Mostra Marl – Quando o Coração Transborda terá apresentações gratuitas hoje e terça

Começa nesta segunda-feira a Mostra MARL VII. O evento receberá o grupo teatral Esquadrão da Vida de Brasília-DF para um interessante intercâmbio que inclui oficinas e apresentação aberta ao público. O espetáculo teatral “Quando o Coração Transborda” é criado a partir de textos, músicas, cartas e lembranças, Maíra Oliveira reflete sobre o ofício do ator, aborda temas intimamente ligados à sociedade brasileira contemporânea e reconstrói sua trajetória como atriz, relembrando um pouco da história do grupo Esquadrão da Vida e da relação com seu pai, o grande criador Ary Pára-Raios.

 

Quando o coração transborda é uma peça intimista, criada para ser representada em pequenos teatros, com músicas executadas pela própria atriz. Maíra Oliveira toca viola caipira e violão e canta em cena, num grande encontro informal com a plateia. Lembrando sua história no teatro, as apresentações com o Esquadrão da Vidae com seu pai, as dificuldades vividas para chegar até este momento, Maíra deixou seu coração transbordar. Em cena.

SINOPSE A partir de textos, músicas, cartas e lembranças, Maíra Oliveira reflete sobre o ofício do ator, aborda temas intimamente ligados à sociedade brasileira contemporânea e reconstrói sua trajetória como atriz, relembrando um pouco da história do grupo Esquadrão da Vida e da relação com seu pai, o grande criador Ary Pára-Raios.

O espetáculo é estrelado e codirigido por Maíra Oliveira - Foto: Divulgação
O espetáculo é estrelado e codirigido por Maíra Oliveira – Foto: Divulgação

O grupo fundado em 1978 foi pioneiro na abordagem de temas como o resgate e a valorização da cultura popular, a denúncia de exclusão de uma parte importante da sociedade dos espaços culturais tradicionais, a conscientização ecológica, dentre vários outros temas que ainda hoje ocupam os debates no mundo. Em sua linguagem, incorpora elementos expressivos das festas populares e de saltimbancos, como acrobacia, música e dança. Para saber mais sobre o grupo acesse o blog da companhia.


O que: Espetáculo teatral “Quando o Coração Transborda”.
Quando: 06 e 07 de novembro (segunda e terça-feira).
Horário: 20hs.
Quanto: Gratuito. Retirada de ingressos com uma hora de antecedência.
Onde: Canto do MARL (Av. Duque De Caxias, 3241).
Recomendado: maiores de 14 anos.

Entrevista – Artista David Magila participa de evento em Londrina

O artista paulista David Magila participa nesta semana de dois eventos em Londrina como parte da programação do Sesc Cadeião em Londrina. Com um foco no trabalho de pintura e desenho, o artista estará nesta semana realizando uma oficina de pintura mural dedicada à pessoas de várias idades. Além da prática, o artista realiza também um bate-bapo no próximo domingo (5) onde falará um pouco sobre os principais aspectos do seu trabalho e alguns eventos do qual participou.

Uma pintura feita no mural de 8m do salão principal do espaço também está sendo preparada para o evento. “Nessa apresentação, eu acabei fazendo um recorte dos meus últimos trabalhos, tem mural e tem trabalhos menores que tenho feito no ateliê, é uma apresentação dos meus últimos trabalhos que busca mostrar o processo que foi feito aqui, todos os dias estou registrando e irei mostrar esse processo durante a apresentação”, contou o artista.

O artista David Magila em frente ao painel que está produzindo, no salão principal do Sesc Cadeião - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O artista David Magila em frente ao painel que está produzindo, no salão principal do Sesc Cadeião – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Natural de São Caetano do Sul – SP, (Filho de uma família descente de Lituanos e Poloneses) David se formou em cursos de desenho clássico e aquarela no Liceu de Artes além de ser graduado como Bacharel de Artes Plásticas no Instituto de Artes da UNESP no campus São Paulo. Recentemente recebeu alguns títulos importantes como um Prêmio na categoria “Conjunto da Obra’ no 1º Festival Camelo de Arte Contemporânea – Casa Camelo – Belo Horizonte – MG – Brasil em 2016 e também o Prêmio Aquisitivo no ’40º Salão de Arte’ de Ribeirão Preto – MARP – SP – Brasil.

Terra Rossa - Pintura Mural feita em Galpão na cidade de Londrina - Foto: Divulgação
Terra Rossa – Pintura Mural feita em Galpão na cidade de Londrina – Foto: Divulgação

Cores vivas, recortes que flertam com figuras e elementos do cenário urbano, e peças planejadas para serem executadas de força personalizada em determinados espaços (Site Specific) são algumas das principais características do artista. O trabalho em Londrina, segundo David, é resultado de um projeto submetido ao Sesc ainda em 2016. “Tive um contato com o espaço após participado de uma semana de artes na DAP (Divisão de Artes Plásticas) da UEL… É um projeto feito  para cá, após ter conhecido o espaço e gostado da história do espaço”, contou Magila ao Rubrosom. É já a terceira vez que o artista participa de eventos na cidade.

