Búfalos D’Água toca no Sesc nesta quinta em Londrina

Prestes à concluir sua segunda década de trajetória, o quarteto londrinense Búfalos D’água se apresenta nesta quinta-feira (20) em Londrina durante evento no Sesc Cadeião. O grupo, fundado em 1997, levará o show ‘Super Surf’ para o espaço ‘Música em Cadeia’ realizado mensalmente pelo Sesc.

Búfalos D'Água toca no Sesc nesta quinta em Londrina
Quarteto londrinense realiza show nesta quinta (20) – Foto: Pedro Crusiol

Hoje como um quarteto (Após diversas mudanças de formação em anos recentes) o coletivo é dono de uma extensa discografia, além de já ter circulado por diversas cidades, do Sul do Brasil, e de várias outras cidades. O grupo surgiu em uma época na cidade, na qual, havia mais limitações para a música na cidade, junto a muitas outras bandas que não estão mais em atividade. “Acho que na década de 90, tivemos uma onda de muitas bandas aqui na cidade, tanto de estilos mais voltados ao rock underground, como também, na MPB, mas, é sempre difícil pra música autoral. Essa longevidade do Bufalos acontece também porque todos nós temos outros trabalhos, não vivemos disso… Vários grupos dessa época (1997) não puderem seguir”, contou ao Rubrosom o saxofonista do grupo, Fábio Da Cunha.

Para Fábio, o boom da música instrumental – E também da Surf Music – ocorreu nos anos 90 devido à influência do cinema. Segundo ele, filmes como Pulp Fiction (Quentin Tarantino) trouxeram de volta uma certa moda do estilo que andava já um pouco esquecido. “O  surf tem uma influência clássica muito forte, que vem lá dos anos 60, de nomes como Dick Dale, Ventures… E na década de 90 acabou voltando com força. Surgiram muitas bandas e, aquelas que ainda resistem acabam de certa forma, ficando como referência e influenciando outras”, conta Fábio, que considera hoje o ‘Búfalos’ como um nome referência para grupos de surf que surgiram na cidade nos anos recentes.

Futuro – Segundo o músico, próximos passos do Búfalos já estão planejados, faltando apenas ainda algumas questões como recursos. “Temos um trabalho já pronto, um novo disco já todo escrito. Estamos ainda dependendo de recursos e financiamentos – Iremos iniciar uma uma campanha de financiamento coletivo, pensando também em fazer uma versão em vinil do disco”, comentou Fábio. Para ele, o momento atual é positivo para a música autoral, embora, existam ainda dificuldades que não existiam quando o grupo começou. “Hoje temos novas bandas de surf em Londrina, toda uma cena, mas acho que é mais complicado, há certos gêneros que concorrem tendo todo um investimento por trás. Surgiram muitas bandas e depois ainda o Demosul, que era um palco pra novos artistas. Isso tudo contribuiu muito, mas, ainda assim não é simples trabalhar com música autoral”, conta o músico.


SERVIÇO
Búfalos D’Água ao vivo no Sesc Cadeião
Quando:
Hoje (20) às 19h30
Onde: Sesc Cadeião – Rua Sergipe, 52 (Centro)
Entrada: R$ 10 inteira | R$ 5 meia | R$ 2 Comerciário

Casa de Cultura e SESC realizam Encontro de Coros

A Universidade Estadual de Londrina, o Coro da Divisão de Música da Casa de Cultura ‘Tempos Dourados’ e o SESC Londrina realizam nesse sábado o I Encontro de Coros Vozes da Primavera. O evento promoverá uma mostra coral/ vocal, não competitiva, de grupos de terceira idade.

O objetivo do encontro é promover o intercâmbio, a socialização e a valorização da arte nesta faixa etária
O objetivo do encontro é promover o intercâmbio, a socialização e a valorização da arte nesta faixa etária – Foto: Divulgação

O objetivo do encontro é promover o intercâmbio, a socialização e a valorização da arte nesta faixa etária. As atividades estão previstas para começar às 15 horas e ao longo do dia os participantes poderão participar de ações integrativas, oficina de voz e também de um ensaio de uma música para que todos os coros inscritos possam cantar juntos no final do encontro. Além dessa música todos os grupos participantes farão uma breve apresentação.

