Mostra Sci-fi – Ficção buscou representar temores das pessoas diante o desenvolvimento tecnológico, cita pesquisador

Termina nesta semana a mostra sci-fi realizada em Londrina pelo Sesc Cadeião Cultural. John Carpenter, Mario Bava e Jack Arnold são alguns dos diretores relembrados, desde a abertura da mostra na última quarta-feira (07). O espaço preparou uma jornada de quatro décadas pelo mundo dos “filmes B” da ficção científica. O evento segue até 14 de março e traz seis importantes longas-metragens que retratam a ficção científica dos anos 50, 60, 70 e 80.

O clássico 'Eles vivem' (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta - Foto: Divulgação
O clássico ‘Eles vivem’ (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta – Foto: Divulgação

A programação iniciou com uma abertura feita pelo professor Dr. André Azevedo da Fonseca,  pesquisador do departamento de comunicação da UEL. Na mesma noite, o filme “A ameaça que veio do espaço” (1953), do diretor Jack Arnold, foi exibido Cadeião. “Há ainda muita controvérsia sobre a origem da ficção científica propriamente dita. Muitos entendem que o romance Frankenstein: o moderno prometeu, de Mary Shelley, no início do século XIX, se tornou, à posteriori, a primeira obra de ficção científica da história. Este é um gênero moderno por definição, pois o próprio conceito de ciência, tal como o conhecemos hoje, é recente”, contou André Azevedo em entrevista ao Rubrosom. Ao longo da semana, além de A Ameaça Que Veio do Espaço, a mostra apresentou títulos de diretores consagrados das 4 décadas. Mario Bava e Joseph Losey compõem a mostra com O planeta proibido (1956), Os malditos (1963), O planeta dos vampiros (1965), Fuga no século 23 (1976) e Eles vivem (1988) que será exibido nesta quarta. 

O segundo filme da mostra 'O planeta proibido' de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março - Foto: Divulgação
O segundo filme da mostra ‘O planeta proibido’ de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março – Foto: Divulgação

Para André, a relação das artes e do entretenimento com o tema de ficção científica é anterior ainda à história do cinema “A literatura de ficção científica buscou representar os desejos e os temores das pessoas diante o desenvolvimento cada vez mais acelerado de processos e artefatos tecnológicos. Por isso a ficção científica é fundamentalmente diferente de narrativas da cultura oral, baseadas em mitos, e também de outras narrativas escritas clássicas que imaginavam futuros alternativos, como vemos, por exemplo, em Utopia, de Thomas Morus”, concluiu Azevedo.

Sobre a mostra Sci-Fi – O gênero de ficção científica é reconhecido por sua diversidade e intensa produção. A mostra Scfi-Fi busca, dentro dessa vasta obra, apresentar títulos que suscitem a discussão e o debate, tanto sobre o gênero, quanto sobre o período de sua produção.

Com essa intenção, o catálogo da mostra é divido em seções por década, como um almanaque. Cada espectador presente na abertura da mostra também receberá um exemplar do catálogo, a fim de acompanhar as diversas informações, curiosidades, a vida dos diretores e análise das obras. A Mostra, enfim, traz os títulos como ponto de partida para um entendimento amplo do gênero de ficção científica e também do tempo, seja o tempo em que os filmes foram produzidos, ou o tempo que as obras “imaginaram” que o futuro seria. “Ficção científica, na verdade, não fala do futuro. Mas representa os anseios do presente em relação às consequências possíveis do desenvolvimento das tecnologias contemporâneas. Este gênero procura identificar e desenvolver, através da ficção, algumas das tendências ainda embrionárias das ciências de seu tempo. Por isso, ao contrário de prever o futuro, o gênero contribuiu para desenvolver a imaginação e estimular a crítica ética sobre os caminhos percorridos e desejados pela comunidade científica na atualidade”, pontua André.

