Música – Bandas de Londrina e SP tocam hoje no Heretic Manifesto

Neste sábado (14) ocorre em Londrina a segunda edição do Heretic Manifesto. As bandas Hereticae, Terrorsphere, Acid Brigade e Inverted Cross Cult serão as atrações do festival, que ocorrerá a partir das 20h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103).

Na ativa desde 2014 o Hereticae já tocou em eventos de música pesada em Londrina e região - Foto: Lucas Klepa
Na ativa desde 2014 o Hereticae já tocou em eventos de música pesada em Londrina e região – Foto: Lucas Klepa

O evento, que tem como principal intuito a união de bandas autorais de metal extremo de Londrina e do Brasil afora, contará também com a discotecagem de Guilherme Corazza Pires, e seu projeto Sinfonias da Destruição. Participaram da última edição do Manifesto as bandas Guro (Grindcore/Londrina) e Talrak (Melodic Death Metal/Sorocaba-SP).

O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade - Foto: Amanda Corazza
O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade – Foto: Amanda Corazza

Os ingressos antecipados são R$10,00 e estão a venda no Bar.Bearia (Rua Quintino Bocaiúva, 875) e na Spotter Estilo Rock (Royal Plaza Shopping, piso 1). Na portaria, a entrada será R$15,00.

Sobre as bandas:

Terrorsphere – Em atividade desde Fevereiro de 2014, o Terrorsphere retrata com seu Death Metal o cotidiano que acerca o mundo contemporâneo; como guerras, controle mental e comportamental. Formado pelos irmãos Werner (vocais/guitarra) e Udo Lauer (guitarra), Francisco Neves (guitarra/backing vocals) e Victor Oliveira, a banda tem marcado presença nos mais importantes eventos de metal extremo da região, tocando ao lado de nomes como Claustrofobia, Warrel Dane e Nervochaos!

O quarteto apresenta no dia 14 as músicas de seu recém-lançado álbum, Blood Path - Foto: Divulgação
O quarteto apresenta no dia 14 as músicas de seu recém-lançado álbum, Blood Path – Foto: Divulgação

SERVIÇO
14/10/2017 || À Partir das 20h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis – R. João Pessoa, 103 – Centro
Ingressos antecipados: R$10,00 || Na portaria: R$15,00

|| PONTOS DE VENDA ||
• Barbearia Londrina (Rua Quintino Bocaiúva, 875)
• Spotter Estilo Rock (Royal Plaza Shopping, Centro)
• Estúdio Caverna (Rua Pará, 2113)

Entrevista – De Londrina, Hereticae lança EP nesta semana

Com riffs e grooves carregados, visual soturno e característico, e ainda a influência de nomes notórios do Black Metal europeu, o quarteto de Death/Black Metal Hereticae, de Londrina, lança nesta semana seu primeiro EP intitulado ‘New Aeon Trinity’ (HOM Music Rec). O lançamento acontece durante a segunda edição do Rotten Fest, no Cativeiro Bar. Além do Hereticae, as londrinenses Acid Brigade e Iatrogenic também sobem ao palco.

Será o segundo registro de estúdio do grupo, concluído quase 2 anos após o lançamento do primeiro single divulgado em em 2015. “O EP terá 4 faixas, as músicas são meio ‘das antigas’, faixas que a gente vem trabalhando desde o começo da banda, até nossa primeira música vai estar no trabalho! Achamos importante registrar e lançar esse material do nosso começo”, contou o músico ‘Polarys’ (Vocalista e guitarra) em entrevista ao Rubrosom. Também fazem parte da banda os músicos Andromalius (Guitarra), Christós (Baixo) e Demigod (Bateria). Os nomes, usados como forma de pseudônimo, mantém a certa tradição já ligada ao gênero, no qual os músicos são mais associados à uma ‘persona’ do que propriamente o nome real. Quem assina a produção do trabalho é o também músico Cleverson Willian.

