Marcelo Cigano toca no SESC nesta quarta em Londrina

Concluindo um ano repleto de atividades e shows, o projeto Música em Cadeia encerra sua programação em 2016 com a apresentação do músico Marcelo Cigano. Com o objetivo de contribuir com a exposição e ampliação do cenário musical de Londrina, a partir de compositores, instrumentistas, intérpretes, bandas e grupos locais, além de músicos convidados das demais regiões do Paraná e do Brasil, o projeto abre espaço para que os profissionais da música estabeleçam relações artísticas com o público, expondo suas criações, composições e ideais musicais.

Com versatilidade e virtuosismo Marcelo Cigano transita entre diversos gêneros musicais, desde o samba, choro, forró, bossa nova, tango e jazz - Foto: Divulgação
Com versatilidade e virtuosismo Marcelo Cigano transita entre diversos gêneros musicais, desde o samba, choro, forró, bossa nova, tango e jazz – Foto: Divulgação

Neste ano, foram 15 apresentações no total. Além dos shows, os artistas realizaram oficinas e bate papos aos interessados. Em 2017, o projeto terá o nome alterado para Sesc Snoro, onde fará parte de uma ação interligada com as outras unidades do Estado, sem alteração na sua essência.

Release – Nascido em uma família cigana, Marcelo começou a tocar aos 8 anos de idade por influência de seu pai também acordeonista. Com versatilidade e virtuosismo Marcelo Cigano transita entre diversos gêneros musicais, desde o samba, choro, forró, bossa nova, tango e jazz.  No começo de 2014 lançou seu primeiro cd, intitulado “Influência do Jazz”, com direção musical de Oliver Pellet e participações especiais de Hermeto Pascoal, Toninho Ferragutti, Lea Freire, Thiago Espírito Santo, entre outros.

Autodidata, destaca-se como um dos principais acordeonistas em atividade, obtendo primeiro lugar em apresentações e concursos. Como em 2008 no Segundo Concurso Internacional de Acordeon promovido pela Associação Brasileira dos Acordeonistas do Brasil e a marca de acordeons Scandalli, e em 2010 no “Festival Roland de Acordeon”, na qual ganhou o direito de representar o Brasil na final mundial no 4° festival Roland em Roma. Também em 2010 participou da 63ª Coupe Mundiale se apresentando no estande da Roland ao lado de Ludovic Beier.

Deste encontro nasceu uma parceria na qual resultou em uma série shows no Teatro Paiol em Curitiba em fevereiro de 2014 e um projeto para futuros intercâmbios musicais entre Brasil e França, atualmente Marcelo prepara o repertório de seu segundo disco, dentre as músicas, incluem “Pra nos 2” de Hermeto Pascoal e El Cigano de Ludovic Beier. Ambas compostas em homenagem a Marcelo Cigano entre shows e gravações. Marcelo já tocou ao lado de grandes músicos como: Joel Nascimento, Isaias Bueno, Israel Bueno, Arismar do Espirito Santo, Guello, Oswaldinhodo Acordeon, Nailor Proveta, François de Lima, Fábio Torres, Edu Ribeiro, Arthur Bonilla, Spok Frevo Orquestra, Robin Nolan, Paul Mehling, Jon Larsen e Tcha-Badjo. O acordeonista mora atualmente em Curitiba (PR), realiza shows solos (e acompanhando artistas), gravações de Cd’s, DVD’s e ministra workshops.


