PROMIC 2018 – Edital de independentes será publicado nesta semana

O novo edital para o Programa Municipal de Incentivo à Cultura, dedicado à categoria de projetos independentes, é previsto para ser publicado ainda nessa semana. A informação foi confirmada nesta segunda (05) pelo Secretário de Cultura, Caio Cesaro, durante reunião do Conselho Municipal de Política Cultural.

Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. - Foto: Bruno Leonel
Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. – Foto: Bruno Leonel

Segundo informado, o novo edital usará o formato ‘bolsa/prêmio’, em um padrão diferente dos editais anteriores, o que permitirá que proponentes atuantes como pessoa física possam se inscrever. O valor correspondente às bolsas da categoria, correspondem à R$ 1,6 milhão.

Após muitos meses de adiamento, a mudança é tida como uma revisão do edital, que passou por um cancelamento no ano de 2017 após a vigência da Lei Federal 13019/14 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), cujas implicações restringiam a possibilidade de vínculo entre município e proponentes sem CNPJ.

Além do edital de independentes, os próximos editais previstos são os relacionados á linha de projetos Estratégicos (Vilas Culturais); Previsto para a 3ª semana de março, Estratégicos e independentes (Audiovisual), em sistema feito via ‘Termo de Fomento’; Previstos para a 2ª semana de abril, e o edital de Estratégicos (Carnaval), que deve ser publicado na 2ª semana de maio. Mais informações devem ainda ser divulgadas sobre os novos editais.

Discotecagem marca início das atividades da Alma Londrina em 2018

AlmA Londrina Rádio Web (www.almalondrina.com.br) inicia as atividades de 2018 neste sábado com o projeto AlmA Livre, discotecagem em pequenos encontros entre a comunidade e os criadores dos programas veiculados na emissora. O primeiro será no dia 27 de janeiro, a partir das 15h, com transmissão de três programas da grade interagindo com o público.

Mesmo seguindo com espaço amplo para os podcasts (arquivos em áudio), a web rádio também tem como novidade a implantação da web TV, reforçando assim o perfil multimídia e inovador do projeto, características já percebidas na cobertura intensa dos assuntos envolvendo a cultura de Londrina e região em 2017.Projeto AlmA Livre 27-1

Com os recursos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) de 2017 liberados somente há um mês (na última semana de dezembro), a emissora londrinense busca seguir o cronograma previsto no projeto original e também iniciar novas experiências, como a AlmA Livre, uma discotecagem com interferência dos produtores e apresentadores dos programas radiofônicos do site, sempre de graça. No próximo sábado (27.1), a partir das 15h, a AlmA Livre estará na Manuca Acessórios, onde o público vai acompanhar o pessoal produzindo três programas ao vivo: Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.

Criado por Paulão Rock’N’Roll em 1982, o Azylo Hotel voltou a ser transmitido pela AlmA Londrina no fim do ano passado e segue como um espaço para o rock e o jazz dos mais diversos países, sempre cercado dos ácidos e experientes comentários do apresentador. Já o Rocksofiadestaca o melhor do rock nacional, exibindo novatos e também bandas consagradas. A apresentação de Thiago Gonçalves tem uma pegada curiosa: oferecer aos ouvintes uma viagem musical, filosófica, artística e social através do Rock. Pra encerrar, o Conexão Nova Cena, apresentado por Marcelo Sapão, abre espaço para as novas bandas no cenário musical de Londrina, sem esquecer dos grupos locais com trajetórias já consolidadas em shows e festivais.

Para o coordenador geral da AlmA Londrina Rádio Web, Daniel Thomas, o evento será mais uma oportunidade para inovar e experimentar, mesmo em um cenário difícil para as atividades culturais de modo geral. “2017 foi um ano extremamente complicado devido à contenção de recursos do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), mas a equipe conseguiu mostrar que a Rádio AlmA não deve e não vai parar. Conseguimos ampliar o número de internautas no site e nas redes sociais, manter a qualidade do nosso Jornalismo Cultural e ainda trazer convidados de fora para as oficinas e para o festival Palco AlmA, eventos sempre gratuitos e abertos à população”, detalhou Thomas, lembrando que o site também foi todo remodelado em setembro de 2017 pela equipe de web design.

