Artes – Grafatório promove festa para manutenção do espaço

Como se sabe, desde o início do ano, as Vilas Culturais de Londrina estão lutando para se manter. Com o cancelamento do edital do PROMIC pela Secretaria de Cultura, a maioria desses espaços culturais ficou sem qualquer tipo de financiamento. Muitos deles estão se articulando como podem para não precisarem fechar. E este também é o caso do Grafatório, que nesta quarta-feira (31) realiza uma festa no Bar Valentino com o objetivo de levantar fundos para sua manutenção.

Ao longo de 2016, o espaço foi cenário de várias exposições artísticas - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Ao longo de 2016, o espaço foi cenário de várias exposições artísticas – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

A Festa DOBRA de Arte Impressa está marcada para as 20h e vai contar com uma leilão de obras gráficas a preços acessíveis, feira de impressos com produtores locais, show da banda Telecopters e discotecagem de Caio D’Andréa. Todo o dinheiro arrecadado pelo leilão e pela bilheteria será revertido para o Grafatório. O ingresso custa dez reais.

O Grafatório é uma associação cultural sem fins lucrativos que desde 2012 se dedica às artes gráficas organizando eventos, cursos, exposições, disponibilizando um ateliê de uso público e promovendo outras atividades na área. Para saber mais sobre o Grafatório acesse o site www.grafatorio.com.


Serviço:
Festa DOBRA de Arte Impressa
Leilão de obras gráficas + feira de impressos + show com Telecopters + discotecagem
Entrada: R$10
Bar Valentino (Rua Prefeito Faria Lima, 486)

Promic divulga lista de projetos de Vilas Culturais habilitados

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) divulgou, nesta semana (29), a lista preliminar de projetos de Vilas Culturais, habilitados e inabilitados, na primeira fase de seleção do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). O Edital nº 001/17, com todas as informações, foi publicado no Jornal Oficial do Município, edição nº 3.268.

Em 2016 o PROMIC foi responsável pela manutenção de vários espaços culturais como o Cemitério de Automóveis - Foto: Arquivo Bruno Leonel/Rubrosom.
Em 2016 o PROMIC foi responsável pela manutenção de vários espaços culturais como o Cemitério de Automóveis – Foto: Arquivo Bruno Leonel/Rubrosom.

Nesta primeira etapa de análise, dos 11 projetos inscritos na seleção do Programa de Vilas Culturais, oito foram habilitados e três inabilitados. Até o momento, estão habilitados os seguintes projetos: Vila Cultural de Comunicação Popular, Vila Cultural Cemitério de Automóveis, Vila Cultural Grafatório, Vila Cultural Faces de Londrina, Vila Cultural Circo Escola, Vila Triolé Cultural, Vila Cultural AlmA Brasil e Vila Usina Cultural. Receberam parecer de inabilitados a Vila Cultural Vitória, Vila Cultural Centro da Dança e Vila Cultural Flapt.

Os proponentes interessados em interpor recurso contra o resultado preliminar poderão fazê-lo, no prazo de cinco dias úteis após a publicação do edital, junto à Secretaria Municipal de Cultura. O atendimento ao público ocorre, de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas, na sede da SMC, localizada na Praça Primeiro de Maio, 110, no centro. Mais detalhes podem ser obtidos pelo endereço www.londrina.pr.gov.br/cultura/promic (acessar a opção Promic > Editais).

De acordo com a diretora de Incentivo à Cultura da SMC, Sonia Regina Aparecido, os recursos e os projetos serão encaminhados à Comissão de Análise de Programas e Projetos Estratégicos (CAPPE) para a revisão ou manutenção da decisão durante a fase final de análise. Caso a decisão pela inabilitação do projeto seja mantida, o recurso será encaminhado à autoridade superior para a decisão final. O próximo edital, com o resultado da segunda fase da seleção de projetos, deve ser publicado na semana que vem, em publicação feita por meio do Jornal Oficial.

