Passageira 16 – Museu de Arte sedia lançamento do catálogo

O Museu de Arte de Londrina recebe nesta quarta-feira (18), a partir das 19 horas, o lançamento do catálogo da exposição “Passageira 16”, realizada no local entre agosto e setembro do ano passado. O catálogo, que contém fotos dos trabalhos e da própria exposição, acompanhadas de textos, será distribuído gratuitamente ao público. O museu está localizado na Rua Sergipe, 640, no centro.

As obras '1.650,809 km²' (fundo) e "A passageira" (Caixas de som a frente dialogaram com luz e também a sonoridade do local - (na 'passageira' um áudio em looping, com gravações da atual rodoviária, era reproduzida ao público) - Foto: Bruno Leonel.
As obras ‘1.650,809 km²’ (fundo) e “A passageira” (Caixas de som a frente dialogaram com luz e também a sonoridade do local – (na ‘passageira’ um áudio em looping, com gravações da atual rodoviária, era reproduzida ao público) – Foto: Bruno Leonel.

A exposição “Passageira” é um projeto independente e pioneiro na cidade, que em 2016 selecionou oito artistas para exporem seus trabalhos no museu. “A proposta do projeto era que os artistas enviassem trabalhos site specific, para ocupar e ressignificar o espaço do Museu, que é um local muito forte. Recebemos mais de 100 inscrições, e os artistas selecionados trouxeram trabalhos dos mais variados tipos, criando uma exposição com bastante interação do público”, contou a organizadora do projeto, Louisa Savignon. O catálogo conta com as fotos da exposição e textos da comissão, artistas e demais envolvidos. Fotos de Angelita Niedziejko, Auber Silva e Carlos Oliveira; arte do Pianofuzz Studio; editoração de Louisa Savignon.

A obra 'Demolição do museu', exposta durante a mostra Passageira 16, com elementos de uma suposta reforma, cria um contraste peculiar com a paisagem da cidade - Foto: Bruno Leonel.
A obra ‘Demolição do museu’, exposta durante a mostra Passageira 16, com elementos de uma suposta reforma, cria um contraste peculiar com a paisagem da cidade – Foto: Bruno Leonel.

De acordo com Louisa, a intenção é tornar o projeto bienal, com uma edição a cada dois anos, sendo a próxima em 2018. “Passageira 2016” contou com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, através do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).


SERVIÇO
Lançamento do catálogo da exposição Passageira 16
Q
uando: 18/10/2017
Onde: Museu de Arte de Londrina – Rua Sergipe, 640
Entrada gratuita

Museu de Arte sedia exposição “Forma e Conteúdo”

Nesta quinta-feira (2), às 19h30, será inaugurada, no Museu de Arte de Londrina, a exposição “Forma e Conteúdo”, que reúne uma série de dez trabalhos do artista plástico Juliano Fabbri Cesar. Estarão expostas, no segundo piso, esculturas elaboradas em alumínio reciclado fundido. O período expositivo vai de 3 de fevereiro a 2 de março e a entrada é gratuita. O Museu de Arte está localizado na rua Sergipe, 640, centro.

(Foto: Divulgação) - Museu de Arte sedia exposição 'Forma e Conteúdo'
Museu de Arte sedia exposição ‘Forma e Conteúdo’ – Foto: Divulgação

Trabalhando com esculturas há mais de 20 anos, Juliano já teve seus trabalhos expostos e vendidos  em diversas galerias. Ele também participou de Salões e Mostras de Arte.Para o artista, as formas encantam e remetem a emoções e sensações diversas, que podem ser agradáveis ou não. Em suas obras procurou sempre transmitir beleza e experiências agradáveis ao público. Nessa exposição o artista levanta uma questão que tem se tornado bastante recorrente entre os apreciadores: “Qual o significado dessa obra?”.

Para ele, definir significado a um conjunto de formas nem sempre é tarefa simples. “Significado depende de ponto de vista, perspectiva e uma série de condicionantes particulares e inerentes a cada indivíduo. Cada um de nós carrega suas próprias experiências, expectativas e emoções”, afirmou.

“Talvez não precisemos nos preocupar com o que a obra significa, mas sim nos focarmos no conteúdo emocional que todos carregamos e muitas vezes são despertos pela arte de uma maneira muito particular e única em cada um de nós”, concluiu.

