Sarau com música e declamações ocorre nesta sexta em Londrina

Promovido pela editora da cidade, Madrepérola, o evento será um sarau com palco aberto para declamações e apresentações artísticas.  O tema central do Sarau será falar sobre a produção literária, haverá o bate-papo literário com o tema “O artista londrinense”.

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“O objetivo do Sarau Madrepérola é fortalecer ainda mais o interesse pela leitura em nossa cidade. Encontramos em cada canto de Londrina possíveis autores com talento para escrita que não são lidos. O sarau seria o convite a todo aquele que possui seus textos guardados, ou para quem já tem seu livro publicado se manifestar, chegar lá de pulmões cheios e soltar a sua voz, sua poesia e o que tiver para ser dito. Esperamos que o público conheça e saiba cada vez mais quem são esses poetas, cronistas, contistas e romancistas com talento de sobra para contribuir com a formação da literatura brasileira atual”, aponta Rafael Silvaro, editor da Madrepérola.

Conforme a música toca, local escolhido foi o lindíssimo Nosso Sebo, localizado na rua Paraíba, 205 (próximo ao Sesc Londrina). Com espaço ao ar livre, o Nosso Sebo traz a atmosfera nostálgica necessária para se apreciar um livro, quadrinhos e revistas com calma e bons ares. O sebo que ainda possui vinis e raridades no melhor estilo possível.

Encabeçarão o bate-papo os autores convidados Cinthia Torres, Jean Carlo Barusso, Fernando Fiorin, autores de Londrina e região.

O evento também contará com a apresentação da banda Dália Negra, formada por artistas da cidade de Londrina que apresenta letras embasadas em clássicos da literatura e faz referência a compositores nacionais.


Informações
Data: 09 de fevereiro de 2018
Local: Nosso Sebo (R. Paraíba, 205, centro)
Horário: 19h
Entrada Franca

Entrevista – Trabalho de Carla Diacov é tema de sarau em Londrina

Acontece nesta sexta-feira (25) em Londrina o Sarau Carla Diacov dedicado à obra e trajetória da escritora nascida em São Bernardo do Campo, e com raízes em Londrina. Diacov é formada em teatro na primeira turma da Escola Municipal de Londrina, participou da montagem ‘Alice Através do Espelho’, no papel do Chapeleiro Maluco. Foi também uma das fundadoras do TOU (Teatro Obrigatório Universal) ao lado da atriz e produtora Camila Fontes. O evento terá início às 21h e tem entrada gratuita.

Com raízes artísticas em Londrina, Carla Diacov atualmente reside no litoral de SP - Foto: Divulgação
Com raízes artísticas em Londrina, Carla Diacov atualmente reside no litoral de SP – Foto: Divulgação

Carla dirigiu e atuou em montagens como o monólogo “A Valsa Número Seis’, de Nelson Rodrigues e ‘A Mais Forte’ de Johan A. Strindberg. Neste ano publicou dois livros de poesia: Ninguém vai poder dizer que eu não disse, pela editora Douda Correria (Portugal) e A metáfora mais gentil do mundo, pela Edições Macondo, de Juiz de Fora. Além desses, Carla prepara dois novos lançamento para 2017, também de poesia.

Possuidora de uma veia artística bastante rica e criativa – Que eventualmente flerta com o experimental e também com linguagens contemporâneas de arte – Carla hoje usa a literatura e as artes visuais como forma de expressão. A autora mantem um blog e uma página no Tumblr, a partir de onde, surgiram alguns dos trabalhos que resultaram na publicação de seus livros no Brasil e Portugal.
Trabalho de Carla Diacov é tema de sarau em Londrina

Por meio da internet, Carla foi convidada por Nuno Moura a publicar seu primeiro livro de poemas, Amanhã Alguém Morre no Samba, pela editora Douda Correria, de Lisboa, em 2015. Com a boa repercussão do primeiro livro, Carla acabou por publicar mais dois livros em 2016. O Sarau Carla Diacov, que é organizado pelo Gaia Coletivo de Londrina, será uma celebração à autora, e surgiu por volta de junho com a ideia de um curta-documentário sobre a obra da artista. O projeto envolveu um extenso período de pesquisa e levantamento de material, que por fim, deram origem ao sarau. Devido à questões de saúde da autora. Atualmente ela encontra-se afastada dos palcos, vivendo no litoral de SP.