Painéis do artista feitos para a exposição 'Meio-Fio' na Galeria OMA - Foto: Divulgação
Painéis do artista feitos para a exposição ‘Meio-Fio’ na Galeria OMA – Foto: Divulgação

Em entrevista, David comentou sobre suas principais referências, o trabalho que desenvolve durante suas viagens e também sobre a importância de levar a arte a novos espaços. Falou inclusive sobre a polêmica recente, ocorrida em São Paulo, na qual murais e painéis com grafites e pinturas foram apagadas por ações da Prefeitura Municipal. “Os trabalhos que eu faço são todos a partir de uma ligação com o próprio local, esses trabalhos ‘site specific’ voltados ao ambiente e que conversam com a arquitetura e espaço do local. Eu acho que, pra mim, é super importante fazer um trabalho que dialogue com essas informações”, contou o artista. Confira a entrevista:


Você veio já algumas vezes a Londrina participando de eventos?
Eu vim em 2013, quando participei de outro evento do DAP… Na ocasião eu enviei trabalhos para a seleção e montaram uma exposição com alguns dos trabalhos que eu tinha feito. A partir disso comecei a ter um conhecimento maior dos espaços (Voltados á arte) na cidade…

Um dos eventos essa semana é referente a uma oficina de pintura mural… Há quanto tempo você trabalha com essa linguagem?
Eu tenho trabalhado muito com instituições, quando se trata de pintura mural em larga escala… Hoje to fazendo aqui esse painel com 8 metros de altura, com mais ou menos 20 de largura, são trabalhos especiais feitos para espaços via-edital. Já fiz algumas experiências com o Sesi, nesse sentido de fazer uma pintura e, depois, fazer uma oficina para pessoas interessadas, sejam eles estudantes ou adolescentes… Em 2016 fiz um projeto em Bragança Paulista, que foi bem interessante, desenvolvemos uma pintura mural em um edifício da Prefeitura e, assim, fui lá e ativei esse espaço novamente. Fiz uma oficina também com pessoas interessadas em um festival de inverno da cidade. Pessoas de várias idades. O que é muito enriquecedor… Além de fazer um trabalho que eu propus, é importante criar uma certa educação visual para as pessoas.

Quando você pega adolescentes e crianças assim, existe um tratamento de educar essas pessoas para que elas possam ver o trabalho de artes com uma forma diferente, como uma pessoa que está envolvida e que sabe onde ela está, sabe questionar e analisar também…

Falando de uma polêmica atual, você já fez trabalhos em espaços públicos também, tem esse lado da ‘pintura mural’…. Em São Paulo tivemos o caso recente do Prefeito João Dória apagando murais e painéis com obras de artistas diversos, tem alguma leitura sobre isso?
É um processo quase criminoso o que o Prefeito tem feito por lá… É uma forma higienista de que você com uma tinta cinza vai educar uma população, de que você irá acabar com problemas de uma cidade super complexa, e, pelo contrário. Esse tipo de atitude, que eu acho que o grafite, o picho, a arte de rua, tudo isso se engloba… Acho que isso é uma forma de completamente equivocada de educar uma população, você tem que fazer o contrário, você tem que incentivar para que as pessoas tomem a cidade para elas, não ficar achando que todo mundo precisa ficar em casa, preso a um espaço para se fazer arte, com espaços para fazer lazer, a cidade é de todo mundo, ela tem que ser ocupada, ela tem que ser viva…

Simples Figuração 7 Exposição coletiva Do Traço ao Palco na Praça das Artes, SP - Foto: Divulgação
Simples Figuração 7 Exposição coletiva Do Traço ao Palco na Praça das Artes, SP – Foto: Divulgação

É a partir disso que as coisas acabam acontecendo de uma forma melhor. Se você proíbe, você está gerando conflitos, isso pode virar uma guerra de ‘gato e rato’… Você cobre uma obra, ai pichadores vão lá e reagem, e fica essa coisa de quem tem mais tinta pra apagar, sendo que uma cidade como São Paulo tem problemas muito mais sérios para resolver. Indo pra assuntos básicos, falta tudo na cidade.

