Mostra Sci-fi – Ficção buscou representar temores das pessoas diante o desenvolvimento tecnológico, cita pesquisador

Termina nesta semana a mostra sci-fi realizada em Londrina pelo Sesc Cadeião Cultural. John Carpenter, Mario Bava e Jack Arnold são alguns dos diretores relembrados, desde a abertura da mostra na última quarta-feira (07). O espaço preparou uma jornada de quatro décadas pelo mundo dos “filmes B” da ficção científica. O evento segue até 14 de março e traz seis importantes longas-metragens que retratam a ficção científica dos anos 50, 60, 70 e 80.

O clássico 'Eles vivem' (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta - Foto: Divulgação
O clássico ‘Eles vivem’ (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta – Foto: Divulgação

A programação iniciou com uma abertura feita pelo professor Dr. André Azevedo da Fonseca,  pesquisador do departamento de comunicação da UEL. Na mesma noite, o filme “A ameaça que veio do espaço” (1953), do diretor Jack Arnold, foi exibido Cadeião. “Há ainda muita controvérsia sobre a origem da ficção científica propriamente dita. Muitos entendem que o romance Frankenstein: o moderno prometeu, de Mary Shelley, no início do século XIX, se tornou, à posteriori, a primeira obra de ficção científica da história. Este é um gênero moderno por definição, pois o próprio conceito de ciência, tal como o conhecemos hoje, é recente”, contou André Azevedo em entrevista ao Rubrosom. Ao longo da semana, além de A Ameaça Que Veio do Espaço, a mostra apresentou títulos de diretores consagrados das 4 décadas. Mario Bava e Joseph Losey compõem a mostra com O planeta proibido (1956), Os malditos (1963), O planeta dos vampiros (1965), Fuga no século 23 (1976) e Eles vivem (1988) que será exibido nesta quarta. 

O segundo filme da mostra 'O planeta proibido' de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março - Foto: Divulgação
O segundo filme da mostra ‘O planeta proibido’ de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março – Foto: Divulgação

Para André, a relação das artes e do entretenimento com o tema de ficção científica é anterior ainda à história do cinema “A literatura de ficção científica buscou representar os desejos e os temores das pessoas diante o desenvolvimento cada vez mais acelerado de processos e artefatos tecnológicos. Por isso a ficção científica é fundamentalmente diferente de narrativas da cultura oral, baseadas em mitos, e também de outras narrativas escritas clássicas que imaginavam futuros alternativos, como vemos, por exemplo, em Utopia, de Thomas Morus”, concluiu Azevedo.

Sobre a mostra Sci-Fi – O gênero de ficção científica é reconhecido por sua diversidade e intensa produção. A mostra Scfi-Fi busca, dentro dessa vasta obra, apresentar títulos que suscitem a discussão e o debate, tanto sobre o gênero, quanto sobre o período de sua produção.

Com essa intenção, o catálogo da mostra é divido em seções por década, como um almanaque. Cada espectador presente na abertura da mostra também receberá um exemplar do catálogo, a fim de acompanhar as diversas informações, curiosidades, a vida dos diretores e análise das obras. A Mostra, enfim, traz os títulos como ponto de partida para um entendimento amplo do gênero de ficção científica e também do tempo, seja o tempo em que os filmes foram produzidos, ou o tempo que as obras “imaginaram” que o futuro seria. “Ficção científica, na verdade, não fala do futuro. Mas representa os anseios do presente em relação às consequências possíveis do desenvolvimento das tecnologias contemporâneas. Este gênero procura identificar e desenvolver, através da ficção, algumas das tendências ainda embrionárias das ciências de seu tempo. Por isso, ao contrário de prever o futuro, o gênero contribuiu para desenvolver a imaginação e estimular a crítica ética sobre os caminhos percorridos e desejados pela comunidade científica na atualidade”, pontua André.

