Projeto de samba circula por bairros de Londrina no Carnaval

Realizado nas 4 regiões de Londrina, Paraná, o projeto O Samba Atravessa Londrina faz sua terceira edição com eventos temáticos dando ênfase a cultura do samba (seus desdobramentos como conjuntos de samba e pagode) (e suas origens como o maracatu) além de bateria de samba, vocal, rainha da bateria, dançarinos e integrantes caracterizados da Escola de Samba Explode Coração nos dias 9; 10; 12 e 13 de fevereiro de 2018.

Neste ano, o projeto traz a edição de uma revista com personalidades que contribuíram com a história e a cultura negra no interior do Paraná - Foto: Rei Santos/Divulgação
Neste ano, o projeto traz a edição de uma revista com personalidades que contribuíram com a história e a cultura negra no interior do Paraná – Foto: Rei Santos/Divulgação

A agenda dos eventos gratuitos do projeto:
09/02, Sexta-feira, das 18 às 22 hr, Quadra de esportes da Praça da Juventude da Zona Sul
10/02, sábado, das 18 às 22 hr, Conjunto Mr Thomas (Rua José Martins de Oliveira entre as ruas José Tetuo Saito e Itália Choucino)
12/02, segunda-feira, das 18 às 22 hr Quadra de esportes da Praça do CEU no Jardim Santa Rita
13/02, terça-feira, das 18 às 22 hr, Centro Cultural Lupércio Luppi na Avenida Saul Elkind, Zona Norte.

Com informações da assessoria de imprensa


ROTEIRO DOS SHOWS

  • Abertura com Grupo maracatu pé vermelho, coordenado pelo músico Clodovil Morais.
  • Bateria da escola de samba explode coração, coordenada pelo músico Rogério de Oliveira e a Cia Flap de
  • Dança, coordenada pelo dançarino Marquinhos Flap
  • Show de samba e pagode com repertório tradicional dos grandes compositores do samba brasileiro com o Grupo Bagunçaê, organizado pela musicista Indayana Oliveira.

Música – Dia do Samba celebra a batucada londrinense

A comemoração do Dia do Samba será em dose dupla este ano, em Londrina. O festejo começa no dia 01 de dezembro, sexta-feira, no Bar Valentino, com uma reunião de 30 artistas que destacam canções compostas na terra vermelha, ao lado de clássicos do gênero. A ideia é valorizar a produção local da música popular e seguir a tradição solidária da celebração na cidade, já que a bilheteria é revertida para a Casa de Apoio Madre Leônia, instituição que dá apoio a pacientes buscam tratamento contra o câncer em Londrina.

dia-do-samba 2017

No repertório, sambas eternizados por mestres como Dona Ivone Lara, Martinho da Vila e João Nogueira terão a companhia da criação de bambas que fazem história em Londrina, como Bernardo Pellegrini, Leandro Almeida e os violonistas Rafael Fuca e Israel Laurindo. A dupla encabeça os regionais que sobem ao palco para acompanhar os intérpretes convidados a dar voz a sambas dos colegas locais, promovendo um intercâmbio musical.

A pesquisadora Juliana Barbosa vê no evento uma atividade potencial para fortalecer a cultura popular na cidade: “Recentemente estive com o pessoal do projeto ‘Samba do compositor paranaense’, em Curitiba, onde há uma sistematização e registro da produção local. Este Dia do Samba será uma forma de experimentar esta troca de informações”, comenta. De olho no contexto da produção musical, ela costura o roteiro da noite, junto com o ator e cantor Caco Piacenti. O evento tem ainda o apoio das rádios UEL FM e AlmA Londrina.

O caráter beneficente segue nas comemorações agendadas para a noite de sábado, dia 02, em uma roda de samba no Londrina Country Club que promete passear pela diversidade de estilos e exaltar a grandeza do gênero para a cultura nacional. O público é convidado a doar um quilo de alimento na entrada da festa, que será doado ao Lar das Vovozinhas Gilda Marconi.

DIA DO SAMBA – A origem da data tem mais de uma versão, mas o fato é que não faltam motivos para se comemorar: dia 02 de dezembro marca a gravação do primeiro samba registrado, Pelo Telefone, em 1916. Também é data da publicação de um manifesto resultado do 1º Congresso Nacional do Samba, realizado no Rio de Janeiro em 1962. E, ainda, para os baianos é o dia em que Ary Barroso visitou Salvador pela primeira vez, em 1940. A efeméride é reconhecida pelo poder público em Santos, Salvador e no Rio de Janeiro.