AlmA Londrina, emissora virtual em atividade desde 2012, é fruto de um trabalho iniciado por voluntários do Núcleo de Comunicação Popular e Comunitária da Associação Intercultural de Projetos Sociais (AlmA) e está sediada na Vila Cultural AlmA Brasil. Além de ter conquistado aprovações do Promic em anos anteriores, a emissora já venceu duas vezes o Prêmio Pontos de Mídia Livre, promovido pelo Ministério da Cultura com o objetivo de fomentar iniciativas alternativas de comunicação do País.


Serviço:
AlmA Livre – Discotecagens e interferências radiofônicas
Data: 27/01 – das 15h às 21h – Entrada Gratuita
Local: Manuca Acessórios – Rua Arcindo Sardo, 253 loja 3 – Londrina
Discotecagem: com os programas Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.
Apoio Cultural: Vila Cultural AlmA Brasil, ALRW, Manuca, Londristyle, Sebo Capricho, London Bistrô, Kartaze, Feltro Geek, Na Lenha BBQ
Informaçõeswww.almalondrina.com.br

Teatro – Cia L2 apresenta Da Pele ao Barro na Usina

A companhia teatral L2, de Londrina, apresenta nesta sexta (24) e sábado (25) a peça ‘Da Pele ao Barro’. O espetáculo surgiu a partir da investigação do estatuário de Camille Claudel. Cada novo quadro de esculturas esboça nuances de situações enfrentadas pela mulher e a conquista de seu espaço na sociedade artística do séc. XIX.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta montagem, a companhia (na ativa desde 2010) realiza um trabalho de investigação dos músculos para construção e desconstrução das esculturas, aproximando os corpos dos atores a argila e ao gesso. Esculturas pulsam, vivem. Nos dois dias, a peça inicia às 20h, com entadas a R$ 5 (disponível na bilheteria a partir das 19h) – Classificação indicativa 14 anos.

O elenco é formado pelos atores: Bianca Ribeiro, Gabriel Paleari, Giovanna Stocco, João Mosso, João Rodarte, Julia Malu, Laiz Ferreira, Ronald Rosa,Tatiana Oliveira. O figurino é assinado pelo coletivo com execução de Lenita Costa. Sonoplastia de Bruno Garcia e Giovana Stocco, iluminação e direção por Thainara Pereira (com assistência de Lucas Manfré) e orientação de Aguinaldo Moreira de Souza.


Da Pele ao Barro – Cia L2
A partir das 20h na Usina Cultural em Londrina
Entrada: R$ 5

Região Sul – Evento de vila cultural acontece neste sábado

Devido a previsão de chuvas, a coordenação da Vila Cultural Vitória, já em funcionamento na zona sul, divulgou um comunicado informando que a festa de inauguração oficial acontece neste sábado, 11 de novembro, a partir das 14 horas.

Evento de vila cultural acontece neste sábado

As atividades previstas (shows, intervenções teatrais, lançamento de livro e interação com o público infantil) estão mantidas. O ator e poeta londrinense Valdir Rodrigues fará o lançamento da 2ª edição de seu livro “Lágrimas que Sorri”. A participação no evento é gratuita.

A Vila Cultural conta com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo a Cultura de Londrina/PROMIC


SERVIÇO:
Inauguração da Vila Cultural Vitória

Data: 11/11/2017
Horário: A partir das 14 hs
Local: Avenida Guilherme de Almeida 3175, Ouro Branco

Festival reúne mágicos neste fim de semana em Londrina

A Vila Usina Cultural receberá, nos dias 10 e 11 de novembro, o 16º Festival de Mágicas da Associação de Mágicos do Estado do Paraná – Magipar. As apresentações terão entrada gratuita e serão às 20 horas na sexta-feira e às 17 horas no sábado. Os ingressos deverão ser retirados na bilheteria no local imediatamente antes de cada sessão.

o espetáculo, artistas de Curitiba e convidados de outras regiões do Estado apresentarão Mágicas de Salão, Mágicas de Grande Ilusão, Mágicas de Close-up - Foto: Divulgação
No sábado, o evento inicia às 14 horas com uma conferência local reunindo mágicos e artistas da região – Foto: Divulgação

No espetáculo, artistas de Curitiba e convidados de outras regiões do Estado apresentarão Mágicas de Salão, Mágicas de Grande Ilusão, Mágicas de Close-up, Magia Cômica e uma performance musical com temática circense, abrangendo, assim um panorama da Mágica Brasileira.