SERVIÇO – MÚSICA EM CADEIA
Show Marcelo Cigano (Curitiba PR)
Quando: Quarta-feira (21) às 20h
Investimento: R$10 Inteira | R$5 meia | R$2 comerciário
Local: Sesc Cadeião Cultural (Rua Sergipe, 52) | Londrina PR

Entrevista – Marcel Powell toca em Londrina nesta quinta

O violonista Marcel Powell, filho de Baden Powell, é atração desta quinta (11) na Série Palcos Musicais. O músico se apresenta às 20h30, no Centro Cultural Sesi/AML com o show “Só Baden”, o espetáculo traz releituras de canções clássicas compostas pelo pai do artista, Baden Powell, considerado um dos músicos brasileiros mais notáveis de sua época. O Sesi/AML fica na Rua Maestro Egídio do Amaral, 130, Praça Primeiro de Maio.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Neste show especial, o público terá a oportunidade de apreciar temas como “Berimbau”, “Samba em Prelúdio”, “O Astronauta” e “Tempo Feliz”, entre outras pérolas de Baden Powell, com quem o filho Marcel teve aulas na infância A apresentação será a primeira atração do “Mês do Violão”, que está sendo realizado em agosto pela Série Palcos Musicais. Também estão confirmados os shows dos violonistas Yuri Marchese (dia 19) e Natanael Fonseca (dia 26), ambos marcados para as 20h30, no Centro Cultural Sesi/AML.

O artista – Marcell Powell, 34 anos, nasceu em Paris, mas foi registrado brasileiro. Iniciou o aprendizado no violão aos nove anos de idade. Aos 12 anos, teve a experiência da primeira gravação ao lado de Baden e de seu irmão, Philippe Baden Powell, no piano. Três anos mais tarde, lançaram outro CD em Tóquio, no Japão. O artista tem seis discos lançados no Brasil, Europa e Japão. Já atuou em 16 países entre América do Sul, Europa e Asia. Recentemente, lançou o CD “Violão, voz e Zé Kéti’’, acompanhado do cantor carioca Augusto Martins. Confira uma entrevista com o músico:


Você é filho do violonista Baden Powell e sobrinho de João de Aquino (Outro músico muito importante)… Foi muito difícil escapar da música na sua vida? O lance de, as vezes, estar associado à imagem da família powell, te incomoda de alguma forma?
A música foi um caminho que eu escolhi de livre e espontânea vontade, eu costumo usar uma frase (que não é minha) que diz assim: ‘Fiz da minha profissão o meu lazer, e nunca mais trabalhei’ …. ‘Escapar’ da música foi algo que nunca passou pela minha cabeça.. O Meu pai foi a pessoa que me ensinou o ofício da música, e do instrumento. O João de Aquino foi produtor do meu disco ‘aperto de mão’ e é uma pessoa com a qual eu tenho uma grande identificação musical. Não tenho nenhum tipo de problema em estar associado à família Powell, pelo contrário eu tenho muito orgulho e satisfação em pertencer a essa família.

Você também tem um projeto intitulado Marcel Powell Trio certo? Pelo fato de ser mais coletivo, é muito diferente do seu trabalho nos discos?
Cada disco tem o repertório diferente um do outro,embora todos sempre baseados na música brasileira, nesse trabalho eu atuo no formato de trio, violão, baixo e bateria, que é uma vertente das formações que eu atuo profissionalmente. Escolhi essa formação porque,ela me permitiu explorar vários ritmos Brasileiros como, Samba, baião, bossa nova, e choro,usando também o elemento da improvisação nesses ritmos, fazendo com que seja um trabalho universal, estabelecendo uma aproximação jazzística,mas brasileira sempre.

Quais são suas maiores influências hoje? Além das referências mais óbvias, tem alguém por exemplo, fora da música clássica/samba, que jamais imaginariam que te influencia também?
As minhas influências com o passar do tempo só vão aumentando, porque eu gosto bastante de estar antenado no que está acontecendo na música atual no mundo… Dentre os brasileiros eu gosto muito do Egberto Gismonti, João Bosco, Gilberto Gil, Dominguinhos, etc…..

Recentemente, você lançou o CD “Violão, voz e Zé Kéti’’ acompanhado do cantor carioca Augusto Martins… Como surgiu essa parceria? Poderia falar sobre o processo dos ensaios e da gravação?
O Augusto me Convidou para gravar esse trabalho,conheci o Augusto através de um amigo em comum que nós temos. Eu topei na mesma hora gravar o disco,e tão logo começamos os ensaios, decidimos tudo rapidamente, a obra do Zé Kéti é fantástica. Trabalhar com a obra de um compositor como o Zé Kéti é maravilhoso ,foi fácil de escolher as músicas que compõem o repertório do disco, pois todas são lindas, difícil foi escolher as que não iam entrar…..

