Música – Vulgar Gods lança nova faixa em vídeo ao vivo

O quinteto londrinense Vulgar Gods lançou nesta sexta (17) o vídeo de sua nova faixa música ‘Crocodiles’ através do site 505 Indie. A faixa foi gravada no estúdio Toque Grave em Londrina, com produção de Marco Aurélio e vídeo filmado por Fernando Cacciolari. É o primeiro material novo da banda lançado desde o primeiro disco completo (Queen of Sound, de 2015). O Rubrosom aliás esteve presente durante a sessão de filmagem da faixa.

A banda durante a sessão de gravação de 'Crocodiles' no Toque Grave em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
3/5 da  banda durante a sessão de gravação de ‘Crocodiles’ no Toque Grave em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A faixa que alterna momentos mais cadenciados com trechos mais calmos pode ser vista como uma extensão do trabalho que a banda já mostrava no disco ‘Queen of Sound’; Um rock enérgico, com boas letras cantadas em inglês e referências que vão desde o rock norte-americano dos anos 90 até algumas bandas e gêneros mais recentes. A faixa marca também a primeira vez que a baixista Mariana Franco Estigarribia, que entrou na banda em 2016, aparece em um registro de estúdio do quinteto.

Guilherme Hoewell e a baxista Mariana Franco durante sessão de gravação de Crocodiles - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Guilherme Hoewell e a baxista Mariana Franco durante sessão de gravação de Crocodiles – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Com pouco mais de cinco anos de existência, um EP e um álbum completo na bagagem, além de diversos shows no circuito independente da região (Dentro e fora da cidade inclusive) o quinteto Londrinense ‘Vulgar Gods’ traz já em sua trajetória uma serie de superação de desafios. Seja em relação à trocas de integrantes (Que diversas bandas enfrentam) ou com as dificuldades de sobreviver como artista autoral em uma época na qual o público busca mais ‘reconhecer’ impressões do que conhecer novos trabalhos. Atualmente, o grupo segue fazendo shows de divulgação, e ainda, compondo novas faixas para um próximo disco.

Abacate Contemporâneo lança campanha para gravar EP

O quinteto londrinense Abacate Contemporâneo está com uma campanha de financiamento coletivo com a ideia de obter recursos para a gravação do primeiro EP. Com quase dois anos de atividades, a ideia é fazer o primeiro registro do grupo, com seis faixas além de dois materiais em vídeo para a divulgação. A campanha pode ser vista através da plataforma Benfeitoria. Fãs e pessoas que colaborarem com o financiamento terão recompensas em troca, podendo variar desde entradas para o show de lançamento até, agradecimentos no vídeo e um dia em estúdio, junto com a banda, aprendendo mais sobre produção musical.

Abacate contemporâneo durante show no 3º palco alma neste ano - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Abacate contemporâneo durante show no 3º palco alma neste ano – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Recentemente o grupo realizou uma apresentação no Festival Demosul em Londrina – Leonardo Vinhas falou sobre o show em um texto publicado no site parceiro Scream & Yell –  E atualmente, a banda está em fase de pré produção das faixas a serem gravadas neste projeto. A próxima etapa será captar, mixar e masterizar esse material em Londrina. A meta é atingir um valor de R$ 5 mil até 18 de dezembro. “Temos mais um mês ainda até concluir o prazo, depois ainda vamos tentar conseguir apoio, ou fazer algum tipo de permuta, com algum espaço de shows, para assim, tentar arrecadar mais uma parte dos valores para concluir o projeto. A gente entende e sabe que é complicado conseguir 100% do apoio através do financiamento, então buscamos outras alternativas”, contou o músico Rafael Fuca, guitarrista do Abacate, em entrevista ao Rubrosom.Em Em um segundo momento, fazer uma edição física do trabalho é também um dos planos do quinteto, como uma forma de distribuir e divulgar o trabalho. Recentemente o grupo participou também de uma rodada de negócios, tendo contato com produtores de festivais e de selos de várias regiões do Brasil. “A oportunidade do evento foi muito boa, todos os produtores estavam por lá, alguns acharam bem interessante o som da banda, gostaram do trabalho de maneira geral – Do pessoal que estava por lá, alguns tem mais o perfil da banda, outros não… Trocamos e-mail com todos eles, até já mandei um release para alguns, durante a conversa reiterei que no próximo ano teremos mais materiais disponíveis”, conta o músico.

Sobre o crowdfunding, e o grande número de pessoas e projetos que hoje em dia tentam buscar a ferramenta para viabilizar trabalhos, Fuca cita que é como uma troca, com pessoas que acompanham o trabalho da banda. “O financiamento é uma solução porque o custo todo da produção tem  um preço alto, a própria banda as vezes demora muito para arrecadar isso, optamos por fazer uma parte pelo beinfeitoria, de modo a formar uma reunião, acaba sendo uma troca; Essas pessoas poderão assistir um show da banda, sem pagar nada, quase como uma compra antecipada dos valores . Logo ajuda a gente a registrar o material, e ainda, a divulgar os resultados”, conclui Rafael.