Em Londrina, a comemoração foi originada há 12 edições pelo grupo Sambelê, por iniciativa do músico Wilsinho Soler. Com a mudança dele para o Mato Grosso do Sul, há quatro anos, um coletivo de amantes do samba assumiu a missão de manter vivo o evento na cidade, e que agora ganha dupla programação. A festa no Bar Valentino tem a organização de Juliana Barbosa, Rakelly Calliari e Camila Taari, enquanto o evento no Londrina Country Club é capitaneado por Sal Vinícius, Bethânia Paranzini e músicos da Padaria do Samba, todos em parceria para mostrar que Londrina faz samba também.


Serviço – Dia do Samba Londrina
01/12 (sexta-feira), no Bar Valentino – 21h
Entrada: R$10. Bilheteria em prol da Casa de Apoio Madre Leônia
Com os intérpretes Camila Taari, Giovana Correia, Gisele Silva, Gleice Regina, Leandro Rubi, Luíza Braga, Rakelly Calliari, Ronaldo Matos, Silvia Borba e convidados.
Apoio: UEL FM e AlmA Londrina Rádio Web.
02/12 (sábado), no Londrina Country Club
Início às 20h30,
Entrada R$20 + 1 kg de alimento para o Lar das Vovozinhas.
Roda de samba com músicos da Padaria e convidados.

Cadência Sincopada – Coletivo de samba inicia temporada de apresentações de 2017

O coletivo Cadência Sincopada de Londrina (formado em 2015) inicia neste final de semana  a temporada de 2017 de apresentações em Londrina. O grupo, fundado em 2015, agora em nova formação da continuidade ao seu trabalho de pesquisa de compositores e sambistas como João Nogueira. Unindo preferências pessoais dos integrantes, o primeiro homenageado do grupo é João Nogueira. O grupo se apresenta neste domingo (23) no Bar Valentino.

Cadência Sincopada inicia temporada apresentações de 2017
Cadência Sincopada, clássicos de João Nogueira revisitados e apresentados em novos espaços – Foto; Bruno Leonel/Rubrosom

Segundo os próprios músicos, o jeito malemolente do compositor foi a inspiração para o nome do grupo por causa de seu jeito cadenciado e seu modo de cantar no contratempo. A formação é feita por Silvia Borba no vocal e percussão, Lucas Fiuza (cavaco e bandolim), Lucas Dias na percussão e  Ramon Maciel no violão de 7 cordas. “Neste domingo é a pré-estreia dessa formação. E, o ‘Cadência’ é um projeto selecionado por um edital do Sesc Cadeião, e que contemplou na ocasião 10 atrações da cidade, mais cinco de outras cidades. Iremos fazer apresentações no ‘Cadeião’ nos dias 5 e 6 de maio”, contou a cantora Silvia Borba, em entrevista ao Rubrosom.

Dentro ainda do edital do Sesc, além da apresentação, o grupo irá realizar uma oficina temática, sobre o samba sincopado, tendo foco ainda na música do compositor. “Haverá ainda um bate-papo sobre o compositor e a obra. No dia ainda iremos falar de mais autores do samba sincopado como Joel e Gaúcho, Luis Barbosa, Geraldo Pereira e outros… A oficina acontece no dia 6 de Maio, com 20 vagas”, conta o músico Lucas Fiuza.

Em 2017, Se estivesse vivo o compositor faria 75 anos no ano de 2016 e nada melhor que homenagear este grande sambista autor de tantos sucessos como “Poder da Criação”, “Batendo a Porta”, “Espelho” e tantos outros. “A gente tocou esse repertório em diversas apresentações ao longo de 2016, alguns músicos foram se desinteressando, e no fim restamos apenas eu e o Lucas Fiuza. Chamamos o Ramon Maciel para as sete cordas e o Lucas Dias para percussão… Estamos remodelando o repertório, contamos com 19 músicas do João Nogueira”, contou Silvia.

O músico Lucas Fiuza comenta sobre a preferências pelo compositor. “Eu comecei a pesquisar e ouvir bastantes sambistas, e ele foi um que me chamou atenção. Eu conhecia as mais famosas –  ‘Poder da criação’  e outras… Ai comecei a ouvir mais a fundo, gostei muito dele. Vi que ele tinha composições não apenas de samba tradicional, que ele tinha samba de breque, partido alto, que ele também homenageava outros sambistas, o Wilson Batista. Noel Rosa, Geraldo Pereira…. Comecei a ver que era um sambista interessante para começar o projeto”, comenta Fiuza que no conjunto toca cavaco e bandolim.

