Sarau com música e declamações ocorre nesta sexta em Londrina

Promovido pela editora da cidade, Madrepérola, o evento será um sarau com palco aberto para declamações e apresentações artísticas.  O tema central do Sarau será falar sobre a produção literária, haverá o bate-papo literário com o tema “O artista londrinense”.

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“O objetivo do Sarau Madrepérola é fortalecer ainda mais o interesse pela leitura em nossa cidade. Encontramos em cada canto de Londrina possíveis autores com talento para escrita que não são lidos. O sarau seria o convite a todo aquele que possui seus textos guardados, ou para quem já tem seu livro publicado se manifestar, chegar lá de pulmões cheios e soltar a sua voz, sua poesia e o que tiver para ser dito. Esperamos que o público conheça e saiba cada vez mais quem são esses poetas, cronistas, contistas e romancistas com talento de sobra para contribuir com a formação da literatura brasileira atual”, aponta Rafael Silvaro, editor da Madrepérola.

Conforme a música toca, local escolhido foi o lindíssimo Nosso Sebo, localizado na rua Paraíba, 205 (próximo ao Sesc Londrina). Com espaço ao ar livre, o Nosso Sebo traz a atmosfera nostálgica necessária para se apreciar um livro, quadrinhos e revistas com calma e bons ares. O sebo que ainda possui vinis e raridades no melhor estilo possível.

Encabeçarão o bate-papo os autores convidados Cinthia Torres, Jean Carlo Barusso, Fernando Fiorin, autores de Londrina e região.

O evento também contará com a apresentação da banda Dália Negra, formada por artistas da cidade de Londrina que apresenta letras embasadas em clássicos da literatura e faz referência a compositores nacionais.


Informações
Data: 09 de fevereiro de 2018
Local: Nosso Sebo (R. Paraíba, 205, centro)
Horário: 19h
Entrada Franca

Música – Bandas de Londrina e SP tocam hoje no Heretic Manifesto

Neste sábado (14) ocorre em Londrina a segunda edição do Heretic Manifesto. As bandas Hereticae, Terrorsphere, Acid Brigade e Inverted Cross Cult serão as atrações do festival, que ocorrerá a partir das 20h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103).

Na ativa desde 2014 o Hereticae já tocou em eventos de música pesada em Londrina e região - Foto: Lucas Klepa
Na ativa desde 2014 o Hereticae já tocou em eventos de música pesada em Londrina e região – Foto: Lucas Klepa

O evento, que tem como principal intuito a união de bandas autorais de metal extremo de Londrina e do Brasil afora, contará também com a discotecagem de Guilherme Corazza Pires, e seu projeto Sinfonias da Destruição. Participaram da última edição do Manifesto as bandas Guro (Grindcore/Londrina) e Talrak (Melodic Death Metal/Sorocaba-SP).

O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade - Foto: Amanda Corazza
O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade – Foto: Amanda Corazza

Os ingressos antecipados são R$10,00 e estão a venda no Bar.Bearia (Rua Quintino Bocaiúva, 875) e na Spotter Estilo Rock (Royal Plaza Shopping, piso 1). Na portaria, a entrada será R$15,00.

Sobre as bandas:

Terrorsphere – Em atividade desde Fevereiro de 2014, o Terrorsphere retrata com seu Death Metal o cotidiano que acerca o mundo contemporâneo; como guerras, controle mental e comportamental. Formado pelos irmãos Werner (vocais/guitarra) e Udo Lauer (guitarra), Francisco Neves (guitarra/backing vocals) e Victor Oliveira, a banda tem marcado presença nos mais importantes eventos de metal extremo da região, tocando ao lado de nomes como Claustrofobia, Warrel Dane e Nervochaos!

O quarteto apresenta no dia 14 as músicas de seu recém-lançado álbum, Blood Path - Foto: Divulgação
O quarteto apresenta no dia 14 as músicas de seu recém-lançado álbum, Blood Path – Foto: Divulgação

SERVIÇO
14/10/2017 || À Partir das 20h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis – R. João Pessoa, 103 – Centro
Ingressos antecipados: R$10,00 || Na portaria: R$15,00

|| PONTOS DE VENDA ||
• Barbearia Londrina (Rua Quintino Bocaiúva, 875)
• Spotter Estilo Rock (Royal Plaza Shopping, Centro)
• Estúdio Caverna (Rua Pará, 2113)

Música – Lucian Satan e Os Sucuris tocam hoje em Londrina

O músico Lucian Satan, de Curitiba, e o trio londrinense de rock ‘Os Sucuris’ tocam neste sábado no UP Bar em Londrina. O som começa a partir das 22h. Fanático por blues “desde que se entende por gente”, o músico Lucian começou a tocar ainda adolescente em bandas de rock de garagem sessentista da cena curitibana. Já passou por grupos como Escambau, Rock Steady City Firm, Cavernoso Vignon e atualmente também toca no Lucian e Seus Panteras. Nos últimos tempos, porém, tem se destacado no circuito de bares de Curitiba como frontman de sessões de blues, com seu vozeirão e sua técnica rústica de blues rural e elétrico, tocada de maneira alucinante. Lucian Araujo agora prefere ser chamado de Lucian Satan.

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Já Os Sucuris estão na ativa desde o final do ano passado, e já trazem no currículo uma meia dúzia de ‘gigs anfetaminadas’ e um disco fresquinho já gravado, e que está quase pronto. O som d´Os Sucuris é uma mistura descarada de rock and roll de garagem sessentista e proto punk. Confira uma entrevista feita com a banda no começo de 2017.

