Discotecagem marca início das atividades da Alma Londrina em 2018

AlmA Londrina Rádio Web (www.almalondrina.com.br) inicia as atividades de 2018 neste sábado com o projeto AlmA Livre, discotecagem em pequenos encontros entre a comunidade e os criadores dos programas veiculados na emissora. O primeiro será no dia 27 de janeiro, a partir das 15h, com transmissão de três programas da grade interagindo com o público.

Mesmo seguindo com espaço amplo para os podcasts (arquivos em áudio), a web rádio também tem como novidade a implantação da web TV, reforçando assim o perfil multimídia e inovador do projeto, características já percebidas na cobertura intensa dos assuntos envolvendo a cultura de Londrina e região em 2017.Projeto AlmA Livre 27-1

Com os recursos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) de 2017 liberados somente há um mês (na última semana de dezembro), a emissora londrinense busca seguir o cronograma previsto no projeto original e também iniciar novas experiências, como a AlmA Livre, uma discotecagem com interferência dos produtores e apresentadores dos programas radiofônicos do site, sempre de graça. No próximo sábado (27.1), a partir das 15h, a AlmA Livre estará na Manuca Acessórios, onde o público vai acompanhar o pessoal produzindo três programas ao vivo: Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.

Criado por Paulão Rock’N’Roll em 1982, o Azylo Hotel voltou a ser transmitido pela AlmA Londrina no fim do ano passado e segue como um espaço para o rock e o jazz dos mais diversos países, sempre cercado dos ácidos e experientes comentários do apresentador. Já o Rocksofiadestaca o melhor do rock nacional, exibindo novatos e também bandas consagradas. A apresentação de Thiago Gonçalves tem uma pegada curiosa: oferecer aos ouvintes uma viagem musical, filosófica, artística e social através do Rock. Pra encerrar, o Conexão Nova Cena, apresentado por Marcelo Sapão, abre espaço para as novas bandas no cenário musical de Londrina, sem esquecer dos grupos locais com trajetórias já consolidadas em shows e festivais.

Para o coordenador geral da AlmA Londrina Rádio Web, Daniel Thomas, o evento será mais uma oportunidade para inovar e experimentar, mesmo em um cenário difícil para as atividades culturais de modo geral. “2017 foi um ano extremamente complicado devido à contenção de recursos do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), mas a equipe conseguiu mostrar que a Rádio AlmA não deve e não vai parar. Conseguimos ampliar o número de internautas no site e nas redes sociais, manter a qualidade do nosso Jornalismo Cultural e ainda trazer convidados de fora para as oficinas e para o festival Palco AlmA, eventos sempre gratuitos e abertos à população”, detalhou Thomas, lembrando que o site também foi todo remodelado em setembro de 2017 pela equipe de web design.

AlmA Londrina, emissora virtual em atividade desde 2012, é fruto de um trabalho iniciado por voluntários do Núcleo de Comunicação Popular e Comunitária da Associação Intercultural de Projetos Sociais (AlmA) e está sediada na Vila Cultural AlmA Brasil. Além de ter conquistado aprovações do Promic em anos anteriores, a emissora já venceu duas vezes o Prêmio Pontos de Mídia Livre, promovido pelo Ministério da Cultura com o objetivo de fomentar iniciativas alternativas de comunicação do País.


Serviço:
AlmA Livre – Discotecagens e interferências radiofônicas
Data: 27/01 – das 15h às 21h – Entrada Gratuita
Local: Manuca Acessórios – Rua Arcindo Sardo, 253 loja 3 – Londrina
Discotecagem: com os programas Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.
Apoio Cultural: Vila Cultural AlmA Brasil, ALRW, Manuca, Londristyle, Sebo Capricho, London Bistrô, Kartaze, Feltro Geek, Na Lenha BBQ
Informaçõeswww.almalondrina.com.br

Barbada – Francisco El Hombre toca hoje em Londrina

Francisco El Hombre toca hoje em Londrina. Neste domingo (10), a edição 115 da Barbada terá apresentação da banda Francisco, El Hombre no palco do Bar Valentino. A festa recebe ainda o residente DJ Ed Groove e o DJ Fabio Indígena do Axé para esquentar ainda mais a festa. Os dois animam a pista antes e depois do show. A programação tem início às 18h com o Bazar Barbada, cheio de novidades em arte, moda e gastronomia. Com o Apoio Cultural do Pastel Mel! O cartaz e seus desdobramentos são produzidos com todo carinho pelo Lasca Studio!

Um acontecimento tomado por explosões rítmicas, o show da franciso, el hombre passou por importantes festivais e palcos. Entre 2015 e 2016, por exemplo, a banda fez mais de 600 apresentações - Foto: Divulgação
Um acontecimento tomado por explosões rítmicas, o show da franciso, el hombre passou por importantes festivais e palcos. Entre 2015 e 2016, por exemplo, a banda fez mais de 600 apresentações – Foto: Divulgação

O segundo semestre promete bons shows para Londrina. Depois de uma breve pesquisa na página festa, a produção da Barbada selecionou algumas bandas e agora promete surpreender o público. A banda Francisco El Hombre já era muito aguardada pelos londrinenses, ainda mais depois de uma grande apresentação no Psicodália, Festival muito frequentado e admirado pelo público da cidade. E a Barbada está de olho! Então fique ligado!