Seguindo como um dos poucos nomes da região nesta vertente Death/Black metal, o Hereticae se firma como representante do metal extremo na cidade, somando algo da sua identidade e trabalho a uma época bastante positiva para a música pesada na cidade. Em entrevista o grupo falou um pouco sobre os atuais projetos, a expectativa com o trabalho e também a possibilidade de circular em novos espaços (Ou até a falta deles) dedicados á música extrema. Confira:

Rubrosom – Quanto tempo de atividade tem o Hereticae?
Polarys:
Começou há uns anos atrás, eu tocando guitarra e o Cristiano tocando baixo. Nós já gostávamos bastante de Thrash e Death Metal, algumas coisas depois como Kreator… O contato com o Black Metal veio através do Mantas (Nosso antigo guitarrista), em 2013, foi um processo natural de conhecer outras referências, foi uma grande influência, chegando no que é hoje! Gostamos muito da coisa toda da arte do estilo, pensamos que era isso o que queríamos fazer…

Christós: A gente já estudava no Hugo Simas, junto com o Azazel (Nosso antigo baterista) e começamos a nos reunir para tocar… Ele não conhecia tanto assim de metal e nós fomos meio que destruindo ele (risos), mostrando sons.  Em 2015 fizemos nosso primeiro show no Barbearia.

E o espaço para esse estilo na região, vocês tem tocado mais por aqui ou circulam fora também?
Christós:
A princípio era só o Barbearia mesmo hoje (Em Londrina). Tocamos em um evento em Arapongas, com bandas de outros gêneros.  Participamos de alguns festivais em Londrina com o Corpsia e o Acid Brigade, e ainda outras bandas daqui… A gente sempre toca em eventos com gêneros mesclados (Não há muitos eventos só voltados para essa linha Death/black).

Dalton: As músicas são meio ‘das antigas’ que a gente vem trabalhando desde o começo da banda, tem faixas novas já, mas é importante registrar e lançar esse material do nosso começo. Nós gravamos a bateria no High Voltage Estúdio, em Londrina, e o restante foi captado junto com o Cleverson (Produtor) , fizemos muita coisa em um estúdio nosso mesmo, em um estúdio que nós construímos, usamos vários equipamentos emprestados e tudo mais.

Hereticae lança 'New Aeon Trinity" nesta semana - Foto: Lucas Klepa
Hereticae lança ‘New Aeon Trinity” nesta semana – Foto: Lucas Klepa

E o processo de composição? Tem alguém na banda que lidera esse processo da composição para vocês?
Dalton – Normalmente eu faço riffs em casa, mostro nos ensaios pro pessoal, e vamos criando a partir daí. O Cristiano faz muitas contribuições com ideias também, nosso processo é um pouco assim. Mas tem vários jeitos, nossa música “The Fire and the Lion”, que eu considero uma das mais importantes é mais do Cristiano “Christós” do que minha, ele tem muitas contribuições importantes.

O Black Metal, além de ser um gênero já restrito, tem também àquelas críticas de sempre (Muitas letras tem temáticas ligadas à crítica da religião), alguém já criticou diretamente o som que vocês fazem?
Dalton – Nunca tivemos essas críticas. Sempre foram muito receptivos com a gente, até porque também porque não atingimos um espaço de popularidade… Claro que nem me surpreenderia se isso ocorresse, é parte do processo. Esse preconceito no Brasil mesmo, não é tão ligado ao Black Metal, até bandas populares (Iron Maiden e afins) enfrentam esse tipo de protestos. Aqui o gênero não é tão popular como por exemplo em regiões da Europa, Noruega e outros lugares…

Na ativa desde 2014 o grupo tocou já em eventos de música pesada em Londrina e região - Foto: Lucas Klepa
Na ativa desde 2014 o grupo tocou já em eventos de música pesada em Londrina e região – Foto: Lucas Klepa

E as influências de vocês?
Dalton:
Behemoth (Polonês), a coisa toda da arte, a parte visual, um pouco a ideologia também… De uns tempos pra cá outras bandas como Carach Angren, Mayhem, não tem bem uma banda específica, é um gênero como um todo.

E as expectativas para depois do lançamento do trabalho? Pretendem circular, participar de eventos?
Dalton:
Sim! A gente tava esperando ter um lançamento para divulgar melhor nosso trabalho e tocar fora! Difícil divulgar se você não tem um material feito … Ai a gente pretende começar a correr atrás de mais shows e buscar outras possibilidades.