Bandas dos anos 60, e nomes da era pré-punk estão entre as referências do trio 'Os Sucuris' - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Bandas dos anos 60, e nomes da era pré-punk estão entre as referências do trio ‘Os Sucuris’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Quase como um ‘super grupo’ o trio surgiu com a união de alguns músicos conhecidos da cidade, já notáveis por outros projetos nos quais tocam; Na guitarra e vocal, Rodrigo Amadeu (Cherry Bomb, Substitutes), Felipe Teixeira (DroogiesHard Money) no baixo e Pedro Potumati (Dizzaster, Mhorula) na bateria. “Eu e o Felipe começamos esse projeto, que tinha a ideia de fazer um som mais garageiro mesmo. Algo mais voltado para os anos 60, há uns 15 anos já eu curto esse tipo de som, e, sempre quis fazer algo assim…  Um dia, postando no facebook mesmo algumas coisas dos anos 60, o Pedro viu, começamos a conversar sobre isso e marcamos um ensaio, no primeiro ensaio já foi legal”, contou Rodrigo em entrevista.


SERVIÇO
Os Sucuris e Lucian Satan no Up Bar
Sábado (19) ás 22h
Entrada R$ 10

Música – Vulgar Gods lança nova faixa em vídeo ao vivo

O quinteto londrinense Vulgar Gods lançou nesta sexta (17) o vídeo de sua nova faixa música ‘Crocodiles’ através do site 505 Indie. A faixa foi gravada no estúdio Toque Grave em Londrina, com produção de Marco Aurélio e vídeo filmado por Fernando Cacciolari. É o primeiro material novo da banda lançado desde o primeiro disco completo (Queen of Sound, de 2015). O Rubrosom aliás esteve presente durante a sessão de filmagem da faixa.

A banda durante a sessão de gravação de 'Crocodiles' no Toque Grave em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
3/5 da  banda durante a sessão de gravação de ‘Crocodiles’ no Toque Grave em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A faixa que alterna momentos mais cadenciados com trechos mais calmos pode ser vista como uma extensão do trabalho que a banda já mostrava no disco ‘Queen of Sound’; Um rock enérgico, com boas letras cantadas em inglês e referências que vão desde o rock norte-americano dos anos 90 até algumas bandas e gêneros mais recentes. A faixa marca também a primeira vez que a baixista Mariana Franco Estigarribia, que entrou na banda em 2016, aparece em um registro de estúdio do quinteto.

Guilherme Hoewell e a baxista Mariana Franco durante sessão de gravação de Crocodiles - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Guilherme Hoewell e a baxista Mariana Franco durante sessão de gravação de Crocodiles – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Com pouco mais de cinco anos de existência, um EP e um álbum completo na bagagem, além de diversos shows no circuito independente da região (Dentro e fora da cidade inclusive) o quinteto Londrinense ‘Vulgar Gods’ traz já em sua trajetória uma serie de superação de desafios. Seja em relação à trocas de integrantes (Que diversas bandas enfrentam) ou com as dificuldades de sobreviver como artista autoral em uma época na qual o público busca mais ‘reconhecer’ impressões do que conhecer novos trabalhos. Atualmente, o grupo segue fazendo shows de divulgação, e ainda, compondo novas faixas para um próximo disco.

Entrevista – De Londrina, banda Telecopters fala sobre o primeiro EP

O quarteto londrinense de rock alternativo Telecopters lançou no último dia 18 de fevereiro, seu primeiro EP de faixas inéditas. A banda, composta por Glauber Pessusqui (vocal e guitarra), Edmarlon Semprebon (Guitarra), José Vinicius Frossard (baixo e backing vocals) e Leandro Brun (bateria), iniciou sua trajetória com covers de bandas de indie rock dos anos 2000, e, passado algum tempo da trajetória passaram também a investir nas faixas próprias. Segundo divulgado, o EP nasceu como forma de deixar um registro dessa fase inicial de composições do quarteto.

O quarteto Telecopters: José Vinicius Frossard (Baixo e voz), Edmarlon Semprebon (Guitarra), Glauber Pessuqui (Vocal e guitarra) e Leandro Brun (Bateria) - Foto: Divulgação
O quarteto Telecopters: José Vinicius Frossard (Baixo e voz), Edmarlon Semprebon (Guitarra), Glauber Pessuqui (Vocal e guitarra) e Leandro Brun (Bateria) – Foto: Divulgação

O processo de criação do trabalho, que leva o mesmo nome da banda, se iniciou com a exploração de riffs e timbres até chegar nos ensaios com todos os integrantes para complementar e aprimorar as melodias. As letras buscam contar histórias, em um misto de ficção e realidade. Esta primeira experiência da banda em estúdio, gravando profissionalmente. A forma despretensiosa de tocar é uma característica da Telecopters, que se reflete nas composições e nos dez minutos do EP. As influências, que são muito variadas e vão do post-punk ao indie rock, traduzem um pouco da atmosfera que envolve o primeiro trabalho autoral da banda. Referências como Velvet Underground, Yo la Tengo, Interpol, Smashing Pumpkins, The National, Editors, Spoon, Tokyo Police Club, The XX, Ryan Adams e o trabalho solo de Thurston Moore, da banda Sonic Youth, estão entre as influências para a composição do EP. O trabalho pode ser ouvido no Google Play, Spotify, Deezer e Soundcloud.

Produzido pela própria banda, o EP foi captado, mixado e masterizado no Estúdio Toque Grave em Londrina. O trabalho foi disponibilizado em plataformas como Spotify, Google Play, Deezer, Soundcloud e Youtube. A seguir, confira uma entrevista com a banda, na qual, os músicos falam sobre a expectativa com o material e o atual espaço para o estilo de som que fazem, cantando em inglês, na região:

Rubrosom – Em quanto tempo foram feitas as faixas do EP? São todas da mesma época ou teve um ‘tempo’ ai de maturação entre uma e outra?
Telecopters: Em 2015 começamos com o projeto de compor músicas autorais após as primeiras apresentações em bares, festas e casas de show. As músicas foram compostas e levadas quase prontas até os demais da banda, com todos os instrumentos e letra. Neste momento, todos sugerem melhorias, seja na letra, nos riffs, solos, que são discutidas e implementadas, sempre buscando um ambiente de construção coletiva e democrática. As três músicas foram apresentadas na mesma época (primeiro semestre de 2015), porém houve uma descontinuidade. Voltamos a trabalhar nelas em 2016, até que resolvemos entrar no estúdio e gravá-las. O resultado superou nossas expectativas e estamos muito contentes!