“Somos as fronteiras que cruzei”, diz um dos versos da música intitulada “Francisco, el Hombre”, que está no EP de estreia La Pachanga (2015), da banda francisco, el hombre. Talvez tal frase seja a que melhor representa o grupo formado pelos irmãos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte e pelos brasileiros Juliana Strassacapa, Andrei Kozyreff e Rafael Gomes. Isso porque o quinteto encontra na estrada (e na vida cotidiana) as suas grandes inspirações, mas não só. Com letras em português e em espanhol, a banda se tornou uma peça fundamental na conexão latino-americana. Em seus shows, coloca o público de língua portuguesa para cantar em espanhol e as pessoas de idioma latino para entoar as canções em português. Para eles, não há fronteira que não possa ser cruzada.

Com o lançamento do primeiro disco da carreira, SOLTASBRUXA (2016), que tem produção assinada por Zé Nigro e participação especial de Liniker e do grupo Apanhador Só, a francisco, el hombre alcançou uma maturidade musical e ampliou o seu público, que é formado por pessoas ávidas por descobrimentos musicais. As letras do álbum abordam o momento político e social do Brasil: “Em vez de tentar dar uma cara atemporal ao CD, decidimos encarar o agora. Política faz parte de quem somos, mas no La Pachanga! isso ficou escondido”, diz Sebastián, que toca bateria e canta na francisco, el hombre.

Outro ponto-chave para o crescimento da banda foi o lançamento do clipe de “triste, louca ou má”, que já contabiliza mais de 1 milhão de views no canal do YouTube e cuja canção se tornou um hino feminista. A gravação do vídeo, inclusive, foi feita durante uma turnê por Cuba (em breve, um documentário da passagem do quinteto pela Ilha será lançado).

Um acontecimento tomado por explosões rítmicas, o show da franciso, el hombre passou por importantes festivais e palcos. Entre 2015 e 2016, por exemplo, a banda fez mais de 600 apresentações. Destaque para os festivais latino-americanos América x Su Musica (Havana – Cuba), Imesur (Santiago – Chile) e FimPro (Guadalajara – México). Também passou pela Argentina e pelo Uruguai. Em território nacional, tocou no Rec Beat (Recife – PE), Virada Cultural de São Paulo (Municipal e Estadual), Festival DoSol (Natal – RN), El Mapa de Todos (Porto Alegre – RS), Fora de Noca (Florianópolis – SC), Psicodália (Rio Negrinho – SC), Bananada e Vaca Amarela (Goiânia – GO) e Festival Tenho Mais Discos que Amigos! (Brasília – DF).

BARBADA – Projeto produzido pela BARBADA realizado mensalmente no Bar Valentino desde março de 2010. Trata-se de uma caravana que integra várias linguagens em um único lugar. Inicialmente realizada na casinha do bar – estrutura mais antiga -, atualmente ocupada todo espaço que recebe toques precisos na decoração, principalmente no palco das apresentações. O horário e preço da entrada destoam do padrão da noite londrinense fazendo jus ao nome. A festa se pauta pela diversidade, integrando música, moda, literatura, gastronomia, quadrinhos, artes plásticas e artesanato atraindo um público de jovens formadores de opinião. Hoje é uma das principais vitrines da nova música, recebendo também artistas de destaque no cenário independente local e nacional.


SERVIÇO
Festa Barbada com Francisco, el Hombre
+ DJ Ed Groove + DJ Fábio Indígena do Axé
+ Bazar Barbada
18 horas
Couvert R$ 15,00
Classificação 18 anos

Teremos que diminuir o número de secretarias, mas sem cortar projetos culturais, afirma Marcelo Belinatti

Cerca de 60 pessoas, entre agentes culturais, produtores, jornalistas e pessoas ligadas à cena artística de Londrina, compareceram à Reunião do Conselho de Cultura do município  com o Prefeito eleito Marcelo Belinatti (PP) neste domingo (18). O evento teve início por volta das 15h e teve como objetivo discutir junto á membros do conselho aspectos ligados à pasta para a futura gestão do Prefeito eleito.

Teremos que diminuir o número de secretarias, mas sem cortar projetos culturais, afirma Marcelo Belinatti
Reunião com membros do Conselho foi realizada no 1º andar da Secretaria de Cultura – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Questões pontuais ligadas à pasta, como a manutenção do Centro Cultural Kaingang, eventuais cortes para a verba da cultura além de possibilidades de fomento da indústria ligada à cultura da cidade foram algumas das questões levantadas por produtores e agentes presentes no evento. “Iremos impulsionar não apenas a ‘indústria criativa’ da cidade – para assim possibilitar a articulação com mais projetos e editais internacionais – mas, o que mais pudermos impulsionar, o que for possível, iremos fazê-lo, para muitas questões não é situação apenas de recurso, mas sim de parcerias, de trabalhar em conjunto…”, afirmou Marcelo Belinatti, em resposta à pergunta da escritora Edra Moraes, quando questionado sobre a possibilidade de Londrina ser reconhecida como uma das chamadas Cidades Criativas (Unesco).

