Aracy de Almeida – Projeto Araca realiza última apresentação do ano

Nesta sexta (09) no Teatro da Funcart, em Londrina, acontece a última das apresentações do Projeto Araca: Arquiduquesa do Encantado.  O espetáculo terá cobrança de 10 reais de entrada que será revertido para a reforma do teatro da Funcart.

 Projeto Araca realiza última apresentação do ano
Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.

O espetáculo, que tem direção musical de Paulo Vitor Poloni e direção cênica de Sílvio Riberto, reproduz um programa de rádio da década de 1930 e reafirma o nome de Aracy de Almeida como umas das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. “Eu conhecia a Aracy de Almeida como jurada de programa de TV, e à medida que fui conhecendo a obra desta mulher, fiquei encantada com a vida e a importância dela para a Música Brasileira”, destaca Sílvia Borba, cantora do espetáculo que será acompanhada de um regional de Choro formado por André Mattos (clarineta), Osório Perez (violão sete cordas), Guilherme Araujo (bandolim dez cordas) e Lucas Dias (pandeiro). Participação especial do ator Leonardo Capeletti.

Segundo Silvia Borba, o trabalho é fruto de uma extensa pesquisa e também de um período de preparação e ensaio que levou cerca de um ano. A ideia é mostrar ao público londrinense a obra de Aracy através de um espetáculo cênico/musical nos moldes de um programa de rádio, há até o personagem de um locutor de rádio durante a apresentação. “Desde o início de 2015 começamos a estudar, lá pelo meio do ano houve a separação do repertório. Recebemos toda a discografia da cantora do colecionador Gilberto Inácio Gonçalves (De São Paulo), tudo no digital (centenas de faixas) e então fizemos uma seleção disso tudo.”, comentou Silvia Borba à reportagem do RubroSom. “(De tudo o que eu li) o legado da Aracy é mais de uma figura boêmia mesmo, de uma cultura do samba que a gente entende e vê hoje, o samba que nós escutamos hoje, em vozes masculinas/femininas, vem dessa cultura da boemia do Rio de Janeiro”, contou Silvia à reportagem. Dentro do projeto foram 10 apresentações neste ano.


A ideia do projeto foi do músico Osório Perez, que sugeriu a cantora Aracy devido à importância da mesma, assim como uma certa similaridade de timbres de voz com a voz da cantora Silvia Borba. O teaser da apresentação foi gravado na biblioteca do Museu Histórico de Londrina (Espaço cedido gentilmente pela diretoria do espaço). Segundo o grupo, o ambiente é bastante nostálgico e tem características que remetem à época (Década de 30) assim como ser um espaço pouco conhecido do grande público.

Aracy de Almeida – Considerada por Noel Rosa “A pessoa que interpreta com exatidão o que produzo”, Aracy Teles de Almeida tinha uma personalidade franca e era muito culta. Falava sempre o que queria e sua boêmia maneira de cantar foi determinante para definir os rumos do samba cantado por voz feminina. Trabalhou como jurada em vários programas de TV: na TV Tupi com Mário Montalvão; na TV Globo com a Buzina do Chacrinha, no Programa Silvio Santos, programas na TVE, Pepita Rodrigues, Almoço com as Estrelas, entre outros. Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar e na época Silvio Santos a ajudou financeiramente e telefonava todos os dias para saber como ela estava. Faleceu no dia 20 de junho, aos 73 anos.


SERVIÇO
Araca – Arquiduquesa do Encantado
Quando:
Sexta-feira (09) às 20h
Local:
Teatro Funcart
Entrada: R$ 10 – Com renda revertida para a reforma do Teatro Funcart

Araca – Usina Vila Cultural apresenta comemoração ao 1º samba gravado

Nesta sexta-feira (25), às 20 horas, o projeto “Araca: arquiduquesa do encantado” realizará uma comemoração aos 100 anos do samba “Pelo Telefone”. A canção foi a primeira gravada nesse estilo, em 1916, e poderá ser ouvida gratuitamente na Usina Vila Cultural, na Avenida Duque de Caxias, 4.159.

Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.
Da esquerda para a direita: André Mattos (clarineta), Lucas Dias (pandeiro), o ator Leonardo Capeletti, Silvia Borba (Voz), Guilherme Araujo (Bandolim dez cordas) e Osório Perez (violão sete cordas) – Foto: Anderson Coelho.

Durante uma hora, o show pretende ser uma homenagem aos pioneiros dessa arte popular, por isso será dedicado aos compositores que lutaram pelo reconhecimento do samba como gênero musical. Por meio do formato de um programa de rádio, a apresentação narra a trajetória de Aracy de Almeida, que foi uma das vozes femininas mais emblemáticas da música brasileira.

O primeiro samba foi registrado em 1916, no Departamento de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, por Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga, em parceria com o jornalista Mauro de Almeida. Segundo Silvia Borba, integrante do projeto, o trabalho do “Araca” é fruto de uma extensa pesquisa e também de um período de preparação e ensaio que levou cerca de um ano. A ideia é mostrar ao público londrinense a obra de Aracy através de um espetáculo cênico/musical nos moldes de um programa de rádio, há até o personagem de um locutor de rádio durante a apresentação. “Desde o início de 2015 começamos a estudar, lá pelo meio do ano houve a separação do repertório. Recebemos toda a discografia da cantora (Aracy) do colecionador Gilberto Inácio Gonçalves (De São Paulo que trabalha como cirurgião dentista), tudo no digital (centenas de faixas) e então fizemos uma seleção disso tudo. Inscrevemos o projeto no PROMIC, foi aprovado… e agora, até o final do ano cerca de 10 apresentações irão acontecer”, comentou Silvia Borba à reportagem do RubroSom.

Para acompanhar a atriz e cantora Sílvia Borba, que interpreta “Araca”, o show conta com os músicos Osório Perez, no violão sete cordas, André Mattos, na clarineta, Guilherme Araújo, no bandolim e Lucas Dias no pandeiro. A direção musical e os arranjos são de Paulo Vitor Poloni. O ator Leonardo Capeletti contracena com Sílvia, sob a direção de Sílvio Ribeiro, também autor do roteiro. Os figurinos são assinados por Alex Lima.

O projeto estreou em julho, com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), da Prefeitura de Londrina, e desde então já fez oito apresentações em várias regiões da cidade.


SERVIÇO
Araca:
Arquiduquesa do Encantado
Quando:
Nesta Sexta-feira (25) – 20h
Onde:
Usina Cultural – Av. Duque de Caxias, 4159
(Entrada gratuita)