Quando questionado sobre a certa crítica feita ao gênero, que muitas vezes é considerado um ‘elo perdido’ ligado à uma projeção do futuro que, de fato, nunca se concretizou, André cita as outras preocupações e aspectos analisados na produção do gênero. “Nesse sentido, a produção pioneira no cinema de ficção científica revela outras coisas. Não tem sentido exigir que os criadores do passado “adivinhassem” as tecnologias que surgiriam décadas depois. Se os filmes abordaram as preocupações de seu tempo, agora contribuem como fontes primárias de história para que a gente possa compreender quais eram as ameaças que agitavam a imaginação da humanidade no passado. E esse exercício sempre contribui para que a gente possa comparar os fantasmas do passado com aqueles que criamos atualmente e, assim, nos conhecermos melhor. Observar uma caricatura sempre nos ajuda a enxergar melhor os detalhes decisivos que passam despercebidos. Além disso, é muito interessante verificar os caminhos imaginados – mas não trilhados – pela ciência para compreender que o presente é o resultado da cooperação e da disputa entre inúmeras tendências que coexistiam. A ciência não é uma avenida reta, mas uma árvore viva com galhos que se bifurcam indefinidamente. Tecnologias de ponta se tornam rapidamente obsoletas; pesquisas de teoria pura aparentemente incompreensíveis detonam tecnologias revolucionárias, cruzamentos interdisciplinares produzem frutos inesperados, acidentes de percurso provocam descobertas inimagináveis e redirecionam todo um campo de pesquisa…”.

O professor ainda conclui, “Quando um paradigma tecnológico é suplantado por outro, toda uma representação de futuro baseada nesse alicerce simplesmente desmorona. Mas isso não quer dizer que as representações de futuro do passado, tornadas fantasmagóricas, foram inúteis. Ao contrário, a imaginação é precisamente uma das forças mais importantes que, ao lado da técnica, impulsiona as inovações. Frequentemente a ciência tem uma relação de mão dupla com a ficção científica: uma é influenciada pela outra e vice-versa. E como a lógica da ciência é o desenvolvimento, é natural e desejável que as tecnologias e as suas representações na arte sejam superadas e renovadas, explorando novos caminhos. É curioso observar, no entanto, que muitos temas perduram. O problema da tecnologia que sai do controle humano, por exemplo, é recorrente. Nesse sentido, revisitar os filmes do passado também contribui para observar quais problemas éticos e filosóficos são duradouros, e quais perderam o sentido”, conclui André.

A realização desta mostra de cinema está diretamente vinculada ao projeto CineSesc, idealizado pelo Núcleo de Cinema do Departamento Nacional do Sesc (RJ) e presente em centenas de Unidades do Sesc por todo o Brasil. Através do projeto CineSesc, o público tem acesso a importantes produções audiovisuais nacionais e estrangeiras não relacionadas à lógica convencional do circuito comercial do cinema. Deste modo, o projeto abre um importante espaço para produtores independentes, como também oferece uma programação singular à comunidade londrinense.

PROGRAMAÇÃO
07 de março às 19h – Bate-papo de abertura com professor e pesquisador do Departamento de Comunicação do Centro de Educação Comunicação e Artes – CECA – da Universidade Estadual de Londrina UEL + lançamento e distribuição do catálogo da mostra

07 de março às 20h – A ameaça que veio do espaço (Dir. Jack Arnold, 80min, 1953) – exibido
08 de março às 20h – O planeta proibido (Dir. Fred M. Wilcox, 90min, 1956) – exibido
09 de março às 20h – Os malditos (Dir. Joseph Losey, 95min, 1963) – exibido
10 de março às 16h – O planeta dos vampiros (Dir. Mario Bava, 88min, 1965) – exibido
11 de março às 16h – Fuga no século 23 (Dir. Michael Anderson, 119min, 1976) – exibido
14 de março às 20h – Eles vivem (Dir. John Carpener, 94min, 1988)


Serviço:
Clássicos Sci-Fi – Mostra de Cinema
de 07 a 14 de março de 2018
Ingressos gratuitos, disponíveis sempre com 1h de antecedência de cada sessão
Sesc Cadeião Cultural
R. Sergipe, 52, Centro
Londrina/PR