A Vila Cultural Grafatório foi um dos projetos habilitados segundo o edital - Foto: Divulgação/Grafatório
A Vila Cultural Grafatório foi um dos projetos habilitados segundo o edital – Foto: Divulgação/Grafatório

Investimento – A Prefeitura de Londrina está disponibilizando R$ 500 mil para a realização dos projetos culturais selecionados na categoria de Vilas Culturais. Os projetos deverão estar limitados ao valor máximo de investimento de R$ 70 mil.

Vilas Culturais – O Programa Vilas Culturais tem como objetivo ofertar espaços para a articulação de grupos de produção cultural, em linguagens específicas ou integradas, e também para a realização de programação cultural como pontos de encontro, de lazer e de fruição para os cidadãos.

Até domingo – Londrina sedia XII Festival de Circo

A Associação Londrinense de Circo realiza, até o próximo dia 4 de junho, o XII Festival de Circo de Londrina, com o objetivo de levar a arte e a cultura circense para a população londrinense, além de proporcionar lazer e diversão para o público. O evento, que é uma continuação do ‘bloco’ iniciado em dezembro de 2016 conta com apoio da Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Acrobacias, manobras e até fundos musicais foram usados no espetáculo Sobrevoltas (Do Circo Enxame de São Paulo) apresentado durante o XXII Festival de Circo em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Acrobacias, manobras e até fundos musicais foram usados no espetáculo Sobrevoltas (Do Circo Enxame de São Paulo) apresentado durante o XII Festival de Circo em Londrina, em 2016 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A programação inclui desde espetáculos circenses, para todas as idades, até oficinas formativas, como seminários e workshops. De 31 de maio a 3 de junho, às 19 horas, haverá diversas atrações abertas ao público na Concha Acústica. No dia 31, os alunos da Escola de Circo de Londrina farão uma apresentação que reunirá acrobacias, malabarismo, equilíbrios e palhaços.

No da 1 de junho, as alunas da Escola de Circo de Londrina farão a apresentação “Rosa Choque”, que aborda preconceitos em torno da mulher, além de assédio moral e sexual. No dia 2 haverá o “Palco aberto”, para artistas convidados. Participam o palhaço Xupetin, além de artistas de rua, os que trabalham com teatro, os alunos da Escola de Circo de Londrina, entre outros.

No dia 3 acontecerá o “Intercambio circense”, um espetáculo que reunirá artistas da Troupe AeroCircus e alunos da Escola de Circo de Londrina, com atuação e direção de Marcos Casuo, fundador do circo Universo Casuo, uma das mais respeitadas companhias de Circo da Améria Latina. Ações formativas – O Festival também está realizando desde ontem, segunda-feira (29), atividades formativas, como reuniões, oficinas, seminários e workshops, com o objetivo de levar conhecimento às pessoas que trabalham na área.

O XII Festival de Circo de Londrina é um dos projetos aprovados para 2017 - Foto: Circo Palombar (Via Facebook)
O XIII Festival de Circo de Londrina é um dos projetos  aprovados para 2017 – Foto: Circo Palombar (Via Facebook)

Nesta quarta-feira (31), das 9 às 12 horas, haverá o seminário com o tema “A Formação de Formadores- História e Futuro da parceria RCM-BR e Cirque Du Monde”. Será na Secretaria Municipal de Cultura, localizada na Praça Primeiro de Maio, 110 (em frente à Concha Acústica). O evento é gratuito e voltado às instituições que desenvolvem atividades artísticas e culturais com crianças e adolescentes. Para participar não é necessário fazer inscrição prévia.

O Festival reúne ainda oficinas de Técnicas de Clown, com Marcos Casuo. A atividade acontecerá no dia 2 de junho, das 9 às 12 horas, na sede da Secretaria Municipal de Cultura, e no dia 3 de junho, no mesmo horário, na Escola de Circo de Londrina. Para participar é necessário se inscrever, por meio do e-mail adm@circolondrina.org .A atividade é gratuita e é voltada a pessoas que já têm iniciação em palhaço.

Para finalizar o festival, no dia 4 de junho, a partir das 9 horas, haverá um grande evento, que reunirá manifestações artísticas e esportivas periféricas, um Campeonato de Skate, Batalha de Rima, Batalha de B.Boy e B.Girl, e ainda torneio de Volei Clave. Será na sede da Escola de Circo de Londrina, na Avenida Saul Ekind 790, na região norte da cidade.