Quando questionado sobre a certa crítica feita ao gênero, que muitas vezes é considerado um ‘elo perdido’ ligado à uma projeção do futuro que, de fato, nunca se concretizou, André cita as outras preocupações e aspectos analisados na produção do gênero. “Nesse sentido, a produção pioneira no cinema de ficção científica revela outras coisas. Não tem sentido exigir que os criadores do passado “adivinhassem” as tecnologias que surgiriam décadas depois. Se os filmes abordaram as preocupações de seu tempo, agora contribuem como fontes primárias de história para que a gente possa compreender quais eram as ameaças que agitavam a imaginação da humanidade no passado. E esse exercício sempre contribui para que a gente possa comparar os fantasmas do passado com aqueles que criamos atualmente e, assim, nos conhecermos melhor. Observar uma caricatura sempre nos ajuda a enxergar melhor os detalhes decisivos que passam despercebidos. Além disso, é muito interessante verificar os caminhos imaginados – mas não trilhados – pela ciência para compreender que o presente é o resultado da cooperação e da disputa entre inúmeras tendências que coexistiam. A ciência não é uma avenida reta, mas uma árvore viva com galhos que se bifurcam indefinidamente. Tecnologias de ponta se tornam rapidamente obsoletas; pesquisas de teoria pura aparentemente incompreensíveis detonam tecnologias revolucionárias, cruzamentos interdisciplinares produzem frutos inesperados, acidentes de percurso provocam descobertas inimagináveis e redirecionam todo um campo de pesquisa…”.

O professor ainda conclui, “Quando um paradigma tecnológico é suplantado por outro, toda uma representação de futuro baseada nesse alicerce simplesmente desmorona. Mas isso não quer dizer que as representações de futuro do passado, tornadas fantasmagóricas, foram inúteis. Ao contrário, a imaginação é precisamente uma das forças mais importantes que, ao lado da técnica, impulsiona as inovações. Frequentemente a ciência tem uma relação de mão dupla com a ficção científica: uma é influenciada pela outra e vice-versa. E como a lógica da ciência é o desenvolvimento, é natural e desejável que as tecnologias e as suas representações na arte sejam superadas e renovadas, explorando novos caminhos. É curioso observar, no entanto, que muitos temas perduram. O problema da tecnologia que sai do controle humano, por exemplo, é recorrente. Nesse sentido, revisitar os filmes do passado também contribui para observar quais problemas éticos e filosóficos são duradouros, e quais perderam o sentido”, conclui André.

A realização desta mostra de cinema está diretamente vinculada ao projeto CineSesc, idealizado pelo Núcleo de Cinema do Departamento Nacional do Sesc (RJ) e presente em centenas de Unidades do Sesc por todo o Brasil. Através do projeto CineSesc, o público tem acesso a importantes produções audiovisuais nacionais e estrangeiras não relacionadas à lógica convencional do circuito comercial do cinema. Deste modo, o projeto abre um importante espaço para produtores independentes, como também oferece uma programação singular à comunidade londrinense.

PROGRAMAÇÃO
07 de março às 19h – Bate-papo de abertura com professor e pesquisador do Departamento de Comunicação do Centro de Educação Comunicação e Artes – CECA – da Universidade Estadual de Londrina UEL + lançamento e distribuição do catálogo da mostra

07 de março às 20h – A ameaça que veio do espaço (Dir. Jack Arnold, 80min, 1953) – exibido
08 de março às 20h – O planeta proibido (Dir. Fred M. Wilcox, 90min, 1956) – exibido
09 de março às 20h – Os malditos (Dir. Joseph Losey, 95min, 1963) – exibido
10 de março às 16h – O planeta dos vampiros (Dir. Mario Bava, 88min, 1965) – exibido
11 de março às 16h – Fuga no século 23 (Dir. Michael Anderson, 119min, 1976) – exibido
14 de março às 20h – Eles vivem (Dir. John Carpener, 94min, 1988)


Serviço:
Clássicos Sci-Fi – Mostra de Cinema
de 07 a 14 de março de 2018
Ingressos gratuitos, disponíveis sempre com 1h de antecedência de cada sessão
Sesc Cadeião Cultural
R. Sergipe, 52, Centro
Londrina/PR

