Discotecagem marca início das atividades da Alma Londrina em 2018

AlmA Londrina Rádio Web (www.almalondrina.com.br) inicia as atividades de 2018 neste sábado com o projeto AlmA Livre, discotecagem em pequenos encontros entre a comunidade e os criadores dos programas veiculados na emissora. O primeiro será no dia 27 de janeiro, a partir das 15h, com transmissão de três programas da grade interagindo com o público.

Mesmo seguindo com espaço amplo para os podcasts (arquivos em áudio), a web rádio também tem como novidade a implantação da web TV, reforçando assim o perfil multimídia e inovador do projeto, características já percebidas na cobertura intensa dos assuntos envolvendo a cultura de Londrina e região em 2017.Projeto AlmA Livre 27-1

Com os recursos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) de 2017 liberados somente há um mês (na última semana de dezembro), a emissora londrinense busca seguir o cronograma previsto no projeto original e também iniciar novas experiências, como a AlmA Livre, uma discotecagem com interferência dos produtores e apresentadores dos programas radiofônicos do site, sempre de graça. No próximo sábado (27.1), a partir das 15h, a AlmA Livre estará na Manuca Acessórios, onde o público vai acompanhar o pessoal produzindo três programas ao vivo: Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.

Criado por Paulão Rock’N’Roll em 1982, o Azylo Hotel voltou a ser transmitido pela AlmA Londrina no fim do ano passado e segue como um espaço para o rock e o jazz dos mais diversos países, sempre cercado dos ácidos e experientes comentários do apresentador. Já o Rocksofiadestaca o melhor do rock nacional, exibindo novatos e também bandas consagradas. A apresentação de Thiago Gonçalves tem uma pegada curiosa: oferecer aos ouvintes uma viagem musical, filosófica, artística e social através do Rock. Pra encerrar, o Conexão Nova Cena, apresentado por Marcelo Sapão, abre espaço para as novas bandas no cenário musical de Londrina, sem esquecer dos grupos locais com trajetórias já consolidadas em shows e festivais.

Para o coordenador geral da AlmA Londrina Rádio Web, Daniel Thomas, o evento será mais uma oportunidade para inovar e experimentar, mesmo em um cenário difícil para as atividades culturais de modo geral. “2017 foi um ano extremamente complicado devido à contenção de recursos do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), mas a equipe conseguiu mostrar que a Rádio AlmA não deve e não vai parar. Conseguimos ampliar o número de internautas no site e nas redes sociais, manter a qualidade do nosso Jornalismo Cultural e ainda trazer convidados de fora para as oficinas e para o festival Palco AlmA, eventos sempre gratuitos e abertos à população”, detalhou Thomas, lembrando que o site também foi todo remodelado em setembro de 2017 pela equipe de web design.

AlmA Londrina, emissora virtual em atividade desde 2012, é fruto de um trabalho iniciado por voluntários do Núcleo de Comunicação Popular e Comunitária da Associação Intercultural de Projetos Sociais (AlmA) e está sediada na Vila Cultural AlmA Brasil. Além de ter conquistado aprovações do Promic em anos anteriores, a emissora já venceu duas vezes o Prêmio Pontos de Mídia Livre, promovido pelo Ministério da Cultura com o objetivo de fomentar iniciativas alternativas de comunicação do País.


Serviço:
AlmA Livre – Discotecagens e interferências radiofônicas
Data: 27/01 – das 15h às 21h – Entrada Gratuita
Local: Manuca Acessórios – Rua Arcindo Sardo, 253 loja 3 – Londrina
Discotecagem: com os programas Azylo Hotel, Conexão Nova Cena e Rocksofia.
Apoio Cultural: Vila Cultural AlmA Brasil, ALRW, Manuca, Londristyle, Sebo Capricho, London Bistrô, Kartaze, Feltro Geek, Na Lenha BBQ
Informaçõeswww.almalondrina.com.br

Músico Frank Jorge realiza oficina sobre produção fonográfica em Londrina

A terceira rodada da oficina “Radioativismo e Produção Fonográfica” vai trazer para Londrina o ex-Cascaveletes e professor de História do Rock Frank Jorge para falar sobre suas experiências musical, acadêmica e na radiodifusão. O encontro é gratuito e ocorre nesta quinta (7) e sexta (8). A oficina é uma parceria da AlmA Londrina Rádio Web com o espaço do Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL).