Núcleo de Dramaturgia Audiovisual Londrina abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o o Núcleo de Cinedramaturgia DRAMÁTIKA, do Sesi Cultura, que terá a sua primeira edição em 2018. Idealizado pelo cineasta e roteirista Rodrigo Grota, o Núcleo terá o intuito de aproximar os profissionais de Cinema e Teatro de Londrina & região. Com o suporte logístico e técnico da produtora Kinopus Audiovisual Ltda, o Núcleo DRAMÁTIKA se divide em duas etapas: em sua primeira fase, serão realizadas cinco leituras dramáticas de textos teatrais, seguidas pela exibição de filmes que foram adaptados para o cinema a partir desses textos. A inscrição vai até o dia 4 de março, e pode ser feita pela internet.

Rodrigo Grota é idealizador do Núcleo juntamente com o Sesi PR - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Rodrigo Grota é idealizador do Núcleo juntamente com o Sesi PR – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Na segunda etapa do projeto, o coordenador do Núcleo DRAMÁTIKA, Rodrigo Grota, ao lado de outros quatro diretores convidados, vão conduzir os alunos na criação e desenvolvimento de 5 cenas curtas de até 15 minutos de duração. Essas 5 cenas serão escritas e dirigidas por estes diretores e contarão com no mínimo 2 e no máximo 5 atores entre os alunos selecionados para o Núcleo. Ao final desta segunda etapa, essas 5 cenas serão filmadas e apresentadas ao público em seus dois formatos finais: um filme de longa-metragem e uma peça de teatro. O Núcleo Criativo DRAMÁTIKA propõe aos participantes a reflexão, o exercício e a prática da atuação para Cinema e Teatro, num laboratório permanente de criação e estudo para atores.


Informações
E-mail: sesiculturalondrina@sesipr.org.br
Confira o edital aqui

 

PROMIC 2018 – Edital de independentes será publicado nesta semana

O novo edital para o Programa Municipal de Incentivo à Cultura, dedicado à categoria de projetos independentes, é previsto para ser publicado ainda nessa semana. A informação foi confirmada nesta segunda (05) pelo Secretário de Cultura, Caio Cesaro, durante reunião do Conselho Municipal de Política Cultural.

Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. - Foto: Bruno Leonel
Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. – Foto: Bruno Leonel

Segundo informado, o novo edital usará o formato ‘bolsa/prêmio’, em um padrão diferente dos editais anteriores, o que permitirá que proponentes atuantes como pessoa física possam se inscrever. O valor correspondente às bolsas da categoria, correspondem à R$ 1,6 milhão.

Após muitos meses de adiamento, a mudança é tida como uma revisão do edital, que passou por um cancelamento no ano de 2017 após a vigência da Lei Federal 13019/14 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), cujas implicações restringiam a possibilidade de vínculo entre município e proponentes sem CNPJ.

Além do edital de independentes, os próximos editais previstos são os relacionados á linha de projetos Estratégicos (Vilas Culturais); Previsto para a 3ª semana de março, Estratégicos e independentes (Audiovisual), em sistema feito via ‘Termo de Fomento’; Previstos para a 2ª semana de abril, e o edital de Estratégicos (Carnaval), que deve ser publicado na 2ª semana de maio. Mais informações devem ainda ser divulgadas sobre os novos editais.

Cinema – Edital contempla seis curtas de Londrina

A produção audiovisual de Londrina vem ganhando destaque em circuitos cada vez mais amplos. O edital finalizado em dezembro de 2017 pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) em parceria com a Agência Nacional de Cinema (ANCINE), contemplou, na categoria curtas-metragens, sete produções, das quais seis são de Londrina. Cada curta-metragem receberá o recurso de R$ 60 mil e as produções devem ser finalizadas até dezembro deste ano (Confira abaixo a lista dos curtas-metragens).

