Londrina recebe projetos para acessibilidade do Teatro Zaqueu de Melo

O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, recebeu na manhã dessa quinta-feira (22), os projetos arquitetônicos e complementares doados por arquitetos e engenheiros de Londrina, para a adequação e acessibilidade do Teatro Zaqueu de Melo (Avenida Rio de Janeiro, 413, Centro). A solenidade foi realizada em conjunto com o tombamento histórico e cultural do primeiro prédio municipal de Londrina, a antiga Casa da Criança.

Londrina recebe projetos para acessibilidade do Teatro Zaqueu de Melo
Estiveram presentes na solenidade, a vereadora Elza Correia, o arquiteto responsável pelo projeto arquitetônico, Nelson Giácomo, o responsável pelos projetos de acústica e de sonorização, Angelo Galbiatti, e diversas autoridades – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Foram entregues os projetos arquitetônicos, estrutural, elétrico, hidráulico, acústico, de sonorização e para instalação de ar condicionado no Teatro Zaqueu de Melo. Essa é a finalização da primeira etapa para a adequação do local. Eles servirão para a modernização e adequação da acessibilidade do Teatro e foram elaborados por engenheiros e arquitetos do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) e outros autônomos. “É importante registrarmos a entregas dos projetos arquitetônico e complementares para que possamos promover a reforma do Teatro Zaqueu de Melo e, em especial, sua adequação aos requisitos de segurança e acessibilidade”, explicou Kireeff.

Segundo a secretária municipal de Cultura, Solange Batigliana, com os projetos arquitetônico e complementares garante-se um passo importante para a viabilização de recursos financeiros, pois eles são necessários na apresentação de propostas para a reforma do espaço. “Com os projetos garantimos a materialidade para a busca dos recursos necessários à contratação da obra de adequação e acessibilidade do teatro. Por isso, hoje, é um dia de muita felicidade, que representa o espírito de união e preocupação com a cidade, a participação de todos nós, poder público e sociedade civil, trabalhando para o bem da cidade”, acredita Solange.

O local foi reciclado na década de 1980 para que pudesse abrigar um teatro, pois antes, no espaço, funcionava o salão do júri do Fórum Estadual de Londrina. “O teatro além de ser tradicional em Londrina está dentro de um prédio público, em que agentes culturais podem usufruir de forma gratuita. Ele precisa passar por adequações, pois ele não nasceu teatro e tem alguns problemas. Com as melhorias, as questões de rampa de acesso, elevadores, degraus e outras adequações que facilitam o deslocamento de pessoas com necessidades especiais serão feitas, além de outras para melhorar a acústica e atender as normas de segurança”, explicou Vanda. Estiveram presentes na solenidade, além das autoridades mencionadas, a vereadora Elza Correia, o arquiteto responsável pelo projeto arquitetônico, Nelson Giácomo, o responsável pelos projetos de acústica e de sonorização, Angelo Galbiatti, o engenheiro resposnável pelo projeto hidraúlico, Marco Leite, engenheiro responsável pelo projeto elétrico, telefônico, SPDA e CFTV, Naziel Salustiano, o presidente do CEAL e apoiador dos projetos, José Fernando Garla, e a representante do Conselho Municipal de Preservação do patrimônio Cultural de Londrina, Amanda Salvioni.

(Com informações da Assessoria de Imprensa – N.Com)

Pertinaz: Artistas de Londrina e SP expõem trabalhos

Está em exposição na Vila Cultural Grafatório (Avenida Paul Harris 1575 – Próximo á Região Leste) a mostra “PERTINAZ: questão de tempo”, com trabalhos de Felipe Vieira, Marcela Novaes e Fercho Marquéz. Os trabalhos foram todos selecionados pelo edital ‘Expografias 2016’ e utilizando cada um uma linguagem específica (Veja a seguir), dialogam na mostra com questões ligadas ao tempo – Como a passagem do mesmo, registro, memória e outros temas.