Os participantes são: Coro Feliz Idade das farmácias Vale Verde, com regência de José Mário Tomal, Tempos Dourados da UEL, regido por Regina Balan, Grupo de canto Heimatklänge, sob regência de Denis Camargo e Grupo de cantoria SESC Londrina, com a regência de Angela Araújo e Celi Silva.  No repertório dos grupos há músicas como “Cantores do Rádio”, “Maria, Maria”, “Eu só quero um xodó”, “Amanhecer” e “Caçador de Mim”, entre outras.  A partir das 18 horas as apresentações serão abertas ao público.


SERVIÇO

I Encontro de Coros Vozes da Primavera
Data:
08/10/2016
Horário: apresentações a partir das 18 horas
Local: SESC Londrina – rua Fernando de Noronha, 264 – Centro – Londrina
Entrada Gratuita

Latino-Americano – Mostra propõe reflexões através do cinema

Está acontecendo nesta semana em Londrina a 1ª Mostra de Cinema Latino-Americano promovida pelo Sesc Cadeião Cultural. O evento acontece até o próximo domingo (2), reunindo sete premiadas produções filmadas no Brasil, Chile, México, Argentina e Paraguai. Todas as sessões são gratuitas. Focando, principalmente, em filmes sem tanta projeção no circuito comercial, a mostra tem o objetivo de apresentar filmes que provoquem reflexão no público trazendo produções de relevância artística, alguns deles premiados em festivais pelo mundo todo. “‘Essa proposta, do cinema latino americano surgiu em Foz do Iguaçu, no começo deste ano, recebemos a programação e realizamos a mostra aqui também, quase todos esses filmes exibidos são inéditos aqui no espaço”, conta Edvaldo Junior, coordenador do projeto, que acontece no Sesc Cadeião.

Latino-Americano - Mostra propõe reflexões através do cinema
O chileno ‘Nostalgia da Luz’ de Patricio Guzmán é um dos filmes exibidos – Foto: Divulgação

O primeiro filme exibido, foi o brasileiro “O Lobo Atrás da Porta” (2014), dirigido por Fernando Coimbra. Na sequência, serão exibidos o chileno “Nostalgia da Luz” (quinta-feira, às 20 horas); o paraguaio “7 Caixas” (sexta-feira, às 20 horas); o venezuelano “Pelo Male” (sábado, às 15 horas); o mexicano “Heli” (sábado, às 18 horas); o brasileiro “O Som ao Redor” (domingo, às 11 horas); e o mexicano “Club Sandwich” (domingo, às 15 horas). A mostra acontece em um momento emblemático, no qual, diversos países da América Latina (Brasil inclusive) passam a ter um novo olhar sobre a própria história, assim como, a de todo continente. “Acho que essa época é norteadora, podemos pegar um recorte da mostra e levantar uma reflexão, tanto direcionada para a questão cultural, como também o contexto social e político de hoje…. Há bastante semelhança entre esses filmes, mesmo sendo de países diferentes, alguns conflitos são recorrentes nesta temática”, pontua Edvaldo.

O CineSesc acontece o ano todo, com sessões semanais. Tradicionalmente promovemos as mostras Akira Kurosawa e Orson Welles e agora contamos com mais essa iniciativa. Nosso desejo é apresentá-la a cada ano”, complementa.

Edvaldo Junior salienta que todos os filmes da mostra foram selecionados com as ideia de formar um mosaico que retrata questões políticas, sociais e comportamentais vividas nos países da América do Sul. “O Lobo Atrás da Porta”, por exemplo, se passa em um ambiente pesado que retrata as tensões do jogo político que acontece no Brasil. Já “Nostalgia da Luz” conta história de mães e mulheres que buscam no deserto do Atacama os corpos de parentes mortos durante a ditadura militar chilena comandada por Pinochet. Entre outos. A sala de exibições do Sesc Cadeião Cultural tem espaço para receber 55 espectadores a cada sessão e que os interessados devem retirar os ingressos uma hora antes do início do filmes escolhido.