Marcelo Belinatti (PP) durante reunião com membros do Conselho Municipal de Cultura - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Marcelo Belinatti (PP) durante reunião com membros do Conselho Municipal de Cultura – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Membros do Conselho, além da atual Secretaria de Cultura, Solange Batigliana, fizeram parte da mediação da reunião. As falas eram divididas em ordem, sendo que cada membro do conselho, previamente, pode manifestar seu interesse em apresentar alguma demanda ou questionamento ao Prefeito eleito. Outra questão também notável foi em relação a uma suposta unificação da Secretaria de Cultura, junto à secretaria de outra competência, como forma de diminuir despesas para o município, a questão foi citada por Marcelo, em entrevista ao Rubrosom. “Nós vamos ter que fazer uma reformulação da Prefeitura, diminuir o número de secretarias, funcionários, até para diminuir o custo, mas não iremos cortar nenhum tipo de projeto, pelo contrário é diminuir a perda de recurso público por conta de uma ‘máquina’ inchada… E pra isso, teremos que sim, otimizar e fazer a fusão de secretarias, mas no caso da cultura, iremos mantê-la e trabalhar o segmento junto com outras pastas… Poderia até haver uma fusão sim, mas não da Cultura com outros e sim de outras pastas com a Cultura”, pontuou Belinatti. Segundo ele haverá também uma preocupação para que projetos cheguei à distritos rurais e áreas periféricas na cidade. Sobre o novo Secretário de cultura, Belinatti afirmou ainda que não possui um nome.

Londrina – Livro resgata saga de jornal dedicado à colônia japonesa

Inaugurado no ano de 1950 e encerrado após 62 anos de atividade (Em 2015) o jornal londrinense Paraná Shimbun é lembrado, dentre outras coisas, pelo enfoque peculiar das notícias, pela importância em informar membros da Colônia Nipônica baseados em Londrina.  Toda a história do jornal (O qual nem mesmo o site existe mais), assim como, algumas das figuras que fizeram parte de sua trajetória podem ser conferidos no livro “Sayonara Paraná Shimbun” (Editora Kan) de autoria da jornalista Marivone Ramos. O volume será lançado nesta quinta-feira (10) no Museu Histórico de Londrina. A publicação tem patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

"Tudo o que era feito, era voltado à colônia japonesa. Muitas vezes tínhamos que buscar agulhas no palheiro" (Para arrumar temas e assuntos), contou a autora Marivone Ramos - Foto: Divulgação
“Tudo o que era feito, era voltado à colônia japonesa. Muitas vezes tínhamos que buscar agulhas no palheiro” (Para arrumar temas e assuntos), contou a autora Marivone Ramos – Foto: Divulgação

Feito a partir de uma pesquisa que a jornalista iniciou em 2005, a ideia do livro veio após a experiência da profissional como repórter e editora do jornal, durante anos e decidiu deixar sua contribuição para a cultura japonesa em Londrina. Para tanto, em seu livro, ela traz entrevistas com os pioneiros da redação, colaboradores do jornal e colegas da redação. “Muitos dos pioneiros e pessoas que entrevistei, já faleceram de 2005 para cá” conta a autora, há inclusive depoimentos exclusivos do livro “Um  dos entrevistados por exemplo trabalhou 35 anos por lá, o trabalho era muito diferente de um jornal diário, fiquei muito encantada com a cultura japonesa conforme ia aprendendo”, conta Marivone.
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De acordo com Marivone, foram feitas dez entrevistas para a pesquisa que resultou no livro. A última edição do Paraná Shimbun, foi a de número 1904 – Correspondente  à semana de 15 a 21 setembro de 2012, “O jornal se despediu com um até logo” relembra Marivone, ele tinha uma tiragem próxima de 5 mil exemplares.”O que meus entrevistados diziam é que, todos os dias morriam leitores, não havia sentido em fazermos um jornal bilíngue (A publicação possuía textos em português e japonês). O motivo econômico teve um peso nisso também – Falavam que só as pessoas mais velhas liam, e os filhos pagavam” relembra a Autora.

