Cinema – Edital contempla seis curtas de Londrina

A produção audiovisual de Londrina vem ganhando destaque em circuitos cada vez mais amplos. O edital finalizado em dezembro de 2017 pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) em parceria com a Agência Nacional de Cinema (ANCINE), contemplou, na categoria curtas-metragens, sete produções, das quais seis são de Londrina. Cada curta-metragem receberá o recurso de R$ 60 mil e as produções devem ser finalizadas até dezembro deste ano (Confira abaixo a lista dos curtas-metragens).

Produções em Londrina vêm conquistando cada vez mais espaço. A imagem é da gravação da série "Super Família" (2017) - Foto: Renata Cabrera
Produções em Londrina vêm conquistando cada vez mais espaço. A imagem é da gravação da série “Super Família” (2017) – Foto: Renata Cabrera

Ao todo, o edital destinou no estado R$ 3,75 milhões para a produção de curtas e longas-metragens, telefilmes e projetos de distribuição de obras cinematográficas em geral. Além dos curtas-metragens, também foram contemplados com recursos outros dois projetos de Londrina: uma produção de telefilme – O Bispo e o Comunista – a incrível herança cultural dos irmãos Sigaud, da Produtora do Leste, no valor de R$ 180 mil; e uma distribuição de longa-metragem, com o longa Leste-Oeste, da Kinopus Audiovisual, no valor de R$ 125 mil.

O secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, comemorou o resultado do edital, que conseguiu descentralizar os recursos e incentivar a produção audiovisual em outros municípios do Paraná. “Nossa intenção era a de fomentar o setor em todo o Estado e para isso destinamos a categoria de curta-metragem apenas para proponentes do interior. Foi muito bacana porque recebemos projetos de pequenas a grandes cidades. E nos surpreendemos ao notar que as cidades do interior também se destacaram nas demais categorias. Estamos muito satisfeitos com este resultado”, comenta.

De acordo com Guilherme Peraro, representante do Arranjo Produtivo Local (APL) Audiovisual de Londrina e Região e de uma das produtoras contempladas, o edital é uma conquista, resultado de uma luta de produtoras, entidades e apoiadores que batalharam juntos pela descentralização do recurso. “Nós como APL vemos isso com bons olhos. É uma grande conquista para Londrina e para todo o interior do Paraná. E isso tudo vem a somar com outras iniciativas que estão acontecendo na cidade, pela valorização do audiovisual”, considera.

Peraro reforça que devido ao potencial do setor na cidade, agora também é o momento em que entidades e instituições de ensino vem buscando unir forças para a profissionalização. “Com a quantidade grande de projetos, a tendência é a necessidade de mão de obra capacitada para trabalhar nesses filmes. As produtoras e cada vez mais e instituições de ensino passam a pensar em cursos, palestras e capacitação mais específicos para atender ao setor e isso será ótimo, podemos ter grandes resultados”.

Sobre o APL – O Arranjo Produtivo Local (APL) do Audiovisual de Londrina e Região foi criado em junho de 2017 e contou com o apoio das prefeituras de Londrina e Cornélio Procópio, representantes da política local, regional e federal, Agência Nacional de Cinema – ANCINE, Governo do Estado do Paraná – Secretaria de Cultura e das instituições SEBRAE, ACIL, CODEL, SENAI, FIEP e SERCOMTEL, empresas do setor audiovisual, núcleos e associações empresariais, e instituições de ensino e pesquisa.

O APL tem como meta a aproximação de produtores independentes, assim como ampliar as ações de capacitação, conquistar investimentos para a produção, pós produção e distribuição de conteúdos audiovisuais e criar um polo fílmico para produções de TV, filmes, games e tecnologias inovadoras. O arranjo busca assim criar na cidade de Londrina e região ambientes  propícios para profissionais criativos, contribuir para a geração de empregos e fortalecer a Economia Criativa por meio da Indústria Limpa  do Audiovisual.


*Confira a lista das produções aprovadas no edital 004/2017 (SEEC)

Curta-metragem

Roberta Shizuko Takamatsu – Pequenos Delitos (Londrina)
Artur Ianckievicz Filho Cleo – A Rainha Negra das Passarelas (Londrina)
Gustavo Minho Nakao – Astro Negro (Londrina)
NTV CINE VIDEO SS LTDA  – Inventário (Londrina)
Alessandra Dalva de Souza Pajolla – Redenção (Londrina)
Auber Silva Pereira Filho – Nigredo (Londrina)
André Luiz Bett Batista –  O Padre e o Bento (Maringá)


Informações
Confira mais detalhes do Edital

Literatura – ‘O terror é um gênero que acompanha seus leitores através do tempo’ conta autora Susan Cruz

Começando bem o ano para a literatura,  mais uma autora da cidade começa a se destacar no circuito, desta vez com um foco no gênero do terror. A escritora e jornalista curitibana Susan Cruz, hoje radicada em Londrina, acaba de ter um de seus contos de horror selecionado para a antologia “King ‘ Poe ‘ Lovecraft – do Terror ao Horror”.  O volume é organizado pela escritora Rô Mierling, autora de Diário de uma Escrava (Ed. DarkSide). O livro terá laçamento duplo: no Brasil e na Argentina com destaque na 43° Feira Internacional do livro de Buenos Aires, previsto para abril de 2018 pela Editora Illuminare.