SERVIÇO
Cine Sesc – 1ª Mostra de Cinema Latino-Americano
Quando – De hoje a domingo
Onde – Sesc Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52)
Quanto – Gratuito

Programação:

Quinta
20h – Nostalgia da Luz (Chile – 2015)

Sexta-feira
20h – 7 Caixas (Paraguai – 2014)

Sábado
15h – Pelo Malo (Venezuela/Argentina/Peru – 2014)
18h – Heli (México – 2013)

Domingo
11h – O Som ao Redor (Brasil – 2013)
15h – Club Sandwich (México – 2015)

Poeta Rodrigo Garcia Lopes se apresenta no SESC

O poeta e compositor londrinense Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão) estará apresentando o show ‘Canções do Estúdio Realidade’ em temporada no Sesc Cadeião, acompanhado de Eduardo Batistella (bateria), nos próximos dias 9 e 16 de Setembro. O trabalho homônimo, gravado na cidade, teve apresentação de Arrigo Barnabé e recebeu elogios de músicos como Vitor Ramil, Chico Cesar, Marina Lima e Luiz Tatit. Há duas semanas o trabalho foi destaque do programa O Sul em Cima, apresentado e produzido por Kleiton Ramil na rádio Roquette-Pinto (RJ). O título do espetáculo,
 que remete à obra 
do 
escritor 
norte‐americano William
 Burroughs (autor
do termo reality
studio), é uma metáfora do mundo atual e de nossos tempos turbulentos e midiáticos.

Poeta Rodrigo Garcia Lopes se apresenta no SESC
Canções do Estúdio Realidade é um show vigoroso e inspirado, que afirma a singularidade musical e a riqueza poética do repertório autoral de Rodrigo Garcia Lopes – Foto: Mariana Ribeiro.

O show propõe 
uma
 viagem
 sonora,
 sob
 a
 forma de
 canções, ou palavras colocadas em forma de música. A canção brasileira
 é
vitalizada e arejada, aflorando em várias formas através
de letras
e
 melodias
 inspiradas,
 sonoridades
 e
 ritmos 
que
 dialogam
 com
 o
 funk (“Adeus”, com Paulo Leminski),
 jazz (“Quaderna”,
 “Fugaz”), blues (“Cerejas”, “Perfeitos Estranhos Blues”), a
 música
 erudita
 (“Rito”),
 rap
 (“New
 York”),
afoxé
 (“Alba”),
balada (“Vertigem”) e a tradição do melhor da MPB. O repertório traz também parcerias, versões inspiradas (“Ninguém Melhor que Ela”), além da inédita “Trilha Sonora”. As canções, ora hipnóticas, ora cinematográficas e jazzísticas, se
 tornam
 campos
 de
 possibilidades
 poético‐musicais e aprofundam
 a 
interrelação
 entre 
música,
voz e
 poesia.

Canções do Estúdio Realidade é um show vigoroso e inspirado, que afirma a singularidade musical e a riqueza poética do repertório autoral de Rodrigo Garcia Lopes, destacada por sua interpretação e seu modo de tocar e compor ao violão. Destaque-se também a conexão obtida por uma formação minimalista em power duo: Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão) e Eduardo Batistella (bateria) perfazem a simbiose entre os instrumentos, executando um repertório de canções compostas por Garcia Lopes ao longo de sua trajetória, além de parcerias com poetas como Cruz e Souza e Paulo Leminski. Na sequência do show do dia 9 acontece um bate-papo sob o tema “Palavra=Música=Voz”.

