Arte – Inscrições para feira DOBRA terminam nesta segunda

Hoje é o último dia para se inscrever na feira DOBRA  de Arte Impressa, evento promovido pelo Grafatório Casa Gráfica de Londrina.  O evento consiste em uma mostra que reúne artistas do impresso, editoras independentes, gravuristas, quadrinistas, (fan)zineiros, encadernadores, designers e artistas gráficos. Esta é a quarta edição da feira.

Inscrições para feira DOBRA terminam nesta segunda
Os expositores selecionados poderão comercializar suas obras livremente, ficando com todos os lucros de suas vendas – Foto: Divulgação

Neste ano a feira será realizada nos dias 5 e 6 de maio no Museu Histórico de Londrina e vai contar com cerca de 50 expositores. Os interessados em expor podem se inscrever até o dia 26 de fevereiro pelo site www.grafatorio.com/dobra. Quem for selecionado deverá contribuir com R$20 para a produção do evento (que, dessa vez, está sendo feito sem nenhum outro incentivo financeiro). Os expositores selecionados poderão comercializar suas obras livremente, ficando com todos os lucros de suas vendas.

A Feira DOBRA de Arte Impressa tem o objetivo de fomentar a cultura das artes gráficas em Londrina, viabilizando um espaço de trocas e vendas de obras de arte, livros, publicações e outros produtos impressos a um preço acessível. Neste ano, a feira integra a programação do Festival DOBRA, que ainda irá contar com outras atrações como exposições, oficinas, palestras e festas.


Serviço:
Inscrições – Feira DOBRA de Arte Impressa
Até 26 de fevereiro pelo site www.grafatorio.com/dobra

Teatro – Cia L2 apresenta Da Pele ao Barro na Usina

A companhia teatral L2, de Londrina, apresenta nesta sexta (24) e sábado (25) a peça ‘Da Pele ao Barro’. O espetáculo surgiu a partir da investigação do estatuário de Camille Claudel. Cada novo quadro de esculturas esboça nuances de situações enfrentadas pela mulher e a conquista de seu espaço na sociedade artística do séc. XIX.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta montagem, a companhia (na ativa desde 2010) realiza um trabalho de investigação dos músculos para construção e desconstrução das esculturas, aproximando os corpos dos atores a argila e ao gesso. Esculturas pulsam, vivem. Nos dois dias, a peça inicia às 20h, com entadas a R$ 5 (disponível na bilheteria a partir das 19h) – Classificação indicativa 14 anos.

O elenco é formado pelos atores: Bianca Ribeiro, Gabriel Paleari, Giovanna Stocco, João Mosso, João Rodarte, Julia Malu, Laiz Ferreira, Ronald Rosa,Tatiana Oliveira. O figurino é assinado pelo coletivo com execução de Lenita Costa. Sonoplastia de Bruno Garcia e Giovana Stocco, iluminação e direção por Thainara Pereira (com assistência de Lucas Manfré) e orientação de Aguinaldo Moreira de Souza.


Da Pele ao Barro – Cia L2
A partir das 20h na Usina Cultural em Londrina
Entrada: R$ 5

Cemitério de Automóveis recebe o Surrealía Circus

Acontece nesta véspera de feriado, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis a abertura do Surrealía. Com o tema “Circus”, o festival independente traz exposições, mostra de cinema, feira de impressos, apresentações de bandas autorais e workshops.

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Os ingressos para a programação desta terça já podem ser comprados com antecedência no valor de R$15 (primeiro lote). Na portaria, o valor será de R$20. A Vila Cultural Cemitério de Automóveis conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Na entrada do festival, serão recolhidos alimentos e objetos de higiene pessoal, para serem doados a moradores de assentamentos e pessoas em situação de rua de Londrina e região. A Vila Cultural fica na Rua João Pessoa, 103-A.

O Surrealía acontece desde 2015, e foi idealizado pelo artista visual e fotógrafo Yashiro Imazu, a partir de uma exposição com a artista plástica Camila Vieira. O evento tem a proposta de apresentar a expressão humana pelos diferentes meios das artes, além de divulgar uma linguagem mais aberta da criatividade visual, da cultura e música autoral. “O esquema com os artistas, é mais como um apoio… Muitos estão se formando ainda. Quando o projeto teve início muitos nem tinham lugar para expor. Nós mesmos da produção fomos atrás desses artistas, que tem um pouco a ver com a temática, pra ceder o espaço para eles, é uma forma de troca”, contou ao RubroSom o artista Endrio Salvino, que irá participar do Surrealia neste ano.