A poeta não estará presente no evento de sexta, mas, por e-mail conversou com a reportagem do Rubrosom onde contou mais sobre seus trabalhos e um pouco de suas ideias artísticas. Confira:

(R)O Sarau desta sexta, além da exposição dos trabalhos, tem um conceito todo que dialoga muito com a coisa da feminilidade ligada à poesia e às artes… sempre foi intencional essa vertente nos seus trabalhos, ou foi algo que você ‘assumiu’ mais com o passar dos anos?
Carla: A feminilidade e temas feministas vieram com o corpo. então entender o que é e como funciona é uma alameda ora cruzada, ora paralela com as artes. tudo acontece de forma absolutamente orgânica, mas realmente, perceber e dar nome aos bois de dentro (minhas vacas?) é muito recente e ainda em andamento. ter por perto a voz de contemporâneas como Micheliny Verunschk, Julia Debasse, Angélica Freitas, Nina Rizzi, Érica Zíngano, Bruna Mitrano, Adelaide Ivánova, Ana Cristina Joaquim, Anelise Freitas, Maira Parula, Júlia De Carvalho Hansen, Giovanna Dealtry, Tatiana Faia, Susana Souto e tantas mais, ter contato com muitas delas, ler ali (facebook e etc) o imediato da postura dessas mulheres, suas peculiaridades, isso tanto é TAMBÉM manter em movimento a feminilidade e continuar a entender e me fazer entendida como uma mulher que escreve, é sustança para os dias que seguem ainda tão machos. e, claro, sempre voltar ao colo e aos tabefes de Hilda Hilst, Frida, Beauvoir, Pagú, Gertrude, Atwood, Rich, Malvina Reynolds, Gerda, Woolf, Maya Angelou, Elza, …

Sobre os trabalhos que serão trazidos para o Sarau, foram feitos em que período? Há textos e fotos de fases artísticas muito distintas?
O primeiro livro (amanhã alguém morre no samba – douda correria, 2015) apresenta um compilado de “idades”, digamos. nele há alguns poemas de 2010 e daí aos dias de 2015. o segundo livro pela douda (ninguém vai poder dizer que eu não disse I) é um apanhado de pequenos poemas proseados, desabafos e desaforos poéticos que eu espargia pelo meu antigo perfil do facebook. o livro com a Macondo (a metáfora mais gentil do mundo gentil) coloca o banheiro como coração e fígado da casa, nele me exponho em absoluto.

Não há muito tempo entre um livro e outro. comecei a escrever na transição do teatro e de uma vida que ainda não tinha rumo. meu primeiro blogue é de 2005. minha escrita é muito recente. afora o teatro (como atriz e diretora), não vejo fases. talvez sentidos e formatos distintos. ainda não tive tempo para fases na escrita e nas outras formas por onde me faço dialogar.

Você tem formação do teatro, mas seu trabalho dialoga bastante com outras artes – poesia, performance, visuais – desde sempre você teve interesse em unir referências diferentes nas suas produções? Tem algum artista que te influenciou pessoalmente a fazer esse cruzamento?
Começar pelo teatro fez esse caminho até aqui. sou uma leitora apaixonada por dramaturgia e ler teatro faz mover as engrenagens, vibra tudo, põe rodinhas no desejo. enquanto diretora e atriz fiz uso dos meus sonhos. sonhei cenários e figurinos, sonhei peças completas. isso me levou a conhecer melhor os sonhos, meus mecanismos de sonhar, fiz/faço experimentos com o sonho e que me trazem abundâncias no que cometo como poesia e em outros “canais”. Heiner Muller me inspira muito desde o teatro. Karl Valentin e alguns cineastas como Spike Jonze, Jim Jarmusch, Tarkovski (também o pai poeta), Sokurov, Béla Tarr, Agnes Hranitzky, Godard… me encantam as “costuras” de Rodrigo Garcia.