Ficha Técnica

RODRIGO GARCIA LOPES (Londrina, PR, 1965) é poeta, cantor, compositor, violonista e tradutor. Com 15 livros publicados, em 2001 foi incluído no best-seller Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século 20. Produziu e gravou dois CDs autorais, base do presente show: Polivox (2001, que contou com a participação do músico e arranjador Sidney Giovenazzi) e Canções do Estúdio Realidade (com arranjos de André Siqueira). Desde 2001 tem se apresentado em projetos musicais de prestígio como “Outros Bárbaros” (Itaú Cultural) “Prata da Casa” (SESC Pompéia, São Paulo, com curadoria de Carlos Calado), FILO (Festival Internacional de Londrina, abrindo o show de Ana Carolina), CEP 20.000 (Rio de Janeiro), Perhapiness (Curitiba), “Seis e Meia” (Santander Cultural, Porto Alegre), Festival Literário Londrix, Semana Literária do Sesc, entre outros. Ele tem parcerias com Bernardo Pellegrini, Neuza Pinheiro, Cruz e Souza, Paulo Leminski, Walter Martins, Maurício Arruda Mendonça, Madan e Grace Torres. Site oficial: www.rgarcialopes.wix.com/site

EDUARDO BATISTELLA, baterista profissional desde os 16 anos, o londrinense realizou trabalhos inovadores ao lado de Paulinho Barnabé e sua lendária Patife Band, além da colaboração com Arrigo Barnabé e o revolucionário show com outra expressão da vanguarda londrinense, o citarista Gegê. Gravando discos ou como músico acompanhante trabalhou com Bernardo Pellegrini, Sula Miranda, Edvaldo Santana, Noite Ilustrada, Denise Assumpção, Robinson Borba, Rodrigo Garcia Lopes e Neuza Pinheiro. Dono de técnico apurada, Batistella é um ídolo para gerações de bateristas londrinenses. Como professor, desde os anos 80 vem ministrando inumeráveis cursos e workshops, principalmente no Festival de Música de Londrina, como músico convidado. Em 2009 registrou seu trabalho autoral como baterista na vídeo-aula Talvez Pode Ser Quem Sabe.

Site oficial: http://rgarcialopes.wix.com/site


SERVIÇO
Rodrigo Garcia Lopes e Eduardo Batistella em Canções do Estúdio Realidade
Local: Sesc Cadeião Cultural – Rua Sergipe, 52 / Telefone: (43) 3572-7713
Site: www.sescpr.com (lotação máxima: 60 pessoas).
Projeto Música em Cadeia (dia 9, a partir das 19:30h, R$ 10,00 inteira | R$ 5,00 meia | R$ 2,00 comerciário) e na Semana Literária do Sesc (dia 16, a partir das 19:30h, grátis)

Jovens hoje tem resistência a clássicos, diz Eduardo Silva

Foi através da influência dos pais, e também de coleções como livros voltamos ao público infanto-juvenil da editora Ática (Como a coleção ‘Vagalume’ e a ‘Primeiros passos’) que o escritor Eduardo José Silva teve o primeiro interesse pela leitura. O interesse se tornou atividade que o seguiu pela vida toda.

O escritor falou um pouco sobre seu trabalho na última terça (05) durante evento no Sesc Cadeião em Londrina - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
O escritor falou um pouco sobre seu trabalho na última terça (05) durante evento no Sesc Cadeião em Londrina – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Desde então o londrinense Eduardo José Silva criou o hábito de produzir crônicas para expressar seu olhar sobre os mais variados temas que envolvem seu cotidiano, mais até do que outros escritores que Eduardo conheceu até hoje. “A maior parte é influenciada por eventos do cotidiano, óbvio que por ler a gente é influenciado, então, tudo o que eu li de certa forma reflete na minha escrita… Eu tento reproduzir mais o cotidiano da vida mesmo, com muita poesia”, contou o escritor à reportagem do RubroSom. Com 15 anos, o escritor já produzia alguns trabalhos e, hoje, já com 53 cursa faculdade de letras.

Presença constante em atividades culturais desenvolvidas na cidade, o cronista passou a escrever sobre os bate-papos no projeto “Café com o quê?” do Sesc Cadeião em Londrina. Os textos agradaram tanto a coordenação do Sesc Cadeião Cultural que de espectador ele foi convidado a comandar um evento realizado ontem (05) junto com uma mostra de trabalhos pessoais de Eduardo expostos em varais e até em uma ‘árvore’ de literatura. Durante a conversa, Eduardo contou que escreve já há muitos anos, mas muita coisa era mantida engavetada. Apenas após muitas sugestões dos amigos e familiares, começou a levar seus textos para o público.

