SESC – Escritor Dennis Radünz realiza oficina em Londrina

Nesta semana, Londrina receberá mais uma  etapa do projeto Arte da Palavra – Rede SESC de Leituras. Com foco na circulação de escritores pelo Brasil e no incentivo à leitura e à produção literária, o projeto já trouxe para a cidade os escritores Marcelo Maluf (SP) e Jacques Fux (MG), para debate literário, e completará a programação com a oficina “Poéticas de Prosa”, focada em práticas de escrita.

Integrante do projeto Rede Sesc de Leituras, o Arte da Palavra é direcionado a diversos públicos e faixas etárias. Seu eixo é composto pelo formato em três circuitos. O de Autores, que valoriza e divulga escritores por diferentes comunidades literárias - Foto: Divulgação
Integrante do projeto Rede Sesc de Leituras, o Arte da Palavra é direcionado a diversos públicos e faixas etárias. Seu eixo é composto pelo formato em três circuitos. O de Autores, que valoriza e divulga escritores por diferentes comunidades literárias – Foto: Divulgação

Entre os dias 8 e 12 de agosto (terça a sábado), o escritor catarinense Dennis Radünz ministra oficina de escrita “Poéticas da Prosa”. A oficina é focada nos procedimentos de escrita literária e se destina ao público geral, maior de 14 anos.

Programação:

Em 5 encontros teórico-práticos, o escritor se utiliza de técnicas de colecionismo e montagem para orientar a escrita presencial de prosas breves, individuais e coletivas.  O objetivo é levar a escritores, jornalistas, professores e estudantes de língua portuguesa e literatura, e toda a comunidade interessada, técnicas variadas que alimentem a produção de narrativas literárias.

Cartografias potenciais, o factum vs. o fictum, o argumento, a composição de cena, a descrição, o relato e o diálogo, além do ritmo e dos personagens, são elementos que fazem parte do conteúdo abordado durante a oficina, que tem vagas limitadas. Os encontros começam no dia 8 de agosto e vão até o dia 12, sendo que de terça à sexta (8 a 11) acontecem entre às 19h e 22h e no sábado (13) das 8h às 18h.

Ainda há vagas disponíveis para todos os interessados. As inscrições podem ser feitas até terça-feira, no horário de funcionamento do SESC Cadeião e devem ser realizadas no SAC da unidade. O investimento é de R$20,00 (para comerciários e dependentes) e R$40,00 (para público geral). Essas e outras informações estão disponíveis pelo telefone (43) 3572-7700.


CIRCUITO DE CRIAÇÃO LITERÁRIA
LOCAL: Londrina/PR
NOME DO OFICINEIRO: Dennis Radünz (SC)
DIA: 08 a 12 de agosto
HORÁRIO: terça a sexta 19h às 22h e sábado 8h às 18h
ENDEREÇO: Sesc Londrina Cadeião Cultural – Rua Sergipe, 52
NÚMERO DE VAGAS: 25
TAXA DE INSCRIÇÃO: R$20,00 com/dep e R$40,00 usuário
TELEFONE: (43) 3572 -7700

Entrevista – Aldo Moraes fala sobre suspensão de ação judicial

‘Não havia padrões de prestação de contas definidos, falamos de projetos de quase 20 anos atrás, o que gerou diversas questões’, contou o músico e ex-Secretário de Cultura Aldo Moraes em entrevista ao Rubrosom. Aldo havia sido nomeado no começo do ano para a pasta da cultura no município de Londrina, no entanto, após a notícia de que supostas contas em aberto – Decorrentes de projetos realizados ainda nos anos 90 com recursos do município – tiveram repercussão, o músico optou por não assumir o cargo. Embora as contas, segundo ele, já tivessem sido prestadas.

Em julho, ações judiciais que apontavam supostas contas em aberto foram suspensas - Foto: Divulgação/Facebook
Em julho, ações judiciais que apontavam supostas contas em aberto no nome de Aldo foram suspensas –
Foto: Divulgação/Facebook

Recentemente, após a abertura de uma ação rescisória feita junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, a questão da  cobrança foi em 1ª instância. Ele tinha sido condenado por não prestar contas em projetos executados com recursos públicos. Na ocasião foi divulgado que o músico e escritor precisaria devolver mais de R$ 500 mil aos cofres públicos.

Segundo Aldo Moraes, não houve direito à defesa, e por causa de mudanças na legislação houve essa condenação, mas os recursos foram gastos e comprovados em projetos que ele coordena há mais de 10 anos, como o “Batuque na Caixa”, entre os anos de 1999 e 2002.A condenação em 1ª instancia era real e o prefeito, à época mencionou que não sabia. Moraes participou somente da primeira reunião entre os secretários dessa gestão e depois pediu exoneração. Nesta entrevista, o músico comenta à reportagem mais detalhes envolvendo essa suspensão da ação.

