Thiago Sagi encerra Viva Elis nesta quinta em Londrina

O cantor Thiago Sagi sobe aos palcos do Bar Valentino nesta quinta na última data da temporada Viva Elis 2018. O último dia de shows desde ano dá lugar à voz masculina na interpretação das canções eternizadas na voz da intérprete. A apresentação será na quinta-feira (25), a partir das 21h, com ingressos a R$ 15.

Suas influências passam por Milton Nascimento, Freddie Mercury, Tina Turner, Ney Matogrosso, Janis Joplin, Sarah Vaughan - Foto: Divulgação
Suas influências passam por Milton Nascimento, Freddie Mercury, Tina Turner, Ney Matogrosso, Janis Joplin, Sarah Vaughan – Foto: Divulgação

No ano em que a morte da cantora completa 34 anos, o festival é uma forma de lembrar o legado da cantora. Nada melhor do que lembrar da intérprete através da música e dos palcos: a imensidão do seu som. Thiago vislumbra em Elis Regina outro grande sustentáculo da MPB que continua a ditar a ordem de como se fazer música moderna no Brasil.

Todos esses elementos fazem de Elis a grande artista que é – importante que falemos dela no presente do indicativo, pois sua obra permanece viva – estão presentes no repertório do show ‘Viva Elis’ que Thiago Sagi selecionou para apresentar. Mais do que enfileirar sucessos, o setlist foi ‘pensado, com muito carinho, para homenagear e contar, através da música, a história da maior cantora do Brasil de todos os tempos’.


Informações
Viva Elis apresenta Thiago Sagi | 2018

Quinta, 25 janeiro
Hora: 21h
Couvert – R$ 15,00
Bar Valentino

Barbada – Francisco El Hombre toca hoje em Londrina

Francisco El Hombre toca hoje em Londrina. Neste domingo (10), a edição 115 da Barbada terá apresentação da banda Francisco, El Hombre no palco do Bar Valentino. A festa recebe ainda o residente DJ Ed Groove e o DJ Fabio Indígena do Axé para esquentar ainda mais a festa. Os dois animam a pista antes e depois do show. A programação tem início às 18h com o Bazar Barbada, cheio de novidades em arte, moda e gastronomia. Com o Apoio Cultural do Pastel Mel! O cartaz e seus desdobramentos são produzidos com todo carinho pelo Lasca Studio!

Um acontecimento tomado por explosões rítmicas, o show da franciso, el hombre passou por importantes festivais e palcos. Entre 2015 e 2016, por exemplo, a banda fez mais de 600 apresentações - Foto: Divulgação
Um acontecimento tomado por explosões rítmicas, o show da franciso, el hombre passou por importantes festivais e palcos. Entre 2015 e 2016, por exemplo, a banda fez mais de 600 apresentações – Foto: Divulgação

O segundo semestre promete bons shows para Londrina. Depois de uma breve pesquisa na página festa, a produção da Barbada selecionou algumas bandas e agora promete surpreender o público. A banda Francisco El Hombre já era muito aguardada pelos londrinenses, ainda mais depois de uma grande apresentação no Psicodália, Festival muito frequentado e admirado pelo público da cidade. E a Barbada está de olho! Então fique ligado!

“Somos as fronteiras que cruzei”, diz um dos versos da música intitulada “Francisco, el Hombre”, que está no EP de estreia La Pachanga (2015), da banda francisco, el hombre. Talvez tal frase seja a que melhor representa o grupo formado pelos irmãos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte e pelos brasileiros Juliana Strassacapa, Andrei Kozyreff e Rafael Gomes. Isso porque o quinteto encontra na estrada (e na vida cotidiana) as suas grandes inspirações, mas não só. Com letras em português e em espanhol, a banda se tornou uma peça fundamental na conexão latino-americana. Em seus shows, coloca o público de língua portuguesa para cantar em espanhol e as pessoas de idioma latino para entoar as canções em português. Para eles, não há fronteira que não possa ser cruzada.

Com o lançamento do primeiro disco da carreira, SOLTASBRUXA (2016), que tem produção assinada por Zé Nigro e participação especial de Liniker e do grupo Apanhador Só, a francisco, el hombre alcançou uma maturidade musical e ampliou o seu público, que é formado por pessoas ávidas por descobrimentos musicais. As letras do álbum abordam o momento político e social do Brasil: “Em vez de tentar dar uma cara atemporal ao CD, decidimos encarar o agora. Política faz parte de quem somos, mas no La Pachanga! isso ficou escondido”, diz Sebastián, que toca bateria e canta na francisco, el hombre.

