeça dessas meninas, é um processo interno e quase terapêutico pra elas porque é quando elas vão conseguir falar sobre determinadas coisas. Essas irmãs são duas, mas também uma, como que se uma se completasse na outra…”, contou Martins à nossa reportagem sobre parte do processo criativo que envolveu a ‘composição’ da ideia. 


FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Rafaela Martins
Orientação de Dramaturgia: Maurício Arruda Mendonça
Elenco: Carol Alves e Rafaela Martins
Direção: Mayara Dionisio
Figurinos: Morena Panciarelli
Música: Murilo Pajolla
Som: João Gabriel Alves
Iluminação: Gustavo Garcia
Fotos: Allan Ferreira
Entrada Gratuita (Retirar ingressos uma hora antes)

Mostra de teatro promove espetáculos gratuitos em Londrina

Dando continuidade às atividades do Núcleo de Dramaturgia SESI – Teatro Guaíra, que durante o ano de 2015 desenvolveu atividades ligadas à estudos cênicos e grupos de teatro em Londrina, o SESI promove nesta semana uma mostra de teatro com quatro espetáculos gratuitos. O evento dá destaque à novos nomes da dramaturgia regional, vários dos autores estão realizando suas estreias na assinatura das peças. Os espetáculos dialogam todos com conflitos e questões ligadas á temas contemporâneos. Quatro novos dramaturgos despontam no cenário londrinense esta semana: Francismar Lemes, Mariana Corale, Marina Stuchi e Rafaela Martins.

O espetáculo 'Antes do Grito' será apresentado nos dias 28 e 30/04. Ele possui texto e direção de Rafaela Martins e atuação de Rafaela Martins e Carol Alves - Foto: Allan Ferreira.
O espetáculo ‘Antes do Grito’ será apresentado nos dias 28 e 30/04. Ele possui texto de Rafaela Martins e direção de Mayara Dionísio – Foto: Allan Ferreira.

Os espetáculos iniciam nesta quarta-feira (27) com a peça “mEU” de Marina Stuchi. Os espetáculos serão todos apresentados em dois horários diferentes com ingressos sendo distribuídos uma hora antes do início de cada sessão. Todos os textos encenados nas apresentações foram desenvolvidos por participantes das oficinas com a colaboração do dramaturgo Maurício Arruda Mendonça. Ao RubroSom, a jornalista Rafaela Martins (Autora da peça ‘Antes do Grito’) contou um pouco sobre o processo da escrita da peça. “Em junho eu comecei a esboçar o texto que foi ficar pronto em novembro. Logo começamos a montagem do espetáculo e mesmo durante o processo de montagem da peça eu revisava o texto e fazia pequenas modificações, isso porque é a primeira vez que escrevo para teatro e algumas coisas só funcionavam como literatura. Foi um processo de muito aprendizado em todas as etapas” relata Martins. Nesta quarta, a mostra abre com o monólogo ‘mEU’, que será apresentado a partir das 19h30.

mEU


Confira programação das peças:

27/04
19h30 – “mEU” de Marina Stuchi – Sala Multiuso
21h – “Ontem à Noite Caía o Sol” de Mariana Corale – Teatro

28/04
19h30 – “Antes do Grito” de Rafaela Martins – Teatro
21h – “Mergulho de Escafandro” de Francismar Lemes – Sala Multiuso

29/04
19h30 – “mEU” de Marina Stuchi – Sala Multiuso
21h – “Ontem à Noite Caía o Sol” de Mariana Corale – Teatro

30/04
19h30 – “Antes do Grito” de Rafaela Martins – Teatro
21h – “Mergulho de Escafandro” de Francismar Lemes – Sala Multiuso


Espetáculo Antes do Grito

A peça “Antes do Grito” conta a história de duas irmãs que convivem com os traumas e abusos sofridos na infância e que, em um processo de resgate destes momentos, conseguem promover um rito de cura e libertação. O espetáculo tem texto de Rafaela Martins, direção de Mayara Dionísio e atuação de Rafaela Martins e Carol Alves.

Espetáculo mEU

Uma atriz de 33 anos decide romper com seus personagens e ir em busca de sua identidade. Para tanto, ela dialoga com outros personagens que fizeram parte de sua história. Monólogo escrito e atuado por Marina Stuchi.

Espetáculo Mergulho de escafandro

Existem dias de respirar fundo e dias para cortar os pulsos. Mas existem dias piores. Para sobreviver a esses dias é preciso ultrapassar os limites, como os personagens de “Mergulho de Escafandro”, peça que narra a trajetória de cinco refugiados à deriva no mar.

Texto: Francismar Lemes
Direção: Sérgio Mello
Elenco: André Martins, Nathan Sinval, Rebeca Oliveira, Ricardo Bagge e Sérgio Mello
Trilha sonora: Leandro Benfatti e André Martins
Fotografia: Alex Tcho
Assessoria figurinos: Marcely Saes
Concepção de espaço cênico, iluminação e direção: Sérgio Mello

Espetáculo Ontem à Noite Caía o Sol

Atrás de arquivos, assim vive Ana, permeada por um desejo de memória. Ana vive com Iuri em um pequeno apartamento em uma cidade grande, uma cidade brasileira, no início dos anos 2000. Iuri assiste aos caminhos de Ana mas, ele não imagina que sua história, seu passado está encruzilhado nesses vestígios e registros.

Dramaturgia: Mariana Corale
Atores: Ricardo Bagge e Mariana Corale
Iluminação e operação técnica: Rafael Motta
Ilustração : Ricardo Bagge

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


Serviço

Mostra de Dramaturgia Sesi – Teatro Guaíra – Londrina
Quando:
De 27 a 30/04 /  A partir das 19h30
Onde Centro Cultural Sesi/AML – Praça Primeiro de Maio, 130 – Londrina/PR
(Retirar ingressos com uma hora de antecedência)