Falando sobre a situação da ação rescisória (ligada à prestação de contas)… Parece que houve algumas questões, como a cobrança de contas cujo próprio município já não tinha acesso aos detalhes.
Aldo: Isso, os referidos projetos aconteceram em 1999 e 2002, foram 3 projetos (Batuque na Caixa, Arte Brasilis e Ritmos Brasileiros na Rede). Na época prestamos conta dentro do prazo, não havia exatamente um padrão de prestação de contas (formulários definidos), nenhuma orientação formal, mas é sempre aquela coisa, saiu o dinheiro e o gasto precisa condizer com o recurso que saiu. Havia diferentes do que existe hoje (Com o Promic), abríamos uma conta corrente, movimentando a conta em seguida com cheque… Nós tínhamos na época a CPMF, um dos projetos, cujo valor era de R$ 47 mil na época, e havia duração de quase um ano, havia uma cobrança alta de CPMF.

Ai por exemplo, não havia uma questão decidida sobre como se daria a cobrança do CPMF, isso era cobrado automaticamente na conta do projeto. Detalhes assim para os quais não havia decisão formal, mas, que fomos questionados sobre. Nosso problema nunca foi responder os questionamentos, resolver a questão e até devolver valores para o município… Mas mesmo assim, poderíamos negociar eventuais valores. O que aconteceu é que os primeiros questionamentos só surgiram muitos anos depois, quase 10 anos, após a realização dos projetos. Então, depois do projeto realizado, reconhecido pela imprensa, eu não poderia mais de 10 anos devolver valores neste padrão, até porque o projeto foi realizado, chegou-se a um ponto em que não teríamos como chegar neste valor… O processo depois foi para justiça, houve uma serie de problemas no âmbito legal, chegou-se a uma condenação, resultando no imbróglio da época da nomeação, que você citou.

A condenação apareceu por volta de 2015 para você, correto?
É… na verdade a condenação foi em setembro de 2015, mas, eu nunca fui notificado, inclusive, eu  imagino que pode ter sido mandado para outro endereço, porque a juíza (TJ) ‘entre os problemas formais do projeto, cita a falta de notificação’, então, por todos esses erros, avaliamos os pontos e entramos com uma ação rescisória. Na ocasião eu desisti da Secretaria de Cultura, para deixar a administração municipal a vontade, e acabamos optando pela ação, que vai no sentido de entender que decorrido atualmente quase 18 anos da realização do projeto, não é possível avaliar os gastos da mesma forma. Por exemplo, com que regras você irá avaliar isso? Com regras do passado? Mas isso pode gerar até outros problemas maiores, com este volume de situações, o TJ concedeu a suspensão dos efeitos da situação, está sendo avaliado o mérito dessa situação.

Ao final, será decidido por acatar a ação ou, eventualmente, manter a condenação. Então a gente aguarda esta decisão, nossa situação é mais neste sentido, a gente já considera a suspensão uma vitória porque ela já aponta uma tendência, até porque há outros casos semelhantes em outros estados com casos positivos e semelhantes à situação aqui de Londrina. (Semelhança denominada como jurisprudência).

Falando novamente da época da desistência da Secretaria… Você optou por abrir mão da pasta, não houve uma proibição propriamente dita.
Primeiro que, como amigo, como parceiro da administração, nunca quisemos criar nenhum constrangimento… Precisávamos também de tempo e cabeça fria para avaliar o processo todo, pensar em qual caminho nós iríamos tomar. Não dava pra ficar no meio do ‘fogo cruzado’, era importante deixar a administração a vontade, também para podermos pensar na defesa e nos procedimentos…

No futuro, tendo outra possibilidade de assumir a secretaria, você gostaria de participar então?
Sim, gostaríamos no futuro de retornar. Claro, por agora, desejamos que a administração faça um bom trabalho e a cultura se expanda, mas, no futuro, havendo outra possibilidade de assumir a secretaria, estamos disponíveis. Até porque nós nos preparamos para isso, até porque, dialogando com as pessoas, buscando informações… Claro que, com essa situação na justiça, mesmo com a vitória, queremos dar uma pausa, nos dedicar a outros projetos e aguardar o futuro.

Na época eu não dei entrevistas, não falei com a imprensa, mas emiti uma carta abertas. como a condenação surgiu meio de surpresa, eu também tive um impacto emocional e optei por não dar declarações. A carta aberta apenas citava o que ocorreu sem contestar nada do que foi veiculado.

Falando sobre Promic, você está como membro de uma comissão para discutir o novo edital do Promic, tem novidades?
Com essa mudança da lei 13019, havia uma dificuldade em estabelecer vínculo com pessoas físicas, o que gera impedimento para projetos independentes, mas, temos buscado algumas soluções. Não é exatamente a modalidade de convênio, mas será um recurso concedido pelo mérito da proposta, não haverá mais rubricas e nem toda aquela documentação complexa que hoje se tem com o Programa. Em breve, tão logo a proposta esteja adequada e aprovada, a Secretaria de Cultura irá abrir o novo edital.