Mais informações: Facebook do Festival 

Arte das Ruas – Abertura da Semana de Arte Urbana SESI acontece hoje

Acontece nesta terça-feira  (16) a abertura da Semana de Arte Urbana SESI em Londrina.  A semana, que leva o mesmo nome da Exposição, questiona o público sobre os espaços, as técnicas, os desdobramentos e até mesmo questões de gênero que envolvem a arte urbana.

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Técnicas diferentes, modos de aplicação e impacto visual para o mesmo assunto, feitos por homem e mulher sobre a mesma temática: Arte Urbana. Igual e diferente? Onde se limita a palavra urbana, quando estamos falando de arte?
Os artistas expositores da Semana de Arte Urbana do Sesi de 2017 são Hadylle Moreira (Graffiti e técnica mista), Alexandre “Bisnaga” Malkioke (colagem e técnica mista) e Gian Magon (Graffiti e técnica mista).

Em 2016 os artistas Nuno Miguel Barros (Skorface) e André Luis de Andrade (ALa) (Direita) realizaram o 'Live Painting' durante a Semana de Arte Urbana daquele ano - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Em 2016 os artistas Nuno Miguel Barros (Skorface) e André Luis de Andrade (ALa) (Direita) realizaram o ‘Live Painting’ durante a Semana de Arte Urbana daquele ano – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

Como em toda abertura da SAUS, os três artistas utilizarão suas técnicas preferidas para a construção de um painel coletivo, também conhecido como Live Paint. A curadoria é feita por Lua Specian.

EXPOSIÇÃO DE 16/05 à 30/06
DISCOTECAGEM ABERTURA 16/05 a partir das 18hs

FEIRA DE IMPRESSOS – FIA
Durante os dias 17 e 18 de Maio acontecerá a primeira Feira de Impressos dentro da Semana de Arte Urbana do Sesi, a FIA. A feira acontece através de seleção de artistas gráficos locais que estarão expondo seus trabalhos como lambe-lambe, adesivos, zines, ilustrações, toy arts e gravuras. O horário de funcionamento da FIA é das 16 as 21hrs.
Feira de impressos – seleção de artistas gráficos locais que estarão expondo seus trabalhos como lambe-lambe, adesivos, zines, ilustrações, toy arts e gravuras. A seleção será feita através de inscrição de acordo com a temática da semana de arte urbana.

Exibição documentário – GRAFFITI FINE ART- dia 17 às 19:30 – 65 Grafiteiros de 13 países chegam em Sao Paulo, Brasil para o 1o Bienal Internacional “Grafite Fine Art.” Num mundo da arte onde a semântica importa, grafiteiros de todo o mundo se perguntam o que é exatamente “Graffiti Fine Art”. Afinal de contas, quando o grafite deixa as ruas…ainda é considerado grafite?

18/05- 20 hs Show de encerramento – Janine Mathias
As músicas apresentadas são do EP “Eu Quero Mergulhar”, com produção dos MCs Cabes e Cilho. Nesta obra, Janine mergulha na essência dos beats com referências do soul, jazz e samba, retratando a partir de suas letras toda a cadência e o seu flow, que ela denomina soulrap. A cantora apresenta uma transição musical entre o eletrônico e o instrumental, em que os BEATS do RAP encontram-se com arranjos orgânicos e clássicos, que se harmonizam com a voz da cantora. O show conta ainda com a performance de singles lançados pela cantora ao longo da carreira.


SERVIÇO
Semana de Arte Urbana Sesi
De 16 de maio – 18 de maio
No Centro Cultural Sesi – AML

Arte Sesc – Exposição As meninas de Samir Lee estreia hoje

Estreia nesta terça feira, no Sesc Cadeião, a exposição ‘As Meninas de Samir Lee’ a partir das 19h30. A mostra apresenta desenhos retratando uma ‘Menina’ imaginária traduzida em imagens. Cada um dos artistas, a seu modo, lança seus olhares e subjetividade sobre a personagem.
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Artistas convidados: Adriana Siqueira, Caio D’Adréa, David Magila, Carol Panchoni, Dovinho Feitosa, Marcelo Magalhães, Marcia Sawczuk, Renata Guarido e Viviane Feitosa.