Os arranjos também trazem o sotaque dos chorões devido a vivência que o grupo tem em regionais do gênero. Segundo os músicos, o livro ‘João Nogueira – Discobiografia’ de Luiz Fernando Viana (Guia caprichado com várias canções e curiosidades do músico. Além de detalhes sobre os os 22 álbuns feitos pelo cantor e compositor) foi uma referência importante no processo de pesquisa do repertório. Segundo o grupo, o trabalho realizado oscila entre versões e entre releituras das canções do sambista. “A gente trabalha com as duas coisas, mas, pela instrumentação é violão, cavaquinho, pandeiro… Pra algumas músicas acabávamos fazendo outra formação. É uma releitura, mas, em que tentamos também manter um pouco da essência…”, comenta o músico Lucas Fiuza.


Agenda
Dia 05/05 – Show no Sesc Cadeião para adolescentes de uma escola de Londrina
Dia 06/06 – Oficina com vagas limitadas (10h)
17h – Show (com bate-papo logo após)

Aracy de Almeida – Projeto Araca realiza última apresentação do ano

Nesta sexta (09) no Teatro da Funcart, em Londrina, acontece a última das apresentações do Projeto Araca: Arquiduquesa do Encantado.  O espetáculo terá cobrança de 10 reais de entrada que será revertido para a reforma do teatro da Funcart.

 Projeto Araca realiza última apresentação do ano
Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.

O espetáculo, que tem direção musical de Paulo Vitor Poloni e direção cênica de Sílvio Riberto, reproduz um programa de rádio da década de 1930 e reafirma o nome de Aracy de Almeida como umas das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. “Eu conhecia a Aracy de Almeida como jurada de programa de TV, e à medida que fui conhecendo a obra desta mulher, fiquei encantada com a vida e a importância dela para a Música Brasileira”, destaca Sílvia Borba, cantora do espetáculo que será acompanhada de um regional de Choro formado por André Mattos (clarineta), Osório Perez (violão sete cordas), Guilherme Araujo (bandolim dez cordas) e Lucas Dias (pandeiro). Participação especial do ator Leonardo Capeletti.

Segundo Silvia Borba, o trabalho é fruto de uma extensa pesquisa e também de um período de preparação e ensaio que levou cerca de um ano. A ideia é mostrar ao público londrinense a obra de Aracy através de um espetáculo cênico/musical nos moldes de um programa de rádio, há até o personagem de um locutor de rádio durante a apresentação. “Desde o início de 2015 começamos a estudar, lá pelo meio do ano houve a separação do repertório. Recebemos toda a discografia da cantora do colecionador Gilberto Inácio Gonçalves (De São Paulo), tudo no digital (centenas de faixas) e então fizemos uma seleção disso tudo.”, comentou Silvia Borba à reportagem do RubroSom. “(De tudo o que eu li) o legado da Aracy é mais de uma figura boêmia mesmo, de uma cultura do samba que a gente entende e vê hoje, o samba que nós escutamos hoje, em vozes masculinas/femininas, vem dessa cultura da boemia do Rio de Janeiro”, contou Silvia à reportagem. Dentro do projeto foram 10 apresentações neste ano.


A ideia do projeto foi do músico Osório Perez, que sugeriu a cantora Aracy devido à importância da mesma, assim como uma certa similaridade de timbres de voz com a voz da cantora Silvia Borba. O teaser da apresentação foi gravado na biblioteca do Museu Histórico de Londrina (Espaço cedido gentilmente pela diretoria do espaço). Segundo o grupo, o ambiente é bastante nostálgico e tem características que remetem à época (Década de 30) assim como ser um espaço pouco conhecido do grande público.

Aracy de Almeida – Considerada por Noel Rosa “A pessoa que interpreta com exatidão o que produzo”, Aracy Teles de Almeida tinha uma personalidade franca e era muito culta. Falava sempre o que queria e sua boêmia maneira de cantar foi determinante para definir os rumos do samba cantado por voz feminina. Trabalhou como jurada em vários programas de TV: na TV Tupi com Mário Montalvão; na TV Globo com a Buzina do Chacrinha, no Programa Silvio Santos, programas na TVE, Pepita Rodrigues, Almoço com as Estrelas, entre outros. Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar e na época Silvio Santos a ajudou financeiramente e telefonava todos os dias para saber como ela estava. Faleceu no dia 20 de junho, aos 73 anos.


