Mostra Sci-fi – Ficção buscou representar temores das pessoas diante o desenvolvimento tecnológico, cita pesquisador

Termina nesta semana a mostra sci-fi realizada em Londrina pelo Sesc Cadeião Cultural. John Carpenter, Mario Bava e Jack Arnold são alguns dos diretores relembrados, desde a abertura da mostra na última quarta-feira (07). O espaço preparou uma jornada de quatro décadas pelo mundo dos “filmes B” da ficção científica. O evento segue até 14 de março e traz seis importantes longas-metragens que retratam a ficção científica dos anos 50, 60, 70 e 80.

O clássico 'Eles vivem' (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta - Foto: Divulgação
O clássico ‘Eles vivem’ (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta – Foto: Divulgação

A programação iniciou com uma abertura feita pelo professor Dr. André Azevedo da Fonseca,  pesquisador do departamento de comunicação da UEL. Na mesma noite, o filme “A ameaça que veio do espaço” (1953), do diretor Jack Arnold, foi exibido Cadeião. “Há ainda muita controvérsia sobre a origem da ficção científica propriamente dita. Muitos entendem que o romance Frankenstein: o moderno prometeu, de Mary Shelley, no início do século XIX, se tornou, à posteriori, a primeira obra de ficção científica da história. Este é um gênero moderno por definição, pois o próprio conceito de ciência, tal como o conhecemos hoje, é recente”, contou André Azevedo em entrevista ao Rubrosom. Ao longo da semana, além de A Ameaça Que Veio do Espaço, a mostra apresentou títulos de diretores consagrados das 4 décadas. Mario Bava e Joseph Losey compõem a mostra com O planeta proibido (1956), Os malditos (1963), O planeta dos vampiros (1965), Fuga no século 23 (1976) e Eles vivem (1988) que será exibido nesta quarta. 

O segundo filme da mostra 'O planeta proibido' de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março - Foto: Divulgação
O segundo filme da mostra ‘O planeta proibido’ de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março – Foto: Divulgação

Para André, a relação das artes e do entretenimento com o tema de ficção científica é anterior ainda à história do cinema “A literatura de ficção científica buscou representar os desejos e os temores das pessoas diante o desenvolvimento cada vez mais acelerado de processos e artefatos tecnológicos. Por isso a ficção científica é fundamentalmente diferente de narrativas da cultura oral, baseadas em mitos, e também de outras narrativas escritas clássicas que imaginavam futuros alternativos, como vemos, por exemplo, em Utopia, de Thomas Morus”, concluiu Azevedo.

Sobre a mostra Sci-Fi – O gênero de ficção científica é reconhecido por sua diversidade e intensa produção. A mostra Scfi-Fi busca, dentro dessa vasta obra, apresentar títulos que suscitem a discussão e o debate, tanto sobre o gênero, quanto sobre o período de sua produção.

Com essa intenção, o catálogo da mostra é divido em seções por década, como um almanaque. Cada espectador presente na abertura da mostra também receberá um exemplar do catálogo, a fim de acompanhar as diversas informações, curiosidades, a vida dos diretores e análise das obras. A Mostra, enfim, traz os títulos como ponto de partida para um entendimento amplo do gênero de ficção científica e também do tempo, seja o tempo em que os filmes foram produzidos, ou o tempo que as obras “imaginaram” que o futuro seria. “Ficção científica, na verdade, não fala do futuro. Mas representa os anseios do presente em relação às consequências possíveis do desenvolvimento das tecnologias contemporâneas. Este gênero procura identificar e desenvolver, através da ficção, algumas das tendências ainda embrionárias das ciências de seu tempo. Por isso, ao contrário de prever o futuro, o gênero contribuiu para desenvolver a imaginação e estimular a crítica ética sobre os caminhos percorridos e desejados pela comunidade científica na atualidade”, pontua André.

Quando questionado sobre a certa crítica feita ao gênero, que muitas vezes é considerado um ‘elo perdido’ ligado à uma projeção do futuro que, de fato, nunca se concretizou, André cita as outras preocupações e aspectos analisados na produção do gênero. “Nesse sentido, a produção pioneira no cinema de ficção científica revela outras coisas. Não tem sentido exigir que os criadores do passado “adivinhassem” as tecnologias que surgiriam décadas depois. Se os filmes abordaram as preocupações de seu tempo, agora contribuem como fontes primárias de história para que a gente possa compreender quais eram as ameaças que agitavam a imaginação da humanidade no passado. E esse exercício sempre contribui para que a gente possa comparar os fantasmas do passado com aqueles que criamos atualmente e, assim, nos conhecermos melhor. Observar uma caricatura sempre nos ajuda a enxergar melhor os detalhes decisivos que passam despercebidos. Além disso, é muito interessante verificar os caminhos imaginados – mas não trilhados – pela ciência para compreender que o presente é o resultado da cooperação e da disputa entre inúmeras tendências que coexistiam. A ciência não é uma avenida reta, mas uma árvore viva com galhos que se bifurcam indefinidamente. Tecnologias de ponta se tornam rapidamente obsoletas; pesquisas de teoria pura aparentemente incompreensíveis detonam tecnologias revolucionárias, cruzamentos interdisciplinares produzem frutos inesperados, acidentes de percurso provocam descobertas inimagináveis e redirecionam todo um campo de pesquisa…”.

