Jidaigeki – Sesc realiza mostra de cinema de Akira Kurosawa

O Sesc Cadeião de Londrina recebe, a partir do dia 14 a mostra cinematográfica ‘Jidaigeki: Viajando com Kurosawa ao Japão Feudal’ que exibirá seis filmes dirigidos pelo icônico diretor Akira Kurosawa que retratam cenas do Japão no período feudal (Iniciado por volta de 1190 e durou mais de 700 anos). Segundo a programação, até o dia 19 de fevereiro serão exibidos os filmes Rashomon (1950), Os Sete Samurais (1954), Trono Manchado de Sangue (1957), A Fortaleza Escondida (1958), Yojimbo (1961) e Sanjuro.
Foto - Viajando com Kurosawa ao Japão Feudal (1)
Sobre o diretor – Diversos filmes de Kurosawa tiveram refilmagens americanas e europeias. Dirigiu comerciais de TV para conseguir dinheiro para rodar seus filmes, num período em que não conseguia financiamento com nenhuma empresa. Por volta de dezembro de 1971, quando sofria de fadiga mental, tentou o suicídio cortando o próprio pulso 30 vezes. Os cortes não foram profundos, o que permitiu sua recuperação. Entre títulos notáveis de sua filmografia estão Ran (1985), Céu e Inferno (1963) e Sonhos (1990).


Programação
Lançamento e distribuição do catálogo oficial da mostra 14/02 às 19h

Rashomon | 1950 | 88 min. | 14 Anos
14/02 às 20h
Durante uma forte tempestade, um lenhador, um sacerdote e um camponês procuram refúgio nas ruínas de pedra do Portão de Rashomon. O sacerdote diz os detalhes de um julgamento que testemunhou, envolvendo o assassinato de um samurai e o abuso de sua esposa.

Trono Manchado de Sangue | 1957 | 110 min. | 14 Anos
15/02 às 20h
Baseado na obra Macbeth, de Shakespeare, conta a história de dois samurais que, durante uma missão, têm uma visão sobre uma velha senhora no meio da floresta. Ela profetiza um ambicioso futuro, o que faz com que os samurais fiquem com isso na cabeça e, inconscientemente, comecem a agir para que ele se torne realidade.

A Fortaleza Escondida | 1958 | 139 min. | 14 Anos
16/02 às 20h
Durante o Japão do século XVI, um poderoso homem escolta uma bela princesa fugitiva em meio ao território inimigo a caminho de casa. Em sua viagem cruzam dois fazendeiros, que estão tentando retornar para casa depois de fugirem da Guerra Feudal. Principal inspiração de George Lucas para “Star Wars”, esta obra prima de Kurosawa combina humor, drama e muita ação.

Yojimbo | 1961 | 110 min. | 14 Anos
17/02 às 20h
No Japão do século XIX, Sanjuro, um samurai errante, entra em uma pequena cidade rural. Ao descobrir pelo estalajadeiro que a cidade é dividida em duas gangues, Sanjoro coloca os dois lados em confronto, mas quando Unosuke, filho de um dos bandidos, chega à cidade com um revólver os esforços de Sanjuro ficam difíceis e ele sai da cidade.

Sanjuro | 1962 | 96 min. | 14 Anos
18/02 às 16h
O samurai Sanjuro une-se a um grupo de jovens idealistas que estão determinados a acabar com a corrupção que há em sua cidade. Porém, este cínico samurai está muito aquém dos conceitos ideais que esses jovens têm de um nobre guerreiro.

Os Sete Samurais | 1954 | 202 min. | 14 Anos
19/02 às 16h
Durante o Japão feudal do século XVI, um velho samurai chamado Kambei é contratado para defender uma aldeia indefesa que é constantemente saqueada por bandidos. Contando com a ajuda de outros seis samurais, Kambei treina os moradores para resistirem à um novo ataque, que deve acontecer muito em breve.


SERVIÇO
Mostra ‘Jidaigeki: Viajando com Kurosawa ao Japão Feudal
De 14 a 19 de fevereiro – Sesc Cadeião

Ingressos gratuitos, disponíveis a partir de 1h de antecedência de cada sessão.
Classificação indicativa: 14 anos.

Cinema – Nostalgia da Luz tem 3 exibições gratuitas na semana

O documentário chileno Nostalgia da Luz (2010), dirigido por Patrício Guzmán será exibido nesta quarta, quinta e sexta (08,09,10) em Londrina. As sessões acontecem sempre às 20h no Sesc Cadeião. As sessões iniciam sempre às 20h. Ingressos devem ser retirados 1h antes.

O filme recebeu bastantes críticas positivas na época de seu lançamento. Em sites de compilação de análises como ‘rotten tomatoes’ o filme tem perto de 100% de aprovação – Foto: Divulgação

Sinopse: No deserto de Atacama, astrônomos de todo o mundo se reúnem para observar as estrelas. Nessa região do Chile, a três mil metros de altitude, o calor do sol mantém intactos restos humanos. Ao mesmo tempo em que os astrônomos pesquisam as galáxias em busca de vida extraterrestre, mulheres procuram seus parentes na terra do deserto. No início, cerca de 50 mulheres realizam a ‘busca’, mas, com o passar do tempo pouco mais de dez ficam, muitas morreram com a passagem do tempo.

“Vou procurar o meu noivo até morrer”, diz uma das mulheres espantosamente determinadas, em depoimento a Guzmán. Outra, em sua fala, com infinita tristeza prova como, com o ar seco da região, os ossos e os restos dos mortos se mantêm intactos, inclusive com as roupas usadas pelas pessoas quando foram abatidas: ”Encontrei um pé do meu irmão… reconheci pela meia dele … levei para casa… quis ficar com o pé durante dois dias…” – Confira crítica completa do site Carta Maior. O Sesc Cadeião fica na Rua Sergipe, 52. O filme conquistou títulos importantes como o de melhor documentário no European Film Awards (2010) e prêmio do juri no Los Angeles Latino International Film Festival.