No sábado (11), além das apresentações, haverá uma Conferência no local, voltada para mágicos, artistas e outros profissionais da área em Londrina e região. O evento será das 14 às 17 horas. Pessoas interessados em participar devem se inscrever pelo email festivalmagipar@gmail.com.

No espetáculo, artistas de Curitiba e convidados de outras regiões do Estado apresentarão Mágicas de Salão, Mágicas de Grande Ilusão, Mágicas de Close-up - Foto: Divulgação
No espetáculo, artistas de Curitiba e convidados de outras regiões do Estado apresentarão Mágicas de Salão, Mágicas de Grande Ilusão, Mágicas de Close-up – Foto: Divulgação

A Usina Cultural recebe apoio da Secretaria Municipal de Cultura, através do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). A vila fica na Avenida Duque de Caxias, 4.159/4.169, na Vila São Caetano.


SERVIÇO
16º Festival de Mágicas. Dias 10 e 11 de novembro.
Início:
20h, na sexta-feira e 17h, no sábado
Conferência.
Dia 11 de novembro. Início: 14h. Encerramento: 17h.
Participação mediante inscrição através do e-mail: festivalmagipar@gmail.com
Local:
Usina Cultural [Avenida Duque de Caxias, 4159/4169, Vila São Caetano] Entrada franca

Festival de Arte Degenerada reúne mais de 15 artistas neste sábado

Acontece neste sábado o Festival da Arte Degenerada na Vila Cultural Cemitério de Automóveis! O evento terá exposição de trabalhos de cinco artistas plásticos londrinenses. O perfil versátil destes autores é expresso no conteúdo impactante e belo de suas obras. O evento é uma realização do coletivo Mobiliza Londrina.

Permeando desde aspectos cotidianos comuns até abstrações e representações mais subjetivas, as obras suscitam reflexões sobre o “eu”, o “nu” e os tabus que ainda persistem na nossa sociedade.

A banda Maracajá é uma das atrações do evento no sábado - Foto: Divulgação
A banda Maracajá é uma das atrações do evento no sábado – Foto: Divulgação

Os estilos transitam entre o erótico, o sexual, o corpo, gênero, atividades poéticas e o abstrato, com o uso de materiais diversos e técnicas como ilustração, desenho, pintura, entre outras.

Arte puramente “degenerada” e representativa da cidade de Londrina. Artistas estreantes ao lado de nomes consagrados representando a diversidade de olhares e a livre expressão. “O Coletivo Mobiliza Londrina surge em março de 2016, com o advento do processo de golpe de estado no Brasil.Trata-se de uma frente de pauta democrática, antifascista, antigolpista, horizontal e suprapartidária. Seus membros vêm de diferentes organizações da esquerda, havendo militantes de partidos políticos, sindicalistas, participantes de outras frentes e movimentos sociais, assim como pessoas independentes.Os esforços deste Coletivo estão justamente em ampliar a resistência da esquerda no Brasil, através da mobilização conjunta de suas diferentes vertentes, frente ao estado de exceção”, contou Ester Falaschi, membro do coletivo à nossa reportagem.

Segundo a divulgação, a ideia do festival é demarcar o direito à diversidade, a despeito daqueles que pretendem “queimar em fogueiras” tudo aquilo que diverge da onda higienista que tenta calar este país.

O fotógrafo Fagner Bruno (autor de imagens clicadas durante a ocupação da Câmara Municipal) é um dos artistas que irá expôr no evento de sábado - Foto; Fagner Bruno
O fotógrafo Fagner Bruno (autor de imagens clicadas durante a ocupação da Câmara Municipal) é um dos artistas que irá expôr no evento de sábado – Foto; Fagner Bruno

Assim, o Festival da Arte Degenerada de Londrina não somente presta homenagem àqueles artistas “recusados” pelo nazifascismo, como também traz uma reflexão urgente sobre as censuras contemporâneas que a cultura, a arte e a educação vêm sofrendo pelo neoconservadorismo de extrema-direita, que joga uma cortina de fumaça, através da polêmica, nos reais problemas do Brasil, do Paraná, de Londrina e região.