Luis Mioto leva debate sobre cinema e memória para o Sesc

Nesta terça-feira, 5, a partir das 19h30, o diretor de cinema e pesquisador londrinense Luis Mioto apresenta o debate “Cinema, Memória e Sensibilização”, no espaço do Café Com Quê?, projeto que sedia debates e palestras no Sesc Cadeião Cultural. A conversa coloca em pauta os trabalhos de registro cinematográfico que Mioto realiza desde 2009 junto às comunidades periféricas de Londrina e propõe, a partir da sua filmografia, uma nova abordagem para a memória da cidade.

Mioto é também responsável pelo filme 'O Pequeno' produzido ao longo de 8 anos - Foto: Divulgação
Mioto é também responsável pelo filme ‘O Pequeno’ produzido ao longo de 8 anos – Foto: Divulgação

A conversa é aberta a todos os públicos e a participação é gratuita. Na oportunidade, Mioto ainda exibe ao público trechos de seus filmes, “Eg In: nossa casa” (2015), “Retalhos do chão, do corpo e do céu” (2013), “Saga Cidade” (2011), “Cinema, velho sonho” ( 2013).

Aliando a discussão política e a narrativa poética, Mioto discute os conceitos de Memória Periférica e Sensibilização, aplicadas ao cinema e ao documentário - Foto: Discussão
Aliando a discussão política e a narrativa poética, Mioto discute os conceitos de Memória Periférica e Sensibilização, aplicadas ao cinema e ao documentário – Foto: Discussão

Sobre – O projeto Café Com Quê? é uma iniciativa do Sesc que comtempla a realização de debates e palestras sobre arte, cultura, humanidades e temas afins. O circuito recebe, via edital, propostas da comunidade geral que, depois de selecionadas, são apresentadas ao público no espaço da Galeria de Artes do Cadeião, sempre nas noites de terça-feira. Os encontros acontecem sempre às 19h30 e são abertos ao público, com participação gratuita.

Arte e Censura – Sesc Cadeião realiza circuito de debates

No mês de novembro, o Sesc Cadeião Cultural dá continuidade à programação do Café Com Quê e traz para o público londrinense um ciclo de debates temático. Com encontros agendados para os dias 7 e 28 de novembro, o projeto vai promover dois bate-papos especiais sobre Arte e Censura, discutindo questões conceituais relacionadas à manifestação e à fruição artística no tempo presente.

No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente - Foto: Divulgação
No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente – Foto: Divulgação

O primeiro encontro, que abre o circuito, acontece na próxima terça-feira, 7, e conta com a presença do professor, ator e pesquisador Aguinaldo Moreira. Aguinaldo traz o debate “O Corpo em sua Manifestação Artística” e discute, a partir de seu trabalho de pesquisa em performance, a presença do corpo nu nas artes cênicas e outras linguagens.

Aguinaldo Moreira integra o corpo docente do curso de Artes Cênicas da UEL e reúne em seu trabalho de pesquisa o estudo sobre o Corpo Ator. No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente.

Formas sociais da liberdade e da censura
No dia 28 de novembro, dando continuidade ao circuito, os professores Manoel Dourado Bastos e Marcia Neme Buzalaf trazem o debate “Formas Sociais da liberdade e da Censura: para vencer o ressentimento”. Na oportunidade, os professores apresentam alguns debates teóricos consolidados que possibilitam ao público a compreensão dos conceitos e das formas de liberdade e de censura ao longo do tempo.

Sobre
O projeto Café Com Quê? é uma iniciativa do Sesc que comtempla a realização de debates e palestras sobre arte, cultura, filosofia e temas afins. O circuito recebe, via edital, propostas da comunidade geral que, depois de selecionadas, são apresentadas ao público no espaço da Galeria de Artes do Cadeião, sempre nas noites de terça-feira. Os encontros acontecem sempre às 19h30 e são abertos ao público, com participação gratuita.