SERVIÇO
Filme – Nostalgia da Luz
Quando:
Quarta a Sexta (08 a 11) no Sesc Cadeião
Horário:
20h
Entrada gratuita – Ingressos devem ser retirados uma hora antes

Leste Oeste – Filme londrinense é premiado em festival nos EUA

Continuando o bom momento para o cinema londrinense, que vive uma fase de bastante produção, e também, reconhecimento pelas produções lançadas neste ano, o longa-metragem Leste Oeste, com direção de Rodrigo Grota, conquistou o prêmio de Melhor Filme Narrativo (Narrative Feature) do Erie International Film Festival, nos EUA. Trata-se do primeiro prêmio internacional do filme.

O ator Filipe Garcia em uma cena do longa-metragem Leste Oeste - Foto de Elizeo Garcia Junior
O ator Filipe Garcia em uma cena do longa-metragem Leste Oeste – Foto de Elizeo Garcia Junior

O filme foi rodado ao longo de duas semanas, em dezembro de 2014, em Londrina e região. Ele também já havia conquistado dois prêmios em sua estreia em maio no 20º Cine PE – Festival Audiovisual de Pernambuco: Melhor Atriz, para Simone Iliescu; e Melhor Ator, para Felipe Kannenberg. Produzido com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic, Leste Oeste acompanha a trajetória de Ezequiel, um piloto de corridas que após 15 anos volta para a sua cidade natal e encontra uma família fragmentada. “Pesquisas para a produção tiveram início ainda em 2010. Houve um período de tempo de envolvimento, de conversas com a produção… No início já tínhamos a ideia do nome que vai e volta (Fazendo alusão ao personagem, que retorna para a cidade), e outros elementos foram surgindo e ficando mais concretos. Neste roteiro, há diferenças da trilogia do esquecimento (Projeto anterior de Grota) – Foi um projeto no qual me dediquei mais em aspectos como diálogos, e também à direção de atores. No Leste Oeste houve toda uma trajetória com motivações, passado por desejos, e uma profundidade maior… Tivemos personagens muito bem vindos, além de, ter sorte de encontrar em Londrina, pessoas para o resto do elenco”, contou Rodrigo Grota em entrevista ao Rubrosom.


O filme, o primeiro longa-metragem a ser produzido por uma equipe de Londrina, conta com produção de Guilherme Peraro e Roberta Takamatsu, direção de fotografia de Guilherme Gerais (Intergalático), direção de arte de José de Aguiar (Trilogia do Esquecimento), trilha sonora de Rodrigo Guedes (Grenade, Killing Chainsaw), desenho de som de Alexandre Rogoski, som direto de Bruno Bergamo, figurinos de Mayhara Nogueira Piana, maquiagem de Eve Chaiben, projeto gráfico de Yan Sorgi. No elenco, além de lliescu e Kannenberg, estão Bruno Silva, José Maschio, Filipe Garcia, Letícia Conde, Edu Reginato e Ciça Guirado.

Circuito & Distribuição – Após a estreia em Recife em 7 de maio, o longa-metragem Leste Oeste já foi exibido em outros festivais e sessões especiais: Rio de Janeiro (Projac/Rede Globo), São Paulo (40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo), Londrina (Cinesystem, Sesc/Semana Literária, Sesi e Espaço de Cinema do Aeroporto), Belo Horizonte (Tela em Transe/Sesc Palladium), Aracaju (Sercine Festival Audiovisual), Cornélio Procópio (CineUrge), São José do Rio Preto (Cinexpresso/Sesc Rio Preto) e na Índia (4th Indian Cine Film Festival).

Desde novembro, o filme conta com distribuição internacional da empresa americana Adler Associates Entertainment Inc, sediada em Los Angeles. Já a distribuição no Brasil está prevista para ocorrer a partir de maio de 2017 inicialmente em salas de cinema.

Séries de TV e Longas – Entre os projetos da produtora Kinopus para o próximo ano estão a finalização da série de TV Brincando com a Ciência!, e a produção da série de TV Família é Família!, ambas aprovadas no FSA para TVs Públicas.

Composta por 26 episódios de 13 minutos cada, a série Família é Família! será rodada integralmente em Londrina e contará com roteiro de Roberta Takamatsu, direção de Rodrigo Grota e produção de Guilherme Peraro. Além desta série de TV, a segunda da produtora, a Kinopus vai finalizar o longa doc sobre o episódio ocorrido a 10 de dezembro de 1987 em Londrina e que ficou conhecido como ‘Assalto ao Banestado‘. O filme é o 2º longa-metragem da produtora e conta com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic.

 

Festival Kinoarte de Cinema divulga vencedores das mostras

Após uma jornada de 10 dias que movimentou a grande tela londrinense com filmes brasileiros e estrangeiros de curta, média e longa duração, o Festival Kinoarte de Cinema 18ª Edição de Londrina chegou ao final neste domingo à noite com a solenidade de Premiação das quatro Mostras Competitivas de Curtas: Londrinense, Paranaense, Nacional e Ibero Americana.

no Juri Popular, o melhor filme foi para O Canto do Claustro, do londrinense Gustavo Minho Nakao. - Foto: Divulgação
no Juri Popular, o melhor filme foi para O Canto do Claustro, do londrinense Gustavo Minho Nakao. – Foto: Divulgação

Os vencedores receberam o Troféu Udihara, uma homenagem ao pioneiro da fotografia e do cinema londrinense, Hikoma Udihara. Além disso, os premiados na categoria de melhor filme pelo Juri Oficial na Mostra Nacional, Paranaense e Londrinense receberam prêmios de R$ 5 mil, R$ 2 mil e R$ 1.
Na Mostra Londrinense, o Melhor Filme pelo Juri Oficial foi O Pelourinho, de Camila Yoshida e Felipe Pauluk; no Juri Popular, ficou O Retrato, de Jackeline Seglin.