Hoje tem show do Hereticae – Confira o evento

Entrevista – Acid Brigade e a cena de metal em Londrina

Com apenas uma demo gravada, e um número importante de shows em cidades da região, o quarteto londrinense de thrash metal ‘Acid Brigade’  é mais um nome notável da atual cena de bandas pesadas da cidade. Formado em 2013, o grupo atualmente é formado por Yuri Lima (Vocal), Rodrigo Freitas (Guitarra), Bruno Lopes (Baixo), e Douglas Igarashi (Bateria). A banda se formou a partir de uma referência básica, tocar thrash metal com foco em nomes clássicos do gênero, sobretudo dos anos 80, com influências de Toxic Holocaust, Slayer, Sepultura, Dekapitator.

O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade - Foto: Divulgação
O quarteto Acid Brigade: Thrash clássico mas buscando uma identidade – Foto: Amanda Corazza

Após algumas mudanças na formação, o quarteto se estabilizou e registrou em 2016 sua primeira demo com produção e mixagem de Rene Neves (Estúdio 8). “Começamos tocando apenas eu e o Douglas, somos amigos já há desde a infância. Ele foi em casa um dia, começamos a ensaiar e fazer algumas faixas (instrumentais) e após algum tempo chamamos o Rodrigo (Já em 2014)… e continuamos ensaiando por mais seis meses só com a parte instrumental”, conta Bruno Lopes, o baixista.  A banda teve ainda um hiato pelo caminho, pararam mais de seis meses no mesmo ano, e só retomaram algum tempo depois já com letras das três primeiras faixas (Assinadas pelo guitarrista Rodrigo). A banda teve ainda um contato com o atual vocalista algum tempo depois. “Eu tentei entrar na antiga banda do Rodrigo como baixista, mas eu era inexperiente ainda… Um outro dia, nós estávamos conversando sobre a banda, e eu cantei uma música (‘Flight of Icarus’, do Iron Maiden), e acharam que eu cantava bem… Um pouco mais tarde (em 2015), me chamaram para entrar na banda”, contou Yuri.

“Em abril de 2015 o Yuri entrou na banda, e passamos a ensaiar com essa formação… Eu tive a ideia do nome, porque são duas palavras que soam bem juntas, não tem lá um significado”, contou Rodrigo Freitas, o guitarrista. “Você ouve bandas como Toxic Holocaust por exemplo (Influência da banda), as letras falam muito sobre corrosão, e essa agressividade… São muito presentes temas sobre armas químicas, e coisas relacionadas”, contou Yuri. A demo, com 4 faixas, intitulada ‘Addiction to Distortion’ foi lançada em junho. “Nossa ideia é fazer thrash metal na sua essência, sem revolução, sem mudar ou ‘tirar pira’, todo mundo que tirou pira fez cagada….(risos)”, brinca o baixista Bruno sobre a ideia da sonoridade bem delimitada. “O trabalho tem nossa identidade, cada integrante trás um pouco de suas ideias”, pontua Yuri.

A proposta de som do grupo, em um momento de boa atividade para os vários estilos de música pesada produzidos na cidade, vem tendo boa repercussão dentro e fora do município. Além de Londrina, o grupo já se apresentou em festivais realizados em cidades como Maringá, Sertanópolis, Ivaiporã, Cambé… e tem também um show previsto para Guarapuava em fevereiro. “Repercutiu bem, o pessoal que viu gostou, mantém um contato com a banda, foi muito legal”, contou o baixista.

Além de conversar com a banda, o Rubrosom teve a chance de acompanhar um ensaio do quarteto. A influência thrash principal, aliada váriações de dinâmica e a uma cozinha cadenciada dão o tom em faixas como ‘Raging War’. Trechos extensos, focado apenas na parte instrumental (Como é comum no gênero), aliados a um trabalho habilidoso da cozinha refletem um pouco da personalidade do grupo. Sobre o atual momento de Londrina, o grupo é positivo quanto à possibilidade de espaços dedicados ao gênero aqui na cidade. “Tocamos no Rotten Festival no Oficina Bar, um lugar que nunca esperávamos tocar, e que foi uma experiência muito boa. Todos os ingressos vendidos, muito legal!”, contou Bruno Lopes. “Eu circulo muito na cidade, pego van para ir em shows de outras cidades e, eu sempre busco fazer união com mais pessoas… Não adianta nada fazer parte da ‘cena’ mas não abrir espaço para outras pessoas, eu acredito na amizade entre as bandas para fortalecer o circuito”, contou o vocalista Yuri.