Café com Quê – Ciclo de debates sobre Arte e Censura
“O Corpo Em Sua Manifestação Artística”
com Aguinaldo Moreira

No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente - Foto: Divulgação
No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente – Foto: Divulgação

Café com Quê – Ciclo de debates sobre Arte e Censura
“O Corpo Em Sua Manifestação Artística” com Aguinaldo Moreira
Dia 07/11 – às 19h30 SESC Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52, Londrina/PR)
Entrada gratuita

SESC – Escritor Dennis Radünz realiza oficina em Londrina

Nesta semana, Londrina receberá mais uma  etapa do projeto Arte da Palavra – Rede SESC de Leituras. Com foco na circulação de escritores pelo Brasil e no incentivo à leitura e à produção literária, o projeto já trouxe para a cidade os escritores Marcelo Maluf (SP) e Jacques Fux (MG), para debate literário, e completará a programação com a oficina “Poéticas de Prosa”, focada em práticas de escrita.

Integrante do projeto Rede Sesc de Leituras, o Arte da Palavra é direcionado a diversos públicos e faixas etárias. Seu eixo é composto pelo formato em três circuitos. O de Autores, que valoriza e divulga escritores por diferentes comunidades literárias - Foto: Divulgação
Integrante do projeto Rede Sesc de Leituras, o Arte da Palavra é direcionado a diversos públicos e faixas etárias. Seu eixo é composto pelo formato em três circuitos. O de Autores, que valoriza e divulga escritores por diferentes comunidades literárias – Foto: Divulgação

Entre os dias 8 e 12 de agosto (terça a sábado), o escritor catarinense Dennis Radünz ministra oficina de escrita “Poéticas da Prosa”. A oficina é focada nos procedimentos de escrita literária e se destina ao público geral, maior de 14 anos.

Programação:

Em 5 encontros teórico-práticos, o escritor se utiliza de técnicas de colecionismo e montagem para orientar a escrita presencial de prosas breves, individuais e coletivas.  O objetivo é levar a escritores, jornalistas, professores e estudantes de língua portuguesa e literatura, e toda a comunidade interessada, técnicas variadas que alimentem a produção de narrativas literárias.

Cartografias potenciais, o factum vs. o fictum, o argumento, a composição de cena, a descrição, o relato e o diálogo, além do ritmo e dos personagens, são elementos que fazem parte do conteúdo abordado durante a oficina, que tem vagas limitadas. Os encontros começam no dia 8 de agosto e vão até o dia 12, sendo que de terça à sexta (8 a 11) acontecem entre às 19h e 22h e no sábado (13) das 8h às 18h.

Ainda há vagas disponíveis para todos os interessados. As inscrições podem ser feitas até terça-feira, no horário de funcionamento do SESC Cadeião e devem ser realizadas no SAC da unidade. O investimento é de R$20,00 (para comerciários e dependentes) e R$40,00 (para público geral). Essas e outras informações estão disponíveis pelo telefone (43) 3572-7700.


CIRCUITO DE CRIAÇÃO LITERÁRIA
LOCAL: Londrina/PR
NOME DO OFICINEIRO: Dennis Radünz (SC)
DIA: 08 a 12 de agosto
HORÁRIO: terça a sexta 19h às 22h e sábado 8h às 18h
ENDEREÇO: Sesc Londrina Cadeião Cultural – Rua Sergipe, 52
NÚMERO DE VAGAS: 25
TAXA DE INSCRIÇÃO: R$20,00 com/dep e R$40,00 usuário
TELEFONE: (43) 3572 -7700

Arte Sesc – Exposição As meninas de Samir Lee estreia hoje

Estreia nesta terça feira, no Sesc Cadeião, a exposição ‘As Meninas de Samir Lee’ a partir das 19h30. A mostra apresenta desenhos retratando uma ‘Menina’ imaginária traduzida em imagens. Cada um dos artistas, a seu modo, lança seus olhares e subjetividade sobre a personagem.
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Artistas convidados: Adriana Siqueira, Caio D’Adréa, David Magila, Carol Panchoni, Dovinho Feitosa, Marcelo Magalhães, Marcia Sawczuk, Renata Guarido e Viviane Feitosa.


