Passageira 16 – Museu de Arte sedia lançamento do catálogo

O Museu de Arte de Londrina recebe nesta quarta-feira (18), a partir das 19 horas, o lançamento do catálogo da exposição “Passageira 16”, realizada no local entre agosto e setembro do ano passado. O catálogo, que contém fotos dos trabalhos e da própria exposição, acompanhadas de textos, será distribuído gratuitamente ao público. O museu está localizado na Rua Sergipe, 640, no centro.

As obras '1.650,809 km²' (fundo) e "A passageira" (Caixas de som a frente dialogaram com luz e também a sonoridade do local - (na 'passageira' um áudio em looping, com gravações da atual rodoviária, era reproduzida ao público) - Foto: Bruno Leonel.
As obras ‘1.650,809 km²’ (fundo) e “A passageira” (Caixas de som a frente dialogaram com luz e também a sonoridade do local – (na ‘passageira’ um áudio em looping, com gravações da atual rodoviária, era reproduzida ao público) – Foto: Bruno Leonel.

A exposição “Passageira” é um projeto independente e pioneiro na cidade, que em 2016 selecionou oito artistas para exporem seus trabalhos no museu. “A proposta do projeto era que os artistas enviassem trabalhos site specific, para ocupar e ressignificar o espaço do Museu, que é um local muito forte. Recebemos mais de 100 inscrições, e os artistas selecionados trouxeram trabalhos dos mais variados tipos, criando uma exposição com bastante interação do público”, contou a organizadora do projeto, Louisa Savignon. O catálogo conta com as fotos da exposição e textos da comissão, artistas e demais envolvidos. Fotos de Angelita Niedziejko, Auber Silva e Carlos Oliveira; arte do Pianofuzz Studio; editoração de Louisa Savignon.

A obra 'Demolição do museu', exposta durante a mostra Passageira 16, com elementos de uma suposta reforma, cria um contraste peculiar com a paisagem da cidade - Foto: Bruno Leonel.
A obra ‘Demolição do museu’, exposta durante a mostra Passageira 16, com elementos de uma suposta reforma, cria um contraste peculiar com a paisagem da cidade – Foto: Bruno Leonel.

De acordo com Louisa, a intenção é tornar o projeto bienal, com uma edição a cada dois anos, sendo a próxima em 2018. “Passageira 2016” contou com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, através do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).


SERVIÇO
Lançamento do catálogo da exposição Passageira 16
Q
uando: 18/10/2017
Onde: Museu de Arte de Londrina – Rua Sergipe, 640
Entrada gratuita

Entrevista – Artista David Magila participa de evento em Londrina

O artista paulista David Magila participa nesta semana de dois eventos em Londrina como parte da programação do Sesc Cadeião em Londrina. Com um foco no trabalho de pintura e desenho, o artista estará nesta semana realizando uma oficina de pintura mural dedicada à pessoas de várias idades. Além da prática, o artista realiza também um bate-bapo no próximo domingo (5) onde falará um pouco sobre os principais aspectos do seu trabalho e alguns eventos do qual participou.

Uma pintura feita no mural de 8m do salão principal do espaço também está sendo preparada para o evento. “Nessa apresentação, eu acabei fazendo um recorte dos meus últimos trabalhos, tem mural e tem trabalhos menores que tenho feito no ateliê, é uma apresentação dos meus últimos trabalhos que busca mostrar o processo que foi feito aqui, todos os dias estou registrando e irei mostrar esse processo durante a apresentação”, contou o artista.

O artista David Magila em frente ao painel que está produzindo, no salão principal do Sesc Cadeião - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O artista David Magila em frente ao painel que está produzindo, no salão principal do Sesc Cadeião – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Natural de São Caetano do Sul – SP, (Filho de uma família descente de Lituanos e Poloneses) David se formou em cursos de desenho clássico e aquarela no Liceu de Artes além de ser graduado como Bacharel de Artes Plásticas no Instituto de Artes da UNESP no campus São Paulo. Recentemente recebeu alguns títulos importantes como um Prêmio na categoria “Conjunto da Obra’ no 1º Festival Camelo de Arte Contemporânea – Casa Camelo – Belo Horizonte – MG – Brasil em 2016 e também o Prêmio Aquisitivo no ’40º Salão de Arte’ de Ribeirão Preto – MARP – SP – Brasil.

Terra Rossa - Pintura Mural feita em Galpão na cidade de Londrina - Foto: Divulgação
Terra Rossa – Pintura Mural feita em Galpão na cidade de Londrina – Foto: Divulgação

Cores vivas, recortes que flertam com figuras e elementos do cenário urbano, e peças planejadas para serem executadas de força personalizada em determinados espaços (Site Specific) são algumas das principais características do artista. O trabalho em Londrina, segundo David, é resultado de um projeto submetido ao Sesc ainda em 2016. “Tive um contato com o espaço após participado de uma semana de artes na DAP (Divisão de Artes Plásticas) da UEL… É um projeto feito  para cá, após ter conhecido o espaço e gostado da história do espaço”, contou Magila ao Rubrosom. É já a terceira vez que o artista participa de eventos na cidade.