Confira uma entrevista com a organização do evento:

Rubrosom – Como foi pensada a seleção dos artistas e músicos para este evento da ‘Arte Degenerada’? Além do trabalho de cada um, teve uma preocupação também em  buscar nomes que tivessem identificação com as pautas do evento?
(Nadia Val) Com certeza! O Festival, além de ser uma festa, é um ato político, de posicionamento contra a censura, o retrocesso, o golpe e contra esse conservadorismo de boutique que quer destruir a arte, a cultura, a educação, a liberdade de pensamento e vive difamando trabalhadores e minorias enquanto criam cortinas de fumaça para encobrir os verdadeiros problemas do país. Enfim, esta festa é um ato pela liberdade e pela diversidade e todos os envolvidos são voluntários, ninguém está ganhando um centavo pra participar (a grana arrecadada será revertida para as futuras ações do Mobiliza e uma parte vai para a manutenção da Vila que abriga o evento). Portanto sim, a curadoria do evento buscou artistas com consciência política e que participassem da festa pela causa. Fizemos a seleção tentando trazer para o evento artistas das mais variadas vertentes, para todo tipo de gosto e público, que sem dúvida expressassem na sua arte a inquietação e o posicionamento que o momento requer.

De uns anos pra cá, vimos realmente um ‘levante conservador’ (na cidade e no geral) contra movimentos artísticos… O que você acha que pode ter possibilitado essa ‘crescente’ conservadora (e que ainda encontrou grande apoio popular em várias cidades) em tão pouco tempo?
A onda conservadora surge mundialmente, num contexto de descrença ética institucional – devido a mais um ciclo de fracasso do capitalismo – como ilusória alternativa moralizadora e organizativa, quando, na verdade, tem atuação moralista e uniformizante. Além disso, o espalhafato midiático que o conservadorismo produz, tem a função de cortina de fumaça para a ociosidade, os desmandos, os projetos de interesse das elites e a corrupção.

O artista Higor Meija também é um dos expositores confirmados para o evento - Foto: Divulgação
O artista Higor Meija também é um dos expositores confirmados para o evento – Foto: Divulgação

A ideia é ser um festival periódico? Outras edições já estão planejadas?
(Ester Falaschi)
Estamos apaixonados pelo Festival da Arte Degenerada e a vontade de fazer outras edições é enorme! Vamos analisar, mas enquanto o Festival for espaço para a resistência libertária e a militância política, ele vai existir.
(Nádia Val)
Se for pela quantidade de gente interessada, teríamos que organizar uma por mês (risos). Além das pessoas que convidamos e acabaram não podendo participar desta vez por causa de agenda, bastou lançarmos o evento no Facebook pra nossa caixa de mensagens fervilhar de artistas interessados. Conseguimos até fazer alguns encaixes no cronograma, mas a vontade era de colocar todos! E a resposta do público ao evento também, antes mesmo dele acontecer, está sendo muito surpreendente! Acredito que todos estamos precisando de uma festa assim para elevar a alma, em meio às tensões que estamos vivendo, pra dar um respiro no meio de tanta coisa ruim que vem acontecendo aqui em Londrina. Tenho certeza que iremos sair deste evento revigorados, cheios de energia e prontos pra continuar firme e forte na luta!

Confira os nomes dos artistas e grupos participantes:

EXPOSIÇÃO ARTÍSTICA: Cezar Bueno | Dani Stegmann | Hígor Mejïa | Nenê Jeolas | Peterson Dias EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: Ivo Ayres | Fagner Bruno de Souza | Kafo Nogueira | Matheus Pallisser | Valdir Pimenta APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS: Risoflora (Edna Aguiar) |  Grazzi Ellas (Mel Campus) | Sereia do Amazonas (Renan Cavalari Popowicz) | FILME: Arquitetura da Destruição ATRAÇÕES MUSICAIS: Adilza Carvalho | Don’t Touch Me | Fugitivos da Cuíca | Maracajá | Os Sucuris | Discotecagem: Fábio Indígena do Axé


SERVIÇO:

Coletivo Mobiliza apresenta:
FESTIVAL DA ARTE DEGENERADA
Quando: 11/11 no Cemitério de Automóveis
Classificação indicativa: Maiores de 18 anos
Entrada: 
R$10,00 (pulseira)

Cultura – Semana da memória e das Diversidades inicia nesta quinta na UEL

O Centro de Letras e Ciências Humanas – CCH com o apoio do Centro de Estudos Sociais Aplicados – CESA e Centro de Ciências Agrárias – CCA, promove a partir de amanhã (09) a Semana da Memória e das Diversidades. O evento tem o objetivo de divulgar as iniciativas da UEL na inclusão social e no combate à discriminação social, étnica, racial, religiosa e de gênero.