Além do conto, a autora Susan Cruz (foto) concluiu recentemente seu primeiro livro de poesia de horror, além de ter já alguns projetos para 2018, ela comemora - Foto: Divulgação
Além do conto, a autora Susan Cruz (foto) concluiu recentemente seu primeiro livro de poesia de horror, além de ter já alguns projetos para 2018  – Foto: Divulgação

A antologia contará ainda com contos inéditos de escritores convidados como Cesar Bravo, autor de Ultra Carnem (DarkSide), de Marcus Barcelos, autor de Horror na Colina de Darrington (Faro Editorial) e de Jhefferson Passos, autor de 100 Gotas de Sangue (Illuminare). O livro trará 35 contos inéditos inspirados por seus autores em obras dos três grandes nomes da literatura mundial do terror: Stephen King, Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. O conto de Susan, intitulado “Tique-Taque”, foi inspirado no famoso conto o Enterro Prematuro de Poe. “O interesse pelo terror surgiu quando, aos nove anos, comecei a me aventurar por clássicos infantis com essa temática como ‘A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça’, eu leio quase de tudo nesse gênero, mas sou mesmo fã dos clássicos de horror. Como Mary Shelley, Edgar Allan poe, Ann Radcliff e Emily Brontë para citar alguns”, contou a autora em entrevista ao Rubrosom (veja mais a seguir).

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Para Rô Mierling, organizadora da antologia esse projeto é significativo na literatura de terror nacional. “Acredito que os escritores brasileiros possuem uma criatividade imensa aliada a admiração por grandes nomes da literatura sombria. Logo um livro como esse pode, simultaneamente, mostrar o talento nacional literário no cenário do terror e horror e também homenagear grandes nomes da literatura como Edgar A. Poe.”, completa Mierling.

Ano passado, a jornalista escreveu o romance gótico de horror, Post Mortem, sua obra de estreia, publicada em ebook e disponível na Amazon. E recentemente terminou seu primeiro livro de poesia de horror, além de outros projetos para 2018, ela comemora. “O grande desafio para esse projeto foi, justamente, abstrair do processo criativo a época em que ele se passa. O que eu posso dizer é que o conto traz o uso da tecnologia e é um tanto claustrofóbico”, pontua Susan. Confira entrevista:

(Rubrosom) Em pleno ano de 2018, a literatura ligada a temática do terror/suspense ainda cativa leitores de várias idades (no Brasil e fora), porque você acha que este tema ainda é tão impressionante para várias gerações de leitores?
No cerne dos mistérios que cercam a nossa existência como o sobrenatural, o oculto e o inexplicável podemos (ir) além dos estereótipos já criados e metaforizar os mais profundos sentimentos. Acho que é por isso que o gênero atrai leitores desde sempre. Externar nossos medos é uma fórmula que os precursores do terror e do horror já ofereciam no século passado e que ainda funciona justamente por ser um gênero que acompanha seus leitores através do tempo. Como escritora, acredito que o horror é libertador, principalmente para nós mulheres. É através dele que nós podemos explorar nossos maiores medos e as mais difíceis questões. Claro que a morte o permeia , mas o usamos para mais do que isso. O horror é uma porta de entrada para inúmeras possibilidades e nesse corredor sombrio nosso grito pode ser ouvido. O Brasil sempre teve interesse no mercado de terror e possui gerações de leitores ávidos. O movimento que eu percebo está no interesse em terror nacional que vem ganhando força. Livros com qualidade que chamam a atenção para talentos nacionais e, por consequência, um novo olhar por parte das editoras para investir no mercado nacional.

Como foi seu interesse pelo gênero, começou cedo? Quais foram suas principais influências?
Cresci em uma casa cercada por livros e tive a oportunidade de ser uma criança leitora. Apreço que influenciou diretamente a minha escolha na profissão, como jornalista e mais tarde como escritora.

Falando sobre o conto selecionado, pode falar um pouco sobre o processo criativo dele?
O conto “Tique-Taque”, inspirado no conto “O Enterro Prematuro”de Poe. Eu o escrevi exclusivamente para essa seletiva e foi durante uma madrugada bastante chuvosa de Londrina. Eu estava relendo um livro de contos do Poe e assistindo a série Dark da Netflix. O grande desafio para esse projeto foi, justamente, abstrair do processo criativo a época em que ele se passa. A maioria dos meus trabalhos são ambientados em épocas remotas e esse precisava ser escrito na época atual (uma exigência da editora). O que eu posso dizer é que o conto traz o uso da tecnologia e é um tanto claustrofóbico.