(Com informações da assessoria de imprensa)


SERVIÇO
Exposição ‘Forma e Conteúdo’ no Museu de Arte de Londrina
Quando: Quinta-feira (2)
Horário: 19h30
(Entrada Gratuita)

Museu de Arte de Londrina reabre neste sábado

O Museu de Arte de Londrina reabre neste sábado (14) com a realização de dois eventos gratuitos que iniciam a programação de 2017. O público poderá visitar, das 10 às 15 horas, o espaço cultural que fica na Rua Sergipe, 640, Centro.

Em 2016 o museu foi utilizado por diversas mostras como a exposição do artista Carão em junho - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Em 2016 o museu foi utilizado por diversas mostras como a exposição do artista Carão em junho – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Será aberta uma exposição de gravuras que integram o acervo do Museu de Arte, com curadoria da produtora cultural Helena Gomes A coletânea reúne trabalhos dos artistas plásticos Wanda Grade, Paulo Menten, Ivone Couto, Sandra Correia Savero, Eduardo Tadeu e Flávio Gadelha. A exposição permanece aberta para visitação até o dia 3 de março, no primeiro piso do museu.

Outra atração deste sábado será a Feira Madá, evento que reúne artesanato, gastronomia, música, arte e moda. A feira conta com produtos exclusivos e de qualidade, a maior parte feita com as mãos, incluindo itens de decoração, acessórios, brinquedos, arte gráfica, vestuário, produtos ecológicos e outros.

A proposta da iniciativa, organizada pelo Ateliê Coletivo Casa Madá, é incentivar e valorizar os artistas e produtores locais, fortalecendo a economia criativa de Londrina e região. Os expositores irão comercializar seus produtos no pátio onde ficam os arcos do Museu.

De acordo com a diretora de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Maria Luisa Alves Fontenelle, as atividades do Museu estão sendo retomadas, após o fechamento do local ao público, no final do ano passado, para a realização de trabalhos internos. “A agenda cultural de 2017 conta com uma série de atividades e eventos já programados, incluindo exposições de artes plásticas e fotográficas e feiras de arte”, informou.

Os interessados em agendar visitas em grupo ao Museu de Arte podem fazer a solicitação do formulário pelo telefone (43) 3337-6238 ou pelo e-mail museu@londrina.pr.gov.br . A partir de segunda-feira (16), o Museu de Arte volta ao horário normal de atendimento, que é de segunda a sexta-feira, das 13 às 18 horas. Eventualmente, o espaço também abre aos sábados.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Londrix – Mesa de debate nesta terça terá Ignácio de Loyola Brandão

Chegando à sua edição de número 12, o Londrix – Festival Literário de Londrina vem se consolidando como um dos grandes momentos da literatura brasileira. Iniciando ontem, o chamado Pré-Londrix (O festival oficial acontece em Dezembro) terá sete dias de atividades intensas, realizadas no Museu Histórico Padre Carlos Weiss, trazendo grandes nomes como os premiados Ignácio de Loyola Brandão e Ana Miranda, o poeta Sergio Vaz, da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia de São Paulo) ou, ainda, o yanomani Daniel Munduruku, da Casa dos Saberes Ancestrais – Era prevista a vinda do poeta concreto Wlademir Dias Pinos (precursor do poema-processo), mas que precisou cancelar sua vinda de última hora ao evento.

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Com 80 anos de idade, Ignácio de Loyola Brandão, nascido em Araraquara (SP), é um dos escritores mais aclamados por críticos e historiadores – Foto: Divulgação

O Londrix também renova sua atenção para a fusão da música e da palavra. Ontem o festival trouxe aos palcos do Cemitério de Automóveis o show da cantora londrinense Simone Mazzer, cujo obra pela qual foi eleita revelação mostra, sobretudo, o trabalho de compositores de Londrina. O espaço recebe também o “Sarau Prosa e Poesia e Outras Delicias” (com oficinas e performances), o “Cabaré Londrix” (com bandas da cidade) e o “Poesia In Concert”, com poesia e música. Além de nomes já consagrados, mais de 20 autores regionais estarão autografando os seus livros. Os “cafés literários”, marca registrada do Festival, reúnem oito mesas e 20 acadêmicos debatendo em torno dos escritores brasileiros. Neste ano, pela primeira vez, o Londrix realiza o “Café com Elas”, focado na literatura de autoria feminina. Há, ainda, uma vasta programação para as crianças com diversas sessões de contação de histórias, lançamento de livros infantis e show de palhaços. A programação completa e o horários dos eventos podem ser conferidos no site www.londrixfestivalliterario.com.br. Como muitas das atividades da programação acontecem nas dependências do Museu Histórico, no pátio e estacionamento haverá uma nova atração: o “Londrix Drive In Food Truck” com comidas de boteco e exibição em telão da série “Pássaros Ruins”, uma coletânea de vídeos com poetas paranaenses.