Devido a outras atividades, Eduardo conta que nunca teve preocupação de publicar textos ou até mesmo registrar livros, embora sempre tenha dividido textos com pessoas próximas. “Talvez eu tenha chegado a uma encruzilhada, na qual, eu tenha que começar a tirar minha produção da gaveta, penso em criar um blog… As opiniões de amigos, de professores, sempre foram positivas, já ouvi muito sugestões para publicar materiais, mas, eu falava que não era hora…” conta Eduardo. Segundo ele, a faculdade, a longo prazo pode proporcionar a ele poder exercer a docência no futuro. Segundo ele, lecionar pelos ‘rincões do Brasil’ onde há falta de professores, é uma das ideias caso venha a trabalhar como professor. “Quem sabe eu concluindo o curso, eu consiga realizar esse sonho… Me aposentar e dar aulas. Daria prazer para mim e eu estaria de alguma forma contribuindo com a sociedade”, contou Eduardo ao RubroSom.

Devido a outras atividades, Eduardo conta que nunca teve preocupação de publicar textos ou até mesmo registrar livros - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Devido a outras atividades, Eduardo conta que nunca teve preocupação de publicar textos ou até mesmo registrar livros – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Segundo ele, há ainda hoje uma certa distância, mesmo para pessoas que estudam literatura, entre gerações mais novas e os grandes clássicos. Como se os jovens de hoje, predominantemente lessem apenas produções feitas por pessoas da própria geração; “Na minha turma mesmo, em uma sala de quase 60 pessoas, a média de idade é de 18/19 anos… É uma geração que não tem tanta paciência para longos textos da literatura, muitas vezes é um pessoal mais disposto a ler fragmentos. Mas, ao mesmo tempo, percebo o prazer que eles tem em trocar experiências, em ouvir opiniões… Ainda que eles estejam mergulhados nessa pós-modernidade, eles, se preocupam com essas questões mais consistentes da vida”, enfatizou o escritor em conversa com a reportagem do RubroSom.

Para os planos mais próximos, o autor conta que pensa em criar um blog, para deixar mais registrada a sua produção. Quando perguntado sobre três livros que inspiraram pessoalmente sua literatura, Eduardo José relembra alguns clássicos; “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (Machado de Assis) “Grande Sertão Veredas” (Guimarães Rosa) e “O Processo” (Franz Kafka).

Rock experimental – Banda Meneio se apresenta em Londrina

A banda paulista Meneio se apresenta nesta semana em Londrina, no próximo dia 12, quando trará seu ‘rock experimental para os palcos da cidade. A apresentação acontece no Sesc Cadeião, às 20h, como parte do projeto Sesc Música em Cadeia. As entradas custam R$10 com opção de meia entrada – O show é limitado à 60 lugares.

O experimentalismo e a busca incansável por novas linguagens se faz presente também nas imagens promocionais do grupo - Foto: Divulgação
O experimentalismo e a busca por novas linguagens se faz presente também nas imagens promocionais do grupo – Foto: Divulgação

Com um som que mistura instrumentos acústicos e eletrônicos, além de diversas camadas de teclados e samples, o grupo é notório pela experimentação de texturas e uso as vezes até de ‘barulhos’ estranhos aliados à música que faz. Não por acaso, o grupo participa também no dia 13 de uma conversa, aberta ao público, cujo tema é ‘Música instrumental e novas tecnologias’, sem dúvida a incansável busca por novos sons e caminhos de fazer música parece inerte à história do quarteto. O show atual da banda é baseado no disco Meneio’ (2015).

A banda é de São Paulo, mas, parece andar em sintonia com o que tem acontecido de mais interessante em cenas de música experimental de países como E.U.A, Inglaterra e outros pontos da europa… Com um pé no progressivo, e outro nas tecnologias o grupo trás influências de nomes como Tycho, Mars Volta, Tortoise e até John Frusciante – Mais conhecida por ser guitarrista do Red Hot Chili Peppers.