Segundo ela, algumas descobertas interessantes, sobre a colônia japonesa em Londrina, foram feitas durante a pesquisa para o livro. “Existiu um outro jornal japonês que circulou durante cerca de 15 anos, na década de 80 (Há um exemplar no museu – Não foram encontrados outros), acho que a pesquisa mostrou também o desenvolvimento da cidade, na visão da colônia, assim como a contribuição do grupo para Londrina” contou a autora durante entrevista ao Rubrosom. Segundo a autora, o livro é uma forma de agradecimento à colônia japonesa, que sempre lhe foi solícita, além de ser uma maneira da jornalista deixar sua colaboração à cultura japonesa. “Há poucos estudos sobre ele e suas particulares. Por isso, decidi registrar a história do jornal e de seus pioneiros e jornalistas”, disse. Ao todo, o Promic patrocinou a publicação de mil exemplares, desses, 800 serão doados para as escolas estaduais e municipais e para as faculdades de comunicação. O  livro de Marivone Ramos é fruto de seu Trabalho de Conclusão de Curso em Comunicação Social – Jornalismo, apresentado em 2005.


SERVIÇO
Lançamento do livro: Sayonara Paraná Shimbun
Onde: Museu Histórico de Londrina (Rua Benjamin Constant, 900, Centro)
Quando: Quinta-feira (10/11) às 19h30
Entrada Gratuita

Quarteto de Londrina fecha parceria com selo internacional

Na ativa a cerca de quatro anos, o quarteto londrinense de pop rock Senhor Bonifácio atingiu um feito notável para a carreira; Se tornou a primeira banda em todo o estado do Paraná a fechar uma parceria com o Vevo, atualmente, uma maiores  empresas de conteúdo musical do mundo. A empresa, fundada em dezembro de 2009 funciona como um selo de hospedagem de vídeo (Através de canais como o youtube) e foi fundada como uma Joint Venture entre as duas maiores produtoras musicais do mundo; Sony Music Entertainment e Universal Music Group. o canal VEVO surgiu com o intuito de ser o maior do mundo em distribuição audiovisual, sendo responsável por artistas mundiais como Adele, John Mayer, Justin Bieber, The Killers, Ariana Grande, Rihanna, entre outros.

O quarteto Senhor Bonifácio no dia da gravação de seu último vídeo "O copo, a flor e amor" - Foto: Divulgação.
O quarteto Senhor Bonifácio no dia da gravação de seu último vídeo “O copo, a flor e amor” – Foto: Divulgação.

O grupo é formado pelos músicos Marcelo Celligoi, voz e guitarra, Eduardo Assad, contrabaixo e teclado, Renan Muliterno, guitarra e voz e Pedro Kami, bateria, está na ativa desde 2012. Tocando em festas e eventos (Não apenas no Paraná mas também em SP e Rio de Janeiro) além de ter também um trabalho autoral com influência de nomes como Queen, Beatles. O grupo tem um disco já lançado “Fatos do Imaginário” de 2015. “A gente tinha feito bastante coisas já antes em vídeo. Temos alguns clipes, gravações em estúdio e aí, miramos neles (No Vevo). Por sorte nós tínhamos contato com uma pessoa do canal, o que ajudou…”, contou ao Rubrosom o vocalista e guitarrista Marcelo Celligoi.

Quarteto londrinense está há cerca de quatro anos na estrada - Foto: Divulgação.
Quarteto londrinense está há cerca de quatro anos na estrada – Foto: Divulgação.

A nova parceria foi firmada nessa semana com o clipe “O copo, a flor e o amor”, terceira faixa de trabalho retirada do disco lançado no ano passado.  Segundo divulgado, o canal tem sua filial e produtora de conteúdo em São Paulo, capital. E seu casting de artistas nacionais conta com bandas como Skank, Jota Quest e Emicida. A parceria com a companhia estadounidense tem a duração de dois anos, e, neste período, o quarteto londrinense deverá lançar conteúdo em datas pré-estabelecidas pela empresa, em média, a cada dois meses, segundo Marcelo. “A vevo tem um padrão de qualidade dos artistas, vários gêneros – Os maiores artistas do mundo. Eles se atentam muito para a imagem, a produção do vídeo. Como sempre investimos na produção, maquiagem, roteiro… tudo isso acabou gerando esse resultado. Sempre nos atentamos muito aos mínimos detalhes. Cada cena, cada roteiro foi feito de forma a retratar o que a gente quis dizer na música… Acho que enxergaram a verdade no nosso trabalho”, concluiu o vocalista. Segundo ele, através da parceria, um certo orçamento será investido na banda e, através de visualizações monetizadas pelo youtube, o dinheiro arrecadado será dividido entre a banda e o grupo. Confira entrevista com o vocalista e guitarrista do grupo.


