Música – Cantora Luiza Lian toca hoje em Londrina

Nesta sexta (21), a cantora Luiza Lian ao lado do músico e produtor Charles Tixier apresenta o show do álbum ‘Oyá_Tempo’ no Cemitério de Automóveis em Londrina. O som começa a partir das 21h. Além do show, os Djs Gabriela Wis e Gustavo Veiga (Baile do LP) farão uma seleção especial de música na pista.

O conteúdo das letras de Luiza Lian possuem teor autobiográfico, abordam temas como sexualidade e espiritualidade - Foto: Adi Leite
O conteúdo das letras de Luiza Lian possuem teor autobiográfico, abordam temas como sexualidade e espiritualidade – Foto: Adi Leite

O trabalho contempla além das composições inéditas, um filme média metragem e um site. Um filme feito à partir da trilha e um site em que se navega por uma galáxia pixelada. A performance de Oyá ganhou destaque pela midia especializada pelas apresentações no Festival Bananada, Virada Cultural, Audio Club, MECAInhotim entre outros e o álbum já está lista de melhores do ano da APCA.

Produzido por Charles Tixier (Charlie e os Marretas/Holger), o álbum foi concebido a partir de duas vertentes: as composições/cânticos umbandísticos da cantora e sua incursão pelo mundo do “spoken word”. Envolto de uma atmosfera eletrônica, Oyá Tempo busca atualizar a ponte tradição/contemporaneidade. Sampleia e distorce músicas tradicionais, estabelece um trip-hop em diálogo direto com a música brasileira, mescla espiritualidade e vida em um funk desconstruído e aprofunda o encontro sonoro entre metrópole e raíz.

Sobre – Cantora, compositora e artista visual, Luiza Lian integra a mais nova geração de artistas da cena independente paulistana. No seu modo característico de cantar, Luiza se aproxima da música negra americana, com referências que vão do jazz de Billie Holiday ao soul e ao hip-hop de Lauryn Hill, construindo um universo musical rico e multifacetado. O conteúdo de suas letras, com forte teor autobiográfico, abordam temas como sexualidade e espiritualidade, e traduzem um vínculo com a sua produção como artista visual.

Oyá é um experiência multimidia dividida em três eixos:
horizontal (filme): http://bit.ly/OyaTempo
vertical: www.luizalian.com.br
espiral: O show!
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Data: 21/07/2017 – 21h
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103)
Ingresso: $10 antecipado | $15 na porta
Ponto de venda de ingresso: Casa Madá – Ateliê Coletivo (Rua Gumercindo Saraiva, 74)

Entrevista – Montauk toca no Teatro Mãe de Deus em Londrina

inspirados pela ‘intenção de elevar sentimentos através da música’, principalmente o amor, o sexteto londrinense Montauk inicia nesta semana uma serie de apresentações no recém-reformado Teatro Mãe de Deus em Londrina, com um show especialmente elaborado para esse formato. O show, que acontece na próxima semana, na sexta (28) irá apresentar músicas de seus primeiros CDs, juntamente com faixas inéditas.

O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori - Foto: Divulgação
O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori – Foto: Divulgação

Completando cinco anos de estrada e já com dois álbuns produzidos, a banda londrinense Montauk apresenta um apanhado de canções com referências de gêneros como folk e mpb, com canções ao mesmo tempo sentimentais e questionadoras. O show mescla sentimentos variados, tais quais as nuances humanas. O grupo segue com a proposta de apresentar a música popular brasileira, trazendo em seus arranjos a mistura de gêneros e estilos comuns no país, “passamos pelo rock, pelo folclore e desembocamos no samba”, aponta Rafael Silvaro, integrante da banda. Atualmente, a Montauk prepara o lançamento do single “Estetoscópica”, previsto para o mês de Agosto.