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Frank Jorge vai é musico, escritor, apresentador de rádio e TV, professor e coordenador de curso acadêmico que oferece, entre outras disciplinas, aulas sobre Produção Fonográfica e História do Rock. Em Londrina, Frank Jorge vai falar sobre as experiências profissionais como músico, professor idealizador de um projeto inovador na Unisinos e ainda sobre História da Produção e Distribuição de Música (do analógico ao digital) e do uso do streaming aplicado ao Jornalismo Cultural.

A mais recente conquista do cantor foi abrir, em outubro deste ano, o show do beatle Paul McCartney em Porto Alegre, mas Frank Jorge tem uma longa e diversificada carreira. O marco foi em 1986, quanto passou a integrar a banda Os Cascavelletes, referência importantíssima do rock gaúcho ao lado de De Falla, TNT e Replicantes.

Ainda em 1986, passa a cursar Letras na PUC, reforçando o lado compositor e passando a transitar nos circuitos universitários e alternativos da música portoalegrense. Outro grupo marcante e considerado um dos precursores do rock independente no Brasil foi Graforréia Xilarmônica, banda criada em 1987 e que passa a integrar o casting do selo indie Banguela Records nos anos 1990.

Em 2006, Frank Jorge se insere na vida acadêmica como professor titular no curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Neste curso, os alunos aliam teoria e prática musical na produção de discos e organização de pequenos shows.

As oficinas formativas da Rádio AlmA são gratuitas e destinadas a produtores de conteúdo, estudantes e demais interessados em ingressar no universo da comunicação independente. O primeiro encontro, realizado em maio, tratou das oportunidades para abordagens regionais, com características de comunicação popular e comunitária nas redes online. Em junho, o segundo evento trouxe a documentarista Eliza Capai para falar de Midiativismo e Movimentos Sociais.


SERVIÇO
Oficina Radioativismo e Produção Fonográfica
07 e 08 de Dezembro – Canto do Marl
Horário: 19h30
Entrada Gratuita

 

Música – Palco Alma em Londrina reúne atrações em 2 palcos

A AlmA Londrina Rádio Web realiza neste sábado, dia 11 de novembro de 2017, mais uma edição do projeto Palco AlmA Londrina, festival com 4 atrações musicais em 2 palcos diferentes da cidade. O destaque desta edição é a música instrumental, com André Siqueira abrindo a programação no Teatro do SESI – AML, às 20h, com entrada gratuita. Compositor e multi-instrumentista, André Siqueira é professor de música da UEL, autor do livro “Giacinto Scelsi: improvisação, orientalismo e escritura” (2011).

Siqueira gravou recentemente o CD autoral "Catamarã" (2016). Com o show "Cordas Brasileiras", André percorreu diversas cidades de Minas Gerais em outubro - Foto: Emerson Dias
Siqueira gravou recentemente o CD autoral “Catamarã” (2016). Com o show “Cordas Brasileiras”, André percorreu diversas cidades de Minas Gerais em outubro – Foto: Emerson Dias

Já no Palco AlmA do Cativeiro Bar, a partir das 23h, as atrações seguem a linha do surf music, com as bandas Kingargoolas (que, no primeiro semestre, fez uma turnê pela Europa divulgando o vinil “Tales From the Instro Zone” pela Holanda, Bélgica, entre outros países), a londrinense Búfalos d’Água (que este ano completa duas décadas de estrada com 6 discos lançados, além de participações em coletâneas internacionais, como a “Mercosurf, La surf music Latino americana” e “InstroLatin – Exóticos Sonidos Latinos”) e ainda o trio Woodsurfers (grupo também londrinense, criado em 2013, que também apresenta músicas próprias alternadas por clássicos do surf music internacional. O encerramento será com o DJ DiQ.

Palco AlmA Londrina é uma realização da rádio Web em parceria com a AlmA – Associação Intercultural de Projetos Sociais. Em edições anteriores contou com o patrocínio do Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura. Este ano, o Palco será realizado graças ao Prêmio Pontos de Mídia Livre do Ministério da Cultura (MinC), concedido à AlmA Londrina Rádio Web (www.almalondrina.com.br) pelo desenvolvimento de comunicação alternativa e eventos públicos destinado à diversidade e aos estilos musicais com pouco espaço nas mídias tradicionais.