A banda

Meneio foi formado no ano de 2013 por músicos que já possuem um histórico de trabalho em diversas bandas e outros projetos dentro da cena instrumental, além de trabalhos solo como músicos e produtores musicais. Sua música é sensorial, construída através da mistura de instrumentos orgânicos e eletrônicos, com influências de trilhas, paisagens sonoras, post-rock, trip-hop, música eletrônica e psicodelia.

Através da colaboração com vjs, fotógrafos e videomakers, as apresentações da banda possuem visuais específicos, criando um ambiente sinestésico que potencializa a experiência do show. Seu primeiro álbum homônimo foi produzido por Jovem Palerosi e masterizado por Arthur Joly no Reco Master, lançado em outubro de 2015 pelo selo Balaclava Records, recebeu diversas críticas positivas da imprensa e público, sendo citada em diversas listas entre os melhores lançamentos nacionais do ano e com recente participação no Canal Curta! e no Estúdio ShowLivre.

A banda vem se apresentando com frequência em diversos espaços culturais, casas noturnas e festivais na capital e interior de São Paulo, com destaque para o Festival Contato em São Carlos, ‘ExperimentaSom’ no Sesc Sorocaba, Onda Instrumental Fest na Serralheria – São Paulo, Festival Grito Rock, Festival PIB – Produto Instrumental Bruto, na Funarte SP, entre outros. Em 2016 a banda circula para divulgação do álbum ao mesmo tempo em que trabalha em novas composições, algumas delas já presentes no repertório dos shows.


Serviço

Show com banda ‘Meneio’ em Londrina
12/05/2016 às 20h
Bate Papo ‘Música Instrumental e Novas tecnologias’
13/05/2016 às 19h30
Local: Sesc Cadeião Cultural Rua Sergipe 52 – Centro
Informações: (43) 3572-7700

 

Drupismo – Artista mineira expõe obras em Londrina

Traços escuros de nanquim, quase jogados na tela, fazem a separação de cores bastante vivas. As pinturas misturam cores diversas ao lado de linhas recortadas e uma peculiar forma de preenchimento geométrico nas formas. As telas não vem sozinhas, textos poéticos acompanham também algumas das peças lado a lado no local onde estão expostas. Os mais desavisados podem até ver semelhanças com obras como a do artista brasileiro Romero Britto, mas basta um olhar mais aproximado para notar como a intenção aqui é bem diferenciada. Assim é o trabalho da artista mineira Viviane Araújo de Lima (Que usa o pseudônimo Lee Kauê), que assina os trabalhos da exposição “Drupismo e Suas Fases (Pintura.Desenho.Poesia.Poema)” montada no Sesc Cadeião, em Londrina, desde a semana passada.

A artista plástica e poetisa mineira Lee Kauê durante conversa em Londrina (Obras de cores vivas compõem a exposição) - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
A artista plástica e poetisa mineira Lee Kauê durante conversa em Londrina (Obras de cores vivas compõem a exposição) – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

A mostra apresenta 30 quadros e poemas produzidos pela artista por meio de uma técnica própria denominada Drupismo. O método é desenvolvido já há cerca de 13 anos; “Essa técnica nasce com superfície plana, onde é jogada a tinta nanquim que escorre pela tela e forma alguns desenhos mais escuros…. Depois eu preencho esses vãos, esses espaços que são delimitados após o escorrimento e marcação da tinta nanquim. O que eu falo que é drupismo é isso, é nascer a partir dessa espontaneidade, e depois, aliar isso ao poema” comenta a artista. Segundo a própria, há algumas semelhanças entre o seu trabalho e também o do artista americano Jackson Pollock, conhecido por ‘atirar’ as tintas na tela, sem usar pincel para completar seus trabalhos. “Mas eu uso pincel, é diferente (risos), eu também ‘brinco’ com as tintas após jogá-las na tela. Já vi também uma artista francesa que usa um processo parecido”, comenta a artista.

