Cultura – Semana da memória e das Diversidades inicia nesta quinta na UEL

O Centro de Letras e Ciências Humanas – CCH com o apoio do Centro de Estudos Sociais Aplicados – CESA e Centro de Ciências Agrárias – CCA, promove a partir de amanhã (09) a Semana da Memória e das Diversidades. O evento tem o objetivo de divulgar as iniciativas da UEL na inclusão social e no combate à discriminação social, étnica, racial, religiosa e de gênero.

A programação reunirá a feira de Artesanato “Mãos que Fazem”, artesanato Kaingang, barracas étnicas (com artesanato variado e comida afro-brasileira e barraca de pastel do Japonês), e produtos do assentamento rural Eli Vive do MST.

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Segundo o coordenador da Semana, prof. Fábio Lanza, nossa intenção é sensibilizar para o diálogo entre as diferentes identidades e influenciar nos posicionamentos sócio-políticos para a convivência harmoniosa, democrática e no respeito às diversidades.

No espaço CCH Cultural localizado em frente à Casa do Pioneiro, acontece a mostra de orquídeas do Orquidário da CCA, em conjunto com a exposição “Des-Dobráveis” de kim Nobille e reapresentação da mostra “Corpo e Religiões” – LERR/GT ANPHU (2009) do Prof. Marco Soares, (para maiores de 18 anos).

Na quinta, no horário das 12.00h, teremos a apresentação do Grupo Nen Ga, de dança Kaingang e do Regional Maria Boa às 17.30 h na abertura do evento. No dia 10 estarão conosco o animado Maracatu Sementes de Angola, às 12.00 hs, saindo do R.U até a Casa do Pioneiro.


INFORMAÇÕES
Semana da memória e das Diversidades
09 e 10 setembro, quinta e sexta-feira, no horário das 8.00 às 19hrs
(indicado para maiores de 18 anos)

 

Folia de Reis – Cias de Londrina são selecionadas para Festival em Paranavaí

Duas companhias de ‘Folia de Reis’ foram selecionadas para participar da 35ª Edição do Festival de Folia de Reis, realizada pelo Sesc Paraná/Unidade Paranavaí. O evento conta com oito companhias classificadas. As duas da cidade são Mensageiros da Paz e Santa Luzia. Os selecionados vão se apresentar neste domingo(19), no Centro Esportivo Sesc Paranavaí.

Cias de Londrina são selecionadas para Festival em Paranavaí
Materiais impressos, imagens e também fotografias do acervo do grupo ‘Mensageiros da Paz’ foram expostas em dezembro na biblioteca municipal de Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A seleção foi feita através de edital e as selecionadas receberão ajuda de custo para a viagem. Além desta apresentação serão convidadas para atividades formativas realizadas junto a escolas públicas da região, no período entre agosto e dezembro deste ano. A divulgação do edital contou com o apoio da Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, que fez reunião com os grupos para a informação das regras para a participação. Sobre o trabalho do grupo, um dos integrantes conta sobre a experiência”Desde 1989 fazemos o trabalho com o grupo ‘mensageiros’ aqui na região. É muito gratificante a receptividade das pessoas. Quando ‘encontramos’ o pessoal em casa, na época da Folia de Reis, a sente que o carinho é muito grande. Desde criança pequena fazemos isso, meu pai era Folião, e continuamos seguindo com a tradição…”, contou à reportagem Francisco Garbosi, que atualmente tem 77 anos., e é o embaixador do grupo Mensageiros da Paz de Londrina.

O grupo 'Mensageiros da paz' de Londrina que já tem mais de 25 anos de atividades na região - Foto: Divulgação
O grupo ‘Mensageiros da paz’ de Londrina que já tem mais de 25 anos de atividades na região – Foto: Divulgação

De acordo com a diretora de Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural da Secretaria, Vanda de Moraes, a iniciativa promovida pelo Sesc colabora para manter viva a tradição da Folia de Reis. “É um trabalho que reúne grupos de diversos municípios e promove a valorização da cultura regional do Estado, além de valorizar esta manifestação cultural, festiva e religiosa do País”, destacou.

Forró do aluguel – Música e dança movimentam domingo na Vila Brasil

A cultura e a música popular brasileira foram destaque na primeira edição de 2017 do Forró do Aluguel, realizado na ‘Casa da Vila’ (Na Vila Brasil) no último domingo (22). O evento já tradicional reuniu amantes da música brasileira e de ritmos regionais em um evento totalmente dedicado à cultura popular. O som começou por volta das 18h. O evento é uma das ações realizadas pelo espaço com a ideia de arrecadar recursos para pagar o aluguel do local, que atualmente, segue como espaço cultural independente.