O festival também busca incentivar a economia criativa da cidade, conduzindo o público a prestigiar obras de diferentes artistas e shows autorais de qualidade. Na abertura, haverá performances nos Palcos Surreal e Galeria, e um galpão com apresentações circenses. As bandas londrinenses Aminoácido, Vulgar Gods, Red Mess e Acid Brigade se apresentam no Palco Surreal, assim como os DJ’s Fabio Indígena do Axé DJ, Gustavo Veiga, Narconauta e Carol Dutra.

No palco Galeria, estará o coletivo Aliense Sobrenatural & Bem Bolado, em um show acústico. Os espetáculos no galpão Circus ficam por conta dos palhaços e grupos As Multidançarinas, Vitor Maçarico Inácio e a Família do Circo.

No Surrealía, haverá exposição com fotografias, pinturas, desenhos e ilustrações dos artistas e designers: Sandro Branco; Carol Kozima; Marcus Vinicius; Daniel Romano; Ricardo Zolinger; Luiza Braga; Mateus Arrigoni; Mariana Franzim; Lunartty Souta e Guilherme Silveira, todos de Londrina. Participam também Lucas Bonfante; Camila Vieira; Endrio Salvino; Yashiro Imazu; Henrique Petrus e Heitor Kimura. O arquiteto e artista Christian Steagall-Condé irá realizar uma intervenção de arte urbana.

Poesias da escritora Vivian Campos, autora do livro “O Gato Comeu Sua Lua?”, estarão no festival, juntamente com obras do escritor Jean Carlo Caramanico, de Maringá. O Surrealía terá ainda instalação do “Coletivo Verso”, grupo de mulheres idealizado por Manuela Pérgola.

A Instalação Versa ficará em um espaço fixo, e consiste em um varal com biografias das autoras, um poema de cada, roupas, um texto sobre literatura de autoria feminina e sobre o propósito da instalação. O varal terá espaços vazios que devem ser completados pelos passantes. Papéis e canetas ficarão à disposição, para que o público possa contribuir com seus escritos.

Programação – As atividades prosseguem durante a semana, com encerramento oficial na sexta-feira (17), no tradicional Coffee Break Surreal, onde os artistas do Surrealía se reúnem para falar sobre suas obras em exposição e seu processo criativo em uma conversa aberta ao público. O Coffee Break Surreal terá também a presença de baristas e stands de cafés de Londrina e região, que servem seus produtos.

Ainda na sexta-feira (17), acontece o segundo dia da Feira de Impressos, onde criativos, artistas e designers comercializam e divulgam seus trabalhos. É uma ótima oportunidade para fazer contatos e conhecer melhor sobre o trabalho desses artistas, com o sabor da arte e da gastronomia londrinense. Nesse dia o Surrealía terá também apresentação do projeto “Sarau: prosa, poesia e outras delícias”, às 20 horas.

Oficinas – Para participar dos workshops promovidos durante o Surrealía, é preciso fazer a inscrição com antecedência pelo e-mail eventosurrealia@gmail.com, informando nome completo, idade e telefone para contato, juntamente com o título da oficina. As inscrições também podem ser feitas pessoalmente na abertura do festival.

Entrada – Os ingressos para a abertura do Surrealía já podem ser adquiridos nos seguintes locais: UP Bar (Av. Juscelino Kubitschek, 1.973), das 19 horas até 1 hora; Café Com Propósito (Rua Espírito Santo, 1.123), das 16 às 22 horas; Barbearia Bar (Rua Quintino Bocaiúva, 875), a partir das 20 horas; e no Max Tattoo (Avenida dos Expedicionários, 737, Rolândia).

A compra do ingresso antecipado garante a participação no sorteio de uma tatuagem de até 15 centímetros, no valor de R$800,00, com o tatuador Guilherme Augusto, do Los Vatos Tattoo.

O Festival Surrealía conta com os seguintes parceiros: Edge Studio, Tumba – Galeria de Arte, Café com Propósito, THC – This Hard Connection, UP Bar, Barbearia Bar, Ander, Rubrosom e Max Tattoo.