Você mencionou a conclusão recente de uma obra de poesia de horror correto? Na sua opinião, há eixos semelhantes ao conto selecionado para a antologia? 
Eu já havia escrito um poema chamado “Claustrofobia” que faz alusão a sensação de ser enterrado vivo. Mas o universo sombrio de “O Livro Preto” explora todas as nuances do horror inerente a condição humana. Transitando entre a lírica clássica e contemporânea os poemas compõem uma antologia única. Porque o horror também habita a alma das coisas belas. Ainda não há uma previsão para o seu lançamento, apesar de já ter propostas para publicação, ainda aguardo a reposta de algumas editoras. Minha vontade é que esse projeto possa se concretizar da maneira que ele merece.


Informações
Poemas e textos da autora podem ser lidos em seu blog: https://susancruz.wordpress.com/

Palhaços – Companhia de Londrina é premiada em festival do Piauí

Pelo segundo ano consecutivo, a companhia ‘Os Palhaços de Rua’, de Londrina, foi premiada no 6º Festival  Nacional de Teatro do Piauí. O espetáculo intitulado ‘Vikings e o Reino Saqueado’ levou os prêmios de melhor ator, para Adriano Gouvella e Lucas Turino (Adriano foi o ganhador desse mesmo prêmio na edição passada do festival).

A peça também foi premiada na categoria de melhor maquiagem, e ainda, teve indicações nas categorias de de melhor Dramaturgia, Direção e Figurino. “O processo de concepção do espetáculo veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo…” contou o ator Adriano Gouvella, integrante da companhia.

Segundo os atores, a serie "Vikings" do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços - Foto: Daniele DiasSegundo os atores, a serie “Vikings” do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços – Foto: Daniele Dias

Foi a segunda participação do grupo londrinense, no evento que ocorreu na cidade de Floriano, e é um dos mais importantes da região. Ao todo, 31 grupos de teatro participaram do festival totalizando mais de 150 artistas de todas as regiões do país. Em um ano turbulento para coletivos e grupos de Londrina, Adriano contou à reportagem que tais prêmios reforçam a importância da pesquisa e trabalho feitos com o coletivo. E fique ligado, a peça estreia em Londrina, no dia 23/12 às 11h na Praça Floriano Peixoto, ao lado da Catedral, com entrada gratuita.

Veja entrevista a seguir:

Vocês estrearam um novo espetáculo ‘Vikings e o Reino Saqueado” e foram premiados, no 6° Festival Nacional de Teatro do Piauí… Quantas vezes já estiveram no festival?
Sim, estreamos o espetáculo lá, mas não éramos os únicos do Paraná, havia mais um grupo de Foz do Iguaçu. Essa foi nossa segunda participação no festival.

A peça em questão, cruza elementos da cultura nórdica viking e a arte do palhaço como proposta estética e base para discutir relações humanas… Como surgiu a ideia de misturar essas referências, aparentemente, tão distantes?? Tem algum autor ou coletivo que influenciou o trabalho de vocês nessas misturas?
A ideia de misturar essas referências surgiu quando começamos a nos questionar sobre a situação atual do país e como poderíamos trabalhar isso sendo palhaços, nessa mesma época estávamos assistindo ao seriado “Vikings” do History Channel, que gostamos muito e a partir daí começamos a relacionar um tema com o outro e ir mais a fundo na pesquisa. Esta mistura partiu de nós mesmos, não teve algum autor ou alguém que influenciou, mas a pesquisa se pauta no autor “James Graham-Campbell” e alguns dos seus livros sobre a cultura viking, além da atual situação do Brasil que acaba de passar por um golpe de estado.

Falando de Londrina especificamente, foi um ano um pouco complicado para produtores culturais em geral (houve o cancelamento do Promic e uma serie de outras questões)… A Cia Palhaços de Rua também se viu prejudicada em meio à tantas dificuldades?
Sim, foi um ano bem turbulento para a cultura no país todo e em Londrina não foi diferente; a Cia. foi prejudicada em seus projetos assim como vários produtores culturais da cidade. O PROMIC sempre foi um exemplo de incentivo a cultura, mas vem sendo ameaçado ultimamente e isso faz com que pensemos quais as pessoas que realmente estão ao lado do povo? Quais são os interesses destas pessoas? Quem de fato apoia a cultura? E quem quer desmonta-la?

