Palhaços – Companhia de Londrina é premiada em festival do Piauí

Pelo segundo ano consecutivo, a companhia ‘Os Palhaços de Rua’, de Londrina, foi premiada no 6º Festival  Nacional de Teatro do Piauí. O espetáculo intitulado ‘Vikings e o Reino Saqueado’ levou os prêmios de melhor ator, para Adriano Gouvella e Lucas Turino (Adriano foi o ganhador desse mesmo prêmio na edição passada do festival).

A peça também foi premiada na categoria de melhor maquiagem, e ainda, teve indicações nas categorias de de melhor Dramaturgia, Direção e Figurino. “O processo de concepção do espetáculo veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo…” contou o ator Adriano Gouvella, integrante da companhia.

Segundo os atores, a serie "Vikings" do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços - Foto: Daniele DiasSegundo os atores, a serie “Vikings” do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços – Foto: Daniele Dias

Foi a segunda participação do grupo londrinense, no evento que ocorreu na cidade de Floriano, e é um dos mais importantes da região. Ao todo, 31 grupos de teatro participaram do festival totalizando mais de 150 artistas de todas as regiões do país. Em um ano turbulento para coletivos e grupos de Londrina, Adriano contou à reportagem que tais prêmios reforçam a importância da pesquisa e trabalho feitos com o coletivo. E fique ligado, a peça estreia em Londrina, no dia 23/12 às 11h na Praça Floriano Peixoto, ao lado da Catedral, com entrada gratuita.

Veja entrevista a seguir:

Vocês estrearam um novo espetáculo ‘Vikings e o Reino Saqueado” e foram premiados, no 6° Festival Nacional de Teatro do Piauí… Quantas vezes já estiveram no festival?
Sim, estreamos o espetáculo lá, mas não éramos os únicos do Paraná, havia mais um grupo de Foz do Iguaçu. Essa foi nossa segunda participação no festival.

A peça em questão, cruza elementos da cultura nórdica viking e a arte do palhaço como proposta estética e base para discutir relações humanas… Como surgiu a ideia de misturar essas referências, aparentemente, tão distantes?? Tem algum autor ou coletivo que influenciou o trabalho de vocês nessas misturas?
A ideia de misturar essas referências surgiu quando começamos a nos questionar sobre a situação atual do país e como poderíamos trabalhar isso sendo palhaços, nessa mesma época estávamos assistindo ao seriado “Vikings” do History Channel, que gostamos muito e a partir daí começamos a relacionar um tema com o outro e ir mais a fundo na pesquisa. Esta mistura partiu de nós mesmos, não teve algum autor ou alguém que influenciou, mas a pesquisa se pauta no autor “James Graham-Campbell” e alguns dos seus livros sobre a cultura viking, além da atual situação do Brasil que acaba de passar por um golpe de estado.

Falando de Londrina especificamente, foi um ano um pouco complicado para produtores culturais em geral (houve o cancelamento do Promic e uma serie de outras questões)… A Cia Palhaços de Rua também se viu prejudicada em meio à tantas dificuldades?
Sim, foi um ano bem turbulento para a cultura no país todo e em Londrina não foi diferente; a Cia. foi prejudicada em seus projetos assim como vários produtores culturais da cidade. O PROMIC sempre foi um exemplo de incentivo a cultura, mas vem sendo ameaçado ultimamente e isso faz com que pensemos quais as pessoas que realmente estão ao lado do povo? Quais são os interesses destas pessoas? Quem de fato apoia a cultura? E quem quer desmonta-la?

Foi o segundo ano consecutivo premiado (e com nomeações no festival), do ponto de vista da pesquisa/estudo que vocês fazem, em tempos de recessão pra cultura, esses festivais ganham ainda mais importância talvez? (no sentido de promover a circulação dos espetáculos, etc…). Pode comentar sobre?
Sim, foi o segundo ano consecutivo no festival e com premiações e indicações importantes, isso para nós é uma felicidade muito grande e reforça ainda mais a qualidade dos trabalhos artísticos que são produzidos em Londrina. Em tempos sombrios em que a cultura vem sofrendo um desmonte em nível nacional, esses festivais são um respiro de sobrevivência e resistência! Com certeza ganham ainda mais importância nestes tempos de recessão; eles promovem o encontro entre artistas e, entre artistas e público, promove debates de ideias, trocas artísticas, políticas, culturais, sociais e novas perspectivas.

