Palhaços – Companhia de Londrina é premiada em festival do Piauí

Pelo segundo ano consecutivo, a companhia ‘Os Palhaços de Rua’, de Londrina, foi premiada no 6º Festival  Nacional de Teatro do Piauí. O espetáculo intitulado ‘Vikings e o Reino Saqueado’ levou os prêmios de melhor ator, para Adriano Gouvella e Lucas Turino (Adriano foi o ganhador desse mesmo prêmio na edição passada do festival).

A peça também foi premiada na categoria de melhor maquiagem, e ainda, teve indicações nas categorias de de melhor Dramaturgia, Direção e Figurino. “O processo de concepção do espetáculo veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo…” contou o ator Adriano Gouvella, integrante da companhia.

Segundo os atores, a serie "Vikings" do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços - Foto: Daniele DiasSegundo os atores, a serie “Vikings” do History Channel, foi uma inspiração para a peça que mistura referências históricas com a ideia de ironia e crítica típica de espetáculos com palhaços – Foto: Daniele Dias

Foi a segunda participação do grupo londrinense, no evento que ocorreu na cidade de Floriano, e é um dos mais importantes da região. Ao todo, 31 grupos de teatro participaram do festival totalizando mais de 150 artistas de todas as regiões do país. Em um ano turbulento para coletivos e grupos de Londrina, Adriano contou à reportagem que tais prêmios reforçam a importância da pesquisa e trabalho feitos com o coletivo. E fique ligado, a peça estreia em Londrina, no dia 23/12 às 11h na Praça Floriano Peixoto, ao lado da Catedral, com entrada gratuita.

Veja entrevista a seguir:

Vocês estrearam um novo espetáculo ‘Vikings e o Reino Saqueado” e foram premiados, no 6° Festival Nacional de Teatro do Piauí… Quantas vezes já estiveram no festival?
Sim, estreamos o espetáculo lá, mas não éramos os únicos do Paraná, havia mais um grupo de Foz do Iguaçu. Essa foi nossa segunda participação no festival.

A peça em questão, cruza elementos da cultura nórdica viking e a arte do palhaço como proposta estética e base para discutir relações humanas… Como surgiu a ideia de misturar essas referências, aparentemente, tão distantes?? Tem algum autor ou coletivo que influenciou o trabalho de vocês nessas misturas?
A ideia de misturar essas referências surgiu quando começamos a nos questionar sobre a situação atual do país e como poderíamos trabalhar isso sendo palhaços, nessa mesma época estávamos assistindo ao seriado “Vikings” do History Channel, que gostamos muito e a partir daí começamos a relacionar um tema com o outro e ir mais a fundo na pesquisa. Esta mistura partiu de nós mesmos, não teve algum autor ou alguém que influenciou, mas a pesquisa se pauta no autor “James Graham-Campbell” e alguns dos seus livros sobre a cultura viking, além da atual situação do Brasil que acaba de passar por um golpe de estado.

Falando de Londrina especificamente, foi um ano um pouco complicado para produtores culturais em geral (houve o cancelamento do Promic e uma serie de outras questões)… A Cia Palhaços de Rua também se viu prejudicada em meio à tantas dificuldades?
Sim, foi um ano bem turbulento para a cultura no país todo e em Londrina não foi diferente; a Cia. foi prejudicada em seus projetos assim como vários produtores culturais da cidade. O PROMIC sempre foi um exemplo de incentivo a cultura, mas vem sendo ameaçado ultimamente e isso faz com que pensemos quais as pessoas que realmente estão ao lado do povo? Quais são os interesses destas pessoas? Quem de fato apoia a cultura? E quem quer desmonta-la?

Foi o segundo ano consecutivo premiado (e com nomeações no festival), do ponto de vista da pesquisa/estudo que vocês fazem, em tempos de recessão pra cultura, esses festivais ganham ainda mais importância talvez? (no sentido de promover a circulação dos espetáculos, etc…). Pode comentar sobre?
Sim, foi o segundo ano consecutivo no festival e com premiações e indicações importantes, isso para nós é uma felicidade muito grande e reforça ainda mais a qualidade dos trabalhos artísticos que são produzidos em Londrina. Em tempos sombrios em que a cultura vem sofrendo um desmonte em nível nacional, esses festivais são um respiro de sobrevivência e resistência! Com certeza ganham ainda mais importância nestes tempos de recessão; eles promovem o encontro entre artistas e, entre artistas e público, promove debates de ideias, trocas artísticas, políticas, culturais, sociais e novas perspectivas.