O que o público pode esperar para o show dessa quinta em Londrina? Mais canções clássicas, surpresas no repertório?
O nome do show é ‘Só Baden’ ,é o meu novo show solo que já virou um disco que estou lançando,esse disco ‘Só Baden’ já está disponível em todas as plataformas digitais. O repertório do show e do disco é todo em homenagem ao Baden pelos 16 anos que estão se completando do falecimento dele esse ano. Vários clássicos do Baden estarão presentes no show, eu permeio o show com algumas histórias dos bastidores dessas canções….


A Temporada da Série Palcos Musicais é organizada pela Artis Colégium. Conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), Unimed e John Deere/ Horizon. O apoio é da Rádio UEL FM, CBN, Hotel Crystal, Londrina Convention, Brasiliano e Livraria da Silvia.

Grupo realiza tributo a Carmem Miranda nesta quarta

Voz marcante, carisma e interpretação poderosa são algumas das características associadas á figura da cantora Carmem Miranda (Nome artístico de Maria do Carmo Miranda da Cunha), personagem icônico para o rádio e para a música brasileira nas décadas de 40 e 50. A interprete, falecida no ano de 1955, será homenageada nesta quarta-feira (13) pela banda Celebrate Jazz Combo, no Bar Valentino. O show “O que é que a Baiana tem?”, faz parte da programação do Festival by Night, que tem o patrocínio da Vivo por meio da plataforma Vivo Transforma, criada para promover a democratização do acesso à cultura em iniciativas voltadas essencialmente à música.

Grupo realiza tributo a Carmem Miranda nesta quarta
Longo processo de pesquisa e estudo marcou a montagem do show “O que é que a Baiana tem?” feito pelo Celebrate Jazz Combo – Foto: Divulgação.

As célebres canções e os grandes sucessos que animaram as décadas de 1930, 40 e 50 na voz de Carmen Miranda, poderão ser relembradas através da apresentação do grupo (Formado por músicos de várias cidades do Paraná) e pela interpretação da cantora Keidma Juliana quem irá incorporar a emblemática figura de Carmem Miranda.

De acordo com a interprete, o preparo todo para esse espetáculo teve início em janeiro desse ano após um projeto de intensa pesquisa e planejamento. Um apoio da Secretaria de Cultura de Maringá (Onde é baseado parte do grupo) viabilizou a realização do projeto.”Eu sempre quis cantar Carmem Miranda, ela é uma personagem que me fascina pela forma peculiar de como ela traduziu a arte na época dela. Foi a frente do tempo, das mulheres daquela época, representou o Brasil fora e cantava de um jeito incrível, brincava com a voz, era muito cômica nas interpretações. Isso não vinha só com as roupas, isso vinha nos áudios mesmo. Era um talento incrível, com uma voz super potente. A capacidade vocal dela me fascinou em primeiro lugar, depois, vi a personagem que ela se tornou e achei incrível – quero cantar isso!” contou Keidma, que também estuda bacharelado em canto (UEM) à reportagem do RubroSom.

A montagem – Segundo a cantora, a ideia (De interpretar Carmem Miranda) surgiu à cerca de quatro anos, e de lá pra cá, alguns eventos somaram ao conjunto. “Em 2015 tive um ensaio de Carmem Miranda junto ao pessoal de um circo no qual trabalho em Campo Mourão – (No Espaço ‘Sou Arte) Onde fazemos homenagens a mulheres diversas (Importantes para a história) – E deu certo porque a companhia incluiu ela na programação… Acharam legal porque além de uma figura importante, não foi alguém que teve uma história trágica também. Fizemos uma performance com um medley de canções dela. Alguns artistas circenses faziam a performance comigo – tinha dança, e tudo mais. A partir disso pensei em fazer um espetáculo só dela”, relembra a cantora.