O professor ainda conclui, “Quando um paradigma tecnológico é suplantado por outro, toda uma representação de futuro baseada nesse alicerce simplesmente desmorona. Mas isso não quer dizer que as representações de futuro do passado, tornadas fantasmagóricas, foram inúteis. Ao contrário, a imaginação é precisamente uma das forças mais importantes que, ao lado da técnica, impulsiona as inovações. Frequentemente a ciência tem uma relação de mão dupla com a ficção científica: uma é influenciada pela outra e vice-versa. E como a lógica da ciência é o desenvolvimento, é natural e desejável que as tecnologias e as suas representações na arte sejam superadas e renovadas, explorando novos caminhos. É curioso observar, no entanto, que muitos temas perduram. O problema da tecnologia que sai do controle humano, por exemplo, é recorrente. Nesse sentido, revisitar os filmes do passado também contribui para observar quais problemas éticos e filosóficos são duradouros, e quais perderam o sentido”, conclui André.

A realização desta mostra de cinema está diretamente vinculada ao projeto CineSesc, idealizado pelo Núcleo de Cinema do Departamento Nacional do Sesc (RJ) e presente em centenas de Unidades do Sesc por todo o Brasil. Através do projeto CineSesc, o público tem acesso a importantes produções audiovisuais nacionais e estrangeiras não relacionadas à lógica convencional do circuito comercial do cinema. Deste modo, o projeto abre um importante espaço para produtores independentes, como também oferece uma programação singular à comunidade londrinense.

PROGRAMAÇÃO
07 de março às 19h – Bate-papo de abertura com professor e pesquisador do Departamento de Comunicação do Centro de Educação Comunicação e Artes – CECA – da Universidade Estadual de Londrina UEL + lançamento e distribuição do catálogo da mostra

07 de março às 20h – A ameaça que veio do espaço (Dir. Jack Arnold, 80min, 1953) – exibido
08 de março às 20h – O planeta proibido (Dir. Fred M. Wilcox, 90min, 1956) – exibido
09 de março às 20h – Os malditos (Dir. Joseph Losey, 95min, 1963) – exibido
10 de março às 16h – O planeta dos vampiros (Dir. Mario Bava, 88min, 1965) – exibido
11 de março às 16h – Fuga no século 23 (Dir. Michael Anderson, 119min, 1976) – exibido
14 de março às 20h – Eles vivem (Dir. John Carpener, 94min, 1988)


Serviço:
Clássicos Sci-Fi – Mostra de Cinema
de 07 a 14 de março de 2018
Ingressos gratuitos, disponíveis sempre com 1h de antecedência de cada sessão
Sesc Cadeião Cultural
R. Sergipe, 52, Centro
Londrina/PR

Londrinense Fernanda Branco Polse lança clipe ‘Laranja Neon’

Uma mulher imersa em um momento de introspecção e auto-descoberta, e que é observada bem de perto, vigiada por um olhar quase voyeurista da câmera. Este é o clima intimista e pessoal registrado no vídeo ‘Laranja Neon’ da cantora londrinense Fernanda Branco Polse, o filme produzido por Deborah Castello Branco e Letícia Aragão foi roteirizado por Fernanda junto com a artista Ana Clara Vitorelli foi lançado nesta semana. “Laranja Neon” é uma música misteriosa, com muita densidade e gravidade. Descreve cenas com uma certa magia, retratando uma situação de um possível desencontro, uma despedida, um fim que se anuncia através da coruja das ruínas que se faz presente.”, conta a cantora.

A finalização e a fotografia peculiar, com uma estética que lembra antigas gravações em fita analógica dá um tom mais emocional ao clipe. Segundo Polse,  esses elementos que completam a paisagem sonora e imagética, vai se repetindo até desencadear no final: da música e da história. “Acho que é um pouco triste, mas com muita dignidade. ‘Eu tenho um ponto de fuga que brilha laranja neon’ é, para mim, um sol no horizonte, o tempo que passa, os dias, as horas e como as coisas curam”, explica Fernanda. “Escolhemos a antiga casa da minha avó para fazer as cenas, por se tratar de uma música que fala de ruínas, que fala de decadência do afeto”, ressalta Fernanda.