Programação completa do Festival Surrealía

14/11– Terça-feira
Abertura do evento com circo, bandas e DJ’s
Horário: 18 horas
Valor: R$15 ingresso antecipado, R$20 na portaria.
Classificação: +18 anos
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa 103)

16/11 – Quinta-feira
Mostra de Curtas
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103A)
Horário: 20 horas
Valor: Gratuito
*Sujeito a lotação

17/11 – 17 horas 
Coffee Break Surreal
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103A)
+ FEIRA Impressa
14 horas – Workshop Cartoon com Muka (R$20,00)
18 horas – Workshop Colagem com Carol Kozima (Gratuito)
20 horas – Sarau: prosa, poesia e outras delícias

18/11 – Sábado

Workshop Desenho Realista em Lápis Grafite
Valor: R$20,00
Local: Edge Studio (Rua Mossoró, 332, Sala 01, piso superior – Centro)
Horário: 14 horas

Festival de Arte Degenerada reúne mais de 15 artistas neste sábado

Acontece neste sábado o Festival da Arte Degenerada na Vila Cultural Cemitério de Automóveis! O evento terá exposição de trabalhos de cinco artistas plásticos londrinenses. O perfil versátil destes autores é expresso no conteúdo impactante e belo de suas obras. O evento é uma realização do coletivo Mobiliza Londrina.

Permeando desde aspectos cotidianos comuns até abstrações e representações mais subjetivas, as obras suscitam reflexões sobre o “eu”, o “nu” e os tabus que ainda persistem na nossa sociedade.

A banda Maracajá é uma das atrações do evento no sábado - Foto: Divulgação
A banda Maracajá é uma das atrações do evento no sábado – Foto: Divulgação

Os estilos transitam entre o erótico, o sexual, o corpo, gênero, atividades poéticas e o abstrato, com o uso de materiais diversos e técnicas como ilustração, desenho, pintura, entre outras.

Arte puramente “degenerada” e representativa da cidade de Londrina. Artistas estreantes ao lado de nomes consagrados representando a diversidade de olhares e a livre expressão. “O Coletivo Mobiliza Londrina surge em março de 2016, com o advento do processo de golpe de estado no Brasil.Trata-se de uma frente de pauta democrática, antifascista, antigolpista, horizontal e suprapartidária. Seus membros vêm de diferentes organizações da esquerda, havendo militantes de partidos políticos, sindicalistas, participantes de outras frentes e movimentos sociais, assim como pessoas independentes.Os esforços deste Coletivo estão justamente em ampliar a resistência da esquerda no Brasil, através da mobilização conjunta de suas diferentes vertentes, frente ao estado de exceção”, contou Ester Falaschi, membro do coletivo à nossa reportagem.

Segundo a divulgação, a ideia do festival é demarcar o direito à diversidade, a despeito daqueles que pretendem “queimar em fogueiras” tudo aquilo que diverge da onda higienista que tenta calar este país.

O fotógrafo Fagner Bruno (autor de imagens clicadas durante a ocupação da Câmara Municipal) é um dos artistas que irá expôr no evento de sábado - Foto; Fagner Bruno
O fotógrafo Fagner Bruno (autor de imagens clicadas durante a ocupação da Câmara Municipal) é um dos artistas que irá expôr no evento de sábado – Foto; Fagner Bruno

Assim, o Festival da Arte Degenerada de Londrina não somente presta homenagem àqueles artistas “recusados” pelo nazifascismo, como também traz uma reflexão urgente sobre as censuras contemporâneas que a cultura, a arte e a educação vêm sofrendo pelo neoconservadorismo de extrema-direita, que joga uma cortina de fumaça, através da polêmica, nos reais problemas do Brasil, do Paraná, de Londrina e região.

Confira uma entrevista com a organização do evento:

Rubrosom – Como foi pensada a seleção dos artistas e músicos para este evento da ‘Arte Degenerada’? Além do trabalho de cada um, teve uma preocupação também em  buscar nomes que tivessem identificação com as pautas do evento?
(Nadia Val) Com certeza! O Festival, além de ser uma festa, é um ato político, de posicionamento contra a censura, o retrocesso, o golpe e contra esse conservadorismo de boutique que quer destruir a arte, a cultura, a educação, a liberdade de pensamento e vive difamando trabalhadores e minorias enquanto criam cortinas de fumaça para encobrir os verdadeiros problemas do país. Enfim, esta festa é um ato pela liberdade e pela diversidade e todos os envolvidos são voluntários, ninguém está ganhando um centavo pra participar (a grana arrecadada será revertida para as futuras ações do Mobiliza e uma parte vai para a manutenção da Vila que abriga o evento). Portanto sim, a curadoria do evento buscou artistas com consciência política e que participassem da festa pela causa. Fizemos a seleção tentando trazer para o evento artistas das mais variadas vertentes, para todo tipo de gosto e público, que sem dúvida expressassem na sua arte a inquietação e o posicionamento que o momento requer.