Painéis do artista feitos para a exposição 'Meio-Fio' na Galeria OMA - Foto: Divulgação
Painéis do artista feitos para a exposição ‘Meio-Fio’ na Galeria OMA – Foto: Divulgação

Em entrevista, David comentou sobre suas principais referências, o trabalho que desenvolve durante suas viagens e também sobre a importância de levar a arte a novos espaços. Falou inclusive sobre a polêmica recente, ocorrida em São Paulo, na qual murais e painéis com grafites e pinturas foram apagadas por ações da Prefeitura Municipal. “Os trabalhos que eu faço são todos a partir de uma ligação com o próprio local, esses trabalhos ‘site specific’ voltados ao ambiente e que conversam com a arquitetura e espaço do local. Eu acho que, pra mim, é super importante fazer um trabalho que dialogue com essas informações”, contou o artista. Confira a entrevista:


Você veio já algumas vezes a Londrina participando de eventos?
Eu vim em 2013, quando participei de outro evento do DAP… Na ocasião eu enviei trabalhos para a seleção e montaram uma exposição com alguns dos trabalhos que eu tinha feito. A partir disso comecei a ter um conhecimento maior dos espaços (Voltados á arte) na cidade…

Um dos eventos essa semana é referente a uma oficina de pintura mural… Há quanto tempo você trabalha com essa linguagem?
Eu tenho trabalhado muito com instituições, quando se trata de pintura mural em larga escala… Hoje to fazendo aqui esse painel com 8 metros de altura, com mais ou menos 20 de largura, são trabalhos especiais feitos para espaços via-edital. Já fiz algumas experiências com o Sesi, nesse sentido de fazer uma pintura e, depois, fazer uma oficina para pessoas interessadas, sejam eles estudantes ou adolescentes… Em 2016 fiz um projeto em Bragança Paulista, que foi bem interessante, desenvolvemos uma pintura mural em um edifício da Prefeitura e, assim, fui lá e ativei esse espaço novamente. Fiz uma oficina também com pessoas interessadas em um festival de inverno da cidade. Pessoas de várias idades. O que é muito enriquecedor… Além de fazer um trabalho que eu propus, é importante criar uma certa educação visual para as pessoas.

Quando você pega adolescentes e crianças assim, existe um tratamento de educar essas pessoas para que elas possam ver o trabalho de artes com uma forma diferente, como uma pessoa que está envolvida e que sabe onde ela está, sabe questionar e analisar também…

Falando de uma polêmica atual, você já fez trabalhos em espaços públicos também, tem esse lado da ‘pintura mural’…. Em São Paulo tivemos o caso recente do Prefeito João Dória apagando murais e painéis com obras de artistas diversos, tem alguma leitura sobre isso?
É um processo quase criminoso o que o Prefeito tem feito por lá… É uma forma higienista de que você com uma tinta cinza vai educar uma população, de que você irá acabar com problemas de uma cidade super complexa, e, pelo contrário. Esse tipo de atitude, que eu acho que o grafite, o picho, a arte de rua, tudo isso se engloba… Acho que isso é uma forma de completamente equivocada de educar uma população, você tem que fazer o contrário, você tem que incentivar para que as pessoas tomem a cidade para elas, não ficar achando que todo mundo precisa ficar em casa, preso a um espaço para se fazer arte, com espaços para fazer lazer, a cidade é de todo mundo, ela tem que ser ocupada, ela tem que ser viva…

Simples Figuração 7 Exposição coletiva Do Traço ao Palco na Praça das Artes, SP - Foto: Divulgação
Simples Figuração 7 Exposição coletiva Do Traço ao Palco na Praça das Artes, SP – Foto: Divulgação

É a partir disso que as coisas acabam acontecendo de uma forma melhor. Se você proíbe, você está gerando conflitos, isso pode virar uma guerra de ‘gato e rato’… Você cobre uma obra, ai pichadores vão lá e reagem, e fica essa coisa de quem tem mais tinta pra apagar, sendo que uma cidade como São Paulo tem problemas muito mais sérios para resolver. Indo pra assuntos básicos, falta tudo na cidade.

E as suas referências, dá pra citar nomes que te influenciem?
Referências eu tenho diversas… Não só de artistas mas, de outras mídias também. Atualmente a gente recebe níveis de informação muito altos, quando você fala em ideias vem do cinema, internet, rádio em vários formatos. Mas eu gosto muito dos clássicos, como ‘ Cy Twombly ’, um cara que tem uma potência na pintura muito interessante. Gosto do Richard Diebenkorn , um artista muito bom, gosto do Henri Matisse, esses caras em geral…

Você falou que Londrina tem um circuito legal aqui para a arte em Londrina?
É, eu vejo que pela viagens que fiz, tem algumas cidades que são mais interessantes do que outras… por conta de uma política pública, por incentivos do governo, por ações independentes mesmo, da população, da própria cena artistica e, o que me chamou a atenção é que há espaços até mais formais (Como a UEL) e locais como o Sesc, é um espaço que acaba atingindo pessoas de uma forma diferente, sem falar em espaços independentes que chegam à outras faixas de público, acho que isso só movimenta e tende a agitar a cena.