SERVIÇO
Arte Sesc PR – Samir Lee e Convidados
Quando:
Terça (2 de Abril)
Horário:
19h30
Entrada Gratuita

SESC divulga editais para seleção de projetos culturais

O Sesc Paraná abriu nesta semana editais para a participação de projetos culturais que poderão realizar apresentações e atividades formativas dentro da programação cultural do Sesc Cadeião em 2017. Ao todo são 2 editais abertos para a seleção de propostas de apresentações artísticas nos projetos Sesc Sonoro, e também o Sesc Encena – Dedicado à montagens cênicas no projeto Sesc Encena.

Projetos musicais selecionados se apresentarão em espaços no Sesc Cadeião (Foto) além de realizar oficinas e debates formativos - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Projetos musicais selecionados se apresentarão em espaços no Sesc Cadeião (Foto) além de realizar oficinas e debates formativos – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

É prevista remuneração de até R$ 4.500 para projetos musicais e cênicos selecionados. Para ambos os editais, inscrições podem ser feitas até o dia 31 de janeiro. Para as duas linhas é necessário que os artistas/coletivos em questão sejam representados por uma produtora (Possuidora de CNPJ). Para o Sesc Sonoro, a execução dos projetos deve ocorrer entre maio e dezembro de 2017. Para o projeto ‘Encena’ projetos deverão ser executados a partir de abril – Veja o edital para mais informações.

'Grupo Nós de Teatro' realizou a apresentação intitulada 'Carnaval de Macacos' no Sesc em Outubro durante mostra 'A Seita' - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
‘Grupo Nós de Teatro’ realizou a apresentação intitulada ‘Carnaval de Macacos’ no Sesc em Outubro durante mostra ‘A Seita’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Sesc Sonoro – Projetos musicais autorais, ou que, se dediquem à pesquisa, estudo ou reconhecimento de alguma vertente de música brasileira podem se candidatar. Projetos selecionados também realizarão debates além de produzirem uma oficina temática, com duração de 120 min. Dez grupos da região – pelo menos 5 de Londrina – serão selecionados.

Sesc Encena – Para o projeto cênico, cada grupo, além das apresentações, realizará também dois debates, uma oficina cultural, com ideia de divulgar objetivos de sua pesquisa e produção artística. Serão selecionadas 10 (dez) propostas, sendo 08 (oito) contempladas para temporada, conforme as condições estabelecidas neste Edital; ficando outras 02 (duas) propostas como suplentes.

Filme O Congressso Futurista tem exibição grátis em Londrina

O Sesc Cadeião em Londrina inicia hoje uma serie de exibições gratuitas do filme ‘O Congresso Futurista’ do diretor isaraelense Ari Folman. A produção, lançada originalmente em 2013, conta a história de Robin Wright (Famosa pela serie House of Cards), que decide aceitar uma proposta ousada; Ela deve colaborar com uma empresa que irá criar uma versão digital dela mesmo, criando assim uma ‘atriz virtual’ com sua semelhança. A primeira exibição é nesta terça (27) às 20h, e segue até o dia 30, sempre no mesmo horário no Sesc Cadeião em Londrina – Ingressos devem ser retirados uma hora antes.

Foto: Divulgação/ O Congresso Futurista
Foto: Divulgação/ O Congresso Futurista

Robin interpreta a si própria, uma atriz de meia idade que frequenta o segundo escalão de Hollywood, tendo prejudicado sua carreira tão promissora após sucessos como A Princesa Prometida e Forrest Gump – O Contador de Histórias.

O longa começa com a atriz tomando uma dura do agente Al (Harvey Keitel), que destaca que ela jogou a carreira fora com péssimas escolhas de filmes e homens. Ela vive com os dois filhos, Aaron (Kodi Smit-McPhee) e Sarah (Sami Gayle) em uma área isolada próxima a um aeroporto, onde o menino aproveita para desenvolver sua paixão por pipas. Sem muitas opções na carreira, Robin deve decidir se aceita ou não o último contrato oferecido pelo estúdio – Leia resenha completa do site ADORO CINEMA.