Vocês foram a primeira banda do Paraná a conseguir uma parceria com o vevo (Formado pela fusão de grandes empresas do ramo fonográfico). Como essa notícia impactou para vocês? Imagino que agora vocês pensem em expandir o trabalho para públicos muito maiores…
Marcelo: Pensamos sim… O vevo é mundial, a nossa ação é aqui no brasil, mas agora com a ferramenta é possível chegar a lugares que nós jamais chegaríamos sem eles… Isso tudo permite atingir novos públicos. Quem estrela o clipe é o Aruan Félix (Youtuber) o que permite por exemplo chegar a novos públicos através dele. O Brasil não conhece o Senhor Bonifácio e, com esse novo impulso, tudo ajuda a ter uma divulgação muito bacana. É o que a gente queria, e mantendo a personalidade. Música é produto, só que a gente não pode tirar nossa identidade apenas para atingir público, sempre teremos nossa essência…

E sobre a produção do clipe? O vídeo tem participação do Aruan Félix (Famoso por ter ‘cortado’ recentemente uma placa prêmio do youtube) – Como rolou a aproximação com ele ? A polêmica ajudou a optar pelo vlogger (Também londrinense ?).
Todo mundo conheceu o Aruan por causa disso. Chegamos a pensar em outras figuras; Felipe Neto, Kéfera,Pyong Lee… mas é muito difícil ter contato com esse pessoal. O Aruan é de Londrina, o que deu uma facilitada… Ao conversar com ele notamos que ‘era ele mesmo’ – Ele é um cara muito querido, as ideias deram muito certo. Quando ele serrou a placa dividiu o público dele, mas foi um momento que algumas pessoas passaram a seguir ele de verdade… Ele é um cara que cresceu muito no youtube, ele acabou conquistando o público dele, do jeito dele. Escolhemos ele pelos números, mas também, pelo perfil do personagem da música… Ele quer se aproximar de uma menina (Na letra), mas de uma forma descontraída. Surpreendeu mesmo.

Vocês terão agora uma parceria de dois anos com a mídia… Tendo que lançar conteúdo em datas pré-determinadas. Esse tipo de coisa influencia muito no processo de vocês ? Imagino que seja uma pressão a mais também…
Nós temos já o disco gravado, os próximos clipes devem vir já dessas faixas. Temos várias músicas não gravadas também…. Além disso temos algumas covers ensaiadas, isso tudo facilita um pouco.

Como é o público de vocês hoje ? Vocês tem tocado mais no Paraná mesmo ou fora do estado?
Além do Paraná, a gente já ocou no SP e RJ. Eu diria que metade do nosso público é Londrina e metade para fora… No Paraná tem um certo nome e, agora,  com esse novo material esperamos poder tocar em outros estados. Fazemos muitos shows em formaturas e casamentos, eventos fechados. O que nós queremos é tocar em espaços para públicos grandes, locais abertos… Há bons espaços nas capitais, mas com um certo bairrismo, você não conhece as pessoas, mas, agora, com essa expansão, esperamos tirar mais proveito disso.

Sobre a divulgação de música na internet, há ainda muitas críticas (Especialmente de músicos com uma carreira mais antiga) em relação à remuneração ‘injusta’ para o artista por parte de serviços como o Spotify eYoutube… Vocês tem alguma opinião sobre isso?
Sou totalmente a favor das plataformas de streaming. A internet é muito nova e, muita gente, ainda talvez não saiba o quão proveitoso isso tudo pode ser. A mídia as vezes não remunera bem, mas, a divulgação que isso gera é enorme, tá tudo no Streaming… É uma questão de adaptação natural, alguns vão aderir, outros não. É um processo natural, as tecnologias tão ai. A mídia física é importante na hora de divulgar pra outros públicos, para falar com contratantes por exemplo…Sem falar que o CD tem coisas que o digital não em, o encarte, a parte gráfica mesmo, o CD tem a coisa do souvenir… tem o carinho q você tem por ele. Até hoje mesmo, tem vários artistas de quem eu gosto que faço questão de ter o DVD ou CD físico.

Feito durante 8 anos filme O Pequeno é lançado em Londrina

Sensível, minimalista e com enredo aberto para dezenas de interpretações, assim como, identificações do público… Assim é o filme ‘O Pequeno’ de Luis Henrique Mioto, lançado recentemente, mas que começou a ser filmado há oito anos atrás. Segundo o diretor/produtor a demora foi resultado de um processo de adaptação, perda de entusiasmo com a obra e também apoio de amigos importantes no processo (Confira a seguir).

Estradas, paisagens rurais e casas de madeira compõem o universo do filme 'O Pequeno' produzido ao longo de 8 anos - Foto: Divulgação
Estradas, paisagens rurais e casas de madeira compõem o universo do filme ‘O Pequeno’ produzido ao longo de 8 anos – Foto: Divulgação

O filme, com apenas 40 minutos de duração é descrito como uma ‘fábula cinematográfica’. Um filme que perambula sutilmente pelos sonhos e medos de cada um que entra em contato com a sua história, valorizando um sabor assombroso de toda procura e descoberta interna e, também, um sabor cálido da alegria que vem quando um universo mágico se revela. Há um jovem protagonista, que caminha por lugares, conversa com desconhecidos (E depois conhecidos) motivado por uma busca para salvar sua planta… Em sua ‘saga’ o protagonista passeia por estradas, grandes plantações e até casas rurais de madeira. Há alguns fatos com certo ‘elemento surpresa’ na trama mas que apenas realçam o certo lirismo e poética presente na obra.