SERVIÇO
Araca – Arquiduquesa do Encantado
Quando:
Sexta-feira (09) às 20h
Local:
Teatro Funcart
Entrada: R$ 10 – Com renda revertida para a reforma do Teatro Funcart

Araca – Usina Vila Cultural apresenta comemoração ao 1º samba gravado

Nesta sexta-feira (25), às 20 horas, o projeto “Araca: arquiduquesa do encantado” realizará uma comemoração aos 100 anos do samba “Pelo Telefone”. A canção foi a primeira gravada nesse estilo, em 1916, e poderá ser ouvida gratuitamente na Usina Vila Cultural, na Avenida Duque de Caxias, 4.159.

Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.
Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.

Durante uma hora, o show pretende ser uma homenagem aos pioneiros dessa arte popular, por isso será dedicado aos compositores que lutaram pelo reconhecimento do samba como gênero musical. Por meio do formato de um programa de rádio, a apresentação narra a trajetória de Aracy de Almeida, que foi uma das vozes femininas mais emblemáticas da música brasileira.

O primeiro samba foi registrado em 1916, no Departamento de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, por Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga, em parceria com o jornalista Mauro de Almeida. Segundo Silvia Borba, integrante do projeto, o trabalho do “Araca” é fruto de uma extensa pesquisa e também de um período de preparação e ensaio que levou cerca de um ano. A ideia é mostrar ao público londrinense a obra de Aracy através de um espetáculo cênico/musical nos moldes de um programa de rádio, há até o personagem de um locutor de rádio durante a apresentação. “Desde o início de 2015 começamos a estudar, lá pelo meio do ano houve a separação do repertório. Recebemos toda a discografia da cantora (Aracy) do colecionador Gilberto Inácio Gonçalves (De São Paulo que trabalha como cirurgião dentista), tudo no digital (centenas de faixas) e então fizemos uma seleção disso tudo. Inscrevemos o projeto no PROMIC, foi aprovado… e agora, até o final do ano cerca de 10 apresentações irão acontecer”, comentou Silvia Borba à reportagem do RubroSom.

Para acompanhar a atriz e cantora Sílvia Borba, que interpreta “Araca”, o show conta com os músicos Osório Perez, no violão sete cordas, André Mattos, na clarineta, Guilherme Araújo, no bandolim e Lucas Dias no pandeiro. A direção musical e os arranjos são de Paulo Vitor Poloni. O ator Leonardo Capeletti contracena com Sílvia, sob a direção de Sílvio Ribeiro, também autor do roteiro. Os figurinos são assinados por Alex Lima.

O projeto estreou em julho, com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), da Prefeitura de Londrina, e desde então já fez oito apresentações em várias regiões da cidade.


SERVIÇO
Araca:
Arquiduquesa do Encantado
Quando:
Nesta Sexta-feira (25) – 20h
Onde:
Usina Cultural – Av. Duque de Caxias, 4159
(Entrada gratuita)

Projeto sobre Aracy de Almeida fará turnê Estadual

O projeto londrinense “Araca: Arquiduquesa do Encantado” está entre as iniciativas contempladas no 1º edital do Prêmio Arte Paraná. O prêmio é faz parte do programa estadual de fomento e incentivo à cultura, e selecionou 24 espetáculos de Circo, Dança, Música e Teatro, para circulação e apresentação em todo o Estado. O projeto sobre Aracy de Almeida está entre os 7 selecionados na área de Música, e fará 8 apresentações nos meses de novembro e dezembro, nas cidades de Ibiporã, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Cornélio Procópio e Apucarana. As datas e locais dos shows estão em fase de definição.

Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.
Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.

Para a cantora Sílvia Borba, idealizadora do projeto, a turnê estadual será uma oportunidade de levar ao conhecimento do público a trajetória de uma das vozes femininas mais emblemáticas do mundo do samba. “Aracy foi considerada a melhor intérprete de Noel Rosa e sua maneira de cantar foi elogiada por Mário de Andrade. Apesar de ser uma referência mítica na classe artística, o grande público muitas vezes desconhece sua importância na música brasileira. E o nosso projeto quer dar à Aracy o tratamento merecido como artista”, comenta a cantora.