E as suas referências, dá pra citar nomes que te influenciem?
Referências eu tenho diversas… Não só de artistas mas, de outras mídias também. Atualmente a gente recebe níveis de informação muito altos, quando você fala em ideias vem do cinema, internet, rádio em vários formatos. Mas eu gosto muito dos clássicos, como ‘ Cy Twombly ’, um cara que tem uma potência na pintura muito interessante. Gosto do Richard Diebenkorn , um artista muito bom, gosto do Henri Matisse, esses caras em geral…

Você falou que Londrina tem um circuito legal aqui para a arte em Londrina?
É, eu vejo que pela viagens que fiz, tem algumas cidades que são mais interessantes do que outras… por conta de uma política pública, por incentivos do governo, por ações independentes mesmo, da população, da própria cena artistica e, o que me chamou a atenção é que há espaços até mais formais (Como a UEL) e locais como o Sesc, é um espaço que acaba atingindo pessoas de uma forma diferente, sem falar em espaços independentes que chegam à outras faixas de público, acho que isso só movimenta e tende a agitar a cena.


INFORMAÇÕES
Bate Papo com David Magila 
– Dia 05 de fevereiro às 16h
Oficina de Pintura Mural – Dia 03 de fevereiro às 15h – De 13 a 15 anos
Inscrições: (43) 3572-7700

Oficina Tambores traz batuqueiros de MG e PE à Londrina

Inicia nesta quinta-feira (24) na Vila Cultural Alma Londrina a Oficina Tambores, dedicada à praticas e estudos de rítmos percussivos da região da Guiné e também maracatu. Serão duas oficinas simultaneas, cada uma explorando uma linguagem e uma vertente específica.  O evento terá participação de dois ‘batuqueiros’: Luca, integrante do grupo “Badenhá Foli” de MG estará realizando a prática dedicada à tambores da região da Guiné – Notória por utilizar instrumentos diferentes como o Djembê) e Rumenig Dantas, batuqueiro da “Nação de Maracatu Porto Rico” de Recife, que trabalhará a parte dedicada ao maracatu (Veja a programação a seguir).

Oficinas coincidem com aniversário de 6 anos do grupo Semente de Angola de Londrina (Na imagem clicado em uma apresentação de 2013) - Foto: João Iramina Neto
Oficinas coincidem com aniversário de 6 anos do grupo Semente de Angola de Londrina (Na imagem clicado em uma apresentação de 2013) – Foto: João Iramina Neto

O evento terá duração de 4 dias, sempre iniciando no período da tarde. O evento coincide com o aniversário de 6 anos de atividades do grupo Maracatu Semente de Angola, de Londrina, do qual Rumenig é padrinho. “Os dois são figuras de destaque neste estudo da percussão, o Luca é uma das figuras no Brasil que mais tem se dedicado á divulgação da arte e cultura afro neste segmento”, contou ao Rubrosom a integrante do Semente de Angola Thais Hamer. Inscrições podem ser feitas AQUI. As duas oficinas se encontrarão em uma prática final durante o Sarau das Pretas, a ser realizado no domingo na Vila Kinoarte em Londrina.
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O valor de inscrição para as duas oficinas é R$100, ou R$50 para cada uma. Segundo Thais, o foco será mais dedicado ao trabalho prático já desenvolvido pelos convidados. Ela ainda pontua, que o momento é positivo para a divulgação da arte na cidade, sobretudo em relação à trajetória do Semente de Angola. “Eu acho que a cada dia o grupo está cada vez mais fortalecido, esse ano mesmo, através do edital do Promic a gente conseguiu se estabelecer e realizar atividades na área central, com os incentivos também estamos buscando disseminar nosso projeto para regiões periféricas, cada vez mais estamos abrindo o leque divulgando a arte na cidade”, pontua Thais.


SERVIÇO
Oficina Tambores – Na Vila Cultural Alma Londrina
Quando:
24, 25, 26 e 27 de Novembro
Horário: A partir das 13h
Preço: R$ 50 (Cada oficina) – Serão duas paralelas

Biblioteca Infantil oferece atividades na Semana da Criança

Em comemoração ao Dia das Crianças, celebrado na quarta-feira (12), a Biblioteca Infantil de Londrina está promovendo algumas atividades. Nesta terça-feira (11), das 14 às 16 horas, haverá uma oficina gratuita de Confecção de Sacola Jogo da Velha, em E.V.A.

A Cia. Kiwi de Jaqueta durante apresentação do espetáculo 'A Menina Abóbora' também na biblioteca- Foto: Eber Prado.
A Cia. Kiwi de Jaqueta durante apresentação do espetáculo ‘A Menina Abóbora’ também na biblioteca- Foto: Eber Prado.

Para participar é necessário fazer inscrição pelo telefone 3371-6603. A oficina é voltada a crianças a partir de 7 anos. Os participantes deverão levar uma folha de E.V.A. em qualquer cor. O restante dos materiais será fornecido pela Biblioteca.