No começo do ano, o quarteto de surf music kingargoolas fez uma turnê em países da Holanda - Foto: Divulgação
No começo do ano, o quarteto de surf music kingargoolas fez uma turnê em países da Holanda – Foto: Divulgação

Desde 2014, já foram realizados 8 eventos do Palco AlmA. O último show (em 10 dezembro de 2016, aniversário de Londrina) marcou o início da parceria com o SESI-AML e ofereceu quatro bancas com apresentações gratuitas. O festival encerrou com a atração pernambucana que marcou o início do movimento mangue beat: o Mundo Livre S.A.


Serviço:

Show SESI-AML – 20h
André Siqueira (PR) – Espetáculo “Cordas Brasileiras”
Classificação:
livre
Teatro Sesi AML – em frente a Concha Acústica
Entrada gratuita

 Show Cativeiro Bar – 23h
Kingargoolas, Búfalos d’Água e Woodsurfers.
Classificação:
16 anos.
Encerramento com DJ DiQ
Avenida Castelo Branco, 1537 – Londrina
Entrada: R$ 20 ou R$ 10 + 1 kg alimento

Alma Londrina – Vila Cultural realiza Festa Julina neste domingo

Voluntários da Vila Cultural AlmA Londrina convidam a todos para o último arraiá do ano em Londrina. A Festa Julina da AlmA, marcada para domingo (dia 30.7) a partir das 14h, terá brincadeiras para crianças e adultos, comida típica, bazar de artesanatos e, claro, muita música com o grupo Forró Caviúna e os DJs André Gobatto e Nati Mônaco.
Flyer Festa Julina da AlmA (1)

Festas folclóricas são tradição na AlmA e a de domingo marca uma década de folguedos desde o primeiro Arraial de São João, em 2007. Além das festas juninas (e julinas), a Vila Cultural já sediou Folia de Reis, Boi-Bumbá, matinês de Carnaval e festivais como o Palco AlmA Londrina. Nayara Souza, atual coordenadora da AlmA, conta que passou a frequentar e colaborar com a Vila Cultural a partir de um evento destes. “Quando eu cheguei a Londrina, um dos primeiros lugares que me acolheu e uma das primeiras festas que eu frequentei foi na festa junina da AlmA”, lembra Nanna, com saudosismo.

A AlmA Brasil, uma das vilas culturais aprovadas este ano pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), ainda aguarda a homologação e o repasse de recursos para seguir com as atividades. A festa julina é um evento organizado por colaboradores e voluntários para ajudar a manter o espaço e para integrar ativistas e interessados em cultura popular. “Quem ainda não conhece a AlmA, venha conhecer. A vila está de portas abertas para fazer novos contatos e novas interações culturais”, convida Nanna.

Para animar a festa, o grupo Forró Caviúna vai tocar sucessos de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, entre outros. Já a DJ Nati Mônaco promete criar uma atmosfera musical cheia de energia a partir dos vinis. “Disco de vinil atravessa gerações e emoções, o ruído autêntico da música que vibra e faz vibrar torna a experiência sonora muito mais peculiar.”

Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a 'Pisada da Jurema' aconteceram na Alma Londrina - Foto: Lucas Godoy
Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a ‘Pisada da Jurema’ aconteceram na Alma Londrina – Foto: Lucas Godoy

O estilo do DJ André Gobatto surgiu na cidade de Bauru junto ao coletivo Árido Groove. O set é marcado por músicas da cultura popular mixadas com beats pesados para qualquer um “voltar pra casa descaderado”. Toda a programação do Arraial está na página do Facebook e os ingressos antecipados custam R$ 5,00.


Serviço: Festa Julina da AlmA
Dia e horário: domingo (30.7), a partir das 14h
Local: Vila Cultural AlmA Brasil – Rua Argentina, 693 – Vila Brasil em Londrina
Programação disponível: https://www.facebook.com/almavilacultural

Palco Alma – Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre fazem show gratuito

O 4º e último evento do ano no projeto Palco AlmA Londrina promete fazer ressoar o que há de melhor na cena do indie rock brasileiro, em uma sequência de shows gratuitos na Concha Acústica, no próximo dia 10 de dezembro no período da tarde. A festa ainda encerra com a apresentação da banda Mundo Livre S/A, trazida em parceria com o SESI Cultura.

Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre S/A tocam em Londrina
Banda Mundo Livre S/A se apresenta em Londrina no dia do aniversário da cidade – Foto: Divulgação

Antecedendo os pernambucanos que fizeram história com o movimento Manguebeat, subirão ao palco da Concha as bandas locais Gold Soundz e Vulgar Gods, além da paulistana Inky. O projeto de circulação musical é organizado pela AlmA Londrina Rádio Web e conta com o patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

A primeira banda é formada por JM (guitarra/beats), Luiz Crozera (guitarra) e Thiago Terror (baixo), amigos de longa data que têm na afinidade musical na cultura do skate seus elos de ligação. As influências do trio vão do post-punk dos 80´s ao indie rock atual, incorporando beats eletrônicas, o que resulta em um som orgânico com referência também às guitarbands dos anos 90. Está garantida no repertório a faixa “River Sound”, que estará no EP com lançamento previsto para o início do próximo ano.

Inky, Vulgar Gods e Mundo Livre S/A tocam em Londrina
O trio Gold Soundz é formado por JM (guitarra/beats), Luiz Crozera (guitarra) e Thiago Terror (baixo), amigos que têm na afinidade musical na cultura do skate seus elos de ligação – Foto: Divulgação

Já a Vulgar Gods está divulgando seu segundo trabalho, “Queen of sound”, lançado no final de 2015. Antes, o grupo já havia lançado um EP com três faixas de divulgação. O novo álbum tem dez faixas, todas em inglês e ainda gravadas com a formação que contava com a vocalista Thaís Vicente. Este ano quem assume os vocais junto com Guilherme Hoewell (também guitarrista) é Suy Bernardi, que entrou para a trupe junto com a contrabaixista Mari Franco, somando-se a Vinícius Gouveia (guitarra) e Gabriel Pelegrino (bateria). No show do Palco AlmA, os músicos contam com instrumentista e compositor Vitor Delalo como convidado na bateria. Sobre a oportunidade de tocar no mesmo evento com bandas que são referência para o rock no país, ela considera ser uma grande responsabilidade: “Esse show será muito especial. Estamos preparando um repertório exclusivamente autoral, que vai mostrar como ficou esta nova formação, com uma pegada mais pesada”, comenta.

O quinteto Vulgar Gods segue na divulgação de seu trabalho mais recente 'Queen of Sound' - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O quinteto Vulgar Gods segue na divulgação de seu trabalho mais recente ‘Queen of Sound’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

De São Paulo vem a banda Inky, que também circula com repertório já registrado. Juntos desde 2011, eles começaram com o pé direito, vencendo o prêmio de crítica no Music Video Festival pelo clipe gravado sobre a música “Baião”, em seu primeiro EP. O vídeo curta-metragem mostra um fictício submundo de corridas de bicicleta na capital paulista e foi produção da banda com amigos, apoiada pela produtora Alaska. De lá pra cá já lançaram dois álbuns gravados no Red Bull Studio, na capital paulista: “Primal Swag”, em 2014, e “Animania”, lançado este ano. Ambos foram bastante elogiados nas redes, seja pelo caráter dançante, seja pelos arranjos e o cruzamento com a música eletrônica. No palco, a cantora Luíza Pereira é acompanhada de Guilherme Silva (contrabaixo), Stephan Feitsma (guitarra) e Luccas Villela (bateria).

Encerrando a sequência de apresentações, sobe ao palco uma das bandas fundadoras do Manguebeat, a Mundo Livre S/A. Passando dos 30 anos de carreira e sete discos lançados, os veteranos vêm a Londrina graças divulgar seu primeiro DVD, intitulado “Mangue Bit ao Vivo”. O show é uma parceria com o SESI Cultura, que tem sede no prédio da antiga Associação Médica, na Praça 01 de Maio. Para a analista de cultura Paula Sandreschi, o evento será um grande presente para Londrina, no dia do seu aniversário: “Consideramos o Palco AlmA um projeto muito interessante, que promove a circulação de bandas alternativas. Teremos uma festa muito bonita”, avalia.

Expectativa idêntica tem Daniel Thomas, coordenador da AlmA Londrina Rádio Web e do projeto Palco AlmA: “Queremos encerrar o projeto este ano aproveitando para celebrar o aniversário da cidade, que afinal de contas é o nosso local de fala e e ponto central da nossa identidade”, comenta.