Alma Londrina – Vila Cultural realiza Festa Julina neste domingo

Voluntários da Vila Cultural AlmA Londrina convidam a todos para o último arraiá do ano em Londrina. A Festa Julina da AlmA, marcada para domingo (dia 30.7) a partir das 14h, terá brincadeiras para crianças e adultos, comida típica, bazar de artesanatos e, claro, muita música com o grupo Forró Caviúna e os DJs André Gobatto e Nati Mônaco.
Flyer Festa Julina da AlmA (1)

Festas folclóricas são tradição na AlmA e a de domingo marca uma década de folguedos desde o primeiro Arraial de São João, em 2007. Além das festas juninas (e julinas), a Vila Cultural já sediou Folia de Reis, Boi-Bumbá, matinês de Carnaval e festivais como o Palco AlmA Londrina. Nayara Souza, atual coordenadora da AlmA, conta que passou a frequentar e colaborar com a Vila Cultural a partir de um evento destes. “Quando eu cheguei a Londrina, um dos primeiros lugares que me acolheu e uma das primeiras festas que eu frequentei foi na festa junina da AlmA”, lembra Nanna, com saudosismo.

A AlmA Brasil, uma das vilas culturais aprovadas este ano pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), ainda aguarda a homologação e o repasse de recursos para seguir com as atividades. A festa julina é um evento organizado por colaboradores e voluntários para ajudar a manter o espaço e para integrar ativistas e interessados em cultura popular. “Quem ainda não conhece a AlmA, venha conhecer. A vila está de portas abertas para fazer novos contatos e novas interações culturais”, convida Nanna.

Para animar a festa, o grupo Forró Caviúna vai tocar sucessos de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, entre outros. Já a DJ Nati Mônaco promete criar uma atmosfera musical cheia de energia a partir dos vinis. “Disco de vinil atravessa gerações e emoções, o ruído autêntico da música que vibra e faz vibrar torna a experiência sonora muito mais peculiar.”

Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a 'Pisada da Jurema' aconteceram na Alma Londrina - Foto: Lucas Godoy
Em 2016, eventos com a participação de coletivos como a ‘Pisada da Jurema’ aconteceram na Alma Londrina – Foto: Lucas Godoy

O estilo do DJ André Gobatto surgiu na cidade de Bauru junto ao coletivo Árido Groove. O set é marcado por músicas da cultura popular mixadas com beats pesados para qualquer um “voltar pra casa descaderado”. Toda a programação do Arraial está na página do Facebook e os ingressos antecipados custam R$ 5,00.


Serviço: Festa Julina da AlmA
Dia e horário: domingo (30.7), a partir das 14h
Local: Vila Cultural AlmA Brasil – Rua Argentina, 693 – Vila Brasil em Londrina
Programação disponível: https://www.facebook.com/almavilacultural

Entrevista – The Weird Family realiza shows em SP

O trio londrinense de folk/street music The Weird Family deu início nesta semana a um giro de shows que passará pelo estado de São Paulo. Depois de se apresentar no Calçadão de Londrina no último dia 20/07 e no Festival de Inverno de Porecatu no fim de semana, o grupo iniciou nesta quarta a pequena tour com um show no Sesc Bauru. Amanhã (27) é a vez do Sesc Rio Preto receber o show do grupo.

Os instrumentos do trio foram escolhidos em razão de sua maleabilidade na execução ao vivo - Foto: Karl Ellwein
Os instrumentos do trio foram escolhidos em razão de sua maleabilidade na execução ao vivo – Foto: Karl Ellwein

A banda surgiu como um projeto de meninas que tinham o objetivo de produzir música fora dos padrões. Usando apenas violão, bandolim, baixo acústico e “lowboard” (um estranho instrumento criado por elas a partir de tampinhas de garrafas, esteira de bateria e um fundo de gaveta).

Os instrumentos foram escolhidos em razão de sua maleabilidade na execução ao vivo, sendo possível realizar shows acústicos ou nas ruas, praças e coretos  ou apresentações com um toque visceral. The Weird Family pode ser definida como uma mescla de Indie, folk e rock dotado de uma musicalidade peculiar amplificada pelos vocais da cantora Suy Bernardi (Que também canta no Vulgar Gods). Notório por se apresentar em espaços públicos, o grupo chamou atenção pelo estilo empregado tanto em apresentações abertas, como também, em espaços fechados (como a elogiada apresentação no Festival Demosul no ano passado). Confira uma breve entrevista com a banda sobre o atual momento do grupo.

É a primeira vez que vocês fazem um ‘giro de shows’ para fora de Londrina certo? Qual a maior expectativa em tocar assim para novos públicos?
Sim, é a primeira vez … É sempre uma experiência incrível tocar fora de casa, conhecer novas cenas, mostrar nosso som para novos públicos, fazer novos contatos. Talvez a responsabilidade seja maior sim, por estarmos tocando para pessoas que não nos conhecem, nem conhecem nosso som, então há uma barreira a ser quebrada entre nós e o público.