O momento é oportuno “A gente tem muitas bandas lançando disco, como o Terrorsphere, o Corpsia ta para lançar também…  Iremos tocar com eles no show do lançamento, tem também o Hereticae e o Red Mess que estão para lançar…”, contou Bruno sobre o atual momento para o metal em Londrina. Em uma época de atividade para bandas pesadas da cidade, o grupo se estabelece cada vez mais levando também seu trabalho a eventos de outras cidades. O grupo tem algumas datas para os próximos meses além de ter planos para mais um registro de estúdio.


Próximos Shows
24 de fevereiro – Maringá
25 de Fevereiro – Guarapuava
Março – Londrina – Lançamento do álbum do Corpsia

Metal – Torture Squad toca em Londrina em fevereiro

A banda paulista Torture Squad, uma das mais emblemáticas do trash/death metal brasileiro, se apresenta em Londrina no dia 9 de fevereiro (Confira o Evento). O show acontece no Bar Valentino com abertura da londrinense Corpsia. Ingressos começam a ser vendidos no dia 17 no Barbearia Londrina e na Sonkey.

Torture Squad toca em Londrina em fevereiro

O show de Londrina será parte da turnê do EP Return of Evil lançado em 2016. O grupo, fundado em 1990, hoje é formado por Amilcar Christófaro (bateria), Castor (baixo e vocal), Rene Simionato (guitarra) e Mayara “Undead” Puertas (vocal). A banda tem essa formação, com Mayara nos vocais, e Rene desde 2015 quando o vocalista/guitarrista André Evaristo deixou a banda.

Além do EP, o grupo lançou em 2015 o EP Possessed by Horror Coup além do disco ao vivo Coup D´État Live no mesmo ano. Além dos compactos, a banda já lançou oito discos de estúdio desde sua fundação.

Em Londrina, a abertura do show contará com participação do trio londrinense de metal Corpsia, que lança neste ano seu primeiro trabalho intitulado “Genocides in the name of God” – Confira entrevista com a banda. O evento contará também com discotecagem de Guilherme Corazza.


SERVIÇO
Torture Squad em Londrina
com abertura da banda Corpsia + discotecagem
Quando: 09/02
Onde: Bar Valentino
Ingressos: R$ 20 (Antecipado)

Heavy Metal – Mike Vescera toca em Londrina nesta quinta

Aos poucos Londrina tem entrado na rota de grandes eventos dedicados à música pesada. Neste ano, tivemos na cidade shows com The Winery Dogs, e ainda, Tim Reaper (Ex-Judas Priest) e, nesta quinta-feira mais uma grande atração, emblemática do gênero deve atrair fãs de Metal; O Show do vocalista Mike Vescera  Quem gosta de heavy metal terá a oportunidade de ver de perto um dos nomes mais notórios da música pesada entre os anos 80 e 90. Em turnê por algumas cidades do Brasil, Mike Vescera faz show em Londrina, no Oficina Bar.

Em turnê por algumas cidades do Brasil, Mike Vescera faz show em Londrina nesta quinta-feira (15), às 22 horas, no Oficina Bar - Foto: Divulgação
Em turnê por algumas cidades do Brasil, Mike Vescera faz show em Londrina nesta quinta-feira (15), às 22 horas, no Oficina Bar – Foto: Divulgação

O músico é mais conhecido por  gravado e escrito músicas com The Reign of Terror, Palace of Black, Safe Haven, Stygia, Empires of Eden, Nergard, Animetal USA, Sovereign, Fatal Force, Chris Bickley, Warrion, Dramatica e D-Metal Stars. Seu começo de carreira foi com o Obsession, que estreou no segundo volume da lendária coletânea “Metal Massacre”, da gravadora Metal Blade. Após um EP e os álbuns “Scarred for Life” (1986) e “Methods of Madness” (1987), o vocalista obteve um salto na carreira quando substitui Minoru Niihara na banda japonesa Loudness, com a qual lançou os álbuns “Soldier Of Fortune” (1989) e “On The Prowl” (1991). Depois, Vescera entrou na banda do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen. A parceria com o ‘guitar hero’ sueco rendeu álbuns de impacto, como “The Seventh Sign” (1994) e “Magnum Opus” (1995). O próximo passo foi criar seu próprio grupo, MVP (Mike Vescera Project), que passou pelo Brasil em 1998, quando promovia o álbum “Windows”.

