Mostra de Cênicas UEL – Temos que refletir sobre o nosso tempo, conta ator

Começa nesta segunda-feira (19) a 14ª Londrina Mostra de Teatro e Circo de Londrina, em comemoração aos 20 anos do Curso de Artes Cênicas da UEL. Abrindo a temporada, a Cia Cascalhos apresenta hoje a peça ‘O Jardim dos Girassóis Esquecidos’ na Divisão de Artes Cênicas da UEL, em Londrina.  A mostra foi organizada pela DAC, estagiários (Núcleo de produção) e turmas 01 e 02 do 1º ano de Artes Cênicas O espetáculo começa 20h, e a entrada é gratuita.

A peça 'O Jardim dos Girassóis Esquecidos' será apresentada nesta segunda - Foto: Fagner Bruno e Lucas Godoy
A peça ‘O Jardim dos Girassóis Esquecidos’ será apresentada nesta segunda – Foto: Fagner Bruno

A peça com dramaturgia assinada por Edilson Oliveira, que também atua, fala sobre a temática da violência urbana, em especial àquela que todos os dias tira a vida de pessoas que vivem nas periferias e que todos os dias são alvo de preconceito, seja ele social ou racial. A peça é resultado de um trabalho desenvolvido pelo ator para sua pesquisa de conclusão de curso, segundo Oliveira, o trabalho foi iniciado ainda em 2013. Edilson comenta sobre a programação, que ainda, inclui oficinas práticas. “Haverá também oficinas voltadas à performance cênica, e ainda, performance de bonecos. Atores e entusiastas podem participar mediante à inscrição”, contou Oliveira.

Nos poucos metros que andei pelo mapa, encontrei um jardim de girassóis esquecidos. Decidi regar os girassóis, pois, eles trazem em sua beleza, a simbologia da morte e da vida! Neste espetáculo, minhas inquietudes enquanto bicho humano e artista, entoa um canto para os girassóis, que foram silenciados pelo racismo institucional”, cita o relise da peça.  “É uma arte engajada e que discute e reflete sobre as questões políticas e sociais do nosso tempo. O que eu trago para a arte, é essa vontade de fomentar uma reflexão. Em pleno 2018 estamos numa conjuntura política, no estado de exceção e, vendo nossos direitos sendo retirados, negados, vozes sendo silenciadas e isso me gera um incômodo muito forte… Desde o primeiro momento, eu penso que temos que refletir sobre o nosso tempo, e sobre o lugar onde eu moro. Desde 2013 venho trabalhado com essa temática, fiz pesquisas e conversei com várias pessoas ligadas à casos de violência, inclusive em outras cidades…”, contou Edilson “

Além da programação de apresentações, há também oficinas e outras atividades formativas, com inscrições abertas para atores e entusiastas da área. Confira no evento.


SERVIÇO
14ª Londrina Mostra de Teatro e Circo
Jardim dos Girassóis Esquecidos – Segunda (19) Divisão de Artes Cênicas
De 19 de março à 1 de abril

A mostra conta com a presença de espetáculos do cenário londrinense, incluindo artistas em formação e graduados pelo curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Londrina.
Programação completa disponível no EVENTO

Mostra Sci-fi – Ficção buscou representar temores das pessoas diante o desenvolvimento tecnológico, cita pesquisador

Termina nesta semana a mostra sci-fi realizada em Londrina pelo Sesc Cadeião Cultural. John Carpenter, Mario Bava e Jack Arnold são alguns dos diretores relembrados, desde a abertura da mostra na última quarta-feira (07). O espaço preparou uma jornada de quatro décadas pelo mundo dos “filmes B” da ficção científica. O evento segue até 14 de março e traz seis importantes longas-metragens que retratam a ficção científica dos anos 50, 60, 70 e 80.

O clássico 'Eles vivem' (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta - Foto: Divulgação
O clássico ‘Eles vivem’ (John Carpener) de 1988 encerra a mostra nesta quarta – Foto: Divulgação

A programação iniciou com uma abertura feita pelo professor Dr. André Azevedo da Fonseca,  pesquisador do departamento de comunicação da UEL. Na mesma noite, o filme “A ameaça que veio do espaço” (1953), do diretor Jack Arnold, foi exibido Cadeião. “Há ainda muita controvérsia sobre a origem da ficção científica propriamente dita. Muitos entendem que o romance Frankenstein: o moderno prometeu, de Mary Shelley, no início do século XIX, se tornou, à posteriori, a primeira obra de ficção científica da história. Este é um gênero moderno por definição, pois o próprio conceito de ciência, tal como o conhecemos hoje, é recente”, contou André Azevedo em entrevista ao Rubrosom. Ao longo da semana, além de A Ameaça Que Veio do Espaço, a mostra apresentou títulos de diretores consagrados das 4 décadas. Mario Bava e Joseph Losey compõem a mostra com O planeta proibido (1956), Os malditos (1963), O planeta dos vampiros (1965), Fuga no século 23 (1976) e Eles vivem (1988) que será exibido nesta quarta. 