Nos telões do Londrix estarão sendo exibidos também os doze vídeos poemas selecionados entre os 70 inscritos no concurso “Londrix Vídeo Poemas”. A mostra de poesia digital chega à sua quinta edição batendo recordes. Neste ano, 55 mil pessoas participaram das votações. Clamor, do poeta Valdir Rodrigues, de Cambé, foi o vencedor. A primeira mesa de debates e palestras, na terça-feira (22), às 19 horas, será com Wlademir Dias Pinos. Na sequência, às 20 horas, Ignácio de Loyola Brandão conversa com o público.Com 80 anos de idade, Ignácio de Loyola Brandão, nascido em Araraquara (SP) é um dos escritores mais aclamados por críticos e historiadores, principalmente por possuir uma literatura que mistura naturalismo, realismo mágico, fábula contemporânea e uma clareza jornalística. Com vários livros de contos, biografias, literatura de viagem e romances, o autor acumulou vários prêmios, incluindo o Jabuti, e foi traduzido para diferentes línguas. Desde 2005 é cronista do jornal O Estado de S. Paulo.


Festival Literário de Londrina – Londrix
Informações: http://londrixfestivalliterario.com.br/

Teatro – Donantônia será apresentada no Museu de Londrina

Neste sábado e domingo (19 e 20), o Núcleo Ás de Paus levará a montagem da peça teatral Donantônia ao Museu Histórico de Londrina. Ao todo serão duas sessões, às 15h e às 19h nos dois dias. A montagem é já o terceiro espetáculo do Núcleo, que desenvolveu o trabalho desde 2014, após a criação de ‘A Pereira da Tia Miséria’ (2010) e “Singra” (2013). Este espetáculo é uma realização do Núcleo Ás de Paus e a temporada de estreia é patrocinada pelo PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina.

Núcleo Ás de Paus durante apresentação da peça 'Donantônia' na Vila Flapt - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Núcleo Ás de Paus durante apresentação da peça ‘Donantônia’ na Vila Flapt – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Antônia é uma senhora que adora receber visitas e, entre uma conversa e outra, um pedaço de bolo e uma xícara de café, revive lembranças de um passado distante, revelando velhos conflitos que se tornam presentes diante do público. Aquele que ingressa na casa de Antônia é também convidado a se lembrar dos tempos idos, das escolhas que formam a trama e o significado desta jornada que chamamos de vida.
A pesquisa que envolve a presente montagem possui como foco, além dos elementos de prolongamento do ator, como bastões, máscaras e pernas-de-pau, investigações concernentes à construção e direção coletiva de uma obra teatral. Para a construção da dramaturgia, a companhia convidou a escritora paulista Yara Camillo, que elaborou o texto em consonância com o desenvolvimento do trabalho. A direção musical é de Thunay Tartari, integrante do Ás de Paus, que criou canções originais para o espetáculo.

Uso experimental do espaço e montagem inovadora fazem parte da peça - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Uso experimental do espaço e montagem inovadora fazem parte da peça – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A montagem – A peça, entre outros detalhes, é notável pela sua montagem experimental e pelo uso inteligente do espaço durante o desenrolar da encenação; Três dos personagens (As ‘Antônias’) passam a peça toda caminhando sobre pernas de pau além de interagirem com a plateia. O público é dividido em lugares espalhados por todo o espaço, com a peça acontecendo no centro. Uma iluminação especial garante um tom mais ‘espectral’ à narrativa. A trama tem um tom surreal, embora dialogue com temas muito presentes na vida cotidiana como vida/morte, expectativas e a passagem do tempo. Durante a peça, o público presente é convidado também a interagir com os personagens, como em momentos onde os atores entregam café aos presentes, quase como uma forma de ‘agradecimento’ pela visita.