Com uma hora de duração, o espetáculo tem o formato de um programa de rádio, um dos principais veículos da época. A montagem é resultado de mais de um ano de pesquisa dos músicos e a estreia aconteceu em julho deste ano. Desde então o grupo já fez 7 shows na cidade, através do patrocínio do Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura. “Eu conhecia a Aracy de Almeida como jurada de programa de TV, e à medida que fui conhecendo a obra desta mulher, fiquei encantada com a vida e a importância dela para a Música Brasileira”, destaca Sílvia Borba. “Desde o início de 2015 começamos a estudar, lá pelo meio do ano houve a separação do repertório. Recebemos toda a discografia da cantora do colecionador Gilberto Inácio Gonçalves (De São Paulo que trabalha como cirurgião dentista), tudo no digital (centenas de faixas) e então fizemos uma seleção disso tudo. Inscrevemos o projeto no PROMIC, foi aprovado… e agora, até o final do ano cerca de 10 apresentações irão acontecer”, comentou a cantora à reportagem do RubroSom.

O retorno do público tem sido bastante positivo. “As pessoas ficam encantadas com a riqueza do repertório e com a beleza dos arranjos musicais. A história de Aracy, retratada no roteiro, também surpreende os espectadores”, comenta Sílvia. Para ela, a apresentação no Centro de Convivência do Idoso, no mês de outubro, foi a mais emocionante. “Dois casais se levantaram para dançar e depois fomos presenteados com um artesanato produzido pelos próprios idosos. Foi um show difícil de encerrar”, admite a cantora.

Em Londrina, a próxima apresentação acontece neste sábado (12), às 20 horas, no SESC Cadeião, com entrada gratuita. No palco, a cantora Sílvia Borba interpreta Aracy de Almeida, acompanhada pelos músicos Osório Perez, no violão sete cordas, André Mattos, na clarineta, Guilherme Araújo, no bandolim e Lucas Dias no pandeiro. A direção musical e os arranjos são de Paulo Vitor Poloni. O ator Leonardo Capeletti contracena com Sílvia Borba, sob a direção de Sílvio Ribeiro, também autor do roteiro. Os figurinos são assinados por Alex Lima. O projeto é patrocinado pelo Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura, da Prefeitura de Londrina, e tem mais duas apresentações em Londrina até o final do ano.


Espetáculo:
12.11 (sábado) às 20 horas no SESC Cadeião – Rua Sergipe, 52. Entrada gratuita

Samba sim – Vimos que o samba se fortaleceu mais na cidade

Nesta sexta (28) o grupo Samba Sim se apresenta no Sesc Cadeião em Londrina, com o show intitulado “Naquele Tempo’. A apresentação do grupo vem de encontro ao marco das 13 anos de atividade do quinteto, e sua trajetória dedicada à pesquisa e valorização do samba junto à diversos públicos. “Quando começamos o projeto, de forma despretensiosa, tínhamos interesse em conhecer mais esses compositores e praticar mais esse gênero. Hoje, vemos que o gênero se fortaleceu na cidade, acho que, contribuímos para isso também e é a nossa maior satisfação nestes anos de trajetória do grupo”, conta Rakelly Calliari, vocalista do Samba Sim.

Samba sim - Vimos que o samba se fortaleceu mais na cidade
Canções autorais serão tocadas ao lado de clássicos do gênero durante a apresentação desta quinta (20) – Foto: Eduardo Calliari.

Canções que abordam a cultura da cidade e do samba, o amor e também o humor fazem parte do repertório, permeado por releituras do grupo para composições de mestres como Dorival Caymmi, João Nogueira e Ismael Silva. Canções autorais, também marcam presença na apresentação desta quinta. O grupo tem algumas gravações disponíveis no My Space.