O processo para a preparação do espetáculo foi bastante elaborado. Segundo Keidma Juliana houve um rico processo de busca de referências e informações para compor a ‘persona’ de Carmem Miranda na tributo: “Houve uma intensa pesquisa para realizar o filme: A pesquisa não foi tanto em livros, mas bastante ‘midiográfica’, através de filmes da época, o site dela que tem um conteúdo bacana… As biografias são meio difíceis de achar, recentemente eu descobri que uma pessoa da minha cidade (Apucarana) é muito fã e tem tudo, embora guarde a sete chaves… Ainda quero ter essa conversa com ele, pra ter acesso ao material. O essencial que eu precisava eu obtive, estudar o gestual dela, estudei muito, é praticamente como ser outra pessoa em palco (Risos)… O fato dos gestos com a mão é muito dela. Tive aulas de dança, de interpretação… Assisti muito, muito os vídeos, teve estudo de figurinos, maquiagem, me ative muito a ela em cena. Assim eu conheci mesmo ela como uma pessoa expressiva. Ela era original, uma pessoa muito estilística…” comentou Juliana ao Rubrosom sobre o processo de preparação para a personagem.

Embora a ideia tenha sido mais antiga, apenas neste ano foi possível reunir o time de músicos que integrou o projeto. No repertório, com arranjos de Vitor Gorni e Thiago Ueda, estarão clássicos consagrados como “Tico Tico no fubá”, “O que é que a baiana tem?”, “O tic tac do meu coração”, “Me dá me dá”, “Rebola bola”, “Ai ai ai”, “Disseram que eu voltei americanizada”, “Chica chica bom”, “Cai cai”, “Bambu bambu”, “E o mundo não se acabou”, Medley (‘Touradas de Madrid’, ‘O balance balance’, ‘Mamãe eu quero’, ‘Tahí’). “Além do Ueda, que é muito focado nessa parte de harmonia, encontramos também o Vitor Gorni, que além de excelente, ajudou nessa ponte de Maringá/Londrina, por ser da região. Eu já o conheci de outros projetos, ele é uma figura bastante respeitada”, comenta Keidma.

O grupo que sobre aos palcos do Valentino hoje é integrada pelos músicos: Sax Alto: José Luiz Nogueira; Sax Tenor: Phernando Campos; Trompete: Reinaldo Resquetti; Piano: Thiago Ueda; Baixo: Gideon Machado; Bateria: Lucas Machado; Backing Vocal: Dhemy de Brito; Vocal: Keidma Juliana. Participação do Grupo de Dança Sambaadois.

Cantora – Também conhecida como “Pequena Notável”, Carmen Miranda transitou com grande desenvoltura pelo rádio, teatro de revista, televisão e cinema. Com sua voz e grande presença no palco, conquistou plateias em todo mundo até tornar-se um ícone internacional do Brasil no exterior. De forma única interpretou composições que animam os bailes de carnaval até hoje e poucos artistas retrataram a alegria do povo brasileiro como ela. O seu sucesso na indústria fonográfica lhe garantiu um lugar nos primeiros filmes sonoros lançados na década de 1930.


Serviço
Show “O que é que a Baiana tem?”
com a Banda Celebrate Jazz Combo
Quando: quarta-feira (13)
Local: Bar Valentino
Horário: 22h
Quanto: R$10,00 e R$5,00 (meia entrada)

Novo grupo vocal da UEL busca criar repertório eclético

Desde a semana passada, a Divisão de Música da Casa de Cultura da UEL, passou a contar com mais um grupo vocal em sua estrutura. O novo projeto denominado Grupo Vocal Épocas, será comandado por Edvaldo Sousa, servidor da Divisão e Instrumentista Musical.