Na peça, as ‘Antônias’ a todo momento resgatam lembranças de um passado distante. Citam velhos conflitos que se tornam presentes diante do público. É até difícil não pensar nos relatos contados ali sem se identificar com algo do texto. “Tem vários níveis sim. A criança mesmo talvez não entenda a ‘filosofia’ toda, mas, ela fica com as imagens na cabeça, com a figura da Antônia e dos meninos. Quem já tem um pouco mais de idade, pelo menos a gente espera, já entende esse recado do texto”, contou ao RubroSom o ator André Luiz Demarchi, que participa do espetáculo.

Ficha Técnica
Direção e produção: Núcleo Ás de Paus
Dramaturgia: Núcleo Ás de Paus e Yara Camillo
Direção musical: Thunay Tartari
Elenco: Adalberto Pereira, André Demarchi, Artur Junges, Camila Feoli, Rebeca Oliveira de Carvalho, Rogério Francisco Costa e Thunay Tartari
Iluminação: Rogério Francisco Costa e Altair de Souza (Borracha)
Cenografia: Rogério Francisco Costa
Marcenaria: Claudiomar Meneguetti
Serralheria: Carlos Miguel da Silva
Figurino: Núcleo Ás de Paus
Costura: Inês Zeidel Grassi
Perucas e máscaras: Daniele Stegmann
Design Gráfico: Arthur Duarte


SERVIÇO
Donantônia no Museu Histórico de Londrina
Quando: Sábado e Domingo (18 e 19)
Horário: Às 15h e 19
Entrada Gratuita

Passageira 16 – Obras ressignificam Museu de Londrina

Logo na entrada, um cartaz já alerta os visitantes; A frase “Obra, novo museu de Londrina” aparece escrita em um painel onde uma versão modernizada (E com muito mais andares) do Museu de Arte de Londrina é mostrada. Ao redor, materiais como uma carriola, morros de areia e até uma pilha de tijolos deixam claro que uma reforma acontece no espaço, pelo menos, para os mais desavisados… Provocando uma estranheza peculiar no público, os objetos todos são parte da obra “Demolição do Museu’ do artista Romulo Milanese (Bauru/SP), uma das oito obras integrantes da exposição Passageira 16, aberta no último fim de semana em Londrina.

Obra 'Canto 180' de Marisa Bueno (São PauloSP) - Foto: Bruno Leonel
Obra ‘Canto 180’ de Marisa Bueno (São PauloSP) – Foto: Bruno Leonel

Com oito obras inéditas, dispostas de modo a se tornar parte do Museu de Arte de Londrina (MAL), a exposição coletiva PASSAGEIRA 16 ocupará o edifício projetado por Vilanova Artigas até 30 de setembro. A entrada é franca. De acordo com a diretora da PASSAGEIRA 16, Louisa Savignon, a intenção da exposição é propor reflexões que abordem a existência e os vários papéis desempenhados pelo Museu de Arte, em cujo prédio funcionou, até 1988, a antiga rodoviária da cidade. “São oito propostas diferentes, que entenderam a proposta site specific do projeto, e que, juntas, propõem uma interessante reflexão sobre aquele espaço tão particular e caro a todos os londrinenses”, diz.  As propostas artísticas escolhidas pela comissão de seleção composta por Danillo Villa, Fatima Savignon e Rogerio Ghomes representam variadas formas de expressão, da performance à vídeo-arte, passando pela arte sonora e pela instalação. Quem esteve no museu também pode acompanhar ao ‘happening’ artístico do coletivo Barafunda; Cerca de 25 pessoas, portando objetos diversos e elementos como ‘sal bovino’ realizaram uma manifestação artística que dialogava com vários temas ligados à mostra (Como a passagem do tempo e memória). “É um projeto que estamos desenvolvendo há bastante tempo e, paramos, para apresentar essa etapa aqui. A ideia é mexer com elementos guardados, como que para ‘purificar’ alguma coisa… Pensando na coisa do ‘sermão dos peixes’ do Padre Vieira, então, a gente ta limpando um pouco o espaço. É um ato onde os objetos falam, cada integrante trás algum objeto e contamos uma história a partir de cada um dos participantes. Durante o evento esse ‘happening’ irá ocorrer outras vezes, acho que não da mesma forma, mas mantendo a ideia…”, contou o professor de artes Claudio Luiz Garcia, um dos organizadores da apresentação.