A programação reunirá a feira de Artesanato “Mãos que Fazem”, artesanato Kaingang, barracas étnicas (com artesanato variado e comida afro-brasileira e barraca de pastel do Japonês), e produtos do assentamento rural Eli Vive do MST.

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Segundo o coordenador da Semana, prof. Fábio Lanza, nossa intenção é sensibilizar para o diálogo entre as diferentes identidades e influenciar nos posicionamentos sócio-políticos para a convivência harmoniosa, democrática e no respeito às diversidades.

No espaço CCH Cultural localizado em frente à Casa do Pioneiro, acontece a mostra de orquídeas do Orquidário da CCA, em conjunto com a exposição “Des-Dobráveis” de kim Nobille e reapresentação da mostra “Corpo e Religiões” – LERR/GT ANPHU (2009) do Prof. Marco Soares, (para maiores de 18 anos).

Na quinta, no horário das 12.00h, teremos a apresentação do Grupo Nen Ga, de dança Kaingang e do Regional Maria Boa às 17.30 h na abertura do evento. No dia 10 estarão conosco o animado Maracatu Sementes de Angola, às 12.00 hs, saindo do R.U até a Casa do Pioneiro.


INFORMAÇÕES
Semana da memória e das Diversidades
09 e 10 setembro, quinta e sexta-feira, no horário das 8.00 às 19hrs
(indicado para maiores de 18 anos)

 

Arte e Censura – Sesc Cadeião realiza circuito de debates

No mês de novembro, o Sesc Cadeião Cultural dá continuidade à programação do Café Com Quê e traz para o público londrinense um ciclo de debates temático. Com encontros agendados para os dias 7 e 28 de novembro, o projeto vai promover dois bate-papos especiais sobre Arte e Censura, discutindo questões conceituais relacionadas à manifestação e à fruição artística no tempo presente.

No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente - Foto: Divulgação
No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente – Foto: Divulgação

O primeiro encontro, que abre o circuito, acontece na próxima terça-feira, 7, e conta com a presença do professor, ator e pesquisador Aguinaldo Moreira. Aguinaldo traz o debate “O Corpo em sua Manifestação Artística” e discute, a partir de seu trabalho de pesquisa em performance, a presença do corpo nu nas artes cênicas e outras linguagens.

Aguinaldo Moreira integra o corpo docente do curso de Artes Cênicas da UEL e reúne em seu trabalho de pesquisa o estudo sobre o Corpo Ator. No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente.

Formas sociais da liberdade e da censura
No dia 28 de novembro, dando continuidade ao circuito, os professores Manoel Dourado Bastos e Marcia Neme Buzalaf trazem o debate “Formas Sociais da liberdade e da Censura: para vencer o ressentimento”. Na oportunidade, os professores apresentam alguns debates teóricos consolidados que possibilitam ao público a compreensão dos conceitos e das formas de liberdade e de censura ao longo do tempo.

Sobre
O projeto Café Com Quê? é uma iniciativa do Sesc que comtempla a realização de debates e palestras sobre arte, cultura, filosofia e temas afins. O circuito recebe, via edital, propostas da comunidade geral que, depois de selecionadas, são apresentadas ao público no espaço da Galeria de Artes do Cadeião, sempre nas noites de terça-feira. Os encontros acontecem sempre às 19h30 e são abertos ao público, com participação gratuita.