O segundo filme da mostra 'O planeta proibido' de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março - Foto: Divulgação
O segundo filme da mostra ‘O planeta proibido’ de Fred M. Wilcox, será exibido no dia 8 de março – Foto: Divulgação

Para André, a relação das artes e do entretenimento com o tema de ficção científica é anterior ainda à história do cinema “A literatura de ficção científica buscou representar os desejos e os temores das pessoas diante o desenvolvimento cada vez mais acelerado de processos e artefatos tecnológicos. Por isso a ficção científica é fundamentalmente diferente de narrativas da cultura oral, baseadas em mitos, e também de outras narrativas escritas clássicas que imaginavam futuros alternativos, como vemos, por exemplo, em Utopia, de Thomas Morus”, concluiu Azevedo.

Sobre a mostra Sci-Fi – O gênero de ficção científica é reconhecido por sua diversidade e intensa produção. A mostra Scfi-Fi busca, dentro dessa vasta obra, apresentar títulos que suscitem a discussão e o debate, tanto sobre o gênero, quanto sobre o período de sua produção.

Com essa intenção, o catálogo da mostra é divido em seções por década, como um almanaque. Cada espectador presente na abertura da mostra também receberá um exemplar do catálogo, a fim de acompanhar as diversas informações, curiosidades, a vida dos diretores e análise das obras. A Mostra, enfim, traz os títulos como ponto de partida para um entendimento amplo do gênero de ficção científica e também do tempo, seja o tempo em que os filmes foram produzidos, ou o tempo que as obras “imaginaram” que o futuro seria. “Ficção científica, na verdade, não fala do futuro. Mas representa os anseios do presente em relação às consequências possíveis do desenvolvimento das tecnologias contemporâneas. Este gênero procura identificar e desenvolver, através da ficção, algumas das tendências ainda embrionárias das ciências de seu tempo. Por isso, ao contrário de prever o futuro, o gênero contribuiu para desenvolver a imaginação e estimular a crítica ética sobre os caminhos percorridos e desejados pela comunidade científica na atualidade”, pontua André.

Quando questionado sobre a certa crítica feita ao gênero, que muitas vezes é considerado um ‘elo perdido’ ligado à uma projeção do futuro que, de fato, nunca se concretizou, André cita as outras preocupações e aspectos analisados na produção do gênero. “Nesse sentido, a produção pioneira no cinema de ficção científica revela outras coisas. Não tem sentido exigir que os criadores do passado “adivinhassem” as tecnologias que surgiriam décadas depois. Se os filmes abordaram as preocupações de seu tempo, agora contribuem como fontes primárias de história para que a gente possa compreender quais eram as ameaças que agitavam a imaginação da humanidade no passado. E esse exercício sempre contribui para que a gente possa comparar os fantasmas do passado com aqueles que criamos atualmente e, assim, nos conhecermos melhor. Observar uma caricatura sempre nos ajuda a enxergar melhor os detalhes decisivos que passam despercebidos. Além disso, é muito interessante verificar os caminhos imaginados – mas não trilhados – pela ciência para compreender que o presente é o resultado da cooperação e da disputa entre inúmeras tendências que coexistiam. A ciência não é uma avenida reta, mas uma árvore viva com galhos que se bifurcam indefinidamente. Tecnologias de ponta se tornam rapidamente obsoletas; pesquisas de teoria pura aparentemente incompreensíveis detonam tecnologias revolucionárias, cruzamentos interdisciplinares produzem frutos inesperados, acidentes de percurso provocam descobertas inimagináveis e redirecionam todo um campo de pesquisa…”.

O professor ainda conclui, “Quando um paradigma tecnológico é suplantado por outro, toda uma representação de futuro baseada nesse alicerce simplesmente desmorona. Mas isso não quer dizer que as representações de futuro do passado, tornadas fantasmagóricas, foram inúteis. Ao contrário, a imaginação é precisamente uma das forças mais importantes que, ao lado da técnica, impulsiona as inovações. Frequentemente a ciência tem uma relação de mão dupla com a ficção científica: uma é influenciada pela outra e vice-versa. E como a lógica da ciência é o desenvolvimento, é natural e desejável que as tecnologias e as suas representações na arte sejam superadas e renovadas, explorando novos caminhos. É curioso observar, no entanto, que muitos temas perduram. O problema da tecnologia que sai do controle humano, por exemplo, é recorrente. Nesse sentido, revisitar os filmes do passado também contribui para observar quais problemas éticos e filosóficos são duradouros, e quais perderam o sentido”, conclui André.

A realização desta mostra de cinema está diretamente vinculada ao projeto CineSesc, idealizado pelo Núcleo de Cinema do Departamento Nacional do Sesc (RJ) e presente em centenas de Unidades do Sesc por todo o Brasil. Através do projeto CineSesc, o público tem acesso a importantes produções audiovisuais nacionais e estrangeiras não relacionadas à lógica convencional do circuito comercial do cinema. Deste modo, o projeto abre um importante espaço para produtores independentes, como também oferece uma programação singular à comunidade londrinense.