Na sexta-feira (14), às 15 horas, a Biblioteca Infantil vai receber a contação da história “Visitando Manoel de barros: Um passeio com a nuvem feliz”, contada pela Cia Kiwi de Jaqueta. A história é uma adaptação do texto “Nuvem Feliz” de Alice Ruiz, mesclada com cinco historietas de Manoel de Barros presentes nas obras “O fazedor de amanhecer”, “Exercícios de ser criança” e o primeiro capítulo do “Livro sobre nada”. A atividade é aberta ao público em geral.


SERVIÇO
Atividades da Semana da Criança na Biblioteca Infantil
Terça (11) –
Oficina gratuita de Confecção de Sacola Jogo da Velha, em E.V.A – Às 14 h
Sexta (14) –  Contação da história “Visitando Manoel de barros: Um passeio com a nuvem feliz” – 15h
Onde: Biblioteca Infantil de Londrina
Informações: 3371-6603

Workshop auxilia produtores com criação de projetos

Aconteceu na última terça-feira (5), no auditório da Secretaria Municipal de Cultura, duas oficinas teóricas voltadas para a criação e elaboração de projetos culturais. O evento, realizado às 14h e 19h teve informações e orientações dedicadas à produtores e artistas que pensam em escrever propostas ligadas à editais e programas de fomento. A ideia, é não apenas projetos voltados para o Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC) mas também para quem busca participar de outros editais.

Workshop auxilia produtores com criação de projetos
Valdir Grandini orienta produtores durante oficina no dia 04 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Em pouco mais de duas horas, o palestrante e jornalista Valdir Grandini, explicou diversos aspectos ligados a elaboração de projetos, ressaltando questões importantes como delimitar a ideia por tópicos, compreender qual é o público alvo do seu projeto, além de, explicar de forma clara, no próprio projeto como se pretende desenvolver todas as atividades estipuladas, “Uma ideia apenas, não é um projeto. Aqui em Londrina, todos os projetos passam por uma comissão de avaliação e, muitas vezes, ter uma ideia bem explicada faz total diferença para garantir que seu projeto seja aprovado ou não”, contou Valdir em um momento do workshop. A oficina é focada mais em aspectos teóricos do projeto, explicando detalhes como o planejamento da ideia, assim como determinadas propostas culturais (Envolvendo arte e música por exemplo) pode se desenrolar de forma a atender melhor certos editais.

"Uma ideia apenas, não é um projeto. Aqui em Londrina, todos os projetos passam por uma comissão de avaliação e, muitas vezes, ter uma ideia bem explicada faz total diferença para garantir que seu projeto seja aprovado", contou Waldir durante o workshop - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
“Uma ideia apenas, não é um projeto. Aqui em Londrina, todos os projetos passam por uma comissão de avaliação e, muitas vezes, ter uma ideia bem explicada faz total diferença para garantir que seu projeto seja aprovado”, contou Valdir durante o workshop – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Grandini, que trabalha atualmente como consultor cultural, já participou junto á Secretaria de Cultura no período de 2001 à 2008, auxiliando à incubação de projeto. “A Secretaria já presta essa orientação aos autores de projetos mas, durante o período em que estive por aqui, já realizei ele em outros locais também. Acho um trabalho importante porque auxilia o produtor cultural a delimitar uma ideia”, contou Grandini. Aos interessados, devido a procura, uma nova oficina acontecerá nesta quarta (05), no mesmo local, no horário das 19h.


SERVIÇO
Workshop de elaboração de projetos culturais
Onde:
Secretaria Municipal de Cultura (Praça 1º de Maio)
Quando: Quarta (05) às 19h
(Informações pelo fone (43) 3371-6613)

Hip-Hop, o lado cultural da cidade que você, provavelmente, não conhece

       (O texto a seguir foi escrito pelo estudante Heytor Felipe Polo Para uma das oficinas RubroSom Extra- Aluno do 4º Ano Técnico do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches Londrina-PR)

Washington Luis dos Santos (Nascido em 11/04/1980) iniciou sua carreira aos 15 anos de idade, participando de projetos e competições de Hip-Hop. Lembrado como nome conhecido da Região Sul de Londrina,  possuí projetos abertos diretamente para as comunidades carentes. Entre seus projetos atuais como o “Domingo Recreativo”, evento realizado uma vez por mês no São Lourenço (Região Sul) entre outras regiões, promove sempre apresentações de Batalhas de Rimas, combates de Pipas, e atividades que proporcionem um momento para interação da comunidade, eventualmente com outros eventos como o “Hip-Hop nas Escolas” mostra como surgiu o movimento Hip-Hop, englobando várias linguagens além do gênero musical, possuindo a dança e o grafite como constituintes do movimento.