No Juri Popular, o prêmiado na mostra londrinense foi 'O Retrato', de Jackeline Seglin - Foto: Divulgação
No Juri Popular, o prêmiado na mostra londrinense foi ‘O Retrato’, de Jackeline Seglin – Foto: Divulgação

Na Mostra Paranaense, o grande vencedor no Juri Oficial (Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Montagem) ficou com o filme Lobo, do diretor curitibano Thiago Busse; no Juri Popular, o melhor filme foi para O Canto do Claustro, do londrinense Gustavo Minho Nakao.

Na Mostra Nacional, o vencedor no Juri Oficial de Melhor Filme ficou com a produção pernambucana O delírio é a redenção dos aflitos, de Felipe Fernandes; já no Juri Popular, o Melhor Filme foi para Garoto VHS, de Carlos Daniel Reichel, de Santa Catarina.

E a Mostra Ibero Americana, que teve cinco filmes de Chile, México e Espanha, teve como Melhor Filme no Juri Oficial Lost Village, de George Todria (Espanha) e no Juri Popular Mater Salvatoris, de Marc Berceló (também da Espanha).“Cremos que o Festival cumpriu mais uma vez sua função de incentivar a formação de público de cinema na cidade. Tivemos uma programação com os maiores destaques do cinema atual, principalmente os brasileiros, que representam o país nos maiores festivais de cinema do mundo´´, destacou o Coordenador de Produção do Festival, Bruno Gehring.

Outro destaque do Festival foi o projeto Kinocidadão, que levou mais de 1.500 alunos de escolas públicas para 10 sessões no Cineflix do Aurora Shopping. Muitos alunos tiveram, na oportunidade, seu primeiro contato com a tela grande. O evento também realizou diversas reuniões, debates e bate papos sobre cinema e produção de audiovisuais em Londrina e no Brasil.

O Festival Kinoarte de Cinema é uma realização da Kinoarte (Instituto de Cinema de Londrina), produzido pela produtora Filmes do Leste, tem patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) e apoio da Universidade Estadual de Londrina (Casa de Cultura UEL), Aurora Shopping, Cineflix, Viação Garcia e Brasil Sul, Supermercados Viscardi, Refrikoo, Quadra Construtora, Museus Histórico de Londrina Pe. Carlos Weiss, W2 Digital e promoção da RPC.


RESULTADOS
Mostra Competitiva de Curtas – Ibero Americana
Troféu Udihara de Melhor Filme Juri Oficial – Lost Village, de George Todria
Troféu Udihara de Melhor Filme Juri Popular – Mater Salvatoris, de Marc Berceló
Juri: Gary Gananian (realizador), José de Aguiar (produtor) e Yan Sorgi (realizador)

Mostra Competitiva de Curtas – Paranaense
Prêmio de R$ 2 mil e Troféu Udihara de Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro, Melhor Direção e Melhor Filme Juri Oficial – Lobo, de Thiago Busse
Troféu Udihara de Melhor Som Juri Oficial – A Casa sem separação
Troféu Udihara de Direção de Arte Juri Oficial – Parque Pesadelo
Troféu Udihara de Melhor Filme Juri Popular – O Canto do Claustro, de Gustavo Minho Nakao
Juri: Rodrigo Oliva (professor) e Felipe Miranda (produtor)

Mostra Competitiva de Curtas – Nacional
Prêmio de R$ 5 mil e Troféu Udihara de Melhor Filme Juri Oficial – O delírio é a redenção dos aflitos, de Felipe Fernandes
Troféu Udihara de Direção de Arte Juri Oficial –Tango
Troféu Udihara de Melhor Som Juri Oficial – O Estacionamento
Troféu Udihara de Direção de Fotografia Juri Oficial – Solon
Troféu Udihara de Melhor Montagem Juri Oficial – Outubro acabou
Troféu Udihara de Melhor Roteiro Juri Oficial – Represa
Troféu Udihara de Melhor Direção Juri Oficial –A moça que dançou com o diabo
Troféu Udihara de Melhor Filme Juri Popular – Garoto VHS, de Carlos Daniel Reichel
Juri: Sérgio Andrade, Marina Pessanha e Indaia Freire (cineastas)

Mostra Competitiva de Curtas – Londrinense
Prêmio de R$ 1 mil e Troféu Udihara de Melhor Filme Juri Oficial – O Pelourinho, de Camila Yoshida e Felipe Pauluk
Troféu Udihara de Melhor Filme Juri Popular – O Retrato, de Jackeline Seglin
Juri: Ranulfo Pedreiro (jornalista), Ana Ribas (professora universitária) e (Sesc Cadeião)

Entrevista – Curta Quando o Verde toca o Azul estreia nesta sexta

Estreia nesta sexta (25) em Londrina, o curta-metragem “Quando o Verde Toca o Azul” dentro da programação do 18º Festival Kinoarte de Cinema, às 21h, no Cineflix do Shopping Aurora, em Londrina, no Paraná. A produção, que conta com equipe e elenco locais, é o segundo filme de Letícia Nascimento como roteirista e diretora, que estreou na direção cinematográfica com o curta “Onde o Coração Canta” (2015), vencedor do prêmio de melhor filme londrinense pelo júri popular no 17º Festival Kinoarte de Cinema, no ano passado.

Curta Quando o Verde toca o Azul estreia nesta sexta
Laura, a personagem central, é interpretada pela atriz Luciana Caminoto – Foto: Arthur Ribeiro

Com referências que vão desde Lynne Ramsay a Mallick o filme tem uma temática ligada ao emocional humano; Quando o Verde Toca o Azul apresenta a personagem Laura, 34 anos, que tem casa, marido e um bom emprego, e vive em uma rotina engessada. A partir de uma memória traumática, Laura, repentinamente, muda seu comportamento em busca de uma resposta para as questões que rodeiam os seres humanos. Laura é interpretada pela atriz Luciana Caminoto, que divide as cenas com Eduardo Lopes Touché e Edimara Alves, que também participaram do elenco do primeiro filme de Letícia, além de Alan Ferreira, Alessandra Pajolla e Juliana Monteiro.