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Obras com cores variadas pertencem à serie ‘Sinapses com quebra-molas’ que também estão na exposição – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Cada uma das obras vem acompanhada também de um texto poético. Os trabalhos são escritos de forma individual também por Viviane Araújo, ou ainda, em parceria com a poetisa mineira Dicássia, que acompanhou Lee Kauê desde que ela começou a se enveredar no ramo das artes. Com dezenas de exposições feitas, Lee já teve seus poemas publicados em dois livros: “Retratos de um Pensar” (2000), e “Jujubas, Whisky, Sexo e Rusgas” (2010). Mostrando um ecletismo em relação à apreciação de outras artes, Lee comentou como seu trabalho tem influência de outras formas de expressão como a música. Em especial MPB e alguns compositores mineiros.

Durante a passagem da pintora por Londrina (No lançamento da mostra no Sesc) o RubroSom conversou com a autora para aprender um pouco mais de seu processo criativo: Confira

Seu trabalho dialoga com outras artes, literatura, música…. Como é esse processo?
Na realidade assim, autoras como a Adélia Prato é uma das poetas a qual eu admiro. O processo de criação dela dos poemas, talvez porque a gente se identifique em relação à questão do cotidiano. Mas o meu e o dela são muito diferentes…. Eu, na minha formação e no trabalho sempre busquei ideias e elementos diferentes, o que é um ritmo um pouco diferente da vida monótona, por exemplo, que ela retrata em algumas obras.

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Trabalho da artista é dividido em fases. A fase ‘Vermelha’ tem o nome de ‘Identidade’ – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

A partir do momento em que você começou a pintar…. Essas referências já estavam com você? Ou é algo que foi somando durante o processo?
Não…. Isso veio depois! Uma coisa que foi constante desde o começo foi a música, especialmente MPB e também a música clássica. Ouço muita música alta. Alguns cantores que admiro: Flávio Venturini, Vinícius de Morais, Milton Nascimento, Leila Pinheiro…. Costumo ouvir o tempo todo.

A poetisa Dicássia (Do lado esquerdo) produz textos baseados em impressões do trabalho de Lee Kauê (Do lado direito)
A poetisa Dicássia (Do lado esquerdo) produz textos baseados em impressões do trabalho de Lee Kauê (Do lado direito)

Há quanto tempo você já faz o trabalho com pintura?
O drupismo – Essa técnica de fazer a tinta escorrer, e depois, preencher com outros desenhos tem já 13 anos, mas eu já pinto há 20 anos mais ou menos. Mas, nesses primeiros anos eu estava buscando uma identidade na minha pintura, um pouco depois disso comecei a criar essa técnica mais pessoal. (Lee conta que é farmacêutica de profissão, e não possui muito estudo teórico sobre a pintura).

Na sua exposição o trabalho é um pouco dividido em diferentes fases (Fase do Vermelho, fase do amarelo), são pinturas feitas em um período de quanto tempo?
As fases são compostas por obras feitas durante um período de 14 anos. A fase ‘Preto e branco’ se chama ‘Traços, riscos e rabiscos’ e todas tem um tema e um poema relacionado… Depois disso veio a fase ‘vermelha’ que se chama identidade, ai a amarela (Dores de viver) a verde (Da peroba ao bambu) e a policromática (Sinapses com quebra-molas). Essa última fase teve início há cerca de 3 ou 4 anos.

A artista desenvolve sua técnica já há 13 anos - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
A artista desenvolve sua técnica já há 13 anos – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Como foi o início do trabalho com a escritora convidada? A Di Cássia?
Ela foi minha professora de literatura, na época do colégio, ai depois, quando fiz esses projetos culturais eu a chamei pra me dar um apoio, uma ideia mais técnica (Eu não tinha pretensões de competir com gente que fez academia, que era mais estudado), mas assim, eu queria ter um respaldo assim. Fizemos muitos poemas juntos, até mesmo em mesa de boteco, nos bares de minas…. Em BH e outras cidades. Eu senti muita segurança nela, primeira por causa das influências semelhantes e também porque eu gosto da cadência que ela tem na forma de escrita. É um processo rápido e direto até. Eu termino a coleção (Das pinturas) depois eu já mando fotos para ela. Ela escreve baseado nas impressões dela da obra.


Serviço

Exposição “Drupismo e Suas Fases”
Evento abriu na semana passada e segue até 3 de julho
Onde: Sesc Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52)
Entrada gratuita