Fernanda Branco Polse é cantora, compositora e artista visual, natural de Londrina, viveu dez anos em Belo Horizonte e hoje reside em São Paulo - Foto: Divulgação
Fernanda Branco Polse é cantora, compositora e artista visual, natural de Londrina, viveu dez anos em Belo Horizonte e hoje reside em São Paulo – Foto: Divulgação

De acordo com a cantora, um trecho, que aparece na segunda metade do vídeo (e que foi filmado em plano sequência) foi especialmente complicado para a produção “Tinha que acontecer tudo, inclusive a troca de roupa preta para a prateada no final, então era o tempo da câmera me seguir e eu na frente, me trocando e todos os que me ajudaram nesse momento não podiam aparecer”, contou a cantora sobre a gravação do vídeo. O apartamento que é usado como cenário do vídeo aliás, foi um cenário pessoalmente importante na vida da cantora, pertence à avó de Fernanda. “Eu cresci lá, sabe? Ia toda hora e quis gravar lá, apesar de estar meio abandonado”, ela cita.

SOBRE BICHO BRANCO POLSE – O feminismo entrou na vida de Fernanda Branco Polse como um grito de liberdade de ser mulher e artista. Ter a coragem de cantar sobre temas do feminino sem ter medo de ser expor e mostrar que a mulher tem desejos, fraquezas, forças, convicções e caminhos plurais, pontuam as dez faixas que compõem o álbum de estreia da artista, Bicho Branco Polse, que foi lançado em outubro de 2016. “Sendo mulher o feminismo já estava destinado a me encontrar. E acho que ele me encontrou de forma tímida ainda jovem. Sempre tive essa pulga atrás da orelha e um dia ela virou um cão que late.

Diante de tantas denúncias e constatações não tem como ficar em cima do muro. Eu sempre falo que o feminismo é uma lente permanente e uma vez que ela se instala nas suas retinas, você não tem como fingir que não é com você. E isso é revolucionário!”, conta Fernanda.

PRÓXIMO DISCO – Após um ano do lançamento de seu primeiro disco, Fernanda já começa a pré- produzir o segundo, atualmente na fase de captação. “Vai ser um disco mais dançante, mais político, onde eu uno de uma forma mais profunda todas as linguagens que costumo transitar. Vai ter peça sonora, manifestos e um show mais performativo e visual”, conta.

Fernanda Branco Polse é cantora, compositora e artista visual, natural de Londrina, viveu dez anos em Belo Horizonte e hoje reside em São Paulo. Fernanda transita entre diversas linguagens artísticas. Como cantora já se apresentou no Festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L, Salve o Compositor!, Sesc Palladium, Verão Arte Contemporânea, CCBB, Festival de Arte Literário – Londrix. Como performer já esteve em diversas cidades do mundo, como Los Angeles, Amsterdã, São Paulo, Curitiba, Montreal e Bogotá. Bicho Branco Polse é seu primeiro álbum, com dez músicas de sua autoria. É um álbum sobre erotismo, força, dor e amor. Um tipo de amor expandido, para além da ideia de amor romântico. Sobre a existência transmutável em experiência, imagem e poesia.


Informações
Redes Sociais Site Oficial: https://www.bichobrancopolse.com/
Facebook: https://www.facebook.com/bichobrancopolse/
Instagram: https://www.instagram.com/brancopolse/

Arte – Inscrições para feira DOBRA terminam nesta segunda

Hoje é o último dia para se inscrever na feira DOBRA  de Arte Impressa, evento promovido pelo Grafatório Casa Gráfica de Londrina.  O evento consiste em uma mostra que reúne artistas do impresso, editoras independentes, gravuristas, quadrinistas, (fan)zineiros, encadernadores, designers e artistas gráficos. Esta é a quarta edição da feira.

Inscrições para feira DOBRA terminam nesta segunda
Os expositores selecionados poderão comercializar suas obras livremente, ficando com todos os lucros de suas vendas – Foto: Divulgação

Neste ano a feira será realizada nos dias 5 e 6 de maio no Museu Histórico de Londrina e vai contar com cerca de 50 expositores. Os interessados em expor podem se inscrever até o dia 26 de fevereiro pelo site www.grafatorio.com/dobra. Quem for selecionado deverá contribuir com R$20 para a produção do evento (que, dessa vez, está sendo feito sem nenhum outro incentivo financeiro). Os expositores selecionados poderão comercializar suas obras livremente, ficando com todos os lucros de suas vendas.

A Feira DOBRA de Arte Impressa tem o objetivo de fomentar a cultura das artes gráficas em Londrina, viabilizando um espaço de trocas e vendas de obras de arte, livros, publicações e outros produtos impressos a um preço acessível. Neste ano, a feira integra a programação do Festival DOBRA, que ainda irá contar com outras atrações como exposições, oficinas, palestras e festas.