A Árvore da Vida, do Mallick, segundo a diretora é um filme que influenciou visualmente o curta - Foto: Arthur Ribeiro
A Árvore da Vida, do Mallick, segundo a diretora é um filme que influenciou visualmente o curta – Foto: Arthur Ribeiro
As filmagens foram realizadas em maio, na cidade de Londrina. O filme tem produção de Bruno Gehring, direção de fotografia de Guilherme Gerais, direção de arte de Camila Alcantara Melara, figurino de Thaina Oliveira Gonçalves, som de Artur Ianckievicz, trilha sonora de Lucas Baptista Dias e projeto gráfico de Glauber Pessusqui. “Eu parti de uma palavra para construir este roteiro. Eu quis muito ir pra um caminho de acaso-objetivo, então tem muito de momentos específicos de vida real, que foram adaptados pro filme”, contou Letícia Nascimento em entrevista ao Rubrosom. Confira a conversa completa:

(R) Embora este seja o seu segundo curta-metragem, o texto e a ideia foram concebidos já há algum tempo certo? Como foi esse processo todo até a concepção?, muitas mudanças foram feitas na trama?
Sim. O roteiro de Quando o Verde Toca o Azul foi concebido em 2013, como parte do processo criativo do Núcleo de Dramaturgia Audiovisual do SESI/Londrina, do qual fiz parte por três anos. Na época, participei de um pitching com este roteiro e obtive um retorno muito positivo em relação a ele, inclusive com proposta de produtora para produzi-lo. Essa ideia ficou guardada por um tempo e após rodar o primeiro curta, achei que era hora de dar vida a ele e aqui estamos!

No processo eu me desafiei a partir de uma palavra, no caso REPENTINA, para construir o roteiro. Foi uma experiência muito interessante, este é um roteiro que abriu muitas portas pra mim. Para a filmagem mudei algumas coisas, o roteiro sempre muda quando vamos rodar, praticamente ganha vida.

E a preparação do elenco? Foi um processo longo até achar todos os atores?
Nós fizemos a seleção de elenco em março – divulgamos o máximo que conseguimos e testamos um número grande de atores, chegando na escolha da Luciana Caminoto para o papel principal, no Alan Ferreira e Juliana Monteiro para outros dois papeis e convidei dois atores que estavam comigo já no primeiro filme, o Eduardo Lopes Touché e a Edimara Alves, além da Alessandra Pajolla, para fecharem o elenco.

O processo de preparação foi muito extenso, quase exaustivo, mas valeu muito a pena. Eu contei com a ajuda do Marcos Savae, que também é meu assistente de direção para o trabalho de preparação. O Marcos é ator, como eu, mas ele ainda está conectado à interpretação de uma forma que eu não estou mais. Ele é incrível! Elaboramos juntos a forma de trabalho e ele trabalhou os exercícios corporais e de voz com o elenco, criando uma energia muito boa que estava presente no set. Estou muito satisfeita com as atuações, atingimos o que precisávamos neste sentido.

Seu filme tem uma carga visual e emocional fortes (Fala de lembranças, traumas) o que você citaria como influências para esse conceito todo?
Eu parti de uma palavra para construir este roteiro. Eu quis muito ir pra um caminho de acaso-objetivo, então tem muito de momentos específicos de vida real, que foram adaptados pro filme. Para construir junto com a equipe o conceito estético/visual do filme, algumas das referências foram A Árvore da Vida, do Mallick, que é um filme que me encanta por esse poder de expressar muito em pequenos elementos, teve um pouco. Teve também referências de filmes de Lynne Ramsay, que é uma diretora que eu gosto muito, de filmes de Sofia Coppola, Bresson, Cassavetes… No roteiro original, os offs da Laura seguiam uma não-linearidade, que pensando aqui pode ter como referência Virginia Woolf, mas isso eu pensando já em possibilidades adormecidas…rs E também estes offs não foram filmados. No plano musical, tem a música Blue, da Joni Mitchell que permeou parte do processo.

Do ponto de vista da direção, agora com uma equipe maior, quais foram os maiores desafios deste filme? Imagino que o processo tenha sido muito mais complexo do que no primeiro…
Eu achava que os desafios diminuiriam com mais uma experiência, mas cada set é um set, cada história é uma história e por aí vai. Como a grande maioria da equipe anterior estava comigo de novo – os dois que não estavam era por causa de trabalho – foi tranquilo este processo. A diferença é que dessa vez contamos com pessoas com mais experiência, o que é um desafio já, de administrar tudo isso, mas que foi muito enriquecedora. Aprendi muito nesse set, como no outro. Fazer filmes é um trabalho incessante de aprendizado e desapego. o filme foi filmado praticamente inteiro com câmera na mão, tem vários planos sequência e diálogos. Buscamos uma estética mais fluida que acompanhasse essa personagem mesmo. Então é um filme por si só desafiador.

Um dos maiores desafios pra mim foi que dessa vez montei a estrutura do filme sozinha – o processo de montagem mesmo – e só depois de ter feito isso contei com a ajuda do Artur Ianckievicz, que também assina o som, para os retoques finais. Eu queria muito ter essa experiência de ter todo o material ao meu dispôr para trabalhar com calma e tranquilidade e foi um longo processo, super desafiador, mas bem gratificante agora que está chegando a estreia. Todo filme vai ter desafios. Neste contamos com um dia em que choveu, por exemplo, numa cena que eu precisava de sol e nós começamos a tomar decisões, definir ou redefinir conceitos porque as coisas não podem parar. Realizar um trabalho via Promic também é um desafio… Envolve muita coisa, tem muito trabalho e responsabilidade envolvidos e um sentimento de deixar algo realmente pertinente para a nossa cultura local, assim como você tem feito com o Rubro Som. Você me entende nesse sentido!