O personagem envolto em seus próprios dilemas acaba encontrando outras figuras que possuem também, por sua vez, outros dilemas. Desse encontro ocorre a trama minimalista que permite várias leituras ou interpretações da trama… “Chegou num ponto em que pensei que ‘Até que ele é bom’, mas, a incerteza sobre ele é constante ainda. Até hoje não consegui fazer algo que eu considere acabado total, algo que eu ache muito bom…”, contou o diretor à reportagem do RubroSom. Segundo ele há outras referências no filme como cinema iraniano e até diretores que mesclam a coisa do documentário com a ficção. O tempo de gestação e criação do projeto até remete a produções como Boyhood (Richard Linklater) gravado ao longo de 12 anos com o mesmo elenco, no entanto, aqui o processo foi meio acidental, inclusive, contando com agentes externos que influenciaram o processo. “Um casal de amigos meus leu o roteiro e me instigou a retomá-lo, em uma época na qual já tinha parado de mexer com o filme” enfatizou Mioto.

O produtor, acostumado a mexer com documentários iniciou assim um feliz primeiro passo no gênero da ficção, embora para ele, as duas linguagens caminhem próximas. Confira uma entrevista com o diretor Luis Mioto:

Tem referências meio notáveis no filme (O Pequeno príncipe) o que mais você pode falar de referências que tiveram no seu filme?
Essa é uma referência importante sim… Assistindo ele hoje novamente acho que o Jodorowsky está no filme também. Tem também uma referência do iraniano Abbas Kiarostami (diretor do filme ‘Onde Fica a Casa do Meu amigo?”, alguns autores russos… Tentei ser o mais ‘cult’ possível (risos).

O filme foi exibido na última terça-feira no Sesi/AML em Londrina, juntamente com os filmes Senhora L, de Artur Ianckievicz, e Samantha de José Dias. O diretor Rodrigo Grota participou de um bate papo com os diretores (Mioto é o primeiro do lado esquerdo) - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
O filme foi exibido na última terça-feira no Sesi/AML em Londrina, juntamente com os filmes Senhora L, de Artur Ianckievicz, e Samantha de José Dias. O diretor Rodrigo Grota participou de um bate papo com os diretores (Mioto é o primeiro do lado esquerdo) – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Você falou sobre o (longo) processo de parar e recuperar o filme várias vezes, a coisa do entusiasmo com o projeto, da euforia… imagino que seja difícil manter isso aceso ao longo do processo todo?
É sim… foi um pouco mais de oito anos no processo. Eu comecei filmando com um tipo de Luis, e terminei ele como outro tipo de Luis, e esse processo foi muito dolorido, envolveu sofrimento, no sentido de que, eu sempre busquei que fosse verdadeiro né? Essa estreia, essa apresentação, esse momento, e que fizesse sentido. No processo caiu o sentido, recuperei o sentido é um processo de idas e voltas… É um processo ‘Por bem ou por mal’ de ficar hoje na cadeira assistindo o filme, assisti de novo. Chegou num ponto em que pensei que ‘Até que ele é bom’, mas, a incerteza sobre ele é constante ainda. Até hoje não consegui fazer algo que eu considere acabado total, algo que eu ache muito bom… Já fiz alguns filmes, mas, não chegou num ponto ainda de falar que está ‘completo’, este processo pode ocorrer ou não, mas é o que faz continuar e seguir…  Sempre acreditando que tem o que melhorar e o que crescer ainda…

O processo levou anos, foram então quatro ‘eras’ de filmagens diferentes?
Isso, começamos em 2008 quando fiz o roteiro… Tentamos filmar de uma maneira bem rudimentar, com uma câmera emprestada da UEL… Não deu muito certo, estávamos muito despreparados em relação à produção. Voltamos em 2011, um casal de amigos meus leu o roteiro e me instigaram a retomá-lo, mexer com ele… Era algo até que eu tinha abandonado. Ai voltamos e filmamos… Teve também um momento posterior de edição, de fechamento. O filme só foi concluído também devido ao vínculo que criei com Joãozinho (Que no filme interpreta o protagonista). Eu queria que ele visse o filme pronto, como ele gostou do personagem…

Muita gente elogiou o trabalho, falou bem do conjunto todo… Podemos dizer que houve uma boa recepção então?
Muitas pessoas acharam legal sim, mas não tivemos uma conversa ainda no sentido profundo, continua uma incógnita ainda, como é o olhar de outras pessoas sobre essa produção. Ajuda muito a observar a própria obra… Falta um pouco em Londrina a coisa da crítica, algo mais aprofundado. O filme não é uma mercadoria, acho que falta essa coisa da reflexão, espero que o pessoal encare isso de uma maneira sensibilizadora, seja ela qual for, eu preciso de conversas de impressões sobre o filme…

Feito durante 8 anos filme O Pequeno é lançado em Londrina
João Gabriel Alves da Silva encarna o protagonista no filme ‘O Pequeno’ – Foto: Divulgação

Você teve bastantes experiências com documentários, registros, agora fez esse trabalho de ficção… Agora você se sente mais disposto a pensar em novas ficções?
Acho que a ficção e documentário são muito próximas, é difícil achar esse limite entre um e outro… A ficção que eu faço flerta muito com o limite do documentário. Todo documentário tem uma direção, roteiro, tem uma coisa forte de ficção ali. Tem muita poesia, todo documentário é ficcional… Tenho me interessado muito por diretores que assumem essa mescla, o próprio Kiarostami, tem um diretor português Pedro Costa (Que faz isso)… Tenho gostado de flertar com isso por enquanto. To num momento de procurar o próprio caminho, as vezes escrevo algo e não gosto, acho que estou no caminho, mas não sei se agora é um momento.