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Washington Luis dos Santos (Nascido em 11/04/1980) iniciou sua carreira aos 15 anos de idade e é um nome conhecido na cena hip-hop da cidade – Foto: Heytor Felipe Polo

Seus planos futuros, como diz o Washington “São sonhos, e estou na batalha a muito tempo e estou próximo de realiza-los”, é através de sua ONG totalmente legitimada a Associação Londrinense de Arte de Rua Moderna é possuir uma base cultural, semelhante a uma escola, aonde a ONG possa ter uma diretoria com isso tendo mais recursos para atender um número maior de pessoas.

Retirar o sustento da cultura em uma sociedade na qual a Arte é bem degradada no quesito de valorização não é algo fácil, a muito tempo o Washington enfrenta essa luta, há 3 anos sem trabalhar retira da cultura seu sustento, o salário oscila muito, mas consegue equilibrar bem os gastos. Ao ser questionado sobre quantas pessoas auxiliou com o projeto, uma afirmação emocionante, são inúmeras pessoas auxiliadas, porém seu maior exemplo é um MC, chamado Tiago Malocos, retirado do crime e que, hoje, é um grande batalhador, segue a vida participando de grande eventos e conquistando vários prêmios, sua área de atuação; São rimas e músicas premiadas que até ganharam video clipes em projetos graças as suas vitórias, Tiago Malocos é um exemplo vivo de que o Washington com seus projetos relacionados ao Hip-Hop estão no caminho certo, uma cultura antes marginalizada hoje segue firme e forte sem freio em Londrina e região espalhando seus principais fundamentos e fazendo com que a Arte seja valorizada. Animando Londrina, dando cor e ritmo nas regiões centrais da cidade graças aos eventos que ocorrem todas as sextas-feiras na Concha Acústica, atraindo um grande número de jovens e adultos para prestigiar o melhor que sua cultura tem de oferecer.


 

Entrevista – Supla fala sobre música, política e o futuro

Carismático, atuante em diversas mídias e respeitado por fãs de música de várias gerações e idade; Essas são algumas características do músico Eduardo Smith de Vasconcelos Suplicy, o Supla. Comemorando pouco mais de 30 anos de carreira – Com participações em diversos projetos como a antiga banda Tokyo, Psycho 69 e Brothers of Brazil – o músico lançou recentemente seu primeiro livro “Supla – Crônicas e fotos do charada brasileiro” e passou por Londrina, no mês de agosto, quando tocou no Oficina Bar. Segundo o próprio, os shows mais recentes focam sempre em músicas de várias fases da sua carreira. “E também músicas novas como ‘Diga o que você Pensa’ e ‘Parça da Erva’… To fazendo 30 anos de carreira, mas to ai fazendo sons novos. Nunca me repetindo, sempre mantendo o espírito do rock’n que incorpora vários estilos como metal, rockabilly ou baladas…”, contou o músico ao Rubrosom em entrevista por telefone.

Canções de várias eras da carreira do músico estarão presentes no show de Londrina - Foto: Divulgação
Canções de várias eras da carreira do músico estarão presentes no show de Londrina – Foto: Divulgação

Pela linha, o músico fala e usa gírias do mesmo jeito ‘gringo’ que costuma falar em entrevistas e aparições na televisão. De oratória rápida, é capaz de atravessar décadas de história em poucos minutos de conversa. Ele relembra inclusive de momentos, como na era da extinta MTV, onde através de tirações de sarro (No antigo programa ‘Piores Clipes do Mundo’ do Marcos Mion) acabou sendo revelado para uma nova geração que nunca havia, sequer, ouvido falar dele. “Ele começou a tirar um sarro das músicas, e eu achei muito bom. Nessa época (2000) eu tava morando nos Estados Unidos, ajudando minha mãe na campanha e fiquei sabendo da repercussão aqui. Começou com o clipe de ‘Green Hair’, todo o pessoal que participa desse vídeo eram amigos que me acompanharam. É uma grande música, uma canção de amor punk…. Teve uma época, na primeira Casa dos Artistas (2001) que o Silvio Santos até fez a dança da música com as mãos… E você? (Pergunta pra mim) o Silvio já fez coreografia de alguma música sua? Acho que não né… Da minha ele já fez, muito legal isso né (risos)”, ironiza o músico durante a conversa.

Ao contrário do que pode parecer, o livro não é biográfico, o artista escreveu 50 crônicas que representam 50 momentos de sua vida. A inspiração veio de álbuns de fotos que o músico guarda. “Escrevi em um período até rápido. Faltou muita coisa no livro, mas tem bastantes histórias legais. Escrevia sempre de madrugada, olhava minhas fotos a noite, sem o stress do dia, relembrei essas trajetórias, desde a adolescência nos textos…”, contou músico. Música aliás é um assunto que renderia horas de conversa com o paulistano. Antes de ser um músico e compositor, Supla é também um fã de música. “Eu continuo gostando dos mesmos artistas que me inspiraram… Gosto de artistas novos, quero me emocionar com as músicas, meu novo disco fala muito disso… quem vai show gosta de ver coisas antigas, se emocionar… Tem artistas novos que gosto também”, o músico cita a banda gaúcha Cachorro Grande, os últimos discos de Leonard Cohen e Johnny Rotten (Ex-Sex Pistols) e o grupo britânico La Roux como nomes atuais a se notar.