De alguma forma, acha que o ‘Quando o verde…” pode ajudar pessoas que passam por um momento parecido como o da Laura na trama toda?
Essa lembrança da Laura, você vai ver quando assistir ao filme, é algo que não se confirma como verdadeira, é uma hipótese e como tal age como catalisador de ponto de partida. A personagem, realmente, toma decisões e vai se desligando de uma vida que não estava a satisfazendo. Neste sentido, inclusive em algumas cenas específicas ele pode ser, sim, de grande identificação. Mas não tenho a pretensão de achar que o filme será capaz de ajudar alguém. Eu espero que transmita emoções, quaisquer que forem. Esse já é um objetivo suficiente por enquanto.

Seu primeiro filme teve uma repercussão muito positiva, venceu o prêmio no festival kinoarte… Esse tipo de coisa chegou a ‘pesar’ para você enquanto produzia este segundo? (O lance de manter a qualidade, as expectativas).
Acho que um pouco sim, principalmente pela proximidade das duas produções. Em um ano, rodei dois curtas, algo inimaginável pra mim até 2015 – eu sempre quis, e ainda quero, ser roteirista. A direção veio como um experimento e, de repente, eu já estava indo pra segunda produção. Isso pesa sim, principalmente porque foi um ano de muito trabalho nos dois filmes e de muita alegria também por estar fazendo as coisas com verdade, com seriedade e de uma forma que me deixa orgulhosa ao final dos processos. Gosto de seguir na tranquilidade, ‘lowprofile’ hehe… Mas é assim que consigo levar as coisas adiante. Em termos de expectativas, Onde o Coração Canta me orgulha muito, tenho mesmo um carinho danado por esse filme, pela Thais Vicente, que foi a protagonista, pela equipe toda, mas acredito que Quando o Verde Toca o Azul já se mostre um salto em diversos sentidos, que é o que se espera – adquirindo experiência, conseguimos mais técnica e resultados melhores.

E próximos projetos? Tem já novos roteiros e ideias preparadas para um próximo filme? Você é uma ‘escritora’ que relê muito o que já fez?
Tenho alguns projetos sim, roteiros de gêneros diversos, rs, mas acredito que ficarei um tempo sem dirigir nada – a menos que, de repente, eu me veja filmando o terceiro ano que vem, rs. Isso de dirigir por escolha mesmo. Quero ficar um tempo me dedicando aos roteiros novamente. E, sim, eu amo rever o que fiz. Estou sempre revisitando meus primeiros roteiros e é muito bom descobrir, inclusive, como evoluímos, não na escrita, ou na técnica, mas como seres humanos também.


Ficha Técnica

Elenco: Luciana Caminoto, Eduardo Lopes Touché, Alan Ferreira, Edimara Alves, Alessandra Pajolla e Juliana Monteiro
Roteiro e Direção: Letícia Nascimento
Produção: Bruno Gehring
Direção de Fotografia: Guilherme Gerais
Direção de Arte: Camila Melara Alcantara
Figurino: Thaina Oliveira Gonçalves
Make Up: Evelise Chaiben
Som direto: Artur Ianckievicz
Trilha Sonora: Lucas Dias Baptista
Projeto Gráfico: Glauber Pessusqui
Coloração: Vinícius Leite
Gaffer: Luiz Rossi
Assistentes de Direção: Marcos Savae (Co-preparação de elenco) e João Mussato
Assistentes de Produção: Raquel Sant’Anna e Nabila Haddad
Assistentes de Fotografia: Arthur Ribeiro (Still) e Elder Maxwhite
Assistentes de Arte: Higor Meíja e Natália Tardin
Assistente de Figurino: Layse Moraes

Patrocínio: Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) via Prefeitura Municipal de Londrina


SERVIÇO
Quando o Verde Toca o Azul
Estreia – 25/11 às 21h no Cineflix do Shopping Aurora
No 18º Festival Kinoarte de Cinema

Festival Kinoarte de Cinema exibe três filmes nesta quinta

A programação do 18º Festival Kinoarte de Cinema continua nesta quinta-feira (24) com a exibição de dois filmes nacionais inéditos em Londrina: “Guerra do Paraguay”, às 19 horas, e “O diabo mora aqui”, às 21 horas, no Cineflix do Aurora Shopping, localizado na avenida Ayrton Senna da Silva, 400, na Gleba Palhano. Os ingressos custam R$10 e R$5 (meia-entrada).

Além das produções brasileiras, também haverá duas exibições do clássico italiano “Um dia muito especial”, com entrada franca, às 16horas e às 20h30, no Cine Com-Tour, na avenida Tiradentes, 1.241, Jardim Shangri-Lá A. O filme “Guerra do Paraguay”, dirigido por Luiz Rosemberg Filho, é uma ficção poética sobre uma guerra sangrenta e um fato inesperado que se torna real: um encontro do passado com o presente, da barbárie com a arte. Um soldado vindo da Guerra do Paraguai se encontra com uma trupe de teatro dos dias de hoje. O resultado é impactante. O elenco conta com Patrícia Niedermeier, Chico Diaz, Ana Abbott e Alexandre Dacosta.

Outra produção nacional, “O diabo mora aqui” é um filme de terror com a direção de Dante Vescio e Rodrigo Gasparini. Quatro jovens decidem passar uma noite em um casarão colonial e acabam envolvidos em uma luta entre forças ancestrais. Eles terão que lutar por suas vidas em uma guerra em que não importa quem vença, todos perdem. O filme conquistou prêmio de Melhor Filme Estrangeiro do Festival Internacional de Cinema FilmQuest, em Utah, Estados Unidos.

“Um dia muito especial”, de Ettore Scola transcorre no período da segunda Guerra Mundial e tem a participação de Marcello Mastroiani - Foto: Divulgação
“Um dia muito especial”, de Ettore Scola transcorre no período da segunda Guerra Mundial e tem a participação de Marcello Mastroiani – Foto: Divulgação

Para os amantes do cinema italiano, o Festival Kinoarte de Cinema reservou uma dose dupla para exibir o clássico “Um dia muito especial”, de Ettore Scola. A obra retrata um encontro entre Hitler e Mussolini em Roma e seu impacto entre a população local e a história mundial.