Serviço:
Inscrições – Feira DOBRA de Arte Impressa
Até 26 de fevereiro pelo site www.grafatorio.com/dobra

Entrevista – Caburé Canela lança disco neste sábado

Possuidores de um estilo musical peculiar, que cruza ritmos e influências num compilado de sons de definição improvável, a banda londrinense Caburé Canela irá lançar neste sábado o seu primeiro álbum, intitulado ‘Cabra Cega’. O álbum, que foi finalizado no ano passado, apresenta um pouco das viagens sonoras e poéticas dessa banda que emprestou seu nome de uma pequena e rara coruja que resiste pelos interiores do Brasil.”O processo foi bom para adentrarmos ainda mais às músicas, e de certa forma aumentamos nosso senso crítico sobre elas”, contou a vocalista Carolina Sanches.

O lançamento acontece no sábado (24), às 19h30 no teatro do SESI/AML (Rua Maestro Egidio do Amaral, 130, em frente à Concha Acústica). Na ativa desde 2013, a formação da Caburé Canela conta com Carolina Sanches (voz), Lucas Oliveira (voz, guitarra e violino), Maria Carolina Thomé (percussão), Mariana Franco (contrabaixo), Paulo Moraes (bateria) e Pedro José (voz e guitarra).

Caburé Canela lança disco neste sábado
Além das canções do CD Cabra Cega, a banda irá apresentar outras composições que foram concebidas antes e depois das gravações – Foto: Sthepanie Massarelli

 

 Na música da Caburé prevalece uma mistura sonora que atravessa ritmos populares, como baião, samba, bossa nova, rock, blues, afro-beat, semba de angola e rumba. Notas dissonantes misturadas a temas dançantes – Punk-samba. Reggae-jazz. África-Schoenberg. Os ingressos são limitados e custam 10 reais, podendo ser retirados uma hora antes do show no próprio local. A seguir, confira uma entrevista com o grupo:

Pra começar, há quanto tempo já trabalhavam com esse material do disco? Há faixas muito antigas junto de material mais recente?
A maioria são músicas de no mínimo três anos de idade. A mais recente do disco, que a banda toca é a música “Medo”, do Pedro José, mas é por ele ter entrado por último na banda. (Lucas)

Como foi o processo de gravar? Entraram já com 100% de arranjos prontos, ou tiveram tempo para experimentar instrumentos e testar coisas em estúdio?
Já havíamos trabalhado bastante o repertório do álbum, as sonoridades já estavam bem consolidadas. Uma coisa ou outra que acabou saindo na hora. Mas também o nosso jeito de tocar permite experimentações e improvisos. Não são arranjos 100% fechados nunca. (Lucas Oliveira)

Gravamos do dia 5 ao 14 de dezembro de 2016 e no início de 2017 refizemos pouquíssimas coisas. O processo foi bom para adentrarmos ainda mais às músicas, e de certa forma aumentamos nosso senso crítico sobre elas. É importante poder se ouvir de fora, distante do palco, com uma captação justa. Com um áudio limpo é possível perceber tanto às qualidades sonoras com mais precisão, quanto as “imperfeições” que também fazem parte da gente. Nesse sentido, acho que o processo de gravação do disco, é uma ótima possibilidade para darmos sequência ao que estávamos fazendo antes, com outros olhos e ouvidos. O que fica é a clareza de que somos realmente seres humanos (rs) em processo. (Carolina Sanches)

E sobre as referências, o que andaram ouvindo durante a gravação do disco? Tem algo novo (br ou estrangeiro) que tem chamado a atenção de vocês?
Tem sempre várias coisas novas. Tô escutando bastante o disco novo da Xênia França, bem interessante. Durante a gravação não me lembro, mas é sempre um misto de muita coisa diferente. (Lucas Oliveira)

Durante a gravação escutava bastante o disco Ascensão da Serena Assumpção, andava encantada com a quantidade de artistas e distintas sonoridades envolvidas em um mesmo projeto. Atualmente, estou viciada no CORTE novo disco da Alzira E. não é uma artista nova, mas o enredo psicodélico-barulhento é algo recente em seus trabalhos, é um som quebradiço, acredito ter muito a ver com coisas que temos experimentado. (Carolina Sanches)

Falando um pouco das influências… Tem um destaque interessante na parte das letras, tem muito de escritores e referências literárias nas composições? (se puderem citar alguns nomes, é interessante).
Gosto bastante de Manoel de Barros, Paulo Leminski, Torquato Neto, Jorge Luis Borges, Clarisse Lispector. São minhas maiores influências literárias talvez. Dentro da música gosto das letras do Chico César, Chico Science, Raul Seixas, Itamar Assumpção e muitos outros. Tem muita gente boa. (Lucas Oliveira)

Quando comecei a escrever, era bem um período de reflexão sobre leituras que fazia, como se a borbulha do que eu lia, espelhasse também nas sensações que me tomavam na hora da escrita.  Escritos de artistas de distintas áreas, não só literárias, fazem parte do meu processo criativo, os artistas plásticos Louise Bourgeois, Iberê Camargo, Leonilson e Hélio Oiticica, escreviam sobre seus processos criativos e existências de uma forma muito bonita e instigante, adentravam a escrita de maneira muito visual, sublinhando ainda mais a potência das palavras como gestadora de imagens. Isso me interessa muito na hora de compor.