SERVIÇO
Arte Sesc PR – Samir Lee e Convidados
Quando:
Terça (2 de Abril)
Horário:
19h30
Entrada Gratuita

Teatro e exposições integram artistas em mostra no MARL

Reunindo artistas, grupos de teatro da cidade, atores e ainda calouros do curso de artes cênicas da UEL, teve início nesta quarta-feira (21) a 2ª Mostra MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina). O encontro reuniu em um mesmo espaço (O Canto do MARL na Avenida Duque de Caxias), diversas manifestações culturais e artísticas com entrada gratuita. O evento iniciou como uma mostra itinerante, e recentemente, passou a ser fixa, acontecendo de forma mensal no mesmo lugar. Esta segunda mostra segue até o dia 23.

Apresentações cênicas foram realizadas no primeiro dia da Mostra MARL - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Apresentações cênicas foram realizadas no primeiro dia da Mostra MARL – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A programação iniciou por volta das 19h30 com apresentação do grupo de teatro ‘Dois é Bom’. Em um ambiente de clima carregado, dois personagens em conflito (Talvez como uma metáfora da vida a dois, em diversas vertentes) expõe traumas e agonias enquanto, através de breves frases e gestos demonstram a influência (Ou anulação) provocada pela busca de se ‘enquadrar’ em determinados padrões. Diversas análises podem ser pensadas, sem grande obviedade, claro, com temáticas do cotidiano e das relações interpessoais.

Grupo 'Dois é Bom' iniciou as apresentações na 2ª Mostra MARL por volta das 19h50 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Grupo ‘Dois é Bom’ iniciou as apresentações na 2ª Mostra MARL por volta das 19h50 – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Logo em seguida, os atores Gabriel Rubim e Mel Campus apresentaram ‘Escatomancia e Outras Histórias Secretas’ que em um cenário minimalista aliado à com poucos personagens (semelhante à anterior) examina introspecções e divagações dos personagens, – Assim como eventuais tentativas de ‘externar’ coisas ruins de si – através de uma linguagem mais abstrata, e até, incisiva do que a encenação anterior. A apresentação voltada ao público adulto provocou risos, e até, aplausos do público em momentos variados do espetáculo.

Dentro do ‘Canto do MARL’ obras e ilustrações do coletivo artístico”Barafunda”, eram expostos ao público. A programação da quarta encerrou com um debate, envolvendo educadores e professores, sobre as políticas culturais da cidade. Curiosos, estudantes e eventuais pessoas de passagem acompanharam grande parte do debate, e até, puderam se inteirar mais sobre o cenário atual da cultura na cidade.

Obras do coletivo 'Barafunda' foram expostas durante o primeiro dia da mostra - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Obras do coletivo ‘Barafunda’ foram expostas durante o primeiro dia da mostra – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Além das apresentações em si, outro ponto alto desta ‘abertura’ da mostra, sem dúvida, foi a integração proporcionada pelo grande número de estudantes presentes no espaço, muitos deles, de fora de Londrina e que viam como novidade as realizações do MARL na cidade. “To chegando agora em Londrina e já soube do MARL através dos veteranos. Eu vim de Taubaté e, por lá, não tem nada parecido com a experiência daqui, da ocupação. Eu acho muito interessante esse tipo de inicitiva, faltam investimentos nisso (Cultura) logo, é tudo importante. Junto com um amigo estamos participando das aulas de circo e, acho que deveriam ter mais iniciativas assim” contou o estudante Rafael Abdouni, do primeiro ano de Artes Cênicas (UEL) e que passou agora à conhecer mais sobre projetos desenvolvidos no espaço.