PROGRAMAÇÃO
07 de março às 19h – Bate-papo de abertura com professor e pesquisador do Departamento de Comunicação do Centro de Educação Comunicação e Artes – CECA – da Universidade Estadual de Londrina UEL + lançamento e distribuição do catálogo da mostra

07 de março às 20h – A ameaça que veio do espaço (Dir. Jack Arnold, 80min, 1953) – exibido
08 de março às 20h – O planeta proibido (Dir. Fred M. Wilcox, 90min, 1956) – exibido
09 de março às 20h – Os malditos (Dir. Joseph Losey, 95min, 1963) – exibido
10 de março às 16h – O planeta dos vampiros (Dir. Mario Bava, 88min, 1965) – exibido
11 de março às 16h – Fuga no século 23 (Dir. Michael Anderson, 119min, 1976) – exibido
14 de março às 20h – Eles vivem (Dir. John Carpener, 94min, 1988)


Serviço:
Clássicos Sci-Fi – Mostra de Cinema
de 07 a 14 de março de 2018
Ingressos gratuitos, disponíveis sempre com 1h de antecedência de cada sessão
Sesc Cadeião Cultural
R. Sergipe, 52, Centro
Londrina/PR

Londrinense Fernanda Branco Polse lança clipe ‘Laranja Neon’

Uma mulher imersa em um momento de introspecção e auto-descoberta, e que é observada bem de perto, vigiada por um olhar quase voyeurista da câmera. Este é o clima intimista e pessoal registrado no vídeo ‘Laranja Neon’ da cantora londrinense Fernanda Branco Polse, o filme produzido por Deborah Castello Branco e Letícia Aragão foi roteirizado por Fernanda junto com a artista Ana Clara Vitorelli foi lançado nesta semana. “Laranja Neon” é uma música misteriosa, com muita densidade e gravidade. Descreve cenas com uma certa magia, retratando uma situação de um possível desencontro, uma despedida, um fim que se anuncia através da coruja das ruínas que se faz presente.”, conta a cantora.

A finalização e a fotografia peculiar, com uma estética que lembra antigas gravações em fita analógica dá um tom mais emocional ao clipe. Segundo Polse,  esses elementos que completam a paisagem sonora e imagética, vai se repetindo até desencadear no final: da música e da história. “Acho que é um pouco triste, mas com muita dignidade. ‘Eu tenho um ponto de fuga que brilha laranja neon’ é, para mim, um sol no horizonte, o tempo que passa, os dias, as horas e como as coisas curam”, explica Fernanda. “Escolhemos a antiga casa da minha avó para fazer as cenas, por se tratar de uma música que fala de ruínas, que fala de decadência do afeto”, ressalta Fernanda.

Fernanda Branco Polse é cantora, compositora e artista visual, natural de Londrina, viveu dez anos em Belo Horizonte e hoje reside em São Paulo - Foto: Divulgação
Fernanda Branco Polse é cantora, compositora e artista visual, natural de Londrina, viveu dez anos em Belo Horizonte e hoje reside em São Paulo – Foto: Divulgação

De acordo com a cantora, um trecho, que aparece na segunda metade do vídeo (e que foi filmado em plano sequência) foi especialmente complicado para a produção “Tinha que acontecer tudo, inclusive a troca de roupa preta para a prateada no final, então era o tempo da câmera me seguir e eu na frente, me trocando e todos os que me ajudaram nesse momento não podiam aparecer”, contou a cantora sobre a gravação do vídeo. O apartamento que é usado como cenário do vídeo aliás, foi um cenário pessoalmente importante na vida da cantora, pertence à avó de Fernanda. “Eu cresci lá, sabe? Ia toda hora e quis gravar lá, apesar de estar meio abandonado”, ela cita.

SOBRE BICHO BRANCO POLSE – O feminismo entrou na vida de Fernanda Branco Polse como um grito de liberdade de ser mulher e artista. Ter a coragem de cantar sobre temas do feminino sem ter medo de ser expor e mostrar que a mulher tem desejos, fraquezas, forças, convicções e caminhos plurais, pontuam as dez faixas que compõem o álbum de estreia da artista, Bicho Branco Polse, que foi lançado em outubro de 2016. “Sendo mulher o feminismo já estava destinado a me encontrar. E acho que ele me encontrou de forma tímida ainda jovem. Sempre tive essa pulga atrás da orelha e um dia ela virou um cão que late.

Diante de tantas denúncias e constatações não tem como ficar em cima do muro. Eu sempre falo que o feminismo é uma lente permanente e uma vez que ela se instala nas suas retinas, você não tem como fingir que não é com você. E isso é revolucionário!”, conta Fernanda.