Como foi o processo de concepção da ideia toda? – Lembro que no fim de 2016 vocês já estavam desenvolvendo a montagem toda…
O processo de concepção veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo poética. Sim, realmente no fim do ano passado já conversávamos sobre esse projeto e aí colocamos a mão na massa de fato em janeiro desse ano até o presente momento, foi um ano de trabalho até a estreia. Chamamos alguns profissionais para se juntar ao nosso time e assim veio a parceria por exemplo, com o figurinista Alex Lima, que fez um trabalho extraordinário em conjunto com nossa pesquisa, não só ele mas o marceneiro Caio Blanco e muitas outras pessoas talentosas que estão envolvidas em todo processo.

Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional do Piauí - Foto: Divulgação
Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional de Teatro do Piauí – Foto: Nayara Fabrícia

E os projetos para o próximo ano? Além dos ‘Vikings e o Reino Saqueado”, vocês seguem circulando com outros espetáculos ainda certo?
Além dos “Vikings e o Reino Saqueado” seguimos apresentando nosso primeiro espetáculo o “Números” e a contação de história “O Coronel e o Barbeiro”, também ministramos algumas oficinas como: circo, palhaço, acrobacias, parada de mão, malabares e capoeira. Recentemente chegamos de Campina Grande na Paraíba e de Bauru-SP onde fizemos seis apresentações do espetáculo “Números” que teve grande aceitação por parte do público e atendeu várias comunidades carentes e distritos destas duas cidades.

Só pra concluir, quanto tempo tem já a companhia?  Daria pra citar estados (ou até outros países) por onde já se apresentaram??
A Cia. Os Palhaços de Rua completou 4 anos de existência, já realizamos 95 apresentações do espetáculo “Números” e já apresentamos nos estados do: Acre, Rondônia, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Para ano que vem tem novidade internacional surgindo por aí…

Até domingo – Londrina sedia XII Festival de Circo

A Associação Londrinense de Circo realiza, até o próximo dia 4 de junho, o XII Festival de Circo de Londrina, com o objetivo de levar a arte e a cultura circense para a população londrinense, além de proporcionar lazer e diversão para o público. O evento, que é uma continuação do ‘bloco’ iniciado em dezembro de 2016 conta com apoio da Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Acrobacias, manobras e até fundos musicais foram usados no espetáculo Sobrevoltas (Do Circo Enxame de São Paulo) apresentado durante o XXII Festival de Circo em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Acrobacias, manobras e até fundos musicais foram usados no espetáculo Sobrevoltas (Do Circo Enxame de São Paulo) apresentado durante o XII Festival de Circo em Londrina, em 2016 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A programação inclui desde espetáculos circenses, para todas as idades, até oficinas formativas, como seminários e workshops. De 31 de maio a 3 de junho, às 19 horas, haverá diversas atrações abertas ao público na Concha Acústica. No dia 31, os alunos da Escola de Circo de Londrina farão uma apresentação que reunirá acrobacias, malabarismo, equilíbrios e palhaços.

No da 1 de junho, as alunas da Escola de Circo de Londrina farão a apresentação “Rosa Choque”, que aborda preconceitos em torno da mulher, além de assédio moral e sexual. No dia 2 haverá o “Palco aberto”, para artistas convidados. Participam o palhaço Xupetin, além de artistas de rua, os que trabalham com teatro, os alunos da Escola de Circo de Londrina, entre outros.

No dia 3 acontecerá o “Intercambio circense”, um espetáculo que reunirá artistas da Troupe AeroCircus e alunos da Escola de Circo de Londrina, com atuação e direção de Marcos Casuo, fundador do circo Universo Casuo, uma das mais respeitadas companhias de Circo da Améria Latina. Ações formativas – O Festival também está realizando desde ontem, segunda-feira (29), atividades formativas, como reuniões, oficinas, seminários e workshops, com o objetivo de levar conhecimento às pessoas que trabalham na área.