Ao final do evento, aconteceu ainda um bate-papo com estudantes e atores sobre as políticas culturais da cidade - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Ao final do evento, aconteceu ainda um bate-papo com estudantes e atores sobre as políticas culturais da cidade – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Considerando o momento atual como um período difícil para a cultura, diversos artistas e também pessoas participantes da mostra veem como simbólico a possibilidade de estar unindo a experiência de novos ‘calouros’ do curso de cênicas à realização do evento. Artistas envolvidos na organização acharam a experiência muito rica. “É uma ideia coletiva mesmo, apresentamos hoje uma cena produzida ao longo de 2016. Sempre no início de ano organizamos uma semana de recepção para os iniciantes do curso…  “É muito positivo estar reunindo este pessoal por aqui, o espaço do MARL – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina começou com a ideia da ocupação, e, trazer os estudantes aqui já é demonstrar uma força de resistência!, A cultura hoje é o que cai primeiro (Em tempos de crise), e estamos em uma época de unir forças, sem dúvida, coletivizar é a palavra!”, contou o estudante Jeanderson Ferreira da Silva, do 4º ano de Cênicas, que participou da montagem do grupo ‘Dois é Bom’

Em nota, o Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL) reitera o agradecimento de toda população londrinense com trabalho cultural e afirma que ‘luta por ocupação de espaços públicos abandonados, oferecendo outra narrativa para os mesmos. Há flores que nascem do asfalto e estamos cultivando..”, pontua a divulgação. A programação continua todos os dias até o próximo domingo (23).


Informações
2ª Mostra do MARL
De 19 a 23 de Abril
Programação Aqui

Festivais – FILO abre inscrições para a edição 2017

A edição 2017 do Festival Internacional de Londrina (FILO) está programada para o período de 11 a 27 de agosto. As inscrições para os interessados em participar da seleção de espetáculos estão abertas e podem ser feitas até 10 de abril. As propostas devem ser encaminhadas pelo site www.filo.art.br, após cadastramento e preenchimento do formulário on-line. As informações estão detalhadas no regulamento, também disponibilizado na página do Festival.

A abertura do festiva em 2016 contou com a peça 'Processo de conscerto do desejo' com o ator Matheus Nachtergaele - Foto: Celso Pacheco.
A abertura do festiva em 2016 contou com a peça ‘Processo de conscerto do desejo’ com o ator Matheus Nachtergaele – Foto: Celso Pacheco.

O FILO está recebendo propostas de espetáculos nacionais e internacionais de teatro, dança e circo. Esta etapa não inclui inscrições para shows e atividades formativas. O Festival de Londrina – que em 2017 completa 49 anos de história – é uma realização da Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná e Universidade Estadual de Londrina.

Rolezinho de domingo – Vila cultural recebe peça de teatro e apresentação musical

Acontece neste domingo (12) a primeira edição do ‘Rolezinho’ promovido pela Vila Cultural Triolé, região Oeste, em Londrina. O grupo de choro Regional Maria Boa se apresenta a partir das 18h30 em frente à Vila Cultural e, em seguida, acontece também a tradicional apresentação do Triolé, com o espetáculo “Qual a Graça de Laurinda? ”, a entrada será feita através de contribuições voluntárias do público ‘no chapéu’ após o fim das apresentações.

Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Regional Maria Boa durante apresentação na Casa da Vila em Londrina – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O chamado ‘rolezinho’ fará parte da programação cultural do espaço sempre no segundo domingo do mês, em frente à Vila, sempre com apresentações que podem ser de qualquer linguagem artística; música, teatro, intervenções, entre outros, e está aberto para qualquer proposta cultural. A intenção é tornar o final do domingo agradável, principalmente aos moradores próximos ao espaço cultural. Atualmente, a vila está com seleção aberta para artistas e grupos que, eventualmente, queiram se apresentar no espaço. “A vila desde o início (2013) tem o objetivo de movimentar a região. Quando começamos, eramos uma das poucas vilas que estavam mais distantes do centro. Sempre recebemos grupos que ensaiam, mas a ideia é fazer um ‘chamado’ mesmo, ter bastante coisa na programação cultural, e ainda testar coisas”,contou Gerson Bernardes, gestor da vila triolé.

Regional Maria Boa – O projeto Regional Maria Boa nasceu na oficina de choro do Clube do Choro de Londrina, em junho de 2015. Tem como proposta divulgar e difundir a cultura do choro na cidade. Os ensaios são abertos ao público e semanalmente são realizadas as tradicionais rodas de choro.