A obra 'Demolição do museu' com elementos de uma suposta reforma, cria um contraste peculiar com a paisagem da cidade - Foto: Bruno Leonel.
A obra ‘Demolição do museu’ com elementos de uma suposta reforma, cria um contraste peculiar com a paisagem da cidade – Foto: Bruno Leonel.

Há obras que brincam com o tridimensional –  Como as ‘colunas curvas, dispostas em uma das salas principais do préio, intitulada “Canto 180’ de Mabu (São Paulo) e o ‘Monumento de Vento’  de Márcio Diegues (Que consiste em estruturas de tecido penduradas no teto externo do prédio, até obras que buscam ressignificar trabalhos de outros artistas, brincando um pouco com a coisa da pós-modernidade como é a obra ‘Zona de Desconforto’ de Felipe Cidade (São Paulo/SP). ” No trabalho eu me aproprio de cavaletes da Lina Bo bardi, fazendo uma intervenção, aplicando uma tela (De insulfilme de 90%) que impede a translucidez do material. É um trabalho que consiste em repensar a relação do estado de crise, no geral, com os espaço de arte, e o que acontece com eles neste período de tempos de transição, mudanças econômicas… O cavalete da Lina (da época do modernismo) foi um marco de sacralização dos museus… após serem retirados nos anos 90, recentemente, os cavaletes voltaram, meio que como ‘retornar’ ao seguro para poder voltar a trazer pessoas para o museu… No meu trabalho eu questiono um pouco esses posicionamentos. Essa volta do cavalete seria andar para trás ou para a frente? Meu trabalho questiona esses posicionamentos…”, contou o artista à reportagem do RubroSom.

Coletivo 'barafunda' realizou o trabalho homônimo, que envolveu apresentação de objetos durante a abertura da mostra - Foto: Bruno Leonel.
Coletivo ‘barafunda’ realizou o trabalho homônimo, que envolveu apresentação de objetos durante a abertura da mostra – Foto: Bruno Leonel.

Passando pela multimídia e por linguagens diversas há obras que brincam com a iluminação, como as luzes coloridas do artista William Zarella, autor do trabalho”1.650,809 km²”, o áudio da atual rodoviária gravado e reproduzido em looping total (Do trabalho ‘a passageira’ de vanessa s) e também o vídeo, editado com fragmentos do Google Street View no trabalho em vídeo ‘Passageiro” de  Jean Yoshimura. O trabalho, que chama a atenção por ‘comprimir’ a passagem do tempo e a mudança de paisagens em poucos segundos, dialoga com temas da efemeridade e o espectador colocado na posição visual de um passageiro. “Eu fiz ele como matéria da pós-graduação em fotografia e vídeo, em 2015, o trabalho tem essas duas linguagens. É um trabalho que dialoga totalmente com essa coisa da proposta, embora não tenha sido intencional – o trabalho já estava feito quando houve a abertura do edital. A ideia é a do passageiro como efêmero, tem esses dois lados, do efêmero e do personagem transitório…. “, contou o artista.

Artigas e Londrina

Um dos objetivos da Passageira 16 é tentar interpretar um dos comentários feitos por Artigas quando de sua última visita à cidade, em 1983. Naquela ocasião, disse o ícone modernista sobre o tombamento histórico da antiga rodoviária: “Eu fiquei contente, não porque fui eu que fiz. Nada a ver com a forma feita. Depois de feita, a diaba vira as costas, esperneia por todo lado, faz o que bem entende. Vai embora, faz seus casamentos, se esfrega com o povo e ganha qualidade própria. E o povo se serve, como a uma caneca velha, estende roupas. A obra artística criada, que foi produto do pensar, assume independência.”

As obras '1.650,809 km²' (fundo) e "A passageira" (Caixas de som a frente dialogaram com luz e também a sonoridade do local - (na 'passageira' um áudio em looping, com gravações da atual rodoviária, era reproduzida ao público) - Foto: Bruno Leonel.
As obras ‘1.650,809 km²’ (fundo) e “A passageira” (Caixas de som a frente dialogaram com luz e também a sonoridade do local – (na ‘passageira’ um áudio em looping, com gravações da atual rodoviária, era reproduzida ao público) – Foto: Bruno Leonel.