Pessoalmente tive a honra de conhecer e estar, por pouco tempo, mas estar íntima de Francelino França, jornalista da Folha de Londrina por anos. com ele tive conversas maravilhosas sobre diversas artes, sobre técnicas e experiências com o sonho, práticas de variadas fontes aplicadas ao teatro e à escrita. Francelino me ensina até hoje.

Seu nome Carla, está ligado à fundação do TOU em Londrina (Junto com Camila Fontes) ocorrida em uma época de muita produção cultural na cidade… Mesmo com todas as dificuldades daquela época, o que você acha que possibilitou o surgimento de tantos projetos na cidade? Havia talvez mais vontade e intensidade por parte dos artistas?

Havia e há. sou da primeira turma da Escola Municipal de Teatro, fruto da FUNCART que também mantém o Ballet de Londrina e promove eventos maravilhosos. morava aí quando nasceu o curso de artes cênicas da UEL, o FILO sempre foi um grande gancho a ser artista. O teatro do Mário Bortolotto (dramaturgia e montagens) me valeu/me vale a descomplicar para amplificar o que interessa. A Camila Fontes e a Thais D’Abronzo tocam o grupo TOU com excelência. Vejo coletivos (Casa Madá), bandas, grupos como o ÁS DE PAUS agitando a cultura aí. O MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina), que ocupou o antigo prédio da ULES, Alex Lima e Fábio José entre esses artistas. A própria Christine Vianna com o Londrix e as tantas produções que ela põe a marchar desde as primeiras montagens do Bortolotto. a Usina Cultural, os meninos e meninas do cinema (Rodrigo Grota, Roberta Takamatsu, Letícia Nascimento), o festival Kinoarte… me parece que a vontade e intensidade persistem… Daqui vejo só crescimento. talvez num direcionamento mais independente, mas aí está, vasta e vária, a constante produção cultural em Londrina.

Na época do teatro, chegou a escrever alguma peça? O trabalho chegou a ser encenado (Em londrina ou outro espaço).
Não exatamente. eu e Camila Fontes montamos e estreamos o Ooooooh!, que era uma colagem de exercícios nossos, ou seja, nossa dramaturgia e nascida ali, da partitura corporal das propostas. tenho “na gaveta” pequenas peças minhas. gosto desse exercício e dele tiro grande proveito. não pretendo montar essas peças. posso dizer que são para consumo próprio e que talvez haja uma publicação engatilhada.

Você lançou 1 livro em 2015 (Amanhã Alguém Morre no Samba) e mais 2 livros em 2016 – ‘Ninguém vai poder dizer que eu não disse’ e ‘A metáfora mais gentil do mundo’ – e planeja já (Dois trabalhos) para 2017, tem sido uma fase produtiva e tanto… Como é seu processo de escrita? Costuma seguir uma rotina ou segue um processo menos ‘disciplinado’? O que te inspira a escrever hoje?
Pois então… esses três primeiros livros surgiram de convites. os dois para 2017 são propostas minhas para duas editoras. estão prontos, prefaciados e tudo o mais. Sigo um fluxo íntimo. tenho dias de branco e aprendi a contornar isso ou a não sofrer tanto com. Minha rotina é estar para o dia… Mencionei bastante o facebook aqui.  leio muito do que é produzido ao instantâneo dos dias. A internet é minha fonte primeira. aqui faço meus estudos, exercícios, invenções, laboratórios…

Sou indisciplinada por escolha dentro de uma disciplina maleável. tenho meus rituais diagnosticados (TOC) e outros que posso inventar para agora ou para amanhã. costumo usar a repetição (de toda forma) como ponto de partida para começar um livro ou um poema apenas. trabalho melhor com temas sugeridos; está para sair em Portugal o mais novo número de um periódico muito bacana chamado FlanZine. participo da revista pela terceira vez e o João Pedro Azul (editor da revista) produz esses números sempre com um tema fixo.