Você jogou um pouco essa provocação para o público, queria que você comentasse sobre… Porque continuar fazendo filmes?
Acho que a gente tem que sensibilizar pessoas, esse é o serviço do artista, a arte sensibiliza esses canais de carinho e amor, de reconhecimento de si próprio… A arte desentope essa ‘saturação’ que muitas pessoas sentem hoje. Eu faço muito, nos meus filmes, para conhecer pessoas, eu me vejo muito em lugares onde eu não estaria se eu não estivesse com uma câmera. Entro na casa de pessoas que tem receio, sentem medo, a pessoa abre a casa, se abre pra mim em níveis nos quais ela não se abriria no primeiro encontro… O fato de eu estar fazendo um documentário faz a pessoa revelar coisas que só revelaria para um amigo de infância. Essa é a poesia dos detalhes, como um senhor senta na cadeira, como uma mulher vive em casa, a gente observa essa coisa da poesia do mundo… Gosto mais de pessoas do que de cinema (risos)… Mas acho que é isso, cinema serve tanto para pessoas do lado de lá, que é atingida como de quem faz isso. Do lado de lá da “seta” que atinge, como da pessoa que criou essa seta… Eu aprendo a esculpir a seta para sensibilizar você e você aprende com essa seta recebida, e eu aprendi com pessoas que me sensibilizaram. Cinema não é só o filme, é um encontro, é uma pessoa que assiste, a pessoa que liga as luzes, a sala escura… Cinema é tudo isso. Todo mundo faz cinema.

Inscrições para o 36º Festival de Música são prorrogadas

Foram prorrogadas as inscrições para os cursos e oficinas do 36º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML). As mesmas devem ser feitas durante essa semana e apenas pelo site.

Também seguem abertas as inscrições para o III Encontro do Fórum Permanente de Formação de Professores e III Encontro Nacional do PIBID Música/20º Simpósio Paranaense de Educação Musical, que acontece de 07 a 09 de julho em parceria com a ABEM. O encontro irá trazer importantes representantes da educação e políticas públicas do país e tem a coordenação da diretora pedagógica do FIML, Magali Kleber.

Variedade
A grade pedagógica do 36º FIML terá dezenas de cursos, contemplando as mais diversas áreas como: Regência; Prática Instrumental; Iniciação e Aperfeiçoamento; Choro; Música Popular; Voz; Prática vocal; Estruturação Musical; Música e Tecnologia; cursos para Crianças; para formação de Professores; e Musicalização inclusiva, voltada à portadores de necessidades especiais.

A grade pedagógica do 36º FIML terá dezenas de cursos, contemplando as mais diversas áreas como: Regência; Prática Instrumental; Iniciação e Aperfeiçoamento; Choro; Música Popular e outros - Foto: Divulgação.
A grade pedagógica do 36º FIML terá dezenas de cursos, contemplando as mais diversas áreas como: Regência; Prática Instrumental; Iniciação e Aperfeiçoamento; Choro; Música Popular e outros – Foto: Divulgação.

O 36º Festival Internacional de Música de Londrina tem a direção artística do pianista Marco Antonio de Almeida, direção pedagógica de Magali Kleber e direção executiva de Lilian de Almeida. É uma realização da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná, Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura de Londrina, Casa de Cultura – Universidade Estadual de Londrina e Associação de Amigos do FML.

Neste ano, grade pedagógica do 36º FIML terá 60 cursos, entre práticas de conjunto, cursos de regência, instrumentos, voz, estruturação musical, MPB, cursos para crianças, musicalização inclusiva; oficina de choro, jazz vocal; música e tecnologia e musicalização inclusiva ministrados por 54 professores reconhecidos no Brasil e no Exterior.

O Festival Internacional de Música de Londrina será realizado de 07 a 21 de julho. É uma realização da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná, Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura do Município de Londrina – Promic, Casa de Cultura – Universidade Estadual de Londrina e Associação de Amigos do FIML.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Documentário: ‘Ouro Verde – Memórias da cidade do Café’

Uma montagem dinâmica, apoiada em uma narrativa envolvente e, em vários momentos, bastante emotiva são alguns dos recursos usados pelo diretor Fábio Cavazotti no filme “Ouro Verde – Memórias da Cidade do Café” – Documentário lançado no finalzinho de 2015, e que buscou recuperar, através de depoimentos e registros de época, um pouco da história do grande ciclo da cafeicultura na região, assim como sua interferência na fundação e desenvolvimento de Londrina. O filme contou com produção executiva de Bruno Gehring (Filmes do Leste) além de roteiro assinado por Rodrigo Grota.