'O grupo surgiu com a ideia de que criássemos uma conduta diferenciada em relação á repertório", contou Edvaldo Sousa, servidor da Divisão e Instrumentista Musical que irá comandar o grupo.
‘O grupo surgiu com a ideia de que criássemos uma conduta diferenciada em relação á repertório”, contou Edvaldo Sousa, servidor da Divisão e Instrumentista Musical que irá comandar o grupo – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O grupo nasceu com a finalidade de desenvolver um repertório diferenciado e que possibilite aos seus integrantes viajar musicalmente, partindo de referências ecléticas indo desda a música renascentista (Baseando-se em compositores como Juan del Encina) e os demais períodos, passando pela música Folclórica, música Sertaneja de Raiz, Jovem Guarda, Bossa Nova, MPB e chegando à música atual, observando sempre a viabilidade musical da obra que pode variar do uníssono à 4 vozes, podendo também ser acompanhado das mais variadas formações instrumentais dependendo do estilo da peça em ensaio. “É uma nova proposta da Casa de Cultura, junto a diretoria foi pedido para que criássemos uma conduta diferenciada em relação á repertório. Quando á variedade, em todas as épocas há músicas boas, tentaremos pensar nas melhores de cada época… As audições acontecem agora no mês de junho e no próximo mês teremos já ensaios. Pensamos também em levar o grupo para apresentações no final deste ano”, contou ao RubroSom o instrumentista Edvaldo.

O grupo foi pensado para um efetivo de 20 integrantes, porém, poderá trabalhar com até 30 cantores/as, com idade a partir de 14 anos e com disponibilidade para ensaiar uma vez por semana no período noturno. Apesar da abrangência musical, a ideia é formar um repertório com arranjos de rápida compreensão, podendo em alguns casos serem elaborados arranjos específicos para o grupo.

Os ensaios acontecerão todas as quintas-feiras das 19:00 às 21:00 horas na sala (garagem) da Divisão de Música e terá como diferencial aulas de teoria musical básica com duração de meia hora, sempre no início dos ensaios.
Podem participar do grupo todas as pessoas que se identificarem com a proposta apresentada, e que possuam alguma aptidão, não sendo necessária nenhuma formação musical anterior. Será feita apenas uma pequena audição para classificação vocal.

O grupo estará realizando audições durante todo o mês de junho para completar o efetivo que já conta com 12 cantores oriundos do Coro da UEL, Coral HU em Canto, Coro Juvenil da UEL e da comunidade londrinense, bem como, da cidade de Rolândia. Os(As) interessados(as) poderão se dirigir à Rua Tupi, nº 210, Centro de Londrina, das 17:30 às 19:00h nos dias de ensaio. Inscrições e participação são totalmente gratuitas.


Serviço
Mais informações poderão ser obtidas na secretaria da Divisão pelo telefone: (43)3322-5224 (horário comercial).

Inéditas por 10 anos, artes do Londrina Jazz Festival são expostas

Várias ilustrações que permaneceram inéditas por quase dez anos estão em exposição nesta semana na Vila Cultural Triolé, na Zona Oeste de Londrina. O material foi feito sob encomenda pelo artista Antônio Marcos Feitosa da Silva (o Dovinho) no ano de 2006 para o que viria a ser Londrina Jazz Festival.

Antônio Marcos Feitosa da Silva e algumas das artes feitas há 10 anos para o 'Londrina Jazz Festival' - Foto: Bruno Leonel/ Rubrosom
Antônio Marcos Feitosa da Silva (Dovinho) e algumas das artes feitas há 10 anos para o ‘Londrina Jazz Festival’ – Foto: Bruno Leonel/ Rubrosom

Na época, foram feitos mais de vinte trabalhos para o festival. As peças usam abordagens variadas como mosaicos, desenhos em nanquim, esculturas de arame e até trabalhos com técnicas mistas. A ideia era que as artes fossem expostas durante o festival, o que nunca ocorreu. “Nessa época, eu trabalhava com o parente de um dos realizadores do evento. Eu sugeri fazer algumas artes para serem expostas durante o festival, e acabaram gostando da ideia. Devido a uma questão com apoiadores e a falta de dinheiro, o evento acabou não acontecendo, mas as artes (Que nunca haviam sido expostas antes) ficaram”, comenta o artista.