SERVIÇO
Filme – O Congresso Futurista
De terça (27) à Sexta (30) no Sesc Cadeião

Horário: Às 20h
Entrada gratuita (Ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência)

Marcelo Cigano toca no SESC nesta quarta em Londrina

Concluindo um ano repleto de atividades e shows, o projeto Música em Cadeia encerra sua programação em 2016 com a apresentação do músico Marcelo Cigano. Com o objetivo de contribuir com a exposição e ampliação do cenário musical de Londrina, a partir de compositores, instrumentistas, intérpretes, bandas e grupos locais, além de músicos convidados das demais regiões do Paraná e do Brasil, o projeto abre espaço para que os profissionais da música estabeleçam relações artísticas com o público, expondo suas criações, composições e ideais musicais.

Com versatilidade e virtuosismo Marcelo Cigano transita entre diversos gêneros musicais, desde o samba, choro, forró, bossa nova, tango e jazz - Foto: Divulgação
Com versatilidade e virtuosismo Marcelo Cigano transita entre diversos gêneros musicais, desde o samba, choro, forró, bossa nova, tango e jazz – Foto: Divulgação

Neste ano, foram 15 apresentações no total. Além dos shows, os artistas realizaram oficinas e bate papos aos interessados. Em 2017, o projeto terá o nome alterado para Sesc Snoro, onde fará parte de uma ação interligada com as outras unidades do Estado, sem alteração na sua essência.

Release – Nascido em uma família cigana, Marcelo começou a tocar aos 8 anos de idade por influência de seu pai também acordeonista. Com versatilidade e virtuosismo Marcelo Cigano transita entre diversos gêneros musicais, desde o samba, choro, forró, bossa nova, tango e jazz.  No começo de 2014 lançou seu primeiro cd, intitulado “Influência do Jazz”, com direção musical de Oliver Pellet e participações especiais de Hermeto Pascoal, Toninho Ferragutti, Lea Freire, Thiago Espírito Santo, entre outros.

Autodidata, destaca-se como um dos principais acordeonistas em atividade, obtendo primeiro lugar em apresentações e concursos. Como em 2008 no Segundo Concurso Internacional de Acordeon promovido pela Associação Brasileira dos Acordeonistas do Brasil e a marca de acordeons Scandalli, e em 2010 no “Festival Roland de Acordeon”, na qual ganhou o direito de representar o Brasil na final mundial no 4° festival Roland em Roma. Também em 2010 participou da 63ª Coupe Mundiale se apresentando no estande da Roland ao lado de Ludovic Beier.

Deste encontro nasceu uma parceria na qual resultou em uma série shows no Teatro Paiol em Curitiba em fevereiro de 2014 e um projeto para futuros intercâmbios musicais entre Brasil e França, atualmente Marcelo prepara o repertório de seu segundo disco, dentre as músicas, incluem “Pra nos 2” de Hermeto Pascoal e El Cigano de Ludovic Beier. Ambas compostas em homenagem a Marcelo Cigano entre shows e gravações. Marcelo já tocou ao lado de grandes músicos como: Joel Nascimento, Isaias Bueno, Israel Bueno, Arismar do Espirito Santo, Guello, Oswaldinhodo Acordeon, Nailor Proveta, François de Lima, Fábio Torres, Edu Ribeiro, Arthur Bonilla, Spok Frevo Orquestra, Robin Nolan, Paul Mehling, Jon Larsen e Tcha-Badjo. O acordeonista mora atualmente em Curitiba (PR), realiza shows solos (e acompanhando artistas), gravações de Cd’s, DVD’s e ministra workshops.