Como foi o processo de concepção da ideia toda? – Lembro que no fim de 2016 vocês já estavam desenvolvendo a montagem toda…
O processo de concepção veio da ideia de fazer algo diferente dentro do universo do palhaço, e como artistas sentimos a necessidade do nosso trabalho refletir, dialogar, provocar e indagar o nosso tempo, os dias em que estamos vivendo, ainda mais a figura do palhaço que é por si só provocadora, crítica, sarcástica, reflexiva e ao mesmo tempo poética. Sim, realmente no fim do ano passado já conversávamos sobre esse projeto e aí colocamos a mão na massa de fato em janeiro desse ano até o presente momento, foi um ano de trabalho até a estreia. Chamamos alguns profissionais para se juntar ao nosso time e assim veio a parceria por exemplo, com o figurinista Alex Lima, que fez um trabalho extraordinário em conjunto com nossa pesquisa, não só ele mas o marceneiro Caio Blanco e muitas outras pessoas talentosas que estão envolvidas em todo processo.

Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional do Piauí - Foto: Divulgação
Pelo segundo ano consecutivo, a Cia. Os Palhaços foi premiada no Festival Nacional de Teatro do Piauí – Foto: Nayara Fabrícia

E os projetos para o próximo ano? Além dos ‘Vikings e o Reino Saqueado”, vocês seguem circulando com outros espetáculos ainda certo?
Além dos “Vikings e o Reino Saqueado” seguimos apresentando nosso primeiro espetáculo o “Números” e a contação de história “O Coronel e o Barbeiro”, também ministramos algumas oficinas como: circo, palhaço, acrobacias, parada de mão, malabares e capoeira. Recentemente chegamos de Campina Grande na Paraíba e de Bauru-SP onde fizemos seis apresentações do espetáculo “Números” que teve grande aceitação por parte do público e atendeu várias comunidades carentes e distritos destas duas cidades.

Só pra concluir, quanto tempo tem já a companhia?  Daria pra citar estados (ou até outros países) por onde já se apresentaram??
A Cia. Os Palhaços de Rua completou 4 anos de existência, já realizamos 95 apresentações do espetáculo “Números” e já apresentamos nos estados do: Acre, Rondônia, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Para ano que vem tem novidade internacional surgindo por aí…

Músico Frank Jorge realiza oficina sobre produção fonográfica em Londrina

A terceira rodada da oficina “Radioativismo e Produção Fonográfica” vai trazer para Londrina o ex-Cascaveletes e professor de História do Rock Frank Jorge para falar sobre suas experiências musical, acadêmica e na radiodifusão. O encontro é gratuito e ocorre nesta quinta (7) e sexta (8). A oficina é uma parceria da AlmA Londrina Rádio Web com o espaço do Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL).

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Frank Jorge vai é musico, escritor, apresentador de rádio e TV, professor e coordenador de curso acadêmico que oferece, entre outras disciplinas, aulas sobre Produção Fonográfica e História do Rock. Em Londrina, Frank Jorge vai falar sobre as experiências profissionais como músico, professor idealizador de um projeto inovador na Unisinos e ainda sobre História da Produção e Distribuição de Música (do analógico ao digital) e do uso do streaming aplicado ao Jornalismo Cultural.

A mais recente conquista do cantor foi abrir, em outubro deste ano, o show do beatle Paul McCartney em Porto Alegre, mas Frank Jorge tem uma longa e diversificada carreira. O marco foi em 1986, quanto passou a integrar a banda Os Cascavelletes, referência importantíssima do rock gaúcho ao lado de De Falla, TNT e Replicantes.