PALCO ALMA 2016 – Esta segunda edição do projeto – que já havia ocorrido em 2014 – promoveu a fruição de diferentes estilos pelo público londrinense, em eventos nas vilas culturais Kinoarte e AlmA Brasil. Os destaques foram desde a música de matriz africana até o punk rock e a nova Música Popular Brasileira, sempre procurando aproximar grupos locais e artistas vindos de fora.

ALMA LONDRINA RÁDIO WEB – A emissora está no ar desde 2012, e conta com um núcleo de jornalismo cultural e mais de 80 colaboradores voluntários para compor uma programação diversificada e independente. Originada das atividades com rádio-poste desenvolvidas pelo Núcleo de Comunicação Popular e Comunitária da Vila Cultural AlmA Brasil, a iniciativa foi selecionada pelo Prêmio Ponto de Mídia Livre do Ministério da Cultura, em 2015. Este ano, promoveu oficinas com alunos do Ensino Fundamental da rede pública e também organiza o Palco AlmA Londrina, com o objetivo de promover a circulação de bens culturais e também aproximar a rádio da comunidade.


SERVIÇO – Palco AlmA Londrina
10/12 (SÁBADO) – Concha Acústica (Praça 01 de Maio)
Início:16h
Com Gold Soundz, Vulgar Gods e Inky. Encerramento com Mundo Livre S/A
(Entrada Gratuita)

Música brasileira – Shows inspirados marcam 3º Palco Alma

Em Londrina, o último domingo de outubro foi marcado pelo samba de raiz e pela chamada nova música brasileira durante a terceira edição do Palco Alma. O evento foi realizado na Vila Cultural Alma Londrina, na Vila Brasil, e contou com apresentações musicais do Seo Nelson, do grupo Abacate Contemporâneo e do cantor Bruno Morais.

Por volta das 17h30, o público presente já formava rodas de samba ao som do 'Seo Nelson' - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Por volta das 17h30, o público presente já formava rodas de samba ao som do ‘Seo Nelson’ – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Em meio a uma tarde de muito calor (Com temperaturas chegando perto dos 29º C), pessoas de várias idades – Indo desde crianças, até adultos e também senhores e senhoras – compareceram ao evento que, a partir das 16h30 já contava com uma discotecagem cheia de groove e rítmo, realizada pelo Dj Diq – residente do projeto. De início, o público começou a comparecer timidamente ao espaço, mas, já perto das 17h40, um pouco antes da apresentação do Seo Nelson iniciar, já preenchia boa parte do espaço da Alma Londrina – A vila tem o patrocínio do Promic. O início do 3º Palco Alma foi bastante animado, com diversas rodas de dança logo nas primeiras músicas da apresentação do Quarteto do Samba. “Eu achei maravilhoso poder tocar aqui de novo, é o tipo de coisa que sempre faz bem, é você tocar em grupo e essa harmonia do povo aplaudindo, é muito bom…”, comentou Nelson da Silva (Seo Nelson) logo após a apresentação, que teve mais de uma uma hora de clássicos do Samba, são tantos clássicos aliás que eventualmente um acaba faltando. “Hoje ainda fiquei devendo (risos), tem um rapaz que sempre me pede para tocar ‘Espelho’ do João Nogueira, hoje ele me cumprimentou e acabei não tocando”, brincou Nelson… Quem sabe numa próxima.

Seo Nelson com o 'quarteto' se apresentando durante o 3º Palco Alma - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Seo Nelson com o ‘quarteto’ se apresentando durante o 3º Palco Alma – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Segunda apresentação da noite, o coletivo ‘Abacate Contemporâneo’ fez uma apresentação bastante enérgica e envolvente. Formado em 2014, o grupo faz uma mistura interessante de rítmos brasileiros, unindo elementos da MPB e do Samba com estilos como a tropicália. A performance da vocalista Raquel Palma, repleta de verve e de teatralidade – com direito até a uma chamada inusitada de ‘fora temer’ – foram um dos destaques do conjunto, aliada à competência musical do grupo. “O evento teve um saldo muito bom, tocamos hoje ao lado do Seo Nelson que é parte da raiz do samba aqui na cidade, e também o Bruno Morais (Com quem já trabalhei), fiquei bem emocionado em ver a presença dele hoje… “, contou o músico Rafael Fuca (Guitarrista) sobre a performance do Abacate Contemporâneo.”Nossos shows tem uma coisa meio imprevisível, meio visceral, isso torna mais interessante também”, completou o músico. Atualmente o Abacate Contemporâneo está também com uma campanha de financiamento coletivo com a ideia de bancar o primeiro compacto do grupo, juntamente a dois vídeos em estúdio.