Produções em Londrina vêm conquistando cada vez mais espaço. A imagem é da gravação da série "Super Família" (2017) - Foto: Renata Cabrera
Produções em Londrina vêm conquistando cada vez mais espaço. A imagem é da gravação da série “Super Família” (2017) – Foto: Renata Cabrera

Ao todo, o edital destinou no estado R$ 3,75 milhões para a produção de curtas e longas-metragens, telefilmes e projetos de distribuição de obras cinematográficas em geral. Além dos curtas-metragens, também foram contemplados com recursos outros dois projetos de Londrina: uma produção de telefilme – O Bispo e o Comunista – a incrível herança cultural dos irmãos Sigaud, da Produtora do Leste, no valor de R$ 180 mil; e uma distribuição de longa-metragem, com o longa Leste-Oeste, da Kinopus Audiovisual, no valor de R$ 125 mil.

O secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, comemorou o resultado do edital, que conseguiu descentralizar os recursos e incentivar a produção audiovisual em outros municípios do Paraná. “Nossa intenção era a de fomentar o setor em todo o Estado e para isso destinamos a categoria de curta-metragem apenas para proponentes do interior. Foi muito bacana porque recebemos projetos de pequenas a grandes cidades. E nos surpreendemos ao notar que as cidades do interior também se destacaram nas demais categorias. Estamos muito satisfeitos com este resultado”, comenta.

De acordo com Guilherme Peraro, representante do Arranjo Produtivo Local (APL) Audiovisual de Londrina e Região e de uma das produtoras contempladas, o edital é uma conquista, resultado de uma luta de produtoras, entidades e apoiadores que batalharam juntos pela descentralização do recurso. “Nós como APL vemos isso com bons olhos. É uma grande conquista para Londrina e para todo o interior do Paraná. E isso tudo vem a somar com outras iniciativas que estão acontecendo na cidade, pela valorização do audiovisual”, considera.

Peraro reforça que devido ao potencial do setor na cidade, agora também é o momento em que entidades e instituições de ensino vem buscando unir forças para a profissionalização. “Com a quantidade grande de projetos, a tendência é a necessidade de mão de obra capacitada para trabalhar nesses filmes. As produtoras e cada vez mais e instituições de ensino passam a pensar em cursos, palestras e capacitação mais específicos para atender ao setor e isso será ótimo, podemos ter grandes resultados”.

Sobre o APL – O Arranjo Produtivo Local (APL) do Audiovisual de Londrina e Região foi criado em junho de 2017 e contou com o apoio das prefeituras de Londrina e Cornélio Procópio, representantes da política local, regional e federal, Agência Nacional de Cinema – ANCINE, Governo do Estado do Paraná – Secretaria de Cultura e das instituições SEBRAE, ACIL, CODEL, SENAI, FIEP e SERCOMTEL, empresas do setor audiovisual, núcleos e associações empresariais, e instituições de ensino e pesquisa.

O APL tem como meta a aproximação de produtores independentes, assim como ampliar as ações de capacitação, conquistar investimentos para a produção, pós produção e distribuição de conteúdos audiovisuais e criar um polo fílmico para produções de TV, filmes, games e tecnologias inovadoras. O arranjo busca assim criar na cidade de Londrina e região ambientes  propícios para profissionais criativos, contribuir para a geração de empregos e fortalecer a Economia Criativa por meio da Indústria Limpa  do Audiovisual.


*Confira a lista das produções aprovadas no edital 004/2017 (SEEC)

Curta-metragem

Roberta Shizuko Takamatsu – Pequenos Delitos (Londrina)
Artur Ianckievicz Filho Cleo – A Rainha Negra das Passarelas (Londrina)
Gustavo Minho Nakao – Astro Negro (Londrina)
NTV CINE VIDEO SS LTDA  – Inventário (Londrina)
Alessandra Dalva de Souza Pajolla – Redenção (Londrina)
Auber Silva Pereira Filho – Nigredo (Londrina)
André Luiz Bett Batista –  O Padre e o Bento (Maringá)


Informações
Confira mais detalhes do Edital

Luis Mioto leva debate sobre cinema e memória para o Sesc

Nesta terça-feira, 5, a partir das 19h30, o diretor de cinema e pesquisador londrinense Luis Mioto apresenta o debate “Cinema, Memória e Sensibilização”, no espaço do Café Com Quê?, projeto que sedia debates e palestras no Sesc Cadeião Cultural. A conversa coloca em pauta os trabalhos de registro cinematográfico que Mioto realiza desde 2009 junto às comunidades periféricas de Londrina e propõe, a partir da sua filmografia, uma nova abordagem para a memória da cidade.