Ainda em 1986, passa a cursar Letras na PUC, reforçando o lado compositor e passando a transitar nos circuitos universitários e alternativos da música portoalegrense. Outro grupo marcante e considerado um dos precursores do rock independente no Brasil foi Graforréia Xilarmônica, banda criada em 1987 e que passa a integrar o casting do selo indie Banguela Records nos anos 1990.

Em 2006, Frank Jorge se insere na vida acadêmica como professor titular no curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Neste curso, os alunos aliam teoria e prática musical na produção de discos e organização de pequenos shows.

As oficinas formativas da Rádio AlmA são gratuitas e destinadas a produtores de conteúdo, estudantes e demais interessados em ingressar no universo da comunicação independente. O primeiro encontro, realizado em maio, tratou das oportunidades para abordagens regionais, com características de comunicação popular e comunitária nas redes online. Em junho, o segundo evento trouxe a documentarista Eliza Capai para falar de Midiativismo e Movimentos Sociais.


SERVIÇO
Oficina Radioativismo e Produção Fonográfica
07 e 08 de Dezembro – Canto do Marl
Horário: 19h30
Entrada Gratuita

 

Luis Mioto leva debate sobre cinema e memória para o Sesc

Nesta terça-feira, 5, a partir das 19h30, o diretor de cinema e pesquisador londrinense Luis Mioto apresenta o debate “Cinema, Memória e Sensibilização”, no espaço do Café Com Quê?, projeto que sedia debates e palestras no Sesc Cadeião Cultural. A conversa coloca em pauta os trabalhos de registro cinematográfico que Mioto realiza desde 2009 junto às comunidades periféricas de Londrina e propõe, a partir da sua filmografia, uma nova abordagem para a memória da cidade.

Mioto é também responsável pelo filme 'O Pequeno' produzido ao longo de 8 anos - Foto: Divulgação
Mioto é também responsável pelo filme ‘O Pequeno’ produzido ao longo de 8 anos – Foto: Divulgação

A conversa é aberta a todos os públicos e a participação é gratuita. Na oportunidade, Mioto ainda exibe ao público trechos de seus filmes, “Eg In: nossa casa” (2015), “Retalhos do chão, do corpo e do céu” (2013), “Saga Cidade” (2011), “Cinema, velho sonho” ( 2013).

Aliando a discussão política e a narrativa poética, Mioto discute os conceitos de Memória Periférica e Sensibilização, aplicadas ao cinema e ao documentário - Foto: Discussão
Aliando a discussão política e a narrativa poética, Mioto discute os conceitos de Memória Periférica e Sensibilização, aplicadas ao cinema e ao documentário – Foto: Discussão

Sobre – O projeto Café Com Quê? é uma iniciativa do Sesc que comtempla a realização de debates e palestras sobre arte, cultura, humanidades e temas afins. O circuito recebe, via edital, propostas da comunidade geral que, depois de selecionadas, são apresentadas ao público no espaço da Galeria de Artes do Cadeião, sempre nas noites de terça-feira. Os encontros acontecem sempre às 19h30 e são abertos ao público, com participação gratuita.

Garotas Suecas lança disco na festa Barbada

Um dos eventos mais tradicionais de Londrina, a Festa Barbada recebe no domingo, a banda paulista Garotas Suecas que traz em primeira mão o lançamento do seu terceiro disco ‘Futuro do Pretérito’. O show acontece no Bar Valentino e a programação da festa, que começa às 18h traz ainda o DJ residente Ed Groove e DJ Dbeat. Os dois animam a pista antes e depois do show. E também o Bazar Barbada na casinha, cheio de novidades em arte, moda e gastronomia.

Atualmente, a banda é formada por Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello e Nico Paoliello - Foto: Marcelo Vogelaar
Atualmente, a banda é formada por Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello e Nico Paoliello – Foto: Marcelo Vogelaar

O ‘Futuro do Pretérito’ é um tempo verbal da nossa língua, o que “faria”, “iria”, “poderia”, isso diz muito sobre o terceiro álbum de estúdio do Garotas Suecas e provavelmente por isso foi escolhido como título do trabalho mais inspirado e bem executado do quarteto paulista. A banda que em 2014 perdeu seu vocalista Guilherme Saldanha, ganhou em participação dos outros 4 integrantes, que cantam, criam e tocam com a competência em emular influências de rock sessenta e setentistas, black music e todos os tipos de cores da música brasileira, se juntam a uma clareza de discurso, sendo certeiros no trato de questões políticas e humanas, canções maduras retratando nosso tempo, nossas mazelas e questionamentos.