O disco mais recente da banda, de nome “Faça Crescer Todas as Flores”, foi listado entre os 100 Melhores Discos Brasileiros de 2016 em uma seleção feita pelo site rockinpress do rio, este EP contou com a produção de Vinícius Nisi, também tecladista e produtor dos álbuns da Banda Mais Bonita da Cidade. A Montauk também foi a única atração londrinense a se apresentar no Festival Alternativo de Londrina, ocorrido em maio de 2017.  Aproveitando a estreia do novo show, conversamos com a banda para saber mais sobre algumas novidades dos próximos passos. Confira:

Nos últimos meses vocês lançaram clipe, entraram também em estúdio e fizeram bastante coisa… Qual o balanço desse tempo para o show do sábado? Muito material novo pra ser mostrado? 
Montauk: Com certeza, além de apresentar algumas músicas inéditas, temos preparado umas coisas novas para as músicas que a gente já faz. Por conta de termos inserido metais (sax, trompete e trombone), aproveitamos pra rearranjar a maioria das músicas. Então o show é novo por isso, o público pode ver as músicas do CD e do EP mais lapidadas, além de apreciar faixas que ainda não foram gravadas.
É a primeira vez da banda em um espaço como o Mãe de Deus certo? Como é a expectativa de tocar em lugares maiores? Na prática muda muita coisa na performance, no palco?
Posso responder por todos da banda (diz Rafael), nós nos sentimos muito mais à vontade num Teatro! Nada contra tocar em qualquer cenário, entretanto, a atmosfera mais “cênica” por assim dizer, a iluminação, a acústica e, principalmente, o público nesse formato parece contribuir em muito a nossa experiência no palco. O convite veio num momento oportuno, já havíamos tocado em teatros na cidade, mas o Mãe de Deus é o maior deles, tem capacidade para mais de 500 pessoas, queremos ver aquilo cheio e sentir algo que nunca sentimos no teatro!

Vocês produziram bastantes vídeos e lançamentos, em um período relativamente curto de tempo… Hoje em dia, para música autoral, é importante ter uma constância de novo material?
R: A questão é nunca parar, querendo ou não, o público virtual gosta de ver novidades surgindo, isso só vai ao encontro da vontade da banda de apresentar sempre algo novo. Nós temos muitas ideias para externalizar, então procuramos lançar contribuir com essa espera do público.
Após a estreia do show em Londrina, quais os próximos passos? Irão circular ou pensam em gravar mais faixas novas neste ano? 
R: Teremos outras apresentações na cidade, gostaríamos muito é de fazer um show aberto ao público, entretanto, nós precisamos levantar os fundos para aluguel de som, iluminação etc. É por isso também que precisamos levar o público ao teatro, assim mais londrinenses podem sempre ganhar com isso.
Também estamos preparando um single, o nome será “Estetoscópica”, pretendemos lançar a faixa com clipe, sai esse ano ainda.
Qual a maior dificuldade hoje que vocês enfrentam enquanto banda independente?

Eu creio que há dois principais empecilhos, o primeiro vem do incentivo fiscal e o segundo reside no próprio público consumidor; entretanto, eles são complementares: primeiramente, é muito dificultoso emplacar um show desses por si só. Se não fosse o convite do Teatro, não teríamos condições nem de alugar o espaço daquele tamanho sem garantia de que o público realmente vai comparecer. Com a devida importância do pessoal que realmente pode financiar (as empresas, a tv e o rádio), fica difícil encontrar mais gente que considera que a cultura é um meio de ascensão social e deve ser encarado como algo que edifica — divulgação é tudo —. Como banda independente, a gente possui o conteúdo criado com mais vontade do que dinheiro, tiramos do nosso bolso tudo que já produzimos para Montauk. As empresas que financiam os grandes shows da cidade também podem olhar para esse cenário cultural rico da cidade, vemos o financiamento de eventos que enchem os olhos, mas os menores, ficam pra depois, o público, esses o segundo item de dificuldade, vai ao show se realmente achar importante, tudo isso pode ser conquistado com mais oportunidade de divulgação.


SERVIÇO

Montauk no Teatro Mãe de Deus
Sexta-feira (28 de Julho)
Local: Teatro Mãe de Deus (Av. Rio de Janeiro, n. 670)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada)

Pontos de venda:
Oficina Bar (Av. Prefeito Faria Lima, 1380)
Pioneiros Inkers Club (R. Espírito Santo, 935)
Maximo Villa (R. Paranaguá, 933)

Venda online:
https://www.sympla.com.br/montauk-no-teatro-mae-de-deus__161378

Canção popular – Cantora Lia Cordoni se apresenta em Londrina

Veterana da cena musical da cidade, a cantora londrinense Lia Cordoni se apresenta nesta quinta-feira (26) em Londrina no Bar Valentino. Atualmente morando em SP, Lia é muito lembrada como uma presença marcante durante anos em palcos e eventos dedicados á música brasileira em Londrina – Ela já participou inclusive do projeto Viva Elis no ano 2000.