Espetáculo “Qual a Graça de Laurinda?”- Triolé – Dois palhaços disputam o coração de uma palhaça que só existe na imaginação deles. Tudo de improvável que poderiam aprontar para conquistar a amada foi reunido no roteiro do espetáculo ‘Qual a graça de Laurinda?’, que os atores Alexandre Simioni e Gerson Bernardes encenam sempre ao ar livre, em ruas ou praças.

O espetáculo "Qual a Graça de Laurinda?"foi apresentado ao longo de 2016 também no espaço - Foto: Lafaiete do Vale
O espetáculo “Qual a Graça de Laurinda?”foi apresentado ao longo de 2016 também no espaço – Foto: Lafaiete do Vale

Os palhaços apaixonados só conhecem a amada através de uma foto de jornal. E é aí que a dupla arma o circo. Um duelo com armas de água, uma corrida de dois metros rasos, um strip tease, uma luta de boxe e até uma aula de balé são algumas das peraltices protagonizadas pelos pretendentes.  A montagem, que recebeu o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo em 2010 e já circulou por grande parte do Paraná e outros estados do país, é concebida para todas as idades, incorpora a linguagem do desenho animado. Eles contam a história sem falas, apenas com a linguagem corporal.

Sobre o Triolé: TRIOLÉ é formado desde 2010 pelos palhaços e Gestores Culturais Ale Simioni e Gerson Bernardes. Hoje possui espetáculos em repertório e compartilham a criação, gestão de projetos culturais e do espaço Vila Triolé Cultural. O grupo acredita na descentralização da arte, levando seus espetáculos para locais públicos e distante do centro da cidade. Esta é uma ação constante, desde a criação do Triolé.

A Vila Triolé Cultural é um espaço cultural, localizado na Vila Industrial de Londrina, é patrocinado pelo Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Cultura de Londrina desde 2012,  sua principal finalidade é aproximar a população do entorno a ações culturais realizadas naquele local.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)


SERVIÇO:
Rolezinho  – Vila Triolé Cultural
Rua Etienne Lenoir, 155 – Vila Industrial – Londrina
Horário: 18h30
Regional Maria Boa (choro)
Em seguida: “Qual a Graça de Laurinda?” – Triolé

Museu de Arte sedia exposição “Forma e Conteúdo”

Nesta quinta-feira (2), às 19h30, será inaugurada, no Museu de Arte de Londrina, a exposição “Forma e Conteúdo”, que reúne uma série de dez trabalhos do artista plástico Juliano Fabbri Cesar. Estarão expostas, no segundo piso, esculturas elaboradas em alumínio reciclado fundido. O período expositivo vai de 3 de fevereiro a 2 de março e a entrada é gratuita. O Museu de Arte está localizado na rua Sergipe, 640, centro.

(Foto: Divulgação) - Museu de Arte sedia exposição 'Forma e Conteúdo'
Museu de Arte sedia exposição ‘Forma e Conteúdo’ – Foto: Divulgação

Trabalhando com esculturas há mais de 20 anos, Juliano já teve seus trabalhos expostos e vendidos  em diversas galerias. Ele também participou de Salões e Mostras de Arte.Para o artista, as formas encantam e remetem a emoções e sensações diversas, que podem ser agradáveis ou não. Em suas obras procurou sempre transmitir beleza e experiências agradáveis ao público. Nessa exposição o artista levanta uma questão que tem se tornado bastante recorrente entre os apreciadores: “Qual o significado dessa obra?”.

Para ele, definir significado a um conjunto de formas nem sempre é tarefa simples. “Significado depende de ponto de vista, perspectiva e uma série de condicionantes particulares e inerentes a cada indivíduo. Cada um de nós carrega suas próprias experiências, expectativas e emoções”, afirmou.

“Talvez não precisemos nos preocupar com o que a obra significa, mas sim nos focarmos no conteúdo emocional que todos carregamos e muitas vezes são despertos pela arte de uma maneira muito particular e única em cada um de nós”, concluiu.