Se trata de um dos lançamentos mais notáveis do ano, a sequência “Objeto Opaco”, “Não tem Conversa” e “Todos os Policiais”, são socos de informação e critica conduzidas por arranjos incríveis e trabalho de estúdio maduro, na mesma linha da excelente “Angola, Luisiana”. A tropical “Ananás” e a delicada “Captei Você”, além de versatilidade também mostram um pouco das virtudes nos primeiros registros. “Quarto”, “Psicodélico” e “Morrer Azul” são as porções melancólicas do álbum, cada uma a sua forma.

A banda de Irina Bertolucci, Fernando Freire, Tomaz Paoliello, Nico Paoliello está no rol de grupos relevantes que o rock nacional produziu nos últimos tempos, com qualidade e singularidade comparáveis hoje aos também paulistas do O Terno. As mudanças na banda, o tempo de maturação da nova formação e do novo conceito foram perfeitos.

FESTA BARBADA – Projeto independente produzido pela BARBADA e realizado mensalmente no Bar Valentino desde março de 2010. Trata-se de uma caravana que integra várias linguagens em um único lugar. Inicialmente realizada na casinha do bar – estrutura mais antiga -, atualmente ocupada todo espaço que recebe toques precisos na decoração, principalmente no palco das apresentações. O horário e preço da entrada destoam do padrão da noite londrinense fazendo jus ao nome. A festa se pauta pela diversidade, integrando música, moda, literatura, gastronomia, quadrinhos, artes plásticas e artesanato atraindo um público de jovens formadores de opinião. Hoje é uma das principais vitrines da nova música, recebendo também artistas de destaque no cenário independente local e nacional.


Barbada | Edição #119
Show com Garotas Suecas (SP)
Lançamento do disco ‘Futuro do Pretérito’
+ DJ Ed Groove + DJ Dbeat 
+ Bazar Barbada
18 horas
Couvert R$ 12,00
Classificação: 18 anos

Projeto londrinense recebe prêmio do MinC

O projeto Batuque na Caixa, juntamente com seu  fundador Aldo, foi premiado com nota máxima no Prêmio Nacional Culturas Populares 2017, concedido pelo Ministério da Cultura.

O resultado foi publicado no Diário Oficial da União nº 227 e no site do Minc, na última semana, e que nas palavras do Ministro Sérgio Sá Leitão é o maior prêmio já concedido pelo órgão em sua história.

O batuque na caixa recebeu a nota 100 pelo conteúdo de suas oficinas que contemplam formação musical, iniciação teatral e incentivo à leitura; pela inclusão social e pelas parcerias com artistas, instituições nacionais e internacionais e pelo resgate de ritmos brasileiros - Foto: Divulgação
O batuque na caixa recebeu a nota 100 pelo conteúdo de suas oficinas que contemplam formação musical, teatral e incentivo à leitura – Foto: Divulgação

Concorreram 2862 projetos de todo o Brasil, no âmbito da enorme diversidade cultural que abrangem os Estados e os povos do país. O batuque na caixa recebeu a nota 100 pelo conteúdo de suas oficinas que contemplam formação musical, iniciação teatral e incentivo à leitura; pela inclusão social e pelas parcerias com artistas, instituições nacionais e internacionais e pelo resgate de ritmos brasileiros.

