Thiago Sagi encerra Viva Elis nesta quinta em Londrina

O cantor Thiago Sagi sobe aos palcos do Bar Valentino nesta quinta na última data da temporada Viva Elis 2018. O último dia de shows desde ano dá lugar à voz masculina na interpretação das canções eternizadas na voz da intérprete. A apresentação será na quinta-feira (25), a partir das 21h, com ingressos a R$ 15.

Suas influências passam por Milton Nascimento, Freddie Mercury, Tina Turner, Ney Matogrosso, Janis Joplin, Sarah Vaughan - Foto: Divulgação
Suas influências passam por Milton Nascimento, Freddie Mercury, Tina Turner, Ney Matogrosso, Janis Joplin, Sarah Vaughan – Foto: Divulgação

No ano em que a morte da cantora completa 34 anos, o festival é uma forma de lembrar o legado da cantora. Nada melhor do que lembrar da intérprete através da música e dos palcos: a imensidão do seu som. Thiago vislumbra em Elis Regina outro grande sustentáculo da MPB que continua a ditar a ordem de como se fazer música moderna no Brasil.

Todos esses elementos fazem de Elis a grande artista que é – importante que falemos dela no presente do indicativo, pois sua obra permanece viva – estão presentes no repertório do show ‘Viva Elis’ que Thiago Sagi selecionou para apresentar. Mais do que enfileirar sucessos, o setlist foi ‘pensado, com muito carinho, para homenagear e contar, através da música, a história da maior cantora do Brasil de todos os tempos’.


Informações
Viva Elis apresenta Thiago Sagi | 2018

Quinta, 25 janeiro
Hora: 21h
Couvert – R$ 15,00
Bar Valentino

Viva Elis – Há 25 anos evento em Londrina celebra obra e trajetória da cantora

Shows intimistas, público envolvido e cantores inspirados em performances que não apenas relembram a trajetória da cantora Elis Regina, mas ainda, conseguem dar vida nova a canções que, ao longo dos anos, marcaram a vida e as histórias de milhares de pessoas. Assim é o clima do projeto Viva Elis, realizado sempre no mês de janeiro, no Bar Valentino e que há 25 anos reserva todas as primeiras quintas-feiras do ano para relembrar a obra da cantora (1945-1982).

As cantoras Lia Cordoni e Neuza Pinheiro no Projeto Viva Elis, durante o show Veloz como a própria Voz ( janeiro 2000) - Foto: Acervo Lia Cordoni
As cantoras Lia Cordoni e Neuza Pinheiro no Projeto Viva Elis, durante o show Veloz como a própria Voz ( janeiro 2000) – Foto: Acervo Lia Cordoni

A série de shows, iniciada na primeira quinta-feira do mês  trará para o palco da casa artistas locais reinterpretando o repertório da artista. Em 2017 completam-se vinte seis temporadas ininterruptas do evento, sempre no mês de janeiro. “Homenagem no mês da morte é meio estranho né? Mas foi o que aconteceu (Risos). Deixamos assim, e virou tradição, o lance de você estar em um estabelecimento que já tem idade, tem isso, tudo vai completando aniversários. De 10 anos, 20 anos, como outros projetos aqui do bar…. É o projeto mais antigo em atividade hoje no Valentino, de início a ideia foi movida pela saudade da cantora mesmo”, conta um dos sócios do espaço Valdomiro Chammé, que é também o responsável pelo projeto.

Nesta última quinta-feira de Viva Elis 2017, a dupla Heloísa Trida e Vinicius Zanin se apresenta no Valentino - Foto: Divulgação
Nesta última quinta-feira de Viva Elis 2017, a dupla Heloísa Trida e Vinicius Zanin se apresenta no Valentino – Foto: Divulgação

“Encaro a proposta artistica da Elis como uma proposta de mudanças mesmo nas coisas mais simples, de crítica diante do que esta aí”, afirma a cantora Heloísa Trida que, se apresenta nesta quinta (26) acompanhada do cantor Vinicius Zanin. A dupla Vinicius Zanin e Heloisa Trida se consolidou durante as apresentações do Almanaque Conta ‘Histórias de um Bar’. Acompanhados por Gabriel Zara (baixo), Fabricio Martins (piano) e Bruno Cotrin (bateria), a dupla apresenta o repertorio mais longo, com 26 títulos. A cantora convidada é outra veterana do projeto, a londrinense Rakelly Calliari, na sua quinta participação no Viva Elis.

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Neste ano, a quantidade de cantoras, relativamente novas na cena – Algumas sequer eram nascidas quando o projeto começou em 1992, é um dos destaques. “É um projeto de fôlego, sempre foi muito singelo, nunca contamos com uma superprodução, era basicamente ver quem eram os artistas que participariam e muita gente abraçava pela originalidade, e também pelo repertório que é cada vez menos conhecido do público mais novo… Então, é uma coisa que pegou e foi acontecendo de forma despretensiosa”, comentou Chammé à reportagem do Rubrosom.

A paixão por Elis era compartilhada pelo coro cênico Chaminé Batom,  na época composto por Simone Mazzer, Carlinhos Rodrigues, Elton Mello, Silvio Ribeiro e Ricardo Grings e o convite para o primeiro show não poderia ser a outros artistas. Segundo Chammé, o grupo aceitou na hora e o show teve que ser repetido nas semanas seguintes, já como um grande êxito, relembra Chammé. Animados com a reposta do publico, o formato foi novamente proposto em 1993 e além das novas releituras do Chaminé Batom, outras cantoras passaram a participar do evento. Segundo Chammé, desde o início, o projeto teve vários nomes diferentes; “Homenagem à Elis”, “Lembra Elis”, “Especial Elis Regina” e desde 2002, se chama “Viva Elis”.