Além da música, política é um assunto que rende bastante para Eduardo Smith (Como filho de uma ex-Ministra da Cultura Marta Suplicy e de um ex-senador, Eduardo Suplicy) talvez nem pudesse ser diferente. “Infelizmente eu acompanho política. Muita gente não gosta, acha um saco, mas eu acompanho. Eu cresci com isso, eu não participo, mas tento agir com coerência… Não sou a favor do impeachment por exemplo, embora ache que ela (Dilma) teve muita falta de humildade, nunca recebeu meu pai, mas ela fez alianças que a derrubaram, o vice era o Temer…. Eu vejo pelas coisas simples. Acho que faço política de um outro jeito, na minha música. É uma forma honesta. Política é muito complicada você faz conchavo com vários partidos pra chegar no poder e todos fazem… Perde a ideologia”, pontua Supla em um momento mais sério da conversa.

Futuro

Após cerca de 30 minutos de conversa e quilômetros de histórias sobre os últimos anos de carreira, a pergunta é inevitável – E o futuro? A atual fase do músico parece bem positiva, ele tem um disco novo já pronto, que será lançado em breve. “O nome é ‘Diga o que você pensa’, está gravado, mas to ainda em negociação com algumas gravadoras. Logo mais devo soltar ele na internet, em todas as mídias. Sobre o futuro…, não sei, já fiz bastante coisa; Recentemente teve um show enorme no Auditório do ibirapueira, fiz muitos trabalhos,  o que mais eu posso fazer? Após trabalhar bem esse disco, os singles, eu vou… sei lá o que irei fazer. Matar e me ressuscitar (risos), preciso viver…” conclui Supla em um momento mais derradeiro da conversa via-interurbano.

Ás de Paus lança projeto ‘Na casa dos Ancestrais’

Foi lançado durante o final de semana o projeto ‘Na casa dos Ancestrais: Circulação teatral por onze terras indígenas do PR e de SC” do Núcleo Às de Paus. O projeto, encabeçado pela companhia de teatro juntamente com indígenas de várias comunidades (Do Sul do país) irá realizar uma circulação teatral de modo a levar a arte do grupo (quando possível) para espaços de tribos de índios. O início oficial do projeto ocorreu no último sábado com uma apresentação da peça “A Pereira da Tia Miséria” realizada no antigo prédio da ULES (Avenida Duque de Caxias) na Ocupação Artística do Movimento dos Artistas de Rua de Londrina. Em seguida, os indígenas da Comunidade Água Branca apresentam cantos e danças de sua cultura. O projeto é contemplado pelo prêmio Myriam Muniz (2015), da FUNARTE.

Pessoas de todas as idades acompanharam a apresentação realizada no último sábado (23) no espaço da ocupação - Foto: Bruno Leonel (Rubrosom).
Pessoas de todas as idades acompanharam a apresentação realizada no último sábado (23) no espaço da ocupação – Foto: Bruno Leonel (Rubrosom).

Teatro – Ás de Paus lança projeto ‘Na casa dos Ancestrais’

Desde a estreia de “A Pereira da Tia Miséria” (2010), o espetáculo circulou por quase todos os estados brasileiros e foi vivenciado nos mais diferentes cantos do país. Em 2015, a companhia realizou no Maranhão o projeto “EMARANHADO – Jornada em busca das riquezas esquecidas entre o Grajaú e o Parnaíba”, contemplado pelo prêmio Artes na Rua (2014). Esta experiência foi de grande importância para a companhia, pois proporcionou aos atores novas maneiras de compartilhar o seu fazer artístico com o público e de estabelecer vínculos efetivos com as comunidades, a fim de que elas se tornassem criadoras e compartilhassem os seus saberes também.

O caráter experimental da peça, com o uso inteligente do espaço (De modo a organizar o público em uma forma circular) e uso de vários adereços como pernas de pau e também uma ‘árvore’ central feita de metal (a tal da pereira) usa um aspecto visual chamativo para falar sobre o tema da miséria (retratada na forma de ‘tia’) e a fome como metáfora para a situação das crianças nascidas em situação de risco.  “O espetáculo vai completar seis anos, já nos revezamos aqui na própria montagem – Comecei fazendo a morte, hoje faço a ‘Tia Miséria’ assim é sempre uma nova redescoberta do texto. Se apresentar aqui, na nossa casa, é sempre importante… Hoje estando aqui na ocupação é um espaço maravilhoso. É uma forma de trazer pessoas da comunidade para ver que aqui estão acontecendo coisas de graça para a comunidade mesmo”, contou ao RubroSom o ator Thunay Tartari do Núcleo Às de Paus.