Mioto é também responsável pelo filme 'O Pequeno' produzido ao longo de 8 anos - Foto: Divulgação
Mioto é também responsável pelo filme ‘O Pequeno’ produzido ao longo de 8 anos – Foto: Divulgação

A conversa é aberta a todos os públicos e a participação é gratuita. Na oportunidade, Mioto ainda exibe ao público trechos de seus filmes, “Eg In: nossa casa” (2015), “Retalhos do chão, do corpo e do céu” (2013), “Saga Cidade” (2011), “Cinema, velho sonho” ( 2013).

Aliando a discussão política e a narrativa poética, Mioto discute os conceitos de Memória Periférica e Sensibilização, aplicadas ao cinema e ao documentário - Foto: Discussão
Aliando a discussão política e a narrativa poética, Mioto discute os conceitos de Memória Periférica e Sensibilização, aplicadas ao cinema e ao documentário – Foto: Discussão

Sobre – O projeto Café Com Quê? é uma iniciativa do Sesc que comtempla a realização de debates e palestras sobre arte, cultura, humanidades e temas afins. O circuito recebe, via edital, propostas da comunidade geral que, depois de selecionadas, são apresentadas ao público no espaço da Galeria de Artes do Cadeião, sempre nas noites de terça-feira. Os encontros acontecem sempre às 19h30 e são abertos ao público, com participação gratuita.

Cinema – Leste Oeste conquista prêmio Van Gogh em festival na Holanda

O longa-metragem Leste Oeste (2016, 86 min), dirigido por Rodrigo Grota e produzido por Guilherme Peraro, conquistou um dos Prêmios Van Gogh da 8ª edição do Amsterdam Film Festival, na Holanda. Produzido pela Kinopus com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), Leste Oeste foi agraciado com um Prêmio Especial do Júri para Melhor Longa Dramático Internacional. Este é o quinto prêmio recebido pelo filme, que já havia conquistado premiações em sua estreia no Cine PE, em Recife, e em festivais nos EUA e no México.

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Com previsão de estreia nos cinemas para o 1º semestre de 2018, Leste Oeste já participou de festivais na Inglaterra, na Polônia, na Colômbia e na Índia. No Brasil, o filme foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Festival Lume de Cinema Independente, além de outros festivais, sendo exibido em mais de 10 estados. Recentemente o filme foi finalista do Blow Up Film Fest – Chigago International Art House Film Fest.

Com Simone Iliescu, Felipe Kannenberg, Bruno Silva, José Maschio, Filipe Garcia, Letícia Conde e Edu Reginato nos papéis principais, Leste Oeste conta com roteiro, direção e montagem de Rodrigo Grota (Trilogia do Esquecimento), produção de Guilherme Peraro e Roberta Takamatsu, direção de fotografia de Guilherme Gerais, direção de arte de José de Aguiar, trilha sonora de Rodrigo Guedes, figurinos de Mayhara Nogueira, desenho de som de Alexandre Rogoski, som direto de Bruno Bergamo, maquiagem de Evelise Chaiben, projeto gráfico de Yan Sorgi, assistência de direção de Rafael Ceribelli, Carlos Fofaun e João Mussato, assistência de produção de Marina Stuchi e Lucas Pullin, assistência de som direto de Eduardo Lopes Touché e Giovani Nori, assistência de arte de Camila Melara & Hígor Mejïa, e assistência de fotografia de Gustavo Nakao, Arthur Ribeiro, Ricardo Costa Barros (Carioca), Elizeo Garcia (still) e Lucas Meyer (câmera adicional).