Os filósofos Friedrich Nietzsche, Gaston Bachelard, Marcia Tiburi, Albert Camus, poetas como Pablo Neruda, Ricardo Aleixo, Manuel de Barros e Bartolomeu Campos de Queirós, são também referências importantes em todo processo. (Carolina Sanches)

Produzido pela própria banda, gravado e lançado de maneira totalmente independente, com captação, mixagem e masterização de Alexandre Bressan, do estúdio 3em1, o disco do Caburé Canela apresenta sete composições autorais que dialogam com as visões do personagem conceitual que conduz o disco Cabra Cega: o andarilho - Foto: Divulgação
Produzido pela própria banda, gravado e lançado de maneira totalmente independente, com captação, mixagem e masterização de Alexandre Bressan, do estúdio 3em1, o disco do Caburé Canela apresenta sete composições autorais que dialogam com as visões do personagem conceitual que conduz o disco Cabra Cega: o andarilho – Foto: Divulgação

E o nome do álbum ‘Cabra Cega’ tem algum significado especial?
Sim. É parte da letra da primeira música do disco, “Andarilho”. Faz referência à brincadeira da cabra cega, na qual você fica com os olhos vendados e tem que achar os amigos. É basicamente um simbolismo para nossa busca diária daquilo que nos faz bem. Por não enxergarmos o caminho, às vezes tropeçamos, nos machucamos, achamos algo que parece valioso, mas na verdade era só uma pedra qualquer. (Lucas Oliveira)

Estamos sempre procurando, caminhar sem rumo pré-determinado é uma rota que não sabemos o que estará lá em frente. Estar “cego”, contribui para que utilizemos dos outros sentidos corpóreos que temos. E de alguma maneira, nosso som é difícil de ser enquadrado em rótulos, estilos e ritmos, podemos dizer musicalmente, que estamos tateando/tocando no escuro. (Carolina Sanches)

Este ano especialmente tem sido movimentado pra artistas de Londrina (4 artistas daqui tocaram no Psicodália por exemplo), essa ciclo de certa forma ajuda as bandas daqui? Vocês já estão com planos para fora de Londrina?
Acredito que de certa forma sim, Londrina sempre se mostrou uma cidade cheia de artistas com grandes potenciais. E, esse ano ter tantos artistas da cidade em um festival como este, é de grande importância. Espera-se que Londrina tenha cada vez mais visibilidade artística, e que o resultado disso, se fortaleça exatamente nesses espaços alternativos, de intercâmbio, de troca entre outros artistas, como é o Festival Psicodália. (Carolina Sanches)

Estamos sim com planos para fora de Londrina. A ideia é que após o lançamento do álbum haja uma movimentação. É importante levar o som para outros ares.

Apesar da produção cultural autoral intensa na cidade, muitos artistas relatam dificuldade de atingir os ‘ouvidos’ do pessoal aqui com a música autoral… Como vocês entendem essa questão hoje? Melhorou nos últimos anos, ou ainda é uma falta de hábito do público, o que acham?
Faz um tempo que a galera está acostumada a sair de casa para ver banda cover. Virou um hábito, mas também tem muita gente que não aguenta mais. Eu nunca gostei muito. Gosto de quem toca o próprio som e dá a cara a tapa, sem medo de ser quem é. Alguns donos de bares e promotores estão abrindo mais as casas de show pra bandas autorais, mas ainda assim, é preciso que o público compareça mais nos shows.

É tudo uma questão de correr riscos, tanto para quem contrata a banda, para quem vai assistir e para quem toca também. Todo mundo tem que ter coragem de correr o risco e enfrentar o novo. (Lucas Oliveira)


Serviço
Show de Lançamento: CD Cabra Cega, da banda Caburé Canela
19h30 – Centro Cultural SESI/AM
Rua Maestro Edígio Camargo do Amaral, 130
Entrada: R$10 (ingressos uma hora antes, no local do show)
CD: R$20

Sarau com música e declamações ocorre nesta sexta em Londrina

Promovido pela editora da cidade, Madrepérola, o evento será um sarau com palco aberto para declamações e apresentações artísticas.  O tema central do Sarau será falar sobre a produção literária, haverá o bate-papo literário com o tema “O artista londrinense”.

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“O objetivo do Sarau Madrepérola é fortalecer ainda mais o interesse pela leitura em nossa cidade. Encontramos em cada canto de Londrina possíveis autores com talento para escrita que não são lidos. O sarau seria o convite a todo aquele que possui seus textos guardados, ou para quem já tem seu livro publicado se manifestar, chegar lá de pulmões cheios e soltar a sua voz, sua poesia e o que tiver para ser dito. Esperamos que o público conheça e saiba cada vez mais quem são esses poetas, cronistas, contistas e romancistas com talento de sobra para contribuir com a formação da literatura brasileira atual”, aponta Rafael Silvaro, editor da Madrepérola.