A 18ª edição do evento vai até domingo (27). O Festival tem patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). A programação completa está no endereço www.kinoarte.org/festival.


SERVIÇO
18º Festival Kinoarte de Cinema – Confira Programação: http://www.kinoarte.org/festival/

Festival Kinoarte – Estranhos na Noite é uma das atrações desta quarta

Dando continuidade à programação do 18º Festival Kinoarte, nesta quarta-feira (23) um dos destaques fica por conta do documentário Estranhos na noite – Mordaça no Estadão em Tempos de Censura, dirigido por Camilo Tavares e com roteiro do jornalista José Maria Mayrink – veterano do jornal O Estado de S. Paulo. Mayrink estará em Londrina para participar de debate junto com o público após a sessão (21h00 no Cineflix Aurora), juntamente com o jornalista José Maschio (Ganchão) e a jornalista e professora na UEL, Dra. Márcia Neme Buzalaf.
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Às 19h00, também no Cineflix Aurora, o documentário Gaga – Amor pela Dança, que retrata o processo criativo e a trajetória da Companhia de Dança Batsheva, de Israel. Trata-se de um olhar fascinante sobre o trabalho do coerógrafo e diretor artístico do grupo, conhecido como Mr. Gaga.

Mudança – A programação no Cine Com-tour foi alterada. O filme Felizes Juntos foi retirado de cartaz (em razão de problemas com a cópia). Em seu lugar, será exibido, de hoje até o próximo domingo o clássico Um Dia Muito Especial, com direção de Éttore Scola e participação de Marcello Mastroiani. O filme se passa no período da 2ª Guerra Mundial, retrata um encontro entre Hitler e Mussolini em Roma e seu impacto entre a população local e a história mundial. As sessões acontecem 16h00 e 20h30 e são gratuitas.


SERVIÇO
18º Festival Kinoarte de Cinema – Confira Programação: 
http://www.kinoarte.org/festival/

Dia da Consciência negra – Em Londrina data terá evento e filmes temáticos

Em Londrina o dia da celebração da consciência Negra (20 de novembro) terá pelo menos dois eventos culturais dedicados ao momento e à reflexão sobre a luta por igualdade racial: O Residencial Vista Bela recebe neste domingo (20), a partir das 15 horas, o Encontro do Orgulho Crespo, que tem por objetivo valorizar e difundir a cultura afro-brasileira. E ainda, um pouco mais tarde o Festival Kinoarte de cinema terá, a partir das 21h, a Premiere Especial Dia da Consciência Negra, com exibição do filme “Dona Vilma” – sobre a vida de Vilma Santos de Oliveira (Yá Mukumby): Uma das pioneiras na militância pela luta da igualdade racial na cidade. A produção foi dirigida pela filha da militante Vanessa Santos de Oliveira. Outros filmes, ligados à temática racial também são parte da programação.

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Documentário trajetória familiar, política e cultural da líder Ya Mukumby – Foto: Divulgação

A vida da líder religiosa e política que foi assassinada em Londrina há três anos é retratada no documentário que tem sessão de estreia agendada para este domingo (20), às 21 horas, no Cineflix do Shopping Aurora (Gleba Palhano). Outros filmes com temática ligada ao assunto ainda estarão na programação, entre elas “Pitanga”, filme premiado que investiga o percurso estético, político e existencial do ator Antonio Pitanga.

Vista Bela – Na região norte, o encontro será realizado na quadra de esportes, na rua Celeste Conto Moro, e é aberto à comunidade. O educador Leandro Palmerah, que coordena o projeto MH2 Música e Hip Hop, contou que das 14 às 15 horas as ações são voltadas para as crianças. “Teremos contação de histórias, relacionadas à cultura africana, e também brincadeiras típicas”, contou.

Dia da Consciência negra - Em Londrina data terá evento e filmes temáticos

Na programação do Encontro do Orgulho Crespo, às 16h30, também estão previstas oficinas de turbante e abayomi. “As bonecas abayomi eram confeccionadas pelas mulheres negras, inclusive durante as viagens nos navios negreiros”, explicou Palmerah.

O evento vai contar também com apresentação de hip-hop, exposição de trabalhos em grafitti e discotecagem. Ao final do evento, será exibido o documentário “Desconstruindo”, que fala sobre o processo de transição e aceitação do cabelo natural, por mulheres afro-brasileiras. “Essa é uma temática muito importante, inclusive porque um dos objetivos do nosso projeto é que as pessoas conheçam a cultura negra e passem a ver de maneira positiva as suas origens, superando o preconceito que ainda existe na sociedade brasileira”, ressaltou o educador.

O Encontro do Orgulho Crespo tem apoio da Central Única das Favelas (CUFA), e participação do coletivo Black Divas.


SERVIÇO
Encontro do Orgulho Crespo 
Quando: Domingo (20/11) às 15h
Onde: Rua Celeste Conto Moro – Conjunto Vista Bela
Contadores de histórias, Oficinas de Turbante e Abayomi, Música com Azmina, Gps e João de Carvalho, discotecagens, Black Divas e Adilza Carvalho

18º Festival Kinoarte de Cinema
Premiere Especial Dia da Consciência Negra
Quando: Domingo (20), a partir das 14 horas
Onde: Cineflix do Aurora Shopping (Gleba Palhano)
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada)
Programação completa disponível no site www.kinoarte.org/festival/

Festival Kinoarte – Experimentalismo e temáticas raciais marcam programação

Dando continuidade à sua ideia de promover filmes ‘fora de eixo’, assim como, ser uma vitrine para produtores locais de áudio-visual começa amanhã a 18ª Edição do Festival Kinoarte de Cinema. Neste ano, o evento dará destaque à produção nacional e promovendo diversos links entre assuntos em pauta em todo o País e temáticas locais (Temáticas como povos indígenas e a cultura Afro estão presentes em filmes deste ano), segundo a divulgação, até o próximo dia 27, em um período de 10 dias, serão apresentados 64 filmes 64 filmes em 80 sessões promovidas no Cineflix do Aurora Shopping e no Cine Com-Tour UEL.