O XII Festival de Circo de Londrina é um dos projetos aprovados para 2017 - Foto: Circo Palombar (Via Facebook)
O XIII Festival de Circo de Londrina é um dos projetos  aprovados para 2017 – Foto: Circo Palombar (Via Facebook)

Nesta quarta-feira (31), das 9 às 12 horas, haverá o seminário com o tema “A Formação de Formadores- História e Futuro da parceria RCM-BR e Cirque Du Monde”. Será na Secretaria Municipal de Cultura, localizada na Praça Primeiro de Maio, 110 (em frente à Concha Acústica). O evento é gratuito e voltado às instituições que desenvolvem atividades artísticas e culturais com crianças e adolescentes. Para participar não é necessário fazer inscrição prévia.

O Festival reúne ainda oficinas de Técnicas de Clown, com Marcos Casuo. A atividade acontecerá no dia 2 de junho, das 9 às 12 horas, na sede da Secretaria Municipal de Cultura, e no dia 3 de junho, no mesmo horário, na Escola de Circo de Londrina. Para participar é necessário se inscrever, por meio do e-mail adm@circolondrina.org .A atividade é gratuita e é voltada a pessoas que já têm iniciação em palhaço.

Para finalizar o festival, no dia 4 de junho, a partir das 9 horas, haverá um grande evento, que reunirá manifestações artísticas e esportivas periféricas, um Campeonato de Skate, Batalha de Rima, Batalha de B.Boy e B.Girl, e ainda torneio de Volei Clave. Será na sede da Escola de Circo de Londrina, na Avenida Saul Ekind 790, na região norte da cidade.

Mais informações: Facebook do Festival 

Rolezinho de domingo – Vila cultural recebe peça de teatro e apresentação musical

Acontece neste domingo (12) a primeira edição do ‘Rolezinho’ promovido pela Vila Cultural Triolé, região Oeste, em Londrina. O grupo de choro Regional Maria Boa se apresenta a partir das 18h30 em frente à Vila Cultural e, em seguida, acontece também a tradicional apresentação do Triolé, com o espetáculo “Qual a Graça de Laurinda? ”, a entrada será feita através de contribuições voluntárias do público ‘no chapéu’ após o fim das apresentações.

Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O chamado ‘rolezinho’ fará parte da programação cultural do espaço sempre no segundo domingo do mês, em frente à Vila, sempre com apresentações que podem ser de qualquer linguagem artística; música, teatro, intervenções, entre outros, e está aberto para qualquer proposta cultural. A intenção é tornar o final do domingo agradável, principalmente aos moradores próximos ao espaço cultural. Atualmente, a vila está com seleção aberta para artistas e grupos que, eventualmente, queiram se apresentar no espaço. “A vila desde o início (2013) tem o objetivo de movimentar a região. Quando começamos, eramos uma das poucas vilas que estavam mais distantes do centro. Sempre recebemos grupos que ensaiam, mas a ideia é fazer um ‘chamado’ mesmo, ter bastante coisa na programação cultural, e ainda testar coisas”,contou Gerson Bernardes, gestor da vila triolé.

Regional Maria Boa – O projeto Regional Maria Boa nasceu na oficina de choro do Clube do Choro de Londrina, em junho de 2015. Tem como proposta divulgar e difundir a cultura do choro na cidade. Os ensaios são abertos ao público e semanalmente são realizadas as tradicionais rodas de choro.

Espetáculo “Qual a Graça de Laurinda?”- Triolé – Dois palhaços disputam o coração de uma palhaça que só existe na imaginação deles. Tudo de improvável que poderiam aprontar para conquistar a amada foi reunido no roteiro do espetáculo ‘Qual a graça de Laurinda?’, que os atores Alexandre Simioni e Gerson Bernardes encenam sempre ao ar livre, em ruas ou praças.

O espetáculo "Qual a Graça de Laurinda?"foi apresentado ao longo de 2016 também no espaço - Foto: Lafaiete do Vale
O espetáculo “Qual a Graça de Laurinda?”foi apresentado ao longo de 2016 também no espaço – Foto: Lafaiete do Vale

Os palhaços apaixonados só conhecem a amada através de uma foto de jornal. E é aí que a dupla arma o circo. Um duelo com armas de água, uma corrida de dois metros rasos, um strip tease, uma luta de boxe e até uma aula de balé são algumas das peraltices protagonizadas pelos pretendentes.  A montagem, que recebeu o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo em 2010 e já circulou por grande parte do Paraná e outros estados do país, é concebida para todas as idades, incorpora a linguagem do desenho animado. Eles contam a história sem falas, apenas com a linguagem corporal.