Outro ponto-chave para o crescimento da banda foi o lançamento do clipe de “triste, louca ou má”, que já contabiliza mais de 1 milhão de views no canal do YouTube e cuja canção se tornou um hino feminista. A gravação do vídeo, inclusive, foi feita durante uma turnê por Cuba (em breve, um documentário da passagem do quinteto pela Ilha será lançado).

Um acontecimento tomado por explosões rítmicas, o show da franciso, el hombre passou por importantes festivais e palcos. Entre 2015 e 2016, por exemplo, a banda fez mais de 600 apresentações. Destaque para os festivais latino-americanos América x Su Musica (Havana – Cuba), Imesur (Santiago – Chile) e FimPro (Guadalajara – México). Também passou pela Argentina e pelo Uruguai. Em território nacional, tocou no Rec Beat (Recife – PE), Virada Cultural de São Paulo (Municipal e Estadual), Festival DoSol (Natal – RN), El Mapa de Todos (Porto Alegre – RS), Fora de Noca (Florianópolis – SC), Psicodália (Rio Negrinho – SC), Bananada e Vaca Amarela (Goiânia – GO) e Festival Tenho Mais Discos que Amigos! (Brasília – DF).

BARBADA – Projeto produzido pela BARBADA realizado mensalmente no Bar Valentino desde março de 2010. Trata-se de uma caravana que integra várias linguagens em um único lugar. Inicialmente realizada na casinha do bar – estrutura mais antiga -, atualmente ocupada todo espaço que recebe toques precisos na decoração, principalmente no palco das apresentações. O horário e preço da entrada destoam do padrão da noite londrinense fazendo jus ao nome. A festa se pauta pela diversidade, integrando música, moda, literatura, gastronomia, quadrinhos, artes plásticas e artesanato atraindo um público de jovens formadores de opinião. Hoje é uma das principais vitrines da nova música, recebendo também artistas de destaque no cenário independente local e nacional.


SERVIÇO
Festa Barbada com Francisco, el Hombre
+ DJ Ed Groove + DJ Fábio Indígena do Axé
+ Bazar Barbada
18 horas
Couvert R$ 15,00
Classificação 18 anos

Entrevista – De Londrina, banda Telecopters fala sobre o primeiro EP

O quarteto londrinense de rock alternativo Telecopters lançou no último dia 18 de fevereiro, seu primeiro EP de faixas inéditas. A banda, composta por Glauber Pessusqui (vocal e guitarra), Edmarlon Semprebon (Guitarra), José Vinicius Frossard (baixo e backing vocals) e Leandro Brun (bateria), iniciou sua trajetória com covers de bandas de indie rock dos anos 2000, e, passado algum tempo da trajetória passaram também a investir nas faixas próprias. Segundo divulgado, o EP nasceu como forma de deixar um registro dessa fase inicial de composições do quarteto.

O quarteto Telecopters: José Vinicius Frossard (Baixo e voz), Edmarlon Semprebon (Guitarra), Glauber Pessuqui (Vocal e guitarra) e Leandro Brun (Bateria) - Foto: Divulgação
O quarteto Telecopters: José Vinicius Frossard (Baixo e voz), Edmarlon Semprebon (Guitarra), Glauber Pessuqui (Vocal e guitarra) e Leandro Brun (Bateria) – Foto: Divulgação

O processo de criação do trabalho, que leva o mesmo nome da banda, se iniciou com a exploração de riffs e timbres até chegar nos ensaios com todos os integrantes para complementar e aprimorar as melodias. As letras buscam contar histórias, em um misto de ficção e realidade. Esta primeira experiência da banda em estúdio, gravando profissionalmente. A forma despretensiosa de tocar é uma característica da Telecopters, que se reflete nas composições e nos dez minutos do EP. As influências, que são muito variadas e vão do post-punk ao indie rock, traduzem um pouco da atmosfera que envolve o primeiro trabalho autoral da banda. Referências como Velvet Underground, Yo la Tengo, Interpol, Smashing Pumpkins, The National, Editors, Spoon, Tokyo Police Club, The XX, Ryan Adams e o trabalho solo de Thurston Moore, da banda Sonic Youth, estão entre as influências para a composição do EP. O trabalho pode ser ouvido no Google Play, Spotify, Deezer e Soundcloud.