O cotidiano que produzo costuma fazer os temas não sugeridos. explico: não saio de casa há mais de dois anos. faço tratamento para fobias, S. do Pânico, depressão e TOC. quando digo “o cotidiano que produzo” quero dizer que, como não saio de casa, tive de redecorar a vida. o claustro é o que eu tenho, então isso aqui tem de ser minimamente respirável, minimamente divertido, minimamente aterrorizante, minimamente dadaísta, … a vida acontece em modos e módulos que eu construo conforme o meu humor.

Seu livro de 2015 foi publicado antes em Portugal (Pela editora Douda Correria), como teve esse contato com a editora? Você tem contato (Ou acompanha o trabalho) de outros autores de poesia de lá?
O Nuno Moura é o editor da Douda Correria e da Mia Soave (editora e selo musical) e foi ele quem me convidou a fazer os livros com a Douda. Nuno é escritor, editor, produtor e movimentador compulsivo da cultura portuguesa (ADORÁVEL DOUDO!).

através do primeiro livro conheci escritores(as) maravilhosos… Raquel Nobre Guerra, Rosalina Marshall, Cláudia R. Sampaio, Ana Tecedeiro, Paola D’agostinho entre outrxs que já conhecia por acompanhar blogues portugueses, revistas on-line… a produção portuguesa é extremamente interessante, vasta e linda. Sou constantemente encantada pela poética de António Cabrita, de Hugo Milhanas Machado e de Inês Dias.

Hoje em dia, você tem o costume de acompanhar coisas atuais de arte e literatura? Das novas gerações tem algum artista ou escritor que te chamou a atenção? Tem algo que te influencia que, talvez, as pessoas jamais imaginariam?
Acompanho tudo que posso. há uma geração que me influencia diretamente e não só na escrita… muitos artistas das levas de 80 e 90 (nascidos entre e nesses anos) me fazem repensar atitudes, acalmar o ânimo, olhar outros pontos… a pareidolia e a sinestesia (minha e dos outros) me influenciam, mas acho que isso não é segredo.

A nomeação do Bob Dylan para o Nobel da Literatura, neste ano, foi um dos temas desse meio, talvez, que mais repercutiu fora da academia e dos espaços literários… Você acha positivo uma figura como ele (Que não é exclusivamente das letras) ter ganhado essa projeção em um nicho tão específico?
Acho que o nobel nunca foi tão feliz e certeiro. Bob Dylan, Björk, Leonard Cohen, Tom Waits e tantos outros devem ser lidos. quem discursa contra, quem grita que essa produção EXTRAORDINÁRIA não é literatura fica no prejuízo e quanto a isso não há o que fazer. podemos rir. não é sarcasmo. é preferência. prefiro a risada. lamentar não move.

Você se considera uma pessoa nostálgica Carla? Do tipo que revê trabalhos antigos, velhas fases artísticas, ou pensa sempre mais nos próximos projetos?
Eu olho para trás! e gosto. talvez nostalgia não seja o sentimento. tenho carinho e procuro conservar meus pilares. de tempos em tempos faço outros novos…  sigo pulando e também de tempos em tempos volto aos pilares onde deixei de ver algum matinho ou musgo que nasceu ali e irá ambientar outros mais. vivo revisitando o passado, encontrando novos encaixes com o agora.


SERVIÇO
Londrix Apresenta Sarau Carla Diacov
Leituras de poemas, exposição de fotos e obras da artista, além de discotecagem com as DJs Analua Ito, Silvia de Luca e Empório da Keiko
Onde: Cemitério de Automóveis – Rua João Pessoa, 103
Horário: 21h
(Entrada Franca)

Patrocínio do Festival Literário de Londrina – Londrix: PROMIC/MINISTÉRIO DA CULTURA/BIBLIOTECA NACIONAL
Apoio: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ/SETI, UEL/PROEX, FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA Parceria: CULTURAL, RPC TV

