Entrevista – Lucas Fiuza e Regional Maria Boa lançam CD

No começo de agosto, foi lançado em Londrina o álbum intitulado ‘Lucas Fiuza e Regional Maria Boa’, composto por 10 músicas, assinadas por Fiuza. São músicas que vem sendo compostas ao longo dos anos, utilizando como fio condutor o choro, seus subgêneros como polca, maxixe, valsa brasileira, mas também traz as diversas influências que o compositor teve em sua vida. Acompanhando o compositor, o coletivo Regional Maria Boa,  na atividade há pouco mais de 2 anos e vem estudando, divulgando o choro em bares, eventos e restaurantes da cidade de Londrina. O grupo é formado por Thiago Marinho na percussão, Wellington Ramos no cavaco e João Gabriel Alves no violão.

O coletivo Regional Maria Boa (com Lucas Fiuza do lado esquerdo), lançou recentemente o primeiro disco - Foto: Divulgação
O coletivo Regional Maria Boa (com Lucas Fiuza do lado esquerdo), lançou recentemente o primeiro disco – Foto: Divulgação

Participaram do álbum três convidados especiais, Miguel Santos com seu acordeom na música “Perseverança”, uma polca misturada com maxixe; Annalisa Powell, australiana que já pegou nosso swing, tocando flauta na música “Delicadeza”, um choro tradicional; e Wag Collins no violino, fazendo a valsa “Girassol”. O Cd conta com algumas particularidades, além das misturas de estilos dentro do gênero choro, citadas em “Perseverança”, há também choros com influência de música latina em “Guasca” e pitadas da música espanhola em “Céu de Espanha”.

Lucas Fiuza se formou em violão erudito com o prof° Ricardo Grion no Conservatório de Tatuí. Na cidade, participou de projetos como arranjos para orquestra de violões da obra dos Beatles, além das aulas individuais e de grupos com repertório variado. Posteriormente iniciou na sua terra natal, Itapetininga, os estudos na Escola Livre de Música Municipal, com o professor Alexandre Bauab com quem fez aulas de violão, harmonia e de regional. Mudando para Londrina em busca de novas oportunidades, toma contato com chorões da cidade, do Clube do Choro de Londrina, participa do Regional Vila Brasil, grupo que se conheceu no contato que teve no Festival de Música de Londrina e neste momento participa do Regional Maria Boa.

Fez parte da formação musical de Lucas Fiuza, a Bossa Nova que sua mãe escutava e isso é possível observar hora ou outra no encadeamento que aprendeu com Tom Jobim através dos discos. Outra referência que fez parte da adolescência foi o Rock, que pode ser observada em “Guasca”, que tem intenção parecida com os dois andamentos que são utilizados em “L’via Viaquez”, do The Mars Volta. A música “Braga” tem influência da música “Então Chora Bandolim”, do carioca Luiz Otávio Braga, principalmente no final dela que tem um clima interessante e que na minha composição é sentida mais em sua introdução. O gosto pelo humor está presente no maxixe “Curiosa”, em que o nome foi dado por causa de uma menina de 9 anos, a Bia, amiga de sua família, que um dia estava em sua casa e após várias brincadeiras, o músico resolveu ficar no seu canto para finalizar as composições que entrariam para esse álbum. Ela ficava interrompendo enquanto Lucas estava terminando de escrever em seu caderno de música e perguntava: “O que você está fazendo tio?”, ele respondia, “Estou compondo Bia.”, ela saia e voltava de cinco em cinco minutos e perguntava o mesmo e eu respondia novamente a mesma coisa.

Como o maxixe ainda estava sem nome, a intromissão da menina me fez intitular a música de “Curiosa”. O choro “Simpatia” foi feito em homenagem ao cavaquinista brasiliense, Léo Benon, que esteve em uma edição do festival em Londrina e ao final daquela semana intensa com os chorões brasilienses, acabei compondo este choro de forma intensa em menos de dois dias e resolvi homenageá-lo. A seguir, confira uma entrevista com o músico, que assina as faixas, onde ele fala mais sobre o processo de produção do trabalho:

É seu primeiro registro de estúdio certo? Depois de tantos estudos e projetos, qual a sensação de finalmente apresentar este trabalho pro público?
Sim, é meu primeiro registro com músicas autorais…  A sensação é espetacular, sentir as reações das pessoas, que ficam surpresas com a qualidade do material, desde as sensações que as músicas causam nas pessoas como alegria, entusiasmo e também as palavras de incentivo que estou recebendo de todos!