(Com informações da assessoria de imprensa)


SERVIÇO
Exposição ‘Forma e Conteúdo’ no Museu de Arte de Londrina
Quando: Quinta-feira (2)
Horário: 19h30
(Entrada Gratuita)

Entrevista – Artista David Magila participa de evento em Londrina

O artista paulista David Magila participa nesta semana de dois eventos em Londrina como parte da programação do Sesc Cadeião em Londrina. Com um foco no trabalho de pintura e desenho, o artista estará nesta semana realizando uma oficina de pintura mural dedicada à pessoas de várias idades. Além da prática, o artista realiza também um bate-bapo no próximo domingo (5) onde falará um pouco sobre os principais aspectos do seu trabalho e alguns eventos do qual participou.

Uma pintura feita no mural de 8m do salão principal do espaço também está sendo preparada para o evento. “Nessa apresentação, eu acabei fazendo um recorte dos meus últimos trabalhos, tem mural e tem trabalhos menores que tenho feito no ateliê, é uma apresentação dos meus últimos trabalhos que busca mostrar o processo que foi feito aqui, todos os dias estou registrando e irei mostrar esse processo durante a apresentação”, contou o artista.

O artista David Magila em frente ao painel que está produzindo, no salão principal do Sesc Cadeião - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O artista David Magila em frente ao painel que está produzindo, no salão principal do Sesc Cadeião – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Natural de São Caetano do Sul – SP, (Filho de uma família descente de Lituanos e Poloneses) David se formou em cursos de desenho clássico e aquarela no Liceu de Artes além de ser graduado como Bacharel de Artes Plásticas no Instituto de Artes da UNESP no campus São Paulo. Recentemente recebeu alguns títulos importantes como um Prêmio na categoria “Conjunto da Obra’ no 1º Festival Camelo de Arte Contemporânea – Casa Camelo – Belo Horizonte – MG – Brasil em 2016 e também o Prêmio Aquisitivo no ’40º Salão de Arte’ de Ribeirão Preto – MARP – SP – Brasil.

Terra Rossa - Pintura Mural feita em Galpão na cidade de Londrina - Foto: Divulgação
Terra Rossa – Pintura Mural feita em Galpão na cidade de Londrina – Foto: Divulgação

Cores vivas, recortes que flertam com figuras e elementos do cenário urbano, e peças planejadas para serem executadas de força personalizada em determinados espaços (Site Specific) são algumas das principais características do artista. O trabalho em Londrina, segundo David, é resultado de um projeto submetido ao Sesc ainda em 2016. “Tive um contato com o espaço após participado de uma semana de artes na DAP (Divisão de Artes Plásticas) da UEL… É um projeto feito  para cá, após ter conhecido o espaço e gostado da história do espaço”, contou Magila ao Rubrosom. É já a terceira vez que o artista participa de eventos na cidade.

Painéis do artista feitos para a exposição 'Meio-Fio' na Galeria OMA - Foto: Divulgação
Painéis do artista feitos para a exposição ‘Meio-Fio’ na Galeria OMA – Foto: Divulgação

Em entrevista, David comentou sobre suas principais referências, o trabalho que desenvolve durante suas viagens e também sobre a importância de levar a arte a novos espaços. Falou inclusive sobre a polêmica recente, ocorrida em São Paulo, na qual murais e painéis com grafites e pinturas foram apagadas por ações da Prefeitura Municipal. “Os trabalhos que eu faço são todos a partir de uma ligação com o próprio local, esses trabalhos ‘site specific’ voltados ao ambiente e que conversam com a arquitetura e espaço do local. Eu acho que, pra mim, é super importante fazer um trabalho que dialogue com essas informações”, contou o artista. Confira a entrevista:


Você veio já algumas vezes a Londrina participando de eventos?
Eu vim em 2013, quando participei de outro evento do DAP… Na ocasião eu enviei trabalhos para a seleção e montaram uma exposição com alguns dos trabalhos que eu tinha feito. A partir disso comecei a ter um conhecimento maior dos espaços (Voltados á arte) na cidade…