Já nas próximas semanas, o grupo estará circulando por comunidades (No Paraná e de fora) como parte da circulação prevista no projeto. “Fizemos o bate-papo com a comunidade ‘Água Branca’ (Baseado na região do Apucaraninha), para a gente é uma forma de abrir o diálogo além de entrar em contato com a cultura deles que é ainda distante para a figura do ‘homem branco’, é uma relação que está mudando e nós temos que estabelecer esses contatos, também na medida que eles permitirem. Pra gente é o início de uma abertura que a gente pode ter por um longo tempo… Nossa ideia é, com esse projeto, circular por várias aldeias. É previsto também passar algum tempo com eles, para estabelecer um diálogo, uma oficina de perna de pau, buscando assim formar um diálogo… Nós também queremos conhecer a realidade deles”, enfatiza Thunay. Toda a circulação deste projeto será registrada pelo Cineclube Ahoramágica que, mais tarde, transformará o registro em um documentário.

Surf music é destaque dessa sexta na Venus in Fury

Acontece nesta sexta (08) em Londrina a quinta edição da festa rock Venus in Fury. A cada edição, o evento tem consolidado sua proposta de levar aos palcos bandas autorais de rock (De Londrina e de fora) para se apresentar, além de discotecagens com clássicos (E também ‘novos clássicos’ do gênero).

Surf music é destaque dessa sexta na Venus in Fury
Foto da terceira edição da Venus in Fury onde tocou a banda “Renato and the Faded Flowers’ – Foto: Divulgação.

Com um foco diferente das últimas edições, nessa edição ‘Fury in Hawaii’ duas bandas de surf music sobrem ao palco do Oficina Bar em Londrina: A nova formação de Wood Surfers fará um ‘cutback’ baseado na maresia sonora das décadas passadas (Agregadas à influências de ska). Em seguida, é a hora do surf punk da londrinense Maniaticos do Reverb mostrando seu surf ‘Pé vermelho” no evento.

O trio Londrinense Wood Surfers - Foto: Divulgação
O trio Londrinense Wood Surfers – Foto: Divulgação

Na discotecagem, Carol Dutra e Isis Karolina farão uma seleção temática de músicas numa roupagem que promete ‘fazer qualquer marolinha virar tsunami”(De acordo com a divulgação).

Maniáticos
Os ‘Maniáticos’ são um trio instrumental com influencias de surf, psycobilly e punk. Formada no final de 2009, é composta por Fabio Bro (guitarra), Thiago Terror (baixo) e Billy Monster (bateria), ano em que a banda passou compondo e produzindo suas músicas – todas de autoria da banda. Mesmo sem letra, as músicas fazem diversas referencias a pontos turísticos da cidade de Londrina e homenagens a amigos.

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O trio ‘Maniáticos do Reverb’, na ativa desde 2009 – Foto: Paulo Pepeleascov.

Em setembro de 2011 a banda lançou o EP Maniaticos do Reverb com cinco músicas de autoria própria, pelo selo “Open the Road”… Mais recentemente, em 2016, fizeram o lançamento do 4º EP da banda, sendo o primeiro registro ao vivo do grupo.

Wood Surfers
Estreando a nova formação, o trio ‘Wood Surfers’ formado por Marcão, Isis Karolina e Billy Monster faz uma mistura de estilos combinando a tradicional música surf com Rock’n Roll e também Ska. Entre as influências do grupo estão nomes como Dick Dale, ZZ Top, The Revelaires, The Ventures e Los Straitjackets.

SERVIÇO

Venus in Fury (5ª Edição)
Com as bandas ‘Wood Surfers’ e ‘Maniáticos do Reverb’
+Discotecagens: Carolina Dutra e Isis Karolina
Onde: Oficina Bar
Quando: Sexta-feira (08) às 22h30min
Entrada: R$ 15
Meninos que forem com camiseta florida e meninas com flor no cabelo ou roupas de tema Hawaii pagam só R$12)

Choro – Prática em grupo reúne músicos em Londrina

Não é dia letivo, mas ainda assim há pessoas no colégio em pleno sábado. Ao entrar pelo portão do local, já é possível ouvir a música que ecoa de uma sala próxima. Violões, flauta e até um acordeom soam em harmonia enquanto frases breves são ditas junto à música. Trata-se da oficina de choro, realizada todos os sábados no Colégio Marcelino Champagnat na região central Londrina. Músicos de vários níveis, estudantes e entusiastas do estilo se reúnem logo pela manhã para trocar referências, tocar e aprender mais sobre o choro.