LOLADÉLI – TRIO LONDRINENSE DE ROCK LANÇA O PRIMEIRO EP

Formado em 2015, a partir de mudanças em uma antiga banda da qual todos os membros faziam parte, o trio londrinense de rock Loladéli está lançando neste mês seu primeiro EP intitulado ‘Caravan’. Com riffs carregados, cozinha dinâmica e influências que vão desde bandas de rock dos anos 70, e passando por nomes brasileiros como Nação Zumbi e Zé Ramalho, o grupo apresenta um amálgama de influências que resulta em uma sonoridade ao mesmo tempo familiar, mas com características que já caminham para a formação de uma identidade própria. As letras, cantadas em português, remetem à conflitos do dia a dia, sempre imersos em uma leitura repleta de subjetivismo e divagações oníricas sobre a relação  do narrador com esses mesmos conflitos.

Da esquerda para a direita: Pedro Dutra (bateria), Cristiano Ramos (vocal/guitarra), Victor Polizel (baixo)
Da esquerda para a direita: Pedro Dutra (bateria), Cristiano Ramos (vocal/guitarra), Victor Polizel (baixo) – Foto: Divulgação

Segundo a própria banda, uma mudança no foco, contando com novas referências, além do desejo de focar no trabalho autoral motivaram o início da nova banda. “Nosso antigo grupo (Hourácius), que era um quarteto, mudou um pouco após a saída do baixista original. Isso também coincidiu com o interesse por novas influências e ideias que acabaram originando um novo projeto, ao invés, de apenas manter o que o antigo grupo já realizava” conta o baixista atual Victor Polizel. O nome ‘Loladéli’, segundo os integrantes, não carrega nenhum significado específico. “Conversamos uma vez sobre a necessidade hoje de tudo ter um significado, tudo ter que representar algo. Isso não acontece com nosso nome, é até interessante pensar que algumas pessoas podem tentar interpretar a palavra em si, quando na verdade, não há história nenhuma por trás”, brinca o músico.

‘Caravan’ foi registrado em cerca de três meses, no final de 2015, no estúdio Toque Grave em Londrina de forma totalmente independente. Quem pilotou a mesa de som foi o músico Marco Aurélio, proprietário do estúdio.

O RubroSom conversou com os integrantes para saber um pouco mais sobre os bastidores do trabalho. Confira:

Em quanto tempo foi gravado o EP?
Victor – Uns três meses mais ou menos. Começamos no fim do ano passado, por volta de novembro, mas houve várias pausas durante este tempo. Cada integrante teve um tempo de folga, o produtor no estúdio tirou férias também. Então meio que um mês inteiro ficamos praticamente parados.

Cristiano – Era para o EP ter saído até antes, lá no final de fevereiro. Todo mundo da banda tem muitos compromissos, então, a compatibilidade de horários ficou um pouco complicada. Tivemos já tanto problema em três integrantes, imagina se fossem mais pessoas né? Tem o lance de gravar tudo seguidão também. Se você microfona a bateria por exemplo, precisa gravar o máximo com ela microfonada daquele jeito, caso você precise desmontar tudo e montar no outro dia, não vai ter como montar a captação do mesmo jeito exato.

As faixas foram todas escritas na mesma época ? São sons de fases muito diferentes ?
Cristiano – São de fases diferentes. A gente trabalha sempre desenvolvendo ideias, pensando em outras faixas. A ‘Artista desconhecido’ é a mais antiga por exemplo (Final de 2014), nessa época fazíamos letra e música juntos. Hoje em dia trabalhamos mais a melodia, para só depois, fazermos a letra e fechar tudo.

Pedro – Nós fazemos muitas Jams (Improvisar algo e ir testando) durante o ensaio e ai surge algum riff ou melodia, e a partir dai começamos a pensar na letra… Esse é o processo atual.

Victor – A gente costuma gravar os ensaios também, e ai, a gente ouve depois e vê o que consegue aproveitar. As vezes dali, sem pretensão nenhuma, surgem várias ideias, vários rascunhos de músicas e tudo.

Cristiano – Uma das últimas foi ‘Fáceis de Afumar’ e a gente veio trabalhando em outras. Inclusive a gente já tem outras ideias e várias outras músicas prontas que queremos trabalhar ai melhor para, quem sabe gravar outra coisa mais pra frente… No meio do processo do EP chamaram a gente pra fazer um show autoral, ai, só as músicas do EP não sustentavam um show inteiro. Começamos a pensar em mais músicas a partir disso para fazer nesse show.

A gravação foi realizada somente com vocês três? Não teve nenhum músico de apoio?
Victor – A gente acabou pensando em convidar, mas acabamos fechando as músicas em três pessoas mesmo, colocar mais elementos poderia ‘encher’ demais o resultado talvez.