Vi no relise as referências que vão desde compositores brasileiros até nomes do rock (Como a referência ao Mars Volta), você sempre se interessou pela mistura de estilos assim? Tinha uma preocupação em inserir essas linguagens no trabalho do regional?
Minha formação veio do violão erudito, mas por uma questão de amizades e acredito até de geração, escutei rock durante minha adolescência toda, passando por variadas vertentes. Um dia vi o clipe de “Blunt of Judah”, do Nação Zumbi e pirei naquele som, era a coisa mais contemporânea que tinha ouvido desde então. Estava nesse processo de começar a ouvir novamente bandas nacionais e que cantassem em português também. Aquelas misturas de estilos dentro dessa banda também me influenciaram a fazer misturas dentro das minhas músicas, como por exemplo, “12 Nuvens”, que começa com choro na primeira parte e depois viram polca tanto na parte B, quanto na C. Posteriormente entrei no universo do choro porque me interessei demais com aqueles encadeamentos, rítmica e foi uma evolução na minha forma de pensar a música como um todo. Não havia preocupação em colocar estas influências, tudo surgiu naturalmente e foi colocado sem fazer restrições se isso podia ou não dentro do gênero.

Ao longo de quanto tempo foram feitas as faixas? São todas da mesma época?
Já tinha feito alguns rabiscos na pauta ao longo do tempo, mas o primeiro que fiz e que considerei relevante foi “Delicadeza”, depois do Festival de Música de Ourinhos de 2008, saiu em praticamente três dias a composição. Depois, fui escrevendo pedaços de música e guardando para serem finalizados posteriormente. Os festivais que tem essa intensidade na vida do músico que pratica manhã e tarde durante uma semana, me fez compor o choro “Simpatia” e dedica-lo ao brilhante cavaquinista de Brasília, Léo Benon, que foi professor durante duas edições do Festival de Música de Londrina. E continuei compondo até que cheguei a esse número de 10 músicas que considerei relevante para fazer um álbum, sendo que as últimas três, “Curiosa”, “12 Nuvens” e “Girassol” foram finalizadas no final do ano passado. Queria fazer um álbum completo até para ficar como um registro histórico dentro da música de Londrina, brasileira e contribuir mesmo que de forma ainda diminuta com a nossa música!

Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Sei das influências de vocês, dos trabalhos que o ‘Maria Boa’ tem feito… Mas pra este disco, tem algum compositor ou referência nova que inspirou vocês para o registro?
Minha maior influência do choro é o Pixinguinha, compositor que mais estudei. O Guinga é responsável por me influenciar nas minhas experimentações com dissonâncias, um dos maiores compositores em todos os tempos. Mas tem muita gente nova fazendo trabalho interessante atualmente, como o Luís Barcelos, Rogério Caetano e o duo que ele fez com o Eduardo Neves. Não necessariamente me inspiraram a compor essa ou aquela música, mas merecem a atenção do público. Novamente no festival, os professores do Rio de Janeiro Jayme Vignoli, Marcílio Lopes e Paulo Aragão, este último arranjador de trabalhos do Guinga,vieram em Londrina ano passado e empolgaram principalmente o Wellington e João Gabriel, mostrando uma forma como os chorões cariocas faziam a rítmica do choro.

E os próximos passos? Pretendem divulgar o trabalho nas redes apenas? Participar de festivais, etc?
O objetivo é fazer apresentações nos mais variados lugares. Além dos que a gente já faz, participar de editais de cultura, festivais, prêmios da música brasileira, etc; divulgando ao maior número de pessoas. E também em breve colocarei nas plataformas digitais.