Produzido pela própria banda, o EP foi captado, mixado e masterizado no Estúdio Toque Grave em Londrina. O trabalho foi disponibilizado em plataformas como Spotify, Google Play, Deezer, Soundcloud e Youtube. A seguir, confira uma entrevista com a banda, na qual, os músicos falam sobre a expectativa com o material e o atual espaço para o estilo de som que fazem, cantando em inglês, na região:

Rubrosom – Em quanto tempo foram feitas as faixas do EP? São todas da mesma época ou teve um ‘tempo’ ai de maturação entre uma e outra?
Telecopters: Em 2015 começamos com o projeto de compor músicas autorais após as primeiras apresentações em bares, festas e casas de show. As músicas foram compostas e levadas quase prontas até os demais da banda, com todos os instrumentos e letra. Neste momento, todos sugerem melhorias, seja na letra, nos riffs, solos, que são discutidas e implementadas, sempre buscando um ambiente de construção coletiva e democrática. As três músicas foram apresentadas na mesma época (primeiro semestre de 2015), porém houve uma descontinuidade. Voltamos a trabalhar nelas em 2016, até que resolvemos entrar no estúdio e gravá-las. O resultado superou nossas expectativas e estamos muito contentes!

Quanto tempo tem já a banda? Desde o início já começaram a pensar no trabalho autoral ou foi algo que pintou ‘posteriormente’ no trabalho de vocês??
A banda iniciou  em 2014 com Edmarlon (guitarra), Leandro (bateria) e João Paulo (baixo), que já tinham tocado juntos em uma outra banda. A ideia inicial era apenas ensaiar, tocando músicas que gostávamos de ouvir. Surgiu a ideia então de chamar um vocalista que também tocasse guitarra. O Glauber entrou na banda e a identificação foi imediata. Após algum tempo, por motivos pessoais, João Paulo se afastou. Já conhecíamos o José Vinicius de amigos em comum, que aceitou o convite com a responsabilidade de aprender todo o repertório e fazer shows num curto espaço de tempo.

A vontade de produzir algo autoral veio assim que começamos a fazer os primeiros shows. Tocar música autoral é uma forma de chegar mais longe, contribuir com a produção cultural, estando disponível para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo através da internet. O caminho do autoral, ao nosso ver, é mais interessante – poder tocar algo que foi feito por você e ter o reconhecimento é algo impagável. Ser reconhecido pelo o que se faz, e não pelo o que os outros fazem: é isso que buscamos! Queremos tocar em festivais, conhecer outras bandas e com isso contribuir com a cena autoral londrinense, que está cada vez melhor. Até pouco tempo atrás, só se tocava em alguns lugares se fosse banda cover. Isso tem mudado de forma rápida com o surgimento de bares novos na cidade que abrem suas portas para bandas de trabalho autoral. Ultimamente temos preferido frequentar este tipo de ambiente onde podemos conhecer músicas novas sempre.

De Londrina, banda Telecopters fala sobre o primeiro EP

Eu vi algo sobre as influências musicais de vocês, mas, e sobre as letras? São baseadas mais em impressões pessoais da banda ou buscam falar de temas variados que achem mais pertinentes? Alguém da literatura (Por exemplo) influenciou vocês?
As letras nada mais são do que aquilo que faz sentido para nós. Acreditamos que sejam mais impressões pessoais. Não há um escritor ou romance literal que tenha inspirado nas letras. “A letra de End Of The Line fala de uma série de frustrações que estamos sujeitos a enfrentar. Coisas que só acreditamos que são possíveis de acontecer quando acontecem com você, mas não deixa de ser uma reflexão. O título foi uma homenagem a uma música do The Cure que escutava na época, The end of the world”, comenta José Vinícius.

A Hey You e Face The Truth, compostas por Edmarlon, buscam uma inspiração experiencial. “Quero que quem escute as músicas tenha a sensação de estar viajando para um lugar que ainda não visitou. A música é o motorista, o ouvinte o passageiro, que deve estar aberto às experiências e sensações”, comenta Edmarlon. “Não me interesso por temas românticos, o mais importante é a contemplação do roteiro, que não precisa necessariamente ter um começo, meio ou fim. As letras são obscuras e melancólicas, características da minha personalidade. Quero com isso que as pessoas sintam a mesma vibração que sinto. Acredito que a maior inspiração seja Sonic Youth”, complementa o guitarrista.