Cantora apresenta faixas de seu disco lançado em 2010 - Foto: Lionfotografia.com.br
Cantora apresenta faixas de seu disco lançado em 2010 – Foto: Lionfotografia.com.br

Há cerca de quatro anos sem fazer shows na cidade, a cantora retorna nessa semana a um dos espaços mais emblemáticos do seu começo de carreira. No show de hoje, Lia apresentará faixas de seu primeiro disco solo “Samba Fusão” (2010) além de alguns clássicos da MPB. O show terá uma formação de banda inusitada: A cantora se apresentará acompanhada por três violonistas, Jairo Cechin, Celso Pacheco e Marquinhos Santos.

Em clima intimista, a apresentação o set list da apresentação conta com clássicos de compositores como Chico Buarque e  Vinícius de Moraes, além de músicas inéditas do compositor Jairo Cechin (Esposo de Lia) que integram “Samba Fusão”. Lia começou a cantar em Londrina, em 1993, como integrante de um grupo cênico-musical. Aos poucos foi ganhando os palcos da cidades interpretando hits do cancioneiro nacional e músicas autorais.

Lia Cordoni – Em 2012, Lia lançou seu primeiro vídeo-clipe de carreira, o clipe da canção “Samba-Fusão”. No mesmo ano, a cantora foi convidada a integrar o projeto “Música Em Cena” no show “Feminino Plural” realizado na capital paulista. Neste show, subiu ao palco acompanhada das cantoras Izzy Gordon, Patrícia Talem, Maria Alvim e Gláucia Nasser, idealizadora do projeto.


SERVIÇO
Show Lia Cordoni

Participações Especiais: Celsinho Pacheco e Marquinhos Santos
Entrada: R$10,00
Endereço: Rua Pref. Faria Lima, 486
Londrina – PR

Novo grupo vocal da UEL busca criar repertório eclético

Desde a semana passada, a Divisão de Música da Casa de Cultura da UEL, passou a contar com mais um grupo vocal em sua estrutura. O novo projeto denominado Grupo Vocal Épocas, será comandado por Edvaldo Sousa, servidor da Divisão e Instrumentista Musical.

'O grupo surgiu com a ideia de que criássemos uma conduta diferenciada em relação á repertório", contou Edvaldo Sousa, servidor da Divisão e Instrumentista Musical que irá comandar o grupo.
‘O grupo surgiu com a ideia de que criássemos uma conduta diferenciada em relação á repertório”, contou Edvaldo Sousa, servidor da Divisão e Instrumentista Musical que irá comandar o grupo – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O grupo nasceu com a finalidade de desenvolver um repertório diferenciado e que possibilite aos seus integrantes viajar musicalmente, partindo de referências ecléticas indo desda a música renascentista (Baseando-se em compositores como Juan del Encina) e os demais períodos, passando pela música Folclórica, música Sertaneja de Raiz, Jovem Guarda, Bossa Nova, MPB e chegando à música atual, observando sempre a viabilidade musical da obra que pode variar do uníssono à 4 vozes, podendo também ser acompanhado das mais variadas formações instrumentais dependendo do estilo da peça em ensaio. “É uma nova proposta da Casa de Cultura, junto a diretoria foi pedido para que criássemos uma conduta diferenciada em relação á repertório. Quando á variedade, em todas as épocas há músicas boas, tentaremos pensar nas melhores de cada época… As audições acontecem agora no mês de junho e no próximo mês teremos já ensaios. Pensamos também em levar o grupo para apresentações no final deste ano”, contou ao RubroSom o instrumentista Edvaldo.

O grupo foi pensado para um efetivo de 20 integrantes, porém, poderá trabalhar com até 30 cantores/as, com idade a partir de 14 anos e com disponibilidade para ensaiar uma vez por semana no período noturno. Apesar da abrangência musical, a ideia é formar um repertório com arranjos de rápida compreensão, podendo em alguns casos serem elaborados arranjos específicos para o grupo.

Os ensaios acontecerão todas as quintas-feiras das 19:00 às 21:00 horas na sala (garagem) da Divisão de Música e terá como diferencial aulas de teoria musical básica com duração de meia hora, sempre no início dos ensaios.
Podem participar do grupo todas as pessoas que se identificarem com a proposta apresentada, e que possuam alguma aptidão, não sendo necessária nenhuma formação musical anterior. Será feita apenas uma pequena audição para classificação vocal.