Informações:
Acompanhe o Regional Maria Boa no Facebook. 

Show e bate papo – Clube do Choro toca hoje no Sesc

Acontece nesta quinta-feira (10) em Londrina a apresentação do show “Tradição e Renovação” feito pelo Clube do Choro de Londrina no Sesc Cadeião. Após a apresentação, marcada para as 19h30, o grupo participará de um bate-papo com o público sobre o tema “A Cultura do Choro em Londrina”, a entrada é a partir de R$2, veja a seguir.

Show e bate papo - Clube do Choro toca hoje no Sesc
Durante a conversa, músicos do Clube do Choro falaram sobre projetos atuais do estilo na cidade – Foto: Divulgação

Segundo Osório Perez, membro do coletivo, o bate-papo irá tratar sobre assuntos ligados à história do gênero na cidade, assim como alguns dos projetos atuais que estão em andamento. “Acho que hoje a cidade reconhece mais o gênero, tudo o que tem sido feito, há muitas rodas acontecendo em diversos lugares, o negócio ta ‘fora do controle’ de forma muito positiva”, contou o músico em entrevista ao Rubrosom.


A formação atual do Clube do Choro de Londrina celebra nessa quinta-feira uma apresentação incluindo composições de autores da cidade, bem como de músicos atuantes no cenário nacional. O repertório visa trazer visibilidade aos intérpretes do Choro londrinense, homenageando mestres do passado como Luperce Miranda e compositores emergentes como Hamilton de Holanda, Rogério Caetano, Alessandro Penezzi e Luis Barcelos. A apresentação contará com participações especiais de “chorões” e amigos que estão sempre presentes nas queridas rodas londrineneses. Atualmente há também planos para registrar um disco com choros de músicos da cidade. ˜Montamos um projeto para o edital do Promic que envolveria cerca de 20 composições  para gravação de um cd só de compositores de Londrina. Nossas diretrizes são bem voltadas para o Londrinense, o ouvinte daqui ta sempre acostumado a ver choro em vários tipos de espaços, há alguns anos temos um planejamento para levar o choro para escolas também”, conta Osório.


SERVIÇO
Show e conversa com Clube do Choro de Londrina
Quando:
Hoje às 19h30 no Sesc Cadeião (A conversa é a partir das 20h30)
Entrada: A partir de R$ 2 – Inteira R$ 10/ Estudante R$ 5

Choro – Prática em grupo reúne músicos em Londrina

Não é dia letivo, mas ainda assim há pessoas no colégio em pleno sábado. Ao entrar pelo portão do local, já é possível ouvir a música que ecoa de uma sala próxima. Violões, flauta e até um acordeom soam em harmonia enquanto frases breves são ditas junto à música. Trata-se da oficina de choro, realizada todos os sábados no Colégio Marcelino Champagnat na região central Londrina. Músicos de vários níveis, estudantes e entusiastas do estilo se reúnem logo pela manhã para trocar referências, tocar e aprender mais sobre o choro.

roda de choro
Músicos se reúnem todos os sábados, pela manhã, para a prática do choro – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O RubroSom acompanhou, no último sábado, uma dessas oficinas, que ocorreu dentro de uma das salas de aula do colégio. Participantes de várias idades diferentes tocavam (Uns com partituras, outros sem) e sempre atentos à orientações do músico Osório Perez (Do Clube do Choro de Londrina). Osório acompanha os outros no violão, ao mesmo tempo em que dá breves orientações como o próximo acorde, mudança de ritmo e outros detalhes; “Aqui no colégio a oficina acontece desde Julho de 2014, mas, ela acontecia antes. No Facebook mesmo, temos uma página do projeto que já contabiliza seis anos!”, comenta o músico. O som é executado com perfeição, mesmo um convidado que participa no dia pela primeira vez, toca junto com o restante dos músicos sem problema.