O filme foi rodado ao longo de duas semanas em 2014 e teve sua primeira exibição pública a 7 de maio de 2016 no Cine PE, em Recife, onde conquistou os Prêmios de Melhor Ator (para Felipe Kannenberg) e Melhor Atriz (para Simone Iliescu). Leste Oeste é o primeiro longa-metragem rodado em Londrina por uma equipe local, e é o primeiro longa da produtora Kinopus, que no momento finaliza o seu segundo longa para cinema: um documentário sobre o Assalto realizado ao Banestado a 10 de dezembro de 1987.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Cinema – Sesc divulga programação especial da semana da mulher

Aproveitando o dia internacional da Mulher (Neste 8 de março), o Sesc em Londrina promove, nesta semana, uma programação especial que  a 12 de março. Entre os dias 8 a 12 de março será realizado o Cine Sesc, projeto que possibilita o acesso do público a filmes de importância cinematografia brasileira e mundial, sempre priorizando produções que não encontram espaço no meio comercial tradicional de distribuição e exibição, além de fomentar e evidenciar as produções locais onde o projeto está inserido.

Nesta semana, duas importantes produções cinematográficas ficarão em cartaz, destacando a personalidade de mulheres empoderadas e que marcaram a história da nossa cidade e do Brasil.

Veja a programação:

Dona Vilma | Documentário | Dir. Vanessa Santos de Oliveira | 26min. | Londrina-2016 | Livre

Dona Vilma - Filme - Foto
Vilma Santos de Oliveira, mais conhecida como Yá Mukumby, é lembrada como uma importante líder do movimento negro em Londrina – Foto: Divulgação

O documentário conta a história de Vilma Santos de Oliveira, também conhecida como Yá Mukumby, passando por sua trajetória pessoal, política e religiosa, com destaque para sua participação na instauração do processo de cotas na Universidade Estadual de Londrina. A direção é de Vanessa Santos de Oliveira, filha de Dona Vilma. O curta foi produzido ao longo de aproximadamente dois anos. As entrevistas foram gravadas no segundo semestre de 2015 e a edição e a busca por materiais de arquivo consumiu quase todo o ano de 2016. A primeira exibição do documentário aconteceu em 2016, no Dia da Consciência Negra, como parte da programação da 18ª Edição do Festival Kinoarte de Cinema, em Londrina.

De 08 a 10 de março, sempre às 20h | No dia 08, após a sessão, haverá bate-papo com a diretora e filha de Dona Vilma, Vanessa Santos de Oliveira.


Poeira & Batom | Documentário | Dir. Tânia Fontenele | 59min. | Brasília-2016 | 12 Anos

Filme - Poeira & Batom

Filme documentário que reúne o depoimento de 50 mulheres que participaram da construção de Brasília. O documentário Poeira & Batom apresenta a saga da construção de Brasília contada por 50 mulheres que chegaram entre 1956 e 1960 e participaram ativamente na construção da recém-anunciada capital do Brasil. Uma nova e feminina forma de recuperar a história dos primórdios de Brasília. Tempos de poeira e muito entusiasmo que contribuíram para o sonho de JK, Niemeyer e Lucio Costa.

11 e 12 de março, sempre às 16h.


SERVIÇO
Cine Sesc Londrina
Onde:
Sesc Cadeião (Rua Sergipe, 52)
Quando: 8 a 12 de Março
Entrada Gratuita

Londrina – Kinopus seleciona elenco para filmagem de serie

A Kinopus Audiovisual de Londrina irá iniciar na próxima semana uma seleção de elenco infantil para uma serie de televisão que será rodada em Londrina.  Segundo divulgado, a Kinopus vai iniciar a seleção de elenco para os personagens crianças da série “Família é Família!”. O projeto foi aprovado dentro do programa do Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine (Agência Nacional de Cinema) de 2015 na categoria TVs Públicas que contempla, além do “Família é Família!”, diversos formatos de audiovisual que serão exibidos em TVs Comunitárias e Públicas de todo o Brasil.

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A produtora já havia sido contemplada no edital de 2014 com a série documental infantil “Brincando com a Ciência!” – que foi rodada em 2016 e estreia nas TVs no 1º semestre desse ano. A história da série ainda é mantida em segredo mas podemos adiantar que retratará o universo infantil de crianças entre 10 e 12 anos que vivem numa mesma rua de uma cidade e frequentam a mesma escola.