Quanto tempo tem já a banda? Desde o início já começaram a pensar no trabalho autoral ou foi algo que pintou ‘posteriormente’ no trabalho de vocês??
A banda iniciou  em 2014 com Edmarlon (guitarra), Leandro (bateria) e João Paulo (baixo), que já tinham tocado juntos em uma outra banda. A ideia inicial era apenas ensaiar, tocando músicas que gostávamos de ouvir. Surgiu a ideia então de chamar um vocalista que também tocasse guitarra. O Glauber entrou na banda e a identificação foi imediata. Após algum tempo, por motivos pessoais, João Paulo se afastou. Já conhecíamos o José Vinicius de amigos em comum, que aceitou o convite com a responsabilidade de aprender todo o repertório e fazer shows num curto espaço de tempo.

A vontade de produzir algo autoral veio assim que começamos a fazer os primeiros shows. Tocar música autoral é uma forma de chegar mais longe, contribuir com a produção cultural, estando disponível para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo através da internet. O caminho do autoral, ao nosso ver, é mais interessante – poder tocar algo que foi feito por você e ter o reconhecimento é algo impagável. Ser reconhecido pelo o que se faz, e não pelo o que os outros fazem: é isso que buscamos! Queremos tocar em festivais, conhecer outras bandas e com isso contribuir com a cena autoral londrinense, que está cada vez melhor. Até pouco tempo atrás, só se tocava em alguns lugares se fosse banda cover. Isso tem mudado de forma rápida com o surgimento de bares novos na cidade que abrem suas portas para bandas de trabalho autoral. Ultimamente temos preferido frequentar este tipo de ambiente onde podemos conhecer músicas novas sempre.

De Londrina, banda Telecopters fala sobre o primeiro EP

Eu vi algo sobre as influências musicais de vocês, mas, e sobre as letras? São baseadas mais em impressões pessoais da banda ou buscam falar de temas variados que achem mais pertinentes? Alguém da literatura (Por exemplo) influenciou vocês?
As letras nada mais são do que aquilo que faz sentido para nós. Acreditamos que sejam mais impressões pessoais. Não há um escritor ou romance literal que tenha inspirado nas letras. “A letra de End Of The Line fala de uma série de frustrações que estamos sujeitos a enfrentar. Coisas que só acreditamos que são possíveis de acontecer quando acontecem com você, mas não deixa de ser uma reflexão. O título foi uma homenagem a uma música do The Cure que escutava na época, The end of the world”, comenta José Vinícius.

A Hey You e Face The Truth, compostas por Edmarlon, buscam uma inspiração experiencial. “Quero que quem escute as músicas tenha a sensação de estar viajando para um lugar que ainda não visitou. A música é o motorista, o ouvinte o passageiro, que deve estar aberto às experiências e sensações”, comenta Edmarlon. “Não me interesso por temas românticos, o mais importante é a contemplação do roteiro, que não precisa necessariamente ter um começo, meio ou fim. As letras são obscuras e melancólicas, características da minha personalidade. Quero com isso que as pessoas sintam a mesma vibração que sinto. Acredito que a maior inspiração seja Sonic Youth”, complementa o guitarrista.

Comparado há uns 4 anos atrás (Quando bandas como Arctic Monkeys, ‘Franz’ e outras fizeram grandes turnês) muita gente considera hoje que o tal do ‘novo indie rock’ não está numa fase mais tão popular… Vocês vêem um pouco isso na cena (Aqui e no Brasil em geral?) acham que esse tipo de coisa influencia no trabalho de bandas novas nesse ‘segmento’ ??
A popularidade muitas vezes é um limitador no trabalho artístico. Quando se cria essa dependência, é comum que as bandas tentem seguir um caminho mais seguro para manter seu público. Nós não temos essa preocupação de seguir um estilo popular. Gostamos de muita coisa que é considerada indie, mas não buscamos inspiração em determinados estilos, visto que a música é uma linguagem universal. Escutamos de Som Nosso De Cada Dia à Pharoah Sanders. A forma que estes artistas nos influenciam não está visível em nossa sonoridade, mas nos inspiram na forma de pensar e sentir. Sobre a cena local e nacional, independente do estilo, estamos vendo surgir e se consolidar uma diversidade muito grande de bandas com som de qualidade, como Boogarins, Red Mess, Vulgar Gods, Carne Doce, Single Parents, Soundscapes…

E além da divulgação do EP ‘Telecopters’ já pensam nos próximos passos? Shows fora, arriscar novas gravações e um álbum completo??
Como nesse início de divulgação a receptividade foi muito boa, a intenção é sim realizar shows e participar de festivais em Londrina e fora. Para isso, estamos sempre em contato com veículos de imprensa, casas de show, bares e bandas que admiramos, além de estarmos atentos às inscrições de festivais. Como temos um repertório curto de músicas próprias, queremos adaptar e estender nosso repertório de versões para que ele dialogue com a identidade do EP, sempre tentando colocar um toque autoral.

Atualmente, estamos trabalhando em novas composições, mas sem pressa. Queremos absorver o máximo de conhecimento dessa primeira experiência para aplicar nos próximos trabalhos. Como temos estilos de vida muito ativos, a idéia de um novo EP parece mais provável, porque assim conseguiríamos produzir em um tempo menor. Por outro lado, gravar um álbum sem dúvida é um objetivo a ser alcançado…


EP Telecopters

Ouça:
Spotify: https://goo.gl/DH1dTO
Google Play:https://goo.gl/PiYrWS
Deezer:https://goo.gl/S8pTEJ
SoundCloud: https://goo.gl/LK7oRz

Entrevista – Banda Os Sucuris faz o 1º show nesta sexta

Um rock enérgico, altamente influenciado por bandas de garagem dos anos 60 e 70, passando pelo blues e embalado por letras em inglês, algumas que até versam sobre figuras da cena Londrinense. Esse é mais ou menos o resumo do som da banda de rock Os Sucuris que nesta sexta faz sua estreia Cortiço Bar (Avenida Bandeirantes, 145), dentro do projeto Cortiço Sessions.