INFORMAÇÕES
Bate Papo com David Magila 
– Dia 05 de fevereiro às 16h
Oficina de Pintura Mural – Dia 03 de fevereiro às 15h – De 13 a 15 anos
Inscrições: (43) 3572-7700

DOXA – Exposição visual com temática sobre opinião é aberta no SESC

Trabalhos que utilizam tanto técnicas quanto referências variadas (Ilustração, composição, esculturas) e que, cada uma a sua forma, dialoga com temáticas como a subjetividade e a opinião. Estas são algumas características da mostra do artista londrinense Mow Armstrong (Pseudônimo de Érick Costa) que foi inaugurada na última terça-feira (17) no Sesc Cadeião, na região central de Londrina.

Exposição visual com temática sobre opinião é aberta no SESC
Público acompanhou a abertura da exposição e ainda fez perguntas ao artista – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A exposição, intitulada DOXA (Na língua grega algo como verdade óbvia ou natural) possui um tema comum ligado à questão da subjetividade e da opinião. Embora em um primeiro momento a relação do tema com as imagens expostas pareça nebulosa – Com peças até minimalistas, molduras e também arranjos de fios de cobre formando figuras – Um pouco mais do processo artístico e do tema da mostra são explicados pelo artista durante uma troca de ideias com o público presente na abertura.

O artista Érick Souza ao lado de algumas instalações expostas no Sesc - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O artista Érick Costa ao lado de algumas instalações expostas no Sesc – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O tema aqui não se manifesta de forma literal, mas sim, por abstração da própria forma como algumas das obras são montadas, assim como, os materiais predominantes; Cobre (Visto como um material de propriedade transmissora, segundo o artista) e madeira (Condutora). “Eu sempre fui uma pessoa peculiar (Nos meios em que circulei, frequentei), tendia a chamar a atenção e, logo, era alvo de opiniões, acabei sendo alvo de opiniões alheias… Logo, eu tive que aprender a lidar com isso, quis retratar uma parte da minha realidade e um pouco do que eu sou”, pontuou o artista durante entrevista com o Rubrosom. Peças expostas como as molduras com ‘espelhos’ quebrados talvez sejam as peças que melhor representam isso, uma vez que elas ‘devolvem’ fazem o observador ter de volta o olhar ‘lançado’ para as mesmas.

Molduras, algumas delas com espelhos, e um desenho formado inteiramente por triângulos (Na parede oposta) são algumas das obras expostas na mostra Doxa - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Molduras, algumas delas com espelhos, e um desenho formado inteiramente por triângulos (Na parede oposta) são algumas das obras expostas na mostra DOXA – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O jovem artista, de apenas 22 anos, recebeu um convite para realizar a mostra através artista Viviane Feitosa, (curadora no Sesc Cadeião Cultural) que já havia tido contado com Mow durante uma de trabalhos artísticos feitos há alguns meses. “Os trabalhos foram todos feitos em um período de seis meses (Entre Agosto e Janeiro de 2017), mas as ideias já estavam prontas há algum tempo… Iniciei trabalhos em 2012, mas muita coisa foi descartada durante o processo” ele conta. Segundo Mow, o tema da ‘opinião’ apenas ganha força no atual contexto em que a opinião é muito priorizada. “As pessoas, a sociedade cobra muito que você tenha opinião e se posicione sobre tudo, não se pode mais ter dúvidas, ser isento… A opinião é tão presente, a ponto de você ter que escolher um lado em situações nas quais você nem precisaria inicialmente”, contou o artista. A exposição fica ainda no espaço por cerca de um mês.


SERVIÇO
Exposição DOXA – Sesc Cadeião
Quando:
Segunda à sexta-feira: 10h ás 21h
Endereço:
Rua Sergipe, 52

Feira e exposição iniciam atividades de 2017 no museu de Londrina

Duas atividades simultâneas, ocorridas no último sábado (14) deram inicio às atividades do Museu de Arte de Londrina para 2017. Iniciando pela manhã, a Feira Madá, realizada pelo coletivo artístico Casa Madá, reuniu no espaço artistas, expositores e também pessoas que trabalham com artesanato e gastronomia. Paralelo à feira, nas galerias do museu, foi exposta uma mostra de gravuras com peças do acervo do Museu de Arte, e curadoria da produtora Helena Gomes.

O evento teve início por volta das 10h da manhã e seguiu até a tarde - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O evento teve início por volta das 10h da manhã e seguiu até a tarde – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O evento feito pela Casa Madá é uma extensão das, já tradicionais, feiras que acontecem na sede do coletivo na região central.Ao todo, mais de 20 expositores participaram da feira (Mais informações no evento). Entre eles, Jorge Dib levou seu projeto de fotos chamado INTERSECÇÃO. Segundo Jorge a ideia é “Eu trabalho com fotografias há cerca de 5 anos, e esse projeto eu desenvolvo já há 6 meses, desde novembro ele está em exposição e, aqui na Feira Madá será uma das últimas exposições do projeto. Eu faço imagens de nu, mas de uma forma bem diferenciada, a ideia é sair dos estereótipos de beleza e também desmistificar a coisa do corpo, tirar essa coisa da hipersexualização do corpo da mulher, das pessoas negras e também tirar um pouco essa opressão do corpo LGBT, pensar na nudez como um ato político”, contou Jorge. O artista vende também um calendário, com algumas das fotos expostas dentro do projeto.