Abacate Contemporâneo durante apresentação no 3º Palco Alma - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Abacate Contemporâneo durante apresentação no 3º Palco Alma – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Com uma banda bastante numerosa – Um power trio de guitarra, bateria e baixo, acompanhada ainda de um trio de sopros, só com músicos de Londrina – Quem encerrou os trabalhos do palco foi o músico (radicado em São Paulo) Bruno Morais, que subiu ao palco já por volta das 20h50. Entre canções de seu EP mais recente: “Contra a vontade do chão”, o repertório traz ainda diversas canções registradas no segundo álbum dele, ‘A vontade superstar’, lançado nos mercados brasileiro, norte-americano e europeu; “Platéia é platéia, em todo show muita coisa pode acontecer… Mas é muito bom estar podendo mostrar meu trabalho aqui na cidade onde nasci, especialmente, com a banda toda, foi uma experiência muito legal. É um momento de renovação, chegando meio que ao fim de um ciclo, é uma das últimas apresentações deste show, antes do próximo disco que sairá em 2017”, contou Bruno Morais, que, não se apresentava em Londrina já há cerca de 5 anos. “Começamos a gravar o novo disco já em 2014…  E nesse caminho fiz alguns compactos, fiz o Lado A/Lado B com a Lulina, depois ainda fiz o ‘Contra a Vontade do Chão’ e isso foi alimentando meu trabalho, sempre ia mudando algo nos shows… Na europa tivemos uma recepção legal também, o som tocou no rádio, isso tudo agregou”, contou Bruno Morais. ” Ao longo de 2015 gravamos mais um pouco, foram 6 sessões com o pessoal do Bixiga 70, e as outras todas com a minha banda, tem Annelise Assunção, Metá Metá e muitos outros…”, contou Morais. Segundo ele, o disco ainda não tem previsão de lançamento.

Bruno Morais, atualmente radicado em São Paulo, não se apresentava em Londrina há cerca de 5 anos - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Bruno Morais, atualmente radicado em São Paulo, não se apresentava em Londrina há cerca de 5 anos – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Com um público bastante superior à 2ª edição do Palco Alma – Talvez também pelo estilo das bandas ‘casar’ mais com o gosto do público que geralmente frequenta o espaço cultural – O Palco Alma vem reafirmando seu papel como importante evento dedicado à música independente (de vários gêneros) na cidade. Unindo nomes londrinenses a atrações de fora, a cada edição, o evento consolida sua proposta criando um espaço de qualidade para que grupos possam tocar ao vivo. Na Alma Londrina, o domingo foi de música e de muito calor! Não apenas pelo tempo abafado, mas também, pelas boas energias que público e bandas geraram através da sintonia com a cultura e a música.

Palco Alma – Evento reúne bandas de rock de Londrina e SP

E teve rock autoral de qualidade marcando presença na segunda edição do Palco Alma ocorrida no último domingo (28) na Vila Cultural Alma Brasil. Em um dos finais de semana mais dedicado ao punk rock na cidade em tempos – Na última quinta e sexta, o lendário Richie Ramone (Ex-Ramones) já havia feito dois shows concorridos na cidade – o evento do domingo contou com o som enérgico da banda paulistana Water Rats que fechou a noite de forma enérgica após boas performances do hard rock do Turbö e do pós-punk do Mhorula.

Evento começou por volta das 16h e seguiu até perto das 22h - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Evento começou por volta das 16h e seguiu até perto das 22h – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Tudo colaborou para que o evento, se na primeira edição o ‘Palco’ contou com rítmos que iam desde o regae e afrobeat, a segunda leva do ‘Palco Alma’ atraiu fãs mais dedicados à música underground que ganha espaço no projeto. O evento teve início às 16h, por volta das 18h30 o Mhorula, primeira atração da noite subiu ao palco. As batidas cadênciadas e o som soturno chamaram atenção para o som da banda, cujo repertório contou com faixas do trabalho recentemente lançado ‘Armadura de Beleza’ além de covers como uma versão da banda inglesa ‘Joy Division’ tocada durante o show; “É uma grande satisfação participar hoje aqui. A vila cultural faz parte da minha carreira desde 2007, seja com o pessoal do maracatu, com as oficinas de percussão junto de amigos, é como se estivesse tocando no quintal de casa mesmo. E, principalmente, essa coisa do intercâmbio da troca de ideias com outras bandas, na passagem de som conversamos com o Water Rats e foi muito legal. Essa iniciativa para eventos é fantástica, tem que continuar… “, contou o músico Maurício Werner, vocalista e idealizador do Mhorula à nossa reportagem.