O fundador e coordenador Aldo Moraes é músico, jornalista e poeta com prêmios recebidos no Brasil, Áustria, França e Suíça - Foto: Divulgação/Facebook
O fundador e coordenador Aldo Moraes é músico, jornalista e poeta com prêmios recebidos no Brasil, Áustria, França e Suíça – Foto: Divulgação/Facebook

O batuque foi criado em 1999 como forma de democratizar o acesso à cultura para crianças e adolescentes e já atendeu 7.500 alunos gratuitamente em Londrina e outras cidades da região. Este ano, o projeto também foi finalista do Prêmio Itaú Unicef e Moraes foi homenageado pela Assembléia Legislativa do Paraná, na semana da consciência negra. (mais…)

Teatro – Histórias de Pescador é apresentada hoje em Londrina

Dentro da programação do Festival da Escola Primeiro Encontro, em Londrina, acontece hoje a apresentação teatral/musical Histórias de Pescador na Casa de Cultura da UEL (Divisão de Artes Cênicas). A apresentação é a partir das 20h.
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A história se passa em uma ilha deserta, onde o sol desmaia e o rio se mistura com o mar… As lendas intrigam uma regra, a de não se relacionarem entre si. O Boto se apaixonou pela rainha das águas. Nicanor, o prometido das donzelas também não resistiu aos encantos de Iara e, não sabendo de seu compromisso com o Boto, se enfiou pelas águas, águas que ninguém sabe até hoje se são doces ou salgadas. O final dessa história ninguém conta direito, ou ninguém tem certeza mesmo se ele é real. A peça tem direção de Paulo Vitor Poloni e Gabriela Catai. Além de Guilherme Villela como músico acompanhante.


SERVIÇO
Histórias de Pescador – Festival Primeiro Encontro
Sexta (01) na Casa de Cultura da UEL (Divisão de Artes Cênicas)
Horário 20h
(Preços não divulgados)

Música – Dia do Samba celebra a batucada londrinense

A comemoração do Dia do Samba será em dose dupla este ano, em Londrina. O festejo começa no dia 01 de dezembro, sexta-feira, no Bar Valentino, com uma reunião de 30 artistas que destacam canções compostas na terra vermelha, ao lado de clássicos do gênero. A ideia é valorizar a produção local da música popular e seguir a tradição solidária da celebração na cidade, já que a bilheteria é revertida para a Casa de Apoio Madre Leônia, instituição que dá apoio a pacientes buscam tratamento contra o câncer em Londrina.

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No repertório, sambas eternizados por mestres como Dona Ivone Lara, Martinho da Vila e João Nogueira terão a companhia da criação de bambas que fazem história em Londrina, como Bernardo Pellegrini, Leandro Almeida e os violonistas Rafael Fuca e Israel Laurindo. A dupla encabeça os regionais que sobem ao palco para acompanhar os intérpretes convidados a dar voz a sambas dos colegas locais, promovendo um intercâmbio musical.

A pesquisadora Juliana Barbosa vê no evento uma atividade potencial para fortalecer a cultura popular na cidade: “Recentemente estive com o pessoal do projeto ‘Samba do compositor paranaense’, em Curitiba, onde há uma sistematização e registro da produção local. Este Dia do Samba será uma forma de experimentar esta troca de informações”, comenta. De olho no contexto da produção musical, ela costura o roteiro da noite, junto com o ator e cantor Caco Piacenti. O evento tem ainda o apoio das rádios UEL FM e AlmA Londrina.

O caráter beneficente segue nas comemorações agendadas para a noite de sábado, dia 02, em uma roda de samba no Londrina Country Club que promete passear pela diversidade de estilos e exaltar a grandeza do gênero para a cultura nacional. O público é convidado a doar um quilo de alimento na entrada da festa, que será doado ao Lar das Vovozinhas Gilda Marconi.

DIA DO SAMBA – A origem da data tem mais de uma versão, mas o fato é que não faltam motivos para se comemorar: dia 02 de dezembro marca a gravação do primeiro samba registrado, Pelo Telefone, em 1916. Também é data da publicação de um manifesto resultado do 1º Congresso Nacional do Samba, realizado no Rio de Janeiro em 1962. E, ainda, para os baianos é o dia em que Ary Barroso visitou Salvador pela primeira vez, em 1940. A efeméride é reconhecida pelo poder público em Santos, Salvador e no Rio de Janeiro.