De uns anos pra cá, vimos realmente um ‘levante conservador’ (na cidade e no geral) contra movimentos artísticos… O que você acha que pode ter possibilitado essa ‘crescente’ conservadora (e que ainda encontrou grande apoio popular em várias cidades) em tão pouco tempo?
A onda conservadora surge mundialmente, num contexto de descrença ética institucional – devido a mais um ciclo de fracasso do capitalismo – como ilusória alternativa moralizadora e organizativa, quando, na verdade, tem atuação moralista e uniformizante. Além disso, o espalhafato midiático que o conservadorismo produz, tem a função de cortina de fumaça para a ociosidade, os desmandos, os projetos de interesse das elites e a corrupção.

O artista Higor Meija também é um dos expositores confirmados para o evento - Foto: Divulgação
O artista Higor Meija também é um dos expositores confirmados para o evento – Foto: Divulgação

A ideia é ser um festival periódico? Outras edições já estão planejadas?
(Ester Falaschi)
Estamos apaixonados pelo Festival da Arte Degenerada e a vontade de fazer outras edições é enorme! Vamos analisar, mas enquanto o Festival for espaço para a resistência libertária e a militância política, ele vai existir.
(Nádia Val)
Se for pela quantidade de gente interessada, teríamos que organizar uma por mês (risos). Além das pessoas que convidamos e acabaram não podendo participar desta vez por causa de agenda, bastou lançarmos o evento no Facebook pra nossa caixa de mensagens fervilhar de artistas interessados. Conseguimos até fazer alguns encaixes no cronograma, mas a vontade era de colocar todos! E a resposta do público ao evento também, antes mesmo dele acontecer, está sendo muito surpreendente! Acredito que todos estamos precisando de uma festa assim para elevar a alma, em meio às tensões que estamos vivendo, pra dar um respiro no meio de tanta coisa ruim que vem acontecendo aqui em Londrina. Tenho certeza que iremos sair deste evento revigorados, cheios de energia e prontos pra continuar firme e forte na luta!

Confira os nomes dos artistas e grupos participantes:

EXPOSIÇÃO ARTÍSTICA: Cezar Bueno | Dani Stegmann | Hígor Mejïa | Nenê Jeolas | Peterson Dias EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: Ivo Ayres | Fagner Bruno de Souza | Kafo Nogueira | Matheus Pallisser | Valdir Pimenta APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS: Risoflora (Edna Aguiar) |  Grazzi Ellas (Mel Campus) | Sereia do Amazonas (Renan Cavalari Popowicz) | FILME: Arquitetura da Destruição ATRAÇÕES MUSICAIS: Adilza Carvalho | Don’t Touch Me | Fugitivos da Cuíca | Maracajá | Os Sucuris | Discotecagem: Fábio Indígena do Axé


SERVIÇO:

Coletivo Mobiliza apresenta:
FESTIVAL DA ARTE DEGENERADA
Quando: 11/11 no Cemitério de Automóveis
Classificação indicativa: Maiores de 18 anos
Entrada: 
R$10,00 (pulseira)

Arte e Censura – Sesc Cadeião realiza circuito de debates

No mês de novembro, o Sesc Cadeião Cultural dá continuidade à programação do Café Com Quê e traz para o público londrinense um ciclo de debates temático. Com encontros agendados para os dias 7 e 28 de novembro, o projeto vai promover dois bate-papos especiais sobre Arte e Censura, discutindo questões conceituais relacionadas à manifestação e à fruição artística no tempo presente.

No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente - Foto: Divulgação
No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente – Foto: Divulgação

O primeiro encontro, que abre o circuito, acontece na próxima terça-feira, 7, e conta com a presença do professor, ator e pesquisador Aguinaldo Moreira. Aguinaldo traz o debate “O Corpo em sua Manifestação Artística” e discute, a partir de seu trabalho de pesquisa em performance, a presença do corpo nu nas artes cênicas e outras linguagens.