Um aspecto muito legal do trabalho de vocês é a apresentação em lugares públicos (calçadão, etc), competindo com sons de carros, pessoas e tudo mais… quais as dificuldades em se apresentar assim? Tem alguma história curiosa ocorrida em alguma apresentação neste formato?
É muito diferente tocar na rua. Existem vários detalhes que precisamos nos atentar. Um deles, e talvez o mais importante, é a escolha de onde tocar. Muitas vezes os locais estratégicos já estão ocupados por outros músicos, vendedores anunciando seus produtos, ou há muita interferência de outros sons. Por exemplo, é muito comum as lojas deixarem rolando música em uma altura inacreditável, aí precisamos nos distanciar, pois nossa potencia sonora é pequena, não utilizamos nenhum tipo de amplificação de som.

Vocês fizeram uma apresentação elogiada (Até em sites de outros estados) no demosul do ano passado… Olhando em retrospectiva, o que significou essa apresentação para vocês? Abriu portas, fez mais gente acompanhar o trabalho de vocês, como rolou?
Foi bem louco para nós tocar no Demo Sul, porque foi nosso primeiro show nos palcos, antes disso só tínhamos tocado na rua. Foi um desafio ainda maior por ser um festival tão renomado, em que vários produtores importantes do país inteiro estavam presentes. Além de tudo isso, nosso foi show logo de cara em um teatro (SESI), o que dá uma pressão ainda maior. Mas enfim, foi uma experiência riquíssima que nos rendeu e está nos rendendo muitos frutos!

Quais as principais influências de vocês hoje? Tem outras bandas e cantoras que inspiram vocês a fazer o som ‘Weird Family’ ?
A primeira formação da banda tinha integrantes em que suas principais influências era o bluegrass. Hoje, a banda ainda trás alguns elementos dessa linguagem, mas nós três trazemos influências bem variadas. A Taci tem muitas influências do grunge, a Suy do punk rock e blues, e a Mari da música brasileira e latina. Mas na verdade, quando tocamos não pensamos em seguir nenhum outro tipo de som, mas externalizar o que vem de dentro.

Agora vocês tem tido uma frequência interessante de apresentações, já fazem planos para um futuro próximo? (novas gravações e coisas assim?)
A banda está em um ritmo legal de atividades. Tocamos recentemente no projeto Vozes da Cidade e no XII Festival de Inverno de Porecatu. No momento, estamos a caminho de Bauru e Rio Preto, pra tocar nos SESCs. Já temos algumas viagens programadas para os próximos meses e com ideias para a gravação de clipes e novas músicas


Informações
Acompanhe o facebook da banda – facebook.com/theweirdfamily

Música – Cantora Luiza Lian toca hoje em Londrina

Nesta sexta (21), a cantora Luiza Lian ao lado do músico e produtor Charles Tixier apresenta o show do álbum ‘Oyá_Tempo’ no Cemitério de Automóveis em Londrina. O som começa a partir das 21h. Além do show, os Djs Gabriela Wis e Gustavo Veiga (Baile do LP) farão uma seleção especial de música na pista.

O conteúdo das letras de Luiza Lian possuem teor autobiográfico, abordam temas como sexualidade e espiritualidade - Foto: Adi Leite
O conteúdo das letras de Luiza Lian possuem teor autobiográfico, abordam temas como sexualidade e espiritualidade – Foto: Adi Leite

O trabalho contempla além das composições inéditas, um filme média metragem e um site. Um filme feito à partir da trilha e um site em que se navega por uma galáxia pixelada. A performance de Oyá ganhou destaque pela midia especializada pelas apresentações no Festival Bananada, Virada Cultural, Audio Club, MECAInhotim entre outros e o álbum já está lista de melhores do ano da APCA.

Produzido por Charles Tixier (Charlie e os Marretas/Holger), o álbum foi concebido a partir de duas vertentes: as composições/cânticos umbandísticos da cantora e sua incursão pelo mundo do “spoken word”. Envolto de uma atmosfera eletrônica, Oyá Tempo busca atualizar a ponte tradição/contemporaneidade. Sampleia e distorce músicas tradicionais, estabelece um trip-hop em diálogo direto com a música brasileira, mescla espiritualidade e vida em um funk desconstruído e aprofunda o encontro sonoro entre metrópole e raíz.

Sobre – Cantora, compositora e artista visual, Luiza Lian integra a mais nova geração de artistas da cena independente paulistana. No seu modo característico de cantar, Luiza se aproxima da música negra americana, com referências que vão do jazz de Billie Holiday ao soul e ao hip-hop de Lauryn Hill, construindo um universo musical rico e multifacetado. O conteúdo de suas letras, com forte teor autobiográfico, abordam temas como sexualidade e espiritualidade, e traduzem um vínculo com a sua produção como artista visual.