Segundo Chammé, são sempre chamadas cantoras que algum amigo indica, ou mesmo, cantoras que ele teve a oportunidade de ver ao vivo. “A Heloísa, junto com o Vinícius Zanin, por exemplo, participaram de um projeto cênico musical que a Funcart fez, eu os vi atuando na serie ‘Almanaque’ que acontece aqui, eles tem uma presença muito interessante de palco. Tem participações também como a Rakelly Calliari e a Gisele de Almeida, que entraram em um momento que nós achamos para homenagear pessoas que já fizeram muito pelo Viva Elis. Nem se fala da Simone Mazzer e do pessoal do Chaminé Batom que praticamente começaram o evento…Tem a Cristina Tonin também que representa o pessoal do Valentino antigo (Quando o bar ainda era na Avenida Bandeirantes, até meados de 2005).

Valdomiro Chammé com um cartaz de divulgação do Viva Elis do ano de 2003, ao lado do material de divulgação do Viva Elis 25 anos - Foto: Bruno Leonel/Rurosom
Valdomiro Chammé com um cartaz de divulgação do Viva Elis do ano de 2003, ao lado do material de divulgação do Viva Elis 25 anos – Foto: Bruno Leonel/Rurosom

Segundo o organizador, a ideia é que o próprio cantor convidado tenha espaço para escolher o repretório e explorar sonoridades. “Não temos nenhuma pretensão que o Viva Elisa seja uma apresentação cover da cantora, nunca foi… A ideia é a pessoa vestir a roupa, mas fazer o seu som! Cada artista faz em cima da sua preferência, a pessoa fazer só sambas, blues, ou rock, o repertório da Elis era muito variado. Já tivemos espetáculos de teatro com o disco ‘Falso Brilhante’ de 1976 (Tocado na íntegra). Deixo sempre o pessoal a vontade…. Tudo isso vem ‘abrilhantar’ o projeto. Teve um ano em que a Simone cantou ‘Black is Beautiful’, e as outras três cantoras, nas semanas seguintes, também cantaram. E no entanto cada uma foi de um jeito e apresentações muito boas, cada uma com uma energia e uma verve…”, pontua Chammé

Nos Palcos – Como grande fã da cantora, Chammé relembrou também algumas das vezes em que pode conferir Elis Regina ao vivo; “A primeira vez em que a vi foi na cidade de Presidente Prudente, por volta de 1975/1976, vi ela em São Paulo, com o show Falso Brilhante, em 1978 no Teatro Bandeirantes que foi um verdadeiro marco de produção de palco, com produção do Naum Alves de Sousa, foi um grande marco de produção de palco…”, contou Chammé à reportagem.

Por fim, assisti um show da Elis em Londrina, com o show do ‘Essa Mulher’ no Projeto Pixinguinha, no Cine Teatro Ouro Verde, por volta de 1981…. Uma apresentação muito marcante também”, se emociona Valdomiro.

Futuro – Ao pensar na trajetória do espetáculo, impossível não considerar os ‘próximos passos’ do projeto. Segundo Chammé, a ideia é dar continuidade às apresentações que, apesar de não serem de um repertório tão novo, ainda emocionam bastante. “Já tivemos oportunidades de fazer o evento em outras cidades, como Maringá. Mas não é tão simples, a pessoa as vezes não entende direito o que é o evento, mas, um dia pode ocorrer. Não tenho pretensão de fazer nada de alcance nacional. Já sugeriram que eu informasse aos familiares e herdeiros da Elis sobre o projeto, mas não tenho essa pretensão, se naturalmente isso ocorrer legal, mas não quero que uma coisa se sobreponha a outra, o mais importante é que aconteçam os shows, low-profile mesmo para um público reduzido e esse tipo de coisa”, contou á reportagem.


Elis Regina – A discografia de Elis Regina se estende por mais de 30 álbuns, entre discos gravados em estúdio, ao vivo e Eps, isso sem contar os singles, que seriam mais de 20. Com tanto material à disposição e a longevidade do “Viva Elis”, os artistas e músicos proporcionaram ao público um passeio pelas mais diferentes vertentes desta vasta obra. “Graças aos 25 anos de Viva Elis, os músicos tiveram tempo e criatividade para explorar todo o colorido da discografia da Elis. Assisti shows focados nos sambas, baladas, rock, blues, boleros, com releituras rap e até um espetáculo cênico!” conta Chammé. Para o empresário, um dos maiores presentes ao longo desse um quarto de século do Viva Elis é perceber que o evento é sempre aguardados pelos eternos fãs e, de modo surpreendente, por muita gente nova. “Com o Viva Elis, gente nova tem a oportunidade de conhecer e curtir o vasto repertório de Elis Regina, através das cantoras, cantores e músicos que se dedicam, exclusivamente  por amor, a este belo projeto”, completa.


SERVIÇO

Viva Elis – 25 anos
Todas as quintas-feiras de janeiro de 2017, às 21 horas – Confira programação completa no Site – Couvert: R$ 15,00