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Mhorula levou seu projeto de rock industrial/pós-punk ao festival – Foto: Sense/Alma Londrina.

Além do show das bandas, o londrinense Dj Diq era responsável pela discotecagem que envolvia o público com hits de rock e outros ritmos mantendo assim o clima da boa música. Entre o público, chamou a atenção a grande variedade de ‘perfis’ presente; Homens e mulheres de várias idades (inclusive algumas crianças) marcaram presença no evento ocorrido em plena tarde e noite de domingo (Horário no qual geralmente poucas pessoas se animam para sair de casa).

Por volta das 19h30 o Turbô subiu aos palcos do evento - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Por volta das 19h30 o Turbô subiu aos palcos do evento – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

O Turbö, segunda atração da noite, também marcou presença com um show enérgico e direto (Com cerca de 40 minutos de duração). O grupo retorna os shows de seu trabalho autoral (Tendo lançado recentemente seu disco ‘Trilha Sonora para Pessoas Rústicas” ) após uma bem sucedida turnê (Com cerca de 15 datas) com o músico americano Willie Heath Neil. “Primeira vez que tocamos na Alma, já viemos dar entrevistas (na rádio) e participar de outros projetos. Eles fazem um trabalho que admiramos muito… E também no prazer de estar junto com bandas que achamos boas como o Mhorula e o Water Rats (Banda que vimos outras vezes ao vivo), o evento sempre abre espaço pra vários gêneros, também o que não está na moda, e é muito bom participar disso. As vezes quem é de Londrina pode achar que aqui é ruim por ter muitos covers, mas, é um pouco assim em todo o lugar. Quando o pessoal disposto a fazer som autoral se junta é sempre bom, com essa turnê junto do Willie tocamos em muitos lugares e foi positivo, tocamos pra públicos grandes e pequenos, a turnê foi incrível e terá continuação”, contou o músico Ricardo Pigatto, vocalista do Turbö.

Quarteto 'Water Rats' em ação durante o Palco Alma - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Quarteto ‘Water Rats’ em ação durante o Palco Alma – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Fechando a noite, o quarteto Water Rats concluiu os trabalhos com um punk rock bastante enérgico e com ecos do rock alternativo dos anos 90. O grupo se formou em Curitiba e hoje está baseado em São Paulo. Seu segundo disco, Ugly by Nature, foi lançado em vinil em 2014 (edição esgotada), para no ano seguinte ganhar o videoclipe lançado exclusivamente pelo site da revista Rolling Stones e também uma versão em CD pelo selo paulistano Hearts Bleed Blue. “Show de domingo é sempre o pior pra tirar o pessoal de casa mas foi muito bom. A gente tava acompanhando a divulgação, o equipamento de som tava muito bom – Melhor hotel dos últimos tempos também, estamos sendo muito bem tratados (risos). Os dois shows que fizemos até hoje em Londrina foram bem legais, teve um outro no qual reclamaram por causa do volume do som e tivemos que parar (Risos)”, contou o vocalista e guitarrista Alexandre Capilé (Que também é integrante do Sugar Kane). “Apesar de já ter vindo algumas vezes aqui, não entendo bem ainda a ‘cena’ da cidade, agora tenho entendido mais, é bem diferente, o Sugar Kane mesmo tinha outro público, algumas pessoas mais novas apareciam. Hoje com o Water Rats o público é mais punk rock/alternativo, diferente do que era no Sugar Kane, é uma experiência diferente”, contou o músico logo após a apresentação.

Construindo, a cada edição, seu nome como evento voltado a música independente, o Palco Alma cada vez mais se estabelece como um nome emblemático para o circuito ‘além de eixo’ na cidade. Sempre promovendo o espaço para bandas da cidade (e de fora) cada vez mais se torna uma opção válida para movimentar o circuito e envolver uma certa ‘cena’ vigente na cidade, apesar das eventuais dificuldades que o cenário musical (sempre) impõem. Com uma produção de qualidade e com foco apenas na música autoral, vale a reflexão sobre a possibilidade de viabilizar mais eventos e iniciativas voltadas para a música autoral  (de gêneros diversos) na cidade. Em outubro e dezembro mais duas edições já estão confirmadas.