Sobre o Triolé: TRIOLÉ é formado desde 2010 pelos palhaços e Gestores Culturais Ale Simioni e Gerson Bernardes. Hoje possui espetáculos em repertório e compartilham a criação, gestão de projetos culturais e do espaço Vila Triolé Cultural. O grupo acredita na descentralização da arte, levando seus espetáculos para locais públicos e distante do centro da cidade. Esta é uma ação constante, desde a criação do Triolé.

A Vila Triolé Cultural é um espaço cultural, localizado na Vila Industrial de Londrina, é patrocinado pelo Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Cultura de Londrina desde 2012,  sua principal finalidade é aproximar a população do entorno a ações culturais realizadas naquele local.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


SERVIÇO:
Rolezinho  – Vila Triolé Cultural
Rua Etienne Lenoir, 155 – Vila Industrial – Londrina
Horário: 18h30
Regional Maria Boa (choro)
Em seguida: “Qual a Graça de Laurinda?” – Triolé

Teatro – Zé Maria & Marizé inicia nova temporada nesta semana

A Cia Curumim Açu apresenta, neste domingo (29), a primeira apresentação da temporada 2017 do espetáculo Zé Maria & Marizé, na Área de Lazer Luigi Borghesi (ao lado do anfiteatro do Zerão) em Londrina. A adaptação da obra “José de Maria”, levada para vários espaços durante o ano de 2016, visa resgatar a magia dos autos e do teatro de rua através da estrutura itinerante. A apresentação será às 17 horas.

Em 2016 o Grupo Curumim Açu fez a releitura do auto "José de Maria", da autoria de Luiz Menezes Peduto, em apresentações por diversos locais de Londrina - Foto: Divulgação
Em 2016 o Grupo Curumim Açu fez a releitura do auto “José de Maria”, da autoria de Luiz Menezes Peduto, em apresentações por diversos locais de Londrina – Foto: Divulgação

Segundo o ator e integrante da Cia Curumim Açu, Rafael Avansini, o espetáculo foi inspirado no auto de Luis Menezes Peduto e introduziu elementos do circo na história, criando um novo contexto para os personagens. “A peça se baseia em um auto de natal e parte desse contexto, mas revive, recria e questiona a questão, trabalhando temas como religiosidade e espiritualidade com referências circenses”, explicou. A peça conta a história de Zé Maria, bonequeiro de um circo itinerante, e que precisa ir ao encontro de Marizé, pois ela está grávida e prestes a conceber. “Durante essa jornada, o público vai reconhecer vários personagens icônicos do circo, como o palhaço, a mulher barbada, entre outros”, contou Avansini. O espetáculo tem patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Zé Maria & Marizé inicia nova temporada nesta semana
O espetáculo é construído cenicamente a partir de referências da memória do circo mambembe, do europeu, e do circo de pulgas nordestino – Foto: Divulgação/Anderson Craveiro

As ideias se mesclam também com as figuras do folguedo popular “Cavalo Marinho” (a velha do bambu, o limpador, o bêbado, Caboclo de Lança, entre outras) e com as da “Comedia dell’Arte” (Il Capitano, Colombina, Arlecchino, Pulcinella) juntando-se às esculturas de barro e aos bonecos articulados de madeira, do artesanato nordestino de Mestres como Salú, que trouxeram referências para a base do trabalho corporal dos atores. Propõe também o questionamento de valores morais associados à instituição da família e aos padrões e normas associados às relações de gênero.
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Apontando o circo como a representação de uma família não tradicional. A peça comunga com a mestiçagem das culturas indígena, branca e negra, que formam a nossa identidade cultural. E tem como objetivo fazer eclodir o vulcão dessa mestiçagem. Para isto, regionalismos e sotaques se misturam fazendo caminhos, escolhas em trânsito. A viagem é tomada como uma possibilidade de encontros, de transformação mútua, de personagens marcados pelo estilo errante: Zé Josés, como nós. Marizés, como a gente. O espetáculo “Zé Maria e Marizé” resgata toda a magia dos autos e do teatro de rua em sua estrutura itinerante.