Café com Quê – Ciclo de debates sobre Arte e Censura
“O Corpo Em Sua Manifestação Artística”
com Aguinaldo Moreira

No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente - Foto: Divulgação
No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente – Foto: Divulgação

Café com Quê – Ciclo de debates sobre Arte e Censura
“O Corpo Em Sua Manifestação Artística” com Aguinaldo Moreira
Dia 07/11 – às 19h30 SESC Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52, Londrina/PR)
Entrada gratuita

Mostra Engatinhando faz edição neste final de semana

Mesmo sem o PROMIC, patrocinador das outras edições do Engatinhando – Mostra de Arte desde Bebê, o evento terá uma edição reduzida,”Pocket” neste final de semana em Londrina. No sábado, dia 21, haverá duas sessões, às 15h e às 16h30 espetáculo    “Berço de Espuma – Teatro para Bebês de 0 a 3 anos”, com o grupo Papo Corpóreo, no Clac Circo.

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No domingo, dia 22, as atividades vão ser no Canto do MARL, das 15h às 18h. A Feirinha de troca de roupas e acessórios para crianças começa às 15h. Às 16h tem “Histórias para pequeninos : Era uma vez um homem, era uma vez um gato”, com Andrea Pimenta e Daniella Fioruci,  e a partir das 17h, vivência para as crianças mais novas.

O Engatinhando é organizado por Andrea Pimenta e conta com o apoio do Clac Circo e do MARL – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina. Não haverá cobrança de ingressos, mas as pessoas podem colaborar com o evento de forma espontânea, a famosa “entrada ao chapéu”.


Programação:
Dia 21, às 15 horas – Berço de Espuma no Clac Circo – Rua Prof. Samuel Moura, 451.
Dia 22 Canto do Marl – Av. Duque de Caxias, 3241
15h até as 18h – Feirinha de roupas e acessórios para crianças.
16h – Histórias para pequeninos : Era uma vez um homem, era uma vez um gato.
17h – Vivência para as crianças mais novas.
Entrada ao chapéu

 

Entrevista – Aldo Moraes fala sobre suspensão de ação judicial

‘Não havia padrões de prestação de contas definidos, falamos de projetos de quase 20 anos atrás, o que gerou diversas questões’, contou o músico e ex-Secretário de Cultura Aldo Moraes em entrevista ao Rubrosom. Aldo havia sido nomeado no começo do ano para a pasta da cultura no município de Londrina, no entanto, após a notícia de que supostas contas em aberto – Decorrentes de projetos realizados ainda nos anos 90 com recursos do município – tiveram repercussão, o músico optou por não assumir o cargo. Embora as contas, segundo ele, já tivessem sido prestadas.

Em julho, ações judiciais que apontavam supostas contas em aberto foram suspensas - Foto: Divulgação/Facebook
Em julho, ações judiciais que apontavam supostas contas em aberto no nome de Aldo foram suspensas –
Foto: Divulgação/Facebook

Recentemente, após a abertura de uma ação rescisória feita junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, a questão da  cobrança foi em 1ª instância. Ele tinha sido condenado por não prestar contas em projetos executados com recursos públicos. Na ocasião foi divulgado que o músico e escritor precisaria devolver mais de R$ 500 mil aos cofres públicos.

Segundo Aldo Moraes, não houve direito à defesa, e por causa de mudanças na legislação houve essa condenação, mas os recursos foram gastos e comprovados em projetos que ele coordena há mais de 10 anos, como o “Batuque na Caixa”, entre os anos de 1999 e 2002.A condenação em 1ª instancia era real e o prefeito, à época mencionou que não sabia. Moraes participou somente da primeira reunião entre os secretários dessa gestão e depois pediu exoneração. Nesta entrevista, o músico comenta à reportagem mais detalhes envolvendo essa suspensão da ação.

Falando sobre a situação da ação rescisória (ligada à prestação de contas)… Parece que houve algumas questões, como a cobrança de contas cujo próprio município já não tinha acesso aos detalhes.
Aldo: Isso, os referidos projetos aconteceram em 1999 e 2002, foram 3 projetos (Batuque na Caixa, Arte Brasilis e Ritmos Brasileiros na Rede). Na época prestamos conta dentro do prazo, não havia exatamente um padrão de prestação de contas (formulários definidos), nenhuma orientação formal, mas é sempre aquela coisa, saiu o dinheiro e o gasto precisa condizer com o recurso que saiu. Havia diferentes do que existe hoje (Com o Promic), abríamos uma conta corrente, movimentando a conta em seguida com cheque… Nós tínhamos na época a CPMF, um dos projetos, cujo valor era de R$ 47 mil na época, e havia duração de quase um ano, havia uma cobrança alta de CPMF.

Ai por exemplo, não havia uma questão decidida sobre como se daria a cobrança do CPMF, isso era cobrado automaticamente na conta do projeto. Detalhes assim para os quais não havia decisão formal, mas, que fomos questionados sobre. Nosso problema nunca foi responder os questionamentos, resolver a questão e até devolver valores para o município… Mas mesmo assim, poderíamos negociar eventuais valores. O que aconteceu é que os primeiros questionamentos só surgiram muitos anos depois, quase 10 anos, após a realização dos projetos. Então, depois do projeto realizado, reconhecido pela imprensa, eu não poderia mais de 10 anos devolver valores neste padrão, até porque o projeto foi realizado, chegou-se a um ponto em que não teríamos como chegar neste valor… O processo depois foi para justiça, houve uma serie de problemas no âmbito legal, chegou-se a uma condenação, resultando no imbróglio da época da nomeação, que você citou.

A condenação apareceu por volta de 2015 para você, correto?
É… na verdade a condenação foi em setembro de 2015, mas, eu nunca fui notificado, inclusive, eu  imagino que pode ter sido mandado para outro endereço, porque a juíza (TJ) ‘entre os problemas formais do projeto, cita a falta de notificação’, então, por todos esses erros, avaliamos os pontos e entramos com uma ação rescisória. Na ocasião eu desisti da Secretaria de Cultura, para deixar a administração municipal a vontade, e acabamos optando pela ação, que vai no sentido de entender que decorrido atualmente quase 18 anos da realização do projeto, não é possível avaliar os gastos da mesma forma. Por exemplo, com que regras você irá avaliar isso? Com regras do passado? Mas isso pode gerar até outros problemas maiores, com este volume de situações, o TJ concedeu a suspensão dos efeitos da situação, está sendo avaliado o mérito dessa situação.

Ao final, será decidido por acatar a ação ou, eventualmente, manter a condenação. Então a gente aguarda esta decisão, nossa situação é mais neste sentido, a gente já considera a suspensão uma vitória porque ela já aponta uma tendência, até porque há outros casos semelhantes em outros estados com casos positivos e semelhantes à situação aqui de Londrina. (Semelhança denominada como jurisprudência).

Falando novamente da época da desistência da Secretaria… Você optou por abrir mão da pasta, não houve uma proibição propriamente dita.
Primeiro que, como amigo, como parceiro da administração, nunca quisemos criar nenhum constrangimento… Precisávamos também de tempo e cabeça fria para avaliar o processo todo, pensar em qual caminho nós iríamos tomar. Não dava pra ficar no meio do ‘fogo cruzado’, era importante deixar a administração a vontade, também para podermos pensar na defesa e nos procedimentos…

No futuro, tendo outra possibilidade de assumir a secretaria, você gostaria de participar então?
Sim, gostaríamos no futuro de retornar. Claro, por agora, desejamos que a administração faça um bom trabalho e a cultura se expanda, mas, no futuro, havendo outra possibilidade de assumir a secretaria, estamos disponíveis. Até porque nós nos preparamos para isso, até porque, dialogando com as pessoas, buscando informações… Claro que, com essa situação na justiça, mesmo com a vitória, queremos dar uma pausa, nos dedicar a outros projetos e aguardar o futuro.

Na época eu não dei entrevistas, não falei com a imprensa, mas emiti uma carta abertas. como a condenação surgiu meio de surpresa, eu também tive um impacto emocional e optei por não dar declarações. A carta aberta apenas citava o que ocorreu sem contestar nada do que foi veiculado.

Falando sobre Promic, você está como membro de uma comissão para discutir o novo edital do Promic, tem novidades?
Com essa mudança da lei 13019, havia uma dificuldade em estabelecer vínculo com pessoas físicas, o que gera impedimento para projetos independentes, mas, temos buscado algumas soluções. Não é exatamente a modalidade de convênio, mas será um recurso concedido pelo mérito da proposta, não haverá mais rubricas e nem toda aquela documentação complexa que hoje se tem com o Programa. Em breve, tão logo a proposta esteja adequada e aprovada, a Secretaria de Cultura irá abrir o novo edital.