Aguinaldo Moreira integra o corpo docente do curso de Artes Cênicas da UEL e reúne em seu trabalho de pesquisa o estudo sobre o Corpo Ator. No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente.

Formas sociais da liberdade e da censura
No dia 28 de novembro, dando continuidade ao circuito, os professores Manoel Dourado Bastos e Marcia Neme Buzalaf trazem o debate “Formas Sociais da liberdade e da Censura: para vencer o ressentimento”. Na oportunidade, os professores apresentam alguns debates teóricos consolidados que possibilitam ao público a compreensão dos conceitos e das formas de liberdade e de censura ao longo do tempo.

Sobre
O projeto Café Com Quê? é uma iniciativa do Sesc que comtempla a realização de debates e palestras sobre arte, cultura, filosofia e temas afins. O circuito recebe, via edital, propostas da comunidade geral que, depois de selecionadas, são apresentadas ao público no espaço da Galeria de Artes do Cadeião, sempre nas noites de terça-feira. Os encontros acontecem sempre às 19h30 e são abertos ao público, com participação gratuita.


Café com Quê – Ciclo de debates sobre Arte e Censura
“O Corpo Em Sua Manifestação Artística”
com Aguinaldo Moreira

No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente - Foto: Divulgação
No currículo, além da pesquisa aprofundada sobre o corpo na manifestação artística, também se soma a experiência de ator e performer, que ele compartilha neste debate que deve tocar, também, questões do tempo presente – Foto: Divulgação

Café com Quê – Ciclo de debates sobre Arte e Censura
“O Corpo Em Sua Manifestação Artística” com Aguinaldo Moreira
Dia 07/11 – às 19h30 SESC Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52, Londrina/PR)
Entrada gratuita

Mostra Marl – Quando o Coração Transborda terá apresentações gratuitas hoje e terça

Começa nesta segunda-feira a Mostra MARL VII. O evento receberá o grupo teatral Esquadrão da Vida de Brasília-DF para um interessante intercâmbio que inclui oficinas e apresentação aberta ao público. O espetáculo teatral “Quando o Coração Transborda” é criado a partir de textos, músicas, cartas e lembranças, Maíra Oliveira reflete sobre o ofício do ator, aborda temas intimamente ligados à sociedade brasileira contemporânea e reconstrói sua trajetória como atriz, relembrando um pouco da história do grupo Esquadrão da Vida e da relação com seu pai, o grande criador Ary Pára-Raios.

 

Quando o coração transborda é uma peça intimista, criada para ser representada em pequenos teatros, com músicas executadas pela própria atriz. Maíra Oliveira toca viola caipira e violão e canta em cena, num grande encontro informal com a plateia. Lembrando sua história no teatro, as apresentações com o Esquadrão da Vidae com seu pai, as dificuldades vividas para chegar até este momento, Maíra deixou seu coração transbordar. Em cena.

SINOPSE A partir de textos, músicas, cartas e lembranças, Maíra Oliveira reflete sobre o ofício do ator, aborda temas intimamente ligados à sociedade brasileira contemporânea e reconstrói sua trajetória como atriz, relembrando um pouco da história do grupo Esquadrão da Vida e da relação com seu pai, o grande criador Ary Pára-Raios.

O espetáculo é estrelado e codirigido por Maíra Oliveira - Foto: Divulgação
O espetáculo é estrelado e codirigido por Maíra Oliveira – Foto: Divulgação

O grupo fundado em 1978 foi pioneiro na abordagem de temas como o resgate e a valorização da cultura popular, a denúncia de exclusão de uma parte importante da sociedade dos espaços culturais tradicionais, a conscientização ecológica, dentre vários outros temas que ainda hoje ocupam os debates no mundo. Em sua linguagem, incorpora elementos expressivos das festas populares e de saltimbancos, como acrobacia, música e dança. Para saber mais sobre o grupo acesse o blog da companhia.


O que: Espetáculo teatral “Quando o Coração Transborda”.
Quando: 06 e 07 de novembro (segunda e terça-feira).
Horário: 20hs.
Quanto: Gratuito. Retirada de ingressos com uma hora de antecedência.
Onde: Canto do MARL (Av. Duque De Caxias, 3241).
Recomendado: maiores de 14 anos.