Comparado há uns 4 anos atrás (Quando bandas como Arctic Monkeys, ‘Franz’ e outras fizeram grandes turnês) muita gente considera hoje que o tal do ‘novo indie rock’ não está numa fase mais tão popular… Vocês vêem um pouco isso na cena (Aqui e no Brasil em geral?) acham que esse tipo de coisa influencia no trabalho de bandas novas nesse ‘segmento’ ??
A popularidade muitas vezes é um limitador no trabalho artístico. Quando se cria essa dependência, é comum que as bandas tentem seguir um caminho mais seguro para manter seu público. Nós não temos essa preocupação de seguir um estilo popular. Gostamos de muita coisa que é considerada indie, mas não buscamos inspiração em determinados estilos, visto que a música é uma linguagem universal. Escutamos de Som Nosso De Cada Dia à Pharoah Sanders. A forma que estes artistas nos influenciam não está visível em nossa sonoridade, mas nos inspiram na forma de pensar e sentir. Sobre a cena local e nacional, independente do estilo, estamos vendo surgir e se consolidar uma diversidade muito grande de bandas com som de qualidade, como Boogarins, Red Mess, Vulgar Gods, Carne Doce, Single Parents, Soundscapes…

E além da divulgação do EP ‘Telecopters’ já pensam nos próximos passos? Shows fora, arriscar novas gravações e um álbum completo??
Como nesse início de divulgação a receptividade foi muito boa, a intenção é sim realizar shows e participar de festivais em Londrina e fora. Para isso, estamos sempre em contato com veículos de imprensa, casas de show, bares e bandas que admiramos, além de estarmos atentos às inscrições de festivais. Como temos um repertório curto de músicas próprias, queremos adaptar e estender nosso repertório de versões para que ele dialogue com a identidade do EP, sempre tentando colocar um toque autoral.

Atualmente, estamos trabalhando em novas composições, mas sem pressa. Queremos absorver o máximo de conhecimento dessa primeira experiência para aplicar nos próximos trabalhos. Como temos estilos de vida muito ativos, a idéia de um novo EP parece mais provável, porque assim conseguiríamos produzir em um tempo menor. Por outro lado, gravar um álbum sem dúvida é um objetivo a ser alcançado…


EP Telecopters

Ouça:
Spotify: https://goo.gl/DH1dTO
Google Play:https://goo.gl/PiYrWS
Deezer:https://goo.gl/S8pTEJ
SoundCloud: https://goo.gl/LK7oRz

Samba sim – Vimos que o samba se fortaleceu mais na cidade

Nesta sexta (28) o grupo Samba Sim se apresenta no Sesc Cadeião em Londrina, com o show intitulado “Naquele Tempo’. A apresentação do grupo vem de encontro ao marco das 13 anos de atividade do quinteto, e sua trajetória dedicada à pesquisa e valorização do samba junto à diversos públicos. “Quando começamos o projeto, de forma despretensiosa, tínhamos interesse em conhecer mais esses compositores e praticar mais esse gênero. Hoje, vemos que o gênero se fortaleceu na cidade, acho que, contribuímos para isso também e é a nossa maior satisfação nestes anos de trajetória do grupo”, conta Rakelly Calliari, vocalista do Samba Sim.

Samba sim - Vimos que o samba se fortaleceu mais na cidade
Canções autorais serão tocadas ao lado de clássicos do gênero durante a apresentação desta quinta (20) – Foto: Eduardo Calliari.

Canções que abordam a cultura da cidade e do samba, o amor e também o humor fazem parte do repertório, permeado por releituras do grupo para composições de mestres como Dorival Caymmi, João Nogueira e Ismael Silva. Canções autorais, também marcam presença na apresentação desta quinta. O grupo tem algumas gravações disponíveis no My Space.

Ao longo dos 13 anos de estrada, o Samba Sim marcou presença nos principais festivais paranaenses. Em 2007, o grupo foi vencedor do I Festival de Samba e Pagode do carnaval londrinense, o que lhe rendeu a oportunidade de dividir o palco com o consagrado Originais do Samba. Das festas universitárias para os palcos de teatros da região, dedicou-se à montagem de espetáculos sobre a obra de grandes artistas da música popular. Além de João Nogueira e Clara Nunes, a turma já produziu apresentações destacando Cartola, Dorival Caymmi, Noel Rosa, Djavan e Elis Regina. Em 2008, o grupo gravou um CD de demonstração, com três faixas próprias e quatro composições de Cartola, que está disponível pelo Soundcloud. Duas canções do grupo também estão registradas em coletâneas do Festival Sesi Música. O grupo atualmente planeja também iniciar gravações do primeiro registro autoral ‘completo’, algumas gravações já foram feitas há cerca de 3 anos, mas, devido a questões pessoais dos músicos, o processo ficou ‘pausado’ por algum tempo. “O set da gravação está fechado, e até vai ser interessante, depois destes anos, ouvir essas guias revela muita coisa. Acaba madurecendo a ideia também também… será legal gravar com mais recursos”, contou Rakelly à reportagem do Rubrosom.

O Samba Sim é formado por Rakelly Calliari (voz), Rafael Fuca (violão), André Gião (guitarra e cavaquinho), Filipe Barthem (contrabaixo), Duda de Souza e Marcelo Alemão (percussão).