Conforme a música toca, local escolhido foi o lindíssimo Nosso Sebo, localizado na rua Paraíba, 205 (próximo ao Sesc Londrina). Com espaço ao ar livre, o Nosso Sebo traz a atmosfera nostálgica necessária para se apreciar um livro, quadrinhos e revistas com calma e bons ares. O sebo que ainda possui vinis e raridades no melhor estilo possível.

Encabeçarão o bate-papo os autores convidados Cinthia Torres, Jean Carlo Barusso, Fernando Fiorin, autores de Londrina e região.

O evento também contará com a apresentação da banda Dália Negra, formada por artistas da cidade de Londrina que apresenta letras embasadas em clássicos da literatura e faz referência a compositores nacionais.


Informações
Data: 09 de fevereiro de 2018
Local: Nosso Sebo (R. Paraíba, 205, centro)
Horário: 19h
Entrada Franca

Núcleo de Dramaturgia Audiovisual Londrina abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o o Núcleo de Cinedramaturgia DRAMÁTIKA, do Sesi Cultura, que terá a sua primeira edição em 2018. Idealizado pelo cineasta e roteirista Rodrigo Grota, o Núcleo terá o intuito de aproximar os profissionais de Cinema e Teatro de Londrina & região. Com o suporte logístico e técnico da produtora Kinopus Audiovisual Ltda, o Núcleo DRAMÁTIKA se divide em duas etapas: em sua primeira fase, serão realizadas cinco leituras dramáticas de textos teatrais, seguidas pela exibição de filmes que foram adaptados para o cinema a partir desses textos. A inscrição vai até o dia 4 de março, e pode ser feita pela internet.

Rodrigo Grota é idealizador do Núcleo juntamente com o Sesi PR - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Rodrigo Grota é idealizador do Núcleo juntamente com o Sesi PR – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Na segunda etapa do projeto, o coordenador do Núcleo DRAMÁTIKA, Rodrigo Grota, ao lado de outros quatro diretores convidados, vão conduzir os alunos na criação e desenvolvimento de 5 cenas curtas de até 15 minutos de duração. Essas 5 cenas serão escritas e dirigidas por estes diretores e contarão com no mínimo 2 e no máximo 5 atores entre os alunos selecionados para o Núcleo. Ao final desta segunda etapa, essas 5 cenas serão filmadas e apresentadas ao público em seus dois formatos finais: um filme de longa-metragem e uma peça de teatro. O Núcleo Criativo DRAMÁTIKA propõe aos participantes a reflexão, o exercício e a prática da atuação para Cinema e Teatro, num laboratório permanente de criação e estudo para atores.


Informações
E-mail: sesiculturalondrina@sesipr.org.br
Confira o edital aqui

 

PROMIC 2018 – Edital de independentes será publicado nesta semana

O novo edital para o Programa Municipal de Incentivo à Cultura, dedicado à categoria de projetos independentes, é previsto para ser publicado ainda nessa semana. A informação foi confirmada nesta segunda (05) pelo Secretário de Cultura, Caio Cesaro, durante reunião do Conselho Municipal de Política Cultural.

Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. - Foto: Bruno Leonel
Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. – Foto: Bruno Leonel

Segundo informado, o novo edital usará o formato ‘bolsa/prêmio’, em um padrão diferente dos editais anteriores, o que permitirá que proponentes atuantes como pessoa física possam se inscrever. O valor correspondente às bolsas da categoria, correspondem à R$ 1,6 milhão.

Após muitos meses de adiamento, a mudança é tida como uma revisão do edital, que passou por um cancelamento no ano de 2017 após a vigência da Lei Federal 13019/14 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), cujas implicações restringiam a possibilidade de vínculo entre município e proponentes sem CNPJ.

Além do edital de independentes, os próximos editais previstos são os relacionados á linha de projetos Estratégicos (Vilas Culturais); Previsto para a 3ª semana de março, Estratégicos e independentes (Audiovisual), em sistema feito via ‘Termo de Fomento’; Previstos para a 2ª semana de abril, e o edital de Estratégicos (Carnaval), que deve ser publicado na 2ª semana de maio. Mais informações devem ainda ser divulgadas sobre os novos editais.

Metal Internacional – Festival acontece em Londrina na semana do carnaval

Além dos tradicionais blocos de rua e dos tradicionais bailes de marchinhas, Londrina terá uma opção de música pesada durante a semana do Carnaval. O festival Open Air Festival, com bandas de países como Argentina e Colômbia acontece entre 10 e 12 de fevereiro.

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O evento, que durante 5 edições foi sediado em São Paulo (SP), desembarca em território “pé-vermelho” no formato “open air” (ao ar livre) em uma chácara na zona leste da cidade.