Banda Os Sucuris faz o 1º show nesta sexta
Bandas dos anos 60, e nomes da era pré-punk estão entre as referências do trio ‘Os Sucuris’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Quase como um ‘super grupo’ o trio surgiu com a união de alguns músicos conhecidos da cidade, já notáveis por outros projetos nos quais tocam; Na guitarra e vocal, Rodrigo Amadeu (Cherry Bomb, Substitutes), Felipe Teixeira (Droogies, Hard Money) no baixo e Pedro Potumati (Dizzaster, Mhorula) na bateria. “Eu e o Felipe começamos esse projeto, que tinha a ideia de fazer um som mais garageiro mesmo. Algo mais voltado para os anos 60, há uns 15 anos já eu curto esse tipo de som, e, sempre quis fazer algo assim…  Um dia, postando no facebook mesmo algumas coisas dos anos 60, o Pedro viu, começamos a conversar sobre isso e marcamos um ensaio, no primeiro ensaio já foi legal”, contou Rodrigo.

Ensaiando já há cerca de dois meses, o show do Cortiço será a estreia oficial da banda. Alheio à certas tendências do momento, o trio tem a ideia de manter uma sonoridade mais calcada em instrumentação básica. Ecos de nomes como Kinks, Sonics  suas composições, que tratam de conflitos históricos, narrativas marginais “Cada um já tem uma banda onde toca coisas diferentes, o que agrega, mas acabamos incorporando isso tudo no ‘Sucuris’ que tem já uma proposta de estilo mais focada”, contou Pedro em entrevista ao Rubrosom. “A banda fala de personagens e temas marginais, coisas que acontecem na cidade que as pessoas não prestam atenção, ou ainda, não fazem questão de prestar atenção…”, contou o baixista Felipe Teixeira.

O baterista Pedro Potumati e o guitarrista Rodrigo Amadeu durante ensaio d'Os Sucuris - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O baterista Pedro Potumati e o guitarrista Rodrigo Amadeu durante ensaio d’Os Sucuris – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Início positivo, shows aparecendo e, por consequência, um registro de algumas faixas da banda deve acontecer também em algum momento da trajetória da banda. “É uma meta sim, registrar faixas, temos já material para um EP, nada que não dê pra ser feito em pouco tempo de estúdio, queremos fazer algo direto pra ficar bem orgânico, a ideia é ser ‘de volta ao básico’ mesmo. Pontua Rodrigo. “Embora até você tenha perguntado se é uma banda ‘paralela’, acho que hoje ‘Sucuris’ é o projeto que esteja mais ativo no momento, dentre todas nossas bandas. Como a gente ta começando, estamos afim de mostrar o som ao vivo e, se possível, gravar essas músicas… Toda a banda que está nessa etapa, acaba virando a principal” pontua Felipe.


SERVIÇO
‘Os Sucuris’ ao vivo no Cortiço Sessions
Quando:
Sexta-feira (06/01) – A partir das 22h
Onde: Cortiço Bar (Avenida Bandeirantes, 145)
Entrada: R$ 7

Terça Tilt – Há 13 anos evento reúne fãs de música no Valentino

Aqueles hits de sempre aliados à ilustres faixas desconhecidas, longas filas e eventuais surpresas que fazem uma noite toda valer a pena. Neste mês, a Terça Tilt, uma das festas mais conhecidas e notórias realizadas em Londrina, está completando 13 anos de existência. O projeto que inicialmente começou como uma reunião entre amigos jornalistas – Que tinham a ideia de tocar rock alternativo, indie e outros estilos populares no início dos anos 2000 – acabou resistindo ao tempo e se tornando um dos eventos mais celebrados e duradouros da cidade. Realizado sempre no meio de semana, em um dia totalmente improvável para que o grande público compareça e fique até tarde, o evento acabou contrariando diversas expectativas e resistindo! Mesmo após mudanças (Veja a seguir) acabou perdurando como um dos eventos mais emblemáticos da cidade.

Raridade! Fotos de uma Terça Tilt de Dezembro de 2004, uma das primeiras nas quais Vanessa 'Gummo' Virginia discotecou, ainda no antigo endereço do Bar Valentino - Foto: Acervo Vanessa Virgínia
Raridade! Fotos de uma Terça Tilt de Dezembro de 2004, uma das primeiras nas quais Vanessa ‘Gummo’ Virginia discotecou, ainda no antigo endereço do Bar Valentino – Foto: Acervo Vanessa Virgínia

Segundo o fundador da festa, Nelson Sato, a ideia do evento ocorreu após uma bem sucedida festa realizada ainda no ano de 2003, na Usina Cultural em Londrina, com discotecagem alternativa. “A festa surgiu em Dezembro daquele ano, a partir de um evento, feito apenas com jornalistas na Usina, na época compareceram muitas pessoas que trabalhavam na Folha de Londrina, no antigo JL, na RPC e etc… Na época tocaram pessoas como a Janaína Ávila, o Fábio Galão, e quem foi acabou gostando muito. Depois disso, tive a ideia de fazer um evento parecido, em algum espaço da cidade, chamando o Galão para ser o DJ residente, tocando o tipo de som que a gente curtia, nessa praia mais de rock, indie, alternativo – Era um som que estava bastante em alta na época, com nomes como Killers, Strokes – e não tinha lugar em Londrina onde isso tocava. Eu na época ia bastante ao Valentino e sugeri ao pessoal a ideia… O único dia possível seria nas terças! De início, eu achei que ia ser complicado, mas, como não tinha outro dia fizemos, e acabou comparecendo um público bem legal, gente que gostava desse estilo de som.Divulgamos os cartazes em várias lojas e espaços da cidade e seguimos…Só tempos depois, quando fizemos a Tilt de um ano, em 2004, notamos como o negócio tinha sido fenômeno de público mesmo. Além do bar lotado, ficou gente pra fora”, relembra Sato, que até hoje sempre inicia as discotecagens no primeiro horário. Neste dia, além da tradicional discotecagem, houve também show com a banda Mudcracks.