Serviço:

Show com Samba Sim – Naquele Tempo
Data: 28 de outubro
Horário: 19h30
Local: Sesc Cadeião – Rua Sergipe 52 –
Entrada Gratuita

 

Cemitério sem coveiro – Evento reúne música autoral e exposições

Acontece neste sábado a primeira edição do evento ‘Cemitério Sem Coveiro’  no Cemitério de Automóveis em Londrina. O tradicional espaço receberá o evento com uma programação dedicada à música autoral, e também, exposições artísticas. Quatro bandas autorais de Londrina sobem ao palco: Gabriel Souza e Harmônica Trio, Loladéli (Que neste ano lançou seu primeiro EP ‘Caravan), Crappy Jazz e Logomaquia, esta última a idealizadora e organizadora do evento. A pluralidade de estilos é um dos ‘motes’ do evento, com estilos indo desde o rock mais enérgico até o blues e outros.

Cemitério sem coveiro - Evento reúne música autoral e exposições
Loladéli é uma das bandas que se apresenta no evento – Da esquerda para a direita: Pedro Dutra (bateria), Cristiano Ramos (vocal/guitarra), Victor Polizel (baixo) – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Além das apresentações musicais, no evento haverá exposições artísticas de Brayan Thompson, Larissa Oliveira e Marcos da Mata, bem como o lançamento do livro “Entre Anjos e Flores”, de Leandro Benevides (Veja mais sobre AQUI), além da presença de Edra Moraes, que estará autografando seu livro de poesia “Para Ler Enquanto Escolhe Feijão”.

O trio Logomaquia encabeça a programação musical da noite - Foto: Cemitério de Automóveis
O trio Logomaquia encabeça a programação musical da noite – Foto: Cemitério de Automóveis

O objetivo principal aqui é dar espaço à mais setores culturais da cidade de divulgarem seus trabalhos e talentos para todos os admiradores que valorizam o desenvolvimento regional. “O evento teve duas iniciações: A primeira envolveu pessoas da UEL, tenho me envolvido bastante com a produção de eventos culturais, e a segunda teve a ver com o lançamento do nosso EP, que ao longo do processo virou algo maior (Agregando outras artes) e se tornando um evento musical e artístico. É um processo interessante, quando você vê que, de plateia, você virou atração… De repente me senti preparado para fazer um evento próprio, embora não tenhamos o EP pronto, permitiu que nos arriscássemos a fazer muita coisa” afirmou Gabriel Bacchiega da banda Logomaquia. Segundo ele, o EP completo da banda deve ser lançado até novembro.

Gabriel Souza & Harmonic trio leva seu blues autoral para o evento - Foto: Divulgação
Gabriel Souza & Harmonic trio leva seu blues autoral para o evento – Foto: Ane Conor

A arrecadação do evento será revertida para modernização do Cemitério de Automóveis, grande propagador desse tipo de eventos e projetos na nossa cidade. A vila conta com o apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC). A programação começa às 19h, com ingressos vendidos a partir R$ 10,00 pelos membros organizadores do evento e pelos representantes da banda.


SERVIÇO
Cemitério Sem Coveiro
Com bandas:
Crappy Jazz, Loladéli, Gabriel Souza & Harmonic Trio e Logomaquia
+ Exposições artísticas e lançamento de livros
Onde: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103)
Quando: Sábado (08) a partir das 19h
Ingressos: R$ 10 (Antecipado)/R$ 15 2º lote

Sesi/AML apresenta Cristiano Crochemore e Blues Groovers

Uma das figuras mais notáveis do Rock´n Blues brasileiro da atualidade, Cristiano Crochemore vem ao Paraná para shows pelo Sesi em Londrina, Pato Branco e Curitiba. Ele lança seu novo disco, Playing Guitar Dudes. Em Londrina, a apresentação acontece no Centro Cultura Sesi/AML, no dia 06, às 20h, com ingressos gratuitos.

Sesi/AML apresenta Cristiano Crochemore e Blues Groovers
Neste show será acompanhado pela banda Blues Groovers, que conta em sua formação com Otávio Rocha (guitarrista da mais antiga banda de blues em atividade, Blues Etílicos), Hugo Perrota e Beto Werther (ambos integraram a Big Allambik, considerada uma das maiores bandas de blues brasileira) – Foto: Divulgação