O diretor da série, Rodrigo Grota, diz que é fã da série dos anos 80 “Anos Incríveis” – que encantou uma geração – e que quer dar o mesmo tom e resgatar alguns elementos para o “Família é Família!”. Também acrescenta que o livro e os filmes e séries derivadas de “O Menino Maluquinho” serviram de inspiração para a roteirista Roberta Takamatsu. “A ideia é também resgatar as brincadeiras de rua e uma certa inocência raras de se encontrar hoje em dia nesse mundo em que as crianças vivem em frente de celulares, laptops e computadores”, informa Takamatsu.

As filmagens ocorrerão todas em Londrina, com o elenco infantil todo da região que será escolhido nessa seleção. O elenco adulto coadjuvante será composto por atores também da região com o acréscimo de alguns grandes nomes do cinema e televisão brasileiros. Segundo os produtores é importante esta troca de informações e experiência para a cidade. Guilherme Peraro, produtor da série diz que “Londrina vive hoje uma perspectiva muito positiva em relação ao audiovisual com a criação do Núcleo Audiovisual formado por algumas produtoras da cidade que viram o potencial do mercado audiovisual e a vinda de nomes importantes do meio é uma forma de deixar a cidade ainda mais em evidência”.

Os testes da seleção de elenco vão acontecer nos dias 11 e 12 de março na Vila Cultural Alma Brasil que fica na Rua Mar del Plata, 93 na Vila Brasil. Para participar os interessados devem agendar os testes com Lucas Pullin (43 99978-1089) e Marina Stuchi (43 99922-2822).


SERVIÇO
Teste de Elenco para serie ‘Família é Família!’
Quando:
11 e 12 de Março  na Vila Cultural Alma Brasil
Informações: 
Lucas Pullin (43 99978-1089)

Cinema – Últimas conversas de Eduardo Coutinho tem exibição gratuita

‘Últimas Conversas’, o derradeiro último filme do aclamado diretor Eduardo Coutinho, será exibido nesta quarta (1) no Sesc Cadeião em Londrina. A sessão é gratuita e acontece a partir das 20h. O filme tem um início surpreendente: com o próprio Coutinho na cadeira de entrevistado – subvertendo uma certa ordem que sempre ocorre em seus filmes, nos quais, ele entrevista pessoas (Na maior parte das vezes anônimas).

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Segundo a apresentação do filme, foram realizadas aproximadamente 30 entrevistas de 250 adolescentes pesquisados. O diretor trata de assuntos como racismo, religião, bullying e problemas familiares. Entre as diversas entrevistas, algumas jovens se emocionam e acabam chorando ou passando por um real processo de reflexão consigo mesmo. Em alguns momentos, Eduardo Coutinho pode ser visto como um psicólogo dos jovens que vêem ele como um senhor respeitado em quem eles podem confiar para contar seus dramas e externar suas opiniões. Apesar do cineasta aparecer no começo do longa reclamando da falta de naturalidade de seus entrevistados, não é isso o que é visto ao longo do filme. A maioria dos jovens assumem não acreditar em Deus, outros frequentam a igreja e seguem todas as orientações impostas pela igreja.

“Se é verdade que o diretor jamais omitiu a participação em seus documentários, na enorme maioria dos casos o público tinha apenas a chance de ouvir sua voz. Mais do que apresentar a proposta de seu novo longa-metragem, Coutinho vem a público para revelar sua aflição com o filme ainda em formação. “É melhor não fazer do que ter um filme de 70 minutos em que não se acredite”, diz em determinado momento. “Sempre cumpri meus contratos, mesmo que tenha assinado para fazer um filme e entregue outro”, complementa. “Me arrependo de não ter feito com criança”, lamenta” conta o artigo de Francisco Russo – Leia crítica completa no site Adoro Cinema.