Na foto de cima, Gi Bedendo (Uma das djs populares dos primórdios da tilt) em uma tilt de 2004 e ao lado uma foto cle uma das tilts realizadas no mesmo ano - Foto: Acervo Vanessa Virginia.
Na foto de cima, Gi Bedendo (Uma das djs populares dos primórdios da tilt) em uma tilt de 2004 e ao lado uma foto tirada no mesmo ano (Vanessa Virginia é a de cinza) – Foto: Acervo Vanessa Virginia.

Com o tempo, a festa acabou ganhando alguns detalhes que se tornariam marca com o passar do tempo, como a rotatividade de djs, sempre com pessoas novatas comandando o som do bar. Dessa fase inicial, (e que também acabou tocando na festa durante muitos anos) Vanessa ‘Gummo’ Virgínia relembra algumas histórias da época “Encontrei por acaso o Sato na rua, eu havia voltado para a cidade há poucos meses, e foi quando ele falou da festa. Fui com algumas amigas e de cara adorei o clima intimista de terça, no velho Valentino. Fumaça, cerveja gelada, muita conversa e ao fundo uma gama de musicas interessantes tocando. No meio da noite, veio o primeiro convite: O Sato dizendo que queria muito ter uma noite só com meninas discotecando. Deu medo, claro. Mas eu já havia trabalhado uma loja de discos, então, dar play em sons que o povo gostava, para mim, era razoavelmente fácil. Em 13 dezembro 2004 fiz a primeira discotecagem na noite. A tal menina não apareceu, e tive que me virar umas duas horas e meia, até que ela desse o ar da graça. O ambiente ali, atras do balcão, com os garçons passando a toda hora de um lado para outro, pedindo licença ou não; o publico gritando que o som tava baixo, ou muito bom, ou até me confundindo com alguma atendente e pedindo cerveja; os papeis surgindo do nada com nome de musica ou nome de banda para rolar; Era o mais comum que tínhamos nas primeiras festas Tilt”, relembra Vanessa. Ela, aliás, cedeu algumas fotos do acervo pessoal para a matéria.

Fotos de duas terça-tilts no ano de 2006, já no novo endereço do Bar Valentino - Foto: Acervo Vanessa Virginia
Fotos de duas terça-tilts no ano de 2006, já no novo endereço do Bar Valentino – Foto: Acervo Vanessa Virginia

Segundo Vanessa, nessa época, a música era ainda o grande atrativo da festa. O público que, inicialmente, comparecia era muito ligado ao estilo de som que tocava, talvez, pela raridade de espaços dedicados ao gênero até então. “A festa celebrava essencialmente os bons sons. Estávamos num mundo onde Strokes, Killers, White Stripes ainda era bandas novas. A internet não era tão rápida para termos todos os discos dos anos 90’s baixados. E o que tínhamos era ouvido exaustivamente, tornando-se clássicos, só por esta razão. E continuou assim. Quase dez anos depois, eu ainda me sentia bem tocando na festa…” contou Virginia à nossa reportagem.

Mudanças –  O evento seguiu em alta durante a era do ‘antigo endereço’ do Bar, até que, em 2005, o espaço foi transferido para a Avenida Faria Lima. A mudança, segundo Sato, impactou também no público que frequentava o local. “Ali mudou muito, ampliou demais o público. Com o tempo, essa plateia (Da Tilt) foi mudando, notamos que não era mais gente só que ia pra ouvir o indie rock, aos poucos, fomos mudando o estilo. No início não tinha espaço pra nenhum pancadão, funk e outros estilos, era radical o negócio, e ai, com a mudança de perfil das pessoas, quem comparecia passou a exigir outro tipo de música….” contou Sato que, com o passar dos anos viu a Tilt abraçando novas vertentes musicais como o eletro, o pop e até eventuais funks brasileiros.

Imagens de Terças Tilt realizadas entre 2006/2008 já no novo endereço do bar (Detalhe para o CDj ainda sem a 'bancada' de apoio) - Foto: Acervo Vanessa Virginia
Imagens de Terças Tilt realizadas entre 2006/2008 já no novo endereço do bar (Detalhe para o CDj ainda sem a ‘bancada’ de apoio) – Foto: Acervo Vanessa Virginia

A solução, veio exatamente com a rotatividade dos Djs. Depois do indie rock, a saída foi buscar novas pessoas para tocar e nomes que fossem mais ligados á novas músicas que o público gostava de ouvir. “Como a festa é predominantemente universitária, foca no pessoal de 18 a 30 anos, elas tem um período na vida em que saem mais para os bares. Hoje o estilo mudou muito, esse som rock do início dos anos 2000 não é mais hegemônico, não é mais a música que todo mundo curte, logo, a festa mudou bastante, o repertório ficou bem eclético…” contou Nelson.