Oyá é um experiência multimidia dividida em três eixos:
horizontal (filme): http://bit.ly/OyaTempo
vertical: www.luizalian.com.br
espiral: O show!
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Data: 21/07/2017 – 21h
Local: Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103)
Ingresso: $10 antecipado | $15 na porta
Ponto de venda de ingresso: Casa Madá – Ateliê Coletivo (Rua Gumercindo Saraiva, 74)

Entrevista – Montauk toca no Teatro Mãe de Deus em Londrina

inspirados pela ‘intenção de elevar sentimentos através da música’, principalmente o amor, o sexteto londrinense Montauk inicia nesta semana uma serie de apresentações no recém-reformado Teatro Mãe de Deus em Londrina, com um show especialmente elaborado para esse formato. O show, que acontece na próxima semana, na sexta (28) irá apresentar músicas de seus primeiros CDs, juntamente com faixas inéditas.

O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori - Foto: Divulgação
O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori – Foto: Divulgação

Completando cinco anos de estrada e já com dois álbuns produzidos, a banda londrinense Montauk apresenta um apanhado de canções com referências de gêneros como folk e mpb, com canções ao mesmo tempo sentimentais e questionadoras. O show mescla sentimentos variados, tais quais as nuances humanas. O grupo segue com a proposta de apresentar a música popular brasileira, trazendo em seus arranjos a mistura de gêneros e estilos comuns no país, “passamos pelo rock, pelo folclore e desembocamos no samba”, aponta Rafael Silvaro, integrante da banda. Atualmente, a Montauk prepara o lançamento do single “Estetoscópica”, previsto para o mês de Agosto.

O disco mais recente da banda, de nome “Faça Crescer Todas as Flores”, foi listado entre os 100 Melhores Discos Brasileiros de 2016 em uma seleção feita pelo site rockinpress do rio, este EP contou com a produção de Vinícius Nisi, também tecladista e produtor dos álbuns da Banda Mais Bonita da Cidade. A Montauk também foi a única atração londrinense a se apresentar no Festival Alternativo de Londrina, ocorrido em maio de 2017.  Aproveitando a estreia do novo show, conversamos com a banda para saber mais sobre algumas novidades dos próximos passos. Confira:

Nos últimos meses vocês lançaram clipe, entraram também em estúdio e fizeram bastante coisa… Qual o balanço desse tempo para o show do sábado? Muito material novo pra ser mostrado? 
Montauk: Com certeza, além de apresentar algumas músicas inéditas, temos preparado umas coisas novas para as músicas que a gente já faz. Por conta de termos inserido metais (sax, trompete e trombone), aproveitamos pra rearranjar a maioria das músicas. Então o show é novo por isso, o público pode ver as músicas do CD e do EP mais lapidadas, além de apreciar faixas que ainda não foram gravadas.
É a primeira vez da banda em um espaço como o Mãe de Deus certo? Como é a expectativa de tocar em lugares maiores? Na prática muda muita coisa na performance, no palco?
Posso responder por todos da banda (diz Rafael), nós nos sentimos muito mais à vontade num Teatro! Nada contra tocar em qualquer cenário, entretanto, a atmosfera mais “cênica” por assim dizer, a iluminação, a acústica e, principalmente, o público nesse formato parece contribuir em muito a nossa experiência no palco. O convite veio num momento oportuno, já havíamos tocado em teatros na cidade, mas o Mãe de Deus é o maior deles, tem capacidade para mais de 500 pessoas, queremos ver aquilo cheio e sentir algo que nunca sentimos no teatro!

Vocês produziram bastantes vídeos e lançamentos, em um período relativamente curto de tempo… Hoje em dia, para música autoral, é importante ter uma constância de novo material?
R: A questão é nunca parar, querendo ou não, o público virtual gosta de ver novidades surgindo, isso só vai ao encontro da vontade da banda de apresentar sempre algo novo. Nós temos muitas ideias para externalizar, então procuramos lançar contribuir com essa espera do público.
Após a estreia do show em Londrina, quais os próximos passos? Irão circular ou pensam em gravar mais faixas novas neste ano? 
R: Teremos outras apresentações na cidade, gostaríamos muito é de fazer um show aberto ao público, entretanto, nós precisamos levantar os fundos para aluguel de som, iluminação etc. É por isso também que precisamos levar o público ao teatro, assim mais londrinenses podem sempre ganhar com isso.
Também estamos preparando um single, o nome será “Estetoscópica”, pretendemos lançar a faixa com clipe, sai esse ano ainda.
Qual a maior dificuldade hoje que vocês enfrentam enquanto banda independente?