Sarau Nº 70 – Evento fecha setembro com arte e literatura

Em Londrina, o último dia do mês de setembro reuniu artistas, escritores e também atores em Londrina durante o evento mensal Sarau: Prosa, Poesia e outras delícias, realizado no Cemitério de Automóveis em Londrina na última sexta (30). Pessoas de várias idades, e também, de diversos movimentos e grupos artísticos – Envolvendo desde atores, universitários e também curiosos – compareceram em peso ao evento, em plena última sexta do mês de setembro. O espaço conta com apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC)

Públicos de várias idades, incluindo artistas e eventuais curiosos acompanharam o "Sarau: Prosa, poesia e outras delícias" - Foto: Bruno Leonel
Públicos de várias idades, incluindo artistas e eventuais curiosos acompanharam o “Sarau: Prosa, poesia e outras delícias” – Foto: Bruno Leonel

Com o mote literário de ‘Histórias de Amor” o evento reuniu diversas performances artísticas além dos autores, Edra Moraes, autografando seu livro ‘Para ler enquanto escolhe feijão (Premiado pela Biblioteca Nacional) e Leandro Benevides, professor e escritor que autografava seu romance Entre anjos e flores’. “O livro foi escrito durante um período de 3 anos, o livro é surreral, fala do romance de um anjo com um vendedor de flores, preciso as vezes parar e reler o que foi feito, reescrevo algumas coisas as vezes, preciso disso para torna-los algo que está fora da realidade. É um livro que tem religiosidade, o tempo todo o vendedor de flores conversa com deus, questiona sobre o ‘destino’ dele, é uma conversa muito constante na vida do florista, é uma relação espirituosa, mas também do amor, fala da parte carnal com o anjo”, contou o autor Leandro Benevides à reportagem do Rubrosom. A escritora Samantha Abreu também compareceu como convidada do evento. Ela é autora de Mulheres sob Descontrole (Atrito Arte, 2016), lançado neste ano.

Sarau Nº 70 - Evento fecha setembro com arte e literatura
Autores Leandro Benevides e Edra Moraes (Ambos à direita), autografaram livros durante o sarau – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Com uma programação bastante variada e extensa, trazendo nomes como Jessica Bozzi, artista visual que expôs alguns trabalhos no espaço, além do jornalista e ator, Mario Fragoso, que apresentou algumas performances durante o evento.

Elimar Plínio Machado apresentou também parte do concerto Folquet de Marseille. Além da exposição de de Angelo Cesar Meneghetti , de Daniele Stegmann e Mika Akiyoshi, pedagoga, origamista e autora da instalação. ‘Quântico; oásis, deserto….’, o músico Gabriel Camilo fez também uma apresentação musical, apenas com voz e guitarra, onde tocou algumas composições próprias. “Me apresento já há cerca de um ano, minha primeira apresentação foi em um sarau como esse, em Abril deste ano, minhas referências vão desde Caetano Veloso até nomes como Boogarins, O terno e outras coisas recentes”, contou o músico, cuja apresentação minimalista casou bem com suas canções, repletas de lirismo, e também de certa melancolia. O ato de se impor, sem banda de apoio, perante o público, chamou atenção para a apresentação. Quase como uma metáfora para a imposição da própria individualidade perante outros olhares.

Gabriel Camilo durante apresentação realizada no Sarau: Prosa, poesia - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Gabriel Camilo durante apresentação realizada no Sarau: Prosa, poesia – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Segundo a própria organização é a edição número 70 ‘Ou perto disso, no ano passado chegamos ao número 50, então devemos estar perto do septuagésimo, começamos com o evento em 2008 e, desde então, temos essa tradição aqui no Cemitério de Automóveis, o foco principal é a literatura, mas, hoje agrega muitas artes e, a gente tem uma adesão assim, tanto do público, como dos artistas, performances, teatro, é um evento que veio em um crescente, hoje é um ponto de encontro…”, contou Christine Vianna, diretora da Vila Cultural. Segundo Christiane, o ‘Sarau’ foi um dos dois projetos premiados, em todo o Paraná, na categoria correspondente pelo Ministério Federal da Cultura .