Foi o segundo ano consecutivo premiado (e com nomeações no festival), do ponto de vista da pesquisa/estudo que vocês fazem, em tempos de recessão pra cultura, esses festivais ganham ainda mais importância talvez? (no sentido de promover a circulação dos espetáculos, etc…). Pode comentar sobre?
Sim, foi o segundo ano consecutivo no festival e com premiações e indicações importantes, isso para nós é uma felicidade muito grande e reforça ainda mais a qualidade dos trabalhos artísticos que são produzidos em Londrina. Em tempos sombrios em que a cultura vem sofrendo um desmonte em nível nacional, esses festivais são um respiro de sobrevivência e resistência! Com certeza ganham ainda mais importância nestes tempos de recessão; eles promovem o encontro entre artistas e, entre artistas e público, promove debates de ideias, trocas artísticas, políticas, culturais, sociais e novas perspectivas.

Como foi o processo de concepção da ideia toda? – Lembro que no fim de 2016 vocês já estavam desenvolvendo a montagem toda…
O processo de concepção veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo poética. Sim, realmente no fim do ano passado já conversávamos sobre esse projeto e aí colocamos a mão na massa de fato em janeiro desse ano até o presente momento, foi um ano de trabalho até a estreia. Chamamos alguns profissionais para se juntar ao nosso time e assim veio a parceria por exemplo, com o figurinista Alex Lima, que fez um trabalho extraordinário em conjunto com nossa pesquisa, não só ele mas o marceneiro Caio Blanco e muitas outras pessoas talentosas que estão envolvidas em todo processo.

Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional do Piauí - Foto: Divulgação
Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional de Teatro do Piauí – Foto: Nayara Fabrícia

E os projetos para o próximo ano? Além dos ‘Vikings e o Reino Saqueado”, vocês seguem circulando com outros espetáculos ainda certo?
Além dos “Vikings e o Reino Saqueado” seguimos apresentando nosso primeiro espetáculo o “Números” e a contação de história “O Coronel e o Barbeiro”, também ministramos algumas oficinas como: circo, palhaço, acrobacias, parada de mão, malabares e capoeira. Recentemente chegamos de Campina Grande na Paraíba e de Bauru-SP onde fizemos seis apresentações do espetáculo “Números” que teve grande aceitação por parte do público e atendeu várias comunidades carentes e distritos destas duas cidades.

Só pra concluir, quanto tempo tem já a companhia?  Daria pra citar estados (ou até outros países) por onde já se apresentaram??
A Cia. Os Palhaços de Rua completou 4 anos de existência, já realizamos 95 apresentações do espetáculo “Números” e já apresentamos nos estados do: Acre, Rondônia, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Para ano que vem tem novidade internacional surgindo por aí…

Garotas Suecas lança disco na festa Barbada

Um dos eventos mais tradicionais de Londrina, a Festa Barbada recebe no domingo, a banda paulista Garotas Suecas que traz em primeira mão o lançamento do seu terceiro disco ‘Futuro do Pretérito’. O show acontece no Bar Valentino e a programação da festa, que começa às 18h traz ainda o DJ residente Ed Groove e DJ Dbeat. Os dois animam a pista antes e depois do show. E também o Bazar Barbada na casinha, cheio de novidades em arte, moda e gastronomia.

Atualmente, a banda é formada por Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello e Nico Paoliello - Foto: Marcelo Vogelaar
Atualmente, a banda é formada por Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello e Nico Paoliello – Foto: Marcelo Vogelaar

O ‘Futuro do Pretérito’ é um tempo verbal da nossa língua, o que “faria”, “iria”, “poderia”, isso diz muito sobre o terceiro álbum de estúdio do Garotas Suecas e provavelmente por isso foi escolhido como título do trabalho mais inspirado e bem executado do quarteto paulista. A banda que em 2014 perdeu seu vocalista Guilherme Saldanha, ganhou em participação dos outros 4 integrantes, que cantam, criam e tocam com a competência em emular influências de rock sessenta e setentistas, black music e todos os tipos de cores da música brasileira, se juntam a uma clareza de discurso, sendo certeiros no trato de questões políticas e humanas, canções maduras retratando nosso tempo, nossas mazelas e questionamentos.

Se trata de um dos lançamentos mais notáveis do ano, a sequência “Objeto Opaco”, “Não tem Conversa” e “Todos os Policiais”, são socos de informação e critica conduzidas por arranjos incríveis e trabalho de estúdio maduro, na mesma linha da excelente “Angola, Luisiana”. A tropical “Ananás” e a delicada “Captei Você”, além de versatilidade também mostram um pouco das virtudes nos primeiros registros. “Quarto”, “Psicodélico” e “Morrer Azul” são as porções melancólicas do álbum, cada uma a sua forma.

A banda de Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello, Nico Paoliello está no rol de grupos relevantes que o rock nacional produziu nos últimos tempos, com qualidade e singularidade comparáveis hoje aos também paulistas do O Terno. As mudanças na banda, o tempo de maturação da nova formação e do novo conceito foram perfeitos.