Além da antiga rodoviária, a parceria entre João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) e Carlos Cascalgi também projetou alguns dos prédios mais importantes de Londrina, a saber: edifício Autolon (rua Minas Gerais, 194, inaugurado em 1951), Cine Ouro Verde (rua Maranhão, 85, pronto em 1952), a Casa da Criança (praça Primeiro de Maio, 110, concluída em 1955), e ampliação da Santa Casa (rua Senador Souza Naves, 441, finalizada em 1955), além de outros projetos que não foram executados.

Antiga rodoviária

Elemento urbano inspirador da Passageira 16, o edifício do Museu de Arte de Londrina foi inaugurado em 4 de outubro de 1952 para ser a quarta rodoviária da cidade. A execução do projeto assinado por Artigas e Cascaldi tomou quatro anos devido à complexidade de suas formas, sobretudo os arcos de concreto armado.

Porta de entrada da cidade por quatro décadas, o antigo terminal rodoviário foi tombado pela Secretaria de Estado da Cultura, em 1974, como o primeiro prédio de arquitetura moderna do Paraná. Em 1988, com a inauguração da nova rodoviária, o edifício foi fechado, reabrindo apenas em 1993 para se tornar museu de arte.


Mostra Passageira 16
No Museu de Arte de Londrina (Rua Sergipe, 640) até o dia 30 de Setembro

Artistas de Londrina, RJ e SP abrem exposição no sábado

Com oito obras inéditas, que foram pensadas exclusivamente para o Museu de Arte de Londrina (MAL), a exposição coletiva PASSAGEIRA 16 será aberta às 10h do próximo sábado (13). Os trabalhos ocuparão o edifício projetado por Vilanova Artigas até 30 de setembro. A entrada é franca.

Cartaz de divulgação da mostra - Foto: Divulgação.
Cartaz de divulgação da mostra – Foto: Divulgação.

De acordo com a diretora do evento, Louisa Savignon, a intenção da exposição é propor reflexões que abordem a existência e os vários papéis desempenhados pelo Museu de Arte, em cujo prédio funcionou, até 1988, a antiga rodoviária da cidade. “São oito propostas diferentes, que entenderam a proposta site specific do projeto, e que, juntas, propõem uma interessante reflexão sobre aquele espaço tão particular e caro a todos os londrinenses”, diz. As propostas artísticas escolhidas pela comissão de seleção representam variadas formas de expressão, da performance à vídeo-arte, passando pela arte sonora e pela instalação.

Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O edital da Passageira 16 foi aberto a artistas residentes em Londrina e demais cidades do Brasil. Segundo Louisa Savignon, o nome do edital oferece já uma multiplicidade, como a relação que ele possibilita com as mostras que não são permanentes (Passarão pelo museu), o cronograma curto já reflete isso. “Brincamos também com essa coisa do local da exposição ser a antiga rodoviária, por onde passavam muitos passageiros. É um espaço que já existe (O museu como um todo) e nele você projetar algo artístico que vai dialogar com o ambiente, como um condutor. O museu está lá, cercado por grades, mas muitas vezes não é visto, tem uma ideia também de chamar ‘Olhem para o museu’…”, contou Savignon à reportagem do RubroSom.

Site specific

Este conceito artístico é destinado a obras criadas de acordo com um determinado ambiente ou espaço. Seus elementos estéticos buscam o diálogo com o meio para o qual o trabalho é elaborado. Neste sentido, o site specific liga-se à ideia de arte ambiente, que sinaliza uma tendência de produção contemporânea de se voltar para as características daquele local e seu entorno, incorporando-os e/ou transformando-os. Nesta busca, além do próprio espaço físico, também podem ser abordados aspectos como sua função pública, seu estado de conservação e sua utilização social.