O grupo estará realizando audições durante todo o mês de junho para completar o efetivo que já conta com 12 cantores oriundos do Coro da UEL, Coral HU em Canto, Coro Juvenil da UEL e da comunidade londrinense, bem como, da cidade de Rolândia. Os(As) interessados(as) poderão se dirigir à Rua Tupi, nº 210, Centro de Londrina, das 17:30 às 19:00h nos dias de ensaio. Inscrições e participação são totalmente gratuitas.


Serviço
Mais informações poderão ser obtidas na secretaria da Divisão pelo telefone: (43)3322-5224 (horário comercial).

Cantor Márcio Lugó se apresenta em Londrina em Junho

O cantor e compositor paulistano Márcio Lugó se apresentará em Londrina no próximo dia 16 de junho no Sesc Cadeião Cultural em Londrina. O show é ainda parte da turnê de seu segundo disco “Liberdade Aparente”, lançado em 2013. O lirismo das letras, assim como os arranjos (Pontuado por guitarras sutis, aliadas aos violões carácterísticos da MPB) chamam a atenção para o trabalho do jovem cantor.

O músico, que aponta como suas principais influências artistas como Lenine, Pedro Luís e a Parede e John Mayer, sobe ao palco do Sesc acompanhado por sua banda, formada por Rafa Moraes (guitarra), Diego Aquino (contrabaixo) e Bruninho Marques (bateria, pandeiro, conduíte e moringa), para apresentar suas músicas que passeiam pela diversidade dos ritmos brasileiros como nas composições Sou assim, Cinco sentidos e Trégua.

O cantor Márcio Lugó se apresenta no próximo dia 16 - Foto: Divulgação
O cantor Márcio Lugó se apresenta no próximo dia 16 – Foto: Divulgação

As composições giram em torno de temas como egoísmo e caos (decorrentes do cotidiano urbano). As letras das canções evidenciam a atenção de Lugó para a contemporaneidade e refletem a sociedade, sem deixar de lado as críticas sociais.


SERVIÇO

Márcio Lugó em Londrina
Quando: 16 de Junho às 20h
Onde: Sesc Cadeião Cultural (Rua Sergipe, 52 – Centro)
Ingressos:
R$ 10 (Inteira) R$ 5 (Meia) e R$ 2 (Comerciário)
Ingressos começam a ser vendidos uma semana antes

Entrevista – Compositor Rogério Luiz fala sobre o disco Lembranças

“Eu acho que fazer MPB é bem sério, em relação à composição. Para você mostrar algo para o mundo você tem que dar o melhor de si, é isso que vai ficar da sua vida né? É um registro que tem essa preocupação que com a intenção e com a sonoridade”, comenta o musico e compositor Rogério Luiz. Nascido em Cornélio Procópio, e morando em Londrina há 10 anos, Luiz finalizou recentemente a gravação de seu primeiro trabalho ‘Lembranças’. O registro conta com oito faixas autorais (Entre elas duas versões diferentes para a faixa título) que passam por estilos como a MPB, e até a bossa, mas que dialogam também com outros gêneros.

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“Sempre me interessei por essa coisa da escrita, do violão e a parte instrumental, gostar de falar sem utilizar palavras né?” comenta Rogério – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Rogério que é formado em Letras, contou em entrevista que o gosto por diferentes sonoridades e linguagens vem desde muito cedo quando, morando em cidade pequena, era condicionado a ouvir as estações de rádio da época, além da coleção de vinil de sua família.”Ouvia Ray Charles, Frank Sinatra, Robert Page, Discos da Motown, Toto, música brasileira… Hoje em dia você não ouve isso em rádios abertas, você precisa ir pra algo mais segmentado” comenta o compositor.

A literatura, ainda que de forma mais sutil, se faz presente também no seu trabalho autoral, Rogério conta que perto da gravação leu o livro Grande Sertão Veredas (Guimarães Rosa) cujos temas refletiram na parte da criação.

O RubroSom conversou com Rogério sobre o processo de composição do disco, a relação pessoal do músico com a parte de criação e o processo de gravação de ‘Lembranças’, confira:

Você mora já há dez anos em Londrina, seu trabalho com a música começou um pouco antes disso?
Música vem desde muito cedo, minha primeira lembrança com a música é já dos cinco anos de idade ouvindo vinil, tinha discos como o Abismos de Rosa (Dilermando Reis)… No rádio tocava muita jovem guarda, e também Frank Sinatra, meu pai ouvia muita coisa também, escutava muita coisa dele. Eu até arriscava imitar algumas coisas, eu era canhoto e usava o instrumento invertido, nisso acabei ficando meio ambidestro pra tocar também. Na minha cidade (Cornélio Procópio) havia um programa de rádio que era gravado ao vivo em um auditório lá da cidade e eu ia lá tocar as vezes. Desde muito cedo eu já frequentava esses meios.