Ao longo dos 13 anos de estrada, o Samba Sim marcou presença nos principais festivais paranaenses. Em 2007, o grupo foi vencedor do I Festival de Samba e Pagode do carnaval londrinense, o que lhe rendeu a oportunidade de dividir o palco com o consagrado Originais do Samba. Das festas universitárias para os palcos de teatros da região, dedicou-se à montagem de espetáculos sobre a obra de grandes artistas da música popular. Além de João Nogueira e Clara Nunes, a turma já produziu apresentações destacando Cartola, Dorival Caymmi, Noel Rosa, Djavan e Elis Regina. Em 2008, o grupo gravou um CD de demonstração, com três faixas próprias e quatro composições de Cartola, que está disponível pelo Soundcloud. Duas canções do grupo também estão registradas em coletâneas do Festival Sesi Música. O grupo atualmente planeja também iniciar gravações do primeiro registro autoral ‘completo’, algumas gravações já foram feitas há cerca de 3 anos, mas, devido a questões pessoais dos músicos, o processo ficou ‘pausado’ por algum tempo. “O set da gravação está fechado, e até vai ser interessante, depois destes anos, ouvir essas guias revela muita coisa. Acaba madurecendo a ideia também também… será legal gravar com mais recursos”, contou Rakelly à reportagem do Rubrosom.

O Samba Sim é formado por Rakelly Calliari (voz), Rafael Fuca (violão), André Gião (guitarra e cavaquinho), Filipe Barthem (contrabaixo), Duda de Souza e Marcelo Alemão (percussão).


Serviço:

Show com Samba Sim – Naquele Tempo
Data: 28 de outubro
Horário: 19h30
Local: Sesc Cadeião – Rua Sergipe 52 –
Entrada Gratuita

 

Grupo de Londrina homenageia João Nogueira e outros sambistas

Samba tradicional, samba de breque… Essas e outras referências povoam o som do conjunto Londrinense Cadência Sincopada, formado em 2015, com o objetivo de fazer especiais sobre sambistas, de várias vertentes. Unindo preferências pessoais dos integrantes, o primeiro homenageado do grupo é João Nogueira.

Grupo de Londrina homenageia João Nogueira e outros sambistas
O grupo ‘Cadência Sincopada’; Júlio Erthal, Joaquim André, Lucas FIuza e Silvia Borba – Foto: Divulgação

Segundo os próprios, o jeito malemolente do compositor foi a inspiração para o nome do grupo por causa de seu jeito cadenciado e seu modo de cantar no contratempo. A formação é feita por Silvia Borba no vocal e percussão, Joaquim André vocal e cavaquinho e Lucas Fiuza violão e bandolim, com participações eventuais de Júlio Erthal na flauta e sax.

Se estivesse vivo o compositor faria 75 anos no ano de 2016 e nada melhor que homenagear este grande sambista autor de tantos sucessos como “Poder da Criação”, “Batendo a Porta”, “Espelho” e tantos outros. Silvia conta um pouco sobre o início da parceria. “Eu já faço um trabalho com música em outro projeto, a gente ficou amigo e, o gosto musical é muito parecido, o meu e o dele. Tivemos um contato em uma participação no Regional Vila Brasil, e depois fizemos um trabalho com o ‘Angú de Caroço’, de onde o Lucas me chamou para fazer esse repertório do João Nogueira, é uma figura muito importante na cultura do samba, e ele é um ativista na defesa do samba… isso me interessou bastante”, conta a cantora.

O músico Lucas Fiuza comenta sobre a preferências pelo compositor. “Eu comecei a pesquisar e ouvir bastantes sambistas, e ele foi um que me chamou atenção. Eu conhecia as mais famosas –  ‘Poder da criação’  e outras… Ai comecei a ouvir mais a fundo, gostei muito dele. Vi que ele tinha composições não apenas de samba tradicional, que ele tinha samba de breque, partido alto, que ele também homenageava outros sambistas, o Wilson Batista. Noel Rosa, Geraldo Pereira…. Comecei a ver que era um sambista interessante para começar o projeto”, comenta Fiuza que no conjunto toca violão e mandolim. A estreia do grupo acontece na próxima semana, em um evento intitulado ‘3ª Feijoada do Sidão GP” no próximo sábado (8).

Um diferencial do Cadência é utilizar dois vocalistas, um masculino e um feminino que ora solam ora se interagem nos arranjos feitos pelo grupo. Os arranjos também trazem o sotaque dos chorões devido a vivência que o grupo tem em regionais do gênero. Segundo os músicos, o livro ‘João Nogueira – Discobiografia’ de Luiz Fernando Viana (Guia caprichado com várias canções e curiosidades do músico. Além de detalhes sobre os os 22 álbuns feitos pelo cantor e compositor) foi uma referência importante no processo de pesquisa do repertório. Segundo o grupo, o trabalho realizado oscila entre versões e entre releituras das canções do sambista. “A gente trabalha com as duas coisas, mas, pela instrumentação é violão, cavaquinho, pandeiro, flauta e sax… Pra algumas músicas acabávamos fazendo outra formação. É uma releitura, mas, em que tentamos também manter um pouco da essência. Como temos dois vocalistas, então, as vezes fazemos arranjos com os dois, um fazendo uma parte, o outro fazendo outra parte…”, comenta o músico Lucas Fiuza.