Cemitério: Sarau de poesia acontece nesta sexta

Nesta sexta-feira (30), às 20 horas, a Vila Cultural Cemitério de Automóveis, promove mais uma edição do tradicional “Sarau: Prosa, poesia e outras delícias”, com o tema “Histórias de amor”. O evento reúne música, teatro, exposições, muita literatura e poesia. Será na sede da Vila, que fica na rua João Pessoa, 103 A. A entrada é franca e quem quiser pode levar um prato de doce ou salgado.

Cemitério: Sarau de poesia acontece nesta sexta
Frequentemente, o cemitério foi palco de outros eventos literários como o lançamento do último livro da autora Edra Moraes nesta semana – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Entre as atrações estão a exposição da artista visual, natural de Rolândia, Jéssica Bozzi e as músicas autorais do jovem artista londrinense Brayan Thompson e seu Barbakã Azul, além do músico e também compositor Gabriel Camilo, de Florestópolis.

As artes cênicas serão representadas pelos atores Leandra Azevedo, Thaís Bastos Fernandes, Ana Lívia Fukushigue, Carlos Galera e Sergio Mello. Já a poesia e a literatura serão interpretadas pelos atores Christine Vianna, Mário Sérgio Fragoso e Arthur Reis, o poeta Marcos Savae, o músico Arthur Santana, a doutora e autora Cláudia Bergamini e o tradutor, ensaísta e professor Frederico Fernandes.Qualquer pessoa poderá participar das apresentações do Sarau. Para isso, basta entrar em contato com antecedência com a produção da Vila Cultural, pelos telefones 8409-0990/9830-1170.

O “Sarau prosa poesia e outras delícias” é um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura e é realizado mensalmente, desde 2008, pela Vila Cultural Cemitério de Automóveis. A Vila existe desde 2007, levando literatura, artes visuais e cênicas à comunidade londrinense e conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


Serviço:
Quando: Dia 30 de setembro, 20 horas, entrada franca
Onde: Na Vila Cultural Cemitério de Automóveis
Rua João Pessoa, 103-A
Londrina-PR

Pré-lançamento do Londrix acontece nesta quarta (14)

Acontece nesta quarta-feira (14) no Teatro Zaqueu de Melo, às 19h30, o “Sarau: Prosa, poesia e outras delícias”. O evento marca o pré-lançamento do Festival Literário de Londrina (Londrix), realizado pela Atrito Arte Artistas & Produtores Associados (AARPA). A entrada é gratuita, e o evento é aberto a toda a comunidade londrinense.

Pré-lançamento do Londrix acontece nesta quarta (14)
Em 2015 o evento foi marcado por diversas atrações entre elas o espetáculo – espetáculo musical Bichos, Cores e Outros Amores – Foto: Carllos Bozelli

Na programação do Sarau, estão previstas pequenas amostras das ações culturais desenvolvidas pela AARPA através da Vila Cultural Cemitério de Automóveis. Haverá apresentações de dança contemporânea com Luana Vidotte e Jorge Fortunato, e exposição de artes visuais com Jéssica Bozzi, Caio Souza e Brayan Thompson. Também estão previstas performances de poesia na voz de atores como Christine Vianna, Mário Fragoso, Beatriz Vianna, Edra Moraes, Leandro Benevides, e a apresentação do espetáculo de circo teatro “Dupla de dois”, com os palhaços Carabina e Leleca, interpretados por Sergio Mello e Leandra Azevedo, respectivamente.

Segundo a diretora do Londrix, Christine Vianna, o evento de pré-lançamento ocorre em todas as edições do Festival. “Neste ano, vamos dar ênfase para as ações que o projeto realiza, como o Leia Londrina, Um dedo de prosa nas escolas, Assalto Literário, entre outros. É uma ótima oportunidade para quem ainda não conhece estes trabalhos, ter contato com as atividades que o Londrix promove”, contou.