FESTA BARBADA – Projeto independente produzido pela BARBADA e realizado mensalmente no Bar Valentino desde março de 2010. Trata-se de uma caravana que integra várias linguagens em um único lugar. Inicialmente realizada na casinha do bar – estrutura mais antiga -, atualmente ocupada todo espaço que recebe toques precisos na decoração, principalmente no palco das apresentações. O horário e preço da entrada destoam do padrão da noite londrinense fazendo jus ao nome. A festa se pauta pela diversidade, integrando música, moda, literatura, gastronomia, quadrinhos, artes plásticas e artesanato atraindo um público de jovens formadores de opinião. Hoje é uma das principais vitrines da nova música, recebendo também artistas de destaque no cenário independente local e nacional.


Barbada | Edição #119
Show com Garotas Suecas (SP)
Lançamento do disco ‘Futuro do Pretérito’
+ DJ Ed Groove + DJ Dbeat 
+ Bazar Barbada
18 horas
Couvert R$ 12,00
Classificação: 18 anos

Teatro – Histórias de Pescador é apresentada hoje em Londrina

Dentro da programação do Festival da Escola Primeiro Encontro, em Londrina, acontece hoje a apresentação teatral/musical Histórias de Pescador na Casa de Cultura da UEL (Divisão de Artes Cênicas). A apresentação é a partir das 20h.
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A história se passa em uma ilha deserta, onde o sol desmaia e o rio se mistura com o mar… As lendas intrigam uma regra, a de não se relacionarem entre si. O Boto se apaixonou pela rainha das águas. Nicanor, o prometido das donzelas também não resistiu aos encantos de Iara e, não sabendo de seu compromisso com o Boto, se enfiou pelas águas, águas que ninguém sabe até hoje se são doces ou salgadas. O final dessa história ninguém conta direito, ou ninguém tem certeza mesmo se ele é real. A peça tem direção de Paulo Vitor Poloni e Gabriela Catai. Além de Guilherme Villela como músico acompanhante.


SERVIÇO
Histórias de Pescador – Festival Primeiro Encontro
Sexta (01) na Casa de Cultura da UEL (Divisão de Artes Cênicas)
Horário 20h
(Preços não divulgados)

Música – Dia do Samba celebra a batucada londrinense

A comemoração do Dia do Samba será em dose dupla este ano, em Londrina. O festejo começa no dia 01 de dezembro, sexta-feira, no Bar Valentino, com uma reunião de 30 artistas que destacam canções compostas na terra vermelha, ao lado de clássicos do gênero. A ideia é valorizar a produção local da música popular e seguir a tradição solidária da celebração na cidade, já que a bilheteria é revertida para a Casa de Apoio Madre Leônia, instituição que dá apoio a pacientes buscam tratamento contra o câncer em Londrina.

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No repertório, sambas eternizados por mestres como Dona Ivone Lara, Martinho da Vila e João Nogueira terão a companhia da criação de bambas que fazem história em Londrina, como Bernardo Pellegrini, Leandro Almeida e os violonistas Rafael Fuca e Israel Laurindo. A dupla encabeça os regionais que sobem ao palco para acompanhar os intérpretes convidados a dar voz a sambas dos colegas locais, promovendo um intercâmbio musical.

A pesquisadora Juliana Barbosa vê no evento uma atividade potencial para fortalecer a cultura popular na cidade: “Recentemente estive com o pessoal do projeto ‘Samba do compositor paranaense’, em Curitiba, onde há uma sistematização e registro da produção local. Este Dia do Samba será uma forma de experimentar esta troca de informações”, comenta. De olho no contexto da produção musical, ela costura o roteiro da noite, junto com o ator e cantor Caco Piacenti. O evento tem ainda o apoio das rádios UEL FM e AlmA Londrina.

O caráter beneficente segue nas comemorações agendadas para a noite de sábado, dia 02, em uma roda de samba no Londrina Country Club que promete passear pela diversidade de estilos e exaltar a grandeza do gênero para a cultura nacional. O público é convidado a doar um quilo de alimento na entrada da festa, que será doado ao Lar das Vovozinhas Gilda Marconi.

DIA DO SAMBA – A origem da data tem mais de uma versão, mas o fato é que não faltam motivos para se comemorar: dia 02 de dezembro marca a gravação do primeiro samba registrado, Pelo Telefone, em 1916. Também é data da publicação de um manifesto resultado do 1º Congresso Nacional do Samba, realizado no Rio de Janeiro em 1962. E, ainda, para os baianos é o dia em que Ary Barroso visitou Salvador pela primeira vez, em 1940. A efeméride é reconhecida pelo poder público em Santos, Salvador e no Rio de Janeiro.