A ligação com o país aumentou ainda mais quando o americano foi oficializado no Dr. Sin, com o qual gravou “Dr. Sin II” (2000), que saiu na Europa e EUA como “Shadows of Light”. Nesta quinta, o show do músico na cidade deve resgatar parte de alguns clássicos de sua carreira, assim como, novidades.


SERVIÇO

Show Mike Vescera
Quando: Quinta-feira (15), às 22 horas
Onde: Oficina Bar (Rua Prefeito Faria Lima, 1380)
Quanto: R$ 50 (antecipado) e R$ 100 (no local)
Pontos de Venda: Sonkey (Rua Senador Souza Naves, 9) e A Toca (Rua Mato Grosso, 1435)

Demo Sul – Festival tem início positivo com os primeiros 12 shows

Foi positivo o saldo dos primeiros 12 shows ocorridos no final de semana de estreia do Demo Sul 2016 em Londrina. Performances competentes, boas surpresas e até shows emocionantes (Históricos?) estão entre alguns dos pontos altos da primeira safra de apresentações.

Demo Sul - Festival tem início positivo com os primeiros 12 shows
Patife Band fez uma das apresentações mais memoráveis desta edição do festival – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Desde o início dos trabalhos na última sexta (4) com De um Filho, De um Cego, na Concha Acústica, passando pelo Blues responsa da Luke de Held & The Lucky Band o swing da Central Sistema de Som e uma apresentação inspirada da Patife Band, acompanhada com entusiasmo pela platéia, o início do festival deste ano não poderia ter sido melhor.

Demo Sul - Festival tem início positivo com os primeiros 12 shows
Com oito integrantes no palco (E instrumentos como flauta transversal) a curitibana Central Sistema de Som fez uma apresentação repleta de swing – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

É possível arriscar aliás que duas das melhores apresentções do festival já aconteceram logo na estreia: De um Filho, De um Cego – Que debaixo de um sol escaldante levou sua psicodelia e lirismo para os palcos da Concha Acústica – assim como Patife Band, que em um show inspirado, cheio de improvisos e virtuose, com direito até à cantos ‘scat’ do vocalista percusionista Paulo Barnabe (O Paulo Patife), este último o show que mais fez pessoas se agruparem na frente do palco para prestigiar o coletivo que, desde 2006, não tocava em Londrina.

Homenageando o Blues e os ritmos do Mississipi, Luke de Held and the Lucky Band fez uma apresentação ainda durante o dia, fechando com uma versão para 'Make it with chu' do Queens of the Stone Age - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Homenageando o Blues e os ritmos do Mississipi, Luke de Held and the Lucky Band fez uma apresentação ainda durante o dia, fechando com uma versão para ‘Make it with chu’ do Queens of the Stone Age – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Sábado (5/11) – No Dia seguinte, em um ambiente mais confortável, o Iate Clube – Mas que, em alguns momentos, teve a qualidade de som prejudicada pela quantidade de reverberação (Sobretudo em shows mais pesados como o do Motorocker) – recebeu nomes mais novos, como o Loladéli que fez uma apresentação bastante intensa (Mesmo tendo tocado apenas meia hora), junto à veteramos-mor como o aguardado Di Melo (Nome mais antigo do festival), que tocou acompanhado da banda londrinense Sarará Criolo. Hits de seu disco clássico (1975) como (Kilariô e A vida Em Seus Métodos Diz Calma) assim como faixas de seu 2º disco, ‘O Imorrível’ lançado 41 anos depois… animaram a plateia. “Tenho ainda umas 400 músicas inéditas feitas… Mas nunca se sabe né? Não é porque sou ‘imorrível’ que terei tempo de gravar tudo isso(risos)”, brincou o cantor, durante entrevista, quando falou sobre os próximos projetos.