Uma imagem mais recente da Terça Tilt (de 2010) já com o Bar Valentino após a reforma - Foto: Acervo Londripost
Uma imagem mais recente da Terça Tilt (de 2010) já com o Bar Valentino após a reforma – Foto: Acervo Londripost

Longevidade – Em meio a um contexto (E cidade) onde bares e projetos musicais não costumam ter uma longevidade, para Sato, o fato da Tilt ter durado já por tantos anos tem a ver muito com a adaptação da proposta a novos públicos “Sempre buscamos também colocar pessoas novas para tocar, o próprio pessoal que frequenta a festa sempre pede pra tocar e isso vai movimentando o espaço. Muita gente começou a tocar na Tilt e, isso acabou formando Djs para outros espaços, gente que hoje em dia trabalha com isso tocando em outras casas noturnas”, contou Sato. Segundo ele, dar continuidade à proposta da Tilt é a principal meta para o futuro. “Em cinco anos, gente que estava nascendo quando fizemos a primeira festa em 2003 vai estar completando 18 anos, e indo ao bar, é muito louco isso”, brinca Sato.

Música – Sesi ficou pequeno para os grandes shows do 4º Palco Alma

Clima de chuva, que acabou não se confirmando, shows intimistas e performances bem enérgicas; Assim foi o saldo da 4ª e última edição do Palco Alma realizada no último sábado. Em pleno dia 10 de dezembro, aniversário da cidade, no auditório do Sesi/Aml, na Praça 1º de Maio, em Londrina. O evento estava previsto para ocorrer na Concha Acústica, mas, devido a previsão do (mau) tempo, com expectativa de chuva, acabou sendo transferido para o espaço do Sesi, parceiro da Alma Londrina Rádio Web na realização do evento, através do projeto Sesi Música que trouxe Mundo Livre S/A para o line composto também pelas londrinenses Gold Soundz, Vulgar Gods e pela paulista Inky. O evento conta com o apoio do Programa Municipal de Incentivo á Cultura (PROMIC).

Evento iniciou por volta das 16h do último sábado (10) - Foto: Bruno Leonel
Evento iniciou por volta das 16h do último sábado (10) – Foto: Bruno Leonel

Em matéria de organização e espaço, o evento foi impecável. O ambiente intimista e com boa acústica do auditório do Sesi contribuíram para a qualidade dos bons shows. O único ponto falho talvez foi a (baixa) capacidade do local (Com espaço para pouco mais de 120 pessoas) o que, infelizmente, fez com que muitos presentes ficassem de fora para o show do Mundo Livre S/A – Única apresentação da noite para a qual era necessário reservar ingressos com antecedência, sendo liberados já a partir das 17h. Em cerca de 20 minutos, todos os ingressos disponíveis já haviam sido entregues. Houve ainda uma lista de espera para o caso de sobrar espaço no local durante o show – Alguns (poucos) sortudos ainda conseguiram entrar.

Espaço do sesi valorizou shows e qualidade sonora apesar do pouco espaço - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Espaço do sesi valorizou shows e qualidade sonora apesar do pouco espaço – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Os trabalhos iniciaram por volta das 16h com o som do residente Dj Diq, já figura fixa de outras edições do Palco Alma com seu set cheio de groove colagens sonoras que passam pela black music, funk clássicos e muitos outros gêneros. Por volta das 17h40, o trio de rock Gold Soundz iniciou a sequência de shows do dia. Com uma formação inusitada – Duas guitarras, baixo e uma bateria eletrônica pré-programada – o trio fez um show envolvente com seu rock instrumental calcado em efeitos, texturas e mudanças de dinâmicas. A apresentação curta (Menos de meia hora) e intensa quase passou batida por grande parte do público que ainda aguardava para o lado de fora do Sesi, infelizmente. Foi a terceira apresentação da banda formada em 2013 e que tem como integrantes JM, Luiz Crozera e Thiago Terror (Que também é integrante da Alma Londrina). Com um som cheio de camadas e écos de post-rock o trio abriu com originalidade os shows do evento.

Gold Soundz em ação no 4º Palco Alma - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Gold Soundz em ação no 4º Palco Alma – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Se apresentando novamente como um quarteto (Como eram mesmo há alguns anos) o segundo show da noite ficou por conta do Vulgar Gods de Londrina. O grupo tocou com a formação desfalcada – O baterista Gabriel e o guitarrista/vocal Guilherme Hoewell atualmente estão em turnê com o Valeries nos Estados Unidos. Mesmo sem dois integrantes o grupo fez uma (típica) apresentação enérgica, com direito a vocalista Suyanne assumindo também a segunda guitarra em algumas faixas, e também, o baterista Vitor Delalio (Mescalha/Base 2) segurando as baquetas e backing vocals do grupo. Números mais pesados do primeiro disco do ‘Vulgar’ como Money Stalkers e Nowhere ditaram o tom curto e grosso (No bom sentido) da apresentação no Sesi.

A vocalista Suy Correia Bernardi assumindo também as 6 cordas durante show do Vulgar Gods - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
A vocalista Suy Correia Bernardi  assumindo também as 6 cordas durante show do Vulgar Gods, ao lado a baixista Mariana Franco  – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Conforme a programação avançava, a presença do público também aumentou no local. No fim do show do Vulgar Gods, a casa estava com quase 90% da capacidade. A iluminação especial e o clima intimista só prepararam o terreno para a avalanche sonora que, alguns, imaginaram que veriam em seguida, e viram! Com um som pesado, e carregado de camadas eletrônicas, o quarteto Inky de São Paulo fez uma das apresentações mais intensas da noite. Com uma cozinha competente, o grupo tem a frente a vocalista/tecladista Luiza Pereira. Oscilando momentos de calmaria e vocais mais extremos a cantora – Amparada também por um sintetizador moog, que contribuiu para o clima sofisticado do som – chamou a atenção pela performance intensa. Boas letras cantadas em inglês e ecos de nomes como Bjork e até Garbage. O criativo guitarrista Stephan Feitsma é outro dos destaques do quarteto, usando diversos efeitos e sons ‘espaciais’ completa o mosaico sonoro do grupo sem soar nada óbvio – E sim, um dos guitarristas brasileiros da atualidade pra ficar de olho. O repertório foi baseado nos dois trabalhos do grupo Primal Swag (2014) e Animania (2016), tocaram até a faixa Devil’s Mark, feita em parceria com o pessoal do Bixiga 70.

