Por Bruno Leonel

Em Londrina, o último dia do mês de setembro reuniu artistas, escritores e também atores em Londrina durante o evento mensal Sarau: Prosa, Poesia e outras delícias, realizado no Cemitério de Automóveis em Londrina na última sexta (30). Pessoas de várias idades, e também, de diversos movimentos e grupos artísticos – Envolvendo desde atores, universitários e também curiosos – compareceram em peso ao evento, em plena última sexta do mês de setembro. O espaço conta com apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC)

Públicos de várias idades, incluindo artistas e eventuais curiosos acompanharam o "Sarau: Prosa, poesia e outras delícias" - Foto: Bruno Leonel
Públicos de várias idades, incluindo artistas e eventuais curiosos acompanharam o “Sarau: Prosa, poesia e outras delícias” – Foto: Bruno Leonel

Com o mote literário de ‘Histórias de Amor” o evento reuniu diversas performances artísticas além dos autores, Edra Moraes, autografando seu livro ‘Para ler enquanto escolhe feijão (Premiado pela Biblioteca Nacional) e Leandro Benevides, professor e escritor que autografava seu romance Entre anjos e flores’. “O livro foi escrito durante um período de 3 anos, o livro é surreral, fala do romance de um anjo com um vendedor de flores, preciso as vezes parar e reler o que foi feito, reescrevo algumas coisas as vezes, preciso disso para torna-los algo que está fora da realidade. É um livro que tem religiosidade, o tempo todo o vendedor de flores conversa com deus, questiona sobre o ‘destino’ dele, é uma conversa muito constante na vida do florista, é uma relação espirituosa, mas também do amor, fala da parte carnal com o anjo”, contou o autor Leandro Benevides à reportagem do Rubrosom. A escritora Samantha Abreu também compareceu como convidada do evento. Ela é autora de Mulheres sob Descontrole (Atrito Arte, 2016), lançado neste ano.

Sarau Nº 70 - Evento fecha setembro com arte e literatura
Autores Leandro Benevides e Edra Moraes (Ambos à direita), autografaram livros durante o sarau – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Com uma programação bastante variada e extensa, trazendo nomes como Jessica Bozzi, artista visual que expôs alguns trabalhos no espaço, além do jornalista e ator, Mario Fragoso, que apresentou algumas performances durante o evento.

Elimar Plínio Machado apresentou também parte do concerto Folquet de Marseille. Além da exposição de de Angelo Cesar Meneghetti , de Daniele Stegmann e Mika Akiyoshi, pedagoga, origamista e autora da instalação. ‘Quântico; oásis, deserto….’, o músico Gabriel Camilo fez também uma apresentação musical, apenas com voz e guitarra, onde tocou algumas composições próprias. “Me apresento já há cerca de um ano, minha primeira apresentação foi em um sarau como esse, em Abril deste ano, minhas referências vão desde Caetano Veloso até nomes como Boogarins, O terno e outras coisas recentes”, contou o músico, cuja apresentação minimalista casou bem com suas canções, repletas de lirismo, e também de certa melancolia. O ato de se impor, sem banda de apoio, perante o público, chamou atenção para a apresentação. Quase como uma metáfora para a imposição da própria individualidade perante outros olhares.

Gabriel Camilo durante apresentação realizada no Sarau: Prosa, poesia - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Gabriel Camilo durante apresentação realizada no Sarau: Prosa, poesia – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Segundo a própria organização é a edição número 70 ‘Ou perto disso, no ano passado chegamos ao número 50, então devemos estar perto do septuagésimo, começamos com o evento em 2008 e, desde então, temos essa tradição aqui no Cemitério de Automóveis, o foco principal é a literatura, mas, hoje agrega muitas artes e, a gente tem uma adesão assim, tanto do público, como dos artistas, performances, teatro, é um evento que veio em um crescente, hoje é um ponto de encontro…”, contou Christine Vianna, diretora da Vila Cultural. Segundo Christiane, o ‘Sarau’ foi um dos dois projetos premiados, em todo o Paraná, na categoria correspondente pelo Ministério Federal da Cultura .