Jorge Dib com algumas fotos do projeto INTERSECÇÂO - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Jorge Dib com algumas fotos do projeto INTERSECÇÂO – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A ideia da feira é apresentar e divulgar o trabalho de artistas da cidade, incentivando e fortalecendo a economia criativa da região. “A parceria com o museu iniciou ano passado, em outubro, recebemos um convite para fazer por aqui e deu muito certo. É um espaço bom tanto para quem produz, arte, artesanato e essas linguagens, como também para a cidade toda, esse prédio que é maravilhoso, em uma região central, permite que mais pessoas tenham acesso. Importante ver um museu de arte tendo interesse em contribuir com essa exposição”, contou o artista Higor Mejia, integrante do coletivo Casa Madá e que também levou para a mostra ilustrações, bandeirolas e peças de roupa que ele mesmo customiza. “A gente tenta trazer pessoas com vários tipos de produção, e que tenham um cuidado especial, que pensem o trabalho em diversas situações, não só a coisa de revender produtos, mas que tenham um conceito embutido no que produzem além de preocupações como a sustentabilidade”, pontuou o artista.

O artista Higor Mejia com algumas das obras do acervo expostas na feira do Museu - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O artista Higor Mejia com algumas das obras do acervo expostas na feira do Museu – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Além do evento no museu, periodicamente o pessoal da Casa Madá realiza eventos internos e exposições com artes diversas. Feiras de livros, artesanato e até saraus de poesia fazem parte da programação do espaço. No facebook é possível saber mais sobre a programação.

Gravuras e trabalhos do coletivo La resistencia gráfica fizeram parte da Feira Madá - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Gravuras e trabalhos do coletivo La resistencia gráfica fizeram parte da Feira Madá – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Gravuras –  Além da feira, no sábado foi também aberta uma exposição de gravuras que integram o acervo do Museu de Arte, com curadoria da produtora cultural Helena Gomes A coletânea reúne trabalhos dos artistas plásticos Wanda Grade, Paulo Menten, Ivone Couto, Sandra Correia Savero, Eduardo Tadeu e Flávio Gadelha. A exposição permanece aberta para visitação até o dia 3 de março, no primeiro piso do museu.

Gravuras do acervo ficam em exposição até dia 3 de Março - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Gravuras do acervo ficam em exposição até dia 3 de Março – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

 

31ª Mostra Afro-brasileira Palmares será aberta hoje

Começa na segunda-feira (14), em Londrina, a 31ª Mostra Afro-brasileira Palmares, exposição coletiva de arte que tem como foco a promoção da igualdade racial por meio de expressões culturais e artísticas variadas. A abertura será às 19 horas, na Sala de Exposições José Antonio Teodoro, que fica na Biblioteca Pública Municipal Pedro Viriato Parigot de Souza, na avenida Rio de Janeiro, 413.

A exposição, realizada pelo Instituto do Movimento de Estudo da Cultura Afro-Brasileira (IMECAB), segue aberta ao público, diariamente, até o dia 30 de novembro, das 10h às 17h50. O evento de abertura tem entrada gratuita e contará com a presença dos dez artistas londrinenses que participam desta edição expondo seus trabalhos. Ao todo, serão 50 obras incluindo pinturas em tela, quadros, desenhos, fotografias e esculturas.

O idealizador e curador da 31ª Mostra Afro-brasileira Palmares, Agenor Evangelista, informou que a atual edição será composta exclusivamente por artistas londrinenses, reunindo diferentes linguagens e valorizando a produção artística da região. “Neste ano, a Mostra será um pouco mais enxuta, mas mantém o mesmo propósito, que é celebrar a cultura negra, a diversidade e a arte local. Estamos sempre de portas abertas para fazer essa troca de experiências entre artistas reconhecidos e aqueles que estão começando”, enfatizou.

Outro objetivo da 31ª Mostra, segundo Evangelista, é desmistificar aspectos relacionados à cultura do candomblé. Para isso, o público visitante poderá ver uma instalação representando um terreiro de candomblé, com elementos da religião de matriz africana e informações sobre a sua história. “Ainda há muito preconceito e desconhecimento das pessoas em relação ao candomblé, que muitas vezes acaba sendo mal visto. Vivemos em um mundo de muita intolerância em todos os sentidos e, portanto, queremos desmistificar um pouco essa questão”, explicou.

Mostra Afro-brasileira Palmares – Um dos eventos artísticos mais tradicionais de Londrina, a Mostra Afro-brasileira Palmares completa 31 anos de história. Antes chamada Mostra Zumbi dos Palmares, a exposição coletiva de artes plásticas teve sua primeira edição realizada em 1986. Desde então, trabalha com a proposta de buscar a igualdade racial e dar oportunidade para talentos de Londrina, do Brasil e também do exterior. Já passaram pela Mostra artistas de diversos países como Portugal, Rússia, Alemanha, Cuba, Uruguai, França, Japão, Finlândia, Moçambique e outros locais. A Mostra é a continuidade da luta da comunidade negra em Londrina, que durante anos, e por meio de movimentos populares, articula a sociedade afrodescendente através de fóruns, seminários, debates e atividades artísticas que resgatam e preservam as matrizes da cultura afro-brasileira.