PRÓXIMO DISCO – Após um ano do lançamento de seu primeiro disco, Fernanda já começa a pré- produzir o segundo, atualmente na fase de captação. “Vai ser um disco mais dançante, mais político, onde eu uno de uma forma mais profunda todas as linguagens que costumo transitar. Vai ter peça sonora, manifestos e um show mais performativo e visual”, conta.

Fernanda Branco Polse é cantora, compositora e artista visual, natural de Londrina, viveu dez anos em Belo Horizonte e hoje reside em São Paulo. Fernanda transita entre diversas linguagens artísticas. Como cantora já se apresentou no Festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L, Salve o Compositor!, Sesc Palladium, Verão Arte Contemporânea, CCBB, Festival de Arte Literário – Londrix. Como performer já esteve em diversas cidades do mundo, como Los Angeles, Amsterdã, São Paulo, Curitiba, Montreal e Bogotá. Bicho Branco Polse é seu primeiro álbum, com dez músicas de sua autoria. É um álbum sobre erotismo, força, dor e amor. Um tipo de amor expandido, para além da ideia de amor romântico. Sobre a existência transmutável em experiência, imagem e poesia.


Informações
Redes Sociais Site Oficial: https://www.bichobrancopolse.com/
Facebook: https://www.facebook.com/bichobrancopolse/
Instagram: https://www.instagram.com/brancopolse/

Arte – Inscrições para feira DOBRA terminam nesta segunda

Hoje é o último dia para se inscrever na feira DOBRA  de Arte Impressa, evento promovido pelo Grafatório Casa Gráfica de Londrina.  O evento consiste em uma mostra que reúne artistas do impresso, editoras independentes, gravuristas, quadrinistas, (fan)zineiros, encadernadores, designers e artistas gráficos. Esta é a quarta edição da feira.

Inscrições para feira DOBRA terminam nesta segunda
Os expositores selecionados poderão comercializar suas obras livremente, ficando com todos os lucros de suas vendas – Foto: Divulgação

Neste ano a feira será realizada nos dias 5 e 6 de maio no Museu Histórico de Londrina e vai contar com cerca de 50 expositores. Os interessados em expor podem se inscrever até o dia 26 de fevereiro pelo site www.grafatorio.com/dobra. Quem for selecionado deverá contribuir com R$20 para a produção do evento (que, dessa vez, está sendo feito sem nenhum outro incentivo financeiro). Os expositores selecionados poderão comercializar suas obras livremente, ficando com todos os lucros de suas vendas.

A Feira DOBRA de Arte Impressa tem o objetivo de fomentar a cultura das artes gráficas em Londrina, viabilizando um espaço de trocas e vendas de obras de arte, livros, publicações e outros produtos impressos a um preço acessível. Neste ano, a feira integra a programação do Festival DOBRA, que ainda irá contar com outras atrações como exposições, oficinas, palestras e festas.


Serviço:
Inscrições – Feira DOBRA de Arte Impressa
Até 26 de fevereiro pelo site www.grafatorio.com/dobra

Entrevista – Caburé Canela lança disco neste sábado

Possuidores de um estilo musical peculiar, que cruza ritmos e influências num compilado de sons de definição improvável, a banda londrinense Caburé Canela irá lançar neste sábado o seu primeiro álbum, intitulado ‘Cabra Cega’. O álbum, que foi finalizado no ano passado, apresenta um pouco das viagens sonoras e poéticas dessa banda que emprestou seu nome de uma pequena e rara coruja que resiste pelos interiores do Brasil.”O processo foi bom para adentrarmos ainda mais às músicas, e de certa forma aumentamos nosso senso crítico sobre elas”, contou a vocalista Carolina Sanches.

O lançamento acontece no sábado (24), às 19h30 no teatro do SESI/AML (Rua Maestro Egidio do Amaral, 130, em frente à Concha Acústica). Na ativa desde 2013, a formação da Caburé Canela conta com Carolina Sanches (voz), Lucas Oliveira (voz, guitarra e violino), Maria Carolina Thomé (percussão), Mariana Franco (contrabaixo), Paulo Moraes (bateria) e Pedro José (voz e guitarra).

Caburé Canela lança disco neste sábado
Além das canções do CD Cabra Cega, a banda irá apresentar outras composições que foram concebidas antes e depois das gravações – Foto: Sthepanie Massarelli

 

 Na música da Caburé prevalece uma mistura sonora que atravessa ritmos populares, como baião, samba, bossa nova, rock, blues, afro-beat, semba de angola e rumba. Notas dissonantes misturadas a temas dançantes – Punk-samba. Reggae-jazz. África-Schoenberg. Os ingressos são limitados e custam 10 reais, podendo ser retirados uma hora antes do show no próprio local. A seguir, confira uma entrevista com o grupo:

Pra começar, há quanto tempo já trabalhavam com esse material do disco? Há faixas muito antigas junto de material mais recente?
A maioria são músicas de no mínimo três anos de idade. A mais recente do disco, que a banda toca é a música “Medo”, do Pedro José, mas é por ele ter entrado por último na banda. (Lucas)