SERVIÇO
Estreia nova temporada Zé Maria & Marizé – Cia Curumim Açu
Quando: Domingo (29) na Área de Lazer Luigi Borghesi (Zerão)
Horário: 17h

Elenco: Bruno Bazé Herbert Proença Olifa Ollon Rafael Avansinii Thais Regina
Direção: Edna Aguiar Dramaturgia
Dramaturgia: Rafael Avansini

Ação entre amigos – Circo Funcart busca recuros para reforma

A Fundação Cultural Artística de Londrina (Funcart) está realizando uma ação entre amigos, através da rifa de uma motocicleta, como forma de obter recursos para reparos e manutenção do espaço do Circo, situado na R. Sen. Souza Naves, 2380, em Londrina. Segundo a produtora da Fundação, Danieli Pereira da Silva, com a renda obtida através da ação parte dos reparos na estrutura do espaço será iniciada. “Além de reparos na lona (Que está bastante danificada), precisamos também realizar manutenção na fiação na pintura do espaço (Que precisa ser a prova de fogo) e outras questões pontuais”, contou em entrevista ao Rubrosom.

Circo Funcart busca recuros para reforma
Atualmente o circo é utilizado como espaço para apresentações musicais e peças de teatro como, todos os anos, peças feitas por formandos da escola – Foto: Divulgação/Funcart

Segundo a produtora, apenas a rifa não é ainda o suficiente para concluir todas as reformas necessárias no Circo Funcart. De acordo com ela, perto o montante total para as obras teria um valor próximo de R$ 120 mil. “Temos já outras ações para arrecadação como um financiamento coletivo (Através da plataforma Vaquinha) e planejamos já outras ações para 2017, o Circo não conta com nenhum tipo de financiamento público, logo, estamos buscando alternativas, junto ao público, para realizar todas as melhorias”, contou Danieli.

Quem tiver interesse em contribuir com a ação pode comprar um dos números da rifa por R$ 10, e concorrer à uma moto Honda CG 125i Fan 0km. Toda a venda dos números irá ajudar na revitalização do espaço. Informações, direto na Funcart e pelo fone (43) 3342-2362 – O Sorteio termina dia 17 de dezembro.


Ação Entre Amigos Funcart
Quando: Até o dia 17 de dezembro
Preço: R$ 10 cada número da rida de uma motocicleta Honda CG 125i Fan

Festival de Circo – Mais de 250 artistas movimentam Londrina em 5 dias de evento

Terminou no último domingo (11) a programação artística do XII Festival de Circo de Londrina. Durante cinco dias de eventos, iniciados no último dia 7, o festival levou espetáculos, montagens e performances circenses à todas as regiões da cidade, inclusive chegando até aos Distritos Rurais. Além do ‘picadeiro’, montado na Avenida Higienópolis (Região Central) o evento foi notório pela realização de apresentações e espetáculos em espaços como o calçadão, e em outros espaços públicos, tornando assim, os espetáculos acessíveis à mais pessoas.

Apresentações com acrobacias que desafiaram a gravidade marcaram o encerramento no último dia 11 em Londrina - Foto: Divulgação XXII Festival de Circo
Apresentações com acrobacias que desafiaram a gravidade marcaram o encerramento no último dia 11 em Londrina – Foto: Divulgação XXII Festival de Circo

Segundo a organização, mais de 250 artistas participaram do evento durante os cinco dias de programação. O evento, que contou com coletivos de norte a sul do país, foi além do município e chegou a realizar programação também em cidades da região como Rolândia, Arapongas e Sertanópolis. “Foram mais de 60 espetáculos em cerca de 70 pontos diferentes, nós temos o apoio de uma lei de incentivo Estadual do Paraná – Primeira vez que temos esse apoio – é uma edição grande, circula para os distritos rurais… É o poder do circo, ele encanta tanto que é fácil de assimilar com pessoas de várias idades”, contou Sérgio Oliveira, diretor do Festival de Circo de Londrina.