Em Londrina, a comemoração foi originada há 12 edições pelo grupo Sambelê, por iniciativa do músico Wilsinho Soler. Com a mudança dele para o Mato Grosso do Sul, há quatro anos, um coletivo de amantes do samba assumiu a missão de manter vivo o evento na cidade, e que agora ganha dupla programação. A festa no Bar Valentino tem a organização de Juliana Barbosa, Rakelly Calliari e Camila Taari, enquanto o evento no Londrina Country Club é capitaneado por Sal Vinícius, Bethânia Paranzini e músicos da Padaria do Samba, todos em parceria para mostrar que Londrina faz samba também.


Serviço – Dia do Samba Londrina
01/12 (sexta-feira), no Bar Valentino – 21h
Entrada: R$10. Bilheteria em prol da Casa de Apoio Madre Leônia
Com os intérpretes Camila Taari, Giovana Correia, Gisele Silva, Gleice Regina, Leandro Rubi, Luíza Braga, Rakelly Calliari, Ronaldo Matos, Silvia Borba e convidados.
Apoio: UEL FM e AlmA Londrina Rádio Web.
02/12 (sábado), no Londrina Country Club
Início às 20h30,
Entrada R$20 + 1 kg de alimento para o Lar das Vovozinhas.
Roda de samba com músicos da Padaria e convidados.

Teatro – Cia L2 apresenta Da Pele ao Barro na Usina

A companhia teatral L2, de Londrina, apresenta nesta sexta (24) e sábado (25) a peça ‘Da Pele ao Barro’. O espetáculo surgiu a partir da investigação do estatuário de Camille Claudel. Cada novo quadro de esculturas esboça nuances de situações enfrentadas pela mulher e a conquista de seu espaço na sociedade artística do séc. XIX.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta montagem, a companhia (na ativa desde 2010) realiza um trabalho de investigação dos músculos para construção e desconstrução das esculturas, aproximando os corpos dos atores a argila e ao gesso. Esculturas pulsam, vivem. Nos dois dias, a peça inicia às 20h, com entadas a R$ 5 (disponível na bilheteria a partir das 19h) – Classificação indicativa 14 anos.

O elenco é formado pelos atores: Bianca Ribeiro, Gabriel Paleari, Giovanna Stocco, João Mosso, João Rodarte, Julia Malu, Laiz Ferreira, Ronald Rosa,Tatiana Oliveira. O figurino é assinado pelo coletivo com execução de Lenita Costa. Sonoplastia de Bruno Garcia e Giovana Stocco, iluminação e direção por Thainara Pereira (com assistência de Lucas Manfré) e orientação de Aguinaldo Moreira de Souza.


Da Pele ao Barro – Cia L2
A partir das 20h na Usina Cultural em Londrina
Entrada: R$ 5

Shows de Paralamas do Sucesso e Ney Matogrosso são cancelados

Dois shows, muito aguardados na cidade, e que estavam agendados para esta semana sofreram alterações; Foi adiado do Paralamas do Sucesso, que aconteceria no Ginásio Mringão no próximo sábado (25) e cancelado o show do cantor Ney Matogrosso que viria com a turnê ‘Atento aos Sinais’ agendado para o mesmo dia no Ginásio Marista.

O trio estava com show agendado para este sábado (25) no Moringão - Foto: Divulgação
O trio estava com show agendado para este sábado (25) no Moringão – Foto: Divulgação

O show dos Paralamas correspondia à turnê “Sinais do Sim”, com repertório baseado no disco homônimo, lançado neste ano. O evento não está mais disponível na página oficinal dos Paralamas do Sucesso. Os ingressos foram vendidos pelo Disk Ingresso, que confirmou que o evento foi adiado, sem nova data prevista. Não foi divulgado o motivo da alteração na data.

Ney Matogrosso – A Orth Produções informa que o show com o artista Ney Matogrosso, da turnê “Atento aos Sinais”, que estava agendado para 25 de novembro, no Ginásio Marista, foi cancelado. Até a tarde desta terça-feira (21), os ingressos para a arquibancada já estavam esgotados.