Nascido em Porto Alegre e radicado no Rio de Janeiro desde 1986, Cristiano Crochemore apresenta em seu novo disco riffs, solos de guitarra e melodias marcantes, sempre trazendo o blues tocado com intensidade e verdade. Neste show será acompanhado pela banda Blues Groovers, que conta em sua formação com Otávio Rocha (guitarrista da mais antiga banda de blues em atividade, Blues Etílicos), Hugo Perrota e Beto Werther (ambos integraram a Big Allambik, considerada uma das maiores bandas de blues brasileira). “A cena de blues no Brasil tem apresentado um crescimento nos últimos anos, em quantidade de bandas, público e casas de show voltadas ao estilo, que recebem com frequência as grandes lendas do blues internacional. O Brasil sedia o maior Festival de Blues da América Latina – O Mississipi Delta Blues Festival em Caxias do Sul (RS) – e a receptividade do público ao estilo é notória”, conta Cristiano. “Pode-se justificar tal apreciação pela identificação de suas origens com a música brasileira: tanto o blues quanto o samba nasceram do lamento dos descendentes africanos, nas senzalas ou nos campos de algodão”, finaliza.

(Com informações da assessoria de imprensa)


Centro Cultural Sesi/AML apresenta “Cristiano Crochemore e Blues Groovers”
Data: 06 de outubro
Horário: 20h
Ingressos: gratuitos, com retirada uma hora no dia e local. Sujeito à lotação do espaço
Local: Centro Cultural Sesi/AML – Praça Primeiro de Maio, 130 – Londrina/PR
Classificação: Livre
Mais informações: (43) 3322-3231

Cadillac Dinossauros e Mescalha tocam no domingo

Neste fim de semana, duas bandas de música autoral, se apresentam na Vila Cultural Kinoarte em Londrina. O destaque Londrinense Mescalha toca ao lado do trio ponta-grossense de rock Cadillac Dinossauros. O som começa por volta das 16h. A entrada tem custo de R$ 10.

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Nome de destaque no estado, o Cadillac Dinossauros recentemente foi vencedor de alguns títulos emblemáticos para a música como, o DMX Awards New Talent e o FBI, Festival de Bandas Independentes. O grupo também tocou no Boulevard Olímpico durante as Paraolimpíadas no Rio de Janeiro (Encerradas no último domingo 18/09).

Em 2016, o grupo banda completa 10 anos de carreira e está prestes a lançar seu quarto álbum nos próximos meses, o “Preto Branco”, que foi gravado na Toca do Bandido no Rio de Janeiro. Quem comparecer ao show, poderá já conferir as novas músicas, que de acordo com o baixista da banda Hugo Alex, “tem letras fortes em questão de crítica social, indignação com país, indignação com a coisa toda que está estagnada, simples, direto”. Para a produção do CD, a banda pesquisou e se inspirou em bandas tanto atuais como o duo inglês Royal Blood, além de sonoridades clássicas como Black Sabbath.

Em um segundo momento, o evento continua no Oficina Bar, em frente á Chácara, com apresentações da banda londrinense Red Mess, do Electric Hermano Trio e discotecagem do Árido Groove. Presença de Food Trucks, além de uma Feira de Artes, também acontecem no local. Quem estiver pela Kinoarte terá desconto para entrar no Oficina, onde a programação começa por volta das 22h.


SERVIÇO
Kinoarte | 16:00 às 22:00 horas
CADILLAC DINOSSAUROS e MESCALHA
Discotecagem: Árido Groove
Food Trucks + Feira de Artes
Entrada: R$ 10
Line Up Oficina Bar | 22:00 até 01:30 horas
RED MESS + ELECTRIC HERMANO TRIO
Entrada: R$ 10 | R$ 5 com a pulseira da Kinoarte

Evento com música autoral acontece hoje em Londrina

Acontece neste sábado (30) em Londrina o evento Julho Nova Cena com a proposta de promover novas bandas de rock da cidade e também da região. O evento acontece a partir das 17h na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103). Segundo a divulgação, a proposta do evento é direcionada ao público jovem de diversos estilos musicais como punk rock, hip-hop e também indie.

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Neste sábado sobem aos palcos da  Vila Cultural as bandas: Etnyah, Graveyard Foxe, Wild Test e Old Socks. A entrada tem o valor de R$ 12, sorteio de brindes e promoções acontecem durante o evento. O evento é uma ação entre amigos para manutenção da Vila Cultural Cemitério de Automóveis.

A Vila Cultural conta com o patrocínio do PROMIC (Programa Municipal de Incentivo a Cultura).


SERVIÇO
Julho Nova Cena
Quando:
Sábado (30) a partir das 17h
Onde: Vila Cultural Cemitério de Automóveis
Com as bandas: Etnyah, Wild Test, Graveyard Foxes e Old Socks

Surf music é destaque dessa sexta na Venus in Fury

Acontece nesta sexta (08) em Londrina a quinta edição da festa rock Venus in Fury. A cada edição, o evento tem consolidado sua proposta de levar aos palcos bandas autorais de rock (De Londrina e de fora) para se apresentar, além de discotecagens com clássicos (E também ‘novos clássicos’ do gênero).