Eu creio que há dois principais empecilhos, o primeiro vem do incentivo fiscal e o segundo reside no próprio público consumidor; entretanto, eles são complementares: primeiramente, é muito dificultoso emplacar um show desses por si só. Se não fosse o convite do Teatro, não teríamos condições nem de alugar o espaço daquele tamanho sem garantia de que o público realmente vai comparecer. Com a devida importância do pessoal que realmente pode financiar (as empresas, a tv e o rádio), fica difícil encontrar mais gente que considera que a cultura é um meio de ascensão social e deve ser encarado como algo que edifica — divulgação é tudo —. Como banda independente, a gente possui o conteúdo criado com mais vontade do que dinheiro, tiramos do nosso bolso tudo que já produzimos para Montauk. As empresas que financiam os grandes shows da cidade também podem olhar para esse cenário cultural rico da cidade, vemos o financiamento de eventos que enchem os olhos, mas os menores, ficam pra depois, o público, esses o segundo item de dificuldade, vai ao show se realmente achar importante, tudo isso pode ser conquistado com mais oportunidade de divulgação.


SERVIÇO

Montauk no Teatro Mãe de Deus
Sexta-feira (28 de Julho)
Local: Teatro Mãe de Deus (Av. Rio de Janeiro, n. 670)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada)

Pontos de venda:
Oficina Bar (Av. Prefeito Faria Lima, 1380)
Pioneiros Inkers Club (R. Espírito Santo, 935)
Maximo Villa (R. Paranaguá, 933)

Venda online:
https://www.sympla.com.br/montauk-no-teatro-mae-de-deus__161378

Metal pesado – Heretic Manifesto reúne bandas neste sábado

É dia de música pesada hoje no Cemitério de Automóveis em Londrina. A banda londrinense de Death/Black Metal, Hereticae, em conjunto com a HOM Music Rec e a Eronnimoüs Records, têm a honra de apresentar o primeiro HERETIC MANIFESTO. O evento reúne, além da banda de Londrina, o Talrak (SP) e também o Guro (Outra banda de Londrina), além de discotcagens. A entrada é R$ 10 antecipada.

Na ativa desde 2014 o Hereticae já em eventos de música pesada em Londrina e região - Foto: Lucas Klepa
Na ativa desde 2014 o Hereticae já em eventos de música pesada em Londrina e região – Foto: Lucas Klepa

O evento é uma proposta independente do underground londrinense, que reúne bandas autorais de metal extremo (Black/Death/Thrash e suas vertentes) do Brasil à fora sempre que possível, para uma noite de música. A ideia é que novas edições aconteçam nos próximos meses.

LINE UP

Talrak – Com Matheus Scarlate (vocal/guitarra), Luis Doda (vocal/guitarra), Bruno Jokubauskas (baixo) e Leandro Menossi (bateria), traz um Black/Death Metal do interior de SP. Com o EP lançado no ano passado intitulado ‘Paralysis’, Talrak retrata o medo e desespero causados por fenômenos da mente humana.

Guro – Membros de importantes bandas de Londrina, Eron Bueno (vocal), Thiago Franzim (backing vocal/guitarra) e Francisco Paiva (bateria) fazem um Grindcore destruídor, inspirado em filmes de horror dos anos 70 e 80. Com uma demo lançada em 2016, o trio está trabalhando no seu primeiro full-length.

HERETICAE – A banda anfitriã conta com Polarys (vocal/guitarra), Christós (backing vocal/baixo), Andromalius (guitarra) e Demigod (bateria). Sob riffs marcantes e letras ocultistas, traz com seu Black/Death Metal a fúria do recém lançado EP ‘New Aeon Trinity’.


SERVIÇO:
HERETIC MANIFESTO
Vila Cultural Cemitério de Automóveis
R. João Pessoa, 103-A
Ingressos antecipados: R$10,00, por taria R$15,00

Pontos de Venda:
• Barbearia Londrina (Rua Quintino Bocaiúva, 875)
• Spotter Estilo Rock (Royal Plaza Shopping, centro)
• Leandro Fratia Tatuador (Planet Shopping, Cinco Conjuntos)
• Estúdio Caverna (Rua Pará, 2113)

AÇÃO ENTRE AMIGOS PARA MANUTENÇÃO DO ESPAÇO.

Literofobia – Tabus da sociedade e manifestações artísticas são temas de evento

Acontece na sexta-feira (14), a Primeira Edição do Literofobia, sob o tema “Homossexualidade obscura”. Com temáticas e discussões que passam pela luta contra o preconceito e a busca da identidade, o evento procura levantar algumas discussões, ainda tratadas como tabus, impostos por certos padrões de comportamento. Com o intuito de tratar sobre medos e da repressão pelos tabus impostos pela sociedade, o evento Literofobia se configura como um evento literário temático e variável a cada próxima edição.

literofobia

A festividade literária pró liberdade de gêneros tem o intuito de trazer para um local público e de acesso livre artistas produtores de conteúdo sobre temas polêmicos e pouco tratados com a devida importância. Em sua primeira edição, pretendem falar sobre a “Homossexualidade obscura”.