A mostra PASSAGEIRA 16 tem patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
ARTISTAS SELECIONADOS
// Coletivo barafunda, de londrina/PR com o trabalho “barafunda”
// mabu (marisa bueno), de são paulo/SP com o trabalho “canto 180”
// felipe cidade, de são paulo/SP com o trabalho “zona de desconforto”
// márcio diegues, do rio de janeiro/RJ com o trabalho “monumento de vento”
// jean yoshimura, de londrina/PR com o trabalho “passageiro”
// romulo milanese, de bauru/SP com o trabalho “demolição do museu”
// vanessa s., do rio de janeiro/RJ com o trabalho “o silêncio no ruído”
// william zarella*, de são paulo/SP com o trabalho “1.650,809 km²”

*convocado após informada a desistência do artista marcelo zocchio


Mostra ‘Passageira 16’

Inscrições gratuitas: Até 29 de Junho, apenas por e-mail – contato@passageira16.com
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Twitter
Instagram.com/passageira16

Passageira 16 divulga artistas selecionados para mostra

A mostra PASSAGEIRA 16 divulgou, na manhã da segunda-feira (11), a lista com os oito artistas selecionados para a exposição site specific que vai ocupar o Museu de Arte de Londrina de 13 de agosto a 30 de setembro. Cada contemplado vai receber R$ 2,5 mil para execução e montagem de sua ideia. A proposta do projeto é valorizar trabalhos artísticos que dialoguem com o edifício assinado pelos arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. Os recursos vêm do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Cartaz de divulgação da mostra - Foto: Divulgação.
Cartaz de divulgação da mostra – Foto: Divulgação.

Dentro das diretrizes artísticas do edital, Coletivo Barafunda, Felipe Cidade, Jean Yoshimura, Mabu (Marisa Bueno), Marcelo Zocchio, Márcio Diegues, Romulo Milanese e Vanessa S. foram os que mais se adequaram à proposta na avaliação da comissão de seleção composta por Danillo Villa, Fatima Savignon e Rogerio Ghomes. “Abrimos para as propostas tanto espaços internos como externos e o resultado foi surpreendente! Os oito selecionados acabaram se completando num significado maior, indo ao encontro do mote da exposição, que é ter o edifício como curador. Também foi muito importante a pluralidade de propostas, que vão de performance, interatividade fotográfica, instalação e videoarte à arte sonora. Ou seja, um leque imenso de investigações foi aberto e unido de forma inédita. É aí que a ideia de colocar vários artistas simultaneamente no espaço ganha sua força. Esperamos poder realizar novas edições para que, cada vez mais, a PASSAGEIRA possa ganhar corpo e afinar suas intenções com os artistas, com o público e, é claro, com o museu”, afirma a diretora da exposição, Louisa Savignon.

Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O edital da Passageira 16 foi aberto a artistas residentes em Londrina e demais cidades do Brasil. Segundo Louisa Savignon, o nome do edital oferece já uma multiplicidade, como a relação que ele possibilita com as mostras que não são permanentes (Passarão pelo museu), o cronograma curto já reflete isso. “Brincamos também com essa coisa do local da exposição ser a antiga rodoviária, por onde passavam muitos passageiros. É um espaço que já existe (O museu como um todo) e nele você projetar algo artístico que vai dialogar com o ambiente, como um condutor. O museu está lá, cercado por grades, mas muitas vezes não é visto, tem uma ideia também de chamar ‘Olhem para o museu’…”, contou Savignon à reportagem do RubroSom.

Site specific

Este conceito artístico é destinado a obras criadas de acordo com um determinado ambiente ou espaço. Seus elementos estéticos buscam o diálogo com o meio para o qual o trabalho é elaborado. Neste sentido, o site specific liga-se à ideia de arte ambiente, que sinaliza uma tendência de produção contemporânea de se voltar para as características daquele local e seu entorno, incorporando-os e/ou transformando-os. Nesta busca, além do próprio espaço físico, também podem ser abordados aspectos como sua função pública, seu estado de conservação e sua utilização social.

Artistas Selecionados

Coletivo Barafunda, de Londrina / PR, com a performance “Barafunda”

Felipe Cidade, de São Paulo / SP, com a intervenção “Zona de Desconforto”

Jean Yoshimura, de Londrina / PR, com a videoarte “Passageiro”

Mabu, de São Paulo / SP, com a instalação “Canto 180”

Marcelo Zocchio, de São Paulo / SP, com a interativa fotográfica “O Passado num Ponto”

Márcio Diegues, do Rio de Janeiro / RJ, com a instalação “Monumento de Vento”

Romulo Milanese, de Bauru / SP, com a instalação “Demolição do Museu”

Vanessa S., do Rio de Janeiro / RJ, com a arte sonora “O Silêncio no Ruído”

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


Mostra ‘Passageira 16’

Inscrições gratuitas: Até 29 de Junho, apenas por e-mail – contato@passageira16.com
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Instagram.com/passageira16