Surf music é destaque dessa sexta na Venus in Fury
Foto da terceira edição da Venus in Fury onde tocou a banda “Renato and the Faded Flowers’ – Foto: Divulgação.

Com um foco diferente das últimas edições, nessa edição ‘Fury in Hawaii’ duas bandas de surf music sobrem ao palco do Oficina Bar em Londrina: A nova formação de Wood Surfers fará um ‘cutback’ baseado na maresia sonora das décadas passadas (Agregadas à influências de ska). Em seguida, é a hora do surf punk da londrinense Maniaticos do Reverb mostrando seu surf ‘Pé vermelho” no evento.

O trio Londrinense Wood Surfers - Foto: Divulgação
O trio Londrinense Wood Surfers – Foto: Divulgação

Na discotecagem, Carol Dutra e Isis Karolina farão uma seleção temática de músicas numa roupagem que promete ‘fazer qualquer marolinha virar tsunami”(De acordo com a divulgação).

Maniáticos
Os ‘Maniáticos’ são um trio instrumental com influencias de surf, psycobilly e punk. Formada no final de 2009, é composta por Fabio Bro (guitarra), Thiago Terror (baixo) e Billy Monster (bateria), ano em que a banda passou compondo e produzindo suas músicas – todas de autoria da banda. Mesmo sem letra, as músicas fazem diversas referencias a pontos turísticos da cidade de Londrina e homenagens a amigos.

Surf music é destaque dessa sexta na Venus in Fury
O trio ‘Maniáticos do Reverb’, na ativa desde 2009 – Foto: Paulo Pepeleascov.

Em setembro de 2011 a banda lançou o EP Maniaticos do Reverb com cinco músicas de autoria própria, pelo selo “Open the Road”… Mais recentemente, em 2016, fizeram o lançamento do 4º EP da banda, sendo o primeiro registro ao vivo do grupo.

Wood Surfers
Estreando a nova formação, o trio ‘Wood Surfers’ formado por Marcão, Isis Karolina e Billy Monster faz uma mistura de estilos combinando a tradicional música surf com Rock’n Roll e também Ska. Entre as influências do grupo estão nomes como Dick Dale, ZZ Top, The Revelaires, The Ventures e Los Straitjackets.

SERVIÇO

Venus in Fury (5ª Edição)
Com as bandas ‘Wood Surfers’ e ‘Maniáticos do Reverb’
+Discotecagens: Carolina Dutra e Isis Karolina
Onde: Oficina Bar
Quando: Sexta-feira (08) às 22h30min
Entrada: R$ 15
Meninos que forem com camiseta florida e meninas com flor no cabelo ou roupas de tema Hawaii pagam só R$12)

Rock Industrial de Londrina – Mhorula lança primeiro álbum

Dando continuidade à boa ‘onda’ de lançamentos de trabalhos autorais feitos nesse ano em Londrina (Aqui no RubroSom falamos de alguns álbuns e EPs, de diferentes gêneros) mais um trabalho autoral foi disponibilizado para ouvir através da internet, trata-se do EP Armadura de Beleza, da banda de rock industrial/Eletrônico Mhorula.

A banda durante show de lançamento do disco no dia 11 de Junho no Oficina Bar - Foto: Divulgação
A banda durante show de lançamento do disco no dia 11 de Junho no Oficina Bar – Foto: Divulgação

Mhorula é o nome do projeto formado em 2010 pelo músico Maurício Werner, veterano da cena Londrinense e que já colaborou com grupos e projetos de diversos gêneros – Além de fundador dos ‘Picaretas’, Maurício foi também integrante do trio Trilobit, além de tocar com o Bacalhau Samba Rock Club. Com este novo projeto, apoiado em uma sonoridade mais obscura e sintética, o registro apresenta seis faixas que, após um longo período de gestação e amadurecimento, chega ao público.

O disco foi produzido por Gustavo Rocha (No GR Estúdio) e contou com Maurício assumindo as bases e instrumentos quase que nele por inteiro. Com exceção das guitarras que foram gravadas pelo músico Tiago Ponti que também toca com a banda ao vivo.

Após tanto tempo de amadurecimento do trabalho, conversamos com o músico Maurício Werner sobre os bastidores do trabalho e os próximos passos após o lançamento do material.