Prevê-se para noite uma performance artística que envolve a dança e o teatro, além de palco aberto para desabafos literários, exposição de textos de magazines digitais independentes, como o PUPPƩTϟ e o lançamento do livro “Decrépita Avareza”, do escritor e idealizador do evento Jean Thallis (em parceria com a fotógrafa Lírica Aragão e o editor Rafael Silvaro, da Editora Madrepérola).  A obra conta a história de um homem ex-divorciado que se apaixona por uma travesti.


Literofobia 1ª edição: Homossexualidade Obscura
Data: 14/07
Horário: A partir das 20h
Entrada Franca

Cultura divulga Projetos Estratégicos selecionados pelo Promic 2017

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) divulgou na última semana a lista dos projetos culturais que foram aprovados e selecionados, no segmento Projetos Estratégicos, para receber o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). O Edital de Convocação nº 002/2017 foi publicado no Jornal Oficial do Município, edição 3.295, e está disponível para acesso no Jornal Oficial (a partir da página 3).

Parte do time de colaboradores, jornalistas e produtores da Alma Londrina Rádio Web. No dia alguns músicos que tocaram no 3º Palco alma realizado em 2016 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Parte do time de colaboradores, jornalistas e produtores da Alma Londrina Rádio Web em 2016. O projeto foi um dos aprovados no edital de 2017  – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O edital também traz o resultado das decisões quanto aos recursos apresentados, que podem ser visualizados na íntegra no Anexo I da publicação. Ao todo, estão selecionados 21 Projetos Estratégicos, do total de 41 projetos culturais inicialmente inscritos nessa categoria na edição 2017 do Promic. A lista contempla projetos nas áreas de Música, Dança, Cultura Integrada e Popular, Artes de Rua, Circo, Literatura, Artes Visuais e Patrimônio Cultural e Natural. Há projetos ligados à canais de mídia como a Alma Londrina.

Foram aprovados e selecionados seis projetos na linha Estratégicos Livres, três na linha Carnaval, quatro na de Ações Formativas, seis na categoria Festivais e outros dois no segmento Preservação da Memória Histórica de Londrina. Os projetos avançam para a próxima etapa, quando os proponentes deverão apresentar a documentação prevista pelo Edital 002/2017. Após o recebimento da documentação, os processos serão submetidos a parecer jurídico, atendendo à Lei 13.019/2014.

Em Londrina, no ano passado, Ignácio de Loyola Brandão participou de um bate-papo durante o Festival Literário (Londrix) realizado no Museu Histórico. O Festival foi novamente aprovado neste ano - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Em Londrina, no ano passado, Ignácio de Loyola Brandão participou de um bate-papo durante o Festival Literário (Londrix) realizado no Museu Histórico. O Festival foi novamente aprovado neste ano – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Outros 15 projetos, que não foram selecionados por falta de disponibilidade orçamentária, aparecem no certame como suplentes. Caso algum dos selecionados neste edital ainda seja inabilitado em decorrência de problemas na documentação ou assinatura do termo, o projeto que aparecer logo na sequência, respeitando a ordem de pontuação e a linha atendida, deve ser convocado. Nessa situação, porém, o projeto selecionado apenas poderá receber recursos em compatibilidade com a capacidade de orçamento da Cultura prevista especificamente para suprir este segmento do Promic.

Para essa edição do Promic, o Município investirá o montante de R$ 1.480.000,00 nos projetos que integram a linha de Projetos Estratégicos, em suas cinco áreas de atuação. O investimento total do Promic, em 2017, será de R$ 4,3 milhões.

Recursos – Os proponentes poderão apresentar recursos, no prazo de cinco dias, contados a partir da publicação do edital de aprovação e seleção dos projetos. Para ter vistas de seus projetos e interpor recurso, os interessados devem comparecer à Secretaria Municipal de Cultura, de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas, na sede localizada na Praça Primeiro de Maio, 110, centro.

Os recursos serão analisados pela Comissão de Análise de Programas e Projetos Estratégicos (Cappe), que irá deliberar sobre a reconsideração ou manutenção da decisão. Se a decisão for mantida, o recurso será encaminhado à autoridade superior para uma decisão final.

Entrevista – Abacate Contemporâneo lança primeiro EP neste sábado

Com um nome que reflete paradoxos retratados na arte e cultura da atualidade, o quinteto londrinense Abacate Contemporâneo fará nesta semana o show de lançamento do seu primeiro EP no Bar Valentino em Londrina. Após uma temporada movimentada de shows e apresentações bastante envolventes pela cidade – Incluindo uma performance no Demosul, no ano passado – o quinteto registrou seis faixas com produção de Rafael Fuca e Júlio Anizelli (Terra Celta, Trilöbit, Cluster Sisters) e agora lança o trabalho feito com o apoio de um financiamento coletivo. O quinteto faz uma criativa mistura de referências que passeia pela vanguarda paulista dos anos 800 e por nomes como Itamar Assumção, Jards Macalé e até tropicália. O show acontece neste sábado (24).