Cristiano – Estamos aprendendo muito tocando como um trio, porque, a distribuição de instrumentos, a harmonia entre eles é totalmente diferente, então, a experiência é totalmente diferente, é muito boa. Tocar em três agrega muito em experiência, parece que todo mundo é principal tocando assim, exige mais, se alguém vacilar um pouco já fica mais perceptível.

Pedro – Rolou um bongô na gravação, que eu toquei. Nos shows não temos uma quarta pessoa tocando, mas no registro nós usamos, eu gostei muito do som e sugeri usar….

E o processo em si da gravação? Deu pra experimentar muita coisa ou tentaram gravar gastando menos tempo possível?
Cristiano – Testamos muita coisa sim. A pós produção levou muito tempo, quisemos caprichar muito em efeitos, em jogo de dividir os canais (Direito e esquerdo) do som. Não tivemos presa para terminar, só quisemos fazer uma coisa boa. Trocamos muita ideia com o Marco. Trocamos muita ideia com o Marco, mandamos muitas mixagens de volta e pedimos pra alterar bastante coisa.

Victor – Foi uma grande contribuição do Marco. Ele deixou a gente fazer parte da pós, da masterização. Ficamos com ele acompanhando o trabalho dele, que por sinal, foi sensacional. Isso foi muito importante, esse trabalho dá muita identidade ao produto final. A gente precisava colocar essa ‘Cara’ no que a gente já havia feito. Dependendo de como é feita a masterização, por exemplo, podemos perder um pouco da intensão. E o produtor conseguiu captar bem a ideia do que a gente queria para esse som.

Pedro – Mesmo tendo demorado um pouco mais, não temos nenhum arrependimento. O que foi feito ta cristalizado. O trabalho está pronto por lá.

O EP 'Caravan' foi gravado em cerca de três meses no estúdio 'Toque Grave' em Londrina (A ilustração foi feita pelo baterista Pedro) - Foto: Divulgação
O EP ‘Caravan’ foi gravado em cerca de três meses no estúdio ‘Toque Grave’ em Londrina (A ilustração foi feita pelo baterista Pedro) – Foto: Divulgação

E lance dos amplificadores, formas de gravar, testaram muita coisa ?

Victor – A gente explorou sim. Foi mais um ponto positivo de ter o Marco, que é bem experiente, do nosso lado.
Cristiano – Nós trabalhamos também com uma pessoa que levou uns prá-amps sensacionais pras guitarras. Os equipamentos deram aquele grau na guitarra, tentamos buscar aqueles timbres que mais expressassem o que a gente queria passar. O EP foi feito com o maior carinho do mundo. É um processo extenso também, é importante gravar o máximo possível e uma música completa em um mesmo dia. Não pode deixar metade para depois porque pode dar uma diferença muito grande em relação à timbres, afinações, pode ficar estranho no fim.

Pedro – Agora com o produto pronto ai, a gente acredita no nosso som e espera que as pessoas gostem também. Agora é muito bom poder olhar para o resultado final do disco.

Agora com o EP pronto, quais são os próximos passos ? Alguma edição física será feita?

Cristiano – Ele ficará disponível para download, no soundcloud tem, no bandcamp você pode dar seu preço e inclusive baixar ele de graça. Ai no 1 ar pm tem ele pra comprar, além de algumas faixas free. A gente pensa em fazer umas edições físicas, talvez pra distribuir no show. O cd físico é mais simbólico. As pessoas praticamente só ouvem online. Mas o cd é legal de repente para quem se interessa em conhecer. Muita gente compra para incentivar o trabalho do pessoal também. Só não temos nada concreto ainda. É complicado o lance do custo, precisa fazer uma quantidade muito grande de cds pra poder ficar em um preço ok.

E o lance do som autoral em Londrina? É mais difícil trabalhar aqui na cidade?

Cristiano – Espaços que recebem bandas de som autoral são mais raros, mais por causa do público. Pra manter um espaço você precisa de um público, mas, em alguns lugares ainda há espaço, tem alguns bares novos (Como o Oficina). A gente entende que dos dois lados é complicado. Em londrina mesmo acho que tem bastante gente forçando e colocando bandas autorais além de gente gravando e lançando trabalhos autorais, muita gente apoia isso também. Acho que se expandirmos esse público a gente consegue convencer ao pessoal a realizar mais eventos com bandas autorais em Londrina.

Victor – O público muda um pouco de cidade pra cidade. Você não muda o público, que de repente já está interessado no cover. Mas, você vai atrás de pessoas que se interessem por música autoral.

Cristiano – Quando a gente fazia show da Horácius, é até engraçado, mas, quando colocávamos músicas nossas no meio do cover, o pessoal sempre usava essa música pra ir no banheiro, buscar cerveja. O pessoal quer uma música que eles saibam cantar junto, que traga algo para eles. Tem sempre essas questões com som autoral. Eu acredito que, tendo um número legal de projetos autorais possa começar a mudar um pouco a visão, o público talvez olhe para tudo isso de uma forma um pouco diferente.


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