Di Melo durante histórica apresentação no Iate Clube no último sábado (5) - Foto: Bruno Leonel
Di Melo durante histórica apresentação no Iate Clube no último sábado (5) – Foto: Bruno Leonel

O cantor e a banda estavam em uma sintonia impressionante. O show ocorreu em dois momentos, de início, o pessoal do Sarará Criolo fez um show focado em músicas próprias, e até, resgatando alguns clássicos da black music. Após cerca de 40 minutos, o ‘imorrível’ subiu ao palco e mandou canções clássicas e também mais novas de sua carreira, amparado por um charmoso leque, Di Melo estava no clima de MC e, entre as faixas, falou bastante com o público, mandando até alguns breves discursos, que eram recebidos com salvas de palmas pelo público.

Sarará Criolo fez apresentação bastante competente focando canções do repertório, como também, interpretando canções do 'imorrível' - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Sarará Criolo fez apresentação bastante competente focando canções do repertório, como também, interpretando canções do ‘imorrível’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Antes disso ainda, uma apresentação cheia de ginga e ritmo foi feita pela banda ‘A república Imperial’ de Belém (PA), No Iate Clube, o carisma dos oito integrantes cativou o público, aliado à performances das canções de seu primeiro EP, Canções Ór, lançado em 2015 – Veja mais AQUI

Ritmos latino-americanos misturados à referências regionais formam o som da 'República Imperial' que tocou no sábado no Iate Clube em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Ritmos latino-americanos misturados à referências regionais formam o som da ‘República Imperial’ que tocou no sábado no Iate Clube em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Mais cedo, teve ainda a apresentação do duo Phantom Powers que fez uma apresentação invocada e cheia de energia tocando músicas de seu primeiro EP, lançado em 2015. A voz rasgada de Tio Vico, aliada à habilidade do músico em cantar, dominar as 6 cordas e a percussão chamaram a atenção do público. Com um som influenciado por folk e também rockabilly – com ecos até de nomes mais sombrios como Cramps – São algumas das referências que vem a cabeça com o som do duo. Atualmente, a banda segue em turnê de divulgação, tendo pelo menos mais 10 datas até o fim do ano.

Duo Phantom Powers (De Porto Alegre) durante show no Demo Sul - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Duo Phantom Powers (De Porto Alegre) durante show no Demo Sul – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Talvez a apresentação mais nervosa da noite, os Curitibanos do Motorocker levaram seu Hard Rock estradeiro para o festival, colocando o ‘time em campo’ com direito até a torcida organizada no local – Vários fãs compareceram ao festival usando camisetas listradas em azul e branca (Como as do Londrina Esporte Clube) com o nome da banda. “Foi realmente incrível, somos amigos do pessoal da Falange Azul há uns dez anos já e nos emocionamos muito com esse gesto de todo mundo vestir a camiseta! Sempre bom tocar para amigos assim”, contou o vocalista Marcelus Dos Santos.

O vocalista Marcelus agitou com a plateia e até subiu em caixas de som na frente do palco para cumprimentar o público - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O vocalista Marcelus agitou com a plateia e até subiu em caixas de som na frente do palco para cumprimentar o público – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Domingo – No domingo o show aconteceu no Barbearia (Na Quintino Bocaiúva) e focou em bandas de peso – Não apenas de som, mas também de habilidade e virtuosismo. Como é o caso das londrinenses Hellpath, já com dez anos de estrada, e que se preparam para o próximo disco “Though the Paths of Hell”. Também de Londrina o trio de progressivo Imagery levou seus andamentos truncados e riffs técnicos para os palcos do Barbearia. Recentemente a banda lançou um single intitulçado  “End of The Line“.