SERVIÇO
Filme ‘Últimas Conversas’ de Eduardo Coutinho
Quando:
01, 02 e 03/Março às 20h – 04/03 às 14h – 05/03 às 11h
Onde:
Sesc Cadeião – Rua Sergipe, 52
Entrada Gratuita (Ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência)

Convulsão – Banda de Londrina lança minidocumentário e cerveja

Nesta quinta(16), a banda londrinense Convulsão, que depois de 20 anos de hiato retornou aos palcos no ano passado, lança no Barbearia um minidocumentário que conta a trajetória da banda. O filme tem 8 minutos de duração e retrata a carreira da banda entre os anos de 1988 a 1997, na cidade de Londrina. No mesmo evento será lançada a ‘Convulsão Lager Puro Malte’, da Cervejaria Amadeus de Londrina, quem é patrocinadora do documentário.

Banda Convulsão durante show de 'reunião' em 2016 - Foto: Cesar Segundinho
Banda Convulsão durante show de ‘reunião’ em 2016 – Foto: Cesar Segundinho

Além da exibição, a festa ainda vai lançar a Convulsão Lager Puro Malte, cerveja leve com aroma de biscoito e tons de mel, produzida pela cervejaria londrinense Amadeus em homenagem à Convulsão. A noite ainda tem discotecagem com músicas dos anos 80, 90 e 2000, preparada pelos integrantes da banda.”Na realidade eu sou meio que um acumulador de coisas, tenho muito arquivo de matéria de jornal, VHS, gravações da MTV daquela época, vídeos como por exemplo da abertura do show do Sepultura em 1991 (No Moringão), e partes do show do ‘Londrina Underground Scream’ em 1995… Um dos primeiros festivais que organizei. Tenho vários cartazes de shows da década de 90, acho que na banda o único que fazia isso era eu… “, contou Marcelo Domingues, baixista e vocalista da banda, além de ser quem possuia boa parte do ‘material’ usado no documentário.


O filme foi editado e montado pelo produtor Carlos ‘Fofaun’ Fortes (Cine Guerrilha) que assina a produção junto com Matheus ‘Merp’ Pacheco. Após o retorno da banda, em um show de 2016, e depois, se apresentando no Festival Demosul, o convite para produzir o documentário partiu da própria empresa que se interessou em produzir a cerveja ‘tributo’ ao grupo. “Perguntaram dos materiais arquivados que eu tinha e surgiu a ideia de fazer o registro. Voltamos no ano passado de uma forma bem espontânea, encontrei com o Luis Bocão (Percussão)e voltamos a conversar sobre. Tínhamos uma questão de que, 2 0 anos depois, cada um está fazendo uma coisa, nem foi muito difícil, na primeira conversa todo mundo já aceitou… Eu gostei muito do filme, os caras conseguiram sintetizar tudo em 8 minutos, conta de tudo de 1988/1997, pega desde a primeira formação da banda até essa que voltou, achei bacana o resultado, tem takes de 2017 e imagens da década de 90”, contou Marcelo Domingues.

Convulsão – O quarteto registrou cinco demos durante seu tempo de atividade. Em 1995 ia registrar algumas faixas em uma coletânea, mas, de acordo com Marcelo o projeto não se concretizou.”Estamos com uma ideia de registrar novas músicas esse ano, nada pretensioso, a gente quer ter o registro pra gente e disponibilizar pela internet, no fim das contas, temos muitas músicas que não foram gravadas na época… “, contou Domingues.

Banda convulsão em foto de divulgação da 'volta' em Agosto de 2016 - Foto: Divulgação
Banda convulsão em foto de divulgação da ‘volta’ em Agosto de 2016 – Foto: Rei Santos

Convulsão Lager Puro Malte – Com produção da cervejaria Amadeus, A Convulsão Lager Puro Malte é uma cerveja leve com aroma de biscoito e agradáveis tons de mel, seu sabor traz uma personalidade marcante à uma bebida leve e dourada. Sua receita é totalmente livre de conservantes e obedece à lei de pureza alemã, contando com os mais nobres ingredientes. Tem 5,0%VOL.


Serviço
Lançamento do Documentário e Cerveja Convulsão + discotecagem.
Onde: Barbearia (R. Quintino Bocaiuva, 875)
Quando: 16/02 (quinta-feira) – às 20h00
Entrada: gratuita