Em Londrina, a comemoração foi originada há 12 edições pelo grupo Sambelê, por iniciativa do músico Wilsinho Soler. Com a mudança dele para o Mato Grosso do Sul, há quatro anos, um coletivo de amantes do samba assumiu a missão de manter vivo o evento na cidade, e que agora ganha dupla programação. A festa no Bar Valentino tem a organização de Juliana Barbosa, Rakelly Calliari e Camila Taari, enquanto o evento no Londrina Country Club é capitaneado por Sal Vinícius, Bethânia Paranzini e músicos da Padaria do Samba, todos em parceria para mostrar que Londrina faz samba também.


Serviço – Dia do Samba Londrina
01/12 (sexta-feira), no Bar Valentino – 21h
Entrada: R$10. Bilheteria em prol da Casa de Apoio Madre Leônia
Com os intérpretes Camila Taari, Giovana Correia, Gisele Silva, Gleice Regina, Leandro Rubi, Luíza Braga, Rakelly Calliari, Ronaldo Matos, Silvia Borba e convidados.
Apoio: UEL FM e AlmA Londrina Rádio Web.
02/12 (sábado), no Londrina Country Club
Início às 20h30,
Entrada R$20 + 1 kg de alimento para o Lar das Vovozinhas.
Roda de samba com músicos da Padaria e convidados.

Teatro – Cia L2 apresenta Da Pele ao Barro na Usina

A companhia teatral L2, de Londrina, apresenta nesta sexta (24) e sábado (25) a peça ‘Da Pele ao Barro’. O espetáculo surgiu a partir da investigação do estatuário de Camille Claudel. Cada novo quadro de esculturas esboça nuances de situações enfrentadas pela mulher e a conquista de seu espaço na sociedade artística do séc. XIX.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta montagem, a companhia (na ativa desde 2010) realiza um trabalho de investigação dos músculos para construção e desconstrução das esculturas, aproximando os corpos dos atores a argila e ao gesso. Esculturas pulsam, vivem. Nos dois dias, a peça inicia às 20h, com entadas a R$ 5 (disponível na bilheteria a partir das 19h) – Classificação indicativa 14 anos.

O elenco é formado pelos atores: Bianca Ribeiro, Gabriel Paleari, Giovanna Stocco, João Mosso, João Rodarte, Julia Malu, Laiz Ferreira, Ronald Rosa,Tatiana Oliveira. O figurino é assinado pelo coletivo com execução de Lenita Costa. Sonoplastia de Bruno Garcia e Giovana Stocco, iluminação e direção por Thainara Pereira (com assistência de Lucas Manfré) e orientação de Aguinaldo Moreira de Souza.


Da Pele ao Barro – Cia L2
A partir das 20h na Usina Cultural em Londrina
Entrada: R$ 5

Shows de Paralamas do Sucesso e Ney Matogrosso são cancelados

Dois shows, muito aguardados na cidade, e que estavam agendados para esta semana sofreram alterações; Foi adiado do Paralamas do Sucesso, que aconteceria no Ginásio Mringão no próximo sábado (25) e cancelado o show do cantor Ney Matogrosso que viria com a turnê ‘Atento aos Sinais’ agendado para o mesmo dia no Ginásio Marista.

O trio estava com show agendado para este sábado (25) no Moringão - Foto: Divulgação
O trio estava com show agendado para este sábado (25) no Moringão – Foto: Divulgação

O show dos Paralamas correspondia à turnê “Sinais do Sim”, com repertório baseado no disco homônimo, lançado neste ano. O evento não está mais disponível na página oficinal dos Paralamas do Sucesso. Os ingressos foram vendidos pelo Disk Ingresso, que confirmou que o evento foi adiado, sem nova data prevista. Não foi divulgado o motivo da alteração na data.

Ney Matogrosso – A Orth Produções informa que o show com o artista Ney Matogrosso, da turnê “Atento aos Sinais”, que estava agendado para 25 de novembro, no Ginásio Marista, foi cancelado. Até a tarde desta terça-feira (21), os ingressos para a arquibancada já estavam esgotados.

No show, Ney apresenta repertório variado, incluindo canções de compositores como Caetano Veloso e Paulinho da Viola - Foto: Divulgação
No show, Ney apresenta repertório variado, incluindo canções de compositores como Caetano Veloso e Paulinho da Viola – Foto: Divulgação

Segundo divulgado pela empresa Orth Produções, o cancelamento se deu em função de questões técnicas do local, o que acabou inviabilizando a vinda do show, por a estrutura não atender as necessidades de cenário e iluminação que demanda a megaestrutura. Além disso, não foi possível transferir o show para outro lugar.

Surface, Onion Balls e Manon Lescaut tocam neste domingo

O domingo terá uma apresentação gratuita com bandas de rock no Barbearia Londrina a partir das 16h. Nessa edição tocarão as bandas: MANON LESCAUT (São Paulo), ONION BALLS (Arapongas) e SURFACE (Londrina), a entrada é gratuita.