'O Quinteto' produzido em 2006 pelo artista 'Dovinho' para o Londrina Jazz Festival. - Foto: Bruno Leonel/ Rubrosom
‘O Quinteto’ produzido em 2006 pelo artista ‘Dovinho’ para o Londrina Jazz Festival – Foto: Bruno Leonel/ Rubrosom

O traço peculiar e a preferência por linhas curvas e texturas ora recortadas, ora até com leves traços estilizados e geométricos remetem à um cenário de cidade grande e de cores soturnas. Segundo o próprio autor o resultado traz muito da influência do Jazz, cuja audição serviu como trilha sonora para a criação das peças; “Eu colocava os discos para ouvir e ficava trabalhando…. Ouvia Miles Davis, John Coltrane, Liquid Soul (Que é mais Acid Jazz), deixava o som enquanto desenhava. Eu acho o Jazz uma música concreta, um som muito urbano, eu o associo à metrópole ao movimento. Acho que o som é todo feito em uma lógica bem racional”, comenta o ilustrador.

Formado em Educação Artística, e trabalhando no ramo já há quase 20 anos, Dovinho também cita os quadrinhos como uma influência no seu trabalho; “Tinha muita influência de autores como Angeli e Fernando Gonzalez. Comecei uma época a fazer desenhos para camiseta e, durante a faculdade, comecei a aprofundar o lado mais artístico…”, cita o artista que também é educador social de crianças e adolescentes no Caaps infantil. (Vila Nova). Segundo ele, o material exposto, que havia sido feito para o festival, não está completo. Nesses 10 anos, algumas peças foram vendidas e outras ainda dadas à amigos.

'O Clarinetista' ilustração feita em 2006 pelo artista para o Londrina Jazz Festival - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
‘O Clarinetista’ ilustração feita em 2006 pelo artista para o Londrina Jazz Festival – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Quem for à exposição na Vila Triolé (Salvar Rua Etienne Lenoir, 155 – Industrial) poderá ver também alguns trabalhos feitos posteriormente à série do ‘Festival de Jazz’, já mostrando um certo avanço do processo criativo. “Há algumas peças que foram anos depois. Experimentei outras linguagens, há até uma roda de bicicleta Columbia, quase toda pronta, algum dia eu termino ela (risos)” cita Dovinho.

Além das artes do festival, outros trabalhos do artista podem ser conferidos na exposição - Foto: Bruno Leonel / Rubrosom
Além das artes do festival, outros trabalhos do artista podem ser conferidos na exposição – Foto: Bruno Leonel / Rubrosom

Se dividindo entre várias tarefas, Antônio Marcos já pensa também em próximos projetos. Segundo ele, não há uma prioridade em relação a prazos ou em terminar uma nova arte, o mais importante no modo de trabalho é que o resultado faça sentido. “Eu tenho uma outra serie em casa, já com alguns trabalhos prontos. Ela já tem até um nome ‘Prioridades do eu’ – É uma autorreflexão, envolve alguns trabalhos mais introspectivos. A partir do momento em que vou descobrindo as coisas eu tento inserir isso de alguma forma no meu trabalho. O sentimento mesmo sabe? Eu vejo o artista como um arquiteto das emoções, ele transforma o intangível no tangível. Ele materializa uma ideia…. Eu misturo algumas técnicas, e faço algumas espécies de ‘mini instalações’ neste trabalho novo. Eu não me preocupo em ser original, eu só quero comunicar uma ideia, falar o que eu quero…. Neste processo, algumas vezes, você chega em algo original, é tudo consequência”, enfatiza Dovinho.


Serviço

Vila Triolé Cultural
R. Etienne Lenoir, 155 – Vila Industrial – Londrina – PR
(43) 3024-3330 – segunda a sexta- 9h às 17h30