O curta-metragem "Quando o Verde toca o Azul" será exibido no dia 25/11 - Foto: Divulgação
O curta-metragem londrinense  “Quando o Verde toca o Azul” segundo curta-metrgem de Letícia Nascimento, será exibido no dia 25/11 – Foto: Divulgação

A programação foca principalmente em filmes que vêm obtendo destaque nos principais festivais de cinema do mundo em 2016. É o caso de “Martírio”, documentário premiado no Festival de Brasília este ano,na categoria Juri Popular. O segundo filme da trilogia do diretor e indigenista Vincent Carelli, criador do projeto Vídeo nas Aldeias, será exibido nesta sexta-feira, às 20 horas. Segundo divulgado, haverá um link com o documentário local “Eg In: Nossa Casa”, realizado na Terra Indígena Apucaraninha (Direção de Luis Henrique Mioto, Eduardo Tardeli e Rafael Sosa) que será exibido no sábado, dia 26… “Sempre tentamos colocar o máximo de filmes da cidade, foram submetidos ao festival cerca de 15 filmes e 8 entraram no festival. Vemos sempre aspectos como o domínio da linguagem, aspectos técnicos, a ideia que o diretor propôs e também um certo experimentalismo”, contou o jornalista Bruno Ghering, coordenador de produção do Festival Kinoarte ao Rubrosom.

O filme "Canto do Claustro' que já foi exibido em uma mostra do Festival de Cannes (França) é um dos selecionados - Foto: Divulgação
O filme “Canto do Claustro’ que já foi exibido em uma mostra paralela do Festival de Cannes (França) é um dos selecionados – Foto: Divulgação

Outro destaque pela produção é o filme “Pitanga”, dirigido por Beto Brant e Camila Pitanga, que traz como tema a vida e obra do ator Antônio Pitanga. Devido a uma coincidência de datas, o domingo (20) terá programação dedicada ao Dia da Consciência Negra, no mesmo dia será apresentado o documentário londrinense “Dona Vilma”, filme que conta a história de Vilma Santos de Oliveira, também conhecida como Yá Mukumby, passando por sua trajetória pessoal, e política, ligada ao movimento negro da cidade. Outro destaque fica por conta do curta ‘O Pelourinho’ (Camila Yoshida e Felipe Pauluk) que foi filmado inteiramente em VHS.

O filme conta a história de Vilma Santos de Olivieira, também conhecida como Yá Mukumby, passando por sua trajetória pessoal e política com destaque para sua participação na instauração do processo de cotas na Uel - Foto: Divulgação
O filme conta a história de Vilma Santos de Olivieira, também conhecida como Yá Mukumby, passando por sua trajetória pessoal e política com destaque para sua participação na instauração do processo de cotas na Uel – Foto: Divulgação

Elogiado, o documentário “Cinema Novo”, dirigido por Eryk Rocha, filho do cineasta Glauber Rocha também integra a programação do evento. Trata-se de um ensaio poético que investiga um dos principais movimentos do cinema latino americano que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil, nos anos de 1960. A produtora Joelma Oliveira Gonzaga fará a apresentação do filme ao público londrinense. No ano em que o País sediou os Jogos Olímpicos, o esporte será representado no Festival Kinoarte com a exibição de quatro filmes realizados por meio do programa Memórias do Esporte Olímpico Brasileiro, do canal ESPN. São eles: “O Nadador”, do diretor londrinense, Rodrigo Grota, que conta a história de Tetsuo Okamoto, o primeiro nadador brasileiro a ganhar uma medalha olímpica; “Procura-se Irenice”, de Marcos Escrivão e Thiago Mendonça, que apresenta a trajetória da atleta negra Irenice e seus embates com a ditadura militar de 64; “Irmãos Grael”, de Marina Pessanha, sobre as conquistas dos iatistas Lars e Torben Grael, vencedores de sete medalhas olímpicas; e “As Incríveis Histórias de um Navio Fantasma”, de André Bomfim e Gustavo Rosa de Moura, que conta a viagem da delegação brasileira para as Olimpíadas numa inusitada viagem transatlântica.

O festival contará ainda com quatro Mostras Competitivas de curtas-metragens: Londrinense, Paranaense, Nacional e Ibero Americana. Com 32 filmes, as mostras distribuirão R$ 8 mil em prêmios, além do troféu Udihara para os vencedores de cada categoria. Atividades já tradicionais do evento serão mantidas, como o projeto “Kinocidadão”, que promoverá 10 sessões gratuitas de cinema para 1.500 alunos de escolas públicas. Os estudantes assistirão “As Aventuras do Avião Vermelho”, um filme de animação brasileiro premiado em diversos festivais.

Reuniões, debates e bate-papos sobre cinema e produção de audiovisuais acontecerão durante todo o evento. O momento é positivo “A galera ta fazendo bastantes filmes e ta melhorando. Esses editais e opções de fomento, hoje em dia,  ajudam a formar novos grupos e produções hoje em dia. Sentimos falta apenas de filmes, por exemplo, produzidos por cursos de artes-visuais da cidade, todos os anos pelo menos um novo filme era produzido pelos cursos e neste ano não tivemos nenhum”, comenta Bruno Ghering sobre uma das peculiaridades deste ano.

O Festival Kinoarte de Cinema é uma realização da Kinoarte (Instituto de Cinema de Londrina), produzido pela produtora Filmes do Leste, tem patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) e apoio da Universidade Estadual de Londrina (Casa de Cultura UEL), Aurora Shopping, Cineflix, Viação Garcia e Brasil Sul, Supermercados Viscardi, Refrikoo, Quadra Construtora, Museus Histórico de Londrina Pe. Carlos Weiss, W2 Digital e promoção da RPC. A programação completa do Festival está disponível no site do Festival.