Com 20 anos de estrada a banda Surface já lançou 4 cds, 1 dvd além de ter participado de diversas coletâneas - Foto: Divulgação
Com 20 anos de estrada a banda Surface já lançou 4 cds, 1 dvd além de ter participado de diversas coletâneas – Foto: Divulgação

Surface – A banda SURFACE foi formada em 1997, em Londrina PR. Mesmo com as dificuldades de se fazer Rock no interior do país conseguiu ter o nome em destaque por várias vezes. A banda participa ativamente do cenário underground nacional. Em 2007 seu 3º CD “Desafio” obteve a honrosa 6ª posição na categoria de melhor Álbum Punk / Hardcore pela Revista Dynamite. Lançou em 2014 o 4º CD e o DVD, que além de mostrar novas músicas ele faz uma retrospectiva sobre a história da banda. A banda se mantém fiel ao mesmo estilo desde o começo, Punk Rock e Hardcore. Conciliando o peso do instrumental com a melodia dos vocais femininos. Já se apresentou em várias cidades pelo país e tocou com bandas de renome.

Duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90 - Foto: Divulgação
Duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90 – Foto: Divulgação

Onion Balls – É um duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90. A dupla já tocou nas bandas Devaneers (1998-2005 – 03 eps lançados) e Wolf Attack (2004-2012 – 01 ep e 01 disco lançados). Formada na cidade de Arapongas, interior do norte do Paraná, onde eles nasceram e residem até hoje. A falta de opção cultural e monotonia da cidade onde vivem, deram origem aos temas recorrentes das canções da dupla. Apresentaram-se ao vivo em várias e, lançaram em 2015 seu primeiro disco na área externa do estúdio onde compõe e ensaiam.

É a primeira vez que DJF Uchida (vocalista e guitarrista), Luiz Furlan (baterista) e Alcides Amadeu (baixista) tocam no Paraná - Foto: Divulgação
É a primeira vez que DJF Uchida (vocalista e guitarrista), Luiz Furlan (baterista) e Alcides Amadeu (baixista) tocam no Paraná – Foto: Divulgação

Manon Lescaut – Os paulistanos prometem tocar faixas dos dois discos da banda, “Better Luck Next Life After Death” (2010) e “People Are Bad For Your Health” (2014), além de duas músicas inéditas – “Good Night, Morning Wave” e “Sans Everyone, Sans Everything” – que estarão no próximo disco da banda, “We Know Someone You Can Fusillade”, a ser gravado e lançado no primeiro
semestre de 2018. O novo disco deve manter a temática soturna que permeia as letras do grupo, mas DJF Uchida adianta que a sonoridade deve mudar radicalmente e que algumas das 13 músicas novas devem acabar soando como um encontro entre Toru Takemitsu (falecido compositor erudito japonês), Einstürzende Neubauten e Carpenters.


Serviço:
Domingueira Barbearia – Surface, Onion Balls e Manon Lescaut
19 de novembro, a partir das 16 horas
Rua Quintino Bocaiúva, 875, 86020-150 Londrina
Entrada Franca

Cemitério de Automóveis recebe o Surrealía Circus

Acontece nesta véspera de feriado, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis a abertura do Surrealía. Com o tema “Circus”, o festival independente traz exposições, mostra de cinema, feira de impressos, apresentações de bandas autorais e workshops.

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Os ingressos para a programação desta terça já podem ser comprados com antecedência no valor de R$15 (primeiro lote). Na portaria, o valor será de R$20. A Vila Cultural Cemitério de Automóveis conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Na entrada do festival, serão recolhidos alimentos e objetos de higiene pessoal, para serem doados a moradores de assentamentos e pessoas em situação de rua de Londrina e região. A Vila Cultural fica na Rua João Pessoa, 103-A.

O Surrealía acontece desde 2015, e foi idealizado pelo artista visual e fotógrafo Yashiro Imazu, a partir de uma exposição com a artista plástica Camila Vieira. O evento tem a proposta de apresentar a expressão humana pelos diferentes meios das artes, além de divulgar uma linguagem mais aberta da criatividade visual, da cultura e música autoral. “O esquema com os artistas, é mais como um apoio… Muitos estão se formando ainda. Quando o projeto teve início muitos nem tinham lugar para expor. Nós mesmos da produção fomos atrás desses artistas, que tem um pouco a ver com a temática, pra ceder o espaço para eles, é uma forma de troca”, contou ao RubroSom o artista Endrio Salvino, que irá participar do Surrealia neste ano.