A artista Marcela Novaes demonstra sua obra baseada em sobreposições de fotos - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
A artista Marcela Novaes demonstra sua obra baseada em sobreposições de fotos. A ideia é que os visitantes combinem camadas montando suas próprias combinações – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

A obra de Felipe Vieira (SP) relata, por meio de objetos, a vivência de uma experiência pessoal: o convite que fez, a vários de seus conhecidos, a vivenciarem com intensidade o “instante decisivo”. Ela foi desenvolvida a partir de monóculos (Presentes – Como ele mesmo explica) dados à algumas pessoas, seguidos de um registro em foto feitos das mesmas (As imagens em questão foram expostas no Grafatório.

foto felipe4
O artista Felipe Vieira e o detalhe das fotos (Em miniatura) expostos em sua obra – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Um monóculo, com um espelho dentro, também era disponibilizado como parte do trabalho – Além de sugerir um ‘olhar para si mesmo’, segundo o próprio artista, o trabalho era aberto à outras interpretações. “Eu criei essa relação com a escolha. Ela precisa ter uma certa distância para poder ver com clareza. Eu acabo trabalhando com a afetividade, ela tem um pouco disso de ‘aprender a olhar para si’… Eu tento trazer um pouco disso (Afetividade) através desses presentes dados. Eu contava à elas sobre essa leitura de olhar o monóculo e ver com nitidez. O monóculo geralmente guarda a foto, misturava essa coisa do tempo, momento afetivo… Eu tentei achar isso no meu trabalho de modo que ele ficasse fique menos frio” contou o artista à reportagem do RubroSom. Felipe é também integrante de uma editora, a Norte, e levou para o grafatório alguns materiais produzidos pelo grupo.

Visitantes observam as 'Vértebras tripartidas do Leviatã' na obra de Fercho Márquez - Foto: Bruno Leonel - RubroSom
Visitantes observam as ‘Vértebras tripartidas do Leviatã’ na obra de Fercho Márquez – Foto: Bruno Leonel – RubroSom

Representando Londrina, o artista Fercho Marquéz representa fantásticas vértebras tripartidas de um mítico monstro: o Leviatã. O tema e os materiais utilizados fazem refletir sobre perecividade e permanência, vida e morte, longas colunas verticais foram montadas com peças de glicerina (Com textura semelhante à sabonetes). Também da cidade, Marcela Novaes (Que também é licenciada em artes Visuais) investiga o tema da Casa para tratar de familiaridade, estranheza, cotidiano e enigma. São casas vistas à distância (Reproduções de casas pintadas pelo artista Edward Hopper), da perspectiva de alguém que parece ter superado àquela antiga paisagem, mas que se
voltou para mirar o que ficou.

Detalhe da obra 'Incêndios (Para Hopper) de Marcela Novaes - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Detalhe da obra ‘Incêndios (Para Hopper) de Marcela Novaes – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Intervenções digitais foram feitas, como nos murais e detalhes da casa que aparecem danificadas por fogo, quase como se um incêndio tivesse ocorrido. O tema aparece nos dois trabalhos que a artista levou para a mostra. “Ambos foram feitos em 2015, eu já pensava em pegar trabalhos do Hopper e fazer intervenções em cima. Esse foi o resultado de colocar as ideias para fora”, relatou Marcela. Em um outro trabalho, diversas fotos em transparência (No estilo de ‘slides’ antigos) foram colocadas junto a um projetor, de modo que o espectador ao se deparar com o trabalho pode organizar as transparências da forma que achar mais adequado e montar sua própria ‘sobreposição’ de texturas. “As pessoas podem montar suas próprias paisagens, a partir de uma paisagem que já é do artista. É um ‘Site Specifc’onde o artista constrói casas, em espaços (Florestas, campos) e aí, cada um pode criar sua paisagem” acrescenta a artista. O resultado da sobreposição é projetado em uma parede próxima, onde as cores e texturas ganham um tom mais ‘espectral’.

Expografias é um projeto realizado de forma independente pelo Grafatório em parceria com os artistas selecionados. A iniciativa irá montar mais duas exposições ainda neste ano. A exposição ‘Pertinaz’ deve ficar ainda cerca de duas semanas no espaço.


Serviço

Exposição”PERTINAZ: questão de tempo”
Onde:
Vila Cultural Grafatório (Avenida Paul Harris 1575)
Horário: Segunda à Sexta – 13h30 às 18h30
Entrada gratuita