Como foi o processo de gravar? Entraram já com 100% de arranjos prontos, ou tiveram tempo para experimentar instrumentos e testar coisas em estúdio?
Já havíamos trabalhado bastante o repertório do álbum, as sonoridades já estavam bem consolidadas. Uma coisa ou outra que acabou saindo na hora. Mas também o nosso jeito de tocar permite experimentações e improvisos. Não são arranjos 100% fechados nunca. (Lucas Oliveira)

Gravamos do dia 5 ao 14 de dezembro de 2016 e no início de 2017 refizemos pouquíssimas coisas. O processo foi bom para adentrarmos ainda mais às músicas, e de certa forma aumentamos nosso senso crítico sobre elas. É importante poder se ouvir de fora, distante do palco, com uma captação justa. Com um áudio limpo é possível perceber tanto às qualidades sonoras com mais precisão, quanto as “imperfeições” que também fazem parte da gente. Nesse sentido, acho que o processo de gravação do disco, é uma ótima possibilidade para darmos sequência ao que estávamos fazendo antes, com outros olhos e ouvidos. O que fica é a clareza de que somos realmente seres humanos (rs) em processo. (Carolina Sanches)

E sobre as referências, o que andaram ouvindo durante a gravação do disco? Tem algo novo (br ou estrangeiro) que tem chamado a atenção de vocês?
Tem sempre várias coisas novas. Tô escutando bastante o disco novo da Xênia França, bem interessante. Durante a gravação não me lembro, mas é sempre um misto de muita coisa diferente. (Lucas Oliveira)

Durante a gravação escutava bastante o disco Ascensão da Serena Assumpção, andava encantada com a quantidade de artistas e distintas sonoridades envolvidas em um mesmo projeto. Atualmente, estou viciada no CORTE novo disco da Alzira E. não é uma artista nova, mas o enredo psicodélico-barulhento é algo recente em seus trabalhos, é um som quebradiço, acredito ter muito a ver com coisas que temos experimentado. (Carolina Sanches)

Falando um pouco das influências… Tem um destaque interessante na parte das letras, tem muito de escritores e referências literárias nas composições? (se puderem citar alguns nomes, é interessante).
Gosto bastante de Manoel de Barros, Paulo Leminski, Torquato Neto, Jorge Luis Borges, Clarisse Lispector. São minhas maiores influências literárias talvez. Dentro da música gosto das letras do Chico César, Chico Science, Raul Seixas, Itamar Assumpção e muitos outros. Tem muita gente boa. (Lucas Oliveira)

Quando comecei a escrever, era bem um período de reflexão sobre leituras que fazia, como se a borbulha do que eu lia, espelhasse também nas sensações que me tomavam na hora da escrita.  Escritos de artistas de distintas áreas, não só literárias, fazem parte do meu processo criativo, os artistas plásticos Louise Bourgeois, Iberê Camargo, Leonilson e Hélio Oiticica, escreviam sobre seus processos criativos e existências de uma forma muito bonita e instigante, adentravam a escrita de maneira muito visual, sublinhando ainda mais a potência das palavras como gestadora de imagens. Isso me interessa muito na hora de compor.

Os filósofos Friedrich Nietzsche, Gaston Bachelard, Marcia Tiburi, Albert Camus, poetas como Pablo Neruda, Ricardo Aleixo, Manuel de Barros e Bartolomeu Campos de Queirós, são também referências importantes em todo processo. (Carolina Sanches)

Produzido pela própria banda, gravado e lançado de maneira totalmente independente, com captação, mixagem e masterização de Alexandre Bressan, do estúdio 3em1, o disco do Caburé Canela apresenta sete composições autorais que dialogam com as visões do personagem conceitual que conduz o disco Cabra Cega: o andarilho - Foto: Divulgação
Produzido pela própria banda, gravado e lançado de maneira totalmente independente, com captação, mixagem e masterização de Alexandre Bressan, do estúdio 3em1, o disco do Caburé Canela apresenta sete composições autorais que dialogam com as visões do personagem conceitual que conduz o disco Cabra Cega: o andarilho – Foto: Divulgação

E o nome do álbum ‘Cabra Cega’ tem algum significado especial?
Sim. É parte da letra da primeira música do disco, “Andarilho”. Faz referência à brincadeira da cabra cega, na qual você fica com os olhos vendados e tem que achar os amigos. É basicamente um simbolismo para nossa busca diária daquilo que nos faz bem. Por não enxergarmos o caminho, às vezes tropeçamos, nos machucamos, achamos algo que parece valioso, mas na verdade era só uma pedra qualquer. (Lucas Oliveira)

Estamos sempre procurando, caminhar sem rumo pré-determinado é uma rota que não sabemos o que estará lá em frente. Estar “cego”, contribui para que utilizemos dos outros sentidos corpóreos que temos. E de alguma maneira, nosso som é difícil de ser enquadrado em rótulos, estilos e ritmos, podemos dizer musicalmente, que estamos tateando/tocando no escuro. (Carolina Sanches)