(Com informações da assessoria de Imprensa)


SERVIÇO
31ª Mostra Afro Brasileira Palmares
Quando:
Segunda-feira (14) às 19h
Onde: 
Biblioteca Municipal de Londrina – Av Rio de Janeiro 413
(Entrada gratuita)

Entrevista – Designer Beto Shibata expõe trabalhos no Grafatório

Desde a última sexta-feira (28) trabalhos feitos pelo designer Beto Shibata, estão em exposição na Vila Cultural Grafatório em Londrina. O espaço tem patrocínio do Programa Municipal de Incentivo á Cultura (PROMIC). A exposição intitulada ‘Meu Universo’ reúne diversos trabalhos do artista visual, criados no período de 2013 para cá, que utilizam técnicas diversas como colagens, serigrafias, gravuras e tapeçarias. A mostra foi inaugurada durante a abertura do evento intitulado Ciclografias: teoria das colisões; Em sua quarta edição, o evento reúne artistas e público para uma série de ações, sempre visando o intercâmbio, as trocas e o compartilhamento de saberes.

Exposição de Beto Shibata foi aberta na última sexta (28) - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Exposição de Beto Shibata foi aberta na última sexta (28) – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Profissionalmente, Shibata já trabalhou na MTV –  Na Revista TRIP e publicou suas ilustrações em diversos periódicos mundo afora. Cores vivas, frequentemente apresentadas em painéis com elementos geométricos e, com a união de misturas incomuns de, texturas e formas, são alguns dos elementos presentes nos trabalhos apresentados em Londrina. Durante a exposição, houve também um momento de ‘troca de ideias’ com outros designers e profissionais presentes no evento.  Atualmente, Beto é sócio do Firmorama e Atlas. Na conversa, ele falou sobre alguns projetos da carreira, o espaço para experimentação que alguns veículos permitiram no passado assim como a separação entre trabalhos mais artísticos e o lado mais comercial.

Designer Beto Shibata apresentou alguns trabalhos que utilizam técnicas variadas como gravura, colagens e serigrafias - Foto; Divulgação
Designer Beto Shibata apresentou alguns trabalhos que utilizam técnicas variadas como gravura, colagens e serigrafias – Foto; Divulgação

Segundo Beto, o início e a experiência no mercado editorial ajudaram, desde o começo, a traçar paralelos entre o trabalho mais funcional e o lado artístico “Em alguns momentos os dois trabalhos se misturaram, já trabalhei como ilustrador em algumas publicações, mas, nessa vertente, sempre tentei pegar publicações que tinham a ver com a maneira como eu pensava, ou ainda matérias das quais eu gostasse. No trabalho mais funcional, havia outros objetivos… Então, as vezes eu separava ou incluía, conforme o contexto”, contou Beto.

Exposição 'Meu Universo' foi inaugurada na Vila Cultural Grafatório na última sexta-feira (28) - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Exposição ‘Meu Universo’ foi inaugurada na Vila Cultural Grafatório na última sexta-feira (28) – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Segundo o artista, o período em que trabalhou com o mercado editorial – início dos 2000 – foi também uma época com outras demandas para a parte do design, oferecendo muitas vezes, um espaço não mais possível em publicações de hoje “Eu acho que, é um amadurecimento profissional e comercial das revistas, o que eu vejo, e algumas revistas conseguiram perceber isso, é que, o impresso não seja mais o principal. A revista da MTV mesmo, acho que acabou no auge, nós havíamos tirado-a da banca – logo, sabíamos com quem estávamos falando – e, neste momento (Final de 2008) quando ela acabou, estávamos há um ano exclusivos para assinantes, já havíamos feito experimentações na internet e, nós pudemos chamar quem a gente queria para colaborar com a revista – Pegamos o início da Street Art, artistas das galerias, dando muita liberdade de experimentação, é uma época que eu guardo como muito relevante…”, pontuou Shibata em entrevista ao Rubrosom.

Beto Shibata (Na frente, do lado direito) conversa com o público durante abertura da exposição - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Beto Shibata (Na frente, do lado direito) conversa com o público durante abertura da exposição – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Na atualidade, Beto pontua também alguns nomes das artes que ele acompanha. “Os estúdios que eu continuo admirando são de pessoas como o Tonho / Quinta-feira do RJ, que é meu contemporâneo, nos formamos na mesma época, ele tem um trabalho comercial e autoral muito equilibrados … Hoje em dia ele faz a direção de arte da Void, tem também os estúdios Neasden Control Centre e do designer artista Geoff Mcfetridge, das revistas gosto também da revista Ernesto que é de BH…”, acrescentou Beto. Durante a conversa, o artista também citou sobre publicações nas quais trabalhou. “Acho que a Trip mesmo sempre teve uma linha editorial muito coerente, um dos aprendizados que tive lá, foi de cruzar as turmas… A MTV mesmo colocou Caetano Veloso com Emicida, a Trip colocou o Abílio Diniz, o Ferréz (Escritor), Arthur Veríssimo para ter paralelos de visões de mundo diferentes. Esteticamente eles experimentam, as vezes ainda colaboro com a revista TPM… Tem outras, a Void experimenta muito, assim como a Vista  – Revista de Skate de Porto Alegre, que tem um design bem interessante – hoje em dia ta mais fácil publicar e fazer as coisas com as tecnologias disponíveis, você consegue fazer tiragens menores, o cara experimenta mais e acaba fazendo algo que ninguém havia tentado antes…”, conclui Shibata.