Acrobacias, manobras e até fundos musicais foram usados no espetáculo Sobrevoltas (Do Circo Enxame de São Paulo) apresentado na última quinta-feira (8) em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Acrobacias, manobras e até fundos musicais foram usados no espetáculo Sobrevoltas (Do Circo Enxame de São Paulo) apresentado na última quinta-feira (8) em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A variedade de abordagem dos diferentes grupos é outro dos destaques do evento. Espetáculos mais minimalistas dividiram programação ao lado de apresentações mais complexas e que envolviam robustas estruturas, como é o caso da apresentação ‘Brasil Luz Caminhão Trapézio’ do Picadeiro Aéreo (São Paulo). Em pleno estacionamento do Museu Histórico de Londrina, acrobatas eram suspensos em arriscadas performances que desafiaram a gravidade, e ainda, encantavam o público presente.

Mais de 250 artistas movimentam Londrina em 5 dias de evento
Foto: Circo Palombar (Via Facebook)

De acordo com Sérgio, a curadoria e seleção dos espetáculos se iniciam a partir de uma chamada pública, aberta sempre no meio do ano, onde artistas e grupos (Até mesmo de fora do Brasil) podem submeter materiais para o festival. “Circo é uma linguagem complexa, envolve segurança, risco… A gente busca sempre trazer grupos com reconhecimento, o público tem a possibilidade de ver muitos espetáculos gratuitos”, contou o diretor em entrevista ao Rubrosom. Segundo Sérgio, que também é diretor da Associação de Circo de Londrina, o evento enfrentou ainda dificuldades para localizar espaços, não apenas em Londrina, para viabilizar os espetáculos. “Ainda é muito pouco o que a cidade oferecem em temos de locais adequados para atender a demanda artística, aqui mesmo onde estamos (Lona da Higienópolis) ficamos por cerca de 10 anos ocupados… Fizemos atividades no MARL (Antiga Ules), vemos que essas ocupações são fundamentais para que, as pessoas possam refletir e assim estimular novas ideias sobre a arte e a cultura. Nosso festival tem essa ideia de rersignificar os espaços artísticos”, pontuou Sérgio.

XXII Festival de Circo acontece até o dia 11 em Londrina

Começou hoje, em Londrina o XII Festival de Circo de Londrina, que reunirá mais de 700 artistas (divididos em 40 grupos) ao longo de 80 espetáculos a serem realizados em Londrina a na Zona Rural. A programação é gratuita e prossegue até o próximo dia 11 deste mês.

Teatro de Anônimo (RJ): apresentação na sexta-feira (9), às 20h30, na lona da av. Higienópolis - Foto: Divulgação
Teatro de Anônimo (RJ): apresentação na sexta-feira (9), às 20h30, na lona da av. Higienópolis – Foto: Julia Guimarães/ Divulgação

As apresentações serão em praças, teatros e escolas, com destaque para a grande lona armada na Avenida Higienópolis, que abrigará espetáculos todas as noites. A abertura, nesta quarta, será com o grupo paulista Picadeiro Aéreo, que viaja o Brasil com um caminhão que se transforma em um grande trapézio. O grupo reúne 12 integrantes.

Segundo um dos coordenadores, Paulo Libano, esta edição será a maior já realizada e consolidará o Festival de Circo de Londrina como um dos mais importantes do país. Além das apresentações, o Festival promoverá oficinas formativas com diferentes técnicas, ministradas por artistas e educadores. O Festival também irá promover também debates sobre o tema “Mobilização de recurso” e “Educação Física e as Artes Circenses”.

O XII Festival de Circo de Londrina é uma realização da Associação Londrinense de Circo com patrocínio da COPEL e da Indústria Pennacchi, por meio do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), do Governo do Paraná e do Programa Municipal de Incentivo a Cultura (Promic) de Londrina.

(Com informações da Assessoria de imprensa)


SERVIÇO

Londrina – Grupo apresenta espetáculo O Grande Circo Místico

Depois da parceria de sucesso durante a 36ª edição do Festival Internacional de Música de Londrina (FIML), em julho deste ano, o grupo vocal Entre Nós volta aos palcos com uma nova montagem do espetáculo “O Grande Circo Místico”. “Ciranda da Bailarina”, “Beatriz”, “Na Carreira” e “A História de Lily Braun” são algumas das canções deste espetáculo cênico musical que brinda o público com uma trilha musicada pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. A apresentação acontece nesta terça (13), no Bar Valentino sob coordenação musical de Monique Kodama e direção cênica de Silvio Ribeiro.