'A música está no sangue. A gente vê pessoas dedicadas aqui, muito humildes, isso faz a gente se sentir bem", contou o agricultor Joaquim Carlos Inocente - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
‘A música está no sangue. A gente vê pessoas dedicadas aqui, muito humildes, isso faz a gente se sentir bem”, contou o agricultor Joaquim Carlos Inocente – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Ao todo oito músicos participam da oficina, músicos mais experientes e também outros mais novos; “O choro é uma paixão nova, eu comecei a ouvir mais aqui na oficina mesmo. Toquei violão clássico, jazz e até rock…mas agora o choro tem durado mais”, afirma Felipe Zilloto, de 18 anos, que toca desde os dez anos de idade… “Sempre vale a pena participar. Acordar cedo, e essas coisas, são ruins em qualquer lugar. Estudar e evoluir no instrumento, é bem importantes…”, comenta o músico que entre seus ‘chorões’ preferidos cita nomes como Dillermando Reis, Iamandú.

O choro é uma paixão nova também de alunos mais experientes como Joaquim Carlos Inocente, de 58 anos (Que no dia tocava acordeom).”Fiquei uns 33 anos sem tocar o instrumento. Minha atividade profissional castiga um pouco – Joaquim é agricultor – Horário de plantio, colheita envolve um período de meses que a gente para. Mas, a música está no sangue, sempre quando posso, eu volto a retornar para os estudos, fazemos por prazer mesmo… “ contou Joaquim ao RubroSom, é a primeira vez que o músico participava da oficina. “A gente vê pessoas bem dedicadas aqui, muito humildes, isso faz a gente se sentir bem. Dentro do repertório gosto muito do Pixinguinha, Jacó do Bandolim… São as referências que a gente vê sempre por aí…” acrescenta Joaquim.

O projeto é feito sem qualquer tipo de apoio ou recurso externo. Alunos e interessados podem participar da oficina que acontece todos os sábados. É necessário que cada um leve seu próprio instrumento. “A gente faz uma pesquisa de repertórios muito simples, choros simples de duas partes, para poder sentir a prática Canções de duas partes, músicas para pessoa poder sentir a prática de conjunto, a vivência do regional. Conforme a pessoa vai evoluindo, ela mesma vai criando o repertório mais complexo, sozinha… A gente também abre pra quem quer trazer novidades”, conta Osório Perez que realiza a oficina semanalmente.

“O choro é uma paixão nova, toquei violão clássico, jazz e até rock...mas agora o choro tem durado mais", conta o músico Felipe Zilhoto (À direita) - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
“O choro é uma paixão nova, toquei violão clássico, jazz e até rock…mas agora o choro tem durado mais”, conta o músico Felipe Zilhoto (À direita) – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

O projeto ocorreu durante boa parte de 2015 e, neste ano, começa a retomar atividades quase na metade do ano. “Eu já comecei a sentir falto da oficina, neste tempo sem fazer, só vem quem tá disposto mesmo… É um horário bom de fazer, resolvemos retomar pra não perder mais a outra metade do ano”, relembra Osório. Como os principais compositores Osório cita nomes como Maurício Carrilho (Sobrinho de Altamiro Carrilho), Joaquim Sobrera, Valdir Azevedo… “Circula por ai, para a galera fixar bem. É aberto para quem quiser vir, o objetivo é tocar em conjunto. Muitas vezes a pessoa toca e estuda em casa, mas não tem um grupo pra praticar, ela pode vir aqui e participar” conclui o músico.


SERVIÇO

Oficina de Choro
Onde:
Colégio Champagnat – Rua São Salvador, 998
Quando: Todos os sábados, a partir das 9h
Participação gratuita: (Necessário levar instrumento)

Clube do choro inicia campanha para financiar documentário

Foi iniciada na última quarta-feira (20) uma campanha de arrecadação coletiva para financiar a edição e a finalização do documentário ‘Londrina Sorri para o Choro’ cujas filmagens foram concluídas no ano de 2015.

Há décadas o coletivo desenvolve suas atividades na cidade, sempre levando o choro para diversas regiões e se apresentando em espaços públicos. Integrado por músicos de várias idades e formações, a trajetória do grupo agora terá um registro em imagens. O lançamento do documentário, ocorrido no Restaurante Dona Menina, também contou com uma roda de choro, e ocorreu como parte da programação da ‘Semana do Choro de Londrina’.