Quinteto londrinense Hellpath se prepara para lançar novo disco em breve - Foto: Gabriela Campaner (Shameless)
Quinteto londrinense Hellpath se prepara para lançar novo disco em breve – Foto: Gabriela Campaner (Shameless)

Em uma proporção interessante de doze shows, em apenas 3 dias de evento -Sendo uma média de quatro shows por dia – a primeira parte do Demo Sul 2016 chamou atenção tanto pela variedade de gêneros, como também pela qualidade das atrações. Questões técnicas como o som no Iate Clube, em alguns momentos, prejudicaram mas não chegaram a comprometer o evento como um todo. Algumas pessoas acharam o preço dos ingressos – R$ 40 a inteira, para os shows do Iate Clube – um tanto quanto altos, depende da situação de mais alguns, mas, considerando a quantidade de artistas autorais (E de fora) presentes, proporcionalmente é um valor justo considerando que, em Londrina, alguns eventos e casas cobram até mais da metade disso, as vezes, sem nenhuma banda tocando. Em meio a uma semana que ainda promete atividades formativas e também simpósios, a edição 2016, sobretudo pela quantidade de atividades, segue como uma das melhores, talvez, dos últimos dez anos. E muita coisa boa ainda deve acontecer. Os shows continuam  10/11 no Bar Valentino. Estaremos lá. Al


SERVIÇO
Festival Demo Sul
De 4 a 12 de Novembro – Informações AQUI

Thrash Londrinense – Entrevista com banda Corpsia

Fundado no ano de 2013, e com um considerável número de shows feitos em Londrina e região, o trio Corpsia é um dos representantes da safra mais recente do metal Londrinense. Contando com os integrantes Daniel Scaloni (Bateria, além da maior parte das letras), Lucas Landin (baixo) e Gabriel Arns (Guitarra e vocal), o trio foi montado com a ideia de tocar thrash metal clássico, inicialmente influenciado por bandas pesadas dos E.U.A (De onde vieram nomes como Metallica e Slayer) além de medalhões do rock clássico e de outras vertentes do metal –  Black Sabbath, Kreator, Destruction e outras no pacote.

Lucas Landin, Gabriel Arns e Daniel Scaloni. Trash metal com referências clássicas - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Lucas Landin, Gabriel Arns e Daniel Scaloni. Thrash metal com referências clássicas – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O grupo teve um primeiro registro de estúdio (A demo ‘An Order From Chaos’ de 2015, gravada na cidade) e após uma boa recepção no circuito underground,  está trabalhando nas gravações do primeiro disco completo. O trabalho, que será intitulado “Genocides in the name of God” e contará com 10 faixas; “Fomos convidados para colocar uma música deste disco, em uma coletânea da revista Terrorizer (Inglaterra). Saiu um cd com tiragem próxima de 10 mil cópias, foi bem bacana, uma forma nova de divulgar. É um veículo grande de comunicação no estilo, isso ajuda a fazer contatos para nossa ‘futura tour’,  além de divulgar nosso trabalho lá fora” contou ao RubroSom o baterista Daniel Scaloni. O trio chegou também a dar entrevistas para publicações especializadas da Europa. Segundo eles, a internet tem sido uma vitrine e tanto para expor o trabalho cujas letras são todas escritas em inglês.

A ‘Futura Tour’ aliás, é um projeto do grupo para tocar em outros países, e que, já começa a se desenhar. Com previsão de lançamento do disco para ainda este ano, o trio pensa em realizar excursões para fora do país. Segundo eles, a crise econômica atual (Assim como a valorização de moedas estrangeiras) é um fator complicador. “A gente tá em contato com pessoas (de fora) que podem viabilizar essa turnês pra gente, mas, o objetivo é esse. Até então a gente tá em fase de planejamento… Estamos primeiro pensando no álbum que é fundamental para a turnê” contou durante a entrevista o baixista Lucas Landin.  O grupo se apresenta nesta quinta-feira (12) no Rotten Fest no Oficina Bar em Londrina, ao lado das bandas Hereticae e Acid Brigade.

Sobre a atual fase do grupo e expectativas do trabalho, o RubroSom teve uma entrevista bem interessante com o trio londrinense.

Vocês tem esse som mais focado no thrash clássico, na época que vocês começaram em 2013, aqui na região, o gênero andava meio em baixa?
Lucas –
A proposta do Corpsia, em relação ao som, era de fazer um ‘Thrash metal’ com a raiz do estilo, mas com uma roupagem nova. No ano que começamos, naquele momento, na ativa não haviam muitas bandas, embora, em outras épocas Londrina teve já grandes bandas do mesmo gênero.