Grupo vocal apresenta espetáculo O Grande Circo Místico
Com onze composições, originalmente, esta foi uma obra encomendada para o Balé Teatro Guaíra e encenada, pela primeira vez, em 1983. Neste mesmo ano foi lançado o LP, com as canções utilizadas pelo balé, pela gravadora Som Livre – Foto: Fabio Alcover

O Grande Circo Místico é um dos 73 poemas da obra “A túnica inconsútil”, do alagoano Jorge de Lima, que apresenta uma única estrofe de 46 versos mostrando a trajetória da dinastia do Circo Knieps. Este foi o ponto de partida para a criação das composições, que contam um pouco da vida dos integrantes deste circo, permeada pela história de amor entre Frederico, um aristocrata, e Beatriz, uma equilibrista. Na trama, portanto, Frederico é um médico, tem uma vida que o pai planejou, mas larga tudo pela paixão avassaladora pela equilibrista e pelo circo. Como pano de fundo, a saga da família proprietária do Grande Circo Knieps, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Várias interpretações – Com onze composições, originalmente, esta foi uma obra encomendada para o Balé Teatro Guaíra e encenada, pela primeira vez, em 1983. Neste mesmo ano foi lançado o LP, com as canções utilizadas pelo balé, pela gravadora Som Livre, e que teve a participação de alguns dos mais consagrados cantores da MPB: Milton Nascimento, Jane Duboc, Gal Costa, Simone, Gilberto Gil, Tim Maia, Zizi Possi, Edu Lobo e Chico Buarque. Tamanha repercussão, O Grande Circo Místico foi e continua sendo um espetáculo de grande sucesso, sendo constantemente reinterpretado em novas versões e meios de expressão. Apesar da grande popularidade da obra, ainda faltava uma adaptação à formação de coro cênico, privilegiando as potencialidades e particularidades dessa linguagem.

Em 2016, portanto, o Grupo Vocal Entre Nós, em parceria com o Festival Interacional de Música de Londrina, assumiu esse desafio e apresentou o espetáculo com alunos da oficina curso de montagem musical. Nesta releitura, os personagens ganham vida meio aos arranjos para grupo vocal. Para isso, o grupo contou com a direção musical e com arranjos inéditos e exclusivos de Celso Branco, ex-integrante do importante grupo vocal “Garganta Profunda”. Agora, o grupo volta a se apresentar com outra estética, formada apenas por seus integrantes que, pela ambientação da obra que acontece em um circo, se apresentam em cena com diversos personagens e vários intérpretes, reforçando a identificação da obra com a linguagem coral que dialoga com os solistas.

(Com informações da assessoria de imprensa)


SERVIÇO:
Entre Nós em “O Grande Circo Místico”
Data: 13 de dezembro, às 21h30 horas
Local: Bar Valentino (Rua Prefeito Faria Lima, 486)
Valor: R$ 15 ou R$ 10 antecipado na Londrimusic

Evento promove arte circense nos distritos de Londrina

A Associação Londrinense de Circo (ALC) está nos últimos preparativos para o I Festival Rural de Circo em Londrina, que começa no próximo domingo (3). Em sua programação, o Festival inclui diversas oficinas e apresentações, que serão realizadas nas escolas municipais dos distritos de Lerroville, Irerê, Paiquerê, Maravilha, e no patrimônio de Guairacá. Alguns dos projetos circenses participantes do Festival contam com patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Todas estas atividades serão executadas com participação da Escola de Circo de Londrina - Foto: Divulgação/Escola de Circo.
Todas estas atividades serão executadas com participação da Escola de Circo de Londrina – Foto: Divulgação/Escola de Circo.

A abertura do evento será às 15 horas, com performance da Troupe Aero Circus, na Escola Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, em Lerroville. Segundo um dos organizadores do evento e integrante da ALC, Paulo Libano, toda a agenda do Festival já está confirmada, e será realizada em escolas municipais. “De segunda (4) a sexta-feira (8), das 9 às 11 horas da manhã, serão realizadas apresentações culturais. E no período da tarde, das 13 às 15 horas, teremos as oficinas práticas, como malabares, mini trampolim, bambolê, acrobacias de solo, entre outras”, informou.