Durante o lançamento da campanha, músicos de Londrina participaram de uma roda no restaurante 'Dona Menina' - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Durante o lançamento da campanha, músicos de Londrina participaram de uma roda no restaurante ‘Dona Menina’ – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O registro foi feito por uma produtora de Curitiba. Uma equipe de cinegrafistas e técnicos passou cerca de nove dias na cidade acompanhando rodas de choro e realizando entrevistas com pessoas que participaram da história do grupo. “Teve dia que foi bem corrido, a gente usou uma kombi para levar os equipamentos, visitamos várias rodas de choro. O veículo quebrou no primeiro dia aliás (risos) – Mas o resultado foi muito legal, contamos com a ajuda de várias pessoas, acho que foi o diferencial na gravação. O resultado final foi muito coletivo… A gente teve a ideia mas realizar isso dependeu de muito mais gente” comenta Francielly Camilo, diretora e produtora do documentário.

Músicos de várias fases do Choro na cidade participaram do registro. “Foram filmadas 11 rodas e fizeram mais de 20 entrevistas, gravaram com um amigo nosso que ficou mais de sete anos na Alemanha, falou do choro na europa… O Baldy falou, o Roberto Guerra que é um dos pioneiros do choro na cidade, teve muita gente legal falando. Para finalizar o filme vai ainda cerca de 2 meses de trabalho, temos também outros editais que estamos vendo para levar o documentário para outros canais, talvez até no cinema também” comenta Osório Perez do Clube do Choro de Londrina. A campanha começada pela plataforma Kickante espera arrecadar cerca de R$ 15 mil até o dia 19 de Junho.

Mais informações
Documentário Londrina Sorri para o Choro
Campanha de financiamento pela plataforma Kickante

Semana do Choro de Londrina terá apresentações grátis

A partir desta segunda-feira (18) a cidade de Londrina será o palco de destaque da música brasileira instrumental. Até o dia 24, acontece na cidade a 6ª edição da Semana do Choro da cidade. O evento contará com a participação de pelo menos três grupos da região, especializados na pesquisa e estudo do estilo, além de artistas e interessados de toda a cidade que participarão de apresentações gratuitas, oficinas e entrevistas em diversos pontos do município, inclusive em espaços públicos.

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Regional ‘Futuca Migué’ é um dos grupos que se apresentará durante eventos da ‘Semana do Choro’ – Foto: Divulgação

O evento acontece de forma independente, sem nenhum tipo de patrocínio ou apoio externo. “Uma coisa interessante deste ano é que, praticamente, todos os lugares em que tocaremos são novos para a gente. Estamos abrindo espaço para o choro através dessas rodas de choro que irão acontecer em bares” comenta Osório Peres, coordenador e membro do Clube do Choro de Londrina que se apresentará durante alguns eventos da semana..

Clube do Choro, que se apresenta durante a semana, também será tema de documentário - Foto: Divulgação
Clube do Choro, que se apresenta durante a semana, também será tema de documentário – Foto: Divulgação

Além do ‘Clube’ os grupos ‘Futuca Migué’ e o ‘Regional Maria Boa’ também participarão ativamente da semana se apresentando em bares e também em espaços como escolas de música, colégios e até em estabelecimentos localizados na região da ‘Comunidade 12 Tribos’ próximo à Estrada do Limoeiro (Veja a programação). A partir de oficinas realizadas no colégio Marcelino Champagnat, no ano passado, foi formado um novo grupo de estudos para reforçar a prática do choro. “O regional foi formado por Renato Stecca, Wellington Filho, Odair Pereira, Joaquim André, João Gabriel, Silvia Borba e Igao de Nadai, mas sempre está aberto para novos músicos praticarem o choro. Eu que ministrava as oficinas de cavaco e bandolim, comecei a participar e auxiliar em interpretação, teoria e harmonia.” cita o músico e jornalista Lucas Fiuza, integrante do grupo. “O ‘Maria Boa’ se tornou a alternativa para quem quer continuar praticando o gênero já que além das oficinas semanais, faz a verdadeira roda de choro onde todos tocam com o intuito de se divertir e perpetuar o estilo na cidade. O regional se apresenta em bares da cidade, todo mês participa do forró do aluguel e já marcou presença no Quizomba.” acrescenta o músico.