Dia da Música insere nomes de Londrina em rede nacional

Teve surf music, teve Samba rock, teve MPB e ainda vários outros ritmos… Assim foi o resultado da primeira edição Londrinense do festival Dia da Música realizado durante o último sábado (18). O evento aconteceu ao mesmo tempo por aqui, e ainda, em mais de trinta cidades em todo o Brasil. Até o momento não foram confirmados dados oficiais, mas, algumas dezenas de pessoas marcaram presença nos espaços internos e externos  da Vila Cultural Alma Brasil (Rua Mar Del Plata, 93 – Vila Brasil) durante as quase 7 horas de evento.

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Bacalhau Samba Rock Clube fez a segunda apresentação da noite – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O festival, que em Londrina teve entrada gratuita – Em algumas cidades, era cobrado um valor de entrada, conforme disponibilidade de recursos dos patrocinadores –  levou aos palcos apresentações das bandas Bacalhau Samba Rock Club, Maniaticos do Reverb e, encerrando o evento uma apresentação enérgica do grupo Abacate Contemporâneo (Grupo com influências da pré-vanguarda paulista, que fez um show bastante elogiado). Cada apresentação teve uma duração média de 50 min, cada um dos shows focou apenas em músicas autorais de cada banda.

A boa estrutura montada e o espaço com palco e som de qualidade garantiram à qualidade do evento. Vários artistas, educadores e músicos ligados à diferentes gêneros marcaram presença durante o dia. “Eu fiquei sabendo hoje do evento e vim acompanhar. É importante prestigiar esses tipos de eventos… Acho que essas vilas culturais tinham que ser mais divulgadas… Nesses tempos de crise, na política, a gente precisa desses espaços para fôlego”, contou à reportagem o artista Agenor Evangelista que presenciou o festival após ter sido convidado por um amigo (Do Bacalhau Samba Rock) que tocou no dia. A Vila Cultural Alma Londrina conta com o apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).

O trio Maniáticos do Reverb foi a segunda banda a se apresentar durante o evento na Vila Cultural Alma Londrina - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
O trio Maniáticos do Reverb foi a segunda banda a se apresentar durante o evento na Vila Cultural Alma Londrina – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Foi a segunda participação da cidade no festival que, em 2016 movimentou o impressionante número de 220 shows em 27 cidades (Até o fechamento não foram divulgados números finais deste ano). Em sua estreia, o festival teve 183 bandas se apresentando em 42 palcos de 9 estados brasileiros. A intenção é reunir bandas e artistas em espaços públicos espalhados por todo o país para um dia repleto de música. “Em eventos assim, gratuitos, o som chega à novos públicos. Tocamos em Maringá uma vez, em um evento assim, o pessoal gostou muito. Nosso estilo chega há vários tipos de evento, só não casa geralmente em eventos de banda cover (Risos)”, contou o músico Fábio Bro, guitarrista da banda Maniáticos do Reverb que se apresentou durante o dia da música.

Por volta das 18h30 o público continuava chegando ao evento - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Por volta das 18h30 o público do festival continuava aumentando – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Entre as apresentações das bandas, djs convidados faziam sets e animavam o público no local. No início do festival houve também inserções pontuais da Alma Londrina Rádio Web que realizou um ‘rádio poste’ ao vivo entrevistando algumas das figuras que marcaram presença no festival. “O festival surgiu inspirado em um festival francês que coloca palcos em todo o país. No início no Brasil o evento começou em dois palcos apenas, e neste ano, na segunda edição decidiram ampliar e abriram a inscrição para a participação do evento. A preparação começou à cerca de dois meses, houve um edital para participação além de ter um diálogo com as bandas para que elas pudessem se inscrever no evento e participar. O evento é muito interessante também pela proposta da música autoral, isso é listado no site do festival, e bandas daqui aparecem divulgadas em uma rede nacional onde ainda (Após o festival) concorrem com bandas do Brasil, tendo até a chance de receber prêmios dos próprios patrocinadores”, contou à reportagem Isabela Cunha, responsável pela organização do festival.