Por Bruno Leonel

O quinteto londrinense Abacate Contemporâneo está com uma campanha de financiamento coletivo com a ideia de obter recursos para a gravação do primeiro EP. Com quase dois anos de atividades, a ideia é fazer o primeiro registro do grupo, com seis faixas além de dois materiais em vídeo para a divulgação. A campanha pode ser vista através da plataforma Benfeitoria. Fãs e pessoas que colaborarem com o financiamento terão recompensas em troca, podendo variar desde entradas para o show de lançamento até, agradecimentos no vídeo e um dia em estúdio, junto com a banda, aprendendo mais sobre produção musical.

Abacate contemporâneo durante show no 3º palco alma neste ano - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Abacate contemporâneo durante show no 3º palco alma neste ano – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Recentemente o grupo realizou uma apresentação no Festival Demosul em Londrina – Leonardo Vinhas falou sobre o show em um texto publicado no site parceiro Scream & Yell –  E atualmente, a banda está em fase de pré produção das faixas a serem gravadas neste projeto. A próxima etapa será captar, mixar e masterizar esse material em Londrina. A meta é atingir um valor de R$ 5 mil até 18 de dezembro. “Temos mais um mês ainda até concluir o prazo, depois ainda vamos tentar conseguir apoio, ou fazer algum tipo de permuta, com algum espaço de shows, para assim, tentar arrecadar mais uma parte dos valores para concluir o projeto. A gente entende e sabe que é complicado conseguir 100% do apoio através do financiamento, então buscamos outras alternativas”, contou o músico Rafael Fuca, guitarrista do Abacate, em entrevista ao Rubrosom.Em Em um segundo momento, fazer uma edição física do trabalho é também um dos planos do quinteto, como uma forma de distribuir e divulgar o trabalho. Recentemente o grupo participou também de uma rodada de negócios, tendo contato com produtores de festivais e de selos de várias regiões do Brasil. “A oportunidade do evento foi muito boa, todos os produtores estavam por lá, alguns acharam bem interessante o som da banda, gostaram do trabalho de maneira geral – Do pessoal que estava por lá, alguns tem mais o perfil da banda, outros não… Trocamos e-mail com todos eles, até já mandei um release para alguns, durante a conversa reiterei que no próximo ano teremos mais materiais disponíveis”, conta o músico.

Sobre o crowdfunding, e o grande número de pessoas e projetos que hoje em dia tentam buscar a ferramenta para viabilizar trabalhos, Fuca cita que é como uma troca, com pessoas que acompanham o trabalho da banda. “O financiamento é uma solução porque o custo todo da produção tem  um preço alto, a própria banda as vezes demora muito para arrecadar isso, optamos por fazer uma parte pelo beinfeitoria, de modo a formar uma reunião, acaba sendo uma troca; Essas pessoas poderão assistir um show da banda, sem pagar nada, quase como uma compra antecipada dos valores . Logo ajuda a gente a registrar o material, e ainda, a divulgar os resultados”, conclui Rafael.