Integrantes do Regional Maria Boa, formado após encontros em oficinas pela cidade - Foto: Divulgação
Integrantes do Regional Maria Boa, formado após encontros em oficinas pela cidade – Foto: Divulgação

Eventos em espaços públicos também marcam a programação: Uma oficina de prática de conjunto acontece no dia 23 (Dia Nacional do Choro) na sede recém reformada da Secretaria de Cultura (Em frente à Concha Acústica). “Em edições anteriores, quando a semana anterior era organizada pela Rosana Moraes, havia um caráter (Que eu considero mais difícil) de sempre trazer artistas de fora da cidade. Após a saída dela, começamos a fazer o que era mais fácil, rodas mesmo com artistas daqui em bares da cidade e chegamos ao formato de agora. Acho muito positivo ver outros grupos fortalecendo esse movimento do choro na cidade, grupos que começaram depois da gente estão firmes e fazendo rodas direto. Ficamos felizes em ver isso” acrescenta Osório..

Documentário

Entre os eventos mais notáveis, há também o Lançamento da campanha de financiamento coletivo (Crowdfunding) para o documentário “Londrina Sorri para o Choro” no restaurante Dona Menina no dia 20. A captação das imagens para a longa-metragem ocorreu no mês de julho de 2015. O documentário conta com depoimentos, imagens das apresentações e das rodas. Entre os entrevistados, está Roberto Souza, músico do Clube do Choro; Alberto Barroso, que foi membro do grupo por mais de 30 anos e outras figuras importantes do grupo. Em dois meses a meta é arrecadas R$ 15 mil para custos de finalização e edição do documentário..

O Evento

O núcleo central da Semana do Choro é comemorar o aniversário de Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, que nasceu em 23 de abril de 1897. Foi estabelecido o dia 23 como Dia Nacional do Choro que é comemorado com muita alegria e autêntica música brasileira em todas as capitais e grandes cidades do pais..


Programação

18/04 Entrevista com o regional “Fucuta Migué” no programa “Modos de Vida”, da Radio Uel, às 15h.
19/04 Apresentação/Concerto Didático do regional “Fucuta Migué” na Escola Dôminos, av. Pres. Castelo Branco, 1577, às 10h30,
20/04 “O Choro vai à Escola” no Colégio Ubedulha C. Oliveira, rua Júlio Farináceo, 110, às 10h.
20/04 Entrevista com o “Regional Maria Boa” no programa “Modos de Vida”, da Radio Uel, às 15h.
20/04 Apresentações/Concertos Didáticos com regional “Futuca Migué” na escola Dôminos, av. Pres. Castelo Branco, 1577. Duas seções: às 16h15 e 17h.
20/04 Lançamento da campanha de financiamento coletivo para o documentário “Londrina Sorri para o Choro” e roda no restaurante Dona Menina, rua Guararapes, 177, às 19h.
21/04 Roda de Choro no Restaurante Chão Comum (comunidade 12 Tribos), na estrada do Limoeiro, às 12h.
21/04 Roda de Choro no Bar Palito, avenida Aniceto Espiga, s/n (rotatória em frente ao Santarena), às 18h.
22/04 Choro na Pizzaria Ravenna, av. João Cândido esq. com av. J.K, às 19h.
22/04 Roda com Regional Maria Boa no Bar Araras, av. João Cândido esq. com Pará, às 20h.
23/04 Oficina de prática de conjunto de Choro na sede recém reformada da Secretaria de Cultura, em frente à Concha Acústica, às 9h.
23/04 Choro no Restaurante Comidaria, rua Jorge Velho, 404, às 12h.
23/04 Roda no Boteco do Alemão, rua Mato Grosso esq. com Paes Leme, às 19h.
24/04 Choro na Pizzaria Ravenna, av. João Cândido esq. com av. J.K. às 12h.