Libano explicou que o evento, que é realizado pela primeira vez na cidade, tem como principal objetivo descentralizar as atividades culturais, que muitas vezes ficam próximas apenas da região central da cidade, na área urbana. “Nós temos a intenção de inserir os jovens nesse meio cultural. Sabemos das dificuldades de acesso que eles enfrentam na área rural, e por isso levamos o Festival para próximo deles, para que participem com mais facilidade”, afirmou.

Dentre os projetos integrantes do I Festival Rural de Circo em Londrina, e que contam com patrocínio do Promic, está o projeto Cocoricó, que se apresenta na segunda-feira (4), na Escola Municipal Aracy Soares, em Irerê. No mesmo dia, o projeto Circo Maravilha fará apresentação na Escola Municipal Professora Corina Montovan Okano, no distrito de Maravilha.

Na terça-feira (5), o projeto Renovação fará apresentação em Paiquerê, na Escola Municipal Armando Rosário Castelo. Quarta-feira (6) é a vez patrimônio de Guairacá, que recebe o projeto Circo Feliz na Escola Municipal Vitório Libardi. Também no dia 6 de julho terá apresentação do projeto Circo Saúde na Escola Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, de Lerroville. Todas estas atividades serão executadas com participação da Escola de Circo de Londrina.

(Com informações da Assessoria da Imprensa)


SERVIÇO

I Festival Rural de Circo em Londrina
Quando: De 3 a 8 de Julho
Onde: Escolas municipais de Lerroville, Irerê, Paiquerê, Maravilha, e patrimônio de Guairacá (Confira acima)
Horário: Das 9 às 11h // Das 13h às 15h

Mostra de teatro e circo em Londrina terá mais de 20 atrações

Durante esta semana acontece na cidade a 12ª Londrina Mostra de Teatro e Circo. Ao todo, serão apresentados 24 espetáculos de grupos locais, além de oficinas (Com temáticas circenses como palhaços e fotografia). Todas as apresentações são gratuitas, mas com senhas limitadas para controle do público. O evento é promovido pelo Núcleo de Produção da Divisão de Artes Cênicas (DAC) da UEL em parceria com o Departamento de Música e Teatro (CECA) também da Universidade.

Os eventos acontecerão em espaços diversos como a Sala Principal da DAC (Av. Celso Garcia Cid. 205), e também em locais dentro da Universidade como a Praça do CECA ou no antigo ‘Cequinha’ da UEL (Veja programação a seguir). A programação abre às 18h desta segunda na Divisão de Artes Cênicas da UEL (Av. Celso Garcia Cid. 205) com o espetáculo ‘Plano 269’ de Juliana Galante.

Programação completa da mostra - Foto: Divulgação
Programação completa da mostra – Foto: Divulgação

O encerramento da Mostra, no dia 17, contará com a apresentação do espetáculo “Seu Bonanza”, do artista Rodrigo Cassiano, às 20 horas. O trabalho é resultado de uma pesquisa prévia iniciada quando o Cassiano ainda cursava o curso de Artes Cênicas da UEL, no ano de 2009. É ele também quem ministrará a oficina “O palhaço aprendiz”, com introdução ao universo da arte do palhaço. No dia 15 acontece também uma oficina para fotografia de espetáculos ministrada pela atriz Camila Fontes. Ela é formada em Artes Cênicas e também fundadora do Teatro do Oprimido Urbano de Londrina, o TOU (Encerrado no ano de 2015).

Carnaval de Macacos - Lírica
Espetáculo ‘Carnaval dos Macados’ do Grupo Nós de Teatro (Foto) será apresentado no dia 13/04 – Foto: Lírica Aragão

Por fim, a programação prevê também um Cabaret de Variedades com números cômicos e/ou circenses. As peças baseadas nas obras do escritor Caio Fernando de Abreu terão classificação etária. Mais informações da semana e  do evento completa pode ser conferida na página www.facebook.com/ccartescenicasuel.


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