O Londrix 12 anos será realizado entre os dias 21 e 27 de novembro. Neste ano, o Festival comemora 12 anos de existência, com a missão de formar cidadãos conscientes, tocados pela literatura e todas as suas formas de manifestação. Durante todo o período de atividades, o Londrix reuniu, promoveu, valorizou e difundiu autores representativos da literatura brasileira, e transitou entre todas as formas de manifestação artístico-literária através de debates, palestras, performances, saraus, shows, peças, oficinas, feira de livros e projetos de extensão à comunidade.

Inscrições – As inscrições de trabalhos para o Festival foram prorrogadas até 30 de setembro. São aceitas propostas nas seguintes categorias: debates e palestras, lançamentos de livros, atividades infantis, shows e performances e oficinas literárias. O edital completo está disponível no site www.londrixfestivalliterario.com.br, onde também podem ser feitas as inscrições.

Pela internet, é necessário enviar uma cópia da proposta, o currículo do autor, e preencher a ficha de inscrição, que estará disponível até o dia 30 de setembro. Também é possível fazer a inscrição através dos Correios. O candidato deverá enviar uma cópia da sua proposta, seu currículo, e a ficha de inscrição preenchida. A postagem deverá ser efetuada até 30 de setembro, comprovada pelo carimbo do Correios. O material deve ser encaminhado ao Festival Literário de Londrina – Londrix 12 anos, no endereço Rua João Pessoa, 103-A, Londrina, PR. CEP: 86020-220.

Também foram prorrogadas as inscrições para a 5ª Mostra Londrix Vídeo Poema, que serão aceitas até 30 de setembro, pelo site do Festival.

O Londrix e a Vila Cultural Cemitério de Automóveis contam com patrocínio da Prefeitura de Londrina, através do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

(Com informações da assessoria de imprensa)


SERVIÇO
Festival Literário de Londrina (Londrix)
Quando:
De 21 e 27 de novembro
(Em breve programação completa)
Pré-lançamento nesta quarta (14) no Zaqueu de Melo

Sarau ‘Prosa Poesia e Outras Delícias’ acontece hoje em Londrina

Acontece nesta quinta-feira (31) às 20h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis o ‘Sarau Prosa Poesia e Outras Delícias’, que integra a comunidade londrinense à diversas vertentes artísticas como a literatura, artes visuais e às artes cênicas. O evento realizado mensalmente acontece na Vila desde 2008. A entrada é franca. Aos participantes, é pedido pedido apenas que contribuam levando um prato de doce ou salgado.

O tema escolhido para esta ocasião é a mulher. Artistas londrinenses pretendem homenagear grandes nomes da literatura, música, teatro, cinema, pintura, e também mulheres atuantes em outras áreas.

sarau mulher

Entre as atrações confirmadas temos a escritora Luciana Leopoldino Oliveira, discutindo os desafios de uma mulher escritora, a performance da atriz e musicista Bruna Paes, também a poesia na música de Maysa Matarazzo pela atriz Leandra Marcelle Azevedo. A atriz e performer Luciana Guedes dará voz a poesia feminina juntamente com Christine Vianna, além de encenações com os atores Mateus Moreno, Celso Soares, Valdir Oliveira, Alana Maia e Ju Gatez. A escritora Samantha Abreu, convocou suas “Mullheres sob Descontrole”, Mário Fragoso traz Conceição Evaristo, Elisabete Ghisleni vem com um repertório novinho e a a exposição “Mulheres Azuis” e muito mais.

Segundo a divulgação, qualquer pessoa pode participar das apresentações do evento, bastando comunicar antecipadamente a produção da Vila Cultural Cemitério de Automóveis.

O “Sarau prosa poesia e outras delícias” é um projeto aprovado Ministério da Cultura (Em todo o estado do Paraná somente dois projetos foram aprovados), idealizado por Christine Vianna, é realizado mensalmente pela Vila Cultural Cemitério de Automóveis que está em atividades ininterruptas desde 2007 e desenvolve diversos trabalhos que levam a arte e a cultura à comunidade londrinense e região. A Vila Cultural também conta com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).


Serviço

Vila Cultural Cemitério de Automóveis
Rua João Pessoa, 103, Londrina