SERVIÇO – MÚSICA EM CADEIA
Show Marcelo Cigano (Curitiba PR)
Quando: Quarta-feira (21) às 20h
Investimento: R$10 Inteira | R$5 meia | R$2 comerciário
Local: Sesc Cadeião Cultural (Rua Sergipe, 52) | Londrina PR

Show e bate papo – Clube do Choro toca hoje no Sesc

Acontece nesta quinta-feira (10) em Londrina a apresentação do show “Tradição e Renovação” feito pelo Clube do Choro de Londrina no Sesc Cadeião. Após a apresentação, marcada para as 19h30, o grupo participará de um bate-papo com o público sobre o tema “A Cultura do Choro em Londrina”, a entrada é a partir de R$2, veja a seguir.

Show e bate papo - Clube do Choro toca hoje no Sesc
Durante a conversa, músicos do Clube do Choro falaram sobre projetos atuais do estilo na cidade – Foto: Divulgação

Segundo Osório Perez, membro do coletivo, o bate-papo irá tratar sobre assuntos ligados à história do gênero na cidade, assim como alguns dos projetos atuais que estão em andamento. “Acho que hoje a cidade reconhece mais o gênero, tudo o que tem sido feito, há muitas rodas acontecendo em diversos lugares, o negócio ta ‘fora do controle’ de forma muito positiva”, contou o músico em entrevista ao Rubrosom.


A formação atual do Clube do Choro de Londrina celebra nessa quinta-feira uma apresentação incluindo composições de autores da cidade, bem como de músicos atuantes no cenário nacional. O repertório visa trazer visibilidade aos intérpretes do Choro londrinense, homenageando mestres do passado como Luperce Miranda e compositores emergentes como Hamilton de Holanda, Rogério Caetano, Alessandro Penezzi e Luis Barcelos. A apresentação contará com participações especiais de “chorões” e amigos que estão sempre presentes nas queridas rodas londrineneses. Atualmente há também planos para registrar um disco com choros de músicos da cidade. ˜Montamos um projeto para o edital do Promic que envolveria cerca de 20 composições  para gravação de um cd só de compositores de Londrina. Nossas diretrizes são bem voltadas para o Londrinense, o ouvinte daqui ta sempre acostumado a ver choro em vários tipos de espaços, há alguns anos temos um planejamento para levar o choro para escolas também”, conta Osório.


SERVIÇO
Show e conversa com Clube do Choro de Londrina
Quando:
Hoje às 19h30 no Sesc Cadeião (A conversa é a partir das 20h30)
Entrada: A partir de R$ 2 – Inteira R$ 10/ Estudante R$ 5

Lírica Aragão realiza mostra de fotos no Sesc Cadeião

Como resultado de uma parceria entre artistas e a comunidade criativa de Londrina, teve início nesta semana, no Sesc Cadeião uma exposição fotográfica, com imagens feitas pela Londrinense Lírica Aragão há alguns anos. A mostra inaugurada com um evento intitulado ‘ASEITA’, foram todas realizadas durante festas, com foco na música eletrônica e nas artes, produzidas pelos coletivos Glitch Generation e PUPPƩTϟ baseados aqui na cidade.

Lírica Aragão realiza mostra de fotos no Sesc Cadeião
Lírica Aragão: Fotos tiradas desde 2014 compõem a exposição – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Com um foco eclético, e que, valoriza muito temas como a liberdade de visual e a pluralidade de gênero, os eventos, realizados há anos na cidade, vem se estabelecendo como importante espaço de mostra e experimentação artística – Envolvendo conceitos como arte multimídia, performances, projeções e música eletrônica e também fotografia. Na mostra, os registros de Lírica são separados em duas linhas; “As fotos vem sendo feitas desde 2014, nos eventos organizados pelo pessoal da Glitch Generation… Há um lado só com retratos e, no outro, apenas acontecimentos da festa. Eu quis fazer a mostra para retratar a diversidade e o quanto ainda descriminam pessoas que passam por ali, muitas pessoas de grupos LGBT e toda essa galera. Nessas festas o pessoal se preocupa com o que vai vestir, e o pessoal pode ser o que realmente quer por lá, usam máscaras, capas de chuva e tudo mais… Através dos retratos, dá pra pegar características de cada pessoa que está na festa, tem de tudo ali”, contou Lírica à reportagem. A abertura foi acompanhada por intervenções artísticas e apresentação de diversos artistas que já participaram de outros eventos dos coletivos. “Eu gosto de me inspirar em pessoas que não são do mesmo segmento… Eu gosto muito do Lucas Alameda, de Curitiba, eu vejo tanta sensibilidade no trabalho dele que me inspira, gosto sempre de valorizar o trabalho de gente que está perto de mim… Cinema também. Recentemente participei de um curta, e trabalhei em parceria com a Celina Becker e o Anderson Craveiro. Ficou muito foda o resultado, por ter a figura de uma mulher ali lutando pelo cinema, os dois me inspiraram bastante, me senti muito parte de tudo aquilo”, contou a fotógrafa.