Mais de 30 bandas de diferentes países da América Latina estão escaladas para o festival. No palco principal “Open the Road” se apresentam grupos de maior destaque no cenário musical, como Massacre (Colômbia) Atomic Agressor (Chile), Interceptor e Metaluria da Argentina, além de bandas brasileiras como Genocidio, Leviaethan e Holocausto. “É um cast totalmente voltado
para uma união de nosso continente sul americano”, afirma Silvio Rocha, organizador do evento. Os shows do palco principal começam às 15 horas e vão até às 22h. Na sequência começam as atrações com entrada franca, do palco “Let it be Free”. A maior parte desse cast é formado por bandas de Londrina e região, mas também há grupos de Curitiba, São Paulo e Argentina.
Com quase 12 horas de programação musical diária, o Open the Road Festival também vai contar com estrutura para camping, food-trucks, cervejas e chopps artesanais, drinks exclusivos, restaurante, cafés especiais e outras atrações.
O público deve chegar de vários pontos do Brasil. Já há confirmação de excursões paranaenses, dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, além de uma de El Dorado, na Argentina. Muitos fãs vão pernoitar na área de camping do evento, que já atingiu a lotação máxima.

Os ingressos podem ser adquiridos através do site Ticket Brasil ou em pontos físicos relacionados no site da Open the Road Agency, empresa organizadora do festival.
A entrada inteira, para um dia de evento, custa R$ 200, mas quem aproveitar a compra antecipada paga o valor promocional de R$ 120. A meia entrada sai por R$ 100. Quem quiser acompanhar toda a programação pode comprar um combo, que da acesso aos 3  dias de shows e estacionamento. O valor da entrada inteira é de R$ 300 e com a promoção sai por R$180. Já a meia custa R$ 150.

O Festival: Organizado pela agência londrinense Open the Road, o evento já teve 5 edições, que contaram com nomes de peso e de diversas regiões do mundo, como Benediction (Inglaterra), Nile (EUA), Assassin (Alemanha), Ratos de Porão (Brasil) e Metalucifer (Japão).

Na 6ª edição, a agência decidiu migrar o festival para Londrina, o que foi possível graças a diferentes patrocinadores e apoiadores da cidade. Além de ser estruturado no formato “open air” (ao ar livre), o evento passou a dar maior ênfase à união do continente latino-americano. “Tendo como meta tornar-se uma referência de união entre os países do México ao extremo sul da América do Sul”, destaca o proprietário da agência, Silvio Rocha.


Serviço
Open the Road Festival 
Data: 10, 11 e 12 de fevereiro de 2018
Local: Xákara Eventos, Estrada dos Limoeiros – Estrada dos Pampas 153 (Londrina/PR)
Ingressos: AQUI
Valores:
Pista Individual para um dia
R$ 100,00  – Meia-entrada
R$ 120,00 – Promocional
R$ 200,00 – Inteira
Pista para os três dias (Combo) • Ingresso + Camping (esgotado) + Estacionamento
R$ 150,00 –  Meia-entrada
R$ 180,00 –  Promocional
R$ 300,00 – Inteira
Estacionamento – Limitado para 150 carros – R$ 20,00 por dia

Música – Bernardo Pellegrini toca nesta quarta em Londrina

O jornalista e compositor Bernardo Pellegrini se apresenta nesta quarta (31) no Sesc Cadeião em Londrina. Notório pelas suas várias atividades, o jornalista, que também é poeta, publicitário, produtor cultural, somaterapeuta… lança hoje também um site, focado totalmente no no trabalho musical. A página é um grande portal para a obra musical de Bernardo, e disponibilizará todos os discos de sua carreira (inclusive um ao vivo, inédito), fotos, vídeos e uma linha do tempo na qual são narrados em detalhes os episódios mais importantes de sua trajetória.

Bernardo Pellegrini (com o violão, à esquerda) e o Bando do Cão Sem Dono durante apresentação na Alma Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Bernardo Pellegrini (com o violão, à esquerda) e o Bando do Cão Sem Dono durante apresentação na Alma Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

O site www.bernardopellegrini.com.br irá ao ar nesta quarta-feira às 11h. E para comemorar, no mesmo dia, Bernardo irá realizar uma conversa-show no Sesc Cadeião Cultural (Rua Sergipe, 52), às 19h30. Quem for poderá ouvi-lo rememorar passagens fundamentais de sua carreira e escutar algumas das canções que marcaram a sua experiência como músico. O bate-papo musical será mediado pelo jornalista Felipe Melhado, que realizou a pesquisa para o site. A entrada para a conversa-show é gratuita, mas os ingressos são limitados e serão distribuídos no local com uma hora de antecedência.

Bernardo Pellegrini estreiou como músico em 1976, quando fez seu primeiro show: Mina D’água. E mesmo desempenhando muitas outras atividades, nunca parou de compor canções. Hoje ele acumula quatro álbuns lançados: Humano Demais (1990), Dinamite Pura(1994), Quero Seu Endereço (1998) e É Isso Que Vai Acontecer (2010), sem contar Big Bando (2000), disco gravado ao vivo com uma big band e que poderá ser apreciado na íntegra no novo site.