Este ano especialmente tem sido movimentado pra artistas de Londrina (4 artistas daqui tocaram no Psicodália por exemplo), essa ciclo de certa forma ajuda as bandas daqui? Vocês já estão com planos para fora de Londrina?
Acredito que de certa forma sim, Londrina sempre se mostrou uma cidade cheia de artistas com grandes potenciais. E, esse ano ter tantos artistas da cidade em um festival como este, é de grande importância. Espera-se que Londrina tenha cada vez mais visibilidade artística, e que o resultado disso, se fortaleça exatamente nesses espaços alternativos, de intercâmbio, de troca entre outros artistas, como é o Festival Psicodália. (Carolina Sanches)

Estamos sim com planos para fora de Londrina. A ideia é que após o lançamento do álbum haja uma movimentação. É importante levar o som para outros ares.

Apesar da produção cultural autoral intensa na cidade, muitos artistas relatam dificuldade de atingir os ‘ouvidos’ do pessoal aqui com a música autoral… Como vocês entendem essa questão hoje? Melhorou nos últimos anos, ou ainda é uma falta de hábito do público, o que acham?
Faz um tempo que a galera está acostumada a sair de casa para ver banda cover. Virou um hábito, mas também tem muita gente que não aguenta mais. Eu nunca gostei muito. Gosto de quem toca o próprio som e dá a cara a tapa, sem medo de ser quem é. Alguns donos de bares e promotores estão abrindo mais as casas de show pra bandas autorais, mas ainda assim, é preciso que o público compareça mais nos shows.

É tudo uma questão de correr riscos, tanto para quem contrata a banda, para quem vai assistir e para quem toca também. Todo mundo tem que ter coragem de correr o risco e enfrentar o novo. (Lucas Oliveira)


Serviço
Show de Lançamento: CD Cabra Cega, da banda Caburé Canela
19h30 – Centro Cultural SESI/AM
Rua Maestro Edígio Camargo do Amaral, 130
Entrada: R$10 (ingressos uma hora antes, no local do show)
CD: R$20

Promic – Cultura publica edital para Projetos Independentes

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) abre inscrições para o processo de seleção de bolsistas que vai até 15 de março, para desenvolvimento de projetos de estudo e pesquisa, no âmbito dos Projetos Culturais Independentes. Os trabalhos selecionados serão beneficiados pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC), e devem iniciar em 2018 com prazo de execução até março de 2019.

Em reunião na última segunda-feira (5), foi divulgada previsão de publicação dos novos editais - Foto: Arquivo/Rubrosom
Em reunião na última segunda-feira (5), foi divulgada previsão de publicação dos novos editais – Foto: Arquivo/Rubrosom

O edital para seleção de projetos nº 002/2018, foi publicado na edição nº 3.457 do Jornal Oficial do Município desta sexta-feira (9). O documento pode ser acessado na página do Portal da Prefeitura.

A concessão de bolsas para execução dos Projetos Culturais Independentes foi viabilizada pela Lei Municipal 12.638/2017. Essa legislação permite que o Município conceda bolsas de estudo e pesquisa para o desenvolvimento de projetos ambientais, tecnológicos, culturais e de inovação.

Além do edital de independentes, os próximos editais previstos são os relacionados á linha de projetos Estratégicos (Vilas Culturais); Previsto para a 3ª semana de março, Estratégicos e independentes (Audiovisual), em sistema feito via ‘Termo de Fomento’; Previstos para a 2ª semana de abril, e o edital de Estratégicos (Carnaval), que deve ser publicado na 2ª semana de maio. Mais informações devem ainda ser divulgadas sobre os novos editais.

O secretário municipal de Cultura, Caio Cesaro, destacou que a criação desta legislação foi resultado de um trabalho em conjunto, realizado pela secretaria com o Conselho Municipal de Política Cultural. “Essa legislação possibilita, em especial, que o Município faça a retomada dos trabalhos de fomento à cultura desenvolvidos por pessoas físicas”, ressaltou.

O edital de Projetos Independentes do Promic está oferecendo 78 bolsas de estudo e pesquisa. Os projetos inscritos devem se enquadrar em uma das seguintes linhas do edital: Criação/Produção; Circulação/Difusão, nos formatos Circulação Livre, Circuito municipal e Intercâmbio; Atividades Formativas; Preservação do Patrimônio Material e Imaterial; e Iniciação Artística.

O montante total de recursos disponibilizado para os Projetos Independentes é de R$1.600.000,00, advindos do Fundo Especial de Apoio a Projetos Culturais. Os valores foram divididos da seguinte forma, para cada uma das linhas: 16 bolsas em Criação/Produção, totalizando R$330.000,00; 36 bolsas em Circulação/Difusão, com total de R$900.000,00; 11 bolsas de Formação, total de R$170.000.00; 5 bolsas de Preservação do Patrimônio Material e Imaterial, no valor total de R$ 130.000,00; e outras 10 bolsas em Iniciação Artística, que totalizam R$ 70.000,00.