Um dos eventos essa semana é referente a uma oficina de pintura mural… Há quanto tempo você trabalha com essa linguagem?
Eu tenho trabalhado muito com instituições, quando se trata de pintura mural em larga escala… Hoje to fazendo aqui esse painel com 8 metros de altura, com mais ou menos 20 de largura, são trabalhos especiais feitos para espaços via-edital. Já fiz algumas experiências com o Sesi, nesse sentido de fazer uma pintura e, depois, fazer uma oficina para pessoas interessadas, sejam eles estudantes ou adolescentes… Em 2016 fiz um projeto em Bragança Paulista, que foi bem interessante, desenvolvemos uma pintura mural em um edifício da Prefeitura e, assim, fui lá e ativei esse espaço novamente. Fiz uma oficina também com pessoas interessadas em um festival de inverno da cidade. Pessoas de várias idades. O que é muito enriquecedor… Além de fazer um trabalho que eu propus, é importante criar uma certa educação visual para as pessoas.

Quando você pega adolescentes e crianças assim, existe um tratamento de educar essas pessoas para que elas possam ver o trabalho de artes com uma forma diferente, como uma pessoa que está envolvida e que sabe onde ela está, sabe questionar e analisar também…

Falando de uma polêmica atual, você já fez trabalhos em espaços públicos também, tem esse lado da ‘pintura mural’…. Em São Paulo tivemos o caso recente do Prefeito João Dória apagando murais e painéis com obras de artistas diversos, tem alguma leitura sobre isso?
É um processo quase criminoso o que o Prefeito tem feito por lá… É uma forma higienista de que você com uma tinta cinza vai educar uma população, de que você irá acabar com problemas de uma cidade super complexa, e, pelo contrário. Esse tipo de atitude, que eu acho que o grafite, o picho, a arte de rua, tudo isso se engloba… Acho que isso é uma forma de completamente equivocada de educar uma população, você tem que fazer o contrário, você tem que incentivar para que as pessoas tomem a cidade para elas, não ficar achando que todo mundo precisa ficar em casa, preso a um espaço para se fazer arte, com espaços para fazer lazer, a cidade é de todo mundo, ela tem que ser ocupada, ela tem que ser viva…

Simples Figuração 7 Exposição coletiva Do Traço ao Palco na Praça das Artes, SP - Foto: Divulgação
Simples Figuração 7 Exposição coletiva Do Traço ao Palco na Praça das Artes, SP – Foto: Divulgação

É a partir disso que as coisas acabam acontecendo de uma forma melhor. Se você proíbe, você está gerando conflitos, isso pode virar uma guerra de ‘gato e rato’… Você cobre uma obra, ai pichadores vão lá e reagem, e fica essa coisa de quem tem mais tinta pra apagar, sendo que uma cidade como São Paulo tem problemas muito mais sérios para resolver. Indo pra assuntos básicos, falta tudo na cidade.

E as suas referências, dá pra citar nomes que te influenciem?
Referências eu tenho diversas… Não só de artistas mas, de outras mídias também. Atualmente a gente recebe níveis de informação muito altos, quando você fala em ideias vem do cinema, internet, rádio em vários formatos. Mas eu gosto muito dos clássicos, como ‘ Cy Twombly ’, um cara que tem uma potência na pintura muito interessante. Gosto do Richard Diebenkorn , um artista muito bom, gosto do Henri Matisse, esses caras em geral…

Você falou que Londrina tem um circuito legal aqui para a arte em Londrina?
É, eu vejo que pela viagens que fiz, tem algumas cidades que são mais interessantes do que outras… por conta de uma política pública, por incentivos do governo, por ações independentes mesmo, da população, da própria cena artistica e, o que me chamou a atenção é que há espaços até mais formais (Como a UEL) e locais como o Sesc, é um espaço que acaba atingindo pessoas de uma forma diferente, sem falar em espaços independentes que chegam à outras faixas de público, acho que isso só movimenta e tende a agitar a cena.


INFORMAÇÕES
Bate Papo com David Magila 
– Dia 05 de fevereiro às 16h
Oficina de Pintura Mural – Dia 03 de fevereiro às 15h – De 13 a 15 anos
Inscrições: (43) 3572-7700