E a coisa da composição, começou em que fase?
Essa parte de compor, de criar mesmo, acho que foi só depois de mais velho, lá pelos 20 e poucos… Compor não é um processo fácil. Eu falo compor considerando uma certa estrutura que eu tenho como referência. Num nível coerente no sentido de fazer junções, pensar na palavra, nas funções harmônicas e nos encaixes de som. É como se fosse um presente que você irá dar ao mundo, você não dá ‘qualquer coisa’ como um presente né? Você só dá aquilo que você acha bom. O compositor João Bosco costumava falar que ‘A música nunca está pronta’, ela sempre vai mudando, ela é um retrato de um momento que você vai atualizando.

Essas músicas do ‘Lembranças’ mesmo começaram há dez anos atrás. Esse processo todo, vem de coisas escritas há muito tempo. Hoje eu não tenho muito aquela ansiedade que eu tive na adolescência sabe? Eu deixo a música fluir, evoluir normalmente…. Deixo ela num descompromisso, mas eu, não vou me precipitar. A música está lá e em um momento as coisas vão acontecendo.

Sempre me interessei por essa coisa da escrita, do violão e a parte instrumental, gostar de falar sem utilizar palavras né? Mesmo que em notas você tenha uma palavra as vezes, um trecho instrumental é como se você falasse as vezes…. Sempre gostei muito de música instrumental também.

Para você a como é esse processo de criação? Começou como uma necessidade?
Composição pra mim é uma necessidade de sobrevivência. Esse trabalho mesmo não é leve, as temáticas falam de temas psicológicas, tem algumas críticas sociais, solidão, conflitos. Eu vejo isso como necessidade de arte como forma de expressão, você colocar aquilo que você sente pra fora e deixar para o mundo, é mais por sobrevivência mesmo. Eu acho que a música nunca mais vai me abandonar, porque, eu to sempre em algum momento com ela, to sempre envolvido.

Quando você escreve Rogério, você pensa em questões mais pessoais, ou, pensa em coisas que possam ter sentido pra mais gente?
Tem músicas que são totalmente pessoais sim… A música ‘Desabafo’ fala muito sobre essa coisa de gritar para o mundo, mas, como uma voz de todo mundo que passa por certas situações. A faixa ‘Ela’ tem um eu-lírico feminino, mas que vai para outro caminho, tem algumas coisas da minha vida que aconteceram por trás da história ali.
O disco foi gravado no Estúdio plug (Antigo play, rec pause) em cerca de uma semana. Teve participação do Wendel Antunes, (Maracutaia do Samba, Matitaperê) ele fez a música ‘Lembranças’ (Versão instrumental).

Toca vários instrumentos, para a criação isso ajuda?
Ajuda sim. A concepção do álbum era ser feito com baixo., bateria, uso de sopros, piano e vários elementos… Teve músicas que eu cheguei a fazer o arranjo (Como a ‘Para no Ar’) onde eu fiz o baixo, mas ai, na hora acabamos mudando. Quem faria o baixo inicialmente era um músico convidado (Ney Conceição). Quando você convida alguém, a pessoa colabora fazendo da melhor forma possível, ela faz da forma que ela acha melhor… Tínhamos pensado, mas ai, no fim resolvemos enxugar as ideias e fazer outro arranjo. Tem a coisa da introspecção né? Como o disco chama Lembranças, eu acabei tocando e de outra forma, de um jeito que dialogue mais com o que eu vivi – O disco foi gravado no final de 2015, em cerca de uma semana.

Agora com o disco pronto, você já colocou algumas das músicas na sua página pessoal do facebook, vai ter algum evento de lançamento?
Tenho uma ideia de fazer sim, vai acontecer na chácara da Kinoarte, é um espaço legal que tem essa abertura para projetos culturais, só não tenho uma data definida ainda. Por enquanto as músicas foram disponibilizadas na internet. Não foi feita ainda uma capa, ou uma edição física, mas, tenho projetos para fazer isso ainda. Sem pressa, como não tenho mais essa ansiedade, as músicas estão prontas já, irei fazendo conforme for possível.