No show, Ney apresenta repertório variado, incluindo canções de compositores como Caetano Veloso e Paulinho da Viola - Foto: Divulgação
No show, Ney apresenta repertório variado, incluindo canções de compositores como Caetano Veloso e Paulinho da Viola – Foto: Divulgação

Segundo divulgado pela empresa Orth Produções, o cancelamento se deu em função de questões técnicas do local, o que acabou inviabilizando a vinda do show, por a estrutura não atender as necessidades de cenário e iluminação que demanda a megaestrutura. Além disso, não foi possível transferir o show para outro lugar.

Surface, Onion Balls e Manon Lescaut tocam neste domingo

O domingo terá uma apresentação gratuita com bandas de rock no Barbearia Londrina a partir das 16h. Nessa edição tocarão as bandas: MANON LESCAUT (São Paulo), ONION BALLS (Arapongas) e SURFACE (Londrina), a entrada é gratuita.

Com 20 anos de estrada a banda Surface já lançou 4 cds, 1 dvd além de ter participado de diversas coletâneas - Foto: Divulgação
Com 20 anos de estrada a banda Surface já lançou 4 cds, 1 dvd além de ter participado de diversas coletâneas – Foto: Divulgação

Surface – A banda SURFACE foi formada em 1997, em Londrina PR. Mesmo com as dificuldades de se fazer Rock no interior do país conseguiu ter o nome em destaque por várias vezes. A banda participa ativamente do cenário underground nacional. Em 2007 seu 3º CD “Desafio” obteve a honrosa 6ª posição na categoria de melhor Álbum Punk / Hardcore pela Revista Dynamite. Lançou em 2014 o 4º CD e o DVD, que além de mostrar novas músicas ele faz uma retrospectiva sobre a história da banda. A banda se mantém fiel ao mesmo estilo desde o começo, Punk Rock e Hardcore. Conciliando o peso do instrumental com a melodia dos vocais femininos. Já se apresentou em várias cidades pelo país e tocou com bandas de renome.

Duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90 - Foto: Divulgação
Duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90 – Foto: Divulgação

Onion Balls – É um duo de Rock Garageiro formado em 2011 pelos irmãos Dema Pegorer (bateria e vocal) e Fred Pegorer (guitarra e vocal). Influenciados pelo punk rock dos anos 70 e pelo rock alternativo do final dos anos 80 e da década de 90. A dupla já tocou nas bandas Devaneers (1998-2005 – 03 eps lançados) e Wolf Attack (2004-2012 – 01 ep e 01 disco lançados). Formada na cidade de Arapongas, interior do norte do Paraná, onde eles nasceram e residem até hoje. A falta de opção cultural e monotonia da cidade onde vivem, deram origem aos temas recorrentes das canções da dupla. Apresentaram-se ao vivo em várias e, lançaram em 2015 seu primeiro disco na área externa do estúdio onde compõe e ensaiam.

É a primeira vez que DJF Uchida (vocalista e guitarrista), Luiz Furlan (baterista) e Alcides Amadeu (baixista) tocam no Paraná - Foto: Divulgação
É a primeira vez que DJF Uchida (vocalista e guitarrista), Luiz Furlan (baterista) e Alcides Amadeu (baixista) tocam no Paraná – Foto: Divulgação

Manon Lescaut – Os paulistanos prometem tocar faixas dos dois discos da banda, “Better Luck Next Life After Death” (2010) e “People Are Bad For Your Health” (2014), além de duas músicas inéditas – “Good Night, Morning Wave” e “Sans Everyone, Sans Everything” – que estarão no próximo disco da banda, “We Know Someone You Can Fusillade”, a ser gravado e lançado no primeiro
semestre de 2018. O novo disco deve manter a temática soturna que permeia as letras do grupo, mas DJF Uchida adianta que a sonoridade deve mudar radicalmente e que algumas das 13 músicas novas devem acabar soando como um encontro entre Toru Takemitsu (falecido compositor erudito japonês), Einstürzende Neubauten e Carpenters.


Serviço:
Domingueira Barbearia – Surface, Onion Balls e Manon Lescaut
19 de novembro, a partir das 16 horas
Rua Quintino Bocaiúva, 875, 86020-150 Londrina
Entrada Franca