Serviço:
18º Festival de Kinoarte de Cinema
Quando – 18 a 27 de novembro

18º Festival Kinoarte de Cinema divulga seleção de curtas

O Festival Kinoarte de Cinema divulgou, na última quarta-feira (9), a lista dos curtas-metragens selecionados para participar da 18ª edição do evento em Londrina, que será realizada de 18 a 27 de novembro. As exibições irão ocorrer no Cine Aurora Shopping e Cine Com-Tour UEL. A programação completa será divulgada nos próximos dias. O Festival conta com patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

O filme "Canto do Claustro' que já foi exibido em uma mostra do Festival de Cannes (França) é um dos selecionados - Foto: Divulgação
O filme “Canto do Claustro’ que já foi exibido em uma mostra do Festival de Cannes (França) é um dos selecionados – Foto: Divulgação

O Festival é um dos mais tradicionais do Paraná, e a programação desta edição traz 63 filmes, incluindo curtas e longas-metragens nacionais e internacionais, e as já tradicionais Competitivas Ibero-Americana, Nacional, Estadual e Londrinense de curtas, que concorrem ao troféu Udihara de melhor filme, de acordo com os júris oficial e popular. Mais informações sobre o evento estão no endereço www.kinoarte.org/festival/.

O coordenador de produção do Festival Kinoarte de Cinema, Bruno Gehring, informou que a organização recebeu um total de 600 inscrições, apenas na categoria de curtas. “O foco do Festival continua sendo o cinema nacional e independente, com amplo destaque para as produções locais e reunindo filmes nacionais que estão em destaque no cenário brasileiro e do exterior, vários deles tendo conquistado prêmios em eventos importantes”, ressaltou.

 um dos principais destaques de toda a programação será o documentário “Cinema Novo”, dirigido por Eryc Rocha, que encerrará o 18º Festival - Foto: Divulgação
um dos principais destaques de toda a programação será o documentário “Cinema Novo”, dirigido por Eryc Rocha, que encerrará o 18º Festival – Foto: Divulgação

O Festival também terá alguns filmes exibidos em sessões temáticas especiais, envolvendo temas como “Consciência Negra”, “Memória do Esporte Olímpico” e “Indígena”. A produção, que recebeu neste ano o prêmio “Olho de Ouro” no Festival de Cannes, é um ensaio poético que retrata o movimento brasileiro Cinema Novo, que revolucionou a criação artísticas nos anos 1960 e 1970, colocando o Brasil no mapa do cinema mundial.

A Competitiva Nacional de Curtas terá 13 produções, incluindo filmes de 7 estados diferentes: Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Já a Competitiva Ibero-Americana, realizada pelo terceiro ano consecutivo, traz cinco curtas: “Icaro”, de Yeyo Kamikaze e Edgar Alan Palacios (México); “Icelands”, de Miguel Ángel Mejia (Espanha/Alemanha); “Lost Village”, de George Todria (Espanha Geórgia); “Mater Salvatoris”, de Marc Barceló (Espanha) e “Materia Prima”, de Cristian Mellado (Chile).

Londrina – De Londrina e região, oito filmes foram selecionados para integrar a Competitiva Londrinense de Curtas. As produções locais serão exibidas pela primeira vez durante o festival. Atrás apenas da Competitiva Nacional, este é o segmento que possui o maior número de filmes no evento.

Realização – O Festival Kinoarte de Cinema é uma realização da Kinoarte (Instituto de Cinema de Londrina). É produzido pela Filmes do Leste e tem patrocínio da Prefeitura de Londrina por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Confira os curtas selecionados para o 18º Festival Kinoarte de Cinema:

Competitiva Ibero-Americana
• Icaro, de Yeyo Kamikaze e Edgar Alan Palacios (MEX)
• Icelands, de Miguel Ángel Mejia (ESP | ALE)
• Lost Village, de George Todria, (ESP | GEO)
• Mater Salvatoris, de Marc Barceló (ESP)
• Materia Prima, de Cristian Mellado (CHI)

Competitiva Londrinense
• Baldy, de Andianara Barbora, Jackeline Seglin, Jenny Torres, Loraine Kavrokov, Nivaldo Lino, Paola Cuenca Moraes e Victor Struck
• Encontro de Raízes, de Sandro Branco
• O Enterro do Caipira, de Robinson Borba
• Gira Brasil Londrina Garopaba, de Arthur Ribeiro
• Invasores, de Carlos ‘Fofaun’ Fortes
• A Noiva, de Karina Rocha
• O Pelourinho, de Felipe Pauluk e Camila Yoshida
• O Retrato, de Jackeline Seglin

Competitiva Paranaense
• O Canto do Claustro, de Gustavo Minho Nakao
• A Casa sem Separação, de Nathália Tereza
• Com Todo Amor de Que Disponho, de Aristeu Araújo
• Lobo, de Thiago Busse
• Parque Pesadelo, de Aly Muritiba e Francisco Gusso

Competitiva Nacional
• O Delírio é a Redenção dos Aflitos, de Fellipe Fernandes (PE)
• Deusa, de Bruna Callegari (SP)
• O Estacionamento, de Willian Biagioli (PR)
• Uma Família Illustre, de Beth Formaggini (RJ)
• Garoto VHS, de Carlos Daniel Reichel (SC)
• Lightrapping, de Marcio Miranda Perez (SP)
• A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria (SP)
• Não me Prometa Nada, de Eva Randolph (RJ)
• Outubro Acabou, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes (RJ)
• Represa, de Milena Times (PE)
• Sob Águas Claras e Inocentes, de Emiliano Cunha (RS)
• Solon, de Clarissa Campolina (MG)
• Tango, de Francisco Gusso e Pedro Giongo (PR)


SERVIÇO
Festival Kinoarte de Cinema – de 18 a 27 de novembro
(Mais informações em www.kinoarte.org/festival/)