Inky de SP fez uma apresentação climática e densa durante o 4º Palco Alma - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Inky de SP fez uma apresentação climática e densa durante o 4º Palco Alma – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Nocaute sonoro com o show do Inky que quase encerrou os trabalhos da noite. Quase… Porque ainda havia o show do Mundo Livre S/A para concluir a noite de boa música na cidade. Após o término do show do Inky, a plateia se retirou do espaço por cerca de 40 minutos enquanto o quarteto nordestino preparava o palco. Pouco mais de 120 sortudos lotaram o auditório do Sesi e (não) ficaram parados ao som de cada acorde e música tocada por Fred 04 e sua trupe de peso. Uma pena que um show tão importante, infelizmente, não pudesse ter sido visto por mais pessoas.

Casa lotada para o show do Mundo Livre S/A em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Casa lotada para o show do Mundo Livre S/A em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O repertório passou por diversos clássicos da extensa trajetória do grupo. Tocaram até faixas do disco mais recente do grupo ‘Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa’ (2011). Clássicos do quinteto como ‘Musa da Ilha Grande‘ e ‘Meu Esquema’ foram cantadas em coro pela platéia bastante entusiasmada com o show. Algo semelhante ocorreu no show do Metá Metá em Londrina, em 2015, no mesmo local, quando novamente apenas um grupo seleto de pessoas pode presenciar um dos grandes shows do ano na cidade.

Show do Mundo Livre S/A em Londrina iniciou pouco após as 21h - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Show do Mundo Livre S/A em Londrina iniciou pouco após as 21h – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Ao longo de quatro edições – Confira mais AQUI – o Palco Alma, apesar de recente, já se estabelece a cada nova edição como um importante evento para a programação cultural da cidade, possibilitando a preços acessíveis, a vinda de nomes ecléticos, de relativo destaque nacional e também, com  uma programação cultural que foge do óbvio. Apesar das dificuldades – Shows como o do Mundo Livre por exemplo que certamente funcionariam melhor em espaços maiores – a 4ª edição do Palco foi notável pela qualidade das bandas que preencheram (E até inundaram) o espaço do Sesi. Seja prestigiando a música brasileira, o rock e até a música alternativa, pouco a pouco, o festival se estabelece como referência na região junto à outros eventos notórios da cidade dedicados á música autoral – Demosul, Festival Alternativo Para quem foi fica a lembrança dos bons shows e das surpresas do ‘lineup’ e para quem não foi… Resta aguardar os próximos.

Palco Alma – Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre fazem show gratuito

O 4º e último evento do ano no projeto Palco AlmA Londrina promete fazer ressoar o que há de melhor na cena do indie rock brasileiro, em uma sequência de shows gratuitos na Concha Acústica, no próximo dia 10 de dezembro no período da tarde. A festa ainda encerra com a apresentação da banda Mundo Livre S/A, trazida em parceria com o SESI Cultura.

Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre S/A tocam em Londrina
Banda Mundo Livre S/A se apresenta em Londrina no dia do aniversário da cidade – Foto: Divulgação

Antecedendo os pernambucanos que fizeram história com o movimento Manguebeat, subirão ao palco da Concha as bandas locais Gold Soundz e Vulgar Gods, além da paulistana Inky. O projeto de circulação musical é organizado pela AlmA Londrina Rádio Web e conta com o patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

A primeira banda é formada por JM (guitarra/beats), Luiz Crozera (guitarra) e Thiago Terror (baixo), amigos de longa data que têm na afinidade musical na cultura do skate seus elos de ligação. As influências do trio vão do post-punk dos 80´s ao indie rock atual, incorporando beats eletrônicas, o que resulta em um som orgânico com referência também às guitarbands dos anos 90. Está garantida no repertório a faixa “River Sound”, que estará no EP com lançamento previsto para o início do próximo ano.

Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre S/A tocam em Londrina
O trio Gold Soundz é formado por JM (guitarra/beats), Luiz Crozera (guitarra) e Thiago Terror (baixo), amigos que têm na afinidade musical na cultura do skate seus elos de ligação – Foto: Divulgação

Já a Vulgar Gods está divulgando seu segundo trabalho, “Queen of sound”, lançado no final de 2015. Antes, o grupo já havia lançado um EP com três faixas de divulgação. O novo álbum tem dez faixas, todas em inglês e ainda gravadas com a formação que contava com a vocalista Thaís Vicente. Este ano quem assume os vocais junto com Guilherme Hoewell (também guitarrista) é Suy Bernardi, que entrou para a trupe junto com a contrabaixista Mari Franco, somando-se a Vinícius Gouveia (guitarra) e Gabriel Pelegrino (bateria). No show do Palco AlmA, os músicos contam com instrumentista e compositor Vitor Delalo como convidado na bateria. Sobre a oportunidade de tocar no mesmo evento com bandas que são referência para o rock no país, ela considera ser uma grande responsabilidade: “Esse show será muito especial. Estamos preparando um repertório exclusivamente autoral, que vai mostrar como ficou esta nova formação, com uma pegada mais pesada”, comenta.

O quinteto Vulgar Gods segue na divulgação de seu trabalho mais recente 'Queen of Sound' - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O quinteto Vulgar Gods segue na divulgação de seu trabalho mais recente ‘Queen of Sound’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

De São Paulo vem a banda Inky, que também circula com repertório já registrado. Juntos desde 2011, eles começaram com o pé direito, vencendo o prêmio de crítica no Music Video Festival pelo clipe gravado sobre a música “Baião”, em seu primeiro EP. O vídeo curta-metragem mostra um fictício submundo de corridas de bicicleta na capital paulista e foi produção da banda com amigos, apoiada pela produtora Alaska. De lá pra cá já lançaram dois álbuns gravados no Red Bull Studio, na capital paulista: “Primal Swag”, em 2014, e “Animania”, lançado este ano. Ambos foram bastante elogiados nas redes, seja pelo caráter dançante, seja pelos arranjos e o cruzamento com a música eletrônica. No palco, a cantora Luíza Pereira é acompanhada de Guilherme Silva (contrabaixo), Stephan Feitsma (guitarra) e Luccas Villela (bateria).