Estas bolsas serão concedidas para as áreas culturais contidas na Lei 8.984/2002, que são Artes de Rua, Artes Plásticas, Artes Gráficas, Artesanato, Cultura Integrada e Popular, Circo, Dança, Música, Teatro, Fotografia, Literatura, Mídia, Patrimônio Cultural e Natural, e Hip Hop. As áreas de Cinema e Videografia serão objeto de edital específico.

A proposta do projeto pode ser integrada a mais de uma área, desde que a indicação da área preponderante conste no Plano de Trabalho. E cada proponente terá direito a apenas uma bolsa.

Inscrições – Poderá se inscrever ao edital de Projetos Independentes produtores culturais pessoa física, com idade igual ou superior a 18 anos. No caso de inscrição de coletivos culturais, será preciso indicar um representante pessoa física, com o currículo do coletivo. Os proponentes devem estar cadastrados no portal Londrina Cultura, disponível no link www.londrinacultura.londrina.pr.gov.br.

Para a inscrição, cada proponente deverá entregar, no período de 14 de fevereiro a 15 de março, envelope lacrado contendo uma via do Plano de Trabalho, devidamente preenchido e assinado; documentação do proponente e do projeto, conforme exigido pelo edital.

O envelope deve ser entregue na sala da Diretoria de Incentivo à Cultura da SMC, localizada na Praça Primeiro de Maio, 110, centro. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas.

O Plano de Trabalho e demais documentos exigidos pelo edital 002/2018 estão disponibilizados na página da Secretaria Municipal de Cultural, no Portal da Prefeitura de Londrina, e podem ser acessados pelo link www.londrina.pr.gov.br/promic/editais. Os documentos e formulários também podem ser solicitados através do e-mail promic.cultura@londrina.pr.gov.br, ou gravação em pendrive, que deve ser fornecido pelo proponente.

Processo de seleção – As propostas recebidas dentro do período de inscrição serão analisadas por membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais, com base nos critérios indicados na lei municipal nº 8.984/2002 e no decreto municipal nº 35/2018. Dentre eles, a relação custo-benefício, importância para a cidade, criatividade, clareza e coerência nos objetivos, e outros.

Os proponentes de projetos selecionados deverão firmar termo de compromisso cultural com a Prefeitura de Londrina. A documentação exigida para celebrar o termo precisa ser apresentada em até 10 dias úteis após a publicação do edital de bolsistas selecionados.


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Projeto de samba circula por bairros de Londrina no Carnaval

Realizado nas 4 regiões de Londrina, Paraná, o projeto O Samba Atravessa Londrina faz sua terceira edição com eventos temáticos dando ênfase a cultura do samba (seus desdobramentos como conjuntos de samba e pagode) (e suas origens como o maracatu) além de bateria de samba, vocal, rainha da bateria, dançarinos e integrantes caracterizados da Escola de Samba Explode Coração nos dias 9; 10; 12 e 13 de fevereiro de 2018.

Neste ano, o projeto traz a edição de uma revista com personalidades que contribuíram com a história e a cultura negra no interior do Paraná - Foto: Rei Santos/Divulgação
Neste ano, o projeto traz a edição de uma revista com personalidades que contribuíram com a história e a cultura negra no interior do Paraná – Foto: Rei Santos/Divulgação

A agenda dos eventos gratuitos do projeto:
09/02, Sexta-feira, das 18 às 22 hr, Quadra de esportes da Praça da Juventude da Zona Sul
10/02, sábado, das 18 às 22 hr, Conjunto Mr Thomas (Rua José Martins de Oliveira entre as ruas José Tetuo Saito e Itália Choucino)
12/02, segunda-feira, das 18 às 22 hr Quadra de esportes da Praça do CEU no Jardim Santa Rita
13/02, terça-feira, das 18 às 22 hr, Centro Cultural Lupércio Luppi na Avenida Saul Elkind, Zona Norte.

Com informações da assessoria de imprensa


ROTEIRO DOS SHOWS

  • Abertura com Grupo maracatu pé vermelho, coordenado pelo músico Clodovil Morais.
  • Bateria da escola de samba explode coração, coordenada pelo músico Rogério de Oliveira e a Cia Flap de
  • Dança, coordenada pelo dançarino Marquinhos Flap
  • Show de samba e pagode com repertório tradicional dos grandes compositores do samba brasileiro com o Grupo Bagunçaê, organizado pela musicista Indayana Oliveira.

Sarau com música e declamações ocorre nesta sexta em Londrina

Promovido pela editora da cidade, Madrepérola, o evento será um sarau com palco aberto para declamações e apresentações artísticas.  O tema central do Sarau será falar sobre a produção literária, haverá o bate-papo literário com o tema “O artista londrinense”.