Mostra Engatinhando faz edição neste final de semana

Mesmo sem o PROMIC, patrocinador das outras edições do Engatinhando – Mostra de Arte desde Bebê, o evento terá uma edição reduzida,”Pocket” neste final de semana em Londrina. No sábado, dia 21, haverá duas sessões, às 15h e às 16h30 espetáculo    “Berço de Espuma – Teatro para Bebês de 0 a 3 anos”, com o grupo Papo Corpóreo, no Clac Circo.

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No domingo, dia 22, as atividades vão ser no Canto do MARL, das 15h às 18h. A Feirinha de troca de roupas e acessórios para crianças começa às 15h. Às 16h tem “Histórias para pequeninos : Era uma vez um homem, era uma vez um gato”, com Andrea Pimenta e Daniella Fioruci,  e a partir das 17h, vivência para as crianças mais novas.

O Engatinhando é organizado por Andrea Pimenta e conta com o apoio do Clac Circo e do MARL – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina. Não haverá cobrança de ingressos, mas as pessoas podem colaborar com o evento de forma espontânea, a famosa “entrada ao chapéu”.


Programação:
Dia 21, às 15 horas – Berço de Espuma no Clac Circo – Rua Prof. Samuel Moura, 451.
Dia 22 Canto do Marl – Av. Duque de Caxias, 3241
15h até as 18h – Feirinha de roupas e acessórios para crianças.
16h – Histórias para pequeninos : Era uma vez um homem, era uma vez um gato.
17h – Vivência para as crianças mais novas.
Entrada ao chapéu

 

Alma Londrina – Vila Cultural realiza Festa Julina neste domingo

Voluntários da Vila Cultural AlmA Londrina convidam a todos para o último arraiá do ano em Londrina. A Festa Julina da AlmA, marcada para domingo (dia 30.7) a partir das 14h, terá brincadeiras para crianças e adultos, comida típica, bazar de artesanatos e, claro, muita música com o grupo Forró Caviúna e os DJs André Gobatto e Nati Mônaco.
Flyer Festa Julina da AlmA (1)

Festas folclóricas são tradição na AlmA e a de domingo marca uma década de folguedos desde o primeiro Arraial de São João, em 2007. Além das festas juninas (e julinas), a Vila Cultural já sediou Folia de Reis, Boi-Bumbá, matinês de Carnaval e festivais como o Palco AlmA Londrina. Nayara Souza, atual coordenadora da AlmA, conta que passou a frequentar e colaborar com a Vila Cultural a partir de um evento destes. “Quando eu cheguei a Londrina, um dos primeiros lugares que me acolheu e uma das primeiras festas que eu frequentei foi na festa junina da AlmA”, lembra Nanna, com saudosismo.

A AlmA Brasil, uma das vilas culturais aprovadas este ano pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), ainda aguarda a homologação e o repasse de recursos para seguir com as atividades. A festa julina é um evento organizado por colaboradores e voluntários para ajudar a manter o espaço e para integrar ativistas e interessados em cultura popular. “Quem ainda não conhece a AlmA, venha conhecer. A vila está de portas abertas para fazer novos contatos e novas interações culturais”, convida Nanna.

Para animar a festa, o grupo Forró Caviúna vai tocar sucessos de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, entre outros. Já a DJ Nati Mônaco promete criar uma atmosfera musical cheia de energia a partir dos vinis. “Disco de vinil atravessa gerações e emoções, o ruído autêntico da música que vibra e faz vibrar torna a experiência sonora muito mais peculiar.”

Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a 'Pisada da Jurema' aconteceram na Alma Londrina - Foto: Lucas Godoy
Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a ‘Pisada da Jurema’ aconteceram na Alma Londrina – Foto: Lucas Godoy

O estilo do DJ André Gobatto surgiu na cidade de Bauru junto ao coletivo Árido Groove. O set é marcado por músicas da cultura popular mixadas com beats pesados para qualquer um “voltar pra casa descaderado”. Toda a programação do Arraial está na página do Facebook e os ingressos antecipados custam R$ 5,00.


Serviço: Festa Julina da AlmA
Dia e horário: domingo (30.7), a partir das 14h
Local: Vila Cultural AlmA Brasil – Rua Argentina, 693 – Vila Brasil em Londrina
Programação disponível: https://www.facebook.com/almavilacultural

Cultura divulga Projetos Estratégicos selecionados pelo Promic 2017

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) divulgou na última semana a lista dos projetos culturais que foram aprovados e selecionados, no segmento Projetos Estratégicos, para receber o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). O Edital de Convocação nº 002/2017 foi publicado no Jornal Oficial do Município, edição 3.295, e está disponível para acesso no Jornal Oficial (a partir da página 3).