Encerrando a sequência de apresentações, sobe ao palco uma das bandas fundadoras do Manguebeat, a Mundo Livre S/A. Passando dos 30 anos de carreira e sete discos lançados, os veteranos vêm a Londrina graças divulgar seu primeiro DVD, intitulado “Mangue Bit ao Vivo”. O show é uma parceria com o SESI Cultura, que tem sede no prédio da antiga Associação Médica, na Praça 01 de Maio. Para a analista de cultura Paula Sandreschi, o evento será um grande presente para Londrina, no dia do seu aniversário: “Consideramos o Palco AlmA um projeto muito interessante, que promove a circulação de bandas alternativas. Teremos uma festa muito bonita”, avalia.

Expectativa idêntica tem Daniel Thomas, coordenador da AlmA Londrina Rádio Web e do projeto Palco AlmA: “Queremos encerrar o projeto este ano aproveitando para celebrar o aniversário da cidade, que afinal de contas é o nosso local de fala e e ponto central da nossa identidade”, comenta.

PALCO ALMA 2016 – Esta segunda edição do projeto – que já havia ocorrido em 2014 – promoveu a fruição de diferentes estilos pelo público londrinense, em eventos nas vilas culturais Kinoarte e AlmA Brasil. Os destaques foram desde a música de matriz africana até o punk rock e a nova Música Popular Brasileira, sempre procurando aproximar grupos locais e artistas vindos de fora.

ALMA LONDRINA RÁDIO WEB – A emissora está no ar desde 2012, e conta com um núcleo de jornalismo cultural e mais de 80 colaboradores voluntários para compor uma programação diversificada e independente. Originada das atividades com rádio-poste desenvolvidas pelo Núcleo de Comunicação Popular e Comunitária da Vila Cultural AlmA Brasil, a iniciativa foi selecionada pelo Prêmio Ponto de Mídia Livre do Ministério da Cultura, em 2015. Este ano, promoveu oficinas com alunos do Ensino Fundamental da rede pública e também organiza o Palco AlmA Londrina, com o objetivo de promover a circulação de bens culturais e também aproximar a rádio da comunidade.


SERVIÇO – Palco AlmA Londrina
10/12 (SÁBADO) – Concha Acústica (Praça 01 de Maio)
Início:16h
Com Gold Soundz, Vulgar Gods e Inky. Encerramento com Mundo Livre S/A
(Entrada Gratuita)

Valeries – Banda de Londrina inicia mini turnê nos EUA

A banda londrinense de rock Valeries inicia nesta segunda-feira (05) uma mini-turnê pela Costa Oeste dos Estados Unidos. O começo do ‘giro’ será em uma casa de shows na região do Brooklyn, em Nova Iorque. A banda, que até o momento não havia tocado ao vivo em Londrina, terá pelo menos mais 5 shows agendados até o dia 20 de dezembro.

Banda de londrina inicia mini turnê nos EUA
Guilherme Hoewell (Esquerda) e Gabriel Pellegrino durante gravação em Londrina – Foto: Divulgação

A banda londrinense é formada pelos músicos Pedro Portello (baixo), Gabriel Pellegrino (Bateria) e Guilherme Hoewell (Vocal e guitarra). O grupo teve início como um projeto paralelo de Guilherme (Que também é guitarrista da londrinense Vulgar Gods). “Eu sempre escrevi minhas músicas já há algum tempo… Como todo mundo da banda tem outros projetos e bandas, eu sentia que tinha um material que não ‘caberia’ no Vulgar, ai, decidi que iria terminar as músicas e registrar em um estúdio daqui”, contou Guilherme. O material foi gravado entre novembro e fevereiro de 2016 no estúdio Toque Grave, em Londrina, com produção de Marco Aurélio.

De acordo com Guilherme, a mini-turnê foi viabilizada quase que acidentalmente, devido em partes a uma súbita diminuição no preço das passagens, e que, possibilitou a ida do grupo para os EUA. O interesse também veio a partir de várias influências que o grupo carrega no repertório “Na verdade é uma coisa que sempre tivemos interesse (Tocar fora) nós cantamos em inglês, e,  eu queria ver como era a reação da galera lá fora, entendendo a letra de primeira… Mandamos as demos pela internet, vendo lugares que poderia haver show e mandava os contatos… Como lá os caras nem conversam muito sobre cover, quase o oposto do que é aqui, aceitaram sem muito problema, foi até meio surpreendente”, contou Guilherme. Segundo ele, ferramentas digitais, como o site indieonthemove.com ajudaram a fazer contato com produtores e buscar casas onde poderiam tocar.

Devido a questões de logística, a banda não embarcou integralmente na turnê. O baixista Pedro Portello não pode ir na viagem e, no lugar, dele, a banda buscou um músico contratado para realizar as datas. “Colocamos um anúncio na internet, e logo de cara um músico respondeu. Ele foi meio que um dos caras que foi mais direto, e nem se preocupou com grana. Fizemos até algumas demos (De outras faixas) ainda pra poder mandar pra ele e assim, ele poder praticar as músicas para o show”, contou Guilherme Hoewell. A princípio o grupo busca divulgação além de testar as faixas ao vivo, como a grande maioria dos shows apenas remunera proporcionalmente ao público presente, ganhos (Financeiros) ainda são incertos para a banda nesta primeira tour. Mais datas devem ser agendadas até janeiro, quando a banda ainda estará nos EUA.


INFORMAÇÕES

Acompanhe novidades e mais detalhes sobre o trabalho do Valeries através do facebook e site da banda