O festival também busca incentivar a economia criativa da cidade, conduzindo o público a prestigiar obras de diferentes artistas e shows autorais de qualidade. Na abertura, haverá performances nos Palcos Surreal e Galeria, e um galpão com apresentações circenses. As bandas londrinenses Aminoácido, Vulgar Gods, Red Mess e Acid Brigade se apresentam no Palco Surreal, assim como os DJ’s Fabio Indígena do Axé DJ, Gustavo Veiga, Narconauta e Carol Dutra.

No palco Galeria, estará o coletivo Aliense Sobrenatural & Bem Bolado, em um show acústico. Os espetáculos no galpão Circus ficam por conta dos palhaços e grupos As Multidançarinas, Vitor Maçarico Inácio e a Família do Circo.

No Surrealía, haverá exposição com fotografias, pinturas, desenhos e ilustrações dos artistas e designers: Sandro Branco; Carol Kozima; Marcus Vinicius; Daniel Romano; Ricardo Zolinger; Luiza Braga; Mateus Arrigoni; Mariana Franzim; Lunartty Souta e Guilherme Silveira, todos de Londrina. Participam também Lucas Bonfante; Camila Vieira; Endrio Salvino; Yashiro Imazu; Henrique Petrus e Heitor Kimura. O arquiteto e artista Christian Steagall-Condé irá realizar uma intervenção de arte urbana.

Poesias da escritora Vivian Campos, autora do livro “O Gato Comeu Sua Lua?”, estarão no festival, juntamente com obras do escritor Jean Carlo Caramanico, de Maringá. O Surrealía terá ainda instalação do “Coletivo Verso”, grupo de mulheres idealizado por Manuela Pérgola.

A Instalação Versa ficará em um espaço fixo, e consiste em um varal com biografias das autoras, um poema de cada, roupas, um texto sobre literatura de autoria feminina e sobre o propósito da instalação. O varal terá espaços vazios que devem ser completados pelos passantes. Papéis e canetas ficarão à disposição, para que o público possa contribuir com seus escritos.

Programação – As atividades prosseguem durante a semana, com encerramento oficial na sexta-feira (17), no tradicional Coffee Break Surreal, onde os artistas do Surrealía se reúnem para falar sobre suas obras em exposição e seu processo criativo em uma conversa aberta ao público. O Coffee Break Surreal terá também a presença de baristas e stands de cafés de Londrina e região, que servem seus produtos.

Ainda na sexta-feira (17), acontece o segundo dia da Feira de Impressos, onde criativos, artistas e designers comercializam e divulgam seus trabalhos. É uma ótima oportunidade para fazer contatos e conhecer melhor sobre o trabalho desses artistas, com o sabor da arte e da gastronomia londrinense. Nesse dia o Surrealía terá também apresentação do projeto “Sarau: prosa, poesia e outras delícias”, às 20 horas.

Oficinas – Para participar dos workshops promovidos durante o Surrealía, é preciso fazer a inscrição com antecedência pelo e-mail eventosurrealia@gmail.com, informando nome completo, idade e telefone para contato, juntamente com o título da oficina. As inscrições também podem ser feitas pessoalmente na abertura do festival.

Entrada – Os ingressos para a abertura do Surrealía já podem ser adquiridos nos seguintes locais: UP Bar (Av. Juscelino Kubitschek, 1.973), das 19 horas até 1 hora; Café Com Propósito (Rua Espírito Santo, 1.123), das 16 às 22 horas; Barbearia Bar (Rua Quintino Bocaiúva, 875), a partir das 20 horas; e no Max Tattoo (Avenida dos Expedicionários, 737, Rolândia).

A compra do ingresso antecipado garante a participação no sorteio de uma tatuagem de até 15 centímetros, no valor de R$800,00, com o tatuador Guilherme Augusto, do Los Vatos Tattoo.

O Festival Surrealía conta com os seguintes parceiros: Edge Studio, Tumba – Galeria de Arte, Café com Propósito, THC – This Hard Connection, UP Bar, Barbearia Bar, Ander, Rubrosom e Max Tattoo.


Programação completa do Festival Surrealía

14/11– Terça-feira
Abertura do evento com circo, bandas e DJ’s
Horário: 18 horas
Valor: R$15 ingresso antecipado, R$20 na portaria.
Classificação: +18 anos
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa 103)

16/11 – Quinta-feira
Mostra de Curtas
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103A)
Horário: 20 horas
Valor: Gratuito
*Sujeito a lotação

17/11 – 17 horas 
Coffee Break Surreal
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103A)
+ FEIRA Impressa
14 horas – Workshop Cartoon com Muka (R$20,00)
18 horas – Workshop Colagem com Carol Kozima (Gratuito)
20 horas – Sarau: prosa, poesia e outras delícias

18/11 – Sábado

Workshop Desenho Realista em Lápis Grafite
Valor: R$20,00
Local: Edge Studio (Rua Mossoró, 332, Sala 01, piso superior – Centro)
Horário: 14 horas