CICLOGRAFIAS – Neste ano o Ciclografias reunirá, durante dez dias, os seguintes convidados: Fábio Morais (SP), Kenji Ota (SP), Beto Shibata (SP/SC), Daniel Barbosa (PR), Dirceu Maués (PA/MG) e Maurício Castro (PE). Todos eles ministrarão oficinas gratuitas, protagonizarão bate-papos e outras atividades abertas ao público – Confira a programação no site do Grafatório.

Grafatório: abertas as inscrições para a feira DOBRA

Em Londrina, estão abertas as inscrições para a feira DOBRA de arte impressa na Vila Cultural Grafatório.  Editores independentes, artistas gráficos, quadrinistas, zineiros, fotógrafos, gravuristas e outros habitantes do papel impresso – inscrevam-se até dia 11 de outubro na feira mais excêntrica do sertão do Tibagi! O formulário para inscrição pode ser acessado pelo link: www.grafatorio.com/dobra.

Grafatório: abertas as inscrições para a feira DOBRA
Foto: Divulgação/Grafatório

Neste ano a feira acontece no dia 29/10 no ilustre MAL – Museu de Arte de Londrina, e a lista dos selecionados será divulgada no dia 13/10.

A DOBRA faz parte da programação do IV Ciclografias, evento que vai contar com oficinas, exposições e outras atividades durante toda uma semana. A programação completa será divulgada em breve. O IV Ciclografias é uma realização do Grafatório com o patrocínio do PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura. Dúvidas? Mais informações? contato@grafatorio.com ou (43) 3024-3533

Artista Rogério Ghomes realiza exposição em Londrina

E tem exposição de arte iniciando no próximo sábado (27) em Londrina. Com um nome enigmático e incomum, o próprio título da mostra já carrega um sentido cheio de interpretações: Preciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui. A exposição é de autoria do artista visual Rogério Ghomes e acontece também em comemoração aos 25 anos de carreira do autor.

Uma das fotos da mostra "Preciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui de Rogerio Ghomes" - Foto: Rogério Ghomes.
Uma das fotos da mostra “Preciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui de Rogerio Ghomes” – Foto: Rogério Ghomes.

Durante o evento, o publico poderá ter contato com obras destacadas da sua produção, com recorte a partir da Bienal de Havana em 1997, marco da internacionalização da sua produção, até as séries mais recentes como ‘Barroc’ de 2015, apresentada na ultima Bienal de Curitiba, cidade onde residiu até o final dos anos 90. Já há 16 anos o artista vive em Londrina há 16 anos onde atua como docente na UEL Universidade Estadual de Londrina. A abertura será no sábado 27 de agosto as 10h00 na DAP Divisão de Artes Plásticas da UEL. A exposição faz parte do projeto “Entre imagens: num lapso do tempo”, patrocinado pelo Programa Municipal de Incentivo à CulturaPROMIC.

O projeto contempla mais três ações: Uma Mesa redonda para proporcionar maior reflexão e aproximação com o púbico em torno das questões da exposição no dia 20 de setembro, 19 horas na DAP Divisão de Artes Plásticas da UEL.

Um curso formativo, Fotografia Expandida Brasileira, na Biblioteca do Museu de Arte de Londrina, ministrado pelo Professor Dr. Rogério Ghomes em agosto e setembro. Dois eventos visando um diálogo qualificado junto ao público produtivamente ligado às artes visuais, à fotografia e à comunicação. Uma terceira ação do projeto será o lançamento de um livro comemorativo da carreira do artista.

Donde Estoy, Estoy a esperar te de Rogerio Ghomes - Foto: Divulgação.
Donde Estoy, Estoy a esperar te de Rogerio Ghomes – Foto: Divulgação.

O curador da exposição Fabio Luchiari, que acompanha a produção de Rogerio Ghomes há duas décadas, comenta em seu texto de apresentação da mostra, “Parti do princípio de não apresentar uma mostra cronológica, mas fazer diálogos com trabalhos produzidos em diferentes períodos, buscando agrupar temas pertinentes de sua trajetória e que de tempos em tempos ressurgem, com outro olhar, outra sensibilidade, porém, sempre coerentes com sua poética, suas indagações e buscas”. A escolha de trabalhos representativos na carreira de Rogério também foi um norte do processo curatorial, podendo apontar dentre esses: ‘Profano Sudário’, de 1997; ‘Olhai’, de 2001; ‘Incrível como um distúrbio afeta a credibilidade’, de 2007. A partir da articulação dessas obras com o espaço expositivo, surgiram os eixos e os diálogos com os demais trabalhos.