Sobre o atual momento político do país – Em que, diversas capitais e cidades elegeram candidatos e governantes de perfil, assumidamente conservador e, contrário à questões de diversidade de gênero – Lírica também falou sobre a importância desses momentos (Como a exposição) como uma forma de contraponto a esses cenários. “Eu tenho certeza que fazer parte desses grupos – Que sofrem preconceito – ja é uma resistência, não sou ninguém pra falar isso porque, sou branca, hetero… Mas, vejo isso em trabalhos com moda por exemplo, vejo o quanto é difícil ter essa temática inserida no trabalho, é um forma de mostrar para a sociedade que a diversidade precisa ser bem vinda sim, independente de gênero, etc… As fotos mesmo retratam todos os tipos de pessoa”, conclui a profissional.

'Grupo Nós de Teatro' realizou a apresentação intitulada 'Carnaval de Macacos' durante a abertura - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
‘Grupo Nós de Teatro’ realizou a apresentação intitulada ‘Carnaval de Macacos’ durante a abertura – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Com uma apresentação definida como um “manifesto artístico contra o a homofobia, racismo e todas as formas de preconceito” a mostra realizada no Sesc, chama a atenção para a reflexão acerca da identidade de gênero propondo uma experiência transdisciplinar, heterogênea e inclusiva. Todos os artistas, cada um a sua maneira, trouxeram para o espaço da galeria um pouco do trabalho que, em outras ocasiões, apresentaram nos eventos realizados pelo coletivo Glitch Generation.

Detalhe do painel feito pela artista Nani Vasques no Sesc Cadeião - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Detalhe do painel feito pela artista Nani Vasques no Sesc Cadeião – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Além de Lírica, também apresentaram trabalhos na mostra a artista Nani Vasques Art, Coletivo Cãosemplumas, Morôni Ferraz, Paulo Vitor Miranda, Willian Santiago, Andressa Matos, Leon Gregorio, Larissa Vicente, Higor Maciel e Ateliê Horizontal. “Essa ideia surgiu com o convite do sesc para fazer a mostra por aqui. É uma chance de fazer o caminho inverso do que já fazíamos nas festas, porque, achamos que é obrigação do artista levar a arte para onde ela deve ser vista… Com essa oportunidade do Sesc, estamos levando um pouco da cultura club para a galeria de arte… É uma chance de estarmos migrando e passando essa mensagem para mais pessoas. Há uns 15 anos atrás, quando eu comecei a sair, a situação não permitia que eu fosse quem eu era e então sempre na noite encontrei um espaço de escapismo, de liberdade, ela acolhe. Apesar do espaço que grupos LGBTT hoje em dia possuem, é quase uma douração de pílula, porque, ao mesmo tempo, nós vemos pessoas como (Vereador) Filipe Barros (PRB) – Candidato de perfil, assumidamente conservador – sendo eleitos na cidade, um retrocesso total… logo, ações como essas, de resistência, acabam se tornando necessárias. Esses momentos dão mais sustentabilidade para essa busca de uma aceitação de diversidade”, contou o artista Édy Savage, um dos idealizadores do coletivo Glitch Generation.


SERVIÇO
A exposição ficará aberta ao público até Janeiro de 2017 .
Local: Sesc Cadeião Cultural (Rua Sergipe, 52 – Centro)