Parte do time de colaboradores, jornalistas e produtores da Alma Londrina Rádio Web. No dia alguns músicos que tocaram no 3º Palco alma realizado em 2016 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Parte do time de colaboradores, jornalistas e produtores da Alma Londrina Rádio Web em 2016. O projeto foi um dos aprovados no edital de 2017  – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O edital também traz o resultado das decisões quanto aos recursos apresentados, que podem ser visualizados na íntegra no Anexo I da publicação. Ao todo, estão selecionados 21 Projetos Estratégicos, do total de 41 projetos culturais inicialmente inscritos nessa categoria na edição 2017 do Promic. A lista contempla projetos nas áreas de Música, Dança, Cultura Integrada e Popular, Artes de Rua, Circo, Literatura, Artes Visuais e Patrimônio Cultural e Natural. Há projetos ligados à canais de mídia como a Alma Londrina.

Foram aprovados e selecionados seis projetos na linha Estratégicos Livres, três na linha Carnaval, quatro na de Ações Formativas, seis na categoria Festivais e outros dois no segmento Preservação da Memória Histórica de Londrina. Os projetos avançam para a próxima etapa, quando os proponentes deverão apresentar a documentação prevista pelo Edital 002/2017. Após o recebimento da documentação, os processos serão submetidos a parecer jurídico, atendendo à Lei 13.019/2014.

Em Londrina, no ano passado, Ignácio de Loyola Brandão participou de um bate-papo durante o Festival Literário (Londrix) realizado no Museu Histórico. O Festival foi novamente aprovado neste ano - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Em Londrina, no ano passado, Ignácio de Loyola Brandão participou de um bate-papo durante o Festival Literário (Londrix) realizado no Museu Histórico. O Festival foi novamente aprovado neste ano – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Outros 15 projetos, que não foram selecionados por falta de disponibilidade orçamentária, aparecem no certame como suplentes. Caso algum dos selecionados neste edital ainda seja inabilitado em decorrência de problemas na documentação ou assinatura do termo, o projeto que aparecer logo na sequência, respeitando a ordem de pontuação e a linha atendida, deve ser convocado. Nessa situação, porém, o projeto selecionado apenas poderá receber recursos em compatibilidade com a capacidade de orçamento da Cultura prevista especificamente para suprir este segmento do Promic.

Para essa edição do Promic, o Município investirá o montante de R$ 1.480.000,00 nos projetos que integram a linha de Projetos Estratégicos, em suas cinco áreas de atuação. O investimento total do Promic, em 2017, será de R$ 4,3 milhões.

Recursos – Os proponentes poderão apresentar recursos, no prazo de cinco dias, contados a partir da publicação do edital de aprovação e seleção dos projetos. Para ter vistas de seus projetos e interpor recurso, os interessados devem comparecer à Secretaria Municipal de Cultura, de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas, na sede localizada na Praça Primeiro de Maio, 110, centro.

Os recursos serão analisados pela Comissão de Análise de Programas e Projetos Estratégicos (Cappe), que irá deliberar sobre a reconsideração ou manutenção da decisão. Se a decisão for mantida, o recurso será encaminhado à autoridade superior para uma decisão final.

Luv Urself – Projeto fotográfico busca retratar a beleza feminina

Projeto fotográfico que busca retratar a beleza feminina, eventualmente subvertendo certos padrões estéticos, e com a ideia de explorar um olhar mais intimista e pessoal, não raramente usando casas comuns e quartos como cenário para os ensaios. É mais ou menos essa a ideia do projeto londrinense Luv Urself que, na ativa há cerca de 6 meses, tem buscado explorar novas linguagens fotográficas através de um olhar mais pessoal e fora de certos padrões estigmatizados neste tipo de trabalho.

Foto: Acervo Luv Urself/César Segundinho
Foto: Acervo Luv Urself/César Segundinho

O projeto é resultado do trabalho conjunto de Cesar Segundinho (Fotografia) e Pamela Manoela (Direção), após acompanhar projetos relacionados, e que são feitos em outras cidades, a dupla decidiu produzir os próprios ensaios, buscando uma linguagem própria e chamando sempre pessoas que nunca haviam feito este tipo de trabalho (Veja a entrevista a seguir).  De acordo com Segundinho, Nenhum tipo de manipulação é usada nas fotos, de modo a manter uma releitura mais ‘real’ da coisa. Também não são utilizadas luzes artificiais, valorizando assim, tons suaves e a coloração mais sutil, encontrada nos ambientes onde as fotos são clicadas. “O projeto tem esse estilo chamado ‘boudoir’, que se resume a fotos em quatro paredes. Nada muito vulgar, mas com uma sensualidade mais intimista”, contou Segundinho à nossa reportagem.