Fabio conclui, nas obras apresentadas nessa exposição, “Rogério subverte o papel da fotografia de registrar a realidade para criar outros mundos”. Mundo de saudade, solidão e lembranças prestes a desaparecer da memória. Tudo por meio de um olhar silencioso…

Rogerio Ghomes: artista visual e pesquisador nas áreas das artes visuais e design. Doutor em tecnologias da inteligência e design digital pela PUC SP e mestre em design pela UNESP. Contemplado no programa rede nacional funarte artes visuais [2015] com o projeto campo expandido: narrativas da imagem e no conexão artes visuais minc/funarte/petrobras [2013] com o projeto; campo expandido: a convergência das imagens.  Premio Brasil arte contemporânea na ARCO_ madrid 2010.

Participou de mais de 60 exposições nacionais e internacionais cabe destacar as individuais, Preciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui. DaP Divisão de Artes Plásticas UEL Londrina, Galeria Referencia Brasília.  Não Confie na sua memória. SESI Londrina. Donde estoy, estoy a esperar- te. MARP Museu de Arte de Ribeirão Preto.  Sinto saudades de tudo, inclusive de mim. Centro Cultural Sistema FIEP, Todos precisam de um espelho para lembrar quem são. Ybakatu espaço de arte e Encuentros Abiertos – Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires. Território Ocupado Paço das Artes SP. Destacamos as coletivas: Silver Night of Projections – Encontros da Imagem, Braga Portugal, Luz versus Luz – Bienal Internacional de Curitiba, Ybakatu 20 anos, Alguns desvios do corpo – Londrina Arte 4, Coleção Pirelli MASP de Fotografia, Território Estrangeiro – MUMA Museu Metropolitano de Curitiba, XII Mostra da Gravura, Curitiba PR, III Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba, Nefelibatas MAM SP, Ponto Cego MIS SP, Panorama de Arte Brasileira MAM SP.   VI Bienal de Havana.

Suas obras integram as coleções; Coleção Joaquim Paiva – MAM RJ Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Coleção McLaren, Fundação Cultural de Curitiba, MAM SP Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAC USP Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, MAC PR Museu de Arte Contemporânea do Paraná, MON Museu Oscar Niemeyer, Pirelli MASP Museu de Arte de São Paulo, Pinacoteca de São Paulo.


Serviço

ExposiçãoPreciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui
com Rogerio Ghomes (Curadoria Fabio Luchiari)
Onde:
DaP – Divisão de Artes Plásticas da UEL (Av. Juscelino Kubitscheck, 1973)
Quando: 27 de agosto a 07 de outubro 2016 (Abertura 27 de agosto 11h)

Mesa Redonda – Conversa sobre a exposição

Preciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui

Prof. Danillo Villa
Prof. Maria Carla Guarinello de Araujo
Prof. Rogerio Ghomes

 

Artistas de Londrina, RJ e SP abrem exposição no sábado

Com oito obras inéditas, que foram pensadas exclusivamente para o Museu de Arte de Londrina (MAL), a exposição coletiva PASSAGEIRA 16 será aberta às 10h do próximo sábado (13). Os trabalhos ocuparão o edifício projetado por Vilanova Artigas até 30 de setembro. A entrada é franca.

Cartaz de divulgação da mostra - Foto: Divulgação.
Cartaz de divulgação da mostra – Foto: Divulgação.

De acordo com a diretora do evento, Louisa Savignon, a intenção da exposição é propor reflexões que abordem a existência e os vários papéis desempenhados pelo Museu de Arte, em cujo prédio funcionou, até 1988, a antiga rodoviária da cidade. “São oito propostas diferentes, que entenderam a proposta site specific do projeto, e que, juntas, propõem uma interessante reflexão sobre aquele espaço tão particular e caro a todos os londrinenses”, diz. As propostas artísticas escolhidas pela comissão de seleção representam variadas formas de expressão, da performance à vídeo-arte, passando pela arte sonora e pela instalação.

Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O edital da Passageira 16 foi aberto a artistas residentes em Londrina e demais cidades do Brasil. Segundo Louisa Savignon, o nome do edital oferece já uma multiplicidade, como a relação que ele possibilita com as mostras que não são permanentes (Passarão pelo museu), o cronograma curto já reflete isso. “Brincamos também com essa coisa do local da exposição ser a antiga rodoviária, por onde passavam muitos passageiros. É um espaço que já existe (O museu como um todo) e nele você projetar algo artístico que vai dialogar com o ambiente, como um condutor. O museu está lá, cercado por grades, mas muitas vezes não é visto, tem uma ideia também de chamar ‘Olhem para o museu’…”, contou Savignon à reportagem do RubroSom.

Site specific

Este conceito artístico é destinado a obras criadas de acordo com um determinado ambiente ou espaço. Seus elementos estéticos buscam o diálogo com o meio para o qual o trabalho é elaborado. Neste sentido, o site specific liga-se à ideia de arte ambiente, que sinaliza uma tendência de produção contemporânea de se voltar para as características daquele local e seu entorno, incorporando-os e/ou transformando-os. Nesta busca, além do próprio espaço físico, também podem ser abordados aspectos como sua função pública, seu estado de conservação e sua utilização social.