Além da ‘Feijoada do Sidão’, o grupo tem uma apresentação marcada para o dia 08 de dezembro no projeto “Música em Cadeia” realizada pelo Sesc Cadeião no dia 08 de dezembro, a partir das 19h30. Além da apresentação, haverá um bate-papo sobre a  vida e obra de João Nogueira.

Samba: Saravá Trio faz homenagem a Paulinho da Viola

Um dos compositores mais influentes da música brasileira, Paulinho da Viola, é o destaque nesta quarta-feira (23) durante show realizado pelo grupo londrinense Saravá Trio no Bar Valentino às 21h. A banda contará com a cantora convidada Rakelly Calliari, do grupo Samba Sim.

É a segunda vez que o conjunto (Fundado há pouco mais de um ano) homenageia o compositor. Em outubro de 2015 os músicos realizaram pela primeira vez o tributo ao compositor Paulo César Batista de Faria (Nome de registro) após um período extenso de ensaio e preparação. “Foram alguns meses para selecionar as músicas que entrariam e também preparar o show. A escolha foi difícil, o Paulinho tem muita música gravada, houve uma longa discussão sobre quais iriam entrar”, conta a cantora Rakelly Calliari que também participou do show de 2015. O Saravá Trio é formado por Israel Laurindo (violão sete cordas), Alessandro Franco (contrabaixo) e Fábio Farinha (bateria).

Da esquerda para a direita: Alessandro Franco (baixo), Israel Laurindo (violão), Rakelly Calliari (Vocal) e Fábio Farinha (bateria) - Foto: Divulgação.
Da esquerda para a direita: Alessandro Franco (baixo), Israel Laurindo (violão), Rakelly Calliari (Vocal) e Fábio Farinha (bateria) – Foto: Divulgação.

Do alto de seus 73 anos, Paulinho da Viola conseguiu garantir a presença da cultura propriamente marginal e também do que se passou a denominar “samba de raiz” em espaços importantes no meio artístico, e também, no mercado fonográfico brasileiro. A referência inspira diversos músicos de todo o país, e também de Londrina. O show desta quarta-feira terá uma seleção que inclui canções como “Foi um rio que passou em minha vida”, além de músicas que talvez soem como novidade ao público menos assíduo, como “Lua” e “Para um amor no Recife”. Quem pode presenciar o show de outubro, segundo os próprios músicos, poderá conferir agora também algumas novidades neste segundo tributo. “Tem agora algumas músicas mais conhecidas como ‘Coração Leviano’ (Que não estava no primeiro show do ano passado) e principalmente uma maturidade maior, quanto mais tempo trabalhando, mais naturalidade acontece na execução e fica mais agradável de fazer”, comenta Rakelly.

Herdeiro direto da tradição musical urbana própria das comunidades da periferia carioca, Paulinho da Viola traçou uma carreira singular, que inclui parcerias tão culturalmente diversas quanto Arrigo Barnabé, Cadeia e Hermínio Bello de Carvalho. A principal marca de seu trabalho é a habilidade de dialogar com as expressões do passado sem se prender a velhas formas. Segundo a cantora, rever a obra do compositor, para ouvintes mais assíduos, sempre revela novas faces do músico; “Este estudo que a gente tem feito tem trazido pra gente um novo significado do nome dele dentro da música brasileira e do samba. Dentro do que a gente vinha vendo e ouvindo aqui na nossa região, também em relação ao tratamento dado para a obra dele. As pessoas geralmente colocam ele junto de outro repertório e, esse mergulho na obra dele, mostra a multiplicidade que ele tem, assim como o diálogo que ele faz entre a tradição e a inovação”, reforça a cantora.

Tais características do compositor podem ser melhor compreendidas em materiais como o filme documentário “Meu tempo é hoje”, dirigido por Izabel Jaguaribe, e no livro “Velhas histórias, memórias futuras, escrito por Eduardo Granja Coutinho.


Serviço

Saravá Trio & Rakelly Calliari – Homenagem a Paulinho da Viola
23/03 – Quarta-feira
Bar Valentino – Rua Prefeito Faria Lima, 486
Couvert: R$7