Daniel – Tem muitas boas bandas pesadas de outros estilos; Banda de Death Metal, Grind Core, Heavy Metal, Psychobilly… O thrash talvez tinha menos representantes. Começamos a banda e agora temos essa ideia de divulgar nosso trabalho, até, mundo agora. Esse nosso primeiro álbum completo é um caminho pra isso. Esperamos fazer isso, até como, forma de levar o nome da cidade a outros lugares e cidades.

Vocês estão gravando agora o primeiro disco completo de vocês, esse processo já dura bastante tempo?
Gabriel –
A gente tá há dois meses já… Esse processo é sempre novidade, as vezes você faz uma música, colocamos no álbum, mas aí continua compondo, no fim vê que outra música ficou melhor, e aí, gera essa mudança com as ideias surgindo, melhorando, e é por isso que acaba não terminando rápido. O que as vezes é até melhor sabe? Você fazer algo bem feito, mais bem pensado, do que só fazer por fazer. É nosso primeiro disco, a ideia é não fazer qualquer coisa…

Esse material que vocês estão gravando, já estava pronto? Foram finalizando coisas em estúdio?
Daniel –
Alguma coisa já tínhamos pronta, quando decidimos entrar em estúdio trouxemos muitas ideias. Como a gente começou o processo todo, de uma forma bem profissional mesmo (Gravamos as guias, começamos a escutar muito) vimos diferenças. Tocar um som é uma coisa, mas, parar e escutar o que tá gravado é outra né? Daí, com esse processo, nos ouvimos e achamos que algumas coisas podiam ser mudadas para melhor.

Lucas – Para o disco serão gravadas 10 faixas, aí no processo, serão registradas 13 faixas, todas inéditas, nenhuma das que compuseram a demo (An Order From Chaos de 2015) será regravada.

Como tem sido o trabalho de vocês hoje? Teve o fechamento de bares que davam espaço para bandas mais pesadas… Tá mais difícil tocar em Londrina?
Lucas –
O ‘underground’ sempre foi complicado, a questão do espaço… Mas atualmente, em Londrina, os lugares que abrem para o estilo (Não só o thrash, mas outros estilos pesados) tem sido o barbearia, alguns eventos no Cemitério de Automóveis, Barbearia, agora o Oficina também tem aberto espaço para esses gêneros. Mas assim, poucos lugares abrem, com o fechamento de alguns espaços ficou mais escasso, mas, a cena dá um jeito de se mobilizar.

Daniel – Na região, é um negócio bem forte. Inclusive tocamos há umas semanas em Sertanópolis, foi muito legal, o público compareceu, não tinha gente apenas da cidade, o público compareceu muito. Tinha bastantes bandas boas. Esses tempos também tocamos na cidade de Ivaiporã, foi a mesma coisa, com uma estrutura boa. Tá acontecendo uma cena aí interessante, ninguém fica parado.

Ao vivo em show realizado em Março/2015 no extinto Hush Pub - Foto: Cesar Segundinho
Ao vivo em show realizado em Março/2015 no extinto Hush Pub – Foto: Cesar Segundinho

O disco deve sair até o final do ano… Vocês já foram citados em veículos estrangeiros, pensam já em fazer excursões fora do país, como será isso?
Lucas –
A gente tem um projeto de turnê internacional, só que, estamos em construção ainda. A gente tá em contato com pessoas que podem viabilizar essa turnês pra gente, mas, o objetivo é esse. Até então a gente tá em fase de planejamento… Estamos pensando no álbum que é fundamental para a turnê.

Daniel – Tivemos um convite recentemente para sair na revista ‘Terrorizer’ (UK) uma das maiores revistas que tem do gênero. Fomos convidados para colocar uma música nossa, do disco novo, em uma coletânea da revista, saiu com uma tiragem próxima de 10 mil cópias, foi bem bacana, uma forma nova de divulgar. É um veículo grande de comunicação no estilo, isso ajuda a fazer contatos para nossa ‘futura tour’, além do lançamento do álbum. A crise dificulta muito. Por mais que a gente não seja, ainda uma banda grande, dependemos de custear certas coisas do nosso bolso, por exemplo, comprar instrumentos, equipamento de qualidade, não são coisas baratas… E isso acaba influenciando para ter uma qualidade boa no resultado.


Mais informações

Soundcloud: http://www.soundcloud.com/corpsia
F
acebook: https://www.facebook.com/corpsiaband