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Músicos se reúnem todos os sábados, pela manhã, para a prática do choro – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O RubroSom acompanhou, no último sábado, uma dessas oficinas, que ocorreu dentro de uma das salas de aula do colégio. Participantes de várias idades diferentes tocavam (Uns com partituras, outros sem) e sempre atentos à orientações do músico Osório Perez (Do Clube do Choro de Londrina). Osório acompanha os outros no violão, ao mesmo tempo em que dá breves orientações como o próximo acorde, mudança de ritmo e outros detalhes; “Aqui no colégio a oficina acontece desde Julho de 2014, mas, ela acontecia antes. No Facebook mesmo, temos uma página do projeto que já contabiliza seis anos!”, comenta o músico. O som é executado com perfeição, mesmo um convidado que participa no dia pela primeira vez, toca junto com o restante dos músicos sem problema.

'A música está no sangue. A gente vê pessoas dedicadas aqui, muito humildes, isso faz a gente se sentir bem", contou o agricultor Joaquim Carlos Inocente - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
‘A música está no sangue. A gente vê pessoas dedicadas aqui, muito humildes, isso faz a gente se sentir bem”, contou o agricultor Joaquim Carlos Inocente – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Ao todo oito músicos participam da oficina, músicos mais experientes e também outros mais novos; “O choro é uma paixão nova, eu comecei a ouvir mais aqui na oficina mesmo. Toquei violão clássico, jazz e até rock…mas agora o choro tem durado mais”, afirma Felipe Zilloto, de 18 anos, que toca desde os dez anos de idade… “Sempre vale a pena participar. Acordar cedo, e essas coisas, são ruins em qualquer lugar. Estudar e evoluir no instrumento, é bem importantes…”, comenta o músico que entre seus ‘chorões’ preferidos cita nomes como Dillermando Reis, Iamandú.

O choro é uma paixão nova também de alunos mais experientes como Joaquim Carlos Inocente, de 58 anos (Que no dia tocava acordeom).”Fiquei uns 33 anos sem tocar o instrumento. Minha atividade profissional castiga um pouco – Joaquim é agricultor – Horário de plantio, colheita envolve um período de meses que a gente para. Mas, a música está no sangue, sempre quando posso, eu volto a retornar para os estudos, fazemos por prazer mesmo… “ contou Joaquim ao RubroSom, é a primeira vez que o músico participava da oficina. “A gente vê pessoas bem dedicadas aqui, muito humildes, isso faz a gente se sentir bem. Dentro do repertório gosto muito do Pixinguinha, Jacó do Bandolim… São as referências que a gente vê sempre por aí…” acrescenta Joaquim.

O projeto é feito sem qualquer tipo de apoio ou recurso externo. Alunos e interessados podem participar da oficina que acontece todos os sábados. É necessário que cada um leve seu próprio instrumento. “A gente faz uma pesquisa de repertórios muito simples, choros simples de duas partes, para poder sentir a prática Canções de duas partes, músicas para pessoa poder sentir a prática de conjunto, a vivência do regional. Conforme a pessoa vai evoluindo, ela mesma vai criando o repertório mais complexo, sozinha… A gente também abre pra quem quer trazer novidades”, conta Osório Perez que realiza a oficina semanalmente.

“O choro é uma paixão nova, toquei violão clássico, jazz e até rock...mas agora o choro tem durado mais", conta o músico Felipe Zilhoto (À direita) - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
“O choro é uma paixão nova, toquei violão clássico, jazz e até rock…mas agora o choro tem durado mais”, conta o músico Felipe Zilhoto (À direita) – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

O projeto ocorreu durante boa parte de 2015 e, neste ano, começa a retomar atividades quase na metade do ano. “Eu já comecei a sentir falto da oficina, neste tempo sem fazer, só vem quem tá disposto mesmo… É um horário bom de fazer, resolvemos retomar pra não perder mais a outra metade do ano”, relembra Osório. Como os principais compositores Osório cita nomes como Maurício Carrilho (Sobrinho de Altamiro Carrilho), Joaquim Sobrera, Valdir Azevedo… “Circula por ai, para a galera fixar bem. É aberto para quem quiser vir, o objetivo é tocar em conjunto. Muitas vezes a pessoa toca e estuda em casa, mas não tem um grupo pra praticar, ela pode vir aqui e participar” conclui o músico.


SERVIÇO

Oficina de Choro
Onde:
Colégio Champagnat – Rua São Salvador, 998
Quando: Todos os sábados, a partir das 9h
Participação gratuita: (Necessário levar instrumento)