Membros da Companhia de Terras Norte do Paraná durante as primeiras excursões pela região (Anos 30) – Reprodução

Concluído após a produção de mais de 30 horas de gravação, o filme retrata desde o início das atividades da ‘Companhia de Terras Norte do Paraná’ na região, passando pela baixa dos preços em meados de 40 (Durante a 2ª Guerra Mundial) pelo crescimento da cidade com a urbanização nos anos 50 e, em seguida, o grande auge a partir de 1960. Com uma delimitação bastante clara entre todas as suas fases, a narrativa chega até o início dos problemas originados pelas questões climáticas (Anos 70) e com a grande geada de 1975 que, para centenas de famílias, representou o fim de uma era, e também de muitas esperanças. O apelo das imagens chama a atenção; vários planos de lavouras e de colheitas de café preenchem um espaço importante do registro e dão um tom ora épico, ora até bucólico ao documentário.

Benedito e Inês Signori relembram histórias da ‘Época de ouro’ do Café – Foto: Reprodução

A quantidade de imagens de acervo das décadas de 1930 e 40 – Cortesia dos registros do Museu Histórico de Londrina – também impressiona e reforça o caráter histórico da produção. O filme todo, especialmente nos depoimentos de pessoas mais velhas, corretores e agrônomos é permeado por uma certa nostalgia que, não raramente, foca mais em pontos positivos do período. “Hoje não pode trabalhar até ter uma certa idade né? Mas na época já com 5 ou 6 anos a gente trabalhava, o pessoal limpava pés de café…. Este era nosso mundo, a gente gostava de fazer isso. Trabalhávamos felizes”, contam Orides e Maria Inês Festti durante um trecho em que explicam sobre o dia a dia na lavoura.

Imagem 4 - Lavouras
Segundo o diretor, várias horas de material bruto, com registro das excursões da época, foram encontrados durante a pesquisa – Foto: Reprodução.

Sobram histórias na fala de pessoas mais velhas que contam com bastante entusiasmo sobre como era uma ‘Época de ouro’ e sobre como pessoas de todas as idades e famílias eram envolvidas com o trabalho, apesar das dificuldades. Em um dos trechos mais bonitos do filme, o casal Benedito e Inês Signori, cantam ‘à capela’ da canção ‘Paraná do Norte’(Do compositor Palmeira) cuja letra cita várias cidades da região – Arapongas, Cambé, Apucarana – Assim como o roteiro que muitos trabalhadores do período faziam durante o transporte e venda do produto.

Em entrevista ao Rubrosom, o diretor contou mais sobre a produção do material:

RS: Como surgiu a ideia de fazer esse filme?
Fábio Cavazotti: Eu sou londrinense…. Nasci um ano antes da grande geada de 1975 – Minha avó tinha uma fazenda de café, perto da cidade, e desde criança o café fez parte da minha vida. Recentemente fiz o passeio da rota do café, aquilo me fez retomar algumas lembranças e acabou despertando em mim a ideia de contar essa história através do café, sabendo também sobre a importância do produto para nossa história.

Quanto tempo de produção para concluir o projeto?
O documentário foi produzido de março até dezembro de 2015 – Neste tempo fizemos trabalho de campo, pesquisa, entrevista, edição, finalização, trilha sonora e conclusão. Há uns meses antes que é o tempo de maturação, mas a parte prática foi neste período. Ao todo foram mais de 30 entrevistados…. Mais ou menos 22 ou 23 fizeram parte do documentário. Mesmo os que acabaram ficando de fora, acrescentaram muito à pesquisa toda.

Algo que te surpreendeu na pesquisa?
O que realmente me chamou a atenção foram as imagens em vídeo dos primeiros momentos da região…. Lá no começo da década de 30. Achamos imagens da Companhia (de Terras) andando pelas matas, coisas que eu só havia visto em fotos. Encontramos um vídeo institucional dos 50 anos da companhia de terras, com quase 2 horas de imagens brutas daquela época.

E o material extra que não entrou no documentário…. Pensam em fazer algo com ele?
É muita sorte ter tanto material porque assim podemos contar de fato a história. O que ficou de fora pode render outras histórias. Não sei ainda o que seria, mas, certamente a partir da recepção maravilhosa que o trabalho vem tendo, a ideia é, cada vez mais, continuar contando a história da cidade. É uma coisa que me move, um assunto que me toca profundamente e foi um prazer muito grande fazer esse documentário. Fico já pensando no próximo… Foram produzidas cerca de 40h de filmagem, só com as gravações feitas pela equipe do documentário. O museu pediu uma cópia bruta dos registros. Iremos tentar formatar isso e fechar um material para os próximos meses. Em breve, outras exibições do documentário devem ser feitas.