Para os próximos passos, a dupla tem ideia de continuar a produção, e até, expandir discussões e estudos para pessoas interessadas em fotografia. O grupo tem já um workshop programado para acontecer na cidade em Julho, e ainda, propostas de realizar eventos parecidos em outras cidades. Temáticas como a parte técnica, e também, poética do trabalho serão discutidas nos dois eventos.

Recentemente o grupo realizou exposições durante eventos no Museu de Arte de Londrina, e ainda, na Casa Madá - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Recentemente o grupo realizou exposições durante eventos no Museu de Arte de Londrina, e ainda, na Casa Madá – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Como surgiu a ideia do projeto, você e a Pamela pensaram em fazer esse tipo de registro, tem a ideia de captar a beleza natural?
A ideia foi da Pamela, ela viu que eu acompanhava bastante este tipo de trabalho, eu via sempre ensaios, fotos deste tipo. Ai ela sugeriu que eu fizesse fotos assim (Eu já fotografava), e ela me deu ideias para que eu fosse atrás. Não é muito simples, até para conseguir pessoas que queiram fotografar, depois do visual tem o trabalho também com a produção da coisa. A ideia inicial foi da Pamela, e ela faz essa parte da direção, com ela junto, quem vem fotografar se sente mais a vontade também… Pensamos nessa coisa ‘fora do padrão’, há muitos ensaios que tem essa coisa da feminilidade, mas, retratando um certo ‘padrão’ de estereótipo das meninas, tudo muito sensual, algo as vezes até um pouco forçado.

Nossa ideia era fugir um pouco da regra com isso, fomos pensando em detalhes como, não usar manipulação de imagem, não usar manipulação de luz, sempre mantivemos iluminação natural, mantemos também um padrão de coloração nas fotos. Após isso, pensamos em fazer também fotos com pessoas que nunca haviam feito esse tipo de trabalho (Nunca haviam posado), chamamos o pessoal de ‘participante’ e não de modelo. Achamos muita gente pela internet, algumas pessoas indicam umas ás outras, e por ai vai.

E como vocês tem encontrado pessoas dispostas a participar?
O primeiro contato sou eu quem faço com as meninas, geralmente eu converso primeiro, porque eu sou quem fotografa também, a Pamela entende mais da parte da produção, do ambiente, a coisa de harmonizar a roupa certa com as fotos, e por ai…

Foto: Acervo Luv Urself/Cesar Segundinho
Foto: Acervo Luv Urself/César Segundinho

Falando nessa coisa de sair do padrão, tem uma preocupação em chamar meninas de estilos/perfis diferentes? Não necessariamente meninas que sejam parecidas, etc… 
Na verdade, a gente busca gente que aceite o projeto, ela veja que o projeto é algo novo, não pensamos muito no estilo em si da menina, gente que agregue ao projeto, e que tenha a ver, que nunca tenha feito nada profissionalmente neste tipo de projeto, é o que interessa. Não temos muito um estilo definido, ou algo visto como tipo ideal de beleza, nada assim…

Vocês tem preferência por espaços menores, locais como salas, como é essa referência pra vocês?
É, o projeto tem esse estilo chamado ‘boudoir’, que se resume a fotos em quatro paredes. Nada muito vulgar, mas com uma sensualidade mais intimista, sem mostrar mesmo o corpo da pessoa e talz. Estamos com o projeto agora do workshop e, para falar da forma como temos trabalhando.

A gente gosta do que temos feito, o projeto tem apenas 6 meses, mas, há anos eu tenho estudado já fotografia. O workshop vai ser realizado em Londrina, e tem sido legal, temos tido contato de pessoas entrando em contato e tudo mais. Não temos limite para participação, mas, a ideia é que todo mundo participe e evolua com a gente no projeto. Gostamos muito da forma como executamos o projeto e, tem sido bem gratificante.


Informações
Conheça mais sobre o projeto acompanhando a página Luv Urself