Abacate Contemporâneo durante apresentação no 3º Palco Alma, realizado pela Web Rádio - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Abacate Contemporâneo durante apresentação no 3º Palco Alma, realizado pela Web Rádio – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Segundo o guitarrista e produtor Rafael Fuca, as faixas foram todas registradas em um período de um mês e meio, sendo que o material foi escrito ao longo de 2015/2016, reunindo composições de vários integrantes da banda. “A gente tem faixas do Fábio Farinha (baterista), do Éber Prado (Guitarra e voz), tem composições minhas também, a gente faz os arranjos básicos e coletivamente vamos construindo tudo, muita coisa vai sendo testada ao vivo”, contou o músico em entrevista.

O Abacate Contemporâneo foi formado em 2015 em Londrina. Além de Fuca a banda é formada por Raquel Palma (Voz), Eber Prado (Guitarra e voz), Marcos Kirchheim (Baixo e voz) e Fábio Farinha (Bateria). O trabalho foi registrado no estúdio Plugue, aqui da cidade, e com a identidade visual feita pelo estúdio Lasca. Além do show, a festa contará com a discotecagem do DJ Fábio Indígena do Axé, que promete esquentar a pista com a “malemolência” característica dos shows do Abacate Contemporâneo. A festa começa às 2h e a entrada custa R$15,00. Confira entrevista

Como foi o processo de criação dessas faixas do EP? São faixas que já estavam feitas antes ou muita coisa foi feita durante a gravação, como rolou isso?
Fuca
: A gente começou a compor este material já no fim de 2015, ao longo de 2016 trabalhamos algumas músicas , e seguimos escrevendo mais coisas. No meio de 2016 tivemos a ideia de fazer uma pré-produção, pensar em como poderíamos gravar o trabalho e logo surgiu a ideia do financiamento coletivo – Tínhamos já 10 faixas. Pensamos em gravar 6 faixas, e também ter mais duas ao vivo, gravadas em estúdio, pro pessoal que quer ver um pouco de como é um show nosso.

Fizemos dai o financiamento. Boa parte do dinheiro conseguimos arrecadar com o pessoal, colocamos também dinheiro de cachês de show pra complementar. Entramos pra gravar em novembro de 2016, foi feito no estúdio Plugue (Londrina), que a gente considera um estúdio muito bom , levamos um mês e meio de captação. As etapas a seguir foram todas feitas com calma, veio ai a pós-produção, com edição, mixagem, ai lançamos pela internet mesmo. Ainda iremos atrás de prensar em vinil e fazer um material físico.

Rubro – E sobre as referências do trabalho? Eu vi alguns shows de vocês já, vi que tem influência deste pessoal da Vanguarda Paulista, tem uns caras antigos também como Jards Macalé…
Hoje em dia é tudo mistura né? Temos influências de gente como Itamar Assunção, todos estes nomes ai, mas, eu mesmo tenho acompanhado rock contemporâneo no Brasil, tem feito coisas misturadas com ritmos latinos, bem legal, conheci coisas como Francisco El Hombre, Luiz Elian, Metá Metá, Kiko Dinucci, então é essa galera que soa como referência pra gente.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Vocês fizeram bastante coisa em um intervalo curto de tempo, tocaram fora da cidade, rolou uma apresentação legal no demosul (Que até rendeu críticas no site Scream & Yell de São Paulo). Vocês pensam muito na repercussão deste tipo de coisa? Por exemplo em como o trabalho de vocês repercute pra novos públicos?
Tudo acaba influenciando. Eu tento ver pelo lado positivo de, quanto mais gente diferente ver a banda e falar a respeito, temos um termômetro da coisa. Nós mesmos estamos descobrindo o trabalho, é legal refletirmos sobre e, podendo amadurecer a respeito do que é o Abacate Contemporâneo, a coisa da teatralidade, a Raquel, vocalista, traz isso nas performances. Aos poucos vamos incorporando isso e descobrindo melhor o que é o nosso show, aos poucos vamos mudando o repertório, pensando em um roteiro mesmo, e tudo mais. Conforme forem aparecendo outros convites de lugares pra tocar, precisamos dai estar com uma ideia bem definida do nosso trabalho para chegarmos com uma identidade bem definida.

E para o futuro, a ideia é girar com o material e tocar em novos espaços?

Sim, a ideia é circular em espaços como o SESC, buscar especialmente festivais e outros lugares que tenham a ver com o nosso som. Tem o Psicodália (SC) e lugares mais alternativos em São Paulo e Curitiba.


Serviço:
Lançamento do EP “Abacate Contemporâneo”
Local: Bar Valentino – Prefeito Faria Lima, 486.
Sábado (24) – às 22h
Entrada: R$ 15