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“O objetivo do Sarau Madrepérola é fortalecer ainda mais o interesse pela leitura em nossa cidade. Encontramos em cada canto de Londrina possíveis autores com talento para escrita que não são lidos. O sarau seria o convite a todo aquele que possui seus textos guardados, ou para quem já tem seu livro publicado se manifestar, chegar lá de pulmões cheios e soltar a sua voz, sua poesia e o que tiver para ser dito. Esperamos que o público conheça e saiba cada vez mais quem são esses poetas, cronistas, contistas e romancistas com talento de sobra para contribuir com a formação da literatura brasileira atual”, aponta Rafael Silvaro, editor da Madrepérola.

Conforme a música toca, local escolhido foi o lindíssimo Nosso Sebo, localizado na rua Paraíba, 205 (próximo ao Sesc Londrina). Com espaço ao ar livre, o Nosso Sebo traz a atmosfera nostálgica necessária para se apreciar um livro, quadrinhos e revistas com calma e bons ares. O sebo que ainda possui vinis e raridades no melhor estilo possível.

Encabeçarão o bate-papo os autores convidados Cinthia Torres, Jean Carlo Barusso, Fernando Fiorin, autores de Londrina e região.

O evento também contará com a apresentação da banda Dália Negra, formada por artistas da cidade de Londrina que apresenta letras embasadas em clássicos da literatura e faz referência a compositores nacionais.


Informações
Data: 09 de fevereiro de 2018
Local: Nosso Sebo (R. Paraíba, 205, centro)
Horário: 19h
Entrada Franca

Núcleo de Dramaturgia Audiovisual Londrina abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o o Núcleo de Cinedramaturgia DRAMÁTIKA, do Sesi Cultura, que terá a sua primeira edição em 2018. Idealizado pelo cineasta e roteirista Rodrigo Grota, o Núcleo terá o intuito de aproximar os profissionais de Cinema e Teatro de Londrina & região. Com o suporte logístico e técnico da produtora Kinopus Audiovisual Ltda, o Núcleo DRAMÁTIKA se divide em duas etapas: em sua primeira fase, serão realizadas cinco leituras dramáticas de textos teatrais, seguidas pela exibição de filmes que foram adaptados para o cinema a partir desses textos. A inscrição vai até o dia 4 de março, e pode ser feita pela internet.

Rodrigo Grota é idealizador do Núcleo juntamente com o Sesi PR - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Rodrigo Grota é idealizador do Núcleo juntamente com o Sesi PR – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Na segunda etapa do projeto, o coordenador do Núcleo DRAMÁTIKA, Rodrigo Grota, ao lado de outros quatro diretores convidados, vão conduzir os alunos na criação e desenvolvimento de 5 cenas curtas de até 15 minutos de duração. Essas 5 cenas serão escritas e dirigidas por estes diretores e contarão com no mínimo 2 e no máximo 5 atores entre os alunos selecionados para o Núcleo. Ao final desta segunda etapa, essas 5 cenas serão filmadas e apresentadas ao público em seus dois formatos finais: um filme de longa-metragem e uma peça de teatro. O Núcleo Criativo DRAMÁTIKA propõe aos participantes a reflexão, o exercício e a prática da atuação para Cinema e Teatro, num laboratório permanente de criação e estudo para atores.


Informações
E-mail: sesiculturalondrina@sesipr.org.br
Confira o edital aqui

 

PROMIC 2018 – Edital de independentes será publicado nesta semana

O novo edital para o Programa Municipal de Incentivo à Cultura, dedicado à categoria de projetos independentes, é previsto para ser publicado ainda nessa semana. A informação foi confirmada nesta segunda (05) pelo Secretário de Cultura, Caio Cesaro, durante reunião do Conselho Municipal de Política Cultural.

Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. - Foto: Bruno Leonel
Editais do PROMIC 2018 além da indicação de novos membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais (CAPC), foram alguns dos pontos principais da reunião da última segunda. – Foto: Bruno Leonel

Segundo informado, o novo edital usará o formato ‘bolsa/prêmio’, em um padrão diferente dos editais anteriores, o que permitirá que proponentes atuantes como pessoa física possam se inscrever. O valor correspondente às bolsas da categoria, correspondem à R$ 1,6 milhão.

Após muitos meses de adiamento, a mudança é tida como uma revisão do edital, que passou por um cancelamento no ano de 2017 após a vigência da Lei Federal 13019/14 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), cujas implicações restringiam a possibilidade de vínculo entre município e proponentes sem CNPJ.

Além do edital de independentes, os próximos editais previstos são os relacionados á linha de projetos Estratégicos (Vilas Culturais); Previsto para a 3ª semana de março, Estratégicos e independentes (Audiovisual), em sistema feito via ‘Termo de Fomento’; Previstos para a 2ª semana de abril, e o edital de Estratégicos (Carnaval), que deve ser publicado na 2ª semana de maio. Mais informações devem ainda ser divulgadas sobre os novos editais.