O projeto tem algumas anos, mas esse foi o primeiro registro de estúdio da banda certo?
A primeira vez que fomos pra estúdio (A gente, eu na verdade – Como uma banda de homem só) foi em 2010. Gravamos no Bressan uma música só, levei uma ideia e um violão além de alguns samplers no computador, que virou o primeiro single, uma música chamada ‘In The Sand’, lançamos no My Space e fomos até chamados para participar de uma coletânea, só com bandas de rock industrial da América Latina, acabou que não efetivou o contrato. Um pouco depois, em 2012 (Junto com o produtor Gustavo Rocha) começamos a fazer uma gravação, com captação de qualidade (Que depois resultaria no disco).

De começo era apenas a gravação do vocal, e mais samplers, baterias eletrônicas…. Não ficou como eu esperava. Senti um pouco de falta da coisa orgânica no som. Mas teve a necessidade de outras coisas, gravei os baixos e o vocal e o músico Tiago Ponti (Que já tocou em bandas como Silêncio’, e Escopo) gravou as guitarras, chegamos depois no resultado.

O trabalho teve um período de gestação bem longo em?
Sim! De 2012 pra cá muita coisa aconteceu. A gente nunca termina na verdade né? Chega um momento você tem que finalizar. A demora foi devido a maturação da ideia, foi concebida de uma forma, mas, não gosto muito de trabalhar com coisas estáticas, tudo foi acontecendo. Experimentamos com vários músicos e outras pessoas (Risos) – Nota: O repórter Bruno Leonel chegou a participar como guitarrista de algumas apresentações do grupo – cada pessoa vai adicionando uma ideia, sempre podendo melhorar o trabalho.

E as referências suas pra esse trabalho? Você sempre teve uma afinidade com essa coisa do do pós-punk e industrial né?
Sim, isso é muito forte. Eu sou filho caçula, e meus irmãos sempre ouviram música rock antes de mim, e foi passando essas influências. Sempre gostei de Ramones, The Cure, Billy Idol, Joy Division, Banda Zero… Legião Urbana das nacionais. Isso tudo influenciou o som. Nosso trabalho é esse, fazer rock brasileiro mas com influências que são universais, isso tudo foi somando.

As letras são todas em português, passando ali por algumas críticas (Como a faixa ‘Amardura de Beleza’) tem alguma coisa de influências literárias na sua música?
Tem sim, várias coisas como Paulo Leminski, o pessoal de Londrina do Cemitério de Automóveis que vão por essa linguagem da madrugada, das relações humanas. Eu estudei psicologia, isso tudo está dentro das composições, carrega um pouco disso tudo.

Essas referências que você mencionou, o Industrial, o Pós-Punk não são estilos que tem um grande espaço no Brasil hoje… O lance do disco, aqui em Londrina, tem até um certo pioneirismo?
Nessa vertente, talvez seja um pouco pioneiro sim (Pelo menos até onde sei). Eu fui baterista do Trilobit por muito tempo, na banda a gente já tinha esses elementos eletrônicos na banda. O Mhorula é meio que uma continuação disso, desse estilo. Tem uma banda que eu gosto muito, de San Thomé das Letras, Escarlatina Obsessiva, sempre estou em contato com eles. O Plastique Noir do Ceará, não são conhecidos, mas nomes importantes. Gosto muito dessas influências e fico feliz em fazer esse tipo de som.

Daqui pra frente, tiveram um show de lançamento e, pretendem circular mais com o trabalho? Ir para festivais, tocar fora?
Tem alguns projetos que iremos organizar já para o segundo semestre. Iremos tocar no ‘Palco Alma’ em Julho e, ainda temos algumas inscrições feitas para eventos como o Londrix, o DemoSul, a Semana da Música de SP e, dentro das músicas, algumas coisas que apareceram como ideias foram incorporadas em outras canções – Como a faixa ‘Ela quer’.

A gente conversou uma vez sobre o meio musical em Londrina, por volta de uns 15 anos atrás… Você comentou sobre haver muito mais espaço para bandas ‘underground’ naquele período do que tem hoje. O que será que aconteceu? O público migrou mesmo?
É… Não quero cair naquele discurso saudosista de ‘Na Minha Época era melhor’ (risos), mas, acho que tudo tem o seu tempo, tudo sofre transformações. Hoje vejo uma cena muito bacana em Londrina, efervescente, mas as responsabilidades de quem faz o som são outras. Eu tenho mais prioridades do que apenas ‘ser um bom baterista’, me dedicar a um som e ir atrás disso até as últimas consequências… Acho que já dei isso, já fiz muita coisa, me sinto gratificado por tudo o que a música já me proporcionou, me sinto bem ainda fazendo esse tipo de música.


Informações

Soundcloud da banda: Soundcloud.com/mhorula
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