Por Bruno Leonel

Com pouco mais de quatro anos de existência, um EP e um álbum completo na bagagem, além de diversos shows no circuito independente da região (Dentro e fora da cidade inclusive) o quinteto Londrinense ‘Vulgar Gods’ trás já em sua trajetória uma serie de superação de desafios. Seja em relação à trocas de integrantes (Que diversas bandas enfrentam) ou com as dificuldades de sobreviver como artista autoral – Em uma época na qual o público é mais preocupado em reconhecer impressões do que conhecer coisas novas – O grupo havia lançado no último mês de outubro seu primeiro disco, o bom ‘Queen of Sound’(Independente).

O Vulgar Gods em 2016 da esquerda para a direita: Vinícius Carneiro Gouveia (Em pé), Gabriel Pelegrino (De preto no sofá), Suy Correia Bernardi (No meio), Thiago Ruas (Em pé do lado direito) e Guilherme Hoewell.
O Vulgar Gods em 2016 da esquerda para a direita: Vinícius Carneiro Gouveia (Em pé), Gabriel Pelegrino (De preto no sofá), Suy Correia Bernardi (No meio), Thiago Ruas (Em pé do lado direito) e Guilherme Hoewell.

O grupo vinha em um ritmo bastante ativo de shows e divulgação (Chegaram a abrir pra bandas importantes da atualidade como o ‘Far From Alaska’) e mais recentemente passaram por uma mudança de vocalista. Saiu a cantora Thaís Vicente (Que já tocava com a banda desde 2014, e quem gravou o disco) e entrou em seu lugar Suy Correia Bernardi (do Honey Bee, e que já tem também uma trajetória a parte tocando em várias bandas e projetos londrinenses, talvez sendo o Beatrice o mais notório deles).

O RubroSom conversou com o pessoal do Vulgar Gods sobre a atual fase da banda, assim como as mudanças recentes pelas quais o grupo passou.

Como aconteceu a entrada da Suy na banda?
Vinícius – A Suy foi nossa primeira opção para entrar como vocalista na banda. Eu já a conhecia dos outros projetos (Como a ‘Honey Bee’) nós fizemos um contato com ela e ela falou que estava interessada em entrar na banda, de cabeça mesmo, e fazer o que nós já estávamos buscando fazer. E, dessa forma, tentar levar isso um pouco mais à frente. Tentar sair um pouco do cenário Londrina – Que as vezes é meio torturante – E Seguir com a banda. É o que a gente mais quer no momento…

Suy, você já conhecia a banda, já tinha ido há alguns shows, como é fazer parte disso agora ?
Suy – Já sim. Eu já conhecia. Eu era fã da banda, eu sou ainda… Conhecia tanto o estilo da banda, como também, as músicas do álbum deles, até já sabia cantar algumas coisas também. Sempre gostei muito do som.

Após essa mudança de vocalista, muita adaptação nas músicas está sendo feita? Questões como os detalhes de cada faixa, mudar a afinação…
Guilherme – A Suy tem um timbre bem diferente da voz, ela canta mais na região do grave… Agora a gente ta usando algumas afinações mais baixas, fazendo alguns testes e ajustes. No geral estamos bem livres em relação a isso. Estamos abertos a mexer nas músicas e mudar mesmo sem rigidez para obedecer apenas o que foi feito nas gravações. E tá dando certo, não estamos perdendo identidade e estamos colocando essa ‘impressão digital’ da nova vocalista nas faixas.

Vinícius – Nós tínhamos um show marcado agora para o mês de abril na Concha Acústica, seria parte do ‘Palco Alma’, mas devido a uma questão de prazos com os apoiadores, parece que o show vai ser adiado por um tempo ainda. Deve ficar agora para o segundo semestre… Mais recentemente agora gravamos um clipe (da faixa ‘Rest in Peace’).

Thiago – Sem previsão ainda pra lançar, foi feito com roteiro do Felipe Pauluk e gravado no estúdio 240 do Ber Sardi. Vamos ver como foi o resultado, foi cansativo mas foi divertido de fazer, ficamos um dia todo gravando, um domingo todo fazendo.

E os próximos projetos da banda, tem trabalhado já em futuras faixas?
Thiago – A gente tem bastantes ideias, temos feito algumas melodias, mas, a gente tá mais preocupado agora em montar de novo o que já está feito. Temos uma faixa nova que está caminhando, tem sido divertido toca-lá, mas nada novo ‘pronto’ por agora.

Guilherme – Acho que é isso, temos algumas ideias que temos trabalhado também. O principal é trabalhar junto, a relação entre a banda tem sido muito positiva, estamos todos nos conhecendo, trocando agora referências de som com a Suy, discutindo o que cada um gostaria de falar nas músicas e esse tipo de coisa…

Suy – Essa é a intenção. Eu pelo menos se não estiver apegada com as pessoas que estão à minha volta, não tem a mesma fluência sabe? Se você tem mais liberdade para trabalhar com as pessoas a coisa toda caminha melhor. O negócio agora é ir para frente com o projeto, fazer mais shows, apresentar o som da banda em outros locais….

Falando especialmente de você Suy…. Você é também vocalista do Honey Bee, tocou já com várias outras bandas aqui de Londrina. No ‘Vulgar Gods’ o trabalho ficou muito diferente do que você já fazia em outros projetos seus, exigiu muita adaptação ?
Suy – É muito diferente sim, inclusive, eu tinha uma certa ‘trava’ com a minha própria voz, com eles, por mais que minha voz seja diferente, mais grave, esse grave ainda é mais alto em comparação ao tom em que eu costumo cantar. Eu sempre quis tocar em uma banda de rock que tivesse essa coisa legal, dos integrantes serem ligados uns aos outros. Eu vejo que no Vulgar Gods tem muito isso, e é uma coisa muito importante para mim… To meio que ‘quebrando’ algumas coisas comigo mesmo ainda, é um processo muito louco, acho que é crescimento, tanto pra mim como pra banda.

Thiago – A gente conversou hoje sobre isso. Trocar vocalista é um negócio complicado, pela coisa de mudar tom das músicas por exemplo.  Aí a gente lembra de várias bandas de Londrina que já mudaram bastante de vocalista; O Mescalha por exemplo trocou de vocalistas três vezes, teve o Hocus Pocus que já mudou também…. No nosso caso, procurar alguém que cantasse igual á Thaís (Antiga vocalista) não ia acrescentar em nada.

A ideia é apresentar variabilidade e poder acrescentar algo com isso. Se fosse o caso, a gente acharia alguém que cantasse igual à antiga vocalista mas, ai não é legal, começa a virar uma reprodução do mesmo toda hora. O lance é experimentar, ver o que soa mais legal para a banda… O que estamos vendo por agora é que ta virando uma coisa mais pesada do que era até então, o que é ótimo (Risos). No nosso próprio disco a gente gravou músicas em tons diferentes. Algumas músicas agora estamos tocando ao vivo no mesmo tom em que já havia sido feita a gravação. Antes a gente usava afinação convencional mesmo porque não rolava levar vários instrumentos diferentes pro show, e essas coisas….


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