O músico segue ainda na ativa. Bernardo acaba de concluir as gravações para mais um álbum, intitulado Outros Planos, e que deverá ser lançado ainda neste semestre. Nesta quarta-feira (31)  será disponibilizado o videoclipe da música ‘Frágil’, que faz parte do repertório do novo disco. O trabalho terá participação ainda de mais de 30 músicos londrinenses e que será lançado entre os meses de março e abril. Links para o programa ‘Sonora Londrina’, apresentado por Bernardo, também estarão na página virtual.

O novo site é, em suma, apenas um aquecimento para o que está por vir. A página, porta de entrada para a obra de Bernardo, contou com design do estúdio Mero, programação da Nov3, consultoria da Cedilha Comunicação, edição de vídeo da Flamingo Comunicação & Design e pesquisa do jornalista Felipe Melhado.


Serviço:
Lançamento do site www.bernardopellegrini.com.br e conversa-show com Bernardo Pellegrini
Quando – Quarta-feira (31), às 19h30
Onde – Sesc Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52)
Entrada gratuito

Discotecagem marca início das atividades da Alma Londrina em 2018

AlmA Londrina Rádio Web (www.almalondrina.com.br) inicia as atividades de 2018 neste sábado com o projeto AlmA Livre, discotecagem em pequenos encontros entre a comunidade e os criadores dos programas veiculados na emissora. O primeiro será no dia 27 de janeiro, a partir das 15h, com transmissão de três programas da grade interagindo com o público.

Mesmo seguindo com espaço amplo para os podcasts (arquivos em áudio), a web rádio também tem como novidade a implantação da web TV, reforçando assim o perfil multimídia e inovador do projeto, características já percebidas na cobertura intensa dos assuntos envolvendo a cultura de Londrina e região em 2017.Projeto AlmA Livre 27-1

Com os recursos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) de 2017 liberados somente há um mês (na última semana de dezembro), a emissora londrinense busca seguir o cronograma previsto no projeto original e também iniciar novas experiências, como a AlmA Livre, uma discotecagem com interferência dos produtores e apresentadores dos programas radiofônicos do site, sempre de graça. No próximo sábado (27.1), a partir das 15h, a AlmA Livre estará na Manuca Acessórios, onde o público vai acompanhar o pessoal produzindo três programas ao vivo: Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.

Criado por Paulão Rock’N’Roll em 1982, o Azylo Hotel voltou a ser transmitido pela AlmA Londrina no fim do ano passado e segue como um espaço para o rock e o jazz dos mais diversos países, sempre cercado dos ácidos e experientes comentários do apresentador. Já o Rocksofiadestaca o melhor do rock nacional, exibindo novatos e também bandas consagradas. A apresentação de Thiago Gonçalves tem uma pegada curiosa: oferecer aos ouvintes uma viagem musical, filosófica, artística e social através do Rock. Pra encerrar, o Conexão Nova Cena, apresentado por Marcelo Sapão, abre espaço para as novas bandas no cenário musical de Londrina, sem esquecer dos grupos locais com trajetórias já consolidadas em shows e festivais.

Para o coordenador geral da AlmA Londrina Rádio Web, Daniel Thomas, o evento será mais uma oportunidade para inovar e experimentar, mesmo em um cenário difícil para as atividades culturais de modo geral. “2017 foi um ano extremamente complicado devido à contenção de recursos do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), mas a equipe conseguiu mostrar que a Rádio AlmA não deve e não vai parar. Conseguimos ampliar o número de internautas no site e nas redes sociais, manter a qualidade do nosso Jornalismo Cultural e ainda trazer convidados de fora para as oficinas e para o festival Palco AlmA, eventos sempre gratuitos e abertos à população”, detalhou Thomas, lembrando que o site também foi todo remodelado em setembro de 2017 pela equipe de web design.

AlmA Londrina, emissora virtual em atividade desde 2012, é fruto de um trabalho iniciado por voluntários do Núcleo de Comunicação Popular e Comunitária da Associação Intercultural de Projetos Sociais (AlmA) e está sediada na Vila Cultural AlmA Brasil. Além de ter conquistado aprovações do Promic em anos anteriores, a emissora já venceu duas vezes o Prêmio Pontos de Mídia Livre, promovido pelo Ministério da Cultura com o objetivo de fomentar iniciativas alternativas de comunicação do País.


Serviço:
AlmA Livre – Discotecagens e interferências radiofônicas
Data: 27/01 – das 15h às 21h – Entrada Gratuita
Local: Manuca Acessórios – Rua Arcindo Sardo, 253 loja 3 – Londrina
Discotecagem: com os programas Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.
Apoio Cultural: Vila Cultural AlmA Brasil, ALRW, Manuca, Londristyle, Sebo Capricho, London Bistrô, Kartaze, Feltro Geek, Na Lenha BBQ
Informaçõeswww.almalondrina.com.br