A mostra PASSAGEIRA 16 tem patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
ARTISTAS SELECIONADOS
// Coletivo barafunda, de londrina/PR com o trabalho “barafunda”
// mabu (marisa bueno), de são paulo/SP com o trabalho “canto 180”
// felipe cidade, de são paulo/SP com o trabalho “zona de desconforto”
// márcio diegues, do rio de janeiro/RJ com o trabalho “monumento de vento”
// jean yoshimura, de londrina/PR com o trabalho “passageiro”
// romulo milanese, de bauru/SP com o trabalho “demolição do museu”
// vanessa s., do rio de janeiro/RJ com o trabalho “o silêncio no ruído”
// william zarella*, de são paulo/SP com o trabalho “1.650,809 km²”

*convocado após informada a desistência do artista marcelo zocchio


Mostra ‘Passageira 16’

Inscrições gratuitas: Até 29 de Junho, apenas por e-mail – contato@passageira16.com
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Passageira 16 divulga artistas selecionados para mostra

A mostra PASSAGEIRA 16 divulgou, na manhã da segunda-feira (11), a lista com os oito artistas selecionados para a exposição site specific que vai ocupar o Museu de Arte de Londrina de 13 de agosto a 30 de setembro. Cada contemplado vai receber R$ 2,5 mil para execução e montagem de sua ideia. A proposta do projeto é valorizar trabalhos artísticos que dialoguem com o edifício assinado pelos arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. Os recursos vêm do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Cartaz de divulgação da mostra - Foto: Divulgação.
Cartaz de divulgação da mostra – Foto: Divulgação.

Dentro das diretrizes artísticas do edital, Coletivo Barafunda, Felipe Cidade, Jean Yoshimura, Mabu (Marisa Bueno), Marcelo Zocchio, Márcio Diegues, Romulo Milanese e Vanessa S. foram os que mais se adequaram à proposta na avaliação da comissão de seleção composta por Danillo Villa, Fatima Savignon e Rogerio Ghomes. “Abrimos para as propostas tanto espaços internos como externos e o resultado foi surpreendente! Os oito selecionados acabaram se completando num significado maior, indo ao encontro do mote da exposição, que é ter o edifício como curador. Também foi muito importante a pluralidade de propostas, que vão de performance, interatividade fotográfica, instalação e videoarte à arte sonora. Ou seja, um leque imenso de investigações foi aberto e unido de forma inédita. É aí que a ideia de colocar vários artistas simultaneamente no espaço ganha sua força. Esperamos poder realizar novas edições para que, cada vez mais, a PASSAGEIRA possa ganhar corpo e afinar suas intenções com os artistas, com o público e, é claro, com o museu”, afirma a diretora da exposição, Louisa Savignon.

Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Estudantes, artistas e pesquisadores participaram em maio do evento de apresentação do edital – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O edital da Passageira 16 foi aberto a artistas residentes em Londrina e demais cidades do Brasil. Segundo Louisa Savignon, o nome do edital oferece já uma multiplicidade, como a relação que ele possibilita com as mostras que não são permanentes (Passarão pelo museu), o cronograma curto já reflete isso. “Brincamos também com essa coisa do local da exposição ser a antiga rodoviária, por onde passavam muitos passageiros. É um espaço que já existe (O museu como um todo) e nele você projetar algo artístico que vai dialogar com o ambiente, como um condutor. O museu está lá, cercado por grades, mas muitas vezes não é visto, tem uma ideia também de chamar ‘Olhem para o museu’…”, contou Savignon à reportagem do RubroSom.

Site specific

Este conceito artístico é destinado a obras criadas de acordo com um determinado ambiente ou espaço. Seus elementos estéticos buscam o diálogo com o meio para o qual o trabalho é elaborado. Neste sentido, o site specific liga-se à ideia de arte ambiente, que sinaliza uma tendência de produção contemporânea de se voltar para as características daquele local e seu entorno, incorporando-os e/ou transformando-os. Nesta busca, além do próprio espaço físico, também podem ser abordados aspectos como sua função pública, seu estado de conservação e sua utilização social.

Artistas Selecionados

Coletivo Barafunda, de Londrina / PR, com a performance “Barafunda”

Felipe Cidade, de São Paulo / SP, com a intervenção “Zona de Desconforto”

Jean Yoshimura, de Londrina / PR, com a videoarte “Passageiro”

Mabu, de São Paulo / SP, com a instalação “Canto 180”

Marcelo Zocchio, de São Paulo / SP, com a interativa fotográfica “O Passado num Ponto”

Márcio Diegues, do Rio de Janeiro / RJ, com a instalação “Monumento de Vento”

Romulo Milanese, de Bauru / SP, com a instalação “Demolição do Museu”

Vanessa S., do Rio de Janeiro / RJ, com a arte sonora “O Silêncio no Ruído”

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


Mostra ‘Passageira 16’

Inscrições gratuitas: Até 29 de Junho, apenas por e-mail – contato@passageira16.com
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