Público considerável compareceu no evento que seguiu até perto das 22h - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Público considerável compareceu no evento que seguiu até perto das 22h – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Quem iniciou os trabalhos foi o pessoal do Regional Maria Boa dedicado à pesquisa e estudo do choro. Mandando alguns ‘choros’ clássicos – Com direito até a uma versão animada de ‘brasileirinha’, que encerrou a apresentação. O grupo desenvolve um trabalho da pesquisa de rítmos brasileiros já há alguns anos, e se popularizou com apresentações em rodas de choro e espaços da cidade, dedicados à música brasileira. Segundo o cavaquinista Wellington Filho, o grupo planeja atualmente apresentações e projetos para 2017.

Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O espaço do bar contou com lanches e salgados preparados pela Cheiro Verde (Que contou inclusive com opções vegetarianas). Após o término da apresentação do ‘Regional’, uma sala interna na ‘Casa da Vila’ foi o espaço para o som do Forró Caviúna. Em um ambiente intimista – Que permitia muito mais gente do que compareceu ao final – e com uma iluminação reduzida, dezenas de casais (E até dançarinos ‘solo’) se envolveram no som do quarteto. Não faltaram clássicos do forró ‘pé de serra’ e músicas históricas do gênero.

Um 'pouco' do público que marcou presença na apresentação do Forró Caviúna - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Um ‘pouco’ do público que marcou presença na apresentação do Forró Caviúna – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Toda a equipe da produção do evento trabalha voluntariamente. Artistas e membros de outros coletivos (Como o Teatro de Garagem, o ECOH e também de outros grupos musicais) também estiveram pelo local ajudando a somar no evento. De acordo com Marcelo Pinhatari, um dos gestores da vila, o evento marca também o início das atividades de 2017. “Aqui no espaço acontecem também rodas de capoeira todos os meses, e também, outros eventos voltados à cultura popular”, contou Marcelo. O espaço já contou com o apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura, mas, há quase 5 anos seguem com atividades e eventos bancados de forma totalmente independentes.

Forró Caviúna se apresentando em uma sala bastante 'preenchida' pelo público - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Forró Caviúna se apresentando em uma sala bastante ‘preenchida’ pelo público – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Maracatu – Projeto recebe Mestra Joana Cavalcanti

O projeto intitulado ‘Semeando Maracatu’ realiza, na quarta-feira (24) e no sábado (27), oficinas especiais com a Mestra Joana Cavalcante. As oficinas são gratuitas e abertas ao público, especialmente para interessados no ritmo pernambucano. Os encontros tem início ás 15 horas, e serão realizados na Vila Cultural Flapt, localizada na rua Lino Sachetin, 497, no conjunto Luiz de Sá. O projeto é realizado pelo grupo de maracatu de baque virado Semente de Angola, e conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, através do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

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As oficinas são gratuitas e abertas ao público, especialmente para interessados no ritmo pernambucano – Foto: Luiza Braga.

A integrante do grupo Semente de Angola, Thais Hammer, contou que a Mestra Joana é a única mulher a liderar um grupo de maracatu, a Nação de Maracatu Encanto do Pina. “Ela realiza um trabalho extremamente importante lá em Recife, e vem a Londrina nos ensinar vários conceitos com base nessa vivência. Nesses encontros, Joana vai nos trazer ensinamentos sobre as loas, que são as músicas cantadas, e também sobre o batuque, a dança e o canto da nação”, informou.

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Na sexta-feira (26), uma oficina irá abordar o maracatu para as mulheres na Vila Cultural Alma Brasil – Foto: Luiza Braga.

O trabalho desenvolvido pela Mestra Joana envolve também a luta pelos direitos das mulheres. “Ela rege o grupo Maracatu Baque Mulher, em Recife, formado só por mulheres, com músicas que denunciam o machismo e a violência contra a mulher, conscientizando sobre estes temas”, disse Thais. Na sexta-feira (26), uma oficina irá abordar o maracatu para as mulheres na Vila Cultural Alma Brasil. O encontro é gratuito, e começa às 19h30, na rua Mar Del Plata, 93.

Sobre o projeto – As oficinas formativas de maracatu estão sendo realizadas desde junho na Vila Cultural Flapt. Segundo Thais, as aulas são gratuitas e ocorrem à tarde, semanalmente, com a participação de cerca de dez pessoas. “É um pessoal bem diversificado, crianças, adolescentes e adultos. Nas aulas, ensinamos o que é a dança maracatu, o toque, confecção de tambor, e nossa intenção após as oficinas com a Mestra Joana é dar prosseguimento na confecção de instrumentos e de estandarte, para fundar ali um grupo completo”, explicou.

(Com informações da assessoria de imprensa)


SERVIÇO
Projeto ‘Semeando Maracatu’ com Joana Cavalcanti
Quando:
Hoje (24) e sábado (27) às 15h
Quando: Vila Cultural Flapt (Rua Lino Sachetin, 497)
(Entrada gratuita)

RAIZ – EVENTO COM MÚSICA SERTANEJA MOVIMENTA REGIÃO SUL

E no penúltimo domingo de agosto (mesmo dia de encerramento das olimpíadas do Rio, um 21 de agosto) o dia foi de música na Vila Cultural de Comunicação Popular, no conjunto Saltinho, na região sul de Londrina. Dando continuidade a eventos mensais, o espaço realizou um grande evento, voltamos principalmente a moradores da região, onde mais de 10 artistas de música sertaneja (Entre duplas, trios e participações especiais) se apresentaram. Durante o evento, foi servido também um almoço ao público e até foram realizadas outras atividades, como um bingo com pequenas premiações. O evento começou por volta das 11h30, com entrada gratuita para os participantes.

Mais de dez artistas diferentes relembraram clássicos da música sertaneja no último domingo (21) - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Mais de dez artistas diferentes relembraram clássicos da música sertaneja no último domingo (21) – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Famílias, casais e curiosos de várias idades compareceram à vila cultural para prestigiar o melhor da música sertaneja de raíz – Teve de tudo, passando por pérolas como Menino da Porteira, Chorei de Saudade e muito mais. “No nosso trabalho a gente toca principalmente música sertaneja, música pra bailão, tocamos muito na região de Astorga. O povo gosta muito das canções clássicas, nos eventos, geralmente no fim tocamos algo dos anos 60, Roberto Carlos… Tudo o que o pessoal pede na hora, tem muita música que marca as lembranças do povo, mas o sertanejo é mais nosso foco (Chico Rey, Milionário e José Rico… etc)”, contou ao RubroSom o músico Sebastião Gregório que se apresentou com o grupo ‘Memories’ ao lado dos companheiros Marino e ‘Zé do Laço’ no evento do domingo.

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O evento teve início por volta das 11h30 e reuniu diversos moradores da região, além de outros bairros da cidade – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Além de eventos pontuais, a vila desenvolve atividades paralelas como cursos de dança e música durante todos os outros dias da semana. O local conta com o apoio do Programa Municipal de Incentivo á Cultura (Promic). Eventos em datas comemorativas têm se tornado habituais na programação do local. “Ano passado fizemos uma roda de viola feminina, também na mesma semana e neste ano é o primeiro evento do tipo que fazemos” conta Maria Inês Gomes, Presidente da Associação de democratização da comunicação, que é mantenedora da vila cultural. “Esses eventos são todos os meses, além da música temos atividades diferentes, para as famílias dos músicos também, sempre há uma novidade, para que o pessoal volte nos próximos também. Em média comparecem entre 50 e 60 pessoas em todos os eventos… Em julho tivemos um baile com atrações gaúchas, e a ideia é sempre tornar a música acessível para o pessoal da região” contou Maria Inês Gomes, Presidente da Associação de democratização da comunicação, que é mantenedora da vila cultural. “Sempre que estamos disponíveis, a gente toca aqui na Região Sul, tocamos muito pra fora mas, em eventos assim, com preço acessível para todo mundo é sempre bom de participar… Reencontramos sempre amigos e é muito bom. Nós estamos gravando um disco atualmente (com o nome de trio GTM), quando estamos em estúdio ficamos mais na cidade, sem viajar. A previsão é sair no próximo ano, serão sete composições e mais cinco regravações… “conta o músico Zé do Laço (o ‘Texano”) sobre o lado autoral do trabalho.

Mais de dez artistas diferentes relembraram clássicos da música sertaneja, entre eles o grupo 'memories' - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Mais de dez artistas diferentes relembraram clássicos da música sertaneja, entre eles o grupo ‘memories’ – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Atualmente realiza também oficinas para formar um grupo de comunicação popular voltada para atividades do espaço. Próximas reuniões acontecem no